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Hare Krsna Hare Krsna Krsna Krsna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Pontos de Oxóssi e Caboclos

.Caboclo Sultão Das Matas:
Aê ! Sultão ! Quem Lhe Chamou Foi Eu! (2x)
A Onça Tremeu Com O Grito Que O Sultão Deu! (2x)
A Onça Fugiu Quando O Sultão Chegou!

No Mar Ele É Remador!
Nas Matas Ele É Caçador!
Quem É... Quem É...
Ele É O Seu Oxóssi De Jesus De Nazaré!

.Caboclo Gira Mundo:
Quando Ele Vem Lá Do Oriente
Ele Vem Com Ordem Suprema!
A Sua Missão É Muito Grande
Espalhar A Caridade E Seus Filhos Abençoar!
Oi Saravá Mamãe Oxum!
Saravá Pai Oxalá!
Oi Saravá Seu Gira Mundo!
Ele É Nosso Chefe E Dono Deste Jacutá!

.Caboclo Pena Verde:
Ele Veio Da Sua Mata!
Veio De Saravá O Gongá!
Sua Suna É Pena Verde
Aqui E Em Qualquer Lugar!

Eu Vi Meu Pai Assobiar!
Eu Já Mandei Chamar!
É Na Aruanda Ê! É Na Aruanda Á!
Seu Pena Verde De Umbanda
Aqui Vai Chegar!

.Caboclo Flecheiro:
Uma Flecha Zuniu No Ar
Quem Seria Tão Forte Arqueiro?
Quando Estrela Brilhou Na Mata Virgem
Pude Ver O Caboclo Flecheiro!

Linda Barquinha Nova
Que Vem Do Mar De Lisboa!
Nossa Senhora Vem Dentro
Seu Flecheiro Vem Na Proa!

O Seu Flecheiro Passeava Na Jurema
Estrela D'alva Iluminava A Mata Virgem!
Águas De Oxum Corriam Na Cachoeira
Saravá Meu Pai Flecheiro!
É Cassuté Da Lei Suprema!

. Caboclo Araribóia:
Estava Em Plenas Matas Quando Tudo Escureceu
Trovejou Lá No Céu, Mas Chover Não Choveu!
Eu Me Perdi, Seu Araribóia Me Achou
Com Sua Flecha De Ouro, Meu Caminho Ele Guiou!
O Vento Soprava Forte E Para O Céu Ele Olhou
E Dando Um Brado Mais Forte A Mata Clareou!
A Mata Clareou, A Mata Clareou! (2x)
Saravá Araribóia, Nosso Mestre E Protetor!
Quem Anda Com Esse Caboclo Não Se Perde, Não Senhor!
A Mata Clareou, A Mata Clareou! (2x)
Ele É Araribóia, Nosso Mestre De Instrução
Eu Ando Com Este Caboclo Dentro Do Meu Coração!
A Mata Clareou, A Mata Clareou! (2x)

Um Assovio Passou Na Mata Virgem
Anunciando Que Raiava O Dia!
Uma Linda Flecha Riscou O Firmamento, Lá Bem Alto
Do Bodoque De Araribóia Ela Zunia
Seu Penacho É Todo Feito De Estrelas
Seu Bodoque E Sua Flecha De Indaiá!
Saravá Seu Araribóia Nesta Banda
Ele É Nosso Mestre, Nosso Guia, Saravá!

.Caboclo Urubatão:
Eu Vi Um Caboclo
Lá Na Ribanceira!
Era Urubatão
Chefe Dos Peles-Vermelhas!

Estrela Matutina
Clareia O Mundo Sem Parar!
Estrela Clareou A Nossa Banda
Estrela Clareou Nosso Gongá!
Estrela Que Ilumina Urubatão!
Estrela Que Vem Lá Do Juremá!

.Caboclo Ubirajara:
Enquanto A Virgem Caminhava
Seu Ubirajara Acompanhava
Um Rosário Ela Rezou
Minhas Forças Tú Terás
Tú Terás Peito De Aço
Tuas Flechas Vencerão!

Corta A Língua, Corta Mironga!
Corta A Língua De Falador!
Aonde Ele Pisa Não Há Embaraço!
Ele É Ubirajara, Do Peito De Aço!

Meu Deus, Que Penacho É Aquele?
É Um Penacho De Arara!
Quando Rompe A Mata Virgem
É O Caboclo Ubirajara!

Ele É Um Caboclo Valente!
Seu Penacho É De Penas De Arara!
Ele Vem Pra Ajudar Seus Filhos
Que Confiam Em Seu Ubirajara!
Auê Auê Só Ele Passa
Por Onde Eu Não Passo!
Auê Auê Ubirajara Do Peito De Aço!
.Caboclo Sete Estrelas:
Sete Estrelas É Caboclo No Céu
Sete Estrelas É Caboclo Na Terra!
Ele Não Desce Do Céu Sem Coroa
Nem Sem A Sua Muganga De Guerra!

Com Licença De Oxalá,
Com Licença De Oxum
Saravá Seu Sete Estrelas
Cavaleiro De Ogum!
Sete Estrelas Brilham No Céu
Sete Estrelas Brilham No Mar
Sete Estrelas Está Presente
Iluminando O Gongá
Ele Vem De Muito Longe
Ele Vem Pra Trabalhar
Com A Lança E A Espada
Todo Mal Vai Guerrear! (3x)


Nossa Mata Têm Folhas
Tem Sete Estrelas Que Nos Alumeia!
Alumeia O Mundo, Estrela!(2x)

.Caboclo Sol:
Embala Eu, Babá... Embala Eu!(4x)
Saravá O Caboclo Sol
Que Vem Na Umbanda Saravá!
Saravá O Caboclo Sol
Que Vem Na Fé De Oxalá!

.Caboclo Guarani:
Eu Vi Nas Matas Um Dia
Seu Guarani Sentado Na Pedra Fria...
Ele Cantava, Ele Assobiava...
E Lá No Céu Uma Estrela Brilhava!

Há Quanto Tempo Eu Não Via
Sau Guarani Numa Umbanda!
Até Que Chegou O Dia
Seu Guarani Agora É Quem Manda

.Cabocla Jurema:
Que Lindo Capacetes De Penas
Tem A Cabocla Jurema!
É Dela, Quem Deu Oxalá!
Ê Ê Ê Ê Ê Á!

Ê Juremê! Ê Juremá!
Sua Flecha Caiu Sereno, Ô Jurema!
Dentro Deste Gongá!
Salve São Jorge Guerreiro!
Salve São Sebastião!
Saravá Povo De Umbanda
Que Nos Dá A Proteção, Ô Jurema!

Folhas Verdes Da Palmeira
Como Brilham Ao Luar!
Ó Que Lindo Caçador
Jurema, Jurema Ô Juremá!

Jurema, Ô Juremê, Juremá! (2x)
É Uma Cabocla De Pena!
Atirou Lá Na Jibóia
Sua Flecha É Suprema!

Lá Na Mata Eu Vi
Uma Cabocla Jurema!
Era Dona Jurema
Com Sua Flecha Suprema!
Mas Ela Veio De Tão Longe
Veio Caçar A Ema!

Com Sete Dias De Nascida
Minha Mãe Me Abandonou!
Salve O Nome De Oxóssi!
Foi Tupi Quem Me Criou!
Vinde, Vinde Companheiros...
Ai De Mim Tem Dó!
Vinde, Vinde Companheiros...
Ai De Mim Tão Só!

Companheiros Da Jurema
Não Deixem Suas Matas Sozinhas!
Lá Tem Coisas Preciosas
E A Jurema É A Rainha!

O Rio Rolou Na Mata Virgem
Uma Estrela Brilhou Na Aruanda!
Saravá Linda Umbanda!
Agora A Cabocla Jurema É Quem Manda!

Jurema...
O Seu Saiote É Tão Lindo!
Seu Capacete É Azul
Brilha Como O Diadema!
Jurema... Ô Juremê, Juremá!
Abandona Suas Matas
E Vem Na Umbanda Saravá!

Lá Na Jurema
Debaixo De Um Pé De Ingá
Aonde O Luar Clareia Os Caboclos
Deixa A Cabocla Jurema Passar!
Jurema, Jurema
Olha O Seu Juremá!

Se Ela É A Cabocla Jurema
Ela Bebe Água No Coité!
Quando Ela Atira A Sua Flecha
A Flecha Vai Cair Onde Ela Quiser!
Se Ela É A Cabocla Jurema
Demanda Ela Vai Vencer!
Se Ela É A Rainha Das Matas
Demanda Nenhuma Ela Pode Perder!

.Cabocla Jureminha:
Seu Saiote Carijó Brilhou Na Mata
Sua Flecha De Indaiá Assoviou!
A Cabocla Jureminha, Rainha De Umbanda
Nossa Banda Já Saravou, Saravou!

Minha Cabocla É Linda, Orirá! (2x)
Sua Luz Bendita Quem Lhe Deu
Quem Lhe Deu Foi Nosso Pai Oxalá!

.Cabocla Jandira:
Quem Tem O Poder Sobre A Terra?
Quem Tem O Poder Sobre O Mar?
É A Cabocla Jandira!
É A Sereia Do Mar!
Aruê Ruê... Aruê Ruá... Aruê Ruê Jandira!

Seu Cocar É De Pena Branca
Ela É Quem Segura A Gira!
Saravá Sua Linda Banda!
Saravá Cabocla Jandira!

Sob A Luz Da Lua
Sentada À Beira-Mar...
Eu Vi A Cabocla Jandira...
Eu Vi A Sereia Do Mar!
Arerê Mamãe Oxum!
Odoyá Mamãe Yemanjá!
Salve Todos Os Caboclos
Que Vêm Na Umbanda Saravá!

.Cabocla Jupira:
Estava Em Festa...
Toda Floresta Estava Em Festa
Porque Cantou O Uirapuru!
No Seu Cantar Ele Veio Anunciar
Pois A Cabocla Jupira Vai Baixar!
Na Terra De Pai Olorum Ela Vai Baixar Pra Nos Ajudar!
Ela Vai Salvar A Sua Banda, A Sua Gira!
Saravá, Pai Olorum Saravá!
Acaba De Chegar Linda Cabocla Menina!
Mas Ela Tem A Beleza Que Encanta!
O Olhar De Uma Santa
Que Nos Encanta!
Jupira, Linda Cabocla Menina!
É Portadora De Uma Mensagem Divina:
Ela É, Ela É, Ela É
A Menina Dos Olhos Do Cacique Aimoré!

.Cabocla Jussara:
Clarão Ilumina A Mata!
Chuva Cai, Rio Não Pára!
Saravá Umbanda Linda!
Banda De Dona Jussara!

.Cabocla Jacira:
Na Fonte De Água Cristalina
Uma Bela Cabocla Se Mira!
Dos Cabelos Correm Pérolas Douradas!
Tá Na Gira A Cabocla Jacira!

.Cabocla Iara:
O Lírio É Uma Flor
Nasceu Na Beira D'água
E Na Água Se Criou!
Iara, Iara!
Nasceu Na Beira D'água
E Na Água Se Criou

.Das Caboclas:
Eu Já Mandei Fazer
Três Capacetes De Penas!
Um É Pra Jupira
Outro Pra Jandira
E Outro Pra Jurema!

.Dos Caboclos Do Mar:
Quando A Marola Bate Na Pedreira
E A Passarada Passa A Revoar!
Se Ela É A Cabocla ...
E Ela Vem Com A Mãe Yemanjá!

Ó Virgem Dos Navegantes
Aqui Estamos A Lhe Implorar!
Enviai A Cabocla...
Para Os Seus Filhos Abençoar!

Brinca A Mãe D'água!
Brinca A Sereia!
Brincam Os Meus Caboclos Na Aldeia!

Neste Gongá Divino
Aonde Tem A Proteção...
Trabalha O Povo De Yemanjá
E Os Caboclos Do Sertão!
Dim, Dim, Dim O Sino Bateu Lá Na Aldeia!
Caboclo Da Beira Da Praia
Firmando Seu Ponto Lá Na Areia!

Veio Do Mar..
Chegou Agora!
Ele Vai Firmar Seu Ponto
Acabando Ele Vai S'imbora!

Oxalá Nosso Redentor
Desceu Para Nos Salvar!
Chegaram Os Caboclos De Aruanda
Que Vieram Descarregar!
Mais Uma Pemba, Mais Uma Guia...
Meu Pai, Diga O Que É!
São Todos Os Caboclos De Aruanda
Que Vieram Salvar Filhos De Fé!

Vai, Estrela Tão Brilhante...
Que Ilumina Este Gongá!
Vai Buscar, Estrela, Vai Buscar
Com A Permissão De Oxalá
Vai Buscar Seu ...
Pra Vir Na Umbanda Trabalhar!

Umbanda, Onde Estão Seus Caboclos?
Eles Vêm De Longe
Do Centro Do Juremá!
Com Seus Saiotes De Penas
Na Umbanda Saravá!

Lá Nas Matas Da Jurema
Ouvi Tambores A Tocar!
A Mata Estava Iluminada
E Os Passarinhos A Cantar
Não Sei Se Era Noite ,Não Sei Se Era Dia
Só Sei Que Lá Na Mata Era Tudo Alegria!

É Caçador Da Beira Do Caminho...
Ei, Não Me Mate Esta Coral Na Estrada!
Pois Ele Abandonou Sua Choupana
Foi No Romper Da Madrugada!

Quando A Umbanda Se Abre
Eu Quero Ver Quem É!
Se É Um Teimoso De Aruanda
Ou Um Caboclo De Guiné!

Mandei Chamar...
Os Meus Caboclos De Aruanda!
Mandei Chamar...
No Humaitá Venceu Demanda!

Olha Os Matos Quebrando!
Os Caboclos Arriando!
Os Caboclos Arriando!
Olha Os Matos Quebrando!

Arreia, Capangueiro!
Capangueiro Da Jurema!
Arreia Capangueiro
Agora Que Eu Quero Ver!

Caboclo Vem Da Mata
Sucuri Dendê!
Onde Mora Esse Caboclo
Que Não Quer Descer!

Lá Na Mata...
Lá Na Serra...
Lá Na Aldeia!
Bambeia, Meus Caboclos, Bambeia!

Na Marambaia!
Na Marambaia!
Caboclo No Mato!
Caboclo Na Praia!

Tem Morador Ô!
Tem Morador!
Na Terra Onde O Galo Canta
Por Certo Tem Morador!

Ê Ê Ê! Ê Ê Á!
Segura Caboclo Que Eu Quero Ver!
Filho De Pemba Não Tem Querer!

Caboclo Firma Ponto
Na Ponta Do Cipó!
É Meia-Noite Na Lua!
É Meio-Dia No Sol!

Estava Na Sua Mata!
Tata Miro!
Quando Sua Mano Chamou!
Ele Jurou, Jurou, Jurou!
Ele Jurou E Eu Também Jurei!

Assobia, Caboclo!
Torna A Assobiar!
Assobia, Caboclo!
Que Sua Povo Vem!

Assobia! Assobia!
Ele Assobiou Ô Ô!
Cadê O Seu ...
Que Ainda Não Chegou!

Que Bela Manhã, Meus Camaradas!
A Lua Brilha No Oriente!
Os Pássaros Cantam!
Seus Filhos Chamam Os Guaranis Que Vêm Chegando Agora!

E A Vestimenta Do Caboclo?
É Samambaia Só!
É No Lageiro Aonde Os Caboclos Moram! (2x)

Caça, Caça, Caçador!
É Caçador Que Vem Caçar!
Caça, Caça, Caçador!
É Caçador Do Juremá!

Ora Viva A Terra Da Jurema!
Salve Todo O Juremá!
Ora Viva Todos Os Caboclos
Filhos Da Cobra Coral!
Rei, Ó Rei, Ô Jurema!
Rei É Oxalá!

Lá Na Mata Uma Coral Piou!
Piou, Piou Ele Vem Chegando!
Se Ele É Capangueiro Da Jurema
No Alto Da Montanha Está Trabalhando!

Ô Caboclo, Que Mata É A Sua?(2x)
Que Mata É A Sua?
É A Mata De Ubá!
Onde Pia A Cobra...
Aonde Canta O Sabiá!

Que Vem De Longe
Veio De Ganga Macaia!
Ó Não Me Mate A Cobra!
Não Me Espante A Coral!
Auê Auê Auê! Auê Auê Auá!

Que Linda Andorinha
Tem No Meu Sertão!
Todo O Pássaro Voa, Andorinha!
Só A Ema Não!

Ó Ventanias Da Jurema!
Mande Folhas Cá Pra Nós!

Ventou, Ventou Na Macaia...
Balançou, Folhas Caiu!
Quero Ver, Quero Ver!
Quero Ver Quem Ainda Não Viu!

A Jibóia É Sua Fita!
Caninana É Sua Laço!
Ah, Que Bom! (3x)
Caboclo Mora No Mato!

Sucuri! Jibóia!
Ó Como Vem Beirando O Mar!
O Zi Piou Piou Ô!
A Sua Cobra Coral!

Caboclo Do Mato Trabalha
Com Cipriano E Jacó!
Trabalha Com O Vento E A Chuva!
Trabalha Com A Lua E O Sol!

Já Dizia Um Caboclo
A Umbanda É Pra Quem Tem Fé!
Ai De Mim, Meu Bom Caboclo!
Sua Força Não Engana Ninguém!
Se O Caboclo É Bom
Bate Palmas Pra Ele!
Se O Caboclo É Bom
Bate Palmas Pra Ele!

Sua Flecha A Tiracolo
Foi Oxalá Quem Lhe Deu!
Quem Achou, Achou!
Quem Perdeu, Perdeu!

Coqueia, Coqueia Odé!
Coqueia Como Coqueia Odé!
Coqueia, Coqueia Odé!
Coqueia Com ... (A Cada Repetição, Dizer O Nome De Um Caboclo)

Ele É ... (Dizer O Nome Do Caboclo Chefe), Ô Paranga
Que Está No Gongá!
Mano De ... (Dizer O Nome Dos Outros Caboclos Da Casa), Ô Paranga!
Vamos Saravar!

Mujongo!... Monjerê!
Monjerê!... Oh Monjerá!
Mujongo!... Monjerê!
Monjerê Seu ...! (E Repete Toda A Música, No Final Apenas Trocando O Nome Das Entidades)

Ele Atirou...
Ele Atirou, Ninguém Viu!
Seu ... É Quem Sabe
Aonde A Flecha Caiu!

Eles Vem Daquelas Matas
Do Reino De Juremá!
Caboclos Vem De Aruanda
Vamos Todos Saravá!

Cabra Jibóia Engoliu Caninana!
Rabo De Saia A Um Caboclo Não Engana!

Oxóssi

Quem Manda Na Mata É Oxóssi...
Oxóssi É Caçador... Oxóssi É Caçador...
Eu Vi Meu Pai Assuviar
E Eu Mandei Chamar...
É Na Aruanda Auê!
É Na Aruanda Auá!
Seu Oxóssi De Umbanda
É Na Aruanda Auê!

Eu Corri Mar... Eu Corri Terra...
Até Que Eu Cheguei Lá No Meu País!
Salve Oxóssi Das Matas
Que As Folhas Da Mangueira Ainda Não Caiu!

Eu Vi Chover, Eu Vi Relampejar
Mas Mesmo Assim O Céu Estava Azul!
Firma Seu Ponto Na Folha Da Jurema
Que Oxóssi É Bamba No Maracatu!

A Mata Estava Escura...
Um Anjo A Iluminou!
No Centro Da Mata Virgem
Seu Oxóssi Anunciou:
Mas Ele É O Rei, Ele É O Rei, Ele É O Rei!
Seu Oxóssi, Na Aruanda, Ele É O Rei!

Oxóssi É Rei No Céu!
Oxóssi É Rei Na Terra!
Ele Não Desce Do Céu Sem Coroa
E Sem A Sua Missão Cá De Terra!

Oxóssi Mora No Tronco Da Amendoeira!
Ogum Mora Na Lua
E Xangô Lá Na Pedreira!

Viva Oxóssi Ê!
Meu São Sebastião!
Oxóssi É Caboclo Morador Lá Do Sertão!
Viva Oxóssi, Viva São Sebastião!
Viva Todos Os Caboclos Morador Lá Do Sertão!

Em Forma, Em Forma!
Em Forma Oxóssi Sete Ondas!
No Recinto De Umbanda
Ele É De Lei!
Viva Oxóssi! Ele É De Lei!
Sete Ondas Reluziu
Quando Oxóssi Surgiu!

O Seu Oxóssi Mora Lá Nas Matas Onde Pia Cobra!
Lá No Juremá!
Seu Capacete É De Penas De Ema!
Ele É Oxóssi, Capangueiro Da Jurema!
Quem Manda Na Mata É Oxóssi!
Oxóssi É Caçador! Oxóssi É Caçador!

Okê Bambocrim!
Esse Mundo É De Oxalá!
Viva Oxóssi Na Aruanda Auá!

Oxóssi É Cassuté De Umbanda!
É Na Aruanda!
É Na Aruanda Auê!

Atira, Atira, Eu Vai Atirar!
No Rei Bambá Eu Vi Atirar!
Veado No Mato É Corredor!
Oxóssi Na Mata É Caçador!

É Zambi Quem Governa O Mundo!
É Zambi Quem Vem Governar!
É Zambi Que Governa A Estrela
Que Clareia Oxóssi Lá No Juremá!
Okê! Okê! Okê! (2x)
Okê, Meus Caboclos, Okê!

Ó Viva São Sebastião!
Nos Caminhos Que Passou
Salvar Filhos De Umbanda
Jesus Cristo É Quem Mandou!
Ó Viva São Sebastião!

Xangô Na Pedreira Bradou!
Ogum Lá Na Lua Confirmou, Ô Jurema!
Oxóssi Na Mata É Caçador!

Oh, Ele É Capitão Na Marambaia! (3x)
Oh, Ele É Seu Oxóssi Na Urucaia!

Caboclo Roxo, Da Cor Morena...
Ele É Seu Cassuté
Capangueiro Da Jurema!
Ele Jurou, Ele Jurava
Pelos Conselhos Que A Jurema Lhe Dava!

E O Veado Fugiu...
E Oxóssi Chegou Na Bahia!
Segura O Ponto, Mamãe Sereia!
Oh, Ganga!

Oxóssi Não Há Tatá Nuarou Ô!
É Baba É Barebou!
Oxóssi, Vossos Filhos Ele Salvou!
É Baba É Barebou!

Oxóssi Oxóssi, Ele É O Rei Das Matas!
Oxóssi Mora Na Raiz Da Bananeira!
Oxóssi Vem Abençoar Nossa Terreira!

Eu Já Cansei De Pedir Senhor Oxóssi
Uma Choupana Para Mim Poder Morar
Ele Me Disse Com Firmeza,
Precisa Ordem De Nosso Pai Oxalá.

Caboclo Da Mata Virgem,
Da Mata Cerrada Lá Na Juremá
Quem Manda Na Mata É Oxóssi
Quem Manda No Céu É Oxalá!
Okê Caboclo, Quero Ver Girar
Quero Ver Caboclo De Umbanda Arriar!
Naquela Estrada De Areia,
Aonde A Lua Clariou
Onde Os Caboclos Pararam
Para Ver A Procissão De São Sebastião
Okê, Okê Caboclo
Meu Pai Oxóssi É São Sebastião.

Oxóssi Vem...
Vem Chegando De Aruanda!
Oxóssi Vem...
Vem Salvar Filhos De Umbanda!

Estava Na Minha Praia
Vi A Sereia Cantando
As Ondas Do Mar Chorando...
Yemanjá, Yemanjá!
Sou Beira-Mar, Beira-Mar!
Deixa A Sereia Cantar...
Não Deixa As Ondas Chorar!

Oxóssi Assobiou
Lá No Humaitá!
Ogum Venceu Demandas
Companheiro De Oxalá!

O Vento Na Mata Zuniu...
Folha Seca Balançou!
Saravá Oxóssi, Nossa Banda Saravá!
Ele Vem Com Deus Nosso Senhor!


Oxóssi Assoviou Na Mata...
Ogum Bradou No Humaitá!
Filhos De Umbanda Louvaram:
Saravá, Oxóssi, Saravá!


Fez Barulho Na Cachoeira
Sobre A Pedra Ela Rolou!
Com Sua Flecha Certeira
É Oxóssi Que Chegou!


Oxóssi Quando Vem Lá De Aruanda
Trazendo Forças Pra Seus Filhos De Umbanda
Ele É Caboclo, Ele É Flecheiro Atirador!
Na Aruanda Todo Oxóssi É Caçador!


Oxóssi Mora Na Lua
Só Vem Ao Mundo Para Clarear!
Queria Ver Um Oxóssi
Para Com Ele Eu Falar!

Oxóssi Ê Ê
Oxóssi Ê Á
Oxóssi E Rei Das Matas
Onde Canta O Sabiá!
Eu Vou Pedir Licenca Para Oxóssi
Para Saravar Nas Matas Da Jurema!
Saravá Pai Xangô La Na Pedreira
Firma Seu Ponto Mãe Oxum Na Cachoeira!

Belezas de Oxum

Por Fernando Sepe

No meio da oração ela surgiu ra­diante e esplendorosa. Suas roupas douradas lembravam-me o nascer do Astro Rei. Sim, a Mamãezinha do Amor passou por aqui e me convidou a dançar junto dela.

Em sua dança cadenciada, o ritmo e o axé do belo fluir dos rios. Em seu canto, a beleza que não se entende, mas se sente, aos pés de uma cachoeira. E então, meu coração expandiu-se na vibração dessa Mãe e a rosa da compaixão desabrochou.

Compaixão pelo mundo. Os ho­mens e mulheres não sabem, mas Oxum canta e dança o tempo todo, e é por isso que a vida é tão cheia de encantos. Ela é a senhora da beleza e da formosura, do carinho e do alen­to, da felicidade íntima. Ah, se a hu­ma­nidade visse, mesmo que uma úni­ca vez, as belezas de Oxum, tudo muda­ria. Pois as ondas de amor que bro­tam dessa Mãe, tudo pode mu­dar...

Menina doce, que anima os brilhos dos olhos das crianças. Chama dourada, que infla o amor entre os casais. Mãezinha boa, que chora as dores de seus filhos e por eles enche de rosas os caminhos...

Em seu corpo, vejo o bálsamo para as dores do mundo. Em seus olhos, a esperança do nascer de um novo dia. Em seu abebê, o símbolo de seu poder. Em suas jóias e brincos, toda beleza do Universo. Em seu coração, o amor que dissolve os mais pesados climas de ódio e vingança. Em sua boca, o canto da paz espiritual de Oxalá.

Aspecto amoroso da Mãe Divina, aspecto que concebe. Útero gestador do cosmos, eterna dança criadora. Encontro entre o macho-fêmea que procria.

Mãezinha Cinda, que flui nas águas doces do planeta. Mãezinha do ouro espiritual. Senhora dos tesouros imperecíveis do espírito. Menina do pingo d’água que refresca a alma. Belezas de Oxum...

Ah, tantas são suas qualidades e mistérios, que meus olhos não podem a tudo contemplar. Assim como a linha do horizonte, e a imensidão do firmamento, Tu És infinita em Si. Quantos mundos residem em Teu ventre, Mãe? Quantas vidas a testemunhar-se dos seus olhos? Quantas estrelas ainda brotarão de Teus belos lábios?

Cada palavra de Olorum faz surgir um Orixá. E foi em um canto misericordioso e bondoso que o Pai-Mãe da Criação manifestou-Te. Desse dia, pouco se sabe, mas o coração do poeta sente, que então o primeiro sorriso foi dado e as belas palavras de amor surgiram.

A poesia estava inventada e a música finalmente seria tocada. Juras de carinho eterno cobririam o mundo, e a singela voz de um colibri a todos encantaria. Pois é Ela, Oxum, quem inspira a linguagem do coração. E apenas por Ela, tudo isso pode existir...

Aye yê, eram as palavras que os antigos yorubanos utilizavam para saudar-Te. Foram as pretas-velhas quem preservaram e trouxeram a tradição. Foram as Caboclas que levaram sua presença a todos os templos. Foram as Pomba-giras que nos ensinaram seus mistérios. E foi na linha das crianças, que a mais bela de suas flores desabrochou.

Ah, Mamãe do manto dourado. Cobre de bênçãos esse planeta. Nem todos ainda Te conhecem, mas Tu, ó bela Cinda, residi em todos. Nem todos Te amam, mas Tu, Ó Oxum, a todos ama. Nem todos Te prestam culto, mas Tu, Ó Apará, protege todos que tem coração puro. E é por isso que os animais te amam, e as flores e árvores prestam-lhe culto no silêncio. Nem todos podem escutar seu canto, ó Mãe, mas o planeta escuta e por ele continua a viver.

Cinda, Oxum, Menina ou Ma­mãe... Nascida das juras de amor que Olorum fez à Criação. Por favor, nunca deixe de encantar e cobrir essa Terra de Orixá, com a sagrada benção de suas belezas...

Ayeyê, Mamãe...

Ayeyê, Oxum!

Fernando Sepe, dedicado à querida preta-velha do meu coração - “Dita de Aruanda” e a minha mãe de santo – Aleida Barros, por me ensinarem as belezas de Oxum e da Umbanda.

Obs: Oxum é a divindade do Amor dentro da Umbanda. Seu nome é o mesmo de um Rio Sagrado para os povos nagôs que corre na região do Ijexá. Na África, seu culto estava mais ligado aos rios. No Brasil e na Umbanda, seus fiéis gostam de cultuá-la na cachoeira. Por isso ela é chamada de a Mãe das Águas Doce.

É um Orixá associado aos minerais e ao ouro. O Arquétipo que sustenta sua imagem é a da menina doce, bela e singela. Está associada também a concepção de qualquer forma de vida.

Em outras culturas pode ser encontrada como a Afrodite dos Gregos, Vênus dos Romanos, Lakshmi e Ganga dos hindus, Ísis dos Egípcios, Freyja dos nórdicos, Iara na tradição indígena brasileira, Kwan Yin para os chineses.

Pai Benedito de Aruanda através de seu médium, Rubens Saraceni, nos ensinou que Oxum é regente da segunda linha de Umbanda, junto de pai Oxumaré. Aspecto feminino da manifestação do amor de Olorum (Deus).

Seus falangeiros que se mani­festam nos terreiros são amorosos e bondosos. Rege infinitas linhas de caboclos e caboclas, pretos e pretas-velhas, exus e pomba-giras. Po­demos reconhecê-los por seus nomes simbólicos que vibram e encontram fundamento na egrégora/vibração/mistério de mamãe Oxum. Toda linha das crianças é também funda­mentada na vibração de Oxum e pai Oxumaré.

Suas cores são o rosa, o amarelo e o azul-claro. Sua pedra o quartzo rosa. Seu sincretismo cristão-católico acontece com Nossa Senhora da Conceição e/ou Nossa Senhora Aparecida.

“Cinda” é um epíteto de Oxum, identificando-a com sua qualidade de mãe das águas doces, é um nome que faz referência a sua fluidez. “Apará” é uma manifestação guer­reira e protetora de Oxum. Dentro da umbanda dizemos que Oxum Apará é uma Oxum que vibra na Linha da Lei, uma Oxum da Lei.

Dia de 12 de outubro é o dia consagrado à Oxum, devido ao seu sincretismo com Nossa Senhora Aparecida. Aqui fica uma singela homenagem do JUS a essa querida mãe.

E a todos irmãos que irão fazer suas oferendas na cachoeira, lembrem-se da responsabilidade ecológica que todos devemos ter em um ponto de força como esse.

E principalmente, lembre-se que antes da cachoeira natural, Oxum ESTÁ na cachoeira de luz que existe em nossos corações quando o amor e a com­paixão surgem. Pensem bem nisso!

As jóias de Krishna

As jóias de Krishna

(Fábulas e Lendas da Índia)

- Por Manoj Das -





Kala, o ladrão, arrastava-se furtivamente de quarto em quarto, pela casa do homem rico. Não havia sido difícil entrar desapercebido, porque todos que viviam na vila, tinham vindo naquela noite para ouvir o Pandit. Agora, estavam sentados à volta dele no saguão central, ouvindo com atenção extasiada uns poucos versos que ele cantava, tirados de seu precioso livro de folhas de palmeira, diante dele no estrado, explicando-os e desenvolvendo-os para que todos pudessem entender. O dono da casa, sua família e os empregados estavam absorvidos, como os outros, devoção feliz e brilhante em seus rostos, e todos os cuidados e brigas esquecidos, no deleite de ouvir as histórias doces e encantadoras do Senhor.

Era uma oportunidade maravilhosa para Kala tentar apossar-se de tudo que pudesse. Sua mente estava ocupada com sua busca e não prestava nenhuma atenção à história que fascinava os aldeões. Ele era um ladrão e um vagabundo, não tinha lar, nem família ou amigos. Uma vaga lembrança do homem que ensinara o único ofício que ele conhecia era tudo que restava. Kala não tinha a mínima idéia se o velho Babu era relacionado com ele de algum modo; sabia apenas que tinha sido gentil e lhe ensinado como ser rápido e esperto para surrupiar pequenos objetos que podiam ser trocados por dinheiro, em certos lugares que eles conheciam. O que não aprendera com o velho Babu, conseguiu fazê-lo por si próprio, desde que seu protetor desaparecera – quer para o reino do Senhor Yama (o deus da morte), ou para seu equivalente, a cadeia, Kala não sabia. Agora não tinha mais ninguém e procurava defender-se da única maneira que conhecia. Estava quase sempre sozinho quando ia de aldeia em aldeia, de cidade em cidade, e sonhava em ter um lugar a que pertencesse, em vez de ser sempre um intruso, à margem das coisas, olhando para um mundo onde não havia lugar para ele. Imaginava-se encontrando alguma coisa realmente valiosa – uma rica bolsa de homem, um diamante, um bracelete de rainha... algo que pudesse lhe proporcionar o bastante para comprar uma pequena casa na cidade e mantê-lo, a fim de nunca mais ficar com medo. Então ele teria vizinhos, amigos... sabia que era apenas um sonho, mas o pensamento de seu tesouro aquecia-lhe o coração e enchia-lhe a mente, enquanto andava de quarto em quarto. As palavras de Pandit, que prendiam a atenção dos aldeões, nada significavam para Kala. Mas, de repente, uma frase atraiu sua atenção, e detendo-se na sua ronda furtiva, ele ouviu a história, com crescente encanto, e foi se aproximando, sem notar, do círculo à volta do estrado.

O Pandit estava lendo e cantando o Bhagavata Purana, que fala das histórias admiráveis da vida do Senhor Krishna. Ele estava passando apenas uns dias nessa aldeia, pois era sua vida andar de um lugar pra o outro, contando a todos que o quisessem ouvir sobre o seu amado Senhor. Na noite anterior, narrara a seus ouvintes ansiosos o nascimento de Krishna, a crueldade de Kamsa, e como Krishna, milagrosamente, havia sido trazido para casa de Nanda, o pastor, onde crescera como filho da Mãe Yashoda. Esta noite a história era sobre a juventude de Krishna, na floresta de Brindavan. Os versos contavam, como ao primeiro clarão do dia, os meninos pastores gritavam do lado de fora da casa de Krishna:

- Krishna! Balarama! Ainda não acordaram? Venham, seus dorminhocos! É hora de leva as vacas para pastar.

Então relatavam como a Mãe Yashoda preparava a comida antes de os meninos se ataviarem com as belas roupagens que sempre usavam. O Pandit descrevia com detalhes cheios de amor, como ela os vestia com belos dhotis – o de Krishna, amarelo alaranjado, que brilhava contra sua pele escura, e o de Balarama, azul escuro, como o mar distante. Depois, ela colocava seus adornos: pulseiras, colares, cintos e ornatos de cabeça engastados de jóias e, por último, suas tornozeleiras de ouro. Estas foram as palavras que atraíram a atenção de Kala e seu espanto crescia, à medida que o Pandit ia descrevendo todo o esplendor cintilante dos ornamentos de Krishna:

- Pulseiras de ouro incrustadas de pérolas e rubis nos braços; um cinturão de ouro e pérolas à volta da cintura; um diadema de ouro na cabeça, no qual sempre usava uma pena de pavão; ao redor dos tornozelos, sinos de ouro que faziam uma música tão encantadora que arrebatava a alma; e à volta do pescoço um colar de jóias variadas engastadas de ouro, que pendia até o peito, onde um único diamante brilhava com tal esplendor que o próprio sol parecia escuro.

O Pandit continuava a falar sobre os olhos travessos de Krishna, o encanto suave de seu rosto que irradiava tal amor e beleza, que se poderia contemplá-lo para sempre com incansável deleite; de sua pele escura e cabelos encaracolados, suas mãos e pés delicados, o charme de cada linha de seu corpo...e por fim, a irresistível música de sua flauta, cujo fascínio não podia ser expresso em palavras. Mas Kala não estava ouvindo. Nem tinha voltado ao seu trabalho. Permanecia deslumbrado, estupefato, diante da perspectiva que se abria diante dele. Por que deveria ele se incomodar em furtar uma ninharia aqui, uns poucos níqueis ou tecido ali? Por que continuar nessa existência imprevidente, andando de um lugar para outro, roubando o que podia conseguir? Se ele pudesse encontrar essas duas crianças, seria fácil tirar seus adereços... e então não teria mais com que se preocupar durante o resto da vida. Poderia comprar uma pequena casa e viver tranqüilamente como todo mundo. Sua mente continuava, repetindo sempre a descrição que ouvira daquelas maravilhosas jóias. Até que podia quase ver, diante dos olhos, a criança escura, cintilando com todos os seus atavios. Não podia pensar em mais nada. E assim ele ficou como se estivesse em transe, surdo, até que Pandit terminasse sua história.

Então o bom Pandit, o rosto brilhando de devoção convidou todos os ouvintes para comer prasad. Enquanto faziam suas oferendas, ele deu um punhado de flores perfumadas a cada um, e assim abençoadas e purificadas, as pessoas voltaram às suas casas. Kala deixou a casa com o resto, porém esperou fora, atrás de uma árvore, até que finalmente o Pandit fosse levado à porta para se despedir, com os respeitosos cumprimentos do anfitrião de sua família. Nosso ladrão tinha decidido falar com o Pandit e descobrir mais sobre aquelas duas maravilhosas crianças e suas jóias.

Assim, quando o Pandit se pôs a caminho em direção à casa, que havia sido providenciada para sua estada, Kala seguiu-o; e ao chegarem a um trecho deserto do caminho, ele gritou:

- Hei, Panditji! Espere por mim, quero falar-lhe!

Ao som daquela voz áspera, o Pandit pensou imediatamente em assalto. No seu cinto carregava todo o dinheiro que os aldeões tinha lhe oferecido como dakshina, e ele estava com medo... Apertando sua roupa mais de encontro ao corpo, ele apressou o passo. Mas outra vez Kala gritou:

- Espere por mim, Panditji! De que tem medo? Quero perguntar-lhe uma coisa.

Então, não havia razão para se preocupar. O Pandit parou e esperou, dizendo uma prece em seu coração.

- Quero saber mais acerca daqueles meninos... aqueles meninos de quem você estava falando. Como se chamam? Onde moram? Quem é seu pai? Como posso encontrá-los?

O Pandit estava assombrado com a avalanche de perguntas desse homem de aspecto rude; como ele não parecia lhe querer mal, respondeu:

- Você não ouviu o que esta a dizendo às pessoas? Krishna e seu irmão Balarama vivem na casa de Nanda, o chefe dos pastores, perto de Brindavan, e todos os dias, ao amanhecer, levam as vacas para os campos e florestas que margeam o rio Yamunda.

- Qual é o caminho daqui para Brindavan? Não é muito longe, não é? É verdade que essas crianças vão todos os dias para os campos, vestidas como você disse, com todas aquelas jóias esplêndidas?

O Pandit começou a ter um vislumbre de percepção. Sentiu que, talvez, pudesse adivinhar o que tinha despertado o interesse deste sujeito inculto... e ele queria apenas chegar em casa com seu dinheiro e a pele intacta. Porém ainda perguntou:

- Por que você está me fazendo todas essas perguntas? Você não ouviu o que disse? O que o fez tão interessado?

Kala olhou para o Pandit e disse francamente:

- Olhe para mim! Você sabe o que sou, não é? E por que iria um ladrão com eu ficar interessado naquelas crianças? É verdade que elas têm todas aquelas jóias... ou você estava apenas inventando? – perguntou ele de repente, avançando para o Pandit, com o punho levantado e olhar ameaçador.

- Não, não, não inventei. Claro que é tudo verdade, - disse o Pandit apressadamente.

- E se eles usam todas aquelas jóias quando vão para os campos todos os dias, devem ter muito mais em casa para ocasiões especiais, não é Panditji? Quanto você acha que elas valem juntas?

- As riquezas de Krishna são um tesouro inestimável, além de tudo que se possa imaginar, - replicou o Pandit com um sorriso.

- Bem, só daqueles adereços faria minha independência para o resto da vida. E eu pretendo ir até lá e conseguir algo, - disse o ladrão. – Assim, é melhor você me dizer, francamente, Omo posso chegar lá. E não tente brincar comigo, porque, se não os achar, pode ficar certo de que voltarei e me vingarei. Mas se conseguir o que quero, então dar-lhe-ei sua parte por ter me ajudado, você verá.

Assim o pobre Pandit, querendo apenas chegar em casa salvo, apontou para o norte e disse:

- Brindavan fica para aquele lado.

- E como vou saber quando chegar lá? Como é que ele é, esse lugar Brindavan? – interrogou Kala.

- Há um rio largo, com lindos prados verdes e arvoredos de flores ao longo das margens. Especialmente, há belas árvores Kadamba... você conhece a árvore Kadamba, com suas longas folhas e enormes bolas de flores? Lá os pastores vêm de manha cedo, e Krishna fica debaixo de uma Kadamba, tocando sua flauta encantada; você certamente o reconhecerá quando o vir.

O crédulo ladrão ficou muito satisfeito com o que Pandit lhe disse de suas memórias dos versos sagrados, resolvendo partir imediatamente e não descansar até chegar ao rio, achar as maravilhosas crianças e tomar-lhes alguns de seus tesouros inestimáveis.

Era o alvorecer do terceiro dia quando Kala chegou ao rio. Ele não tinha quase dormido e comido no caminho e, durante toda sua longa jornada, uma imagem somente enchia sua mente: a linda criança escura de cabelos encaracolados, num dhoti amarelo e jóias brilhantes, com uma pena de pavão no diadema. Esta visão o havia incitado de tal modo durante as cansativas milhas, que ele estava vagamente consciente da fome e sede e fadiga e da dor nas pernas e nos pés. E aqui, finalmente, estava o rio, parecendo tão fresco e acalentador, brilhando esmaecido ao lusco-fusco, correndo veloz e profundo entre as ribanceiras verdes, margeado aqui e ali por pequenas praias de areia. Certamente este deveria ser o lugar!

“Mas os meninos não virão senão de manhã...” pensou Kala, e imaginou qual seria a direção da aldeia; mas ele não via nenhuma casa por perto, e o rio fresco e a grama verde pareciam tão convidativos que ele decidiu ficar onde estava e esperar pela luz do amanhecer. Refrescou os pés doloridos no rio e a água pareceu-lhe tão boa que mergulhou nela. Depois estendeu o corpo fatigado na grama refrescante e macia. Porém, embora estivesse muito cansado, a imagem daquela criança encantadora ainda flutuava diante de seus olhos fechado... Talvez tenha passado uma ou duas horas quando ela acordou com um luar radiante em seu rosto, seu corpo tremendo de excitação.

“Eles virão ao primeiro raio de sol”, pensou, “vou encontrar um bom lugar para me esconder e procurar por eles; não devo perder essa oportunidade.”

E seguiu para a ribanceira do rio, procurando pela kadamba que Pandit havia mencionado. Eram muitas as árvores belas e altas e, enquanto seguia o rio, logo chegou a um lindo arvoredo de folhas largas, perfumadas com as inflorescências de bolas fofas, que enchiam o ar com seu olor. Enquanto ele passava debaixo das enormes árvores, Kala teve a estranha sensação de algo que nunca tinha sentido antes na vida, algo mágico e doce, um sopro de promessa encantadora.

“Este deve ser o lugar”, pensou, “aqui estão as árvores. E como é viçosa a grama e a vegetação. Seguramente eles virão para cá com suas vacas ao amanhecer. Este deve ser o lugar.”

Ele tremia de excitação outra vez, ao procurar um esconderijo. Escolheu um arbusto perto do rio, entrou debaixo de seus galhos e sentou-se para esperar a manhã. Mas havia formigas que picavam e nem mesmo a visão na sua mente podia fazê-lo se esquecer dessas criaturas importunas.

“Além disso”, pensou, “e se Krishna seguir outro caminho? Mesmo que ele esteja apenas um pouquinho mais além do rio, posso perdê-lo... e aqui na margem não parece existir nenhuma trilha de vacas. É melhor trepar numa dessas árvores e então serei capaz de vê-lo mesmo à distância.”

Assim ele se arrastou, removendo as formigas e galhos de seus braços e cabelos, e olhou à volta à procura de uma boa árvore para subir. Havia uma à margem do arvoredo e, com alguma dificuldade, alçou-se entre os ramos cheios de folhas. Porém as folhas formavam uma folhagem tão espessa que ele não podia ver muito e também não estava confortável, pousado num ramo como um passarinho; estava com medo de que, se adormecesse, caísse como uma fruta madura. Assim, desceu outra vez para procurar um lugar melhor. Por fim, simplesmente recostou-se contra um dos grandes troncos, liso e prateado, num pequeno nicho, onde ficou abrigado e não podia ser visto; e a despeito de toda sua ansiosa antecipação, foi vencido pelo cansaço e seus olhos fecharam-se e a cabeça pendeu para o lado.

Aos primeiros raios da madrugada, despertou assustado...o que o teria acordado de seus sonhos de Krishna? Lá estava outra vez, muito doce para ser o canto de pássaros, embora eles estivessem acordando e espalhando seu canto à volta, enquanto a luz mágica da madrugada intensificava todos os matizes e sombras maravilhosas da floresta. Desta vez soaram bem claras na primeira brisa trêmula, as notas de uma flauta! O coração de Kala quase deixou de bater de excitação e deleite – eles estavam realmente vindo, o Pandit não o tinha iludido, não tinha cometido um engano, este era o rio certo, a floresta certa, e eles estavam vindo por este caminho, em direção a este mesmo arvoredo! Ele podia ouvir as vozes infantis agora e o andar compassado das vacas... contudo, eles estavam passando um pouco para a esquerda e desaparecendo na floresta – ele não iria encontrá-los!

Kala já se punha de pé para seguir as vozes, quando um movimento, num canto longínquo da clareira, chamou sua atenção. Lá, debaixo da mais afastada árvore, estava uma pequenina figura, seu dhoti amrelo-laranja, barrado de vermelho e dourado, cintilava incrivelmente vívido naquele alvorecer matinal contra a pele escura e os verdes e cinzas da floresta. O menino estava lá, parado, e tocava flauta, como você deve tê-lo visto muitas vezes em pinturas, um pé cruzado sobre o outro, uma pena de pavão no cabelo, jias reluzindo à volta do pescoço, dos braços, dos tornozelos e testa, um sorriso doce no rosto e olhos faiscando de malícia. Mas o que Kala viu era mais encantador do que qualquer quadro que você ou eu tenhamos visto, mais encantador mesmo do que a visão que ele tinha guardado em sua mente todos esses dias e noites de jornada, algo absolutamente estimulante e arrebatador em sua beleza, porque era o próprio Senhor Krishna.

Kala completamente embevecido, deixou seu esconderijo e aproximou-se cada vez mais do fascinante menino, irresistivelmente atraído pela beleza do que via e ouvia. E quando ele chegou bem perto, Krishna tirou a flauta dos lábios e sorriu para o pobre ladrão, tão ternamente que todo o corpo de Kala tiritava e estremecia de deleite. Krishna demorou nele seu olhar e então falou, uma voz que era tão encantadora e musical quanto todo o resto:

- Querido kala, você não queria algo de mim?

Kala não estava nem mesmo espantado de que o sedutor menino soubesse seu nome. Ele mal notou, porque um fluxo de vergonha intensa e dolorosa tomou conta dele quando, de repente, lembrou-se da intenção que o havia levado até lá. Logo a seguir, porém, apercebeu-se que Krishna sabia perfeitamente bem porque viera e que ele não estava zangado, apenas rindo dele. E Kala também, olhando para aqueles olhos, podia ver que tudo era gracejo.

- Querido, querido menino, é verdade que vim para roubar suas jóias, mas isso foi antes de conhecê-lo. Pensei que queria ser rico, mas na verdade queria ter um amigo... agora que o vi, por que precisaria de dinheiro? Você é meu amigo, não é? – perguntou.

- É claro que sou seu amigo, e assim posso dar-lhe um presente. Apenas diga-me, o que gostaria de ter?

- Diga-me somente que posso vir aqui encontrá-lo quando quiser, olhar para você e às vezes ouvi-lo tocas sua música encantada; isso é tudo que quero, - disse Kala, com lágrimas nos olhos.

- Mas minhas jóias... você fez todo esse caminho para conseguir minhas jóias. Você não quer nada agora? – disse Krishna, olhando sério, mas com uma faísca travessa brilhando nos olhos.

- Guarde suas jóias... elas ficam tão bem em você! Apenas..., - Kala pausou como se pensasse em algo, - prometi ao Pandit, que me falou de você, que se o encontrasse, dar-lhe-ia alguma coisa. Se não fosse por ele, nunca o teria visto... talvez você pudesse me dar algo para ele? – perguntou Kala acanhadamente.

Krishna riu alto e tirou um dos seus braceletes de prata, lindo, engastado com uma bela esmeralda.

- Tome isto para o Pandit, - disse, - e é claro que você pode vir aqui me ver quando quiser. Venha a esta arvoredo qualquer manhã, debaixo desta árvore e me chame; prometo que virei.

- Querida criança, querida criança, - disse Kala, sacudindo a cabeça, - mas você tem certeza de que está direito, sua mãe não vai brigar com você? O Pandit ficará muito feliz, é uma coisa linda...

- Talvez minha mãe ralhe comigo, mas logo a farei sorrir de novo, - disse Krishna com os olhos faiscando, - mas venha, vamos ao encontro dos outros... eles foram banhar as vacas!

Os pés de Kala pareciam ter asas enquanto ele corria de volta à aldeia onde deixara o Pandit. O pensamento de seu maravilhoso novo amigo e sua recém encontrada felicidade não deixava lugar para fraqueza ou fome, e ao passar, distraído, pelas aldeias no caminho, a gente se maravilhava com seu rosto brilhante e a luz que parecia acompanhá-lo. Todavia, foram três dias de jornada até que alcançasse a aldeia. O Pandit tinha terminado sua série de palestras e estava se preparando para partir, no dia seguinte, para o próximo estágio de sua jornada. Tarde da noite, ele ouviu uma forte batida na sua porta e, ao relutar em abri-la imediatamente, escutou chamarem:

- Panditji, Panditji, você está dormindo? Abra depressa, trouxe uma coisa para você.

Apesar de reconhecer a voz do ladrão, que ele esperava nunca mais ver, havia alguma coisa tranqüilizadora em seu tom e o homem não parecia que tivesse voltado para se vingar. Mais por curiosidade do que por outra coisa, o Pandit abriu a porta. Kala entrou como um pé de vento, os olhos luzindo e imediatamente ajoelhou-se e tocou os pés em Pandit:

- Obrigado, eu o encontrei, Panditji! Estou tão agradecido! Sem o senhor não o teria conhecido nunca! Ele é tão bondoso e encantador e maravilhoso, que o senhor não pode imaginar... que linda criança! E eu contei sobre o senhor, Panditji, e ele mandou-lhe isto! – e Kala tirou o precioso bracelete da cintura de seu traje em farrapos.

O Pandit teve que se sentar, de repente, perguntando incoerentemente:

- O que... quem... onde você foi... que aconteceu?

E Kala, rindo, encantado pela consternação do velho homem, teve de contar toda a história, justamente como lhe contei.

Você pode imaginar como o Pandit teve dificuldade em acreditar no que ouvia. Ele era um homem educado e, apesar de toda sua devoção, sabia muito bem que o Krishna real havia vivido há milhares e milhares de anos atrás, lá longe no norte... e assim, o que era que este pobre sujeito esfarrapado estava balbuciando? E contudo... havia o bracelete, e aí estava Kala com seu rosto e voz transfigurados... O Pandit interrogou-o, repetidamente:

- Onde você o viu? Como é que ele era? O que ele disse então? E o que fez em seguida? – e assim por diante.

Depois de muitas e muitas perguntas e das respostas simples e diretas de Kala, o velho disse por fim:

- E ele realmente prometeu-lhe que você o poderia encontrar quando quisesse? Então leve-me com você, amigo... vamos partir imediatamente. Toda minha vida tive vontade de vê-lo, mas nunca pensei que realmente acontecesse.

E ele teria partido imediatamente, sem mais delonga. Porém o pobre Kala estava exausto, depois de toda viagem, e não tinha se alimentado durante o caminho de volta, e ele implorou por algo para comer e uma noite de descanso antes de partirem outra vez. Contudo, a madrugada seguinte viu-os na estrada... uma dupla estranha: o venerável Pandit, com sua veste branca impecável, e o abrutalhado Kala, em seus trapos desbotados, carregando o precioso volume que continha os livros do Pandit, alguns pertences e, agora também, o bracelete do Senhor. Enquanto eles andavam, Kala questionava o velho sobre Krishna e maravilhava-se com tudo que ele podia dizer sobre o surpreendente menino. E, em troca, o Pandit questionava Kala e pasmava-se com as coisas simples, convincentes, e ainda inacreditáveis, que ele dizia sobre o menino que lá encontrara. Assim, as milhas passaram facilmente, até que por fim chegaram, à noite, às margens do rio e, na orla da floresta, refrescaram-se e deitaram-se para dormir.

Antes do alvorecer, Kala acordou o Pandit:

- Agora ele virá... vamos para o arvoredo; você pode esperar junto dos espinheiros que eu o chamarei.

E de fato, quando Kala chamou, ouviram-se as notas suaves de uma flauta se aproximando através do ar enevoado da manhã, e Kala logo pôde ver seu amigo de pé, debaixo da árvore, tocando e piscando para ele.

- Querida criança, - disse, - espero que não se importe... trouxe o Panditji. Ele estava tão excitado ao receber seu presente, que quis lhe agradecer pessoalmente; ele já queria encontrá-lo há tanto tempo e conhece toda espécie de histórias a seu respeito. Você de fato fez todas aquelas coisas? Não importa, conte-me outro dia... Olhe, ele está esperando acolá. Posso chamá-lo?

- Eu posso vê-lo, - replicou Krishna sorrindo, - mas não acredito que, mesmo se o chamasse, ele fosse capaz de me ver, por enquanto. Ele não tem coração puro e a visão inocente. Contudo, você pode lhe dizer que estou esperando por ele, não o esqueci, e certamente ele me verá um dia.

E olhava ternamente para o velho, ainda de pé ao lado do espinheiro. O Pandit, atordoado, fitava Kala que parecia estar falando com o ar.

Todavia, ele podia ouvir a flauta. E mais tarde disse a Kala, quando se sentavam juntos na cabana simples que construíram ao lado do rio e que partilharam por vários anos, até a morte do velho homem:

- Compreendo muito bem... eu já era um homem educado quando li as histórias do Senhor; e apesar de ter desejado ardentemente em meu coração vê-lo e conhecê-lo, tinha também outros desejos e pensamentos em mim. Porém, desde o momento em que você ouviu falar sobre ele, não teve nenhum outro pensamento em sua mente, nenhum outro desejo em seu coração, a não ser ele. Foi sua Graça que se derramou sobre você.. Mas posso ouvir sua flauta na floresta todas as manhãs e você me diz como ele está e o que diz e faz com você, e ele prometeu que eu também vou vê-lo um dia, com meus próprios olhos. Estou contente.


Wagner Borges


RITUAL DE ORI


ORI
O QUE É ORI
Ori tem a propriedade de ser controlador. Além de guiar a vida, comanda todas as atividades, físicas ou não. Ele armazena em um só local todas as informações necessárias para a existência do homem. Nele encontramos o Asé (força) que forma a personalidade do ser e faz com que cada um pense e haja de forma diferente.
Ori guarda todas as chaves para o êxito da vida do homem, ou seja, inteligência, bons pensamentos e memória. Estas são qualidades do homem que integram Ori.
Ori tem a função de gestor o Asé do homem, ou seja, ele amadurece todos os Pensamentos, transformando-os ou aprimorando toda e qualquer idéia que passe Por ele.
Ori é independente do ser (corpo físico) e embora esteja ligado a ele, suas funções comandam todas as outras.
Ori recebeu três coisas essenciais para sua existência: A preparação para a vida na Aiye (terra) A preparação para a Iku (morte) e A preparação para a vida no Orum (céu) Isto possibilita que no Aiye exista a união Ori + Ara (corpo + cabeça). Mas atenção: mesmo que haja separação, no caso de morte, Ori nunca morre.
No caso de morte, Ori e Eledá (alma) se juntam e, caso necessário, realizam rituais como: Asese (vigília): para que possa haver a separação; Orisá Olori (senhor da Cabeça) e Ori, para que a alma ou o espírito possa seguir seu caminho no Plano astral.
Por ser uma parte concentradora de energias benéficas e maléficas, deve-se Ter todo cuidado ao deixar o Ori na mão de estranhos, mesmo que seja para Um simples carinho ou ritual. Lembrem-se que o sucesso ou fracasso depende do Ori e suas qualidades.
Algumas saudações: Olorire - pessoa de boa cabeça Olori Buruku - pessoa possuidora de cabeça ruim.
CANTIGAS DE ORI
Cantiga Para Oferecer as Comidas ao Ori
Kolobó xeré nu abó xeré kolobó
Kauré ô komorê odará
Cantiga Para Oferecer o Peixe
Ejá mo gbá
Ejá mo bô erin
Ejá mo gbá
Ejá mo bô erin
Cantigas de Ori
Ori ka f'anjá Ori ô Ori ka f'anjá
Ori ká f'anjá Ori ô Ori ka f'ajnjá
Ori ká f'anjá alá umbó bàbá lá toloxé
Agô in kekerê kerê kê
Agô in kekerê kerê kê eru janjan
Ori ka f'anjá Ori ô Ori ka f'anjá
Ori ká f'anjá Ori ô Ori ka f'ajnjá
Ori ká f'anjá alá umbó bàbá la toloxé
Ago in kekerê kerê kê
Agô in kekerê kerê kê eru janjan
E ASSIM SEGUE O RITUAL DE BORI ASÉ
Marcelo d' Osoguián

A EGRÉGORA

Algumas definições são bastante enfáticas: "Palavra que se tornou
popular entre os espiritualistas, significa a aura de um local onde há
reuniões de grupo, e também a aura de um grupo de trabalho"

Outras definições são mais exóticas: "Egrégoras são entidades
autônomas, semelhantes a uma classe de "devas" que se formam pela
persistência e a intensidade das correntes mentais realizadas nos
centros verdadeiramente espiritualistas; pois nos falsos tais criações
psicomentais se transformam em autênticos monstros, que passam a
perseguir seus próprios criadores, bem como os freqüentadores desses
centros".

Finalmente temos uma definição um pouco mais clássica: "Egrégora
provém do grego egrégoroi e designa a força gerada pelo somatório de
energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando
se reúnem com qualquer finalidade, A egrégora acumula a energia de
várias freqüências Assim, quanto mais poderoso for o indivíduo, mais
força estará emprestando a egrégora para que ela incorpore às dos demais".

Na média temos que: Egrégora é a somatória de energias mentais,
criadas por grupos ou agrupamentos, que se concentram em virtude da
força vibratória gerada ser harmônica.
Se considerarmos esta como sendo uma definição mais ou menos válida,
podemos tecer algumas conclusões.

Se a Egrégora é a somatória de energias, não há limites para que nível
de freqüência seja a sua fonte criadora, assim pode existir em
potencialidade Egrégoras com freqüências elevadas e egrégoras com
freqüências vibratórias menos elevadas ou se preferirem "negativas".

A existência de diferentes freqüências reforça a antiga lei da
dualidade entre o positivo e o negativo, ou ainda entre o claro e o
escuro e o bem e o mal, embora esta ultima definição careça de uma
analise mais profunda.

Se for então verdadeiro que a somatória de forças vibratórias
ressonantes se somam no Éter é provável que esta força criada seja
capaz de prover seus geradores de potencialidades, esta hipótese se
confirma pela manifestação material do que pode se chamar de energia
construtiva (ou destrutiva) dos diversos grupos religiosos, esotéricos
ou metafísicos.

Quer me parecer que o mais correto seria considerarmos a hipótese de
que realmente possa existir uma Egrégora positiva construtiva, assim
como pode haver uma egrégora negativa ou destruidora, até porque, se
existe como conhecemos uma arvore da vida cuja existência representa o
caminho da queda e da reintegração em ultima analise, também devemos
considerar que para que esta arvore exista e permaneça ereta é
necessário raízes ou uma outra arvore imersa na escuridão da terra.
Em ultima analise o bem e o mal competem para o equilíbrio das
forças. Alias o equilíbrio é o objetivo e não o caminho entre os extremos.

Talvez a pergunta mais enfática seja: qual é exatamente a fonte
geradora desta energia potencial que anima e mantém uma Egrégora? Como
fisicamente isto ocorre? Como as energias vibram em ressonância?

A resposta talvez esteja na Constância, na geração uniforme e linear
da mesma e única energia. Como isto pode acontecer?

Possa aí estar depositada a tradição do ritual e das cerimônias
Templárias das diferentes tradições. Tal qual um gerador ou dínamo, a
permanência do eixo girando sempre no mesmo sentido, velocidade e
harmonia é garantia da geração da energia elétrica que é o seu resultado.

O trabalho templário regular, constante, harmônico somado aos
interesses superiores de seus praticantes é a fonte geradora de um
nível vibratório elevado, alimentador constante de uma Egrégora capaz
de gerar paz, evolução espiritual e conhecimento aos que dela usufruem.

Desconheço o autor
Caros Leitores,
Na Baixada Santista existe uma LOJA MAÇÔNICA MISTA, ou seja:
MULHERES e HOMENS, livres e de bons costumes, são INICIADOS.
Maiores informações: loja.orion.28@gmail.com ou telefone: 13-9736-3481



Maria F V Rodrigues M.'. I.'.
A.'.R.'.L.'.S.'. Orion n° 28, Or.'. de SV
loja.orion.28@gmail.com
Baixada Santista - SP

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

A Grande Mudança de 2007

O Despertar dos Anjos Humanos para a Luz e Alegria do Processo Criativo
As Energias para Novembro de 2007
Arcanjo Miguel através de Celia Fenn


Queridos Trabalhadores da Luz, à medida que entram no mês de Novembro de 2007 sentirão as poderosas energias que estão movendo a Consciência Coletiva Global para um novo nível. Nesta época Júpiter e Plutão estão situados em linha reta no Centro Galáctico em relação a Terra. Em sua “dança” com o Grande Sol Central, eles estão mostrando como vocês em seu próprio ser estão no processo de despertar à Luz Radiante que emana do centro celestial e flui para dentro do Planeta como um grandioso borbulhante Rio de Vida e Criatividade, produzindo Abundancia e Amor. No mês de Outubro vocês começaram a mudança através do que chamamos a “Entrada Diamante” para a luz de um novo amanhecer para seu Planeta. No Portal Estelar do 11:11 deste ano, no dia 11 de Novembro, esta Radiação Diamante se intensificará enquanto se movem em direção a um alinhamento critico no inicio de Dezembro, quando Júpiter e Plutão estarão exatamente em conjunção com o Grande Sol Central. É o Poder e a Energia que mudarão a Consciência Planetária complementando este limiar de Luz Diamante e em direção ao Novo Começo do 1:1:1 em 1° de Janeiro de 2008.
Esta é sem duvida uma virada para sua Amada Terra. É para isso que trabalharam. Há muitos de vocês que entraram em um estado de Luz e Alegria que é a “assinatura” da Consciência Mais Elevada. Vocês escolheram a Luz e compartilhar sua Luz com Outros. Vocês são realmente a “Luz do Mundo” neste momento.
Queridos Trabalhadores da Luz, sabemos o quanto trabalharam com empenho e esforçaram-se para liberar velhas energias e curar velhos padrões de distorção em suas vidas. Sabemos quanta força e coragem e perseverança e determinação foram tomadas para de forma constante fazer a escolha para o Amor Incondicional, Paz e Alegria. Mas, um numero suficiente de vocês fez esta escolha, e assim estão ajudando em elevar a freqüência do Coletivo Planetário, permitindo que mais pessoas na Terra façam esta escolha também.
Queridos, enquanto esta ponderosa radiação emana para dentro do Planeta, vocês sentirão a intensidade. Pedimos que sintam isso como Paixão, Alegria e Vida mesmo, pois é o que isto é. É a Essência Criativa da Divina Fonte pulsando do Grande Coração que é o Grande Sol Central. Está criando uma harmoniosa ressonância e pulsação em seu próprio coração. Quanto mais permitirem a paixão fluir, mais Alegria e Leveza sentirão. Se resistirem a um alinhamento com a pulsação Cósmica e se segurarem em velhos padrões, vocês se sentirão desorientados e exaustos e “fora de sincronia” com si mesmos. É muito mais fácil fazer a escolha de permitir a si mesmo a se alinhar com a Pulsação de Luz e Amor, e de ser abraçado em sua ternura e proteção. É o Grandioso Presente da Fonte para nosso Planeta nesta época. Vocês estão se tornando um Povo de Coração e seu coração bate com o Coração do Grande Sol Central e em ressonância com a pulsação Cósmica da Grandiosa Fonte. Existe um grande poder neste alinhamento e você sente como este poder esta mudando e transformando a absoluta essência de Quem Você É.
E assim dizemos, queridos, que o “segredo” é abrirem seus Corações para o Amor Incondicional e Alegria. Permitam que esta energia flua através de vocês e seja expressa através de vocês, pois esta é a Vontade Divina e a Energia da Criação. Ela é Verdade, e temos dito que tudo mais é ilusão. Quando permitem que esta Luz entre dentro de seu Coração aberto, então vocês se tornam Luz e vêem a Luz. Enxergam Luz e Compaixão e Suporte e Abundantes Bênçãos em tudo em volta de vocês, e se tornam uma fonte de tais bênçãos para todos em volta de vocês.
Mas, saibam que não podem manter esta Luz a não ser que seu Coração esteja totalmente Aberto e você mesmo esteja recebendo abertamente as abundantes benções da Fonte em sua Vida. E não podem manter esta Luz a não ser que estejam sentindo a Gratidão para com a Fonte pela sua vida que diz: “ Está Bom! Obrigado.” Quando puderem ver a Luz em toda Criação, então a Luz interior arderá brilhantemente, e serão verdadeiramente um Anjo Humano.
Meus queridos, vocês precisarão desta Luz e deste Brilho, deste poder Criativo enquanto começam o trabalho de transformação Planetária neste Novo Ano. Pois de fato, vemos que muitos de vocês se sentirão chamados para começar a fazer a diferença dentro de suas próprias Comunidades – porque é onde vocês são mais necessários.
Falamos antes a vocês das “Comunidades de Luz” e falaremos de novo desta idéia. Muitos de vocês assumiram que o que se pretendia era apenas a conexão com sua Família de Alma e com aqueles iguais a você. E inicialmente isto era verdade. Dizemos agora que é hora de criar Comunidades de Luz em qualquer lugar que estiverem. É hora de trazer sua Luz para Todas as Pessoas. É hora de fazer Escolhas que revelem a Luz que Você São nesta Terra.
Pois o Planeta será transformado pelo trabalho e pelas escolhas dos Anjos Humanos que vocês são, apoiados pelas Crianças Índigo e Cristal. É por isso que escolheram deixar suas Famílias Estelares e fazer a jornada a este Planeta chamado “Terra”, de forma que pudessem ajudar a criar esta ”NovaTerra”, o planeta que se elevaria quando todos os humanos se recordassem de sua Essência Divina e de seu Poder Criativo, e parassem de temer a escuridão e destruição, ou de criar estas coisas através deste medo. Pois quando focalizam a energia, é isto o que criam.
Meus queridos, não podemos dizer a vocês que Alegria há nos reinos Angelicós quando cada um de Vocês desperta para a Luz e Poder no centro de seu Coração Criativo e o Amor e Suporte que flui para vocês e que podem compartilhar uns com os outros. Não podemos dizer o quanto vemos grupos de vocês abrindo seus corações para a compaixão e para o compartilhamento de sua Luz com outros. Podemos apenas dizer que esta é uma força poderosa para a Criação Positiva no Planeta. Quanto mais se unem para compartilhar alegria e criatividade mais ajudarão a criar Esta nova Terra que esta nascendo.
Assim, neste mês de Novembro pedimos que mantenham esta Luz no centro de seu Coração; que sejam Fortes e que aceitem seu próprio poder para serem uma Força de Transformação Positiva para o Planeta, pois este é o motivo pelo qual estão aqui. Pedimos que continuem a perdoar e perdoar uma vez mais. Liberem aqueles que os ofendem, porque todos estão esforçando-se com esta intensa nova energia. De preferência procurem manter as pessoas no Amor de seu Coração e ser um lugar de descanso para elas, mas não tenham nenhum medo de falar a sua verdade com amor. Pois a coragem de dizer a sua verdade e ainda manter a energia de Amor é outra “assinatura” das Freqüências Superiores do Amor Incondicional. Se disserem sua verdade, permanecerão claros e não acumularão raiva, somente Amor.
E, meus queridos, pedimos finalmente que estejam completamente “presentes” com cada um a partir do coração. Falem de coração, digam o que sentem no Agora. Olhem dentro dos olhos daqueles com que conversam, sintam o coração e a energia de alma deles. Sintam os outros com o Coração em vez de sua Mente, e aceitem o Amor que sempre esta lá em Abundancia. Estejam “presentes” em sua própria vida - prestem atenção aos ricos e delicados detalhes de cada experiência que vocês criam, e sentirão as bênçãos da Divina Abundancia. Porque, este é o propósito da existência material neste planeta chamado “Terra”.
As Energias para Novembro de 2007
A primeira data significante em Novembro é a Lua Nova em 9 de Novembro. Esta Lua Nova estará em Escorpião, um signo da Água. Escorpião guarda todo o mistério dos elementos da água, o poder psíquico e o devaneio. Neste período é bom sonhar e plantar sementes em seu próprio jardim interior. Queridos, que sementes plantarão?
Quais são seus sonhos e desejos para a Nova Terra?
Depois, em 11 de Novembro vocês experienciarão o portal estelar anual do 11:11, quando a Terra se alinha com as freqüências Angélicas do 11:11 que permite que a elevada Luz e Radiação e a elevada Iluminação ajudem o Grande Despertar no Planeta. Este é um tempo ideal, meus queridos, para rituais e cerimônias que direcionarão a Luz para propósitos positivos em sua Vida.
Finalmente em 24 de Novembro a Lua Cheia estará em Gêmeos, com o Sol em Sagitário. Como já mencionamos há um poderoso alinhamento no inicio de Dezembro e esta Lua Cheia ajudará a introduzir a energia para este alinhamento. A combinação do Ar e o Fogo de Gêmeos e Sagitário criam ainda uma poderosa energia Elemental. A energia do Sagrado Coração e da Chama Gêmea serão vigorosamente ativadas no interior de vocês neste período. Este é um tempo Jubiloso de Celebração nesta Nova Terra.
Desejamos a vocês Luz e Risos e Alegria no mês de Novembro.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

UTILIDADES DO SAL

SALA DE ESTAR CARPETES - As cores podem ser restauradas com o auxílio de um pano umedecido em uma solução, meio a meio, de sal e água. Quando usar novos tapetes de lã, lembre-se de que as traças não gostam de sal. O segredo é esfregar o chão com uma solução concentrada de sal e água quente antes de assentar o carpete.

LAREIRAS - Outro segredo do sal, que possibilita às lareiras um funcionamento melhor e mais seguro: jogue um punhado de sal no chamuscar do fogo. Aprecie as bonitas labaredas amarelas enquanto o sal remove a fuligem acumulada e ajuda a evitar incêndios perigosos na chaminé. É um segredo que vale por dois!

PAREDES - Ficou algum buraco feio na parede de onde você tirou um quadro?
Não se desespere, fazendo você mesmo a restauração. Misture quantidades iguais de sal e amido com água suficiente para fazer um pasta. Os buracos poderão ser facilmente restaurados com esta pasta, e ninguém descobrirá o seu segredo.

PEIXINHOS DOURADOS - Ocasionalmente dissolva uma colher de chá de sal em um litro de água fresca, à temperatura ambiente e coloque seus peixinhos dourados para nadar nesta solução por uns quinze minutos, devolvendo-os após essa operação, para o seu próprio aquário. Isto os manterá saudáveis.

SALA DE JANTAR MANCHAS NA MESA - Não é novidade que pratos e copos quentes, ou molhados, deixam manchas brancas nas mesas. Aqui está um segredo para removê-las: faça uma pasta rala de óleo de salada e sal em proporções mais ou menos iguais. Esfregue a pasta sobre a mancha e deixe em repouso por uma ou duas horas. Em seguida remova a pasta, esfregando-a até sair. As manchas desaparecerão.

COMIDA NO CARPETE DA SALA DE JANTAR - Manchas de gordura nos carpetes podem ser removidas com uma solução de uma parte de sal para quatro partes de álcool. Esfregue sobre a mancha firmemente até esta desaparecer.

FLORES E VASOS - Aquele buquê preferido se conservará por mais tempo se você adicionar um pouco de sal à água da jarra ou do vaso. Um vaso fundo pode ser lavado despejando-se nele uma solução de sal e vinagre. Deixe-o em repouso com esta solução por algum tempo e depois dê uma sacudidela enxaguando-o com água pura. Flores artificiais podem ser arrumadas artisticamente colocando-as em um leito de sal umedecido. À medida que o
sal seca, ele se solidificará, firmando as flores em definitivo no lugar.

COZINHA QUEIJOS - Mofos (fungos) se desenvolvem nos queijos, mesmo naqueles que não desejaríamos ver mofados. Para evitar o mofo, antes de colocar o queijo na geladeira, enrole-o em um pano umedecido em água
salgada.

ÁGUA FERVENTE - não vamos ensinar como ferver água. Mas o sal é condutor de calor. Assim, para esquentar mais rapidamente a comida, ponha-a num prato sobre uma panela com água, com um pouco de sal, e aqueça-a.

PROTEÇÃO CONTRA FORMIGAS - Não deixe as formigas fazerem um piquenique em sua casa. O sal as manterá afastadas do chão da cozinha e do balcão da pia. O segredo é borrifar sal ao longo dos rodapés, nos cantos dos cômodos e nos balcões dos armários.

GELADEIRAS - Sal e solução de bicarbonato de sódio limpam e perfumam o interior de sua geladeira, com a vantagem de não arranhar o esmalte como o fazem alguns produtos mais fortes de limpeza.

PRATOS DE OVOS - O sal torna melhor o sabor dos ovos e facilita, também, a limpeza da louça suja de ovo. Imediatamente após o café da manha, borrife sal nos pratos para então lavá-los quando você tiver tempo.

PANELAS ENGORDURADAS - Panelas de ferro engorduradas poderão ser facilmente lavadas se você puser um pouco de sal nelas e esfregá-las com um papel.
sfregada rápida com sal de mesa removerá as mais resistentes manchas de chá em suas xícaras.
LIMPADOR DE FORNO - Você confiaria no sal e na canela? Não como um presente ao paladar, mas como um excelente restaurador do forno? Pois bem, o sal e a canela eliminam o cheiro de comida queimada. Borrife-os enquanto estiver quente. Quando seco, remova as manchas de sal com uma escova dura ou pano.

COMIDA QUEIMANDO? - Jogue sal rapidamente sobre a comida ou sobre a gordura quando estiverem incendiando. Nunca use água. O sal extinguirá as chamas.

AROMATIZANTES" SALGADOS - Acredite se quiser, o sal pode perfumar as garrafas térmicas, moringas ou outros recipientes fechados. Vegetais de aroma forte serão suavizados se forem colocados por 2 ou 3 minutos em água fervente (depois lave-os por 2 ou 3 minutos em águas fervente (depois lave-os e cozinhe-os com o tempero de sua preferência).
As aves domésticas ficam mais saborosas se esfregadas com sal, por dentro e por fora, antes de serem colocadas para assar.
Retire o amargo das cafeteiras enchendo-as com água e adicionando 4 colheres de sopa de sal. Depois enxagúe em água corrente.
Perfume o hálito, após comer cebolas, mordendo uma ou duas fatias de limão bem salgado.
O cheiro desagradável de cebola, e eventuais manchas de frutas e legumes nas mãos, poderão ser retirados com sal.

SAL PARA GOURMETS - Revigore as saladas borrifando sal antes de servi-las.
Se você colocou sal demais na sopa, recupere-a, colocando fatias de 1 ou 2 batatas para absorver o excesso (depois é só retirar as batatas e usá-las para outra finalidade).
Esfregue a grelha com um pequeno saco de pano cheio de sal para evitar que fique grudando e queimando. Use o mesmo artifício quando fritar peixe, borrifando antes a grelha com um pouco de sal.

LIMPANDO TUDO EM VOLTA - Para tirar o cheiro e evitar que o cano da pia da cozinha fique entupido pela gordura, use uma salmoura concentrada.

Esfregue as tábuas de pão e de cortar, não pintadas, com um pano embebido em sal, depois de terem sido lavadas com sabão e água; elas parecerão mais novas.

As vassouras novas se conservam mais, se mergulhadas em água salgada quente. E você pode dar vida nova às esponjas, colocando-as em água fria salgada, após serem usadas.

BANHEIRO TRATAMENTO DE BELEZA - Muitas pessoas famosas usam sal com óleo de oliva, como estimulante facial. Misturados em forma de pasta, a fricção do sal e a lubrificação do óleo dão um novo tom à pele cansada, ou bronzeada em excesso.

BANHOS DE SAL - Para ajudar a relaxar a tensão, massageie a pele úmida com sal antes do banho. É claro, pés cansados sempre respondem bem a um banho quente de água e sal.Tbem pra limpeza..no sentido mágico o sal é excelente nos banhos.

TRATAMENTO COM SAL - Um gargarejo com água e sal muitas vezes alivia irritações da garganta e da boca. E os seu dentista, provavelmente, irá lhe ensinar a usar partes iguais de sal e bicarbonato de sódio para limpar os dentes e conservar suas gengivas saudáveis. A mesma mistura perfuma o hálito também.
Imite a natureza fabricando lágrimas: 1/2 colher de chá de sal em 1/2 litro de água é um bom colírio, que alivia tensões e descansa os olhos.

LAVANDERIA ELIMINADOR DE ESPUMA - É desagradável quando a máquina de lavar derrama espuma; então, mantenha o saleiro à mãos e borrife sal quando a espuma ameaçar transbordar.

REALÇANTE DE CORES - Antigamente, era comum as donas-de-casa lavarem chita com água e sal para fixar a cor. Hoje as cores dos tecidos já vêm fixadas, podendo os mesmos irem para a máquina de lavar sem problemas. Entretanto, o sal torna mais clara as cortinas laváveis e os tapetes de fibra.

OUTROS AUXÍLIOS PARA A LAVAGEM DE ROUPAS - Retire as manchas de suor das roupas, colocando-as de molho em água com sal antes de lavá-las (4 colheres de sopa em "1 litro" de água). Clareie os tecidos de algodão ou linho amarelecido, fervendo-os por 1 hora em solução de sal e bicarbonato de sódio.
Outro segredo: em climas muitos frios, as roupas não irão congelar no varal, se você acrescentar um pouco de sal na última enxaguada.
Tire as manchas de roupas (inclusive as manchas de sangue), colocando-as de molho em água fria com sal; lave com água morna, depois coloque-as em água com sabão e ferva após a lavagem.
Precaução: Proceda assim somente com tecidos de algodão, linho ou outros que possam receber calor alto.

MÁGICA-MOFO - Quando as roupas ou os artigos de casa mofarem, molhe os locais manchados com uma mistura de suco de limão e sal, e depois estenda-os ao sol, no varal, para um descoramento natural. Complete o tratamento com uma lavagem completa e secagem

QUINTAL CUIDADOS COM ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO - As pulgas gostam tão pouco de sal quanto os animais de estimação gostam das pulgas. Para afugentá-las, experimente borrifar sal no seu cão ou gato. De vez em quando uma boa borrifada na casa do cachorro ajuda a afastar as pulgas.

LIMPEZA DE BRONZE - Maçanetas e outras peças de bronze adquirem novo brilho quando esfregadas com uma pasta de sal, obtida misturando-se partes iguais de sal, farinha de trigo e vinagre. Deixe por 1 hora ou mais e depois limpe com um pano macio ou uma escova para dar o polimento final.

Para peças de cobre, proceda da mesma maneira.

PÁRA-BRISA DE CARROS - Esfregue um pouco de sal umedecido na parte externa do pára-brisa de seu carro para evitar aderência do gelo, da neve ou geada.

PASSAGENS E CAMINHOS - No inverno, espalhe sal nas passagens e caminhos, para evitar o endurecimento do gelo e da neve. Para derreter o gelo e a neve, espalhe sal na calçada, na base de 270 gramas por metro quadrado.
"Zombe" de seus vizinhos espalhando sal assim que a neve começar a cair; ao amanhecer, sua calçada será a única limpa nas redondezas (isto se não nevar mais do que "7,5 cm" .)
SORO CASEIRO - Para crianças que apresentam sintomas de vômitos e diarréias: adicionar 1 pitada de sal e 1 punhado de açúcar, ou então, 2 colheres de sopa de açúcar e 1 colher de café de sal, a 1 litro de água filtrada fervida. Dar para a criança pequenas doses de 1/2 em 1/2 hora. O soro caseiro deve ter o gosto da lágrima.

REFERÊNCIAS: Indústria de Processos Químicos - R. Norris Shreve - Joseph A. Brink Jr. - Sodium Chloride - The Production and Properties of Salt and Brine - Dale W. Kaufmann - Revista

Ervas da Harmonia

A presença das plantas na casa tem o poder de filtrar as energias e potencializar boas vibrações. As ervas medicinais fazem isso e ainda atuam sobre os órgãos, ajudando a reforçar a vitalidade dos moradores”, explica Máximo Ghirello, fitoterapeuta e consultor de Feng Shui da Escola da Bússola, a técnica chinesa de harmonização que usa os pontos cardeais para traçar os caminhos da energia ch’i.

Ghirello realizou uma pesquisa que reúne os conhecimentos do Feng Shui, da tradicional medicina chinesa e da fitoterapia - estudo das plantas medicinais que atuam na saúde e nas emoções. Por exemplo: se a pessoa quer fortalecer a área dos Relacionamentos, o jardim deve ficar na direção sudoeste, pois para a Escola da Bússola essa direção está associada ao elemento terra, que, por sua vez, na medicina chinesa, está relacionado ao estômago, ao pâncreas e às preocupações. Então, Ghirello selecionou ervas que atuam nesses órgãos: camomila, erva-doce, melissa.

Para fazer um jardim de acordo com o Feng Shui, é preciso primeiro definir qual direção está precisando ser ativada e localizar os pontos cardeais. Com a mão direita voltada para o sol nascente e a esquerda para o poente, a frente para o norte e as costas para o sul, é possível identificar as oito direções correspondentes às oito áreas de interesse da vida: norte, Trabalho; nordeste, Espiritualidade; leste, Família e Saúde; sudeste, Prosperidade; sul, Sucesso; sudoeste, Relacionamentos; oeste, Criatividade; e noroeste, Amigos.

Faça seu canteiro
A direção leste é a mais indicada para ter um jardim com ervas, pois está associada à boa saúde, o que favorece todos os moradores. Você pode plantar ervas em uma caixa de madeira (35 x 50 x 30 cm) ou num canteiro com orifícios bem abertos. Cubra o fundo com pedras. Coloque a mistura de terra, areia, húmus e esterco (1kg e 1/2 de cada material). Plante as mudas. Espere três meses para fazer a primeira colheita, cortando os ramos com uma tesoura - não tire mais de 1/3 da planta.

No jardim
Se tiver uma área fora da casa, verifique a localização dos pontos cardeais no terreno. “A direção leste e a sudeste são favoráveis, pois estão associadas ao elemento madeira, à prosperidade, à saúde e aos relacionamentos”, recomenda o especialista Ghirello. Dentro do espaço delimitado, verifique novamente os pontos cardeais para a nova divisão das oito áreas. Então plante as ervas de acordo com áreas correspondentes (veja informações junto às fotos). O mesmo pode ser feito na frente da casa, pois o jardim acolhe quem chega e filtra as energias de fora. O caminho até a entrada deve ser sinuoso. “Essas curvas facilitam o caminho do ch’i”, afirma Ghirello. Antes de colocar a mão na massa, não esqueça que as ervas medicinais precisam de alguns cuidados para estar sempre viçosas: rega diária, sol direto no mínimo durante quatro horas por dia, proximidade com portas e janelas para permitir que a energia vital entre na casa e pouco vento.

Trabalho:Cavalinha, salsa, babosa e capuchinha fortalecem a área que diz respeito ao bom fluxo da rotina e da carreira. A direção norte é associada ao elemento água e aos órgãos que controlam os líqüidos no organismo, isto é, rins e bexiga. Em desequilíbrio, podem afetar as emoções, causando medo e indecisão

Família e saúde:Dente-de-leão, boldo, carqueja e artemísia entram na área da Família, que trata da união familiar e da saúde dos moradores. A direção é leste e o elemento madeira, relacionado ao fígado, que tem forte influência nos estados emocionais. Quando em desequilíbrio, provoca mau humor, irritação e raiva constantes.

Espiritualidade:Erva-doce, camomila, melissa e coentro devem ser cultivados nessa área, que favorece o autoconhecimento e as descobertas espirituais. Associado à direção nordeste, é regido pelo elemento terra, que atua sobre estômago, baço e pâncreas, que em desequilíbrio podem causar preocupação excessiva e idéias fixas.

Prosperidade:Para ativar o chá da abundância material e espiritual, cultive várias espécies de manjericão na direção sudeste. Essa planta simboliza a fartura, pois cresce rápida e ereta. O elemento madeira rege essa área e o fígado, do qual dependem nossa disposição e nosso bom humor.

Sucesso:Sálvia, passiflora, hamamélis e malva são as ervas relacionadas a essa área e à direção sul. Essas plantas equilibram verborragia, excesso de pensamentos e depressão, comportamentos relacionados ao elemento fogo. A área do Sucesso, que diz respeito a todas as nossas realizações, está ligada ao coração e ao intestino delgado, e essas ervas ajudam a manter a circulação e a digestão bem equilibradas.

Relacionamentos:Capim-limão, louro, erva-doce e alfazema são as ervas mais adequadas à direção sudoeste e à área que trata das relações afetivas. Os órgãos correspondentes são estômago e pâncreas, associados ao elemento terra e ao excesso de preocupações. Evite deixar nessa direção plantas com espinhos, pontas ou com acúmulo de folhas secas.

Criatividade:Alecrim, manjericão-cravo, guaco, hortelã e menta correspondem à direção oeste. O elemento metal, que está ligado a essa área da fertilidade física e mental, é associado ao pulmão e ao intestino grosso. As ervas indicadas atuam contra tristeza, gripes e problemas respiratórios, além de aliviar cólicas e má digestão. E também abrem caminhos para as mudanças.

Amigos:Orégano, manjerona, tomilho e segurelha são as ervas da direção noroeste, que ativam o bom relacionamento com amigos, auxiliares e também viagens. Regida pelo elemento metal, essa área atua nos problemas do pulmão e alivia a mágoa e a depressão. A segurelha é indicada para bronquite e problemas respiratórios. Tomilho para gripes, tosses e resfriados e orégano para má digestão e falta de apetite.

domingo, 4 de novembro de 2007

Deuses Brasileiros

Deidades brasileiras

ALAMOA - duende feminino da Ilha de Fernando de Noronha. Mora no Pico
(elevação rochosa quase inacessível) e vaga pelas suas redondezas,
observando tudo que acontece na ilha. Segundo o mito, às sextas-feiras a
pedra do Pico se fende e ela aparece na forma de uma forte luz ou um
fogo-fátuo. Protetora da vida silvestre, ela aparece para os pescadores
exagerados e os caçadores por esporte na forma de uma mulher linda e nua,
mas quando eles se aproximam, transforma-se em um esqueleto,
enlouquecendo-os.

AMANA-MANHA - Deusa-Mãe da Chuva e protetora das nascentes. Tem a forma
de uma rã e pode-se ouvi-la cantar quando chove. Mora na cabeceira do
Rio Negro.

AMAO - Espírito do Rio Negro. Ensinou os indígenas Camanaos o processo
de fazer beiju, farinha de mandioca, farinha de tapioca e várias outras
coisas.

TXUNÔ - Deusa Caxinauá (Acre) com forma de andorinha. Leva os mortos
para junto de seus antepassados.

ANGOERA - Espírito dos Pampas (RS). Tem a forma de uma língua de fogo e
vagueia pelos pampas protegendo a vida silvestre.

ANHANGA - Deus da Caça no campo; protege os animais terrestres contra
os caçadores que querem abusar da caça, matando desnecessariamente. Pode
assumir formas diversas e, por isso, também tem vários nomes:
Mira-nhanga = espírito de humano; tatu-anhanga = espírito de tatú; suaçu-anhanga
= espírito de veado; tapira-anhanga = espírito de boi. Segundo os mitos
tupis, a visão de um anhanga é prenúncio de alguma desgraça para os
caçadores; no mínimo, um aviso de que estão exagerando e devem sair da
mata.
Também protege as plantas, das quais os animais dependem.
ARAÇI - Deusa-Mãe do dia. Tem a forma de uma cigarra. Também chamada de
Aramanha ou Daridari.

ARU - Filho de Amana-Manha, também tem a forma de um sapo, que vive em
clareiras do mato e em roçados. Em noites de chuva, Aru transforma-se
em um rapaz e, pegando uma canoa, vai buscar sua Mãe na cabeceira do Rio
Negro para visitar as roças e fazer com que elas prosperem.

BIATATÁ - Deusa do Mar, com forma de uma cobra-de-fogo, aparece sobre a
água apenas de noite.

BOITATÁ - Deus das águas doces, na forma de uma cobra-de-fogo. Vive nas
praias de mar e de rio. Protege os campos contra incêndios. Às vezes se
transforma num madeiro grosso em brasa (chamado méuan) para atacar
aqueles que põem fogo nos campos inutilmente.

BOIÚNA - Deus das Matas (AM), com a forma de uma grande cobra preta, de
olhos luminosos. Às vezes assume a forma de um vapor para vagar sobre
as águas dos rios, lagos e igarapés.

CAAMANHA - Deusa-Mãe da Mata. Protetora dos vegetais e animais. Coloca
gravetos envenenados na cama ou rede dos lenhadores para que fiquem
entorpecidos e sejam comidos pelos animais.

CAAPORA - Espírito da Floresta, também chamado de Caipora ou Curupira.
Tem os pés virados para trás para que ninguém possa seguir seu rastro.
Mora em troncos de velhas árvores. Protetor da mata e dos animais. Tem
cabelos arrepiados e verdes, olhos em brasa e, às vezes, cavalga um
caititu (porco-do-mato) agitando um galho de japecanga. Tem o poder de
ressuscitar os animais mortos sem sua permissão, apavorando os caçadores.
Anguns livros:
Ritos de uma Tribo Timbira
Tupã Tenondé
Mitologia Brasileira

Fontes para estudo:

O povo Desana
A origem do mundo segundo os Guarani
Fraternalmente
Anderson