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domingo, 16 de março de 2008

O Codificador da Umbanda

Jornal de Umbanda Sagrada

Edição de Março

Palavra do Editor

O Codificador da Umbanda

Por ALEXANDRE CUMINO

A Religião de Umbanda, fundada no dia 15 de Novembro de 1908, por Zélio Fernandino de Moraes, incor­porado do Caboclo das Sete Encru­zi­lhadas, nunca foi codificada, norma­ti­zada ou instituída. Sempre houve ca­rência de um conjunto de normas e re­gras para orientar o adepto da religião, onde pudesse consultar em caso de dú­vidas ritualísticas, doutrinárias e teoló­gi­cas. Esta carência e necessidade fi­cam explícitas nas palavras dos organi­zadores do “Primeiro Congresso Brasi­leiro do Espiritismo de Umbanda”, em 1941. Os ideais do Congresso, bem co­mo os trabalhos apresentados estão regis­trados no livro que leva o mesmo no­me do congresso, editado pela FE­DERAÇÃO ESPÍRITA DE UMBANDA, onde podemos ler:

A IDEIA DO

CONGRES­SO

O conceito alcança­do entre nós pe­lo Espiritismo de Umbanda nestes úl­timos vinte anos... Sua prática variava, entretanto, segundo os conhe­cimentos de cada núcleo, não havendo, assim, a necessária homogeneidade de prá­ticas... Fundada a Federação Espírita de Umbanda há cerca de dois anos, o seu primeiro trabalho consistiu na pre­­pa­ração deste Congresso, preci­samen­te para nele se estudar, debater e codificar (grifo nosso) esta em­pol­gante modalidade de trabalho espiri­tual, afim de varrer de uma vez o que por aí se praticava com o nome de Espi­ri­tismo de Umbanda, e que no nível de civilização a que atingimos não tem mais razão de ser...”

O “Segundo Congresso Brasi­leiro do Espiritismo de Umban­da”, em 1961, teve como organizado­res Leopoldo Bettiol, Oswaldo Santos Lima e Dr. Armando Cavalcanti Ban­deira. Este último publicou no livro “O que é a Umbanda”, Editora ECO – 1970, onde podemos ler:

“O futuro exige a codificação (grifo nosso) do Culto de Umbanda para não serem perdidos os trabalhos dos Pretos Velhos e dos Caboclos... Parti­cipando do II Congresso de Umbanda... Nesse congresso, fomos indicados para integrar a “Comissão Nacional de Co­dificação do Culto de Um­ban­da”...”

Entendemos assim que Codifi­ca­ção da Um-ban­da não é um assun­to novo, estavam no Primeiro Congres­so de Umbanda os principais pensado­res e pioneiros da reli­gião, todos juntos com a intenção de Codificar, o que é con­firmado no Segundo Congresso, a mes­ma idéia, o mesmo objetivo Codificar.

Em 1953 Emanuel Zespo publicou o livro “Co­dificação da lei da Um­banda”, onde se lê:

“Está quase tudo por ser feito. Lu­temos, pois, e come­cemos pela Codifi­cação.”

Todos falaram da necessidade de Co­dificar a Umbanda, de certa for­ma a religião está esperando “O Có­digo” e “O Codificador”, todos es­ta­mos ansiosos pela sua chegada, por identificá-lo, mas:

• Quem seria este codificador da Religião de Umbanda?

• Seria um “Messias”, um “Ungido”, um “Cristo”?

• Seria como um Paulo de Tarso para o Cristianismo?

• Seria este codificador como Allan Kardec ou Chico Xavier?

Dia 10 de Março, terça-feira, às 10:45, ao vivo pela Rádio Mundial (95,7 FM), no Programa “Magia da Vida”, Ru­bens Saraceni afirmou:

“- Eu aceito o título de Codificador da Umbanda.”

A mim só resta dar os parabéns a es­te merecido Autor Umbandista, Mé­dium Psicógrafo, Mediun Clariaudiente, Médium de Incorporação, Sacerdote da Religião de Umbanda, Mestre de Ma­gia Divina. Fundador do Colégio de Um­banda Sagrada Pai Benedito de Aruan­da, onde já se formaram centenas de Sacerdotes da Religião de Umbanda. O próprio Rubens Saraceni é formado por Pai Ronaldo Linares que foi prepa­rado por Zélio de Moraes.

É hoje o maior expoente dentro da Religião de Umbanda, tendo publicado mais de 45 títulos de Umbanda (www.madras.com.br) sua obra cria por si só todo um Compêndio Teológico da Religião de Umbanda. O leitor encontra na Obra de Rubens Saraceni respostas para todas as dúvidas e questiona­men­tos doutrinários, teológicos, ritualís­ticos, magísticos e mitológicos.

Rubens Saraceni, que nunca pre­tendeu ser “O Codificador da Umban­da”, psicografou um livro chamado “Có­digo da Umbanda”, onde afirma:

“Muitos devem estar achando pre­tensiosa a obra que ora chega às suas mãos, caro leitor, e nós até entendemos o ceticismo e a inquietação...

... Mesmo nós que estamos com­pletamente envolvidos no trabalho de levar a público obras inspiradas pelos mestres da Luz que assistem ao médium-psicógrafo desta obra, ponderamos acerca do efeito psicológico de se usar um título com o “peso” de um termo co­­mo este: “código” (grifo nosso)...

... achávamos uma temeridade utilizar este termo, pois a intenção nun­ca foi ferir suscetibilidades, e pa­recia-nos muito provável que isto ocorres­se...

... Mas os mestres in­sistiam no termo e, aos pou­cos, apresentavam des­do­bra­mentos do tema original (“A Ciência dos Orixás”)...

... O resultado foi um conjunto de temas e assuntos tão abrangente que, se não representava formalmente um “código religioso”, tra­tava-se, no mí­nimo, de uma “codificação” extensa de vários pólos relativos aos fun­da­men­tos do Ritual de Um­banda Sagra­da, tanto ao ní­vel da sua estruturação no as­tral quanto de consciência reli­gio­sa e práticas rituais...

...Código de Umbanda não é portanto, um código no sentido de “um conjunto de regras”, mas sim no sen­tido de “um conjunto de conhe­cimentos, conceitos e preceitos”...

No entanto muitos, de forma mal in­ten­cionada, vêm usando desta ques­tão para denegrir sua imagem, dizendo que “Rubens Saraceni quer Codificar a Umbanda”.

Há muito tempo ele vem negando esta intenção, mas na última segunda feira, dia 10 de Março, aceitou o título que bem ou mal muitos vêm atribuindo a ele.

Estaria Rubens Saraceni fazendo pela Umbanda o que Paulo de Tarso fez pelo Cristianismo?

O fato é que até hoje ninguém havia apresentado algo de concreto que pudesse apresentar como um “Código da Religião”, no caso de Rubens Saraceni já são milhares de Umbandistas que têm a sua obra como “O Código da Umbanda”. Mesmo antes dele aceitar este titulo é fato que se destacou como o primeiro médium psi­cógrafo de Umbanda e dá sus­tentação direta e indireta a centenas de Templos, Terreiros ou Centros de Umbanda.

E é fato também que muitos irão se orgulhar de vê-lo como:

Rubens Saraceni "O Codificador da Umbanda"