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quinta-feira, 28 de junho de 2007

Xangô, Rei de Oió

Por Reginaldo Prandi e Armando Vallado

I: O obá Xangô

Obá é palavra da língua iorubá que designa rei. Obá é também um dos epítetos do orixá Xangô (não confundir Obá, rei, soberano ( oba ), com o orixá Obá ( Òbà ), que é uma das esposas de Xangô). Segundo a mitologia, Xangô teria sido o quarto rei da cidade de Oió, que foi o mais poderoso dos impérios iorubás. Depois de sua morte, Xangô foi divinizado, como era comum acontecer com os grandes reis e heróis daquele tempo e lugar, e seu culto passou a ser o mais importante da sua cidade, a ponto de o rei de Oió, a partir daí, ser o seu primeiro sacerdote.

Não existem registros históricos da vida de Xangô na Terra, pois os povos africanos tradicionais não conheciam a escrita, mas o conhecimento do passado pode ser buscado nos mitos, transmitidos oralmente de geração a geração. Assim, a mitologia nos conta a história de Xangô, que começa com o surgimento dos povos iorubás e sua primeira capital, Ilê-Ifé, fala da fundação de Oió e narra os momentos cruciais da vida de Xangô:

“Num tempo muito antigo, na África, houve um guerreiro chamado Odudua, que vinha de uma cidade do Leste, e que invadiu com seu exército a capital de um povo então chamado ifé. Quando Odudua se tornou seu governante, essa cidade foi chamada Ilê-Ifé. Odudua teve um filho chamado Acambi, e Acambi teve sete filhos, e seus filhos ou netos foram reis de cidades importantes. A primeira filha deu-lhe um neto que governou Egbá, a segunda foi mãe do Alaqueto, o rei de Queto, o terceiro filho foi coroado rei da cidade de Benim, o quarto foi Orungã, que veio a ser rei de Ifé, o quinto filho foi soberano de Xabes, o sexto, rei de Popôs, e o sétimo foi Oraniã, que foi rei da cidade Oió, mais tarde governada por Xangô.

“Esses príncipes governavam as cidades que mais tarde foram conhecidas como os reinos que formam a terra dos iorubás, e todos pagavam tributos e homenagens a Odudua. Quando Odudua morreu, os príncipes fizeram a partilha dos seus domínios, e Acambi ficou como regente do reino de Odudua até sua morte, embora nunca tenha sido coroado rei. Com a morte de Acambi, foi feito rei Oraniã, o mais jovem dos príncipes do império, que tinha se tornado um homem rico e poderoso. O obá Oraniã foi um grande conquistador e consolidou o poderio de sua cidade.

“Um dia Oraniã levou seus exércitos para combater um povo que habitava uma região a leste do império. Era uma guerra muito difícil, e o oráculo o aconselhou a ficar acampado com os seus guerreiros num determinado sítio por um certo tempo antes de continuar a guerra, pois ali ele haveria de muito prosperar. Assim foi feito e aquele acampamento a leste de Ifé tornou-se uma cidade poderosa. Essa próspera povoação foi chamada cidade de Oió e veio a ser a grande capital do império fundado por Odudua. O rei de Oió tinha por título Alafim, termo que quer dizer o Senhor do Palácio de Oió.

“Com a morte de Oraniã, seu filho Ajacá foi coroado terceiro Alafim de Oió. Ajacá, que tinha o apelido de Dadá, por ter nascido com o cabelo comprido e encaracolado, era um homem pacato e sensível, com pouca habilidade para a guerra e nenhum tino para governar. Dadá-Ajacá tinha um irmão que fora criado na terra dos nupes, também chamados tapas, um povo vizinho dos iorubás. Era filho de Oraniã com a princesa Iamassê, embora haja quem diga que a mãe dele foi Torossi, filha de Elempê, o rei dos nupes. Esse filho de Oraniã tinha o nome Xangô, e era o grande guerreiro que governava Cossô, pequena cidade localizada nas cercanias da capital Oió.

“Xangô um dia destronou o irmão Ajacá-Dadá, e o exilou como rei de uma pequena e distante cidade, onde usava uma pequena coroa de búzios, chamada coroa de Baiani.

“Xangô foi assim coroado o quarto Alafim de Oió, o obá da capital de todas as grandes cidades iorubás.

“Xangô procurava a melhor forma de governar e de aumentar seu prestígio junto ao seu povo. Conta-se que, para fortalecer seu poder, Xangô mandou trazer da terra dos baribas um composto mágico, que acabaria, contudo, sendo sua perdição. O rei Xangô, que depois seria conhecido pelo cognome de o Trovão, sempre procurava descobrir novas armas para com elas conquistar novos territórios. Quando não fazia a guerra, cuidava de seu povo. No palácio recebia a todos e julgava suas pendências, resolvendo disputas, fazendo justiça. Nunca se quietava. Pois um dia mandou sua esposa Iansã ir ao reino vizinho dos baribas e de lá trazer para ele a tal poção mágica, a respeito da qual ouvira contar maravilhas. Iansã foi e encontrou a mistura mágica, que tratou de transportar numa cabacinha.

“A viagem de volta era longa, e a curiosidade de Iansã sem medida. Num certo momento, ela provou da poção e achou o gosto ruim. Quando cuspiu o gole que tomara, entendeu o poder do poderoso líquido: Iansã cuspiu fogo!

“Xangô ficou entusiasmadíssimo com a nova descoberta. Se ele já era o mais poderoso dos homens, imaginem agora, que tinha a capacidade de botar fogo pela boca. Que inimigo resistiria? Que povo não se submeteria? Xangô então passou a testar diferentes maneiras de usar melhor a nova arte, que certamente exigia perícia e precisão.

“Num desses dias, o obá de Oió subiu a uma elevação, levando a cabacinha mágica, e lá do alto começou a lançar seus assombrosos jatos de fogo. Os disparos incandescentes atingiam a terra chamuscando árvores, incendiando pastagens, fulminando animais. O povo, amedrontado, chamou aquilo de raio. Da fornalha da boca de Xangô, o fogo que jorrava provocava as mais impressionantes explosões. De longe, o povo escutava os ruídos assustadores, que acompanhavam as labaredas expelidas por Xangô. Aquele barulho intenso, aquele estrondo fenomenal, que a todos atemorizava e fazia correr, o povo chamou de trovão.

“Mas, pobre Xangô, a sorte foi-lhe ingrata. Num daqueles exercícios com a nova arma, o obá errou a pontaria e incendiou seu próprio palácio. Do palácio, o fogo se propagou de telhado em telhado, queimando todas as casas da cidade. Em minutos, a orgulhosa cidade de Oió virou cinzas.

“Passado o incêndio, os conselheiros do reino se reuniram, e eviaram o ministro Gbaca, um dos mais valentes generais do reino, para destituir Xangô.

“Gbaca chamou Xangô à luta e o venceu, humilhou Xangô e o expulsou da cidade. Para manter-se digno, Xangô foi obrigado a cometer suicídio. Era esse o costume antigo. Se uma desgraça se abatia sobre o reino, o rei era sempre considerado o culpado. Os ministros lhe tiravam a coroa e o obrigavam a tirar a própria vida.

“Cumprindo a sentença imposta pela tradição, Xangô se retirou para a floresta e numa árvore se enforcou.

"Oba so!", "Oba so!"

"O rei se enforcou!", correu a notícia.

“Mas ninguém encontrou seu corpo e e logo correu a notícia, alimentada com fervor pelos seus partidários, que Xangô tinha sido transformado num orixá. O rei tinha ido para o Orum, o céu dos orixás. Por todas as partes do império os seguidores de Xangô proclamavam:

"Oba ko so!", que quer dizer "O rei não se enforcou!"

"Oba ko so!", "Oba ko so!".

“Desde então, quando troa o trovão e o relâmpago risca o céu, os sacerdotes de Xangô entoam: "O rei não se enforcou!" "Oba ko so! Obá Kossô!" "O rei não se enforcou".”

(Cf. Prandi, Mitologia dos orixás.)

Assim narram os mitos, e a morte de Xangô nada mais é do que a afirmação dos antigos costumes africanos. Sua morte teria sido injusta e por isso o Orum o acolheu como imortal. A expressão “Obá Ko so” é evidentemente dúbia. Tanto pode significar “Rei da cidade de Cossô”, o que de fato Xangô também era, como “O rei não se enforcou”, frase que poderia ser também traduzida por “O Rei vive”, ou “Viva o Rei”, forma que é mais comum na nossa tradição ocidental. A versão verdadeira não importa: divinizado, transformado em orixá, o obá Xangô, o Alafim de Oió, alcançou a imortalidade, deixou de ser humano, virou deus. “Obá Kossô”, “Viva o Rei” é a fórmula pela qual, até hoje, em todos os templos dos orixás, é glorificado o nome de Xangô, o rei de Oió, o orixá do trovão, senhor da justiça.

De todos os orixás que marcam a saga da cidade de Oió, nenhum foi mais reverenciado que Xangô, mesmo quando Oió passou a ser apenas um símbolo esfumaçado na memória dos atuais seguidores das religiões dos orixás espalhados nos mais distantes países da diáspora africana do lado de cá e do lado de lá do oceano. E há muitos elementos para estribar essa afirmação.

II: Xangô no Novo Mundo

No seu auge, o império de Oió englobava as mais importantes cidades do mundo iorubá, tendo assim o culto a Xangô, que era o orixá do rei ou obá de Oió, portanto o orixá do império, sido difundido por todo o território iorubano, o que não era muito comum, pois cada cidade ou região tinha os seus próprios orixás tutelares e poucos eram os que recebiam culto nas mais diversas cidades, como Exu, Ossaim e Orunmilá. O fato é que o apogeu da dominação da cidade de Oió sobre as outras resultou numa grande difusão do culto a Xangô. Durante muito tempo a força militar de Oió protegeu os iorubás de invasões inimigas e impediu que seu povo fosse caçado e vendido por outros africanos ao tráfico de escravos destinado ao Novo Mundo, como acontecia com outros povos da África.

Quando o poderio de Oió foi destruído no final do século XVIII por seus inimigos, tanto a capital Oió como as demais cidades do império desmantelado ficaram totalmente desprotegidas, e os povos iorubás se transformaram em caça fácil para o mercado de escravos. Foi nessa época que o Brasil, assim como outros países americanos, passou a receber escravos iorubás em grande quantidade. Vinham de diferentes cidades, traziam diferentes deuses, falavam dialetos distintos, mas tinham todos algo em comum: o culto ao deus do trovão, o obá de Oió, o orixá Xangô.

Isso explica a enorme importância que Xangô ocupa nas religiões africanas nas Américas, pois foi exatamente nesse momento histórico da chegada dos iorubás que as religiões africanas se constituíram nas Américas, isto é, no século XIX. Particularmente no Brasil, os escravos recém-chegados eram trazidos não mais para o trabalho nas plantações e nas minas do interior, onde ficavam dispersos, mas sim nas cidades, onde eram encarregados de fazer todo o tipo de serviço urbano, morando longe de seus proprietários, vivendo em bairros com grande concentração de negros escravos e libertos, e tendo assim maior liberdade de movimento e organização, podendo se reunir nas irmandades católicas, com novas e amplas oportunidades para recriarem aqui a sua religião africana.

Nascido da iniciativa de negros iorubás que se reuniam numa irmandade religiosa na igreja da Barroquinha, em Salvador, o primeiro templo iorubá da Bahia foi, emblematicamente, dedicado a Xangô. Seus ritos, que em grande parte reproduziam a prática ritualística de Oió, acabaram por moldar a religião que viria a se constituir no candomblé, e cuja estruturação hierárquica sacerdotal em grande parte reconstituía simbolicamente a organização da corte de Oió, isto é, a corte de Xangô, como veremos adiante. Emblemas que na África eram exclusivos do culto a Xangô foram generalizados entre nós para o culto de todos os orixás, como o uso do colar ritual de iniciação chamado quelê.

Por estranha ironia, a nação de Xangô na Bahia acabou recebendo o nome de Queto, que é a cidade de Oxóssi, e não o nome de Oió, cidade de Xangô, como era de se esperar. Mas essa denominação deve ter ocorrido muito tempo depois da fundação da Casa Branca do Engenho Velho, o primeiro terreiro de Xangô, de cujo chão Oxóssi é o dono, e que serviu de modelo a todo o candomblé. A denominação nação queto deve ter se dado já no século XX, quando angariavam grande prestígio e visibilidade dois terreiros que também fazem parte do núcleo de templos fundantes do candomblé: o terreiro do Gantois, dissidente da Casa Branca, e dedicado a Oxóssi, que era o orixá da cidade do Queto, e o terreiro do Alaketu, cuja fundação é atribuída a duas princesas originárias da cidade do Queto, e que também eram do grupo da Barroquinha. A expressão “nação queto” para designar o ramo do candomblé de origem iorubá que se constituiu a partir da linhagem da Casa Branca do Engenho Velho é recente e não era usada antes de 1950. O nome mais comum era nação nagô, ou jeje-nagô. A própria Mãe Aninha, que fundou outro templo dissidente da Casa Branca, o Axé Opô Afonjá, e que, como o próprio nome indica, também é dedicado a Xangô, costumava dizer nos anos 1930: “Minha casa é nagô puro”.

Mas no Rio Grande do Sul, até hoje a expressão “nação Oió”, ou “Oió-ijexá” designa os terreiros de batuque de origem iorubá. A marca de Xangô continua ali muito presente.

Em Pernambuco, a primazia de Xangô acabou por dar nome a toda a religião dos orixás, que naquele e em outros estados do Nordeste é conhecida como xangô.

No Maranhão, dois templos de tradições diferentes disputam o posto de casa fundante do tambor-de-mina: a Casa das Minas, de culto exclusivo aos voduns dos povos fons ou jejes, e a Casa de Nagô, que, como o próprio nome aponta, dedica-se ao culto dos orixás, os deuses nagôs ou iorubás, além de cultuar também voduns e encantados. Ao contrário da Casa das Minas, que não teve terreiros descendentes e hoje se encontra em franco processo de extinção, a Casa de Nagô é a origem de vasta linhagem de terreiros, que se espalharam pelo Maranhão e Pará e chegaram até o Rio de Janeiro e São Paulo, ou mais além. A Casa das Minas de Tóia Jarina, de Diadema, é originária dessa matriz. Pois o patrono da Casa de Nagô não é outro senão Badé, nome pelo qual Xangô é reverenciado nos templos do tambor-de-mina.

Longe daqui, no Caribe, a palavra xangô também dá nome à religião dos orixás praticada em Trinidad-Tobago, nome que também pode ser observado entre populações americanas de origem caribenha na costa Atlântica do sul dos Estados Unidos.

Em Cuba, onde a santeria é tão viva e diversificada como o candomblé brasileiro, são muitos os indícios da supremacia ritual de Xangô. Talvez o mais emblemático seja o fato de que, durante a iniciação ritual, apenas os sacerdotes dedicados a Xangô, segundo a tradição cubana, têm o privilégio sobre todos os demais de receber na cabeça o sangue sacrificial, o que indicaria que o orixá do trovão tem precedência protocolar, e seu tambor é o mais sagrado instrumento musical da santeria.

Onde quer que tenha se formado alguma manifestação americana da religião dos orixás, seja o candomblé, o xangô, o batuque, o tambor-de-mina, a santeria cubana, ou o xangô caribenho, a memória do orixá Xangô, o obá de Oió, manteve o realce que o orixá do império detinha na África. Como obá, Xangô também era o mais alto magistrado de seu povo, o juiz supremo. Sua relação com o ministério da justiça fez dele, entre os seguidores das religiões dos orixás, o senhor da justiça. Num mundo de tantas injustiças, desigualdades sociais, marginalização, abandono e falta de oportunidades sociais de todo tipo, como este em que vivemos, o orixá da justiça ganhou cada vez maior importância. Seu prestígio foi consolidado. Reiterou-se a posição de Xangô como o grande patrono do candomblé e grande protetor de todo aquele que se sente de algum modo injustiçado.

III: A corte do rei

A importância de Xangô na constituição do candomblé, que é brasileiro, pode ser identificada também quando examinamos as estruturas hierárquicas e a organização dos papéis sacerdotais do candomblé em comparação com o ordenamento dos cargos da própria corte de Oió, a cidade de Xangô. Não há dúvida que as sacerdotisas e sacerdotes que fundaram os primeiros templos de orixá no Brasil tinham grande intimidade com as estruturas de poder que governavam a cidade do Alafim. O candomblé é, de fato, uma espécie de memória em miniatura da cidade africana que o negro perdeu ao ser arrancado de seu solo para ser escravizado no Brasil.

Vejamos alguns dos cargos mais importantes da corte de Oió e sua correspondência com a hierarquia do candomblé de nação nagô.

Basorun – primeiro ministro e presidente do conselho real, que tinha mais poder que o próprio rei, exercendo também a função de regente quando da morte do rei até a ascensão do sucessor. No candomblé é título dado a homem que ajuda na administração do terreiro, um dos membros do corpo de ministros em terreiros dedicados a Xangô.

Alààpínní – chefe do culto de egungum. No Brasil, igualmente alto sacerdote do culto dos ancestrais.

Balògún – chefe militar. No candomblé, cargo masculino de chefia da casa de Ogum. O falecido oluô Agenor Miranda Rocha, foi, por mais de 70 anos, o balogum da Casa Branca do Engenho Velho.

Lágùnnòn – embaixador do rei que tinha como encargo o culto ao orixá Ocô, divindade da agricultura. No candomblé, espécie de ajudante do pai-de-santo na provisão do terreiro.

Akinikú – chefe dos rituais fúnebres. No Brasil, oficial do axexê, que pode ser um babalorixá ou ialorixá ou algum ebômi ou ogã especializado nos ritos mortuários.

Asípa – representante dos governadores das aldeias na corte de Oió e encarregado do culto ao orixá Ogum. No Brasil, dignidade masculina.

Isugbin – corpo de tocadores e musicistas do palácio. No candomblé são chamados alabês, nome que na África era dado aos escarificadores, os que faziam os aberês, as marcas faciais identificadoras da origem.

Ìlàrí – corpo de guardas da corte e de mulheres. Adoradores de Oxóssi e Ossaim, eram também uma espécie de mensageiros e provedores reais. No candomblé, sacerdotes que cuidam da casa de Ossaim.

Èkejì òrìsà – literalmente, a segunda pessoa do orixá, cargo sacerdotal da corte do Alafim, sacerdotisa que não incorpora o orixá, mas que cuida de seus objetos sagrados. No candomblé, equede, todas mulher não-rodante confirmada para cuidar do orixá em transe e de seus pertences rituais. O cargo, elevado na África, deu às equedes posição de relevo também no candomblé, onde têem o grau de senioridade.

Ìyá-nàsó – mãe do culto do Xangô do rei (divindade pessoal). No Brasil, nome de uma das fundadoras do candomblé e título feminino.

Ìyáalémonlé – encarregada de cuidar do assentamento pessoal do rei. Entre nós, quem cuida do assentamento principal do pai-de-santo.

Ìyá-lé-òrí – mãe dos ritos de oferecimento a cabeça do rei, mantém a representação material da cabeça do rei em sua casa. No candomblé preside o bori.

Ìyá mondè ou bàbá – Mulher que cultua os espíritos dos reis mortos. Chamam-na também de Bàbá. O alafim dirige-se a ela como “pai”, pois elas detêm a autoridade do “pai”, como as dirigentes da umbanda brasileira, também chamadas de babá.

Ìyá-le-agbò – prepara os banhos rituais do rei. No candomblé, mulher que cuida dos potes de amassi.

Ìyá-kèré – chefe das mulheres ilaris; é ela quem coroa o rei no ato de sua entronização. A atribuição, mantida, é hoje no candomblé da competência de pais e mães-de-santo que colocam no trono o novo chefe do terreiro nas ocasiões de sucessão.

Muitos outros títulos do candomblé foram tomados de outras cidades e instituições que não a corte de Oió, mas é inescondível a importância da cidade de Xangô na estruturação dos terreiros brasileiros de origem iorubá. De toda sorte, são variadas as adaptações, muitas vezes esvaziando-se o cargo de suas funções originais.

Com o sentido de reforçar a idéia do terreiro de candomblé como sucedâneo da África distante, para legitimar suas estruturas de mando e valorizar sua origem, cargos de tradição africana são recuperados e adaptados com certa liberdade pelos dirigentes brasileiros. Assim surgiram os obás ou mogbás de Xangô, conselho de doze ministros do culto de Xangô, instituído inicialmente no terreiro Axé Opô Afonjá na década de 1930 por sua fundadora Mãe Aninha Obabií, assessorada pelo babalaô Martiniano Eliseu do Bonfim, e depois reinstalado nos mais diferentes terreiros que têm Xangô como patrono. Os obás brasileiros de Xangô têm funções diversas daquelas africanas, mas os nomes dos cargos são referência constante à vida político-administrativa dos iorubás antigos. Eles são divididos em ministros da direita, com direito a voto, e ministros da esquerda, sem direito a voto. Cada um deles conta com dois substitutos, o otum e o ossi.

O conjunto dos obás da direita criados por mãe Aninha é constituído dos seguintes cargos: Abíódún (nome que designa aquele nascido no dia da festa); Àre (título que se dá a uma pessoa proeminente da corte); Àrólu (o eleito da cidade); Tèla (nome masculino da realeza de Oió); Odofun (cargo da sociedade Ogboni); Kakanfò (título do general do exército). Os da esquerda são: Onankun (pai oficial do obá de Oió); Aressá (título do obá de Aresá); Eleryin (título do obá de Erin); Oni Koyí (título do obá de Ikoyi); Olugbòn (título do obá de Igbon); e Sòrun (chefe do conselho do rei de Oió). Estes nomes designam hoje postos sacerdotais, dignidades religiosas; na África designavam cargos de homens poderosos que controlavam a sociedade ioruba e suas cidades.

Um rei africano era, antes de mais nada, um guerreiro. Guerras, conquistas, povoamento de novas terras, escravidão, descoberta e renascimento, tudo isso faz parte da história de Xangô, rei e guerreiro, como faz parte das memórias de nossa própria civilização de brasileiros. Mas Xangô é mais que história da África e mais que história do Brasil. Seu duplo machado visa a justiça para cada um dos dois lados que se opõem na contenda, suas pedras-de-raio são o santuário guardião das esperanças de tanta gente que padece em conseqüência das mazelas de nossa sociedade: desemprego, falta de oportunidades, incompreensão e dificuldade no trabalho, escassez de meios de sobrevivência, perseguição e disputas insanas, inveja, complicações legais de toda sorte, e tantas outras coisas ruins. Apelar a Xangô, para o devoto, é buscar alento, realimentar esperanças, prover-se de forças para a difícil aventura da vida.

Mas no terreiro em festa, sob o roncar frenético dos tambores, a dança de Xangô não é tão somente demonstração de energia e de força marcial, de cadência e de vitalidade, mas igualmente harmonia, graça e sensualidade. Xangô é duro, mas também se compraz com o bom da vida. O paladar de Xangô lembra as qualidades do bom glutão que não dispensa jamais o prazer da boa mesa, tanto que até nos faz pensar nele como um rei gordo e guloso. Tanto é assim que suas oferendas votivas devem ser sempre servidas em grande quantidade, pois Xangô aprecia que seus súditos comam muito e bem.

Seu prato predileto é o amalá, comida feita à base de quiabo, camarão, pimentas de várias qualidades, e tantos outros condimentos que são verdadeiras iguarias, utilizados pelas filhas-de-santo que muito apreciam e disputam a preparação da comida para os deuses. A comida servida no terreiro serve também para “reunir gente”, e Xangô é o orixá que mais as acolhe, pois toda corte é repleta de súditos e não seria diferente no terreiro, onde há sempre muita gente, muita dança e muita comida.

Além de orixá comilão, Xangô também é o grande amante e teve muitas mulheres como contam seus mitos. Um deles relata que Xangô era um rei poderoso, um dia apareceu em seu reino um grande animal que devorava a todos, homens, mulheres e crianças. Xangô, acompanhado de suas três mulheres resolveu enfrentar o animal monstruoso. Xangô amava suas esposas, mas amava também todos os homens e mulheres que o acercavam, e nada mais natural do que defendê-los de tal criatura. O ser monstruoso rugia e toda a terra tremia. Xangô não quis soldados para vencer o animal. Xangô lançou chamas de sua boca e derrubou o animal matando-o depois num só golpe com seu oxé. Vitorioso, Xangô cantou e dançou, estava feliz. Dali em diante foi ainda mais amado pelos homens e mulheres de seu povo e por todos aqueles que ouviram falar de seu feito.

No Brasil, o aspecto erótico da representação de Xangô foi muito atenuado em comparação a Cuba, onde seus gestos de dança insinuam relações sexuais e seus objetos de forma fálica enfatizam seu gosto pelo sexo. Mas mesmo entre nós é o orixá de muitas esposas. Tantas mulheres e tantas paixões carnais não reforçam e são a confirmação de que a vida pode ser plena das doçuras e gozos do amor? O que queremos dizer é que Xangô não nos remete tão somente aos aspectos sérios, circunspectos e duros dos compromissos do dia-a-dia, mas nos faz lembrar, sim, o tempo todo, que a vida é muito boa para ser vivida, e por isso mesmo temos que lutar por ela sem descanso. É por essa razão que o fiel sempre pede passagem para o rei, gritando para o povo reunido em festa: “Deixai passar, deixar passar Sua Majestade”, “Kaô, kaô Kabiessi”.

IV: As qualidades ou avatares de Xangô

Qualidade é o termo usado no candomblé para designar as múltiplas invocações ou avatares dos orixás, assim como no cristianismo, no caso de Nossa Senhora e Jesus Cristo, as qualidades referem-se a cultos específicos do orixá, em que são invocados aspectos diversos da sua biografia mítica, o que inclui as diferentes idades, as suas lutas e aventuras, sua glorificação e deificação etc.

No candomblé, os orixás dividem-se em vários orixás-qualidade, e se se acredita que cada ser humano, que é considerado filho ou descendente mítico do orixá, origina-se de um dos orixás-qualidade. Essas qualidades procuram dar conta do arquétipo de cada orixá, uma vez que se baseiam em mitos, e é por meio do oráculo do jogo de búzios que o pai ou mãe-de-santo determina de qual delas o filho-de-santo se origina.

Vejamos uma descrição de algumas qualidades que são objeto de diferenciação no culto de Xangô na liturgia de alguns terreiros afro-brasileiros.

Agodô

Sincretizado com São Jerônimo em terreiros onde o sincretismo ainda é observado; é aquele que, ao lançar raios e fogo sobre seu próprio reino, o destrói, como contado no mito apresentado neste trabalho. Gente de Agodô é do tipo guerreira, violenta, brutal, imperiosa, aventureira, amante da ordem e da justiça, mesmo que isso implique numa justiça pautada em seu próprio benefício.

Obacossô

Em sua passagem pela cidade de Cossô, Xangô recebe o nome de Obacossô, ou seja, o rei de Cossô. Conta o mito que, depois de passar pela terra dos tapas, Xangô refugiou-se na cidade de Cossô, mas a dor de haver destruído seu povo, levou o rei a suicidar-se. No momento da morte de Xangô, Iansã chegou ao Orum e, antes que Xangô se tornasse um egum, pediu a Olodumare que o transforme num orixá. Assim Xangô foi feito orixá pelo pedido de sua mulher Iansã. Os filhos de Obacossô são serenos, tiranos, cruéis, agressivos, severos, amorosos, moralistas.

Jacutá

É o senhor do edun-ará, a pedra de raio. Conta o mito que o reino de Jacutá foi atacado por guerreiros de povos distantes, num dia em que seus súditos descansavam e dançam ao som dos tambores. Houve muita correria, muita morte, muitos saques. Jacutá escapou para a montanha seguido de seus conselheiros, donde apreciava o sofrimento de seu povo. Irado, o rei chamou sua mulher Iansã, que, chegando com o vento, levou consigo a tempestade e seus raios. Os raios de Iansã caíram como pedras do céu, causando medo aos invasores, que fugiram em debandada. Mais uma vez, Jacutá fora acudido por Iansã, e mais, sua eterna amante deu-lhe, dessa feita, o poder sobre as pedras de raio, o edun-ará. Gente de Jacutá tem espírito de um velho pensador, justiceiro, incansável, brutal, colérico, impiedoso, preocupado com a causa dos outros.

Afonjá

Patrono de um dos terreiros mais tradicionais e antigos da Bahia, o Axé Opô Afonjá, é o Xangô da casa real de Oió. Nesse avatar Xangô Afonjá é aquele que está sempre em disputa com Ogum. Um dos mitos que relata tal passagem nos conta que Afonjá e Ogum sempre lutaram entre si, ora disputando o amor da mãe, Iemanjá, ora disputando o amor de suas eternas mulheres, Oiá, Oxum e Oba. Lutaram desde o começo de tudo e ainda lutam hoje em dia. No entanto, naquele tempo, ninguém vencia Ogum. Ele era ardiloso, desconfiado, jamais dava as costas a um inimigo. Um dia, Afonjá cansado de tanto perder as batalhas para Ogum, convidou-o para ter com ele nas montanhas. Afonjá sempre apelava para a magia quando se sentia ameaçado e não seria diferente daquela vez. Ao chegar no pé da montanha de pedra, Afonjá lançou seu machado oxé de fazer raio e um grande estrondo se ouviu. Ogum não teve tempo de fugir, foi soterrado pelas pedras de Afonjá. Xangô Afonjá venceu Ogum naquele dia e somente naquele dia. Por essas características que o mito mostra, filhos de Afonjá tem um espírito jovem e sábio, são feiticeiros, libertinos, tirânicos, obstinados, galantes, autoritários, orgulhosos, e adoram uma peleja.

Baru

Conta o mito em que Xangô recebe de Oxalá um cavalo branco como presente. Com o passar do tempo, Oxalá voltou ao reino de Xangô Baru, onde foi aprisionado, passando sete anos num calabouço. Calado no seu sofrimento, Oxalá provocou a infertilidade da terra e das mulheres do reino de Baru. Mas Xangô Baru, com a ajuda dos babalaôs, descobriu seu pai Oxalá preso no calabouço de seu palácio. Naquele dia, ele mesmo e seu povo vestiram-se de branco e pediram perdão ao grande orixá da criação, terminando o ato com muita festa e com o retorno de Oxalá a seu reino. Assim seus descendentes míticos agirão sempre como um jovem desconfiado, ambicioso, elegante, teimoso, hospitaleiro, galante; neste avatar, e somente neste, Xangô surge como um rei humilde e solidário com a causa de seu povo.

Airá

Em alguns terreiros de candomblé cultua-se um grupo de qualidades de Xangô que recebe o nome de Airá. Também se acredita que Airá seja um orixá diferente de Xangô e que participa de alguns de seus mitos. O mais comum é considerar-se Airá como um Xangô branco. Vejamos algumas das subdivisões de Airá.

Airá Intilé

É o filho rebelde de Obatalá. Airá Intilé foi um filho muito difícil, causando dissabores a Obatalá. Um dia, Obatalá juntou-se a Odudua e ambos decidiram pregar uma reprimenda em Intilé. Estava Intilé na casa de uma de suas amantes, quando os dois velhos passaram à porta e levaram seu cavalo branco. Airá Intilé percebeu o roubo e sabedor que dois velhos o haviam levado seu cavalo predileto, saiu no encalço. Na perseguição encontrou Obatalá e tentou enfrentá-lo. O velho não se fez de rogado, gritou com Intilé, exigindo que se prostrasse diante dele e pedisse sua benção. Pela primeira vez Airá Intilé havia se submetido a alguém. Airá tinha sempre ao pescoço colares de contas vermelhas. Foi então que Obatalá desfez os colares de Airá Intilé e alternou as contas encarnadas com as contas brancas de seus próprios colares. Obatalá entregou a Intilé seu novo colar, vermelho e branco. Daquele dia em diante, toda terra saberia que ele era seu filho. E para terminar o mito, Obatalá fez com que Airá Intilé o levasse de volta a seu palácio pelo rio, carregando-o em suas costas. Nesta qualidade, Airá Intilé dá a seu devoto um ar altivo e de sabedoria, prepotente, equilibrado, intelectual, severo, moralista, decidido.

Airá Ibonã

É considerado o pai do fogo, tanto que na maioria dos terreiros, no mês de junho de cada ano, acontece a fogueira de Airá, rito em que Ibonã dança acompanhado de Iansã, pisando as brasas incandescentes. Conta o mito que Ibonã foi criado por Dadá, que o mimava em tudo o que podia. Não havia um só desejo de Ibonã que Dadá não realizasse. Um dia Dadá surpreendeu Ibonã brincando com as brasas do fogão, que não lhe causavam nenhum dano. Desde então, em todas as festas do povoado, lá estava Airá Ibonã, sempre acompanhado de Iansã, dançando e cantando sobre as brasas escaldantes das fogueiras.

Nessa qualidade, os seguidores de Airá têm espírito jovem, perigoso, violento, intolerante, mas são brincalhões, alegres, gostam de dançar e cantar.

Airá Osi

É o eterno companheiro de Oxaguiã. Um dia, passando Oxaguiã pelas terras onde vivia Airá Osi, despertou no jovem grande entusiasmo por seu porte de guerreiro e vencedor de batalhas. Sem que Oxaguiã se desse conta, Airá trocou suas vestes vermelhas pelas brancas dos guerreiros de Oxaguiã, misturando-se aos soldados do rei de Ejibô. No caminho encontraram inimigos ao que Osi, medroso que era, escondeu-se atrás de uma grande pedra. Oxaguiã observava a disputa do alto de um monte, esperando o momento certo de entrar nela, mas, para sua surpresa, percebeu que um de seus soldados estava de cócoras, escondido atrás da pedra. Sorrateiramente Oxaguiã interpelou seu soldado e para sua surpresa deparou-se com Airá que chorava de medo, implorando seu perdão, por haver enganado o grande guerreiro branco. Oxaguiã, por sua bondade e sabedoria, compadeceu-se de Airá Osi. No entanto, como punição pela mentira de Airá, decidiu que naquele mesmo dia o jovem voltaria à sua terra natal vestindo-se de branco e nunca mais usaria o escarlate, devendo dedicar-se a arte da guerra para poder seguir com ele em suas eternas batalhas.

Os filhos de Airá Osi são considerados jovens guerreiros, lutam pelo que querem, mas as vezes deixam-se enganar pela impetuosidade. São calmos, não tidos a trabalhos intelectuais, são amorosos, alegres e sentimentais.

São muitas as invocações ou qualidades de Xangô, que, como vimos, se juntam às outras tantas de Airá. Em diferentes países e regiões da diáspora africana em que a religião dos orixás sobreviveu e prosperou, há diferentes variantes das qualidades dos orixás, pois cada grupo, geograficamente isolado, ao longo do tempo, acabou por selecionar esta ou aquela passagem mítica do orixá. Muitas foram esquecidas, outras ganharam novos significados. Cada qualidade é representada por diferentes cores e outros atributos, de modo que, pelas vestes, contas e ferramentas, ritmos e danças, é possível identificar a qualidade que está sendo festejada, principalmente no barracão de festas dos terreiros. Não só por esses aspectos, mas também pelas oferendas votivas e pelos animais que são sacrificados em favor da divindade.

O culto se multiplica, o poder de Xangô se expande. Faces diferentes para outras faces. Diz um oriki:

Òlò áwá la wulú

Olodó òlò odó

Oyá walé ni ilè Irá

Sangò walé ni Kosó.

Senhor do som do trovão

Senhor do pilão

Oiá desaparece na terra de Irá

Xangô desaparece na terra de Cossô

Xangô de Oió, Xangô de Cossô. Da África e das América. Xangô é um e é muitos, mas, como indica o sentimento dos devotos, essa multiplicidade pode ser reunida numa só pessoa: Xangô. É o mesmo que dizer, nas palavras de pai Pércio de Xangô, babalorixá do Ilê Alaketu Axé Airá: É tudo Xangô.

Versos Doirados dos Pitagóricos

Preparação

Presta a Deus o culto consagrado;
Conserva a tua fé; dos vultos do passado;
Ou santos ou heróis; louva a divina ação.


Purificação

Sê bom filho e bom pai, sê justo como irmão;
Amável como esposo; escolhe como amigo
Aquele que tiver luz para repartir contigo
E dê conselhos bons que o porte não desminta.
Se o fogo das paixões for cinza nele extinta,
Imita o seu exemplo, escuta o seu conselho,
Sê tu, para o refletir, um voluntário espelho,;
Jamais te afastes dele por fútil discrepância;
Enjaula dentro em ti a fera da arrogância.
Sê sóbrio, ativo e casto; evita a irritação;
À raiva fecha a alma, ao ódio o coração.
Em público ou privado o mal jamais pratiques;
A quem te der lições escuta e não critiques;
Respeita-te a ti próprio, o sábio verdadeiro
Nada diz, nada faz sem refletir primeiro.
Sê justo. As más ações são catacumbas frias;
Pra sepultar, na morte, os bens e as honrarias;
Toda a riqueza é vã se foi contra um dever,
O fácil de ganhar é fácil de perder.
O cálix da amargura imposto pela sorte,
Aceita resignado, ele te fará mais forte.
Em mil fiéis ao erro, um só busca a verdade,
Mas Deus protege o sábio e livra-o da maldade.
O filósofo aprova ou condena sem tédio,
E onde encontrar erro incapaz de remédio,
Afasta-se e espera. “Afasta-se e espera!”.
Grava bem esta lei, medita-a, considera,
Quanta inútil pendência ela pode evitar-te.
Com todos sê cortês, sê nobre em toda a parte,
Não dês exemplos maus nem o sigas tampouco;
Agir sem fim nem causa é proceder de louco.
Olhos e ouvidos cerra a todo o preconceito,
A todo o fanatismo ou julgamento feito,
Preconcebidamente e só por teimosia;
Seja tua e só tua a razão que te guia.
Não pretendas fazer o que a tua ignorância
Não permitir; o tempo, a atenção e a constância,
Hão de trazer-te u dia o poder que te falta.
Aprender a Servir, eis a ambição mais alta,
Que deve nortear a tua vida inteira.
Cuida bem do teu corpo; o trabalho aligeira
Quando ele se queixar, mas não lhe satisfaças
Apetites boçais, as dores e as desgraças
Começam quando o corpo ordena mais que a alma;
Se o serves uma vez,já nunca mais se acalma.
Do lixo ou da avareza os males são iguais,
Diferentes na aparência, irmãos em tudo o mais.
Procura encontrar sempre o justo médio termo,
Pois nenhum corpo é são, estando o mental enfermo.
Formula, ao despertar, o teu programa honesto,
E nunca p’ra amanhã deixes ficar um resto.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Mãe Cambinda do Oriente

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Pai Ramim do Oriente

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Vovó Benedita do Oriente

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Vovó Catarina do Oriente

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Pai Joaquim do Oriente

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Altar de Yemanjá

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Arcano I


O Mago

O primeiro Arcano está representado pelo mago.

Sobre a cabeça do mago aparece o Santo Oito, símbolo sagrado do infinito.

Este símbolo encerra, define e enlaça as correntes magnéticas da Mente Superior (consciência no sono) com as da Mente Inferior (consciência em vigília).

Tal signo junta ou separa todos os elementos regidos pela energia atômica, quando traçado co m os dedos médio, indicador e polegar sobre a superfície do plexo cardíaco.

PRÁTICA

De acordo com a descrição anterior, sugere-se este exercício:

Retirem da mente toda classe de pensamentos, aquietem a mente, serenem o pensamento e imaginem depois o Santo Oito na forma gráfica que se representa aqui:

Deixem que esta figura se submerja em vossa consciência e adormeçam. A seguir, ponham a mente em branco, sem pensar em nada. Assim, após algum tempo, "despertarão a consciência no corpo astral".

Pois bem, ao se considerar a formação desse signo, ressalta a continuidade de um mesmo braço que fecha um duplo circuito no primeiro risco, enquanto no segundo só fecha um, desviando-se no outro para projetar-se para fora, depois de cortar o signo no mesmo ponto de seu cruzamento central.

Um fecha e o outro abre. Esta é a chave para abrir todas as portas e para cortar todas as correntes formadas pela energia atômica, desde a que temos imaginada e depositada no fundo da consciência até a originária de todas, a qual circula, da mesma forma, no centro da Nona Esfera.

Portanto, suprimir com estes recursos os riscos próprios de toda experiência astral e obter uma saída rápida e perfeita, é, entre outras, uma razão mais que suficiente para que a Ordem Sagrada do Tibete possa afirmar seu lema:

"NADA RESISTE AO NOSSO PODER"

O discípulo, momentos antes de deitar-se para fazer a prática, deve invocar com todo seu coração e com toda sua alma o Grande Regente da Ordem Sagrada do Tibete. O nome do grande Guru é Bagavan Aclaiva.

Esta Ordem, a qual temos a alta honra de representar aqui no México, é a mais poderosa de toda tradição oriental. Compõe-se de 201 membros, sendo que o Plano Maior está formado por 72 brâmanes.

Papus, em seu Tratado Elementar de Ciência Oculta, diz que os verdadeiros Iniciados do oriente são os inscritos nos Santuários Secretos do Bramanismo, porque são os únicos que dão a chave real do Arcano A.Z.F., graças ao conhecimento da língua atlante primitiva, Watan, raiz fundamental do sânscrito, do hebraico e do chinês.

A Ordem Sagrada do Tibete é a depositária genuína do real tesouro do Aryabarta. Este tesouro é o Grande Arcano.

Bagavan Aclaiva vos ajudará a sair em corpo astral conscientemente. Invoquem-no quando estiverem meditando com o Signo Sagrado do Infinito. Uma noite qualquer serão chamados desde o Templo do Himalaia. Ali serão submetidos a sete provas. Ali aprenderão a Ciência Secreta.

Agora, voltemos ao ponto inicial depois de nossa digressão.

O Santo Oito simboliza o Caduceu de Mercúrio e representa os dois cordões ganglionares que esotericamente se enroscam na medula espinhal e que são: Ida e Pingala, as duas testemunhas, as duas oliveiras, os dois castiçais que estão diante do trono do Deus da terra.

Pelo cordão da direita, sobem os átomos solares e pelo da esquerda, os átomos lunares.

Estes átomos solares e lunares levantam-se desde nosso sistema seminal. O fogo do Flagetonte e a água do Aqueronte entrecruzam-se na Nona Esfera, formando o Signo do Infinito.

F mais A igual a C. Fogo mais água é igual a consciência.

Aquele que meditar no Signo do Infinito, utilizará o fogo e a água para despertar a consciência. Assim, explicamos porque as duas testemunhas do Apocalipse têm o poder de profetizar.

"E darei poder às minhas duas testemunhas e elas profetizarão por 1260 dias, vestidas de saco".

Estes são os dois castiçais e as duas oliveiras que estão diante do Deus da terra, como dissemos.

No entanto, a quantidade 1260 adiciona-se cabalisticamente assim: 1 + 2 + 6 + 0 = 9. Símbolo da Nona Esfera.

A Nona Esfera é o sexo. As duas testemunhas têm sua raiz no sexo. Estas duas testemunhas, Ida e Pingala, são os finos canais ganglionares pelos quais ascendem os átomos solares e lunares de nosso sistema seminal até o cálice. Este cálice é o cérebro.

Enche teu cálice, irmão, com o vinho sagrado da Luz.

Assim, explica-se porque o Signo do Infinito aparece sobre a cabeça do mago. Diante dele estão as espadas, as taças e os pentáculos. Ele empunha em suas mãos a varinha mágica que simboliza a medula espinhal.

Quando os átomos solares e lunares fazem contato no osso do cóccix, desperta o Kundalini, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes. Então somos devorados pela serpente e nos convertemos em magos excelsamente divinos.


Samael Aun Weor

Aïvanhov

Homens e plantas


"A estrutura do ser humano é análoga a das plantas, mas com a diferença de
que essa estrutura é ao contrário: aquilo que representa as raízes do ser
humano encontra-se no alto, no plano causal. Sim, as raízes do homem
encontram-se no seu cérebro, e é através do seu cérebro que ele capta
forças.
O cérebro das plantas encontra-se na terra, e é formado pelas suas raízes.
As folhas são os pulmões, e as flores são os órgãos sexuais. A planta que
não tenha podido efetuar corretamente o seu trabalho nas raízes não pode
produzir nada. A árvore que não produz frutos foi bloqueada nas suas raízes.
Do mesmo modo, o homem torna-se improdutivo e não pode manifestar-se
corretamente no plano físico se, através do seu cérebro, não pôde captar
forças no mundo divino."

Mundo perfeito


"Vocês encontrarão por toda parte pessoas que se lamentam de que o mundo
está mal feito: quantos fatos são a prova disso! Essa, porém é apenas
opinião delas. De acordo com a Inteligência Cósmica tudo está bom, tudo está
no seu lugar, pois ela sabe servir-se disso tudo.
Peguem como exemplo um químico: em seu laboratório pode haver venenos,
vírus, ou até explosivos, mas ele não se serve deles para envenenar ou
destruir os seres humanos, mas para encontrar elementos úteis e curativos.
Então, como se pode pensar que a Inteligência Cósmica não é capaz de fazer
aquilo que um químico faz? Ela precisa de todos esses materiais, de todos
esses elementos que nós consideramos ruins; eles são úteis na economia
universal. Se os humanos não sabem utilizá-los é culpa deles, mas isso não
significa que o mundo tenha sido mal feito."

Fogo


"Todo grande período da história do mundo é marcado pela preponderância de
um dos quatro elementos: terra, água, ar e fogo. Na nossa época, é o fogo
que dominará. e humanidade conhecerá o fogo em todas as suas formas. Eis
porque devemos aprender a nos tornarmos amigos do fogo.
Ligando-nos ao sol - que é o verdadeiro fogo - e contemplando-o, pouco a
pouco, mudamos as vibrações do nosso ser até nos sentirmos fundidos com ele.
Aqueles que amam o sol e compreenderam o lugar que ele deve ocupar na sua
vida espiritual, serão protegidos e resistirão às agressões do fogo."

Ganhos e perdas


"Como fazer para não perder aquilo que se ganhou? Abraçando a vida
espiritual, vocês consagram tempo para a oração, para a meditação, para a
leitura de obras filosóficas e místicas que fará com que percebam as
verdades mais profundas. Então, o seu coração se enche de amor, o seu
intelecto se ilumina, e o sentido da vida, enfim, lhes aparece claramente.
Mas depois de alguns momentos de vida intensa, acontece de se deixar levar
pelas preocupações totalmente comuns, e perdem o benefício do trabalho que
realizaram. Por isso, prestem atenção! Comecem, sobretudo, por estarem
vigilantes nas suas conversas. Procurem falar apenas assuntos construtivos,
pronunciar apenas palavras boas que darão aos outros coragem, uma melhor
visão das coisas e o desejo de avançar no caminho da luz. As palavras são
sementes, e sementes crescem: podem produzir flores e frutos, ou espinhos e
plantas venenosas."

Escolhas


"Mesmo que o seu caminho seja cheio de obstáculos que os fazem tropeçar,
vocês podem se levantar e continuar a progredir no caminho do bem.
Evidentemente, é melhor não cair, e, para esse objetivo, vocês sempre devem
escutar a sua voz interior para que não façam uma escolha errada, pois, uma
vez feita a escolha, deverão assumir as suas conseqüências até o fim.
Uma imagem: depois de terem subido sobre um telhado, vocês podem escolher
descê-lo usando uma escada, ou jogando-se no vazio. Se decidirem saltar,
estarão imediatamente sujeitos à lei da gravidade, e se esfacelarão no chão.
Um momento antes, vocês tiveram livre escolha, mas, no momento seguinte, ela
acabou: vocês caem. Naturalmente, se no decorrer da sua vida vocês tiveram
uma má orientação que lhes desagradou, sempre poderão decidir mudar a
direção. Mas quantos esforços deverão fazer de novo! Então, sejam
conscientes de que deverão refletir antes, e não depois."

Omraam Mikhaël Aïvanhov


Enviado por: "Ana Lucia Sarcià" lusarcia@yahoo.com.br lusarcia

domingo, 20 de maio de 2007

Prece de São Francisco de Assis

Prece de São Francisco de Assis
Mestre Kuthumi


Senhor, fazei-me instrumento de Vossa Paz.
Onde haja ódio, consiste que eu semeie amor; Perdão, onde haja injuria;
Fé, onde haja dúvida;
Esperança, onde haja desespero;
Luz, onde haja escuridão;
Alegria, onde haja tristeza!
Ó Divino Mestre!
Permiti que eu não procure tanto ser consolado, quanto consolar;
Ser compreendido, quanto compreender;
Ser amado, quanto amar;
porque, é dando que recebemos;
perdoando, que somos perdoado.
E é morrendo que nascemos
para a Vida Eterna.
Que Assim Seja!


Bjs com perfume de Rosas Amarelas!!!!

PAI NOSSO MEDITADO

PAI NOSSO MEDITADO


Cristão: Pai nosso que estais no céu...
Deus: Sim? Estou aqui.
Cristão: Por favor, não me interrompa, estou rezando!
Deus: Mas você me chamou!
Cristão: Chamei? Eu não chamei ninguém. Estou rezando. Pai nosso que estás no céu...
Deus: Aí, você chamou de novo.
Cristão: Fiz o que?
Deus: Me chamou. Você disse: Pai nosso que estais no céu. Estou aqui. Como é que posso ajudá-lo?
Cristão: Mas eu não quis dizer isso. É que estou rezando. Rezo o Pai Nosso todos os dias, me sinto bem rezando assim. É como se fosse um dever. E não me sinto bem até cumpri-lo...
Deus: Mas como pode dizer Pai Nosso, sem lembrar que todos são seus irmãos, como pode dizer que estais no céu, se você não sabe que o céu é a paz, que o céu é amor a todos?
Cristão: É, realmente ainda não havia pensado nisso.
Deus: Mas, prossiga sua oração.
Cristão: Santificado seja o Vosso nome...
Deus: Espere aí! O que você quer dizer com isso?
Cristão: Quero dizer...quer dizer, é...sei lá o que significa. Como é que vou saber? Faz parte da oração, só isso!
Deus: Santificado significa digno de respeito, Santo, Sagrado.
Cristão: Agora entendi. Mas nunca havia pensado no sentido dessa palavra SANTIFICADO ."Venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu...”

Deus: Está falando sério?
Cristão: Claro! Por que não?
Deus: E o que você faz para que isso aconteça?
Cristão: O que faço? Nada! É que faz parte da oração, além disso seria bom que o Senhor tivesse um controle de tudo o que acontecesse no céu e na terra também.
Deus: Tenho controle sobre você?
Cristão: Bem, eu freqüento a igreja!
Deus: Não foi isso que Eu perguntei. Que tal o jeito que você trata os
seus irmãos, a maneira com que você gasta o seu dinheiro, o muito tempo que você dá à televisão, as propagandas que você corre atrás, e o pouco tempo que você dedica a Mim?
Cristão: Por favor. Pare de criticar!
Deus: Desculpe. Pensei que você estava pedindo para que fosse feita a minha vontade. Se isso for acontecer tem que ser com aqueles que rezam, mas que aceitam a minha vontade, o frio, o sol, a chuva, a natureza, a comunidade.
Cristão: Está certo, tens razão. Acho que nunca aceito a sua vontade,
pois reclamo de tudo: se manda chuva, peço sol, se manda o sol reclamo do calor, se manda frio, continuo reclamando, se estou doente peço saúde, não cuido dela, deixo de me alimentar ou como muito...
Deus: Ótimo reconhecer tudo isso. Vamos trabalhar juntos Eu e você, mas olha, vamos ter vitórias e derrotas. Eu estou gostando dessa nova atitude sua.
Cristão: Olha Senhor, preciso terminar agora. Esta oração está demorando muito mais do que costuma ser. Vou continuar: "o pão nosso de cada dia nos daí hoje...”

Deus: Pare aí! Você está me pedindo pão material? Não só de pão vive o homem, mas também da minha palavra. Quando me pedires o pão, lembra-te daqueles que nem conhecem pão. Pode pedir-me o que quiser, desde que me veja como um Pai amoroso! Eu estou interessado na próxima parte de sua oração. Continue!
Cristão: "Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido...”

Deus: E o seu irmão desprezado?
Cristão: Está vendo? Olhe Senhor, ele me já criticou várias vezes e não era verdade o que dizia. Agora não consigo perdoar. Preciso
me vingar.
Deus: Mas, e sua oração? O que quer dizer sua oração? Você me chamou, e eu estou aqui, quero que saias daqui transfigurado, estou gostando de você ser honesto. Mas não é bom carregar o peso da ira dentro de você, não acha?
Cristão: Acho que iria me sentir melhor se me vingasse!
Deus: Não vai não! Vai se sentir pior. A vingança não é tão doce quanto parece. Pense na tristeza que me causaria, pense na sua tristeza agora. Eu posso mudar tudo para você. Basta você querer.
Cristão: Pode? Mas como?
Deus: Perdoa seu irmão, Eu perdoarei você e o aliviarei.
Cristão: Mas Senhor, eu não posso perdoá-lo.
Deus: Então não me peça perdão também!
Cristão: Mais uma vez está certo! Mais do que quero vingar-me, quero a paz com o Senhor. Está bem, está bem; eu perdôo a todos, mas ajuda-me Senhor. Mostra-me o caminho certo para mim e meus inimigos.
Deus: Isto que você pede é maravilhoso, estou muito feliz com você. E você como está se sentindo?
Cristão: Bem, muito bem mesmo! Para falar a verdade, nunca havia me sentido assim! É tão bom falar com Deus.
Deus: Ainda não terminamos a oração. Prossiga...
Cristão: "E não deixeis cair em tentações, mas livrai-nos do mal...”

Deus: Ótimo, vou fazer justamente isso, mas não se ponha em situações onde possa ser tentado.
Cristão: O que quer dizer com isso?
Deus: Deixe de andar na companhia de pessoas que o levam a participar de coisas sujas, intrigas, fofocas. Abandone a maldade, o ódio. Isso tudo vai levá-lo para o caminho errado. Não use tudo isso como saída de emergência!
Cristão: Não estou entendendo!
Deus: Claro que entende! Você já fez isso comigo várias vezes. Entra no erro, depois corre a me pedir socorro.
Cristão: Puxa, como estou envergonhado!
Deus: Você me pede ajuda, mas logo em seguida volta a errar de novo, para mais uma vez vir fazer negócios comigo!
Cristão: Estou com muita vergonha, perdoa-me Senhor!
Deus: Claro que perdôo! Sempre perdôo a quem está disposto a perdoar também, mas não esqueça, quando me chamar, lembre-se de nossa conversa, medite cada palavra que fala! Termine sua oração.
Cristão: Terminar? Ah, sim, "Amém!”

Deus: O que quer dizer amém?
Cristão: Não sei. É o final da oração.
Deus: Você só deve dizer amém quando aceita dizer tudo o que eu quero, quando concorda com minha vontade, quando segue os meus mandamentos, porque AMÉM quer dizer: assim seja, concordo com tudo que rezei.
Cristão: Senhor, obrigado por ensinar-me esta oração e agora obrigado por fazer-me entendê-la.
Deus: Eu amo cada um dos meus filhos, amo mais ainda aqueles que querem sair do erro, quer ser livre do pecado. Abençôo-te e fica com minha paz!
Cristão: Obrigado, Senhor! Estou muito feliz em saber que és meu amigo.


Bjs com perfume de Flores do Campo!!!!!

PRECE DO NEÓFITO

PRECE DO NEÓFITO


ABRO TODA A MINHA NATUREZA A TI, ESPÍRITO UNIVERSAL, A FIM DE QUE POSSA RECEBER TUA DIVINA INFLUÊNCIA. MINHA ALMA DESEJA ARDENTEMENTE HARMONIZAR-SE COM O TODO. POSSAM TODAS AS CÉLULAS DO MEU CORPO VITALIZAR-SE COM PENSAMENTOS PUROS E SÃOS. POSSAM TODAS AS MOLÉSTIAS E FALTA DE REPOUSO DESAPARECER NATURALMENTE E SER SUBSTITUÍDAS PELA PAZ. POSSA EU SER SEMPRE JUSTO, CONSIDERAR AO MEU PRÓXIMO HONESTO COMO EU MESMO E ESTAR LIVRE DE CRÍTICA, MALÍCIA, INVEJA, ÓDIO OU CIÚME.
POSSA EU RESPIRAR LIVRE E PROFUNDAMENTE, A FIM DE ESTIMULAR A CIRCULAÇÃO DE MEU SANGUE, QUE É ESSENCIAL PARA A VIDA.
POSSA EU TER UMA VISÃO MAIS CLARA E BRILHANTE, DE MODO QUE VEJA SOMENTE O BEM. POSSAM MEUS OUVIDOS SER PERFEITOS DE MODO QUE EU POSSA OUVIR A VOZ DE DEUS E TUDO O QUE É BOM, COMO FECHÁ-LOS ÀS MÁS SUGESTÕES.
POSSA MEU SENTIMENTO SER TÃO AGUDO QUE EU CHEGUE A SENTIR POR OUTROS, BEM COMO A SER AFETADO PELA TERNA E AMOROSA SIMPATIA.
POSSA O MEU SENTIDO DO OLFATO SER UMA PRONTA SENTINELA A ASSISTIR À OBRA DA REGENERAÇÃO.
POSSA A PARTE ANIMAL DE MINHA NATUREZA: O TIGRE, A HIENA, O PORCO, A SERPENTE, SER POSTA DENTRO DA ARCA DO DOMÍNIO PRÓPRIO, DE MANEIRA QUE O ESPÍRITO DE CRISTO VENHA A SER O FATOR PRINCIPAL DE MINHA VIDA.
TUDO ISSO EU PEÇO COM FÉ E HUMILDADE.

( ASSIM SEJA )

OBS.: ORAR TODAS AS MANHÃS AO DESPERTAR E TODAS AS NOITES AO RECOLHER-SE.


Bjs com perfume de Lírio!!!!!

Prece das Fraternidades

Prece das Fraternidades


Nosso Divino Mestre e Salvador,
Fortalecei-nos e amparai-nos
para que possamos ajudar
as forças do bem a transformar o mundo.

Veneráveis Mensageiros Celestes,
Auxiliares de Jesus,
Fortalecei-nos e amparai-nos
para que possamos ajudar
as forças do bem a transformar o mundo.

Pai Nosso, Criador Nosso,
Fonte Eterna de Amor e de Luz,
Fortalecei-nos e amparai-nos
para que possamos ajudar
as forças do bem a transformar o mundo.


Que assim seja! Amém!


Bjs com perfume de Rosas Brancas!!!!!!

Prece de Cáritas

Prece de Cáritas

Deus, nosso Pai, que Sois todo Poder e Bondade, daí Forças aqueles que passam pela provação, daí a Luz aqueles que procuram a Verdade, ponde no coração do homem a Compaixão e a Caridade.
Deus! Daí ao viajor a Estrela-guia,
ao aflito a Consolação, ao doente o Repouso.
Pai! Daí ao culpado o Arrependimento, ao espírito a Verdade,
a criança o Guia, ao órfão o Pai.
Senhor! Que Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criaste. Piedade, Senhor, para aqueles que não vos conhecem,
Esperança para aqueles que sofrem.
Que Vossa Bondade permita aos Espíritos Consoladores
derramem por toda à parte a Paz, a Esperança e a Fé.
Deus! Um raio, uma Faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixa-nos beber nas fontes dessa Bondade Fecunda e Infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.
Um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor. Como Moisés sobre a montanha,
nós vos esperamos com os braços abertos,
Oh bondade! Oh beleza! Oh perfeição!
E queremos de alguma sorte, merecer Vossa misericórdia.
Deus! Dai-nos a Força de ajudar o Progresso, a fim de subirmos até Vós; dai-nos a Caridade Pura, dai-nos a Fé e a Razão;
dai-nos a Simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se deve refletir Vossa Santa e Misericórdia Imagem.
Que assim seja! Amém!

Bjs com perfume de Almiscar!!!!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Caxias do Sul

Magia do Fogo

Em Caxias do Sul - RS

Ministrado por Felipe Argüello

Magia do Fogo, Magia Divina das Sete Chamas Sagradas ou simplesmente Magia das Velas

é um curso teórico e prático, que habilita pessoas comuns a "manipular" o elemento Fogo.

O curso dura em média de quatro a cinco meses, com uma aula semanal de duas horas.

Durante o curso são realizadas duas iniciações no mistério do elemento fogo, para que o iniciado

manifeste o mistério a partir de si com a utilização do fogo elemental.

Este curso é a porta de entrada para o estudo de Magia Divina, que possui apenas utilização positiva.

O estudo aqui adquirido engloba desde a definição e entendimento do que é Magia Divina, simbolismo

(cores, símbolos, signos, ondas vibratórias, mandalas, cabalas, pontos riscados...),

invocações dos poderes divinos, estudo dos Tronos de Deus e
prática que vai desde a utilização de "receitas" no inicio do curso até

a utilização livre dos conhecimentos que abre um leque infinito

de possibilidades para a utilização desta Magia Divina.

As práticas envolvem de limpeza de ambientes e pessoas até

cortes de demandas e encaminhamento de entidades.

Este curso foi idealizado pelo astral superior, para que possamos ter uma ferramenta prática,

acessível e eficaz ao nosso alcance, para facilitar nosso dia a dia com a espiritualidade.

O idealizador na matéria é nosso Irmão, Amigo e Mestre

Rubens Saraceni. Autor dos livros Guardião da Meia Noite,

Cavaleiro da Estrela da Guia e muitos outros publicados pela

Editora Madras (www.Madras.com.br)

Para este curso são utilizados os livros:

· Magia Divina das Velas

· Iniciação à Escrita Mágica

Ambos da Editora Madras e Rubens Saraceni

Qualquér pessoa pode vir a praticar esta magia, independente de sua religião,

A Magia do Fogo não interfere na crença religiosa.

Também não há necessidade de ter dons especiais nem algum Don mediunico especifico.

O inicio do curso será dia 13 de Maio,

Duração de quatro a cinco meses.

Domingos das 13:00 às 17:00

Centro Cultural Espiritualista tenda de Oshossi

Rua Gerino Zugno, 1396 - Lote 08 - B

Para mais informações e reservar sua vaga ligue:

(54) 9972-9875

Gilson - grw95@hotmail.com

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Lua Azul 31/05

" Lua azul e sua magia "
Por Miriam Carvalho


A 2ª Lua Cheia de Maio, chamada de Lua Azul por ser a segunda Lua Cheia dentro do mesmo mês, acontece às 22:04 h do dia 31 de maio. É uma quinta-feira, dia da semana consagrado a Júpiter, planeta da generosidade, moral, ética, religiosidade, prosperidade e abundância. A cor da quinta-feira também é a Azul.
É um momento fantástico para trabalhar o eu interior, a religiosidade, a intuição e potencializar os poderes psíquicos. Favorece ainda a prosperidade e a abundância como um todo.
A Lua exerce incrível influência sobre nós, uma vez que nosso corpo é constituído 70% de água e essa influência atua no corpo emocional.

PARA COMUNHÃO COM AS FORÇAS DO UNIVERSO
Seguem rituais para serem celebrados nesse dia:

BÊNÇÃOS PARA A PROSPERIDADE
O contato com os elementais é favorecido, principalmente com as fadas.
Faça um circulo com vasinhos de violeta de todas as cores e coloque no centro desse círculo o pedido que desejar, colocando uma maçã bem bonita sobre os pedidos.
Peça à Aisling, Deusa Celta da Esperança e das Fadas que derrame sobre você todas as bênçãos de prosperidade. Podem ser colocados também outros pedidos como saúde, proteção, harmonia interior ou o que desejar.
Acenda uma vela azul posicionada a Leste (onde nasce o Sol) e uma rosa a Oeste (onde o Sol se põe), musica suave de flauta, se tiver e faça:
• Oração de Iniciação
• Oração de prosperidade


BÊNÇÃOS PARA O AMOR
O contato com os elementais é favorecido, principalmente com as fadas.
Faça um circulo com vasinhos de violeta em tons de rosa e coloque no centro desse círculo, o pedido que desejar, com uma maça bem bonita sobre o pedido.
Peça a Aisling Deusa Celta da Esperança e das Fadas que derrame sobre você todas as bênçãos para o amor e realização afetiva.
Acenda uma vela rosa posicionada a Leste (onde nasce o Sol) e uma azul a Oeste (onde o Sol se põe), musica suave de flauta, se tiver e faça:
• Oração de Iniciação
• Oração para o amor

RITUAL EM GRUPO
Esses rituais também poderão ser feitos em grupo. Nesse caso, cada pessoa deve percorrer o círculo descalça, com as velas acesas, a de cor rosa na mão esquerda e a azul na mão direita antes de colocar o pedido em baixo da maçã. Ao terminar o círculo, passe as velas para a pessoa seguinte e coloque o pedido sob a maçã.
Formar a fila de pessoas que vão percorrer o círculo na ordem dos signos de cada uma, ou seja: primeiro as de Áries depois Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário finalizando com as pessoas do signo de Peixes.

OBSERVAÇÃO
No final do ritual a maçã deve ser colocada num vaso com flores naturais ou num jardim. Os pedidos queimados e as cinzas assopradas ao vento.

Seguem as orações:

ORAÇÃO DE INCIAÇÃO
DEUS DE INFINITA BONDADE.

• Que eu seja banhada (o) pela luz primordial
• Que eu esteja unida (o) com a sabedoria Terra
• Que eu identifique meu espaço dentro do conceito cósmico
• Que eu tenha percepção das energias sutis
• Que eu seja um espelho da força do amor
• Que eu limpe as nuvens de minha visão
• Que eu saiba o que é preciso saber
• Que eu revele a verdade e o caminho mais sábio
• Que eu enxergue através da perspectiva superior
• Que eu aceite o ser humano sem julgamentos
• Que eu possa sempre manter a tolerância
• Que eu exerça o significado real do amor
• Que eu possa aceitar e usar minha própria força
• Que eu e meu Eu Superior atuem em conjunto
• Que eu mantenha sempre a calma interior
• Que eu respeite o livre arbítrio do outro
• Que eu tenha o equilíbrio entre as polaridades
• Que eu irradie luz através da própria força criadora
• Que assim seja e assim será! Sempre!

ORAÇÃO DE PROSPERIDADE
Supremo Deus de Infinita bondade.
Sou um ser sadio, rico e feliz!
A minha mente, pensamento e emoções são perfeitos e sadios.
A harmonia e a riqueza fazem parte de todas as células e átomos do meu corpo.
Desintegram-se agora todos os medos, conflitos e crenças anteriores, fortalecendo o merecimento de receber, saúde, riqueza e felicidade.
A riqueza está presente em minha vida todos os dias de forma natural e positiva.
Riqueza física, riqueza mental, riqueza espiritual, riqueza emocional e riqueza material.
A riqueza, como tudo que existe no Universo também é uma energia.
Essa energia tem a cor dourada.
Respiro essa energia dourada e sinto-a invadindo todo meu Ser.
Sou próspero bem sucedido nos negócios, tranqüilo e sereno.
Conscientizo-me da Lei da Riqueza.
A natureza é um altar de servir e dela participo ativamente.
Sou um Ser da prosperidade.
Sou realmente um ser sadio, rico e feliz!
Assim é em minha mente...
Assim passa a ser em minha vida agora.

ORAÇÃO PARA O AMOR
Senhor...
Na eternidade que é a evolução de minha alma, tudo é perfeito e pleno.
No entanto, minha vida está sempre mudando.
É um constante reciclar de experiências.
Cada momento é novo e fresco, e sinto em cada dia é um recomeço.
Senhor...
Na perfeição de todas as formas de criação, criaste as polaridades.
Existe em mim uma fonte infinita de amor, amor a Deus,
amor à família, amor à natureza, amor ao próximo.
Mas também preciso compartilhar, preciso amar e ser amada (o).
Quero ser feliz e dividir minhas alegrias.
Senhor...
Ilumina minha alma, acalma meu coração,
Liberta-me desta angustia e solidão.
Direciona meus passos na seqüência certa para uma união feliz.
Que eu atraia somente pessoas dignas e benéficas para minha vida.
Senhor...
Que a Onipotência de sua mão se estenda abençoando todo o meu ser.
Amém! "

Festival de Wesak

Neste dia 2 de maio, inicia-se o Festival de Wesak
Festival de Wesak - 2 de maio de 2007 -
Este Festival, que se inicia com a entrada da Lua Cheia no signo de Touro e dura 72 horas, celebra a Iluminação da Humanidade. É uma data móvel e, neste ano de 2007, Wesak será comemorado no dia 2 de maio .
Wesak é uma das celebrações mais importantes do ano; durante o Wesak, Buda e todos os Seres da Grande Fraternidade Branca Universal se materializam no deserto de Gobi, na Mongólia, para abençoar a Terra. Durante o Wesak, todo o planeta recebe uma chuva de bençãos com o objetivo de elevar a consciência humana em um verdadeiro salto quântico, transformando padrões e bloqueios passados em Amor e Luz para que cada um reescolha o seu caminho no discernimento, iluminação e paz.
As sugestões do Plano Espiritual para Wesak são: Acender velas nas cores branca, amarela e dourada, e rezar, em horários de quadrante : 6h, 9h, 12h, 15h, 18h, 21h ), A Grande Invocação ( veja em nossos sites - página ORAÇÕES )