A Chegada da Primavera
por Lyrya Kranti - liriah@gmail.
A Primavera vem chegando, celebrando o retorno Triunfal do Avô Sol e da fertilidade da Mãe-Terra.
Tempo de renascimento para nossos corações, tempo para que nosso espirito vibre em harmonia com as forças da vida.
Nesse instante, o inverno vai se despedindo e em seu lugar vai florescendo toda a vegetação, por este motivo os povos antigos chamavam essa ocasião de Festival do Fogo e da Fertilidade.
Nessa ocasião do ciclo da vida, temos a oportunidade de pararmos nossas atividades cotidianas e tornarmos observadores dessa beleza natural que nos cerca. Aproveitamos para honrar a juventude, a alegria de viver. Momento de celebrarmos com música a renovação da Terra, que se faz envolvendo a todos e a tudo ao nosso redor com vida e esperança.
Este momento é ideal para plantarmos, desde sementes até bons pensamentos. É um período para começarmos a semear nossas metas futuras, com alegria e entusiasmo.
Gosto de comparar esse momento do Círculo Espiralado da Vida, com o tradicional Arcano XVII do Tarot de Marselha - As Estrelas. A 17ª Carta nos mostra uma jovem nua, ajoelhada sobre a perna esquerda, concentrada em verter o líquido azul de duas ânforas vermelhas sobre o leito de um rio que flui à sua frente, o que contrasta com o chão arenoso da paisagem à sua volta, onde ainda vemos dois arbustos e uma gramínea plantados de modo disperso. A personagem acha-se voltada para a esquerda, com o pescoço inclinado para baixo, dando a impressão de dobrar-se sobre si mesma, mostrando com sua postura que ela vive um processo introspectivo. Ela está entregue à sua solitária condição, procurando relacionar seu mundo emocional, que é representado pelas águas que escoam, com o psiquismo coletivo, implícito na imagem da grande água que recebe dela os conteúdos de seus jarros, absorvendo-os.
Seus cabelos caem livremente sobre os ombros, são azuis e ondulados, e sugerem a imagem de uma cascata, a potencializar a intuição neste ato de precipitar as águas próprias nas que se põem à sua frente.
No Tarot de Marselha, interpreta-se a cor azul como a responsável pelos processos emocionais e inconscientes e o vermelho é associado ao consciente e racional.
Em uma outra interpretação poderíamos dizer mesmo, que o azul representaria o "mundo espiritual" e o vermelho o "mundo físico", como demonstrou Elisabeth Haich
Essa figura feminina que protagoniza o Arcano XVII chega a nos tocar profundamente, já que traz uma lição a ser aprendida por todo buscador. Ela traz o significado oculto da Esperança, que se trata de uma virtude que alimenta a Alma Humana. Ao transportar a água azul, pelas ânforas vermelhas é como se trouxesse o "espiritual" para o nosso mundo "material".
É a esperança que surge como nossa salvadora, nos momentos escuros e desesperados. É ela também a responsável por nos estimular a encontrar em nosso âmago a coragem capaz de nos elevar sobre os obstáculos que encontramos em nossa caminhada.
Em meu julgamento, a esperança é o que nos faz sonhar ou talvez, seja ela o alimento de nossos sonhos, sendo uma ou outra a verdade, é ela que propícia vida, entusiasmo e coragem para seguir adiante.
E a Primavera é essa menina, que aparece nua, em sua beleza natural, sem os artifícios humanos das roupas e penduricalhos. É a protagonista, a mulher como veio ao mundo, linda em essência e centrada em seu mundo, criando em si a água que trará a vida a tudo que está ao seu redor.
A Estrela particularmente celebra este momento cósmico em que a alma humana, absorta em sua introversão, acha-se completamente integrada à natureza (o período da semente) e contempla-se a si mesma, posto que vê seu rosto refletido nas águas. E ainda, mostra-nos em seu contexto artístico, a presença dos 4 elementos ( terra, água, fogo e ar, este último ressaltado pelo pássaro, símbolo também da alma, pousado sobre o arbusto da esquerda).
As estrelas dispostas no topo da Carta, sete delas menores, em torno de uma que apresenta maior brilho, deixam-nos uma mensagem que jamais deve ser esquecida: elas são nossas esperanças, virtudes, espécie de certeza interior de que nossas almas nascem dotadas, iluminadas e orientadas por algo maior e não diferente de nós, para que possamos compreender o mundo e a nós mesmos.
O Arcano XVII é um núcleo de Luz, e o Simbolismo das Estrelas é usado, como referência a orientação que todos os buscadores anseiam.
A Primavera também é um núcleo de luz, de muitas luzes, de muitas cores; é com ela que nascem os dias abençoados pelos raios do Avô-Sol, com maior duração, é com ela que desabrocham as flores de todas as espécies e cores; o verde das matas torna-se mais luminoso e toda a natureza vai tomando um novo brilho para se encaixar nesse encanto que é a Primavera. Se pararmos para observar tal esplendor, podemos também ouvir uma melodia especial que os animais fazem nesse Ritual Natural que é a chegada de mais uma estação. Em especial a estação da Graciosidade, da Generosidade, da Abundância, da Fertilidade.
Aloha!!!!!!!
Abençoada seja a Primavera;
Abençoado o Grande Espírito;
Abençoada a Mãe Terra que se torna ainda mais linda;
Abençoadas todas as criaturas;
Abençoada a Grande Obra!!!!
Ahow!
PS: Agradecimento especial ao Dr. Paulo Urban, visto que sua obra com o Tarot inspirou-me na descrição desse texto.
Hare Krsna Hare Krsna Krsna Krsna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare
domingo, 7 de outubro de 2007
A Chegada da Primavera
Magia do Fogo - Vila Formosa/SP
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| Magia das Sete Chamas Sagradas Magia do Fogo, Magia Divina das Sete Chamas Sagradas ou simplesmente Magia das Velas é um curso teórico e prático, que habilita pessoas comuns a "manipular" o elemento Fogo. Durante o curso são realizadas duas iniciações no mistério do elemento fogo, para que o iniciado manifeste o mistério a partir de si com a utilização do fogo elemental. Este curso é a porta de entrada para o estudo de Magia Divina, que possui apenas utilização positiva. O estudo aqui adquirido engloba desde a definição e entendimento do que é Magia Divina, simbolismo (cores, símbolos, signos, ondas vibratórias, mandalas, cabalas, pontos riscados...), invocações dos poderes divinos, estudo dos Tronos de Deus e prática que vai desde a utilização de "receitas" no inicio do curso até a utilização livre dos conhecimentos que abre um leque infinito de possibilidades para a utilização desta Magia Divina. As práticas envolvem de limpeza de ambientes e pessoas até cortes de demandas e encaminhamento de entidades. Este curso foi idealizado pelo astral superior, para que possamos ter uma ferramenta prática, acessível e eficaz ao nosso alcance, para facilitar nosso dia a dia com a espiritualidade. O idealizador na matéria é nosso Irmão, Amigo e Mestre Rubens Saraceni. Autor dos livros Guardião da Meia Noite, Cavaleiro da Estrela da Guia e muitos outros publicados pela Editora Madras Para este curso são utilizados os livros:
· Magia Divina das Velas · Iniciação à Escrita Mágica Ambos da Editora Madras (www.madras.com.br) e Rubens Saraceni Qualquer pessoa pode vir a praticar esta magia, independente de sua religião, A Magia do Fogo não interfere na crença religiosa. Também não há necessidade de ter dons especiais nem algum dom mediúnico especifico. Felipe Argüello foi preparado por Rubens Saraceni, como Mago Iniciador para ministrar este curso. O Aprendizado é teórico e prático, de fácil assimilação e simples de se praticar. Estuda a Magia Divina e sua utilidade no nosso dia-a-dia, independente de crença e religião. Aprenda a trabalhar com a Magia Divina para fazer limpeza de pessoas e ambientes, corte de demandas, desmanchar magias negras, decantar, harmonizar, equilibrar, Prosperar, energizar, regenerar, curar, propiciar e auxiliar pessoas e muito mais. Conheça os Tronos Divinos e seus Mistérios, suas Escritas Mágica Simbólicas, Signos, Símbolos, Mandalas e Cabalas correspondentes ao Setenário Sagrado E sua utilização através das mandalas, como riscar, ativar e evoca-los corretamente. Aprenda sobre as cores das velas, suas relações aos Mistérios, e utilização. Faça você também como mais de 8000 magos que utilizam esta Magia como um grande aliado Esta é a porta de entrada para vários outros Mistérios Divinos que estão sendo revelados com o passar do Tempo. Formando Turma para o início das aulas dia 18 de Outubro às 20hs. Local: Núcleo Espiritual Amor Divino Rua Hamilton Prado, 304 - Vila Formosa , zona leste, São Paulo. Para maiores informações e reservas ligue: 7857.0555. Ou pelo e-email: jeff97@bol.com.br Duração: Quatro a cinco meses, sendo uma aula semanal de 2hs.
Faça você também parte desta egrégora que só tem como objetivo beneficiar, facilitar e auxiliar a Vida de quem pratica. | ||||||
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quinta-feira, 4 de outubro de 2007
O poder da Prece
Por Edvaldo Kulcheski
A prece é uma manifestação da alma em busca da Presença Divina ou de seus prepostos. Ela deve ser despida de todo e qualquer formalismo. É uma conversa com Deus ou seus prepostos.
Devemos nos despojar da ignorância e da perturbação que o mal engendra em nós e aos poucos iremos descobrindo que, pela prece, conseguiremos muita coisa em nosso benefício espiritual e dos nossos semelhantes e acionaremos com naturalidade o mecanismo do auxílio que ela nos propicia.
Por depender fundamentalmente da sinceridade e da elevação com que é feita, devemos encarar a prece como manifestação espontânea e pura da alma, e não apenas como um repetir formal de termos alinhados convencionalmente, de peditório interminável ou de fórmula mágica para afastar o sofrimento e o problema que nos atinge.
Através da prece sincera e verdadeira abrimos as comportas da nossa alma, emitindo potentes irradiações dos pensamentos aliadas às irradiações dos sentimentos, que são dirigidas através da nossa vontade em direção ao Alto.
As irradiações do nosso pensamento e sentimento são propagadas pelo fluido universal, indo atingir seres (encarnados ou não) ou planos de energia, formando-se entre nós e eles uma corrente fluídica. Durante o processo da prece concentramos energia positiva a nossa volta.
Como disse, a prece é “uma conversa com Deus” ou com seus prepostos. Tudo numa conversa deve nascer espontaneamente, segundo as necessidades e finalidades da mesma, e não uma repetição de termos que no mais das vezes são ininteligíveis para quem os profere.
Não há posturas nem fórmulas especiais para a oração, pois ela é uma ação espiritual. A forma de nada vale, o que prevalece é o conteúdo; a atitude é eminentemente espiritual, íntima. Atitude convencional, posição externa e ritual são vestes dispensáveis ao ato de orar. A prece não precisa ter nada de convencional.
Devemos orar com humildade: Temos de reconhecer nossa necessidade e estarmos receptivos. Na parábola do Fariseu e do Publicano (Lucas, 18 vs 10-14), o primeiro orava com orgulho, achando-se muito correto e melhor que os outros, enquanto que o publicano se reconhecia errado e pedia misericórdia; o fariseu continuou como estava; o publicano recebeu o amparo pedido.
Devemos orar sem ressentimentos: Não devemos estar em clima de mágoas ou desejo de vingança. Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e se tiverdes algum ressentimento contra alguém ou te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta. (Mateus, 5, 23-24).
Devemos orar com simplicidade: Não há necessidade de ostentação, exterioridades (gestos e posições especiais). E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, ora a teu Pai em secreto. (Mateus, 6 vs.5-8).
Devemos orar sem exageros: Não há necessidade de verbosidade excessiva. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais. (Mateus, 6 vs. 5-8).
Como resultado da oração, temos uma extensa variedade de efeitos, sempre benéficos, tais como, o exame melhor e de um ponto de vista superior do assunto que nos preocupa, permitindo vermos novos ângulos e encontrarmos solução para eles ou, ao menos, motivos de aceitação ou superação. Captação de pensamentos e energias reconfortantes, fortalecedoras e a atração de bons espíritos, que nos ajudarão de todas as maneiras possíveis, até mesmo intervindo na solução dos problemas, se as leis divinas permitirem.
Por tudo isso, o que, antes de orarmos, parecia insolúvel ou insuportável, depois de orarmos encontramos a solução ou, ao menos, se torna suportável, porque ficamos mais esclarecidos a respeito ou mais fortalecidos para enfrentar e vencer.
Todos esses benefícios que obtemos para nós com a prece podemos proporcionar a outras pessoas quando oramos por elas. Podemos orar, também, pelos desencarnados. Os espíritos, como os encarnados, gostam de ser lembrados nas vibrações benéficas da prece. “Os espíritos sofredores, ao serem lembrados, sentem-se menos abandonados e infelizes; as preces lhes aliviam os sofrimentos e os orientam para o arrependimento e a recuperação espiritual” (O Céu e o Inferno, de Allan Kardec).
Mas, adianta orar quando a pessoa não se ajuda? É sempre um alívio, mas devemos ajudar em pensamentos, em palavras e em ações.
Ajudar em pensamento é orar pela pessoa. Uma prece já os alivia. Mentalizar a pessoa que queremos ajudar, imaginando-a “à imagem e semelhança de Deus”. Essa emissão de energia positiva através da oração vai minando as energias negativas. Com o passar dos dias poderemos notar a diferença. Quando a pessoa estiver mais receptiva é porque está começando a estabelecer sintonia. Em muitos casos a própria pessoa vai pedir para ser ajudada, e aí é a hora de conversar, pois agora ela irá nos ouvir.
Ajudar em ação é estender a mão caridosa de forma incondicional. É não lhe ter ódio, nem rancor, nem desejo de vingança. É não criar qualquer obstáculo à reconciliação.
Os tipos de prece
A prece, sendo uma manifestação inteligente dos sentimentos da criatura humana, pode ser catalogada em vários tipos. Assim, basicamente, há prece de pedido, de reconhecimento e de louvor.
A prece de pedido é a que a criatura faz solicitando alguma coisa. Pedir é recorrer ao Pai Todo-Poderoso em busca de luz, equilíbrio, forças, paciência, discernimento e coragem para lutar contra as forças do mal. Quando o pedido for de interesse próprio ou intercessório, mais do que pedir o afastamento do sofrimento, do problema ou da dor, devemos solicitar condições e forças para superá-los e com eles aprender alguma coisa. Às vezes, o remédio é o sofrimento, e só porque ele é amargo não vamos deixar de nos beneficiar com ele. Porém, na maioria das vezes, pedimos o que não se deve.
A prece de reconhecimento é feita com vistas a agradecermos as inúmeras bênçãos de que somos alvos e que nem sempre sabemos reconhecer. A vida, a saúde, a família, os amigos, o trabalho, enfim, tudo o que nos cerca e deixamos de observar e dar o devido valor porque nos preocupamos somente com problemas materiais.
A prece de louvor é o reconhecimento e exaltação de Deus em tudo o que Ele criou. É enaltecer os desígnios de Deus sobre todas as coisas, aceitando-O como Ser Supremo. É a nossa aceitação e alegria por tudo o que nos rodeia e que está tão bem feito, tão justo, tão equilibrado.
No início das reuniões espíritas ou umbandistas se faz uma prece com para que o ambiente espiritual se torne favorável e as pessoas adquiram padrão vibratório que as torne em condições de receber os fluídos preparados pela espiritualidade.
Para isso, temos que fazer com que as vibrações de todos os presentes se elevem e se eqüalizem a um nível de muito equilíbrio. Os espíritos certamente fazem a parte deles e nós encarnados temos um papel muito importante nesta etapa.
Os presentes mais harmonizados que tiveram um dia mais tranqüilo devem dividir suas energias salutares com os presentes que estejam com suas energias debilitadas, porque tiveram um dia conturbado e desgastante. Desta forma, todos entram em sintonia com os espíritos elevados presentes para ajudar. No término das reuniões se faz uma prece com vistas a agradecer todo o auxílio espiritual recebido durante a reunião.
Artigo publicado na edição 45 da Revista Cristã de Espiritismo.
Ao reproduzir o texto, favor citar o autor e a fonte
São Francisco de Assis e a Umbanda:
Por Sandro C.Mattos
Homenageado no dia 04 de outubro
São Francisco de Assis é o santo defensor dos animais e de todo meio ambiente. Não é à toa que muitos umbandistas gostam de São Francisco, já que a Umbanda trabalha diretamente com as energias da Mãe Natureza.
E assim como ensina a nossa Sagrada Umbanda, São Francisco pregou o amor, a simplicidade e o respeito a todos os seres vivos.
Esperamos que um dia, todos os umbandistas possam um dia ouvir e seguir as palavras da oração abaixo, cuja autoria é de São Francisco de Assis:
PELA PAZ
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre! Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.
BREVE BIOGRAFIA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
Francisco de Assis nasceu na cidade de Assis, Úmbria, Itália, em 1182. Pertencia à burguesia, e dessa condição tirava todos os proveitos.
Como seu pai, tentou o comércio, mas logo abandonou a idéia por não ter muito jeito para isso. Sonhou, então, com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o status que sua condição exigia.
Contudo, em 1206 para espanto de todos, Francisco de Assis abandonou tudo, andando errante e maltrapilho, numa verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa. Entregou-se totalmente a um estilo de vida fundado na pobreza, na simiplicidade de vida, no amor total a todas as criaturas.
Com alguns amigos deu início ao que seria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos. Com Santa Clara, sua dileta amiga, fundou a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Em 1221, sob a inspiração de seu estilo de vida nasceu a Ordem Terceira para os leigos consagrados.
O pobrezinho de Assis, como era chamado, foi uma criatura de paz e de bem, terno e amoroso. Amava os animais, as plantas e toda a natureza. Poeta, cantava o Sol, a Lua e as Estrelas. Sua alegria, sua simplicidade, sua ternura lhe granjearam estima e simpatia tais que fizeram dele um dos santos mais populares dos nossos dias.
DIA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
Uma das encarnações de Mestre Kuthumi foi Francesco Bernardone (1182 – 1226), filho de um mercador de tecidos muito rico, herdou a finura de espírito do pai e o romantismo da mãe. Teve uma juventude agitada e brilhante: participava dos torneios esportivos em Assis e sempre se destacava. Por volta dos 20 anos passou a interessar-se pela religião.Vai preso (foi o primeiro a questionar o capitalismo)
Fazei de mim um instrumento de vossa paz !
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz !
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais.
Consolar, que ser consolado.
Compreender, que ser compreendido.
Amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna !
No silêncio deste dia que amanhece,
Venho pedir-Te a Paz, a Sabedoria, a Força.
Ver além das aparências, teus filhos,
Como Tu mesmo os vê, e assim ... não ver senão o bem em cada um.
Guarda minha língua de toda a maldade.
Que só de bênçãos se encha meu espírito.
Que todos quantos se acheguem a mim,
Sintam a Tua Presença.
E que no decurso deste dia,
Eu Te revele a todos.
Seção Umbanda
O terreiro de Umbanda, como um hospital de almas ou pronto socorro emergencial, recebe nos dias de sessão ou "gira" uma quantidade razoável de encarnados, mas somente os espíritos desencarnados que lá trabalham, é que podem vislumbrar a imensidão de desencarnados que se movimentam no ambiente, em busca de ajuda. Ordenados e amparados por seus tutores, chegam estropiados e com aparência assustadora, uma vez que em sua maioria representam aqueles que cansaram ou esgotaram suas forças, na vida andarilha do pós-morte do corpo físico.
Voltam a pátria espiritual e dela não tem conhecimento e sem noção da continuidade da vida, quando não, desconhecem até mesmo sua condição de espírito desencarnado e por isso continuam a sentir os desejos, ambições, gostos e dores da vida física e nesse caminho, definham suas energias.
Quando conseguem alcançar algum vislumbre de consciência de sua realidade, permitem a ajuda dos benfeitores que os encaminham a algum local sagrado, onde medianeiros encarnados possam ajudá-los através do choque anímico, permitindo o total desligamento da matéria. Neste momento os chamados Centros Espíritas e de Umbanda, tornam-se "oásis" em seus desertos e como pontes entre os céu e a terra, permitem a passagem de volta à casa.
Naquela noite chuvosa e fria, a maioria dos médiuns daquele terreiro, ressentidos pela dificuldade de deixaram o conforto dos lares, faltaram ao trabalho espiritual e o dirigente preocupado com o atendimento dos doentes que se apinhavam no espaço que dia a dia se tornava pequeno, ajoelhou-se em frente ao congá, assumindo sua tristeza diante dos Guias espirituais. Deixou correr duas lágrimas para aliviar seu peito angustiado. Pensou em como fora seu dia e nas atribulações a que já deveria estar acostumado, mas que agora pesavam mais pela saúde que já lhe faltava. Nas dificuldades financeiras, no aluguel da casa que já vencera e nos tantos atrapalhos que ocorreram em seu ambiente de trabalho naquele dia. Sem contar na visita que viera de longe e que deixara em casa esperando pela sua volta do terreiro. Nada disso o impediu de fazer uma prece no final do dia, de tomar seu banho de ervas e seguir a pé até o terreiro, enfrentando a distância e o temporal que se fazia.
Sentia-se feliz em cumprir sua tarefa mediúnica, mas como havia assumido abrir um "hospital de almas", juntamente com outros irmãos que se responsabilizaram perante a espiritualidade em servir à caridade pelo menos nos dias de atendimento ao público, sabia que sozinho pouco podia fazer.
Pedindo perdão aos guias pela sua tristeza e talvez incompreensão em ver os descaso dos médiuns, que a menor dificuldade, escolhiam cuidar dos próprios umbigos à servir aos necessitados, solicitou que se redobrasse no plano espiritual a ajuda e que ninguém saísse dali sem receber amparo.
Olhando a imagem de Oxalá que mesmo ofuscada pelas lágrimas, irradiava sua luz azulada, sentiu que algo maior do que a lamparina ao pés da figura, agora brilhava. Era uma energia em forma de fios dourados que se distribuíam, a partir do coração do Cristo e que cobriam os poucos médiuns que oravam silenciosos, compartilhando daquele momento, entendendo a tristeza do dirigente.
Agindo como um bálsamo sobre todos, iniciaram a abertura dos trabalhos com a alegria costumeira. Quando o dirigente espiritual se fez presente através de seu aparelho, transmitiu segurança a corrente, com palavras amorosas e firmes e nesse instante, falangeiros de todas as correntes da Umbanda ali "baixaram" e utilizando de todos os recursos existentes no mundo espiritual, usaram ao máximo a capacidade de cada médium disponível, ampliando-lhes a percepção e irradiação energética, o que valeu de um trabalho eficiente e rápido.
Harmoniosamente, os trabalhos encerraram-se no horário costumeiro e todos os necessitados foram atendidos.
Desdobrados em corpo astral, dois observadores descontentes com o final feliz, esbravejavam do lado de fora daquele terreiro. Sua programação e intenso trabalho para desviar os médiuns da casa naquela noite, no intuito de enfraquecer a corrente e consequentemente, infiltrarem suas "entidades" no meio dela, havia falhado. Teriam que redobrar esforços na próxima investida.
Quando as luzes se apagaram e a porta do terreiro fechou, esvaziando-se a casa material, no plano espiritual, organizava-se o ambiente energético para logo mais receber os mesmos médiuns, agora desdobrados pelo sono.
Passava da meia noite no horário terreno e os médiuns, agora em corpo de energia voltavam ao mesmo local do qual a pouco haviam saído. Os aguardavam, silenciosos ouvindo um mantra sagrado, seus benfeitores espirituais. Tudo estava muito limpo e perfumado por ervas e flores. Um a um, ao adentrar, era conduzido a uma treliça de folhas verdes e convidado a deitar-se, recebendo ali um banho de energias revigorantes. Quando todos já se encontravam prontos, seguiram em caravana para os hospitais do astral e lá, como verdadeiros enfermeiros, auxiliaram por horas a fio a tantos espíritos que horas antes haviam estado com eles no terreiro e recebido os primeiros socorros.
No final da noite, o canto de Oxum os chamava para lavarem a "alma" em sua cachoeira e assim o fizeram, para somente depois retornar aos seus corpos físicos que se permitia descansar no leito.
-Vó Benta, mas e aqueles médiuns que faltaram ao terreiro naquela noite, perderam de viver tudo isso?
-Nem todos zi fio! Nem todos! Dois ou três deles, faltaram por necessidades extremas e não por desleixo e assim sendo, se propuseram antes de dormir, auxiliar o mundo espiritual e por isso foram convidados a fazer parte da caravana.
- E aqueles que mesmo não tendo comparecido por preguiça, se ofereceram para auxiliar durante o sono, não foram aceitos?
-A preguiça, bem como qualquer outro vício, é um atributo do ego e não do espírito, mas que reflete neste. Perdem-se grandes e valiosas oportunidades a todo instante pela insensatez de ouvirmos o ego e suas exigências. O tempo, zi fio, é oportunidade sagrada e dele se faz o que bem quer cada um. O minuto passado, não retorna mais, pois o tempo renova-se constantemente. O amanhã nos dirá o que fizemos no ontem e esse tempo que virá é nosso desconhecido, por isso não sabemos se nele ainda estaremos por aqui servindo ou se em algum lugar, clamando por ajuda de outros que poderão alegar não ter tempo para nós, pois precisam cuidar de seus umbigos.
ditado por Vovó Benta
Leni W.Saviscki
Benditas sejam...
Benditas sejam as dificuldades que nos agridem e fazem pensar.
Benditas sejam as horas que gastamos em função do bem eterno.
Bendito seja quem nos maltrata à primeira vista e nos ajuda a melhorar.
Bendito seja que não nos conhece e não acredita em nós.
Bendito seja quem nos compara com vagabundos e indolentes.
Bendito seja quem nos expulsa, como párias ou fanáticos.
Bendita seja a mão que nos nega o cumprimento.
Bendito seja quem quer nos esquecer, impaciente.
Bendito seja quem nos nega o pão de cada dia.
Bendito seja quem nos ataca por ignorância e covardia.
Bendito seja quem nos experimenta no correr do tempo.
Bendito seja quem nos faz chorar nos caminhos.
Bendito seja quem não agrada no momento.
Bendito seja quem exige de nós a perfeição.
Benditos sejam os que nos maltratam o coração porque, verdadeiramente, são estes, meus filhos, os nossos vigilantes e os que nos ajudam a seguir o Cristo com maior segurança, pois Deus, através deles, nos ajuda na auto educação, de maneira que fiquem abertas todas as portas para o Amor universal.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Casamento na Umbanda
Você sabia que o casamento realizado na Umbanda é reconhecido pelo
governo federal?
Justiça reconhece legalidade de casamento na Umbanda
Porto Alegre - Em decisão inédita no País, a 8ª Câmara Cível do
Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul reconheceu como legal um
casamento realizado num centro de umbanda. Gorete Catarina Dorneles
Machado, casou com Guedes no dia 12 de maio de 1983 no Centro de
Umbanda, em Porto Alegre. O casal nunca efetuou o registro civil do
matrimônio. Após a morte de Guedes, a herança e a pensão foram
requeridas por outra mulher que dizia ter tido união estável com o
funcionário dos Correios. Gorete apresentou a certidão de casamento
religioso concedida pelo Centro de Umbanda como prova de sua
relação com Guedes.
O relator, O advogado de Gorete, Hélio Silva Júnior, acredita que
agora começa a ser formada a jurisprudência para uma determinação
constitucional que não era respeitada, a de que todas as religiões
merecem o mesmo respeito. "É uma vitória da Justiça, dos negros e das
religiões afro-brasileiras"
O julgamento foi acompanhado por dezenas de umbandistas, que lotaram
o saguão do Tribunal de Justiça e, emocionados, reverenciaram os
orixás no mesmo local, logo que souberão da decisão onde o relator da
matéria, desembargador Rui Portanova, disse que reconhece os direitos
dos povos negros, seu jeito e sua cultura. Gorete, filha de oxum,
chorou. "Pela nação africana", afirmou várias vezes, referindo-se à
vitória que acabara de conseguir.
Jornal O Estado de São Paulo
Elder Ogliari - Quinta-feira, 27 de junho de 2002
Como é o casamento nas religiões de origem africana:
• As religiões brasileiras de origem africana (candomblé, umbanda,
tambor de mina e xangô) realizam cerimônias de batismo, de iniciação,
de casamento entre outras
• Os casamentos ocorrem nos Terreiros, têm padrinhos e são celebrados
por Sacerdotes e Autoridades religiosas
• Textos sagrados são lidos e atos ritualísticos são realizados
durante todo o ritual
• A troca de alianças é disseminada
• Uma ata é lavrada em cada ocasião. A transcrição da ata funciona
como certidão
Casamento com Efeito Civil
No Brasil, o casamento veio junto com os colonos portugueses,
sendo que o casamento proferido pela Igreja Católica era oficial, até
a promulgação do Decreto nº 181/1890, advindo com a República. Tal
decreto tornou o Brasil um país laico, não tendo uma religião oficial
e sendo, agora, o casamento civil obrigatório.
Uma das características do casamento, e talvez a maior delas, é
a manifestações das vontades, entre essas manifestações, está à
vontade dos noivos que contrair o matrimônio na religião em que
depositam sua fé e seus princípios. Outra característica é que o ato
deve ser solene, "A lei o reveste de formalidades destinadas não
somente à sua publicidade, mas também à garantia da manifestação do
consentimento dos nubentes", onde há a necessidade de padrinhos que
atestam as manifestações assim como todo o ato solene.
Para o casamento ser válido e eficaz, contudo, é necessário que
ele preencha alguns requisitos, entre eles: o da Validade, o da
Eficácia e o da Existência,.
- o requisito Validade compreender a capacidade dos nubentes e o não
impedimento de contrair matrimônio;
- o requisito Eficácia prender-se à regularidade do casamento;
- o requisito da Existência é o mais importante, onde só é
considerado inexistente o casamento em três situações: quando este é
celebrado por autoridade absolutamente incompetente, quando é
contraído sem consentimento, ou ainda quando é realizado entre
pessoas do mesmo sexo.
O Casamento religioso com efeitos civis
No nosso ordenamento jurídico, três tipos de matrimônio são
considerados: o civil, o religioso sem efeitos civis e o religioso
com efeitos civis.
O casamento religioso sem efeitos civis não é aceito pelo Estado,
podendo, entretanto, os nubentes o efetivarem depois de um lapso
temporal através da União Estável. O casamento religioso com efeitos
civis é aquele celebrado por uma "AUTORIDADE OU MINISTRO RELIGIOSO"
(art. 71 da Lei dos Registros Públicos).
E ai está a primeira indagação que se faz à improcedência do
casamento espírita, haja vista a falta de Autoridade Espirita . É
sabido que a doutrina espírita não possui os mesmos moldes da
religião judaico-cristã
podem celebrar um casamento religioso, pois possuem um grau de
hierarquia exorbitante.
E na Umbanda como acontece um casamento?
Primeiro precisamos saber onde está a Autoridade do Terreiro. Segundo
o dicionário da língua portuguesa Houaiss autoridade significa: 1.
direito ou poder de ordenar, de decidir, de se fazer obedecer; (...)
5. influência exercida por pessoa sobre outra; (...) 7. especialista
respeitado sobre um assunto, então percebemos que os Sacerdotes, Pais
e Mães Espirituais são as pessoas capazes de preencher os requisitos
supracitados, são as Autoridades e são elas quem devem realizar o
cerimonial, assim sendo o casamento na Umbanda terá efeitos civis.
Interpretando os dizeres da própria Constituição Federal de 1988, no
Art. 5º, VI onde diz: "é inviolável a liberdade de consciência e de
crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e
garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas
liturgias", pode-se notar que a liberdade de culto é facultada a
todos e que a leis devem valer a todos, porem, se passarmos a
entender que a Umbanda não tem os mesmos direitos que a Igreja
Católica, por exemplo, estaremos menosprezando uma religião e,
consequentemente, aqueles que dela fazem parte.
Segundo, o cerimonial do casamento na Umbanda deve ser um ato solene
e realizado com todos os atos ritualísticos pertencente à Umbanda,
como defumação, abertura de gira, canto a Oxalá, etc. Deverá a
Autoridade proferir esse ato solene para só depois, os Guias
Espirituais abençoar o casal e as alianças (ato espiritual). Tudo
acompanhado pelos padrinhos onde atestarão, após a cerimônia, o ato
em um livro ata designado para esse fim, ficando assim registrado a
veracidade da cerimônia.
Não se esquecendo de expor aos noivos a importância do casamento, a
importância da família e que essa união estabelecida por Deus é
importante para nosso aperfeiçoamento, que um relacionamento afetivo
só será bem sucedido se houver respeito e entendimento mútuo e que
acima de toda e qualquer visão materialista, o casamento é
geralmente, um compromisso assumido antes da reencarnação.
Para André Luiz, que ditou 17 livros para Chico Xavier, há vários
tipos de casamentos:
Casamento acidental: o encontro de almas inferiorizadas por efeito de
atração momentânea, sem qualquer ascendente espiritual. Nesse caso,
funciona apenas o livre-arbítrio. Nos dias atuais, tais casamentos
são comuns pela falta de compromisso, pelo desequilíbrio emocional e
pela insatisfação generalizada.
Casamento provacional: esse é o reencontro de almas para os reajustes
necessários à evolução de ambos. Esses são os mais freqüentes, por
isso existem tantos lares onde prevalecem os conflitos morais, a
desarmonia e a desconfiança.
Casamento sacrificial: reencontro de uma alma iluminada com uma alma
inferiorizada. O objetivo é redimir e ajudar o espírito que se
encontra em posição inferior.
Casamentos afins: o reencontro de corações amigos para consolidação
de afetos. Reúnem almas esclarecidas e que muito se amam. São
espíritos que no ambiente doméstico consolidam antigos laços de
afeição.
Casamentos transcendentes: de almas engrandecidas no bem que se
buscam para realizações imortais.
Texto retirado do Jornal de Umbanda Carismática- JUCA
Edição nº.10/maio de 2007
Mais um texto ótimo do Max Geringer
Paciência
Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais", e o bem comportado executivo...
"O cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no transito que ele mesmo ajuda a tumultuar! Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o titulo, dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.
A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que e "ansioso demais" - onde ele quer chegar?
Qual e a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para que?
Por quem?
Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...
O mundo esta apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia
vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...
NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL...
SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA...
Duas versões
Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho
da água, como é possível comprá-los?
Cada pedaço desta terra é sagrado para o meu povo. Cada ramo brilhante de um
pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa,
cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu
povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças
do homem vermelho.. Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem
quando vão caminhar entre as estrelas.
Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem
vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós.
As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia são
nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do
corpo do potro, e o homem. Todos pertencem à mesma família.
O grande chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver
satisfeitos.
Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos.
Portanto vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não
será fácil.
Esta terra é sagrada para nós.
Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o
sangue de nossos antepassados.
Se lhes vendermos essa terra, vocês devem lembrar-se de que ela á sagrada, e
devem ensinar às suas crianças que ela é sagrada e cada reflexo nas águas
límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo.
O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.
Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede.
Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças.
Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos
que os rios são nossos irmãos, e seus também.
E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer
irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes.
Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra,
pois é um forasteiro que vem a noite e extrai da terra aquilo de que
necessita.
A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue
seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se
incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa.
A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos.
Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser
compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos.
Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto. Eu não sei,
nossos costumes são diferentes dos seus.
A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque
o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.
Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco.
Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar das folhas na primavera ou o
bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não
compreendo.
O ruído parece somente insultar os ouvidos.
E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma
ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa à noite? Eu sou um homem
vermelho e não compreendo.
O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o
próprio vento limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.
O ar é precioso para o homem vermelho pois todas as coisas compartilham o
mesmo sopro, o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro.
Parece que o homem branco não sente o ar que respira.
Como um homem agonizante a vários dias, é insensível ao mau cheiro.
Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é
precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que
mantém.
O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar, também recebe seu último
suspiro.
Se lhe vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como
um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado
pelas flores dos prados.
Portanto vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra.
Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deverá tratar os
animais desta terra como seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo
qualquer outra forma de agir.
Vi um milhar de bisões apodrecendo na planície, abandonados pelo homem
branco que os alvejou de um trem ao passar.
Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro
pode ser mais importante que o bisão, que sacrificamos apenas para
permanecermos vivos.
O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem, o homem
morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais
breve acontece com o homem.
Há uma ligação em tudo
Vocês devem ensinar a suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de
nossos avós.
Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com
as vidas de nosso povo.
Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a terra é nossa mãe.
Tudo o que acontecer a terra, acontecerá aos filhos da terra.
Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos. Isto sabemos: a
terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas
as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em
tudo.
O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra.
O homem não tramou o tecido da vida, ele é simplesmente um de seus fios.
Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.
Mesmo o homem branco, cujo deus caminha e fala com ele de amigo para amigo,
não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos apesar
de tudo.
Veremos. De uma coisa estamos certos, e o homem branco poderá vir a
descobrir um dia: Nosso Grande Espírito é o mesmo deus.
Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra, mas não
é possível.
Ele é o Deus do homem, e sua compaixão é igual para o homem vermelho e para
o homem branco.
A terra lhe é preciosa, e feri-la é desprezar seu criador.
Os brancos também passarão; talvez mais cedo do que todas as outras tribos.
Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos seus próprios
dejetos.
Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela
força do deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes
deu domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho.
Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os
bisões sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os
recantos secretos da floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens,e
a visão dos morros obstruída por fios que falam.
Onde esta o arvoredo? Desapareceu.
Onde está a águia? Desapareceu.
Aí termina a vida e começa a mera sobrevivência.”
Este documento, dos mais belos e profundos pronunciamentos já feitos a
respeito da defesa do meio ambiente, é uma carta escrita em 1854 pelo chefe
Seatle ao presidente dos EUA Franklin Pierce, quando este propôs comprar
grande parte das terras de sua tribo, oferecendo em contrapartida a
concessão de uma outra ‘reserva’.
Tradução de Irina O. Bunning.
Breve Introdução
Apesar de ser chamado de "Chefe" Seattle, não havia hereditariedade entre os
Índios de sua estirpe. De tempos em tempo, diversos índios se distinguiram
em seus vilarejos por sua habilidades, quer por serem grandes caçadores,
quer por serem grandes pacificadores, quer serem Líderes para tempos de
crise. Seattle foi um destes últimos. E além de sua grande habilidade em
compreender, ao mesmo tempo, os desejos de seu povo e a mentalidade do homem
branco, ele se notabilizou por ser um notável orador em sua língua nativa.
Em 1854, por ocasião da proposta de acordo, ele deu esta rara peça de
oratória que abaixo transcrevemos.
Houve um tempo em que nosso povo cobria a terra como as ondas de um mar
batido pelo vento cobre seu chão repleto de conchas, mas há muito que aquele
tempo passou, juntamente com a grandeza das tribos que agora são nada mais
que uma triste memória. Não me entristecerei ou lamentarei acerca de nossa
intempestiva decadência, nem reprovarei meus irmãos cara-pálida por terem
acelerado tal fato, pois também temos tido algo com que nos culpar...
Nosso bom pai em Washington - porque eu presumo ser ele agora nosso pai,
assim como seu, desde que o Rei George moveu seus limites ao norte- nosso
grande e bom pai, digo, nos envia palavras de que se fizermos como ele
deseja, nos protegerá...
Seu Deus não é nosso Deus! Seu Deus ama seu povo e odeia ao meu. Ele dobra
seus fortes braços, dando sua amorosa proteção ao cara-pálida e o conduz
pela mão como um pai conduz a seu pequeno filho; mas Ele abandonou suas
crianças vermelhas- se realmente elas são dele. Nosso Deus, o Grande
Espírito, também parece ter-nos abandonado. Seu Deus faz seu povo crescer
forte diariamente. Logo encherá toda a terra. Nosso povo está desaparecendo
como uma maré em baixa que nunca retornará. O Deus do homem branco não pode
amar nosso povo ou Ele o protegeria..
origens separadas e destinos separados. Há pouco em comum entre nós.
Para nós, as cinzas de nossos antepassados são sagradas e seu lugar de
repouso é terra santa. Vocês, vagam ao longe das sepulturas de seus
antepassados e, aparentemente, sem pesar. Sua religião foi escrita em tábuas
de pedra pelo férreo dedo de seu Deus de forma que vocês não podem esquecer.
O homem vermelho nunca poderia compreender ou se lembrar disto. Nossa
religião são as tradições de nossos antepassados - os sonhos de nossos
homens velhos, transmitidos em solenes horas da noite pelo Grande Espírito,
e as visões de nosso gurus - estando escrita no coração de nosso povo.
Seus mortos deixam de amar a terra de sua natividade assim que falecem aos
portais das tumbas e viajam por além das estrelas. Logo, eles são esquecidos
e nunca retornam. Nossos mortos jamais se esquecem do belo mundo que lhes
deu a existência. Eles ainda amam os verdes vales, seus rios murmurantes,
suas montanhas magníficas, vales isolados, lagos forrados de verdes e baías,
e sempre, ansiando por ternura, afeiçoam-se pelos seres de coração solitário
e freqüentemente voltam da "Terra das Caçadas Felizes" para visitar, guiar,
consolar e confortá-los.
Dia e noite não podem conviver juntos. O homem vermelho sempre fugiu da
aproximação do homem branco, como a névoa matutina foge antes da chegada do
sol do amanhecer.
Porém, sua proposta parece justa e penso que meu povo a aceitará e se
retirará à reserva que lhes é oferecida. Então, nós moraremos apartadamente
e em paz, pois as palavras do Grande Chefe Branco parecem ser as da natureza
que fala à um povo imerso em densa escuridão .
Pouco importa onde nós passaremos o resto de nossos dias. Eles não serão
muitos. A noite dos índios promete ser escura. Não há sequer uma única
estrela de esperança que paire sobre o horizonte.
Ventos de vozes entristecidas gemem à distância. Um Destino severo parece
estar no rastro do homem vermelho, e onde quer que ele vá ouvirá os passos
de seu destruidor se aproximando e se preparará para conhecer sua destruição
assim como faz a ferida corça ao ouvir os passos de um caçador a se
aproximar...
Mas por que eu deveria lamentar o destino intempestivo de meu povo? Tribo
segue tribo e nação segue nação, tal qual as ondas do mar. É a ordem da
natureza, e lamentar é inútil. Seu tempo de decadência pode estar distante,
mas seguramente virá, pois até mesmo o homem branco cujo Deus caminhou lado
a lado e falou como de amigo para amigo, não pode estar isento do destino
comum. Então nós poderemos ser, finalmente, irmãos. Nós veremos.
Ponderaremos sua proposição e quando decidirmos, nós o deixaremos saber. Mas
se nós viermos a aceitá-la, eu aqui faço esta condição - que não neguem ou
molestem nosso privilégio de visitar a qualquer hora as tumbas de nossos
antepassados, amigos, e crianças. Cada pedaço desta terra é sagrado na
estimação de meu povo. Toda ladeira, todo vale, toda planície e arvoredo
foram abençoados por algum triste e feliz evento em dias já há muito
desaparecidos.
E quando o último homem vermelho tiver perecido, e a memória de minha tribo
tiver se tornado uma lenda entre os homens brancos, estas terras se
enxamearão dos invisíveis mortos de minha tribo, e quando o crianças de suas
crianças se imaginarem sós no campo, na loja, na rodovia, ou no silêncio dos
bosques virgens, elas não estarão sós. Em toda a terra há um lugar sequer
dedicado à solidão.
À noite quando as ruas de suas cidades e aldeias estiverem caladas e você as
imaginar desertas, elas se repletarão com aqueles que uma vez as encheram e
que ainda amam este linda terra. O homem branco nunca estará só.
Deixe-o tratar bondosamente meu povo, pois os mortos não são impotentes.
Mortos, disse eu? Não há nenhuma morte, apenas uma troca de mundos...
"Não ande atrás de mim, talvez eu não saiba te liderar.
Não ande na minha frente, talvez eu não queira seguí-lo.
Ande ao meu lado, para podermos caminhar juntos.&quo;
(Provérbio Ute)
Qual é a sua MISSÃO DE VIDA?
O que é mais importante? O que deseja ser? Em que acredita?
Se você ainda não sabe responder a todas essas perguntas,
não perca tempo: reflita, avalie e descubra para que veio a este mundo
FARÁ TODA A DIFERENÇA EM SUA VIDA!
Poucos setores da vida das pessoas e das empresas são tão subavaliados quanto o tripé básico formado por missão, visão e valores. Esses conceitos fundamentais costumam ser esquecidos, ignorados ou deixados de lado, com graves conseqüências, tanto para as pessoas quanto para as organizações.
Para entendermos melhor a importância deles, precisamos fazer uma revisão do significado de Inteligência Emocional, cuja idéia surgiu quando se começou a perceber que nem sempre as pessoas com QI (Quociente de Inteligência) mais alto eram as que tinham maior sucesso, seja na vida pessoal, seja na profissional. Como o QI era a forma mais respeitada para medir a inteligência, ficou a dúvida: por que nem sempre as pessoas mais inteligentes sobressaíam?
Dos diversos estudos realizados, quem melhor respondeu a essa pergunta foi Daniel Goleman, em seu livro Trabalhando com a inteligência emocional (Editora Objetiva). Ele dividiu a inteligência emocional em duas partes: competências pessoais e competências sociais (veja os quadros na pág. 46). Chegou à conclusão de que esses fatores são muito mais importantes para se prever o sucesso ou insucesso das pessoas. As competências pessoais dividem-se em três partes: autoconhecimento, autogerenciamento e motivação, que formam uma trilha perfeita para o desenvolvimento de cada um. Já as competências sociais se dividem em empatia e habilidades sociais.
Nesse trabalho, fica muito clara a importância do autoconhecimento como passo inicial da jornada do desenvolvimento pessoal. Não adianta tentar pular essa etapa. Somente quem se conhece pode traçar um plano eficaz de autodesenvolvimento . Cada pessoa tem os seus pontos fortes e os seus pontos fracos. De nada vale desenvolver competências sociais como empatia e comunicação sem saber suas necessidades individuais. Cada um possui as suas.
Somente depois desse passo é possível executar o autogerenciamento e os demais. Afinal, uma das partes mais importantes do autogerenciamento é o cumprimento do seu plano de desenvolvimento pessoal, traçado na fase do autoconhecimento. A implementação desse plano é que vai gerar a motivação necessária para se atingir objetivos. E é aí que entra o nosso tripé básico. Conhecer-se bem significa saber primeiramente qual é a nossa missão de vida, nossos valores mais importantes e também nossa visão de futuro.
Inteligência EmocionalCompetê ncias Pessoais
Auto Conhecimento
Auto Gerenciamento
Motivação
- emoções
- pontos fracos e fortes
- autoconfiança
- autocontrole
- integridade
- responsabilidade
- adaptabilidade
- inovação
- força
- comprometimentos
- iniciativa
- otimismo
Inteligência Emocional Competências Sociais
Empatia
Habilidades Sociais
- entender os outros
- desenvolver outros
- orientar-se a serviços
- usar a diversidade
- conhecer a política
- influenciar
- comunicar-se
- gerenciar conflitos
- catalizar mudanças
- colaborar
- trabalhar em equipe
POR QUE ISSO É TÃO PODEROSO?
A resposta a essa questão fica fácil quando estudamos o conceito de níveis neurológicos, desenvolvido por Robert Dilts, e muito usado na Programação Neurolingüística. Aqui, vale dizer que os níveis neurológicos são ambiente, comportamentos, capacidade, valores/crenç as e identidade.
O ambiente se refere aos lugares em que vivemos e trabalhamos e pessoas com as quais convivemos. Pode ser encontrado fazendo-se as perguntas "onde?" e "quando?" Os comportamentos são as nossas ações no dia-a-dia e podem ser determinados questionando- se "o quê?" Já as capacidades são refletidas na forma como fazemos as coisas. A pergunta-chave nesse caso é "como?" Chegamos então ao nível de valores e crenças, que são os princípios que guiam nossas ações diárias. Aqui, a questão é obvia: "Por quê?" No nível mais alto da pirâmide temos, então, o da identidade: "Quem é você como pai de família, como profissional, como líder da sua comunidade?"
Como podemos ver, a pirâmide atinge seu topo com os níveis mais importantes e decisivos.
CHEGA DE SER VÍTIMA!
Existem muitas pessoas que vivem a vida delas apenas no nível do ambiente. O que isso significa? Elas apenas reagem ao ambiente em que vivem. Tornam-se, portanto, vítimas desses ambientes. Essas pessoas passam o dia inteiro no trabalho reclamando da empresa e culpando-a por todos os seus problemas. Dizem frases do tipo: "Na minha empresa existem problemas que nenhuma outra tem. Você só vai acreditar se trabalhar aqui um dia. Por isso não consigo progredir nem realizar todo o meu potencial". Colocam toda a culpa no ambiente. Chega um dia em que mudam de empresa. Passam-se alguns meses de "lua-de-mel" e vem a grande surpresa: a nova empresa tem os mesmos problemas da anterior. Alguns até piores.
Não adianta nada você mudar de ambiente e levar você com você. Os problemas tendem a se repetir. Isso acontece sempre que trabalhamos somente no nível do ambiente. Mudanças apenas no ambiente podem ser respostas a problemas ocasionais, mas dificilmente atacam as causas. Por isso chamamos essas mudanças de remediativas. Elas apenas remediam o problema, mas dificilmente geram grandes mudanças.
O mesmo não é verdade nos níveis mais altos da pirâmide. Quando explicitamos nossos valores ou transformamos nossas crenças, essas mudanças vão causar impactos em nossas capacidades, comportamentos e alteram o ambiente por conseqüência. É o que chamamos de mudanças generativas, pois geram transformações em outros níveis.
Ao partir do princípio de que isso é verdade, onde podemos fazer mudanças que sejam realmente poderosas? No nível de identidade, que fica no topo da pirâmide. É o que chamamos de mudança evolutiva. E aí vem o mais importante. Quais são os componentes básicos do nível de identidade? Missão de vida e visão de futuro. E é por isso que esses dois itens são somados aos valores no tripé básico.
MISSÃO - Mahatma Gandhi
Deixar que a primeira ação todas as manhãs seja fazer a seguinte resolução para o dia:“Não temerei ninguém na terra.Temerei somente a Deus.Não terei maus sentimentos em relação a ninguém.Não me submeterei à injustiça por parte de ninguém.Conquistarei a inverdade com a verdade.E, ao resistir à inverdade, suportarei todo o sofrimento.”
IDENTIFIQUE SEUS VALORES
Ao responder a essas perguntas, você refletirá sobre seu propósito
de vida e, conseqüentemente, o ajudará a descobrir a sua missão.
Exercício 1 – INFERNO
- Como seria o inferno para você?
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- No inferno, as pessoas teriam que...
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- O que não existiria no inferno?
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Exercício 2 – MOVIMENTO DE ÊXTASE
- Identifique momentos especialmente gratifi-cantes.
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- O que foi importante nesses momentos para você?
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- O que lhe traz alegria no dia-a-dia?
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Exercício 3 – AMIGOS
- Que qualidades você mais utiliza nos seus amigos?
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- O que é importante nessas qualidades?
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Exercício 4 – ANIMAIS
- Se você pudesse ser um animal, que bicho seria? Por quê?
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Exercício 5 – PESSOAS ADMIRÁVEIS
- Pense em três pessoas que você admira.
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Exercício 6 – LEITO DE MORTE
- Se você estivesse em seu leito de morte equisesse ensinar as crianças as três coisas importantes que aprendeu na vida, quais seriam elas?
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- O que vai estar escrito na sua tumba?
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MISSÃO
Madre Tereza de CalcutáTer compaixão e misericórdia pelos moribundos.
O QUE É MISSÃO DE VIDA?
Que valores são esses? O que vem a ser visão de futuro? Como faço para descobrir isso? Comecemos pela missão de vida. Ela é a frase que responde à pergunta: "Por que estamos vivos aqui neste planeta?" O propósito de vida é uma lembrança de quem somos e do impacto que causamos no universo. Falo aqui sobre esse fator sem nenhuma conotação ou crença religiosa. Missão de vida é simplesmente aquilo que precisamos fazer para nos realizar como seres humanos completos. É o que nos inspira e motiva a fazer diferença em cada dia de nossa vida. Realizá-lo faz com que a vida seja completa e feliz.
Mas se isso é tão importante, como podemos saber ou descobrir a nossa missão de vida? Em meus trabalhos como coach profissional (treinador de executivos) e em meus cursos sobre liderança, ajudo meus clientes a encontrar sua missão com as seguintes perguntas:
O que em sua vida está incompleto?
O que você gostaria de fazer para se considerar completamente realizado?
O que você gostaria de aprender?
Faça uma lista: o que você faria se tivesse apenas seis meses de vida?
O livro/filme mais inspirador que já li/vi foi...
Quais são as coisas mais importantes da sua vida?
Imagine seu enterro: três pessoas aparecem para lhe elogiar - uma da família, uma dos negócios e outra de sua turma de amigos próximos. Quem são elas? O que dizem sobre a sua vida? Como você gostaria de ser lembrado?
Se você tivesse todo o dinheiro que necessita, o que mudaria na sua vida e o que não mudaria?
É importante frisar que não existe missão certa nem errada. Cabe apenas a você saber se a sua missão lhe inspira e lhe impulsiona. Pense nisso!
MISSÃO - Benjamin Franklin
01. Temperança
02. Silêncio
03. Ordem
04. Resolução
05. Economia
06. Diligência
07. Sinceridade
08. Justiça
09. Moderação
10. Higiene
11. Tranqüilidade
12. Castidade
13. Humildade
VALORES E CRENÇAS
Descoberta a missão de vida, que, cá entre nós, não é um processo muito rápido, podemos partir para os valores e crenças, os princípios que guiam nossas ações e a nossa vida. Explicitá-los pode transformar nossa vida. O que é mais importante para você entre liberdade, felicidade, família, honestidade etc.? Liste os seus dez valores mais importantes. Se estiver difícil, recorra aos exercícios da pág. 48.
Agora, coloque-os em ordem de prioridade, do primeiro ao décimo. Por fim, o mais importante: dê uma nota de 1 a 10 para quanto você vem honrando e respeitando cada um desses valores.
Se alguma das notas for abaixo de 7, comece a refletir sobre o que teria que acontecer na sua vida para que passe a 10. Pronto! Monte seu plano de mudança imediatamente, pois, se você não honra seus valores mais importantes, dificilmente vai ter sucesso na vida.
Propósito de Vida – Missão
Por que estamos vivos aqui neste planeta?
O propósito de vida é uma lembrança de quem somos
e do impacto que causamos no universo.
Isso faz com que a vida seja completa e feliz.
Valores
São nossas crenças.
Aquilo em que acreditamos e que nos faz agir como agimos.
Visão
Imagens mentais que nos inspiram a agir e a tornar nossos sonhos realidade.
Visão nos dá direção e pode criar significado na vida.
O FUTURO
Chegamos então ao passo final: sua visão de futuro. São as imagens mentais que nos inspiram a agir e a tornar nossos sonhos realidade. Visão nos dá direção e pode criar objetivos de vida. Comece pensando no seu futuro daqui a dez anos. Onde você gostaria de estar vivendo? Onde gostaria de estar trabalhando? Com quem gostaria de estar vivendo e convivendo?
Crie um filme para a sua vida. Se você ainda não sabe exatamente onde deseja estar, comece a refletir sobre isso e crie essa visão. Faça de conta que você é um diretor de cinema e imagine um filme com uma.vida maravilhosa na qual você é o ator principal. Uma visão inspiradora pode fazer toda a diferença no seu a cotidiano. Sabendo aonde se quer ir, podemos chegar mais rapidamente até lá. Se a sua visão de longo prazo está incongruente com as suas atitudes, essa é a hora de tomar uma atitude e mudar.
Muito bem. Agora o seu tripé está completo! Cheque se os três estão congruentes entre si. Se um deles for incompatível com qualquer um dos outros dois, você está preparando uma armadilha para você mesmo.
Mas se o tripé estiver harmonioso e for inspirador para você, corra para colocar em prática uma vida maravilhosa. Não tenha vergonha de ser diferente dos outros e não receie buscar uma vida extraordinária. Afinal, ela só existe mesmo para quem acredita nela. VOCÊ ACREDITA?!
MISSÃO
VISÃO
VALORES
*Arthur Diniz é economista, tem MBA pela Columbia Business School,
Certificado Internacional de Coaching pela Lambent e pela Erickson College no Canadá,
e curso de extensão em Coaching Estratégico pela FIA-USP
Atua como coach e é fundador da Crescimentum - Coaching for Performance
(www.crescimentum. com.br)
Texto: Revista vencer

