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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Hermes Trimegisto

Hermes Trimegisto

Hermes Trimegisto, ou Mercúrio Trimegisto, três megas, isto é, "Três Vezes Grande Hermes", era, também identificado como o deus Thoth dos egípcios. Esse personagem fabuloso que os egípcios e os gregos consideravam como o pai de todas as ciências, era o legislador, o mago e o benfeitor do Egito, que viveu no século XX a. C.

Não se pode realmente precisar a localização de Hermes no tempo e no espaço. Segundo a cronologia egípcia de Maneton, sua época denomina-se "reino dos deuses". Não havia ainda nem o papiro nem a grafia fonética e sim, apenas, a ideografia sagrada gravada pelos sacerdotes em hieroglifos, nas Colunas e nas paredes dos Templos.

Os gregos, discípulos dos egípcios, o chamavam Hermes Trimegistus ou Trindade Suprema, que foi um lendário e fabuloso legislador egípcio, sacerdote e filósofo, que viveu durante o reinado de Ninus, por volta de 2.270 anos a. C.. Hermes Trimegisto era o nome que os gregos davam ao deus egípcio (Hermes-Tote). No culto egípcio de Osíris, Tote era o grande conselheiro; que presidia às ciências e se lhe atribuíam todo um conjunto de obras que continham praticamente todo o saber do antigo Egito.

Dizem que Hermes Trimegistus escreveu mais de trinta livros sobre teologia e filosofia e seis sobre medicina e parece que todos desapareceram provavelmente nas invasões e guerras que o Egito sofreu ao longo da história. Os egípcios atribuíam a Hermes a autoria de quarenta e dois livros sobre ciências ocultas. O livro grego intitulado Hermes Trimegistus, contém instruções modificadas e muito preciosas da antiga teogonia, isto é, o filete de luz de que Moisés e Orfeu necessitaram para sua iniciação. Diódolo Sículo o descreve como sendo secretário de Osíres e Cumberland chegou a dizer que esse personagem era o próprio Osíres. Sem dúvida existe muita confusão entre os mitologistas a respeito desse personagem.

Da obscuridade desse personagem nasceu o sentido que por vezes damos à palavra hermética, para designar aquilo que só os iniciados podem compreender.

São tantas as fábulas atribuídas a Hermes que Mackey chega a afirmar que sua realidade e sua existência sejam duvidosas. O hermetismo, que continua a ser um ponto de referência para as correntes ocultistas contemporâneas, desenvolveu-se desde a Idade Média com uma doutrina esotérica estreitamente ligada à Alquimia.

Hermes é considerado o pai e fundador da Alquimia e de onde surgiram as Ciências Ocultas ou Herméticas que originaram, na Maçonaria, os Ritos e Graus Herméticos. A influência do hermetismo na elaboração do Ritual da Maçonaria foi marcante, já que nos primeiros tempos do cristianismo Hermes era considerado como o pai de toda a inteligência humana, citado, inclusive, nas heranças documentárias da fase operativa da Ordem.

Do seu nome – Hermes – veio a designação de todos os cultores das Ciências Ocultas; a ele são atribuídas inúmeras obras relativas à religião e às ciências conhecidas sob o nome de Livros Herméticos. Esse adjetivo "hermético" que utilizamos freqüentemente no nosso dia-a-dia, fechado, que no seu significado inicial simbolizava aquelas visões e aqueles conhecimentos que não eram permitidos ao homem comum discernir ou indagar. Portanto, algo hermético, além de fechado inteiramente, significa "encimado por Hermes" ou relacionado aos Livros Herméticos.

Hermes portanto é relacionado com as ciências ocultas, sendo considerado o patrono dos alquimistas. Condensou a síntese e a substância da Sabedoria do antigo Egito, tendo resumido essa Sabedoria em proposições que foram gravadas sobre uma Tábua de Esmeralda: a Tábula Smaragdina, como foi denominada em latim. Esta Tábula, que chegou até nós em uma tradução árabe do século X, cujo autor é desconhecido, foi gravada sobre uma esmeralda pelo próprio Hermes, e a lenda diz que essa pedra foi encontrada em seu túmulo.

Na verdade, é no século XII que surge na Europa Ocidental, através das Cruzadas e dos contatos com o mundo islâmico, uma série de textos herméticos traduzidos do árabe para o latim. O mais conhecido de todos esses textos é a Tábua Esmeraldina, assim denominada porque foi gravada em uma pedra verde, já que os antigos atribuíam o verde às artes mágicas, gravadas pelo próprio Hermes em pessoa.

Esta "bíblia dos alquimistas", consta de umas trinta linhas onde se encontra a famosa Lei das correspondências e fundamental de todo o ocultismo:

O que está embaixo é igual ao que está em cima. E o que está em cima é igual ao que está embaixo, para realizar os milagres de uma única coisa.

Esta afirmação implica na aceitação de que todo o Universo, tanto em cima como embaixo, tanto "no céu como na terra", tanto no macro como no microcosmo, em todos os níveis de manifestação, é regido pelas mesmas leis.

E tal como todas as coisas vieram e vêm de Uma única origem, assim, também, todas estas coisas nasceram dessa coisa única, por adaptação. Estes textos mais ou menos obscuros, onde o leitor mais racional por vezes só vê quando tem algum sentido, carregado de tautologias, isto é, repetindo várias vezes a mesma coisa com outras palavras, retomam, de fato, a doutrina ocultista da unidade cósmica, da analogia e das correspondências entre as diversas partes do universo. Foram eles que inspiraram os pacientes trabalhos e meditações dos alquimistas tanto na transmutação dos metais como para a busca da divindade.

Entre outras obras atribuídas a Hermes, figuram textos redigidos na Idade Média, entre os quais o Livro dos XXVI Filósofos, onde Nicolau de Cusa foi encontrar sua célebre definição de divindade: "Círculo cujo centro está em toda a parte e a circunferência em parte nenhuma".

Atribui-se a Hermes a divisão do dia em 24 horas, contrariando a tese de que foram os sumerianos e babilônios, inclusive, entre suas inúmeras especulações, muito antes dos hebreus, tivesse ele apregoado a existência de um só Deus criador do universo, sendo ele, portanto, o primeiro monoteísta do mundo. Naturalmente, tantas qualificações que se lhe são atribuídas, levam a crítica a afirmar que em torno do seu nome se quis agrupar e sintetizar aqueles inúmeros sábios que concorreram para o bem e a civilização do antigo Egito.

É certo que Hermes tenha pertencido à casta dos sacerdotes que, depois, foram os verdadeiros dominadores do vale do Nilo; e se a casta dos guerreiros representou o braço, a casta dos sacerdotes representou a cabeça daquele país. Que Hermes tenha sido o idealizador destas doutrinas místicas ou que tenha coordenado a obra de seus antepassados, o certo que se atribui a Hermes, também, o princípio de metempsicose. A metempsicose, que antecedeu por milênios a atual religião kardecista, é a doutrina segundo a qual uma mesma alma pode animar sucessivamente corpos diversos: homens, animais ou vegetais. É a teoria da transmigração da alma.

Depois da afirmação da existência de um só Deus, ele confere a imortalidade à alma humana através da metempsicose; quando o corpo morre, o espírito, animador da carne, passa de um para outro corpo de homem ou de animal; daí o respeito pela vida de todos os animais.

Nem os séculos enfraqueceram essa idéia teológica de Hermes, pois que, entre as teorias de maior evidência, mesmo entre os modernos espiritualistas, está a teoria da reencarnação, segundo a qual, um espírito puro, vindo da vida astral, sofre uma série de reencarnações como expiação de suas faltas; e as reencarnações se repetem em número de vezes de acordo com o número e a gravidade das faltas cometidas.

O hermetismo, atualmente, não passa de um conjunto de práticas secretas da magia que ainda perdura em muitos países da Europa e Ásia. A Astrologia, com suas previsões e a influência dos astros sobre a pessoa humana, não deixa de ser uma espécie de hermetismo. Alec Mellor, ferrenho antiocultista, diz que "a aplicação mais nefasta do hermetismo foi, certamente, a astrologia, pretensa "ciência" das correspondências entre o cosmo e o homem" (princípio fundamental de Hermes).

Na verdade, a sabedoria que era ensinada pelos primitivos egípcios aos iniciados em seus antigos mistérios, chegaram até nós através de escolas clássicas como idéias fundamentais da crença de uma existência de formas separadas de vida, na paz entre os homens e no exame dialético dos contrários. Esta doutrina está contida nos Livros Herméticos, dos quais o mais interessante é o Pimandro. Esses livros são conhecidos em seu texto grego, sendo que alguns os consideram de origem egípcia. Sábios e filósofos da antiguidade, como Platão, Sócrates, Aristóteles e Pitágoras, foram iniciados nos segredos do Hermetismo.

Vindo para o Ocidente, o nome Hermetismo adquiriu significado de todas as práticas secretas da magia e da alquimia, estendendo-se, depois, para o rosacrucianismo, iluminismo e ocultismo de maneira geral.

A ciência do hermetismo foi cultivada durante a Idade Média sob várias denominações: ocultismo, esoterismo, magia, alquimia, astrologia, cabala e influenciou quase todas as correntes de pensamento filosófico da época. Mas, sob o nome de hermetismo designou-se particularmente a parte teórica e filosófica da alquimia medieval, segundo a qual existem íntimas e misteriosas relações entre todas as porções do Universo visível e invisível.

Os Maçons ativos (operativos) que escreveram suas Antigas Constituições, obtiveram seus conhecimentos através do famoso Polycronycon, do monge Ranulfo Hidgeu, traduzido em 1482, onde se menciona repetidas vezes que o Manuscrito Cook, cuja data provável é dos fins do século XV, já era familiar por exemplo aos escritores das Constituições anteriores.

Em todos os registros e manuscritos antigos que contêm as lendas da fraternidade, se fazia menção a Hermes Trimegistus como fundador da Maçonaria. Assim, o manuscrito da Grande Loja dos Operativos, que data de 1632, afirma que "o grandioso Hermarino, que foi filho de Cuby, filho de Sem e neto de Noé, foi identificado posteriormente como Hermes, o pai da Sabedoria".

Durante o século XVIII, muitos ocultistas foram Iniciados na Maçonaria, impregnando-a com seus conhecimentos. Daí surgirem e florescerem vários Ritos Maçônicos dedicados exclusivamente ao estudo das ciências ocultas. O método característico do hermetismo é o emprego da analogia, como foi dito acima e suas aplicações às ciências contemporâneas permite esclarecer uma série de problemas antes considerados insolúveis


Estudo de Autoria Desconhecida.