Hare Krsna Hare Krsna Krsna Krsna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Poema
alguém vê o término da viagem
E o outro vê uma chance de crescer...
Onde vc vê um motivo para se irritar,alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência...
Onde vc vê a morte,alguém vê o fim e o outro vê o começo de uma nova etapa...
Onde vc vê a fortuna,alguém vê a riqueza material
e o outro pode encontrar por trás de tudo,a dor e a miséria total...
Onde vc vê a teimosia,alguém vê a ignorância
um outro compreende as limitações do companheiro,percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo,
E que é inútil querer apressar o passo do outro,a não ser que ele deseje isso.
Cada qual vê o que quer,pode ou consegue enxergar.
Por que eu sou do tamanho que vejo e não do tamanho da minha altura ."
Fernando Pessoa.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
CIGANA SARITA
CIGANA SARITA
"Preconceito esse tão grande e revestido de tamanha ignorância que certamente muitas
vezes seria tratada como verdadeiro "demônio" sendo expulsa como tal. Mesmo assim, sabia que
teria que atuar dentro da lei e ignorando tudo isso, trabalhar com muito amor, auxiliando os
encarnados a se curarem das mazelas, pois só assim curaria as suas que estavam impressas em
seu átomo primordial, carecendo de urgente reparo."
Sarita acordava sentindo o cheiro das flores que trazido pelo vento que balançava a alva
cortina da janela. O sol estava radiante lá fora e embora ela já estivesse sentindo-se bem melhor,
ainda não tinha coragem de sair da cama. O quarto aconchegante na sua simplicidade, era
convidativo ao descanso.
Absorta em seus pensamentos, nem percebeu a presença do enfermeiro que entrara com o
seu desjejum e que parado a observava. Olhava os pássaros que pulavam de galho em galho num festival de alegria, como a saudar a vida, quando foi desperta pelo " bom dia" de Raul.
Oh...desculpa eu estava distraída.
Encontrá-la acordada é muito bom. Vamos ao desjejum pois hoje nós vamos levantar desta
cama e ensaiar os primeiros passos no seu novo mundo.
Não me sinto capaz de caminhar ainda. Na verdade não sinto minhas pernas.
Sarita, já conversamos sobre isso. É apenas impressão trazida no seu corpo mental. Você
só precisa tomar uma decisão firme que quer caminhar e assim se processará. Essas pernas que
te acompanharam além túmulo são saudáveis. Foram longos anos de dor e sofrimento, mas agora tudo acabou, é preciso que se conscientize disso e reaja.
Com a paciência e disciplina de um instrutor, Raul conseguiu com que Sarita desse seus
primeiros e cambaleantes passos. E em poucos dias entusiasmada com a beleza do local,
esqueceu da suposta limitação e já caminhava feliz por aquele maravilhoso jardim, que mais
parecia um bosque.
Passara-se alguns anos do calendário terreno desde essa época e Sarita lembra-se ainda
emocionada de sua história triste com final feliz. Não havia como não recordar, especialmente
agora que estava em treinamento naquela colônia espiritual para assumir um trabalho junto aos
encarnados. Apreensiva lembrava da manhã em que foi convidada a freqüentar os bancos
escolares, por seu " mestre-anfitrião" . Como estivesse já ambientada com o local e sabedora de
como eram distribuídas as funções de acordo com a afinidade e principalmente necessidade de
cada espírito, sabia perfeitamente que não seria chamada ao trabalho de "anjo-de-guarda" , mas
tendo a certeza de que suas funções se dariam no plano terreno, isso a atemorizava um pouco,
pela experiência da última encarnação.
No curso, os ensinamentos todos recebidos eram perfeitamente adaptados ao aluno de
acordo com as experiências trazidas e no final deste, Sarita não tinha mais dúvidas. Trabalharia
nas fileiras da nova religião que se instalava no país onde vivera sua última encarnação, a
Umbanda. Pelo seu conhecimento magístico mal aproveitado, teria que direcioná-lo agora para se fazer cumprir a lei. Em breve seria apresentada ao médium com quem trabalharia como Pomba Gira, mas de antemão já sabia que embora ele fosse umbandista, tinha preconceito com essas entidades. O desafio recomeçava.
Olhando a lua que bailava por entre as estrelas, Sarita deitada sobre a relva meditava,
fazendo uma retrospectiva de sua última encarnação. Lembra-se de sua infância feliz vivida junto
de muitas outras crianças, naquela vida nômade que levava sua trupe. A adolescência onde seus
"dotes" ou poderes mágicos se acentuaram e quando começou a ser a cigana mais requisitada
para ler as mãos das pessoas. Sua tenda, onde quer que estivessem, sempre tinha freguês certo e era dela que vinha a maior renda para a sobrevivência do grupo todo.
Após febre muito forte sofrida em função de uma infecção adquirida, Sarita sentiu que seus "
poderes" de adivinhação haviam sumido, mas de maneira alguma deixou aparentar isso ao grupo
ou a quem fosse e daí em diante passou a fingir e cobrar mais caro por isso. E o dinheiro fácil
passou a entusiasmá-la e como sempre fora muito vaidosa, agora podia se cobrir com as jóias mais caras e deslumbrantes e vestir-se com as sedas mais finas.
Tornou-se a cigana mais respeitada e logo assumiu o comando do grupo. A ternura
angelical daquela jovem agora desaparecia, dando lugar a um radicalismo quase maldoso quando agia em defesa dos seus. Seu povo era muito perseguido e discriminado naquelas terras e isso fazia com que Sarita procurasse ganhar muito dinheiro e para tal não media conseqüências, para com isso adquirir poder se impor diante das perseguições.
Numa emboscada que se fez passar por um acidente, Sarita desencarnou deixando seu
povo sem líder e desesperado. A dependência de seu povo era tamanha que não sabiam mais
pensar sozinhos e a morte daquela cigana a quem consideravam quase uma deusa os pegou
desprevenidos. E nesse desespero buscavam a ajuda do espírito de Sarita, pois acreditavam que
agora virara santa e que certamente, mesmo do outro lado, ela não desampararia seu povo. Em
função disso criaram cultos e os peditórios foram aos poucos, se espalhado além do povo cigano e o túmulo de Sarita virou santuário, com filas enormes de pessoas que se aglomeravam em busca dos milagres.
Ignorando a realidade do lado espiritual, não sabiam o mal que estavam fazendo aquele
espírito que desesperado se via fora do corpo carnal, mas grudado nele, sentindo sua deterioração.
Em desespero total e agarrada as suas jóias com as quais foi sepultada, Sarita pedia socorro. Os
amparadores espirituais lá estavam querendo ajudá-la, mas ela sequer os enxergava dentro do seu desespero e revolta pelo acontecido.
Ouvia toda a movimentação que se fazia fora de seu túmulo e por mais que gritasse,
ninguém a ouvia. Se existia inferno, o seu era esse. Tudo aquilo durou longos e tenebrosos anos,
até o dia em que seu túmulo foi assaltado durante a noite e os ladrões levaram suas preciosas
jóias. Em desespero, assistindo a tudo, nada podia fazer, restando-lhe apenas um monte de ossos.
Só então se deu conta de sua verdadeira situação e lembrou do que sua mãe a ensinara quando
pequena sobre a vida após a morte. A lembrança de sua mãe a fez chorar, implorando que ela
viesse tira-la daquele sofrimento. Depois disso desacordou e só depois de muito tempo
hospitalizada no mundo espiritual é que acordou, sabendo do isolamento que se fizera necessário em função das emanações vindas da terra, por causa de sua falsa "santificação"
Seu povo agora usava a imagem da idolatrada Sarita em medalhas que eram vendidas
como milagreiras, além de manter seu túmulo como verdadeiro comércio visitado por caravanas
vindas de lugares distantes. Lembrava do dia em que, já curada e equilibrada pode visitar aquele
lugar junto com seus amparadores, para seu próprio aprendizado, bem como das palavras sábias
de seu instrutor:
Filha, o mundo ainda teima em manter os mercadores do templo. Criam-se os milagreiros
que após o desencarne passam a ser santificados de maneira egoísta e mesquinha, preenchendo o vazio que a falta de uma fé racional se faz no coração dos homens. Mentiras mantidas por pastores que visando o brilho do ouro, traçam caminhos duvidosos e perigosos para suas ovelhas, dando com isso, imenso trabalho à espiritualidade deste lado da vida. Criam uma farsa que é mantida pelo desespero de pessoas ignorantes e sofredoras, obrigando-nos a formar verdadeiros exércitos de trabalhadores com disponibilidade de atendimento a essas criaturas. Mesmo assim, por mais errado que seja esse tipo de atitude, a Luz o aproveita para auxiliar os necessitados mantendo ali um pronto socorro. E fora o sofrimento do espírito "santificado" que se vê vivo e impotente do outro lado, aliado a distorção comercial, esses lugares servem para que muitos espíritos encontrem ali o portal de retorno.
Sarita tentando manter o equilíbrio e as emoções, via o intenso movimento de espíritos
trabalhadores, socorrendo os desencarnados que vinham em bando junto aos romeiros e
observava pela primeira vez como aconteciam os chamados milagres.
Uma senhora chorosa, ajoelhada ao pés do túmulo implorava pelo espírito de Sarita a cura
de sua filhinha que estava ficando cega devido a uma doença rara que exigia cirurgia caríssima,
longe de suas possibilidades financeiras.
A fé dessa mulher e o a amor por sua filha eram tão intensos que de seu cardíaco e de seu
coronário exalavam chispas luminosas que se perdiam no ar. Ao seu lado, dois espíritos
confabulavam analisando uma ficha com anotações e logo em seguida um deles, colocando a mão sobre a cabeça da mulher transmitiu-lhe vibrações coloridas que a acalmaram, intuindo-a a ter a certeza de que seu pedido seria atendido. Deixando algumas flores sobre o túmulo ela se retirou.
Curiosa, foi ter com os dois jovens, querendo saber o que realmente acontecia nesses casos.
Minha irmã, analisamos cada caso e dentro do merecimento de cada espírito e de acordo
com a fé e sinceridade de propósitos, sempre respeitando a lei e o livre-arbítrio das criaturas
envolvidas, procuramos auxiliar. Essa senhora será procurada por um grupo de estagiários de
medicina que mesmo como cobaia de seus estudos, levarão sua filha a cirurgia de que necessita,
retornando a ela a visão.
Ah, e certamente isso será atribuído a mim como mais um milagre.
A você? – indagou contrariado um dos jovens.
Sim...ah, me desculpem, não me apresentei. Sou a própria, a cigana Sarita.
Nossa, que surpresa!!! Muito prazer! Não é todo dia que se conhece uma "santa", brincou o
outro.
Com um sorriso amarelo, Sarita tentou em vão desconversar, pois agora a curiosidade deles
era maior do que a dela em saber detalhes de como tudo isso havia ocorrido. E longe dali, em lugar mais propício, junto a natureza eles trocaram válidas experiências.
Mas agora tudo isso eram lembranças. Aquele espírito em cuja última encarnação terrena
viera como uma cigana que se chamava Sarita, agora no mundo espiritual se comprometia e
assumir um trabalho difícil no qual sentiria de perto, novamente o preconceito dos seres humanos.
Preconceito esse tão grande e revestido de tamanha ignorância que certamente muitas vezes seria tratada como verdadeiro "demônio" sendo expulsa como tal. Mesmo assim, sabia que teria que atuar dentro da lei e ignorando tudo isso, trabalhar com muito amor, auxiliando os encarnados a se curarem das mazelas, pois só assim curaria as suas que estavam impressas em seu átomo primordial, carecendo de urgente reparo.
Enquanto seu médium girava no terreiro ecoando uma gargalhada que avisava a chegada
de pomba gira cigana, romeiros continuavam buscando no túmulo da Santa Cigana Sarita, o
milagre que ignoravam residir apenas dentro deles mesmos.
História contada por Vovó Benta
inserida no livro Causos de Umbanda II - no prelo - Editora do Conhecimento
domingo, 7 de outubro de 2007
NAS ASAS DO IRMÃO TEMPO...
Na tela mental interna do chacra frontal – sede da clarividência e da intuição -, surgem imagens do antigo Oriente.
Vejo diversos grupos de iniciados espirituais estudando e trabalhando sob os auspícios do Alto.
Nas terras quentes do Egito de outrora, lugar de mistérios e alegorias iniciáticas, observo o trabalho firme dos hierofantes no trato com as verdades do espírito.
Brilhava ali o processo da alquimia interior, onde o homem ignorante de sua própria natureza, velho e enferrujado de egoísmo, era transformado, no cadinho da experiência, em um Ser dourado de amor, verdadeiro homem de ouro, renovado, renascido e feliz.
Ali morria o neófito – e seu medo do invisível – e renascia o discípulo, consciente e servidor da Luz Maior.
Brilhavam ali os ensinamentos estelares do mestre Thot, emissário celeste entre os homens.
Ali os discípulos voavam para fora de seus corpos físicos, para estudar e aprender no duplo extrafísico dos templos, sob a guarda luminosa dos mestres.
Sim, foi ali que muitas sementes espirituais foram plantadas nos corações valorosos dos iniciados nas artes do espírito.
As energias do Alto fluíram sobre suas frontes e cingiram suas consciências na Luz.
Nos ventos do Irmão Tempo, a visão continua...
Vejo agora a velha Índia, terra do Ganges e das profundas realizações espirituais. No ar, as suaves vibrações dos sábios realizados na paz do espírito.
Nos templos, nas cavernas, nas florestas, e mesmo em alguns lugares de suas cidades, iogues e iniciados nas artes espirituais respiravam o prana e ativavam seus chacras.
Seus corações pulsavam em ressonância com as pulsações do coração do Supremo Amor. Eles sabiam que o Todo estava em tudo!
Em silêncio, eles meditavam e oravam, e viajavam espiritualmente pelos reinos da consciência cósmica.
Ali brilhavam os ensinamentos de Rama e Krishna.
Sim, foi ali que muitos discípulos despertaram consciencialmente e se encantaram com o Eterno que permeia tudo.
O Supremo tocou seus corações, e nada mais foi como antes.
Em seus olhos surgiu o brilho das estrelas e a certeza da imortalidade do espírito. Então, eles proclamaram: “Brahman está em tudo. Tudo é Ele! Tudo é Ele! Tudo é Ele!”
Levado pelo Irmão Tempo, continuo observando..
Vejo imagens da velha China, berço dos sábios taoístas.
Ali também estavam grupos de iniciados aprendendo as artes da manipulação do Chi, a força vital, e agradecendo a natureza.
No ar, as lindas vibrações dos sábios Lao-Tzé, Chuang-Tzú, Lie-Tzú, Lie-Tao, e tantos outros mestres realizados no Tao.
Em seus corações, a alegria de existir simplesmente.
Ali brilhava a sabedoria perene de Fo-Hi e do Imperador Amarelo.
Sim, foi ali que muitos discípulos foram tocados pelo Tao e vislumbraram outros horizontes além da Terra.
Serenos e alegres, eles proclamaram: “O poder não está no homem, vem do Tao. A sabedoria está em reconhecer isso e fluir pela existência com a jóia do discernimento no coração.”
Tranqüilamente, o Irmão Tempo me devolve ao presente, pois o avião acaba de pousar no aeroporto Santos Dumont.
Abro os olhos e vejo às luzes do século 21.
E penso: “Provavelmente irei encontrar, no Seminário Ramatis, muitos desses iniciados de outrora, encarnados e desencarnados, carregando, dentro de seus corações, a síntese das iniciações espirituais e trabalhando e estudando sob a mesma inspiração que um dia os despertou.
Eles parecem brasileiros, mas são cidadãos do universo. Suas provas não são mais nos templos antigos do Oriente, nem nas cavernas do Himalaia, ou mesmo sob as sombras das pirâmides milenares.
Não, eles agora são testados nas lides do mundo moderno, o templo vivo da manifestação. Mas eles carregam a espiritualidade em seus corações e ainda escutam o chamado secreto do Alto.
Sim, eles ainda sonham com um mundo melhor e confiam nos ideais superiores que norteiam seus estudos e práticas espirituais. Eles sabem que são consciências imortais e trazem em si mesmos um tesouro de luz.
Mesmo em meio ao materialismo vigente, o caos urbano e a violência desenfreada, eles persistem na espiritualidade, pois sabem que ela é sua grande riqueza.
Sim, eu irei encontrá-los, daqui a pouco, como homens e mulheres do século 21, carregando, em seus corações, a atmosfera sutil dos iniciados de todos os tempos e linhas.
Sim, as antigas luzes do Oriente espiritual ainda brilham nos tempos modernos do Ocidente, dentro dos estudantes espiritualistas que persistem nos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Sim, os ensinamentos de Thot, Rama, Krishna, Buda, Lao-Tzé e Kwan-Yin vivem neles, junto com os ensinamentos de Jesus e Allan Kardec, no mesmo grande coração.
Esse coração dos iniciados de todos os tempos e linhas, hoje reunidos na casa do mestre Ramatis.
Sim, eu irei encontrá-los, daqui a pouco. Parte deles está no Astral do ambiente; a outra parte, reencarnada, igual a mim.
Todos eles são alquimistas do espírito. Todos eles são da Luz!”
Rio de Janeiro, 07 de setembro de 2007.
* Sob forte emoção, li esses escritos para os 450 participantes do VI Seminário Ramatis, realizado no auditório da SER - Sociedade Espírita Ramatis – www.ramatis.
* Esses escritos se correlacionam o texto “A Viagem dos Iniciados” – postado pelo site do IPPB como texto 450, no ano de 2003. O mesmo pode ser acessado no seguinte endereço específico: http://www.ippb.
* Fraternidade da Cruz e do Triângulo – grande grupo de mentores espirituais que opera no Astral do Brasil, sempre de forma universalista. É coordenado pelo sábio mentor Ramatis. Esse grupo é co-irmão do grupo dos Iniciados.
* Chacras – do sânscrito – são os centros de força situados no corpo energético; rodas de luz; vórtices energéticos.
* Chacra Frontal – centro energético situado na testa, bem no meio da glabela. Está ligado à glândula hipófise e têm estreita relação com os fenômenos de clarividência.
* Hierofantes – dentro das tradições herméticas de outrora, eram os mestres que testavam os neófitos – calouros – nos processos iniciáticos.
* Prana – do sânscrito – sopro vital; força vital; energia.
* Thot – ou Toth – era o emissário celeste e escrivão dos deuses na antiga cosmologia egípcia; séculos depois, os gregos o personificaram na figura mítica de Hermes Trismegistro.
* Chi - do chinês - força vital, energia. Dentro dos ensinamentos taoístas, a força vital é polarizada na natureza das coisas em dois aspectos fenomênicos: o Yin e o Yang, as alternâncias do Chi, as polaridades da energia.
* Tao - do chinês - "O Caminho"; "a essência de tudo"; "O Todo". Na verdade, o TAO não pode ser descrito ou explicado por palavras humanas. Por isso, deixo a cargo do sábio Lao-Tzé uma explicação mais apropriada:
Imóvel e insondável, permanece só e sem modificação.
Está em toda parte e nunca se esgota.
Pode-se considerá-lo a Mãe de tudo.
Não conhecendo seu nome, chamo-o TAO.
Obrigado a dar-lhe um nome, o chamaria Transcendente.
A Chegada da Primavera
A Chegada da Primavera
por Lyrya Kranti - liriah@gmail.
A Primavera vem chegando, celebrando o retorno Triunfal do Avô Sol e da fertilidade da Mãe-Terra.
Tempo de renascimento para nossos corações, tempo para que nosso espirito vibre em harmonia com as forças da vida.
Nesse instante, o inverno vai se despedindo e em seu lugar vai florescendo toda a vegetação, por este motivo os povos antigos chamavam essa ocasião de Festival do Fogo e da Fertilidade.
Nessa ocasião do ciclo da vida, temos a oportunidade de pararmos nossas atividades cotidianas e tornarmos observadores dessa beleza natural que nos cerca. Aproveitamos para honrar a juventude, a alegria de viver. Momento de celebrarmos com música a renovação da Terra, que se faz envolvendo a todos e a tudo ao nosso redor com vida e esperança.
Este momento é ideal para plantarmos, desde sementes até bons pensamentos. É um período para começarmos a semear nossas metas futuras, com alegria e entusiasmo.
Gosto de comparar esse momento do Círculo Espiralado da Vida, com o tradicional Arcano XVII do Tarot de Marselha - As Estrelas. A 17ª Carta nos mostra uma jovem nua, ajoelhada sobre a perna esquerda, concentrada em verter o líquido azul de duas ânforas vermelhas sobre o leito de um rio que flui à sua frente, o que contrasta com o chão arenoso da paisagem à sua volta, onde ainda vemos dois arbustos e uma gramínea plantados de modo disperso. A personagem acha-se voltada para a esquerda, com o pescoço inclinado para baixo, dando a impressão de dobrar-se sobre si mesma, mostrando com sua postura que ela vive um processo introspectivo. Ela está entregue à sua solitária condição, procurando relacionar seu mundo emocional, que é representado pelas águas que escoam, com o psiquismo coletivo, implícito na imagem da grande água que recebe dela os conteúdos de seus jarros, absorvendo-os.
Seus cabelos caem livremente sobre os ombros, são azuis e ondulados, e sugerem a imagem de uma cascata, a potencializar a intuição neste ato de precipitar as águas próprias nas que se põem à sua frente.
No Tarot de Marselha, interpreta-se a cor azul como a responsável pelos processos emocionais e inconscientes e o vermelho é associado ao consciente e racional.
Em uma outra interpretação poderíamos dizer mesmo, que o azul representaria o "mundo espiritual" e o vermelho o "mundo físico", como demonstrou Elisabeth Haich
Essa figura feminina que protagoniza o Arcano XVII chega a nos tocar profundamente, já que traz uma lição a ser aprendida por todo buscador. Ela traz o significado oculto da Esperança, que se trata de uma virtude que alimenta a Alma Humana. Ao transportar a água azul, pelas ânforas vermelhas é como se trouxesse o "espiritual" para o nosso mundo "material".
É a esperança que surge como nossa salvadora, nos momentos escuros e desesperados. É ela também a responsável por nos estimular a encontrar em nosso âmago a coragem capaz de nos elevar sobre os obstáculos que encontramos em nossa caminhada.
Em meu julgamento, a esperança é o que nos faz sonhar ou talvez, seja ela o alimento de nossos sonhos, sendo uma ou outra a verdade, é ela que propícia vida, entusiasmo e coragem para seguir adiante.
E a Primavera é essa menina, que aparece nua, em sua beleza natural, sem os artifícios humanos das roupas e penduricalhos. É a protagonista, a mulher como veio ao mundo, linda em essência e centrada em seu mundo, criando em si a água que trará a vida a tudo que está ao seu redor.
A Estrela particularmente celebra este momento cósmico em que a alma humana, absorta em sua introversão, acha-se completamente integrada à natureza (o período da semente) e contempla-se a si mesma, posto que vê seu rosto refletido nas águas. E ainda, mostra-nos em seu contexto artístico, a presença dos 4 elementos ( terra, água, fogo e ar, este último ressaltado pelo pássaro, símbolo também da alma, pousado sobre o arbusto da esquerda).
As estrelas dispostas no topo da Carta, sete delas menores, em torno de uma que apresenta maior brilho, deixam-nos uma mensagem que jamais deve ser esquecida: elas são nossas esperanças, virtudes, espécie de certeza interior de que nossas almas nascem dotadas, iluminadas e orientadas por algo maior e não diferente de nós, para que possamos compreender o mundo e a nós mesmos.
O Arcano XVII é um núcleo de Luz, e o Simbolismo das Estrelas é usado, como referência a orientação que todos os buscadores anseiam.
A Primavera também é um núcleo de luz, de muitas luzes, de muitas cores; é com ela que nascem os dias abençoados pelos raios do Avô-Sol, com maior duração, é com ela que desabrocham as flores de todas as espécies e cores; o verde das matas torna-se mais luminoso e toda a natureza vai tomando um novo brilho para se encaixar nesse encanto que é a Primavera. Se pararmos para observar tal esplendor, podemos também ouvir uma melodia especial que os animais fazem nesse Ritual Natural que é a chegada de mais uma estação. Em especial a estação da Graciosidade, da Generosidade, da Abundância, da Fertilidade.
Aloha!!!!!!!
Abençoada seja a Primavera;
Abençoado o Grande Espírito;
Abençoada a Mãe Terra que se torna ainda mais linda;
Abençoadas todas as criaturas;
Abençoada a Grande Obra!!!!
Ahow!
PS: Agradecimento especial ao Dr. Paulo Urban, visto que sua obra com o Tarot inspirou-me na descrição desse texto.
Magia do Fogo - Vila Formosa/SP
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| Magia das Sete Chamas Sagradas Magia do Fogo, Magia Divina das Sete Chamas Sagradas ou simplesmente Magia das Velas é um curso teórico e prático, que habilita pessoas comuns a "manipular" o elemento Fogo. Durante o curso são realizadas duas iniciações no mistério do elemento fogo, para que o iniciado manifeste o mistério a partir de si com a utilização do fogo elemental. Este curso é a porta de entrada para o estudo de Magia Divina, que possui apenas utilização positiva. O estudo aqui adquirido engloba desde a definição e entendimento do que é Magia Divina, simbolismo (cores, símbolos, signos, ondas vibratórias, mandalas, cabalas, pontos riscados...), invocações dos poderes divinos, estudo dos Tronos de Deus e prática que vai desde a utilização de "receitas" no inicio do curso até a utilização livre dos conhecimentos que abre um leque infinito de possibilidades para a utilização desta Magia Divina. As práticas envolvem de limpeza de ambientes e pessoas até cortes de demandas e encaminhamento de entidades. Este curso foi idealizado pelo astral superior, para que possamos ter uma ferramenta prática, acessível e eficaz ao nosso alcance, para facilitar nosso dia a dia com a espiritualidade. O idealizador na matéria é nosso Irmão, Amigo e Mestre Rubens Saraceni. Autor dos livros Guardião da Meia Noite, Cavaleiro da Estrela da Guia e muitos outros publicados pela Editora Madras Para este curso são utilizados os livros:
· Magia Divina das Velas · Iniciação à Escrita Mágica Ambos da Editora Madras (www.madras.com.br) e Rubens Saraceni Qualquer pessoa pode vir a praticar esta magia, independente de sua religião, A Magia do Fogo não interfere na crença religiosa. Também não há necessidade de ter dons especiais nem algum dom mediúnico especifico. Felipe Argüello foi preparado por Rubens Saraceni, como Mago Iniciador para ministrar este curso. O Aprendizado é teórico e prático, de fácil assimilação e simples de se praticar. Estuda a Magia Divina e sua utilidade no nosso dia-a-dia, independente de crença e religião. Aprenda a trabalhar com a Magia Divina para fazer limpeza de pessoas e ambientes, corte de demandas, desmanchar magias negras, decantar, harmonizar, equilibrar, Prosperar, energizar, regenerar, curar, propiciar e auxiliar pessoas e muito mais. Conheça os Tronos Divinos e seus Mistérios, suas Escritas Mágica Simbólicas, Signos, Símbolos, Mandalas e Cabalas correspondentes ao Setenário Sagrado E sua utilização através das mandalas, como riscar, ativar e evoca-los corretamente. Aprenda sobre as cores das velas, suas relações aos Mistérios, e utilização. Faça você também como mais de 8000 magos que utilizam esta Magia como um grande aliado Esta é a porta de entrada para vários outros Mistérios Divinos que estão sendo revelados com o passar do Tempo. Formando Turma para o início das aulas dia 18 de Outubro às 20hs. Local: Núcleo Espiritual Amor Divino Rua Hamilton Prado, 304 - Vila Formosa , zona leste, São Paulo. Para maiores informações e reservas ligue: 7857.0555. Ou pelo e-email: jeff97@bol.com.br Duração: Quatro a cinco meses, sendo uma aula semanal de 2hs.
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quinta-feira, 4 de outubro de 2007
O poder da Prece
Por Edvaldo Kulcheski
A prece é uma manifestação da alma em busca da Presença Divina ou de seus prepostos. Ela deve ser despida de todo e qualquer formalismo. É uma conversa com Deus ou seus prepostos.
Devemos nos despojar da ignorância e da perturbação que o mal engendra em nós e aos poucos iremos descobrindo que, pela prece, conseguiremos muita coisa em nosso benefício espiritual e dos nossos semelhantes e acionaremos com naturalidade o mecanismo do auxílio que ela nos propicia.
Por depender fundamentalmente da sinceridade e da elevação com que é feita, devemos encarar a prece como manifestação espontânea e pura da alma, e não apenas como um repetir formal de termos alinhados convencionalmente, de peditório interminável ou de fórmula mágica para afastar o sofrimento e o problema que nos atinge.
Através da prece sincera e verdadeira abrimos as comportas da nossa alma, emitindo potentes irradiações dos pensamentos aliadas às irradiações dos sentimentos, que são dirigidas através da nossa vontade em direção ao Alto.
As irradiações do nosso pensamento e sentimento são propagadas pelo fluido universal, indo atingir seres (encarnados ou não) ou planos de energia, formando-se entre nós e eles uma corrente fluídica. Durante o processo da prece concentramos energia positiva a nossa volta.
Como disse, a prece é “uma conversa com Deus” ou com seus prepostos. Tudo numa conversa deve nascer espontaneamente, segundo as necessidades e finalidades da mesma, e não uma repetição de termos que no mais das vezes são ininteligíveis para quem os profere.
Não há posturas nem fórmulas especiais para a oração, pois ela é uma ação espiritual. A forma de nada vale, o que prevalece é o conteúdo; a atitude é eminentemente espiritual, íntima. Atitude convencional, posição externa e ritual são vestes dispensáveis ao ato de orar. A prece não precisa ter nada de convencional.
Devemos orar com humildade: Temos de reconhecer nossa necessidade e estarmos receptivos. Na parábola do Fariseu e do Publicano (Lucas, 18 vs 10-14), o primeiro orava com orgulho, achando-se muito correto e melhor que os outros, enquanto que o publicano se reconhecia errado e pedia misericórdia; o fariseu continuou como estava; o publicano recebeu o amparo pedido.
Devemos orar sem ressentimentos: Não devemos estar em clima de mágoas ou desejo de vingança. Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e se tiverdes algum ressentimento contra alguém ou te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta. (Mateus, 5, 23-24).
Devemos orar com simplicidade: Não há necessidade de ostentação, exterioridades (gestos e posições especiais). E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, ora a teu Pai em secreto. (Mateus, 6 vs.5-8).
Devemos orar sem exageros: Não há necessidade de verbosidade excessiva. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais. (Mateus, 6 vs. 5-8).
Como resultado da oração, temos uma extensa variedade de efeitos, sempre benéficos, tais como, o exame melhor e de um ponto de vista superior do assunto que nos preocupa, permitindo vermos novos ângulos e encontrarmos solução para eles ou, ao menos, motivos de aceitação ou superação. Captação de pensamentos e energias reconfortantes, fortalecedoras e a atração de bons espíritos, que nos ajudarão de todas as maneiras possíveis, até mesmo intervindo na solução dos problemas, se as leis divinas permitirem.
Por tudo isso, o que, antes de orarmos, parecia insolúvel ou insuportável, depois de orarmos encontramos a solução ou, ao menos, se torna suportável, porque ficamos mais esclarecidos a respeito ou mais fortalecidos para enfrentar e vencer.
Todos esses benefícios que obtemos para nós com a prece podemos proporcionar a outras pessoas quando oramos por elas. Podemos orar, também, pelos desencarnados. Os espíritos, como os encarnados, gostam de ser lembrados nas vibrações benéficas da prece. “Os espíritos sofredores, ao serem lembrados, sentem-se menos abandonados e infelizes; as preces lhes aliviam os sofrimentos e os orientam para o arrependimento e a recuperação espiritual” (O Céu e o Inferno, de Allan Kardec).
Mas, adianta orar quando a pessoa não se ajuda? É sempre um alívio, mas devemos ajudar em pensamentos, em palavras e em ações.
Ajudar em pensamento é orar pela pessoa. Uma prece já os alivia. Mentalizar a pessoa que queremos ajudar, imaginando-a “à imagem e semelhança de Deus”. Essa emissão de energia positiva através da oração vai minando as energias negativas. Com o passar dos dias poderemos notar a diferença. Quando a pessoa estiver mais receptiva é porque está começando a estabelecer sintonia. Em muitos casos a própria pessoa vai pedir para ser ajudada, e aí é a hora de conversar, pois agora ela irá nos ouvir.
Ajudar em ação é estender a mão caridosa de forma incondicional. É não lhe ter ódio, nem rancor, nem desejo de vingança. É não criar qualquer obstáculo à reconciliação.
Os tipos de prece
A prece, sendo uma manifestação inteligente dos sentimentos da criatura humana, pode ser catalogada em vários tipos. Assim, basicamente, há prece de pedido, de reconhecimento e de louvor.
A prece de pedido é a que a criatura faz solicitando alguma coisa. Pedir é recorrer ao Pai Todo-Poderoso em busca de luz, equilíbrio, forças, paciência, discernimento e coragem para lutar contra as forças do mal. Quando o pedido for de interesse próprio ou intercessório, mais do que pedir o afastamento do sofrimento, do problema ou da dor, devemos solicitar condições e forças para superá-los e com eles aprender alguma coisa. Às vezes, o remédio é o sofrimento, e só porque ele é amargo não vamos deixar de nos beneficiar com ele. Porém, na maioria das vezes, pedimos o que não se deve.
A prece de reconhecimento é feita com vistas a agradecermos as inúmeras bênçãos de que somos alvos e que nem sempre sabemos reconhecer. A vida, a saúde, a família, os amigos, o trabalho, enfim, tudo o que nos cerca e deixamos de observar e dar o devido valor porque nos preocupamos somente com problemas materiais.
A prece de louvor é o reconhecimento e exaltação de Deus em tudo o que Ele criou. É enaltecer os desígnios de Deus sobre todas as coisas, aceitando-O como Ser Supremo. É a nossa aceitação e alegria por tudo o que nos rodeia e que está tão bem feito, tão justo, tão equilibrado.
No início das reuniões espíritas ou umbandistas se faz uma prece com para que o ambiente espiritual se torne favorável e as pessoas adquiram padrão vibratório que as torne em condições de receber os fluídos preparados pela espiritualidade.
Para isso, temos que fazer com que as vibrações de todos os presentes se elevem e se eqüalizem a um nível de muito equilíbrio. Os espíritos certamente fazem a parte deles e nós encarnados temos um papel muito importante nesta etapa.
Os presentes mais harmonizados que tiveram um dia mais tranqüilo devem dividir suas energias salutares com os presentes que estejam com suas energias debilitadas, porque tiveram um dia conturbado e desgastante. Desta forma, todos entram em sintonia com os espíritos elevados presentes para ajudar. No término das reuniões se faz uma prece com vistas a agradecer todo o auxílio espiritual recebido durante a reunião.
Artigo publicado na edição 45 da Revista Cristã de Espiritismo.
Ao reproduzir o texto, favor citar o autor e a fonte
São Francisco de Assis e a Umbanda:
Por Sandro C.Mattos
Homenageado no dia 04 de outubro
São Francisco de Assis é o santo defensor dos animais e de todo meio ambiente. Não é à toa que muitos umbandistas gostam de São Francisco, já que a Umbanda trabalha diretamente com as energias da Mãe Natureza.
E assim como ensina a nossa Sagrada Umbanda, São Francisco pregou o amor, a simplicidade e o respeito a todos os seres vivos.
Esperamos que um dia, todos os umbandistas possam um dia ouvir e seguir as palavras da oração abaixo, cuja autoria é de São Francisco de Assis:
PELA PAZ
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre! Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.
BREVE BIOGRAFIA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
Francisco de Assis nasceu na cidade de Assis, Úmbria, Itália, em 1182. Pertencia à burguesia, e dessa condição tirava todos os proveitos.
Como seu pai, tentou o comércio, mas logo abandonou a idéia por não ter muito jeito para isso. Sonhou, então, com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o status que sua condição exigia.
Contudo, em 1206 para espanto de todos, Francisco de Assis abandonou tudo, andando errante e maltrapilho, numa verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa. Entregou-se totalmente a um estilo de vida fundado na pobreza, na simiplicidade de vida, no amor total a todas as criaturas.
Com alguns amigos deu início ao que seria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos. Com Santa Clara, sua dileta amiga, fundou a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Em 1221, sob a inspiração de seu estilo de vida nasceu a Ordem Terceira para os leigos consagrados.
O pobrezinho de Assis, como era chamado, foi uma criatura de paz e de bem, terno e amoroso. Amava os animais, as plantas e toda a natureza. Poeta, cantava o Sol, a Lua e as Estrelas. Sua alegria, sua simplicidade, sua ternura lhe granjearam estima e simpatia tais que fizeram dele um dos santos mais populares dos nossos dias.
DIA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
Uma das encarnações de Mestre Kuthumi foi Francesco Bernardone (1182 – 1226), filho de um mercador de tecidos muito rico, herdou a finura de espírito do pai e o romantismo da mãe. Teve uma juventude agitada e brilhante: participava dos torneios esportivos em Assis e sempre se destacava. Por volta dos 20 anos passou a interessar-se pela religião.Vai preso (foi o primeiro a questionar o capitalismo)
Fazei de mim um instrumento de vossa paz !
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz !
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais.
Consolar, que ser consolado.
Compreender, que ser compreendido.
Amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna !
No silêncio deste dia que amanhece,
Venho pedir-Te a Paz, a Sabedoria, a Força.
Ver além das aparências, teus filhos,
Como Tu mesmo os vê, e assim ... não ver senão o bem em cada um.
Guarda minha língua de toda a maldade.
Que só de bênçãos se encha meu espírito.
Que todos quantos se acheguem a mim,
Sintam a Tua Presença.
E que no decurso deste dia,
Eu Te revele a todos.
Seção Umbanda
O terreiro de Umbanda, como um hospital de almas ou pronto socorro emergencial, recebe nos dias de sessão ou "gira" uma quantidade razoável de encarnados, mas somente os espíritos desencarnados que lá trabalham, é que podem vislumbrar a imensidão de desencarnados que se movimentam no ambiente, em busca de ajuda. Ordenados e amparados por seus tutores, chegam estropiados e com aparência assustadora, uma vez que em sua maioria representam aqueles que cansaram ou esgotaram suas forças, na vida andarilha do pós-morte do corpo físico.
Voltam a pátria espiritual e dela não tem conhecimento e sem noção da continuidade da vida, quando não, desconhecem até mesmo sua condição de espírito desencarnado e por isso continuam a sentir os desejos, ambições, gostos e dores da vida física e nesse caminho, definham suas energias.
Quando conseguem alcançar algum vislumbre de consciência de sua realidade, permitem a ajuda dos benfeitores que os encaminham a algum local sagrado, onde medianeiros encarnados possam ajudá-los através do choque anímico, permitindo o total desligamento da matéria. Neste momento os chamados Centros Espíritas e de Umbanda, tornam-se "oásis" em seus desertos e como pontes entre os céu e a terra, permitem a passagem de volta à casa.
Naquela noite chuvosa e fria, a maioria dos médiuns daquele terreiro, ressentidos pela dificuldade de deixaram o conforto dos lares, faltaram ao trabalho espiritual e o dirigente preocupado com o atendimento dos doentes que se apinhavam no espaço que dia a dia se tornava pequeno, ajoelhou-se em frente ao congá, assumindo sua tristeza diante dos Guias espirituais. Deixou correr duas lágrimas para aliviar seu peito angustiado. Pensou em como fora seu dia e nas atribulações a que já deveria estar acostumado, mas que agora pesavam mais pela saúde que já lhe faltava. Nas dificuldades financeiras, no aluguel da casa que já vencera e nos tantos atrapalhos que ocorreram em seu ambiente de trabalho naquele dia. Sem contar na visita que viera de longe e que deixara em casa esperando pela sua volta do terreiro. Nada disso o impediu de fazer uma prece no final do dia, de tomar seu banho de ervas e seguir a pé até o terreiro, enfrentando a distância e o temporal que se fazia.
Sentia-se feliz em cumprir sua tarefa mediúnica, mas como havia assumido abrir um "hospital de almas", juntamente com outros irmãos que se responsabilizaram perante a espiritualidade em servir à caridade pelo menos nos dias de atendimento ao público, sabia que sozinho pouco podia fazer.
Pedindo perdão aos guias pela sua tristeza e talvez incompreensão em ver os descaso dos médiuns, que a menor dificuldade, escolhiam cuidar dos próprios umbigos à servir aos necessitados, solicitou que se redobrasse no plano espiritual a ajuda e que ninguém saísse dali sem receber amparo.
Olhando a imagem de Oxalá que mesmo ofuscada pelas lágrimas, irradiava sua luz azulada, sentiu que algo maior do que a lamparina ao pés da figura, agora brilhava. Era uma energia em forma de fios dourados que se distribuíam, a partir do coração do Cristo e que cobriam os poucos médiuns que oravam silenciosos, compartilhando daquele momento, entendendo a tristeza do dirigente.
Agindo como um bálsamo sobre todos, iniciaram a abertura dos trabalhos com a alegria costumeira. Quando o dirigente espiritual se fez presente através de seu aparelho, transmitiu segurança a corrente, com palavras amorosas e firmes e nesse instante, falangeiros de todas as correntes da Umbanda ali "baixaram" e utilizando de todos os recursos existentes no mundo espiritual, usaram ao máximo a capacidade de cada médium disponível, ampliando-lhes a percepção e irradiação energética, o que valeu de um trabalho eficiente e rápido.
Harmoniosamente, os trabalhos encerraram-se no horário costumeiro e todos os necessitados foram atendidos.
Desdobrados em corpo astral, dois observadores descontentes com o final feliz, esbravejavam do lado de fora daquele terreiro. Sua programação e intenso trabalho para desviar os médiuns da casa naquela noite, no intuito de enfraquecer a corrente e consequentemente, infiltrarem suas "entidades" no meio dela, havia falhado. Teriam que redobrar esforços na próxima investida.
Quando as luzes se apagaram e a porta do terreiro fechou, esvaziando-se a casa material, no plano espiritual, organizava-se o ambiente energético para logo mais receber os mesmos médiuns, agora desdobrados pelo sono.
Passava da meia noite no horário terreno e os médiuns, agora em corpo de energia voltavam ao mesmo local do qual a pouco haviam saído. Os aguardavam, silenciosos ouvindo um mantra sagrado, seus benfeitores espirituais. Tudo estava muito limpo e perfumado por ervas e flores. Um a um, ao adentrar, era conduzido a uma treliça de folhas verdes e convidado a deitar-se, recebendo ali um banho de energias revigorantes. Quando todos já se encontravam prontos, seguiram em caravana para os hospitais do astral e lá, como verdadeiros enfermeiros, auxiliaram por horas a fio a tantos espíritos que horas antes haviam estado com eles no terreiro e recebido os primeiros socorros.
No final da noite, o canto de Oxum os chamava para lavarem a "alma" em sua cachoeira e assim o fizeram, para somente depois retornar aos seus corpos físicos que se permitia descansar no leito.
-Vó Benta, mas e aqueles médiuns que faltaram ao terreiro naquela noite, perderam de viver tudo isso?
-Nem todos zi fio! Nem todos! Dois ou três deles, faltaram por necessidades extremas e não por desleixo e assim sendo, se propuseram antes de dormir, auxiliar o mundo espiritual e por isso foram convidados a fazer parte da caravana.
- E aqueles que mesmo não tendo comparecido por preguiça, se ofereceram para auxiliar durante o sono, não foram aceitos?
-A preguiça, bem como qualquer outro vício, é um atributo do ego e não do espírito, mas que reflete neste. Perdem-se grandes e valiosas oportunidades a todo instante pela insensatez de ouvirmos o ego e suas exigências. O tempo, zi fio, é oportunidade sagrada e dele se faz o que bem quer cada um. O minuto passado, não retorna mais, pois o tempo renova-se constantemente. O amanhã nos dirá o que fizemos no ontem e esse tempo que virá é nosso desconhecido, por isso não sabemos se nele ainda estaremos por aqui servindo ou se em algum lugar, clamando por ajuda de outros que poderão alegar não ter tempo para nós, pois precisam cuidar de seus umbigos.
ditado por Vovó Benta
Leni W.Saviscki
Benditas sejam...
Benditas sejam as dificuldades que nos agridem e fazem pensar.
Benditas sejam as horas que gastamos em função do bem eterno.
Bendito seja quem nos maltrata à primeira vista e nos ajuda a melhorar.
Bendito seja que não nos conhece e não acredita em nós.
Bendito seja quem nos compara com vagabundos e indolentes.
Bendito seja quem nos expulsa, como párias ou fanáticos.
Bendita seja a mão que nos nega o cumprimento.
Bendito seja quem quer nos esquecer, impaciente.
Bendito seja quem nos nega o pão de cada dia.
Bendito seja quem nos ataca por ignorância e covardia.
Bendito seja quem nos experimenta no correr do tempo.
Bendito seja quem nos faz chorar nos caminhos.
Bendito seja quem não agrada no momento.
Bendito seja quem exige de nós a perfeição.
Benditos sejam os que nos maltratam o coração porque, verdadeiramente, são estes, meus filhos, os nossos vigilantes e os que nos ajudam a seguir o Cristo com maior segurança, pois Deus, através deles, nos ajuda na auto educação, de maneira que fiquem abertas todas as portas para o Amor universal.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Casamento na Umbanda
Você sabia que o casamento realizado na Umbanda é reconhecido pelo
governo federal?
Justiça reconhece legalidade de casamento na Umbanda
Porto Alegre - Em decisão inédita no País, a 8ª Câmara Cível do
Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul reconheceu como legal um
casamento realizado num centro de umbanda. Gorete Catarina Dorneles
Machado, casou com Guedes no dia 12 de maio de 1983 no Centro de
Umbanda, em Porto Alegre. O casal nunca efetuou o registro civil do
matrimônio. Após a morte de Guedes, a herança e a pensão foram
requeridas por outra mulher que dizia ter tido união estável com o
funcionário dos Correios. Gorete apresentou a certidão de casamento
religioso concedida pelo Centro de Umbanda como prova de sua
relação com Guedes.
O relator, O advogado de Gorete, Hélio Silva Júnior, acredita que
agora começa a ser formada a jurisprudência para uma determinação
constitucional que não era respeitada, a de que todas as religiões
merecem o mesmo respeito. "É uma vitória da Justiça, dos negros e das
religiões afro-brasileiras"
O julgamento foi acompanhado por dezenas de umbandistas, que lotaram
o saguão do Tribunal de Justiça e, emocionados, reverenciaram os
orixás no mesmo local, logo que souberão da decisão onde o relator da
matéria, desembargador Rui Portanova, disse que reconhece os direitos
dos povos negros, seu jeito e sua cultura. Gorete, filha de oxum,
chorou. "Pela nação africana", afirmou várias vezes, referindo-se à
vitória que acabara de conseguir.
Jornal O Estado de São Paulo
Elder Ogliari - Quinta-feira, 27 de junho de 2002
Como é o casamento nas religiões de origem africana:
• As religiões brasileiras de origem africana (candomblé, umbanda,
tambor de mina e xangô) realizam cerimônias de batismo, de iniciação,
de casamento entre outras
• Os casamentos ocorrem nos Terreiros, têm padrinhos e são celebrados
por Sacerdotes e Autoridades religiosas
• Textos sagrados são lidos e atos ritualísticos são realizados
durante todo o ritual
• A troca de alianças é disseminada
• Uma ata é lavrada em cada ocasião. A transcrição da ata funciona
como certidão
Casamento com Efeito Civil
No Brasil, o casamento veio junto com os colonos portugueses,
sendo que o casamento proferido pela Igreja Católica era oficial, até
a promulgação do Decreto nº 181/1890, advindo com a República. Tal
decreto tornou o Brasil um país laico, não tendo uma religião oficial
e sendo, agora, o casamento civil obrigatório.
Uma das características do casamento, e talvez a maior delas, é
a manifestações das vontades, entre essas manifestações, está à
vontade dos noivos que contrair o matrimônio na religião em que
depositam sua fé e seus princípios. Outra característica é que o ato
deve ser solene, "A lei o reveste de formalidades destinadas não
somente à sua publicidade, mas também à garantia da manifestação do
consentimento dos nubentes", onde há a necessidade de padrinhos que
atestam as manifestações assim como todo o ato solene.
Para o casamento ser válido e eficaz, contudo, é necessário que
ele preencha alguns requisitos, entre eles: o da Validade, o da
Eficácia e o da Existência,.
- o requisito Validade compreender a capacidade dos nubentes e o não
impedimento de contrair matrimônio;
- o requisito Eficácia prender-se à regularidade do casamento;
- o requisito da Existência é o mais importante, onde só é
considerado inexistente o casamento em três situações: quando este é
celebrado por autoridade absolutamente incompetente, quando é
contraído sem consentimento, ou ainda quando é realizado entre
pessoas do mesmo sexo.
O Casamento religioso com efeitos civis
No nosso ordenamento jurídico, três tipos de matrimônio são
considerados: o civil, o religioso sem efeitos civis e o religioso
com efeitos civis.
O casamento religioso sem efeitos civis não é aceito pelo Estado,
podendo, entretanto, os nubentes o efetivarem depois de um lapso
temporal através da União Estável. O casamento religioso com efeitos
civis é aquele celebrado por uma "AUTORIDADE OU MINISTRO RELIGIOSO"
(art. 71 da Lei dos Registros Públicos).
E ai está a primeira indagação que se faz à improcedência do
casamento espírita, haja vista a falta de Autoridade Espirita . É
sabido que a doutrina espírita não possui os mesmos moldes da
religião judaico-cristã
podem celebrar um casamento religioso, pois possuem um grau de
hierarquia exorbitante.
E na Umbanda como acontece um casamento?
Primeiro precisamos saber onde está a Autoridade do Terreiro. Segundo
o dicionário da língua portuguesa Houaiss autoridade significa: 1.
direito ou poder de ordenar, de decidir, de se fazer obedecer; (...)
5. influência exercida por pessoa sobre outra; (...) 7. especialista
respeitado sobre um assunto, então percebemos que os Sacerdotes, Pais
e Mães Espirituais são as pessoas capazes de preencher os requisitos
supracitados, são as Autoridades e são elas quem devem realizar o
cerimonial, assim sendo o casamento na Umbanda terá efeitos civis.
Interpretando os dizeres da própria Constituição Federal de 1988, no
Art. 5º, VI onde diz: "é inviolável a liberdade de consciência e de
crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e
garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas
liturgias", pode-se notar que a liberdade de culto é facultada a
todos e que a leis devem valer a todos, porem, se passarmos a
entender que a Umbanda não tem os mesmos direitos que a Igreja
Católica, por exemplo, estaremos menosprezando uma religião e,
consequentemente, aqueles que dela fazem parte.
Segundo, o cerimonial do casamento na Umbanda deve ser um ato solene
e realizado com todos os atos ritualísticos pertencente à Umbanda,
como defumação, abertura de gira, canto a Oxalá, etc. Deverá a
Autoridade proferir esse ato solene para só depois, os Guias
Espirituais abençoar o casal e as alianças (ato espiritual). Tudo
acompanhado pelos padrinhos onde atestarão, após a cerimônia, o ato
em um livro ata designado para esse fim, ficando assim registrado a
veracidade da cerimônia.
Não se esquecendo de expor aos noivos a importância do casamento, a
importância da família e que essa união estabelecida por Deus é
importante para nosso aperfeiçoamento, que um relacionamento afetivo
só será bem sucedido se houver respeito e entendimento mútuo e que
acima de toda e qualquer visão materialista, o casamento é
geralmente, um compromisso assumido antes da reencarnação.
Para André Luiz, que ditou 17 livros para Chico Xavier, há vários
tipos de casamentos:
Casamento acidental: o encontro de almas inferiorizadas por efeito de
atração momentânea, sem qualquer ascendente espiritual. Nesse caso,
funciona apenas o livre-arbítrio. Nos dias atuais, tais casamentos
são comuns pela falta de compromisso, pelo desequilíbrio emocional e
pela insatisfação generalizada.
Casamento provacional: esse é o reencontro de almas para os reajustes
necessários à evolução de ambos. Esses são os mais freqüentes, por
isso existem tantos lares onde prevalecem os conflitos morais, a
desarmonia e a desconfiança.
Casamento sacrificial: reencontro de uma alma iluminada com uma alma
inferiorizada. O objetivo é redimir e ajudar o espírito que se
encontra em posição inferior.
Casamentos afins: o reencontro de corações amigos para consolidação
de afetos. Reúnem almas esclarecidas e que muito se amam. São
espíritos que no ambiente doméstico consolidam antigos laços de
afeição.
Casamentos transcendentes: de almas engrandecidas no bem que se
buscam para realizações imortais.
Texto retirado do Jornal de Umbanda Carismática- JUCA
Edição nº.10/maio de 2007

