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sexta-feira, 18 de março de 2011

SANTA TERESA DE LISIEUX

Estrela de Maria - 13 de Março de 2011 - AutresDimensions


Irmãos e Irmãs em Cristo, é-me permitido, hoje, dirigir-me, pois o momento chegou, a um número muito maior.
Para aqueles que estão interessados na última encarnação que eu tive, eles sabem talvez que eu disse (e foi entre minhas últimas frases, durante minha vida) que eu passaria meu Céu a fazer o bem sobre a Terra.
Vários seres humanos que oraram para mim, desde quase um século, receberam de minha parte, real e concretamente, Graças.
Maria confiou-me a tarefa delicada, hoje, de falar-lhes, além desta encarnação, sobre meu papel, que está também em vocês, inscrito através da Estrela Profundez.
Esta Profundez que, como eu espero, lhes demonstra, pela Vibração de minha Presença, além mesmo das frases que eu vou pronunciar, a realidade da humildade.
Inicialmente, meu lugar, como Maria lhes disse, é à sua direita.
E se vocês olham, do interior, sua Coroa Radiante da cabeça, vocês verão que eu estou à direita do ponto IS, IS-IS e que eu estou também à direita do ponto ER.
Eu sou o ponto posterior do triângulo da Água porque eu sou profundamente ligada à Água, e, portanto, a Sirius.

***


Há muito tempo atrás, em outro espaço, em outro tempo, bem além da curvatura do tempo que vocês vivem, eu fui aquela que trouxe, com Maria e outras Irmãs (enquanto que, bem que eu não gosto dessa palavra, mas é a mais adaptada a esta Terra, ‘Mestre Geneticista de Sirius’), a formação da Vida sobre esta Dimensão em que vocês estão ainda hoje, e que experimentou tantas deformações.
Assim, de um ‘ponto de vista’ bem além desse mundo humano, poder-se-ia dizer que eu sou, por um lado, um Ser muito elevado.
E, no entanto, quando eu vim sobre a Terra, recentemente, eu quis ser a menor porque, efetivamente, vocês não podem ser o que quer que seja aqui, se vocês são grandes em outro lugar.
Se vocês são grandes aqui, vocês serão pequenos em outro lugar.
Há, de fato, como um princípio de ‘vasos comunicantes’.
Vocês não podem ser grandes aqui e grandes noutro lugar porque o que é grande aqui acontece em detrimento do que é grande noutro lugar.

***


É nesse sentido que Cristo lavou os pés de seus apóstolos porque ele era, aqui, o menor, mas o maior.
Eis porque, toda minha última vida (repassem também isso no contexto de um século atrás, na época em que as forças de resistência à Luz eram mais intensas), efetivamente, eu mesma como tantas outras, nesse continente como em outros continentes, vivenciamos tanto sofrimento.
O sofrimento não era uma vontade, mas era uma vontade de não ser mais nada, aqui, para ser tudo em outro lugar e se religar a Luz.
Isso se manifestava por um sofrimento, cruel e intenso, do meu corpo, e também da minha consciência que vivia, naquele momento, esta separação como um ‘drama’.
Hoje, sobre esta Terra, mais do que nunca, é-lhes possível viver isso na Alegria, porque as resistências da Terra não existem mais.
Existem apenas as resistências dos homens, mas que não são nada agora que os envelopes [‘capsules’] que os confinaram neste espaço-tempo [heliosfera, magnetosfera e ionosfera] foram desmontados.

***


Então, se eu retorno sobre minha história, não é para falar-lhes de minha história porque esta história é a mesma para cada um e para cada uma. Porque vocês têm, efetivamente, uma história, bem além da história de sua vida ou de suas vidas. E esta história é bem maior do que jamais será sua história aqui embaixo.
Acreditar na Luz e crescer em Luz, é desacreditar e diminuir aqui.
Isso que eu instiguei ao extremo.
Compreendam bem que isso não é uma negação.
Isso não é se retirar da vida, bem ao contrário, mas é entrar na verdadeira Vida, que não tem nada a ver com o que nossos olhos e nossa consciência limitada podem ver.
Então, eu retorno um pouco a esta história.
Eu fiz então parte das 12 Mães Criadoras na origem deste universo, há mais de 20 milhões de anos.
Minha forma, é claro, não tem absolutamente nada de humano, além desta ilusão, e, no entanto, a forma que vocês denominam ‘delfinóide’, que é a minha, não faz diferença entre todas as formas e todas as existências.
Eu acompanhei, como todo Ser Criadora, sua própria Criação.
O princípio da Criação, nos universos e nos estados multidimensionais, faz com que toda Criação deva se tornar superior em Amor, superior (e não vejam aí uma noção de superioridade humana, mas mais de uma superioridade de Irradiação) à sua própria Criação, à sua própria Criadora.
Portanto, o que eu criei é chamado a se tornar maior do que eu porque o maior é para serviço do menor, e não o inverso.
O princípio de ‘falsificação’ desse mundo fez com que considerem exatamente o inverso porque, nesse mundo, vocês acreditam que tendo um status social, sociável, que subindo em uma pirâmide, vocês irão se tornar maior.
É exatamente o inverso do que é a lei e a regra nos mundos Unificados.
Vocês devem ser cada vez menores para ser cada vez maiores, ou seja, quando você é uma Criadora, você deve se tornar menor do que sua Criatura porque a Criatura, que é seu sangue e sua filiação, é chamada a se tornar mais luminosa do que você.

***


Toda Luz é Una.
Então, o que quer dizer “é superior em Luz”?
Isso quer dizer simplesmente: “busquem sempre mais criatividade, mais Criação e mais Luz” para que uma Criatura torne-se por sua vez Criadora.
É por isso que Miguel também os chama de Sementes de Estrelas porque, em última análise, toda Consciência é chamada a se tornar uma Estrela, um Sol, sem exceção.
Mesmo se, em outras Dimensões, as formas de manifestação podem ser distantes do que se denomina uma ‘estrela’ como nós a vemos quando estamos encarnados aqui.
Portanto, sim, eu era um grande Golfinho, eu fui aquela que trouxe, com outros, as Matrizes Cristalinas tendo permitido o desenvolvimento da Vida em estrutura de carbono desta Dimensão.
Eu fui então uma iniciadora desta Dimensão.

***


A falsificação produziu um confinamento.
O paradoxo deste confinamento, é que ele foi desejado por aqueles que estavam encarregados de tomar conta da Criação, e que não eram Criadoras.
O paradoxo, é que em meio a esse mundo onde tudo está invertido, vocês devem mergulhar fundo, de alguma forma se extrair da vida aparente, penetrar sempre cada vez mais profundamente, desvencilhar-se de tudo o que não é da Luz.
Então, é claro, há muitas camadas, muitas vestimentas, se vocês preferirem, que impedem a Consciência viver a Essência da Luz.
Essas camadas são, no entanto, elementos que tornam mais pesados a alma e o Espírito e que impedem de se encontrar.
O primeiro, obviamente, é a importância de si mesmo, a importância que se dá à sua própria vida, pelo fato que ela parece como ‘limitada’, entre um nascimento e uma morte e, portanto, onde é vital, de qualquer maneira, manifestar, em meio a um espaço limitado, capacidades de criação (quaisquer que sejam: criação de um emprego, criação de um filho, procriação, criação de um papel).
Tudo o que faz sua vida, nesta Dimensão, que os Orientais denominaram ‘ilusão’ porque é uma ilusão total.
Quanto mais vocês criam nesse mundo, mais vocês se tornam grandes nesse mundo, e mais vocês perdem sua grandeza do Ilimitado.
Então, obviamente, hoje, nesses tempos particulares em que Cristo está de volta em vocês, vocês precisam, alguns, derrubar os muros que muitos de nós nos pusemos, em encarnação, quinquênios e quinquênios, vidas e vidas, a construir.
Muros ilusórios que nos deram a certeza de ser ‘algo’, reivindicando mesmo o benefício dessas ações passadas quando elas eram inscritas em algo justo e correto, ao passo que tudo isso é apenas uma vasta ilusão.
É aceitando, muito jovem, em minha última vida, penetrar a fundo, cada dia cada vez mais fundo, que eu descobri as ‘virtudes reais’ da humildade.
Aceitando ser ‘nada’, além do papel reconhecendo o que eu era, mas, bem mais, encontrando o que eu era, além do papel que desejaram e que eu mesma desejei desempenhar.

***


Hoje, isso está grandemente facilitado, ainda uma vez.
As resistências não são as mesmas.
Ir a fundo, é tornar-se de novo humilde.
É compreender que tudo o que vocês compõem na ilusão não é absolutamente nada, mesmo se vocês ali não têm acesso, comparado à grandeza do que vocês são, em outro lugar.
Vocês são Mestres de Luz, vocês são seres de Luz.
Vocês são seres de majestade, na condição de ser o menor aqui.
Mesmo entre os Anciãos, alguns deles expressaram isso a vocês.
Suas experiências, suas vidas, suas últimas ou outras vidas que vocês revelaram, têm todas insistido, sem exceção, sobre esta noção de ‘ser o menor aqui’ porque a única maneira de engrandecer a Luz, é aceitar não ser mais nada.
Obviamente, isso não é negar a vida, ainda uma vez, mas é colocar em seu devido lugar o que é da ordem da personalidade, do efêmero e o que é da ordem da Eternidade.
Essas palavras, vocês as compreenderão cada vez mais: Eternidade e Unidade.
Porque, quando vocês seguem na humildade a mais sincera, quando (mesmo continuando suas atividades ditas exteriores, ilusórias) vocês reconhecem que estas não são estritamente nada comparado ao que vocês são, vocês dão já um passo para a Profundez.
Esta Profundez que, hoje, tornar-se-á cada vez mais importante porque, como lhes disseram, por esse Canal como por outros, por muito numerosos seres de Luz, a única porta de saída é o Coração.
Não há outra.

***


Sair da Ilusão acontece apenas pelo Coração.
O Coração, é estar no centro, que isso seja no centro dos 4 Pilares, no centro das 12 Virtudes, é aceitar a humildade, é vivê-la concreta e realmente.
Novamente, esta humildade não é uma negação da personalidade, mas é aceitar colocar no seu devido lugar o que ela é.
E esse corpo, também, mesmo se é seu Templo porque é nele que deve se manifestar o Cristo.
Mas compreendam que o que vocês vivem neste corpo, nesta vida, não é nada em relação à Eternidade e não é estritamente nada em relação ao que vocês são.
Retenham bem, e eu o repetirei uma última vez, que isso não é uma negação, mas bem uma ‘mudança’ de olhar e de Consciência.
Isto necessita, é claro, ajustes de seus comportamentos, de suas ações, de seus atos, mesmo em meio à ilusão.
Qualquer que seja seu posto (que vocês tenham engendrado ou que lhes tivessem dado, seja ele o mais alto da sociedade), ele não é estritamente nada.
Aceitando encarar isto, como aquilo, virá um momento em que, naturalmente, vocês se extrairão da ilusão e descobrirão a Unidade e penetrarão ainda mais profundamente no que é a Unidade.

***



Lembrem-se de que a Unidade é um estado de Ser e que vocês não podem ao mesmo tempo Fazer e Ser.
É um ou outro.
Virá simplesmente um momento em que, pela firmeza de estar perseverando na Luz e na humildade, irá se implantar então o infinito da Vida, irá se implantar então a Unidade, irá se implantar então a Alegria e a Felicidade da consciência.
Naquele momento, vocês entenderão instantaneamente o fato de ter conseguido transcender e superar a personalidade.
Isso acontece, evidentemente, pelo instrumento o mais importante e este instrumento, é a humildade.
Ir a fundo, redescobrir o que vocês são, acontece necessariamente por tornar-se de novo o menor aqui embaixo.
Ser dedicado não basta, estar no Serviço não basta porque servir, é se tornar novamente Luz, como lhes disse um dia o Venerável Comandante.
Mas, para tornar-se Luz, é preciso aceitar não ser mais nada aqui.
Enquanto há uma veleidade [desejo passageiro] de apropriação da Luz, vocês não podem ser humildes.
A humildade é um caminho que se percorre.
Está bem além da abnegação, está bem além da dissolução.
A dissolução da personalidade, não é negação da personalidade.
É a transcendência da personalidade porque chega um momento em que vocês irão alcançar o cerne desta profundez, e aí, eclodem a Verdade e o Ilimitado.
Naquele momento, vocês são, como dizem os Orientais, um ser Realizado e Desperto.
Esta realização, este despertar (que vocês vivem desde quase uma geração sobre esta Terra), traduzem-se, para vocês, por percepções Vibratórias que, em minha vida, não existiam e não eram referidas.
Existem, portanto, nesta época, referências formais de seu Despertar.
E essas referências não são absolutamente mentais.
Lembrem-se de que é diferente estar no Ser e estar no Fazer porque estar no Fazer exterior afasta vocês de estar no Ser.
Há movimentos ‘constantes’ entre o Ser e o Fazer, entre a Unidade e a Dualidade.
Mas, cada vez mais, a Unidade se desvenda, e é isso que põe fim à Dualidade.
Para vocês, como para o conjunto da humanidade.

***


Ir para a humanidade, ir para a humildade, é aceitar.
Aceitar, se abandonar, acolher, palavras que retornarão cada vez mais, agora.
Porque, como vocês sabem, os tempos chegaram.
Os tempos chegaram de revelar o que vocês são e de não mais permanecer confinados no que vocês creem Ser, no Fazer, na Dualidade.
A humildade vai ser, para vocês, um elemento importante e motor porque, na humildade, não pode ali haver qualquer reivindicação exterior.
Há apenas, não uma aceitação do sofrimento, mas uma ‘transcendência’ do sofrimento, pela ação mesmo da Luz.
E não são vocês que decidem.
E não é a Luz que decide.
É o que vocês são, em outro lugar do que aqui, que vocês precisam reencontrar, reconectar e deixar se manifestar.
O trabalho das ‘Núpcias Celestes’ que foi realizado e que continua a ser realizado, hoje, é exatamente este trabalho  
Eu estou colocada, enquanto ressonância de Profundez, em seu próprio DNA, porque eu poderia dizer, como Maria, que vocês são a carne de minha carne e isso seria verdadeiro.
 Eu estou colocada no triângulo da Água.
Eu sou, portanto, aquela que modela a terra, a argila, se vocês preferirem, que modela a argila e faz soprar e insuflar a vida.
Eu tenho então um lugar privilegiado enquanto Animadora e Criadora de Vida, para transmitir e sustentar esta humildade porque toda Criação pode apenas existir na humildade porque é preciso efetivamente ser humilde para aceitar que o que nós criamos se torne maior e mais amplo do que nós.
É o grande ‘princípio da Criação’.
Tudo se torna ainda mais amplo e ainda maior.
Tudo é criado continuamente nos mundos da Unidade.
A lei, denominada neste mundo da ilusão: “nada se perde, nada se cria”, não existe, certamente, do outro lado porque, do outro lado, tudo é Criação permanente e constante, tudo é expansão permanente e constante.
Eis porque a ‘limitação’ e o ‘confinamento’ são uma ilusão terrível.
Entretanto, foi-lhes também solicitado não julgar e não condenar, nem sua personalidade, nem aqueles que os confinaram.
É preciso amá-los porque apenas o Amor libera do confinamento.
Não há outra maneira.
O confinamento foi criado sob o ‘princípio da Dualidade’.
O Amor foi criado sob o ‘princípio da Unidade’.
A Fonte é Unidade e vocês são Unidade.
Então, saiam da Dualidade e entrem na Unidade.
Vão para a Profundez.
A humildade é seu instrumento.
Em cada gesto que vocês vão realizar na Dualidade, em cada ação que vocês vão conduzir na Dualidade, coloquem-se a questão: “eu vou para a Unidade ou eu vou para a Dualidade?” “Minha personalidade vai aceitar desaparecer?”
A cada vez e constantemente.
Isso não é uma submissão, mas sim uma liberação.
É o que eu lhes denomino e o que vocês chamam de humildade.
Somente a personalidade crê que há uma submissão.
Mas a verdadeira submissão da personalidade é, de fato, uma ‘liberação’ da personalidade.
Paradoxo, sempre, dessa reversão que vocês têm considerado exatamente o inverso, que isso seja em sua vida cotidiana, como na vida espiritual.

***


O Espírito é grande.
Mas não aqui, em outro lugar.
Não na limitação.
Eis porque, em meio à limitação, apenas o Coração permite encontrar a ‘porta de saída’.
O Coração é humilde.
Ele é humilde porque ele sabe que toda a Criação e todas as Criaturas, um dia, regozijam a Fonte, não alterando o que quer que seja, mas se tornando ‘si mesmo’ a Fonte.
Então, é claro, os sentidos limitados, tal como vocês o vivem, são freios tremendos.
O conjunto dos muros que foram construídos pela personalidade, gradualmente e à medida das encarnações, confinou, literalmente, cada vez mais, a alma, mas principalmente o Espírito.
Sem o sacrifício dos Elohim, a cada ciclo, reiniciado a cada 50.000 anos, o Espírito teria desaparecido desta Criação.
Esse não era o objetivo
O objetivo de toda Criação, como eu disse, e de toda Criatura, é se erguer.
A Terra é uma Criatura, e ela se ergue.
E para se erguer, é preciso um apoio e uma base, a fim de que a comunicação e a confiança entre todas as Dimensões não possam ser rompidas.
Sair do confinamento, do seu, como daquele que vivia a Terra, é apenas possível pela maior das humildades, a que a Terra manifestou, sem jamais se rebelar.
Porque é aceitando ser cada vez menor e cada vez mais humilde que se revela a majestade e a grandeza do que vocês são.
A Terra, como cada um de vocês.
Mas é também a maneira de religar o que havia sido rompido, de se tornar novamente multidimensionais, de re-manifestar a Alegria, aquela do Coração, a única que seja eterna, aquela que supera e transcende todas as ilusões do confinamento.
Eu lhes repito ainda, que hoje e a cada dia, isso irá se tornar cada vez mais fácil, sob a condição, é claro, de que vocês aceitem acolher esta humildade e esta simplicidade.
Para estar vivo, para não fugir da vida nesta matriz, para estar a cada minuto ainda mais vivo, ainda mais consciente, ainda mais desperto, ainda mais humilde, ainda menor.
É desta maneira que a Luz crê, é desta maneira que a Luz se revela, e é principalmente desta maneira que o Coração se abrasa.

***


A humildade vai tomar, no terreno particular dos eventos que tem para viver esta Terra, durante sua Ascensão, uma importância especial.
Nada poderá se realizar se não houver humildade, mesmo em meio a esta Dualidade.
A humildade será, de alguma forma, seu salvo conduto de Luz e de Verdade.
Paramentando-se com o manto da humildade e de sua Vibração, vocês encontrarão cada vez mais seu corpo de Eternidade, aquele que foi denominado, pelos Arcanjos, corpo de Estado de Ser.
Vocês tornar-se-ão cada vez mais esse corpo de Estado de Ser e esta consciência do Estado de Ser, desprendendo-se e despindo-se dos hábitos de ilusão.
Mas, para isso, é-lhes preciso integrar e superar.
Vocês não têm que repelir para longe, vocês têm que ‘transcender’.
Esta transformação, esta alquimia, como o disse algumas Irmãs e alguns Arcanjos, é a realidade do que vocês vivem, neste momento mesmo.
Portanto, cada minuto e a cada desafio de sua vida são uma oportunidade para ir a esta humildade.
Jamais reclamem das circunstâncias externas, jamais reclamem de um próximo ou de quem está mais distante que poderia vir contrariá-los.
Esse é seu papel, nesta ilusão.
Mas é preciso ir além da ilusão.
Nada acontece por acaso na revelação da Luz.
Tudo é atração e ressonância.
Estas palavras, vocês as compreenderam.
Tudo é perfeição, também.
A perfeição está além da aparência, além do que seus olhos vão ver, além do olhar da lagarta, como diria o Grande Comandante, mas no olhar da borboleta.
Vocês são chamados, todos, a tornarem-se borboletas.
Mas, para isso, é preciso aceitá-la.
Aceitá-la, não é desejar.
Aceitá-la, é tornar-se humilde.
Aceitar não ser mais nada aqui, é aceitar não ser mais a lagarta.

***


Então, vocês estão prontos para transpor esta porta?
É para isso que tudo o que vai chegar a vocês e que lhes chega, nos dias e nas semanas que vêm, deve remetê-los, de maneira perdurável, a esta mesma pergunta.
Quanto mais vocês forem para a humildade, mais o que lhes chegará, nesta ilusão, parecer-lhes-á fútil e sem importância.
Mas, entretanto, vocês deverão vivê-lo a cada minuto.
A um dado momento, como eu disse, a Profundez será tal que fará detonar o Fogo do Coração para aqueles que não o vivem ainda.
Neste Fogo do Coração, vocês serão reconectados ao Cristo, à Fonte, permanentemente.
Vocês constatarão, aliás, todos em suas vidas, que, a certos momentos, o Fogo do Coração se desperta, sem que mesmo qualquer estado de meditação ou de prece tenha sido ativado.
O Fogo do Coração ativar-se-á espontaneamente, cada vez mais frequentemente, nas circunstâncias em que, justamente, vocês serão humildes, mesmo sem o desejar porque vocês o terão integrado.
Naquele momento, vocês estarão mais próximos do final desta Dimensão.

***


Se existe agora um espaço para questionamentos que eu me faria uma alegria abrir com vocês, sobre esta noção de humildade e de Profundez, então, nós vamos comungar ainda mais agora.
Abram-se a mim como eu estou aberta a vocês e abordemos, se há dúvidas em vocês, sobre esta noção de humildade e de Profundez.
Vamos lá.

***


Pergunta: quais são as qualidades que permitem transcender os sofrimentos do corpo?

A humildade.
É exatamente do que eu venho falar.
A resistência, ou o sofrimento, que era o lote conjunto da humanidade (porque a Dualidade é sofrimento, porque há privação da Unidade), todo sofrimento vem daí.
Quando se conecta as esferas da Unidade e da Luz, o sofrimento não pode mais existir, apenas o seria em pensamento.
Porque tudo é Alegria, tudo é Felicidade, tudo é expansão.
Não há qualquer força de contração, qualquer limitação.
O corpo mesmo desta Dimensão, que era, desde muitíssimo tempo, eterno, tornou-se deteriorável e padecedor.
Então, superar o sofrimento pode se fazer apenas pela humildade.
A humildade é, de certa forma, o bálsamo do sofrimento.
Porque todo sofrimento, em última análise, é apenas para lembrar a condição efêmera.
Assim, portanto, não mais lutar contra (mesmo se isso é às vezes necessário), mas ‘transcender’ o sofrimento pela humildade permite ser, efetivamente, um bálsamo que transcende o sofrimento e o faz desaparecer.
Ela o faz desaparecer da consciência.
Vejam, por exemplo, a vida de alguns místicos, no Oriente como no Ocidente, atingidos por diversos sofrimentos e que, no entanto, transcenderam e superaram este sofrimento.
Vejam, por exemplo, o mais precioso representante da Unidade, que não faz parte dos Anciãos porque essa foi sua escolha, e que foi acometido por um câncer.
E quando seus “discípulos” se alarmavam e sofriam por seu próprio sofrimento, ele próprio demonstrou que era capaz de não mais ser identificado a este sofrimento e então de deixar este plano com toda lucidez, transcendendo o sofrimento pela humildade e pela Unidade.
Assim, portanto, enquanto o olhar da consciência é separado e dividido, o sofrimento é concebido como um elemento bloqueador e limitante, o que o é efetivamente para a personalidade.
Mas este apelo para entrar em Unidade, em Profundez e em humildade vai, a um dado momento, engrenar um processo em que o sofrimento não pode mais vir perturbar o que quer que seja.
Naquele momento, a personalidade é transcendida, o sofrimento é transcendido.
O que não quer dizer que o sofrimento pode desaparecer instantaneamente.
Isso é às vezes o caso, isso, em outros casos, não é o caso.
Então, há apenas uma consciência de Luz e uma Luz bem mais intensa.
É um balanço, de todo modo, como eu expressei em minhas primeiras palavras.
Tornar-se Luz, tornar-se grande, é tornar-se o menor, aqui.
Não há tampouco que culpar.
Obviamente, todo sofrimento é apenas reflexo da perda de Unidade, mas esta perda de Unidade concerne ao conjunto desse plano de manifestação no qual vocês são partes interessadas.
E é nesse conjunto de manifestações ilusórias que convém revelar a Luz.
É o que vocês fazem atualmente.

***


Pergunta: colocar sua consciência sobre sua Estrela pode ajudar a alcançar esta humildade?

Minha Irmã, sim, certamente.
Isso será desenvolvido em detalhes dentro de muito pouco tempo, por aquele que se denomina UM AMIGO, que concluirá também e lhes dará as últimas ‘chaves Vibratórias’ para vocês utilizarem em si mesmos, para aproximá-los, sempre mais, desta humildade e desta Unidade.
Então, sim, é claro, colocar sua atenção sobre o ponto Profundez fará ressoar, em vocês, um ‘novo’ circuito.
Esse circuito é aquele que vai permitir-lhes ir para mais Unidade e para mais Profundez, efetivamente, e então manifestar cada vez mais humildade.
Como diria Um Amigo, a consciência e a Vibração são uma única e mesma coisa e vocês têm hoje a possibilidade de focalizar sua consciência e fazer ‘emergir’ a Vibração e a Consciência da Vibração.
É disso que é preciso se servir, prioritariamente, porque esse é o instrumento que existe, hoje, nesta Dualidade, para retornar à Luz, que não estava absolutamente presente há mais de 30 anos e em minha vida.
É isso que percebeu perfeitamente Sri Aurobindo, o bem amado João, quando ele descreveu a chegada do Supramental e as consequências que isso teria, ao nível celular da sociedade, da humanidade.
É isso que vocês vivem atualmente.
Portanto sirvam-se da Vibração e sirvam-se da Luz.
Sirvam-se de suas capacidades novas de Atenção e de Intenção.
Então, sim, se vocês colocam sua consciência sobre o ponto Profundez, vocês irão ativá-lo em vocês e isso facilitará toda tarefa.

***


Pergunta: como proteger e curar sua alma a fim de estar em Unidade com ela?

Mas, minha Irmã, você não pode falar de proteção.
A proteção é um conceito que pertence à dualidade e, portanto, essa própria palavra ‘proteção’ é uma heresia em relação à Unidade.
Pretender uma proteção, é ainda pretender uma separação entre o Bem e o Mal.
A Unidade não é nem o Bem, nem o Mal, mas além do Bem e do Mal.
Assim, portanto, em sua própria consciência, e nas palavras que você expressa, considerar a noção de proteção é um ato de Dualidade.
A melhor proteção é a Luz, e esta proteção não é de fato uma proteção, ela é sua Verdade íntima.
A proteção pertence ao linguajar da Dualidade.

***


Pergunta: deveríamos, então, abençoar o sofrimento?

Abençoar é uma palavra muito significativa.
Simplesmente, já, em um primeiro momento, aquiescer para transcendê-lo e superá-lo.
O sofrimento, se vocês ali aplicam um remédio ligado à Dualidade, de ação / reação, naquele momento, vocês se afastam ainda e sempre mais da Unidade.
Obviamente, um médico vai tratar dos males.
Ele vai tentar (através do que ele aprendeu, do que lhe foi ensinado, do que lhe foi revelado, pouco importa) aplicar um bálsamo sobre esses diferentes males, sobre esse mal que existe na cabeça ou no corpo.
Mas essa, que tem sido a conduta normal da humanidade, pelo ‘princípio da Dualidade’, hoje, deve ser superada e transcendida.
Vocês não têm que se opor à Dualidade.
A Luz não é uma oposição.
A Luz é Vibração, e a Vibração da Unidade é algo que lhes dá todas as respostas.
Mas enquanto o mental se apreende para querer agir contra algo, ou mesmo se servir da Luz para compensar uma falta de Luz, isso é apenas o reflexo da Dualidade e de um funcionamento em meio à Dualidade.
A Unidade, é simples, é um ‘estado de Alegria’.
A humildade conduz à Alegria.
A Alegria independe das circunstâncias exteriores e de todo sofrimento Interior.
A Alegria desabrocha quando ela se encontra no Fogo do Coração, quaisquer que sejam os sofrimentos anteriores.
Estes são transcendidos e queimados pelo Fogo do Amor.
Compreendam bem que a Dualidade (sem a intervenção e a manifestação da Luz nesses grandes Ciclos) é interminável, como o ‘princípio de reencarnação’, que é um princípio falsificado, obrigando-os contínua e continuamente a reencarnarem-se.
Somente alguns muito grandes Seres conseguiram, por uma manobra de abandono sem precedentes para a Luz, em épocas de resistências intensas a esta Luz, transcender as condições da humanidade.
Hoje, isto está disponível a todos.
Ir para sua própria Unidade, é superar a Dualidade e não mais se servir da Dualidade.
Como vocês querem superar a Dualidade, se vocês raciocinam em termos de Bem e de Mal?
O Bem, como lhes disseram algumas de minhas Irmãs, mantém tanto a matriz como o Mal.
Desejar fazer o bem é louvável, mas não confere a Unidade.

***


Pergunta: pode-se transmitir a Luz?

Querida Irmã, se você se torna Luz, a Luz se transmite por ela mesma, ela não tem necessidade de você.
Porque se você deseja transmitir a Luz, esse é um ato da personalidade.
Porque você entra no Fazer e você sai do Ser.
Estar no Ser, é estar no Fogo do Amor.
O Fogo do Amor não tem necessidade de expressar, nem de manifestar, nem de querer, porque ele se basta a ele mesmo.
Desta maneira, o Cristo não estava agindo.
Bastava olhá-lo, tocá-lo e abordá-lo para ser ‘transmutado’.
Isso não foi ele que decidiu, mas o Pai, nele.
Portanto, vivendo a Unidade, não há mais que projetar o que quer que seja.
Há apenas que ‘ser’ e quanto mais vocês entram na humildade do ser, mais a Luz irradia e mais ela age.
A Luz será sempre, como lhes disseram todas minhas Irmãs e todos os Anciãos, muito mais inteligente do que o ego e do que a vontade de ‘fazer o bem’.
Ser unitário está além desta ‘vontade de bem’ porque vocês se tornam si mesmos o Bem, além do Bem e do Mal.
Toda veleidade ou toda vontade de ‘projeção’ de Luz é uma Dualidade.
Acreditam vocês que Melquizedeques como o Mestre Philippe de Lyon puderam curar tantos seres por uma vontade de cura?
Não, é porque eles eram, uns e outros, os menores e porque eles não queriam nada, senão o bem da humanidade, ou seja, ir além do Bem e do Mal, reencontrar a Unidade e o Cristo, ou o ‘estado Crístico’, nada mais.
E isso bastou para engendrar os milagres.
Na maioria das vezes, por trás do desejo de ajudar o ser humano, esconde-se, subrrepticiamente, o ego.
Em minha vida, durante minha última vida, eu rezei muitas vezes para a saúde de várias almas, mas eu rezei, eu, querendo agir?
Não.
Eu pedia à Luz e ao Cristo, meu Bem Amado, para agir (que era a Dimensão Ilimitada em mim).
Não era minha pessoa que agia.

***

Nós não temos mais perguntas, nós lhe agradecemos.


Irmãos e Irmãs, eu me regozijo de ter dialogado e me comunicado e comungado com vocês.
Por imitação, eu diria: “eu lhes dou minha Paz” e eu desejo certamente sua Paz.
Até breve.

*Mensagem da Amada SANTA TERESA DE LISIEUX no site francês:
13 de março de 2011
(Publicado em 16 de março de 2011)

Tradução para o português: Zulma Peixinho

HILDEGARDE DE BINGEN

Mensagem publicada em 16 de março, pelo site AUTRES DIMENSIONS.
Eu sou Hildegarde de Bingen e eu lhes apresento minhas homenagens, Irmãos e Irmãs, aqui e em outros lugares.
Muitos de vocês, sem conhecerem quem eu era, puderam talvez ler o que eu recebi em minha vida, nesta vida, isso a fim de conduzi-los, hoje, numa compreensão e numa vivência.
Eu tive já a oportunidade de me exprimir relativamente ao conjunto de conhecimentos que recebi, naquele momento.
Esses conhecimentos não foram jamais (ainda que isso fosse extremamente interessante para mim) procedentes de um estudo, mas, bem mais, de uma comunicação Interior e, portanto, o que eu chamaria um conhecimento Interior.
É claro, naquela época, não me foi jamais permitido e possível, mesmo na ordem na qual eu evoluía, falar de outra coisa do que de Cristo.
O conhecimento que eu recebi então é chamado um Conhecimento Interior, intuitivo, direto, do Coração.
O Conhecimento de que eu falo é procedente de um movimento da Consciência, da energia, voltada para o Interior.
O conjunto do que eu transcrevi então era, de algum modo, uma forma de comunicação direta à fonte do Conhecimento.
Isso se tornou possível, para além de minha história pessoal, pela possibilidade, justamente, de nada buscar no exterior de mim mesma, mas, efetivamente, buscar no Interior de mim mesma.
Esta fonte de Conhecimento, o conjunto de humanos, sem exceção, a tem em si, partindo do princípio de que este Conhecimento, absoluto e total, do conjunto das leis, mesmo desta Matriz, está presente no Si.
Convém, hoje, colocar e apreciar, no seu justo valor, uma palavra que é a palavra busca.
A busca é um elemento de que se apreende muito rapidamente a atividade intelectual, como uma forma de projeção exterior de algo que não estaria no Interior, mas que exprimiria, unicamente, pelos escritos, pelas reflexões efetuadas no exterior de si.
O conjunto de minhas Irmãs Estrelas, hoje e há alguns dias, conduziram-nos a inclinarem-se no Interior.
A busca possui, portanto, dois aspectos: uma busca que se faz no exterior e uma busca que se faz no Interior.
De fato, a busca Interior não é uma busca, porque a busca evoca, sempre, um movimento, enquanto que, justamente, o conhecimento Interior é a parada do movimento, pelo aparecimento de outro estado de Ser.
Deste outro estado de Ser alguns procuraram explicar os fundamentos na história humana, outros simplesmente descreveram sua experiência, outros, enfim, dos quais eu, captamos, neste outro estado de Ser, uma forma de comunicação, uma forma de sapiência, bem diferente do conhecimento exterior.
Algumas de minhas Irmãs falaram de Profundidade, de Clareza, de Unidade.
Agora, sempre foi anunciado a esta humanidade que o essencial era invisível para os olhos, que o essencial era invisível para a personalidade e que tudo, absolutamente tudo, encontrava-se dentro de Si.
Esta é a estrita Verdade.
Vocês nada podem revelar e desvendar além do que não esteja já presente, nada mais do que não seja exterior a vocês mesmos.
Aceder a este estado e a este espaço do Ser apenas se pode fazer quando há aceitação preliminar dessa constante, de que tudo está dentro, de que tudo está no Interior e de que o exterior representa apenas um aspecto separado, projetado, diferenciado e distanciado de nós mesmos.
Alguns seres, bem antes de mim, disseram: «o que está dentro é como o que está fora, o que está no alto é como o que está embaixo».
O problema é que o fora e o embaixo não mostram jamais a verdade e não se deixam jamais desvendar, mesmo se a projeção exterior obedeça a leis extremamente numeráveis.
Essas leis múltiplas, inumeráveis, hoje, é claro, vocês as conhecem mais do que eu conheci em minha vida.
A problemática essencial atém-se em algo de muito simples.
É que o conjunto da consciência humana coletiva, quando algumas palavras são empregadas, essas palavras fazem ressoar uma vivência própria a cada pessoa, mas, também, inscrita numa forma de bolsa coletiva, de memória coletiva.
Assim, cada palavra, qualquer que seja a língua (mesmo nas línguas as mais antigas), cada palavra é portadora de uma vivência, e esta vivência é, ela, estritamente limitada ao que é perceptível no espaço em que evolui a consciência.
A dificuldade é que, em palavras muito simples, como amor, como luz, como bem ou como mal, ou como ódio ou como sombra são apenas definidas como por pares e por oposições.
A definição, e o que é veiculado por uma palavra é, portanto, tributária da experiência comum, veiculada pela crença, no sentido o mais amplo.
Assim, a luz pode ser assimilada ao que é visto porque, na sombra, nada pode ser visto.
Do mesmo modo o amor, ainda que ali se agregue (como vocês o fizeram nesta época) certo número de apelidos ou qualificativos, é, em resumo, apenas limitado aí, eu repito, pelo conjunto de crenças comuns e de sentidos comuns atribuídos a essa palavra.
Assim, o simples fato de pronunciar a palavra amor vai induzir, na consciência do ser, nas células, na fisiologia, certo número de elementos, procedentes, portanto, de crenças comuns e de experiências comuns, não permitindo jamais aproximar-se do absoluto, ou seja, do que está além da projeção, da aparência e das crenças.
Nesse canal, como em outros, certo número de expressões foi encontrado a fim de sustentar esse déficit de sentido, esse déficit absoluto.
Por exemplo, a Luz tornou-se a Luz Vibral para, efetivamente diferenciá-la da luz do dia que é vista pelos olhos, da luz do sol que é captada pela pele (e por vezes pelos sentidos, mas que é uma luz projetada) e, portanto, não dando jamais acesso ao absoluto.
Assim, portanto, o qualificativo Vibral deixou entender que era possível viver uma Luz que seria, portanto, não visível, ao sentido comum, não perceptível, ao sentido comum, mas cujo qualificativo seria Vibração: Luz Vibral.
O próprio Amor, em sua linguagem corrente, para diferenciá-lo do amor clássico, do sentido comum, foi chamado, por exemplo, amor incondicional, significando, assim, que o amor, por definição, é condicional.
Outras palavras foram (e outras expressões foram) empregadas para qualificar este Amor sem ali colocar a condição de ser incondicional, por exemplo: Fluidez, Unidade, Graça, Atração e Ressonância.
O Conhecimento participa do mesmo processo.
Frequentemente o humano confunde o conhecimento aprendido com o verdadeiro Conhecimento, negligenciando, assim, a etimologia e a própria raiz do sentido primeiro da palavra.
Aí também se encontra uma armadilha, é que a raiz, tal como ela é admitida, não remete jamais à origem primeira, real, da palavra.
Assim, portanto, as palavras tornam-se então portadoras de uma Vibração, de um sentido, de uma crença, bem diferentes de seu sentido dito primeiro.
Assim, falar de luz não é a Luz.
A Luz Vibral não é a luz do dia, mas é uma Luz que não pertence a esse mundo, portanto, invisível aos olhos desse mundo.
Retomando, por exemplo, palavras comuns e frequentemente utilizadas pelos séculos passados e presentes, se nós tomamos, por exemplo, a palavra religião, a origem latina os remete a religare, quer dizer a capacidade de religar: a religião, portanto, religa o homem a algo de outro.
Esse é o sentido que foi dado a ver e a apreender e a compreender, escondendo, com isso, a Vibração da palavra anterior a religare e ao latim, que é religio, nada mais tendo a ver com o latim, nada mais tendo a ver com o sentido de religar, mas cuja raiz, procedente do silabário original, do sumério, quer dizer simplesmente manada.
Assim, nós passamos de um sentido adotado de religião e de ser religado para uma noção, muito mais trivial, que os remete mais a uma noção efetivamente distante do sagrado e efetivamente distante de uma re-ligação qualquer.
Todas as palavras, sem exceção, foram construídas deste modo, porque aqueles que criaram (se é que se possa falar de criação) uma linguagem nesta Matriz conheciam, bem mais do que o humano, a capacidade de Vibração das palavras, ligando-as, para além do sentido comum e para além da crença, a uma origem Vibral, significando, frequentemente, exatamente o inverso do que crê o ser humano.
É preciso, portanto, superar as palavras.
Ora, o conhecimento exterior é baseado em palavras que são lidas e aprendidas.
Ele repousa, portanto, hoje ainda mais do que em minha época, unicamente numa crença e na validação de uma crença, aplicável e reprodutível, eu admito, nesse mundo, mas não em outro lugar.
É claro, o ser humano, evoluindo nesse mundo, acha isso completamente suficiente para explicar a realidade, agir na realidade e modificar esta realidade.
A grande diferença é que o sentido primeiro, o sentido Vibral, é efetivamente diferente do que foi inculcado pela educação, pela observação, pela ciência e mesmo pela religião.
Eu falo disso porque é algo de que eu tomei consciência muito jovem.
Vocês observarão, aliás, que a maior parte dos seres que viveram estados ditos místicos ou Unitários (para adotar a linguagem de hoje) estiveram sempre em questionamento sobre o próprio sentido da Consciência.
Eu não fiz exceção à regra.
Eu expliquei, numa de minhas primeiras vindas nesse canal, o que aconteceu no momento em que eu acessei o verdadeiro Conhecimento.
Conhecimento que, eu os lembro, pode ser decomposto em co e nascimento, ou seja, nascer com [porque, no francês, a palavra é connaissance].
Mas a palavra nascimento, em si mesma, eu os lembro, no sumério, quer dizer a negação da Essência.
Assim, nascer, nesse mundo, é tornar-se a própria negação do que se é.
Paradoxo.
E tudo os remete, inexoravelmente (mas meu propósito não está aí), tudo os remeterá, sempre, inexoravelmente, a esta noção paradoxal.
Eu poderia multiplicar os exemplos ao infinito sobre palavras extremamente correntes.
O objetivo é, simplesmente, fazê-los levantar um grande ponto de interrogação, eu não diria uma angústia existencial, mas, bem mais, o próprio sentido da experiência da vida humana, voltada, portanto, para um exterior, considerado como a única realidade.
Então, é claro, quando da busca dita espiritual, o ser humano vai aplicar os mesmos preceitos, permitindo-lhe apreender seu ambiente à sua busca dita espiritual.
Ora, esta busca é um movimento.
Assim como eu o exprimi, quando de minha primeira vinda nesse canal, a descoberta da verdade é um não movimento e, portanto, uma não busca, mas, mais, uma parada de tudo o que é exterior.
Então, é claro, de acordo com o século, isso pode se chamar contemplação, misticismo, oração, meditação.
Ainda é preciso que esta contemplação, esta busca, esse misticismo, esta oração, esta meditação não tenha outro objetivo que o de parar o movimento de busca, mas, antes, de algum modo (como lhes disseram seres que viveram o despertar, em particular quando desse último século que acaba de se escoar) a suspensão e a parada do tempo.
A saída do tempo permite encontrar a Verdade, e esta Verdade é Conhecimento.
Assim, portanto, vocês devem, antes de qualquer coisa, integrar esse paradigma que é, finalmente (e como, aliás, o disseram muito numerosos sábios ou despertos) que nada há a procurar, porque tudo está já aí.
E sim.
Mas o problema é que o ser humano abre os olhos e nada vê.
É claro, nada há para ver.
Tanto mais que as primeiras camadas que são tocadas nos espaços, ditos Interiores, são as camadas das crenças, as camadas do inconsciente coletivo (chamado também astral, com suas diferentes tonalidades que vocês qualificam de boas ou más), mas são ainda apenas camadas em movimento.
A projeção, a exteriorização, a vida nesse mundo é uma projeção.
E, portanto, encontrar o outro mundo necessita a parada de toda projeção e de todo movimento.
Existe um mecanismo, para além da consciência humana, presente em todas as consciências, e é aí onde eu quero chegar, e, em particular, na consciência de Gaia, Urântia, a Terra (ou Teras ou Uras, segundo suas diferentes denominações).
Os mecanismos da consciência, passando de um estado a outro, acompanham-se, sempre e sistematicamente, de uma noção de reversão.
Quem diz reversão diz parada do movimento para usar num sentido diferente.
A Terra, como todos vocês sabem, nesta época, gira.
Ela gira ao redor do sol com certo número de características precisas.
A passagem do conhecimento do mundo exterior ao mundo Interior, para a humanidade, agora, em sua totalidade (uma vez que é exatamente disso que se trata nesse momento) passa, aí também, por uma parada do movimento e por uma reversão, e por um movimento partindo no outro sentido, como já tem sido assinalado por muito numerosos profetas.
O sol se levantará no oposto de onde ele se levanta atualmente.
Lembrem-se também de São João: as estrelas não estarão mais nos mesmos lugares no céu.
É esta época que vocês vivem.
Se a aparência e o exterior mudam, isso traduz, inexoravelmente, uma mudança Interior.
Essa mudança Interior é aquela que vocês vivem também em sua própria consciência.
Essa mesma que, hoje, de acordo com seu caminho, os coloca frente ao que eu chamaria questionamentos e interrogações novos.
Existe, de fato, uma perda de sentidos e de indicadores que é indispensável para passar de um estado a outro estado.
O que acontece nos mundos Unificados é que a passagem de um estado a outro, de um lugar a outro se faz segundo as leis da Unidade, ou seja, com Fluidez, Graça e facilidade.
O mundo da Dualidade, este, em todo caso, é um mundo de oposições, de ação/reação, de atrito, se preferem, para empregar um termo físico.
A passagem do estado exterior para o estado Interior, da Dualidade à Unidade, é precedido, é claro, por atritos, atritos cada vez mais importantes na consciência do humano.
Isso, muitos seres humanos viveram no final do ano precedente: ritos de Passagem, de Abertura.
Hoje, é a Terra que o vive, com mecanismos de atrito, de superaquecimento, tais como vocês observam em vocês, aliás, como no exterior de vocês.
Existem mesmo Arcanjos cuja função é velar, de algum modo, para efetuar essa Reversão nas melhores condições.
A grande vantagem é que a consciência humana, se ela o deseja ainda, tem ainda a possibilidade de viver essa Reversão, nela, antes que a consciência da Terra e a própria terra a viva, a fim de limitar as forças de atrito e de oposição.
Esse caminho, que inúmeros seres humanos começaram a empreender (para os mais antigos, para os primeiros, desde 1984), foi crescendo.
Inúmeros calendários, aliás, antigos, o explicam perfeitamente.
Vocês entraram, desde o início desse mês de março, num mecanismo de aceleração, não linear, mas logarítmico, exponencial, de algum modo, se preferem, mas bem mais elevado.
Assim, as faculdades de adaptação a esta aceleração serão função das capacidades de cada humano para deixar o movimento efetuar-se sem resistir.
Isso participa, inegavelmente, do que o Arcanjo Anael chamou o Abandono à Luz.
Mas, hoje, eu diria que é, sobretudo, um Abandono à transformação, além disso.
Mas a transformação é procedente da Luz.
Assim, nas circunstâncias de suas vidas (que elas lhes sejam pessoais, próximas, ou que elas sejam planetárias, como é o caso atualmente), de suas capacidades de Fluidez, de suas capacidades para ir no sentido do movimento que, eu os lembro, é uma Reversão, decorrerá sua facilidade para viver essa mudança.
Não é jamais demasiado tarde para começar.
A graça é acessível para todos.
Não há qualquer condição de idade, de saúde, de carma, de conhecimento exterior, que possa se opor a isso.
Vocês são, portanto, convidados hoje, para irem no sentido do movimento.
Esse movimento que precede, acelerando-se assim, a última Reversão.
De fato, esta aceleração do movimento, num sentido, é uma parada no outro sentido, de outro ponto de vista.
Assim, a consciência humana encontra-se confrontada, não mais às suas próprias oposições, suas próprias Sombras, mas a uma mudança à qual ela está sujeita.
Que ela tenha consciência, conhecimento ou não disso.
É nesta última etapa da Terra que o humano tem a última capacidade e a chance de poder seguir esse movimento, mas, para isso, é preciso aceitar o movimento, para isso, é preciso não entrar, aí tampouco, na oposição ao que reclama o movimento da Terra, onde quer que vocês estejam.
Há, portanto, de algum modo, uma conexão a restabelecer.
Esta conexão, este alinhamento é o que vocês vivem, para aqueles de vocês que vivem as Vibrações.
É também o que exprimiu minha Irmã NO EYES ou também SNOW, concernente à sua capacidade para estar na vida, para estar plenamente na vida.
Este ato de estar plenamente na vida não é algo que seja função de uma idade, de um estado de saúde ou de crença, mas, bem mais, de um impulso da alma e do Espírito para se manifestar de um modo ou de outro.
Mais do que nunca a consciência humana é chamada a acompanhar o movimento.
Para alguns de vocês isso pode representar um desafio, uma abnegação nova, uma confiança total ao movimento.
Frente a esse movimento, é claro, certo número de medos, inerentes, podem aparecer.
Como o medo do desconhecido, medo da mudança ou medo da morte.
Nesta etapa, a consciência humana individual e coletiva passará necessariamente por esse choque (como foi chamado por Sri Aurobindo), choque da humanidade.
E é agora.
É um momento em que o que pertence às projeções exteriores vai se ver ameaçado e, portanto, induzir reações, oposições, pavor, medos que serão, obviamente (como o disse o bem amado João) a superar, a integrar para viver a aquiescência, aceitação ao movimento e à Reversão.
Existem exercícios muito simples, para ver e apreciar, de algum modo, suas capacidades para aceitar o movimento.
Simplesmente, imaginando (e o mental é muito forte para isso), por exemplo, que vocês perdem homem, mulher, marido, filho, situação, chaves do carro (qualquer coisa que lhes era útil em sua projeção exterior) e apreciar a projeção do mental nas reações emocionais que ela vai induzir.
E isso é apenas uma projeção.
Isso lhes permitirá já antecipar o que acontecerá ao nível coletivo.
Em resumo, como o disseram grandes neófitos, vocês estão prontos para tudo perderem para tudo ganharem?
Vocês estão prontos para morrer para viver?
Vocês estão prontos, de algum modo, para terem confiança na Vibração que os anima, para a maior parte de vocês que me escutam ou que me leem?
Vocês estão prontos para terem confiança na vida?
Porque é bem disso que se trata.
Não de sua vida, procedente de crenças, de suas próprias projeções (e das nossas, quando estivemos vivos nesse mundo), mas na vida eterna, ilimitada.
Há ainda tempo, eu penso, se lhes restam ainda atividades mentais, de se colocarem essas questões.
Lembrem-se de que são apenas projeções mentais.
Mas essas simples projeções, para alguns de vocês poderão provocar reações violentas, corporais, fisiológicas, emocionais, psicológicas.
Isso lhes dará uma ideia do que vocês terão a viver, onde, no momento vindo, real e não mais projetado, chegar nesta projeção do mundo.
Lembrem-se de que vocês não podem superar o medo combatendo-o.
E isso, o bem amado Sri Aurobindo perfeitamente exprimiu, analisando as etapas sucessivas que vive a consciência humana, individual e coletiva, frente ao que eu chamaria um mecanismo geral de adaptação necessária.
A diferença entre os mundos Unificados e o mundo da Dualidade é que, nos mundos Unificados, quando passamos de uma Dimensão a outra não há não jamais interrupção, mas sabemos, muito precisamente, aonde nós vamos, a Dimensão para onde vamos, o Universo para onde vamos.
O que está longe de ser o caso na consciência da Dualidade.
Existe, portanto, naquele nível, um desafio, e esse desafio pode ser transcendido unicamente pelo Coração, cujo próprio reflexo, nesse mundo projetado, é exatamente a Vibração vivida nas Coroas, nas Lâmpadas, os chacras, os plexos, quaisquer que sejam os nomes que vocês lhes deem.
Há indicadores, indicadores Vibratórios, aí também, perceptíveis ao nível dos sentidos: o som da alma, os coros dos Anjos, o som do Espírito.
Há também a capacidade para experimentar a paz, a serenidade, a alegria, independentemente de qualquer circunstância Interior ou exterior.
Não se trata, portanto, de um estado de humor, mas, efetivamente, de um estado de Ser, profundamente diferente mesmo do que pode ser experimentado num estado de satisfação ou de prazer, qualquer que seja a fonte.
Existem, portanto, muito numerosos indicadores na consciência humana individual, coletiva que, hoje, estendem-se sob seu olhar, sob sua consciência, sob sua vivência, confirmando com isso que o que acontece no Interior acontece também no exterior.
Tudo isso para lhes dizer, e vocês compreenderam, que o conjunto da humanidade encarnada está na aurora de uma perturbação sem precedente que é o nascimento para a Eternidade.
Então, é claro, o mental, desde muito tempo, apreendeu-se da noção de Amor e de Luz para transformá-la ao seu sabor, que é sempre um sabor ou uma faixa de apropriação, enquanto que o que vem é tudo, exceto a apropriação.
Esta liberação é uma emissão, mudando o nível de densidade temporal, espacial, modificando a totalidade dos indicadores ligados às crenças, aos sentidos e às suas vidas.
O único modo de vivê-la, aquiescendo, aceitando-a, situa-se ao nível do Coração, o Coração Vibratório, o interior.
É nesse sentido que Maria os intimou, desde já duas intervenções, para irem ao essencial, consagrarem tempo da Atenção, da Intenção, da energia ao seu interior, porque não haverá mais o exterior, não duvidem disso.
Então, é claro, aqueles que tiverem apenas uma existência exterior não saberão mesmo que existe um interior, exceto se eles têm a oportunidade de reencontrar uma Consciência humana que vive já no interior e possam se colocar as boas questões e abrir os bons canais de recepção.
A maior parte dos elementos que lhes permitem viver o que há para viver foi anunciada desde muito tempo.
Mas o que é anunciado é uma coisa.
É outra coisa vivê-lo, não é?
Eu repito, a única preparação, agora mais do que nunca, é Interior e exclusivamente Interior.
Cabe-lhes, portanto, neste período em que o movimento exterior se acelera, apreender esta chance porque, efetivamente, o Interior torna-se acessível cada vez mais facilmente.
Assim, portanto, o que eu acabo de lhes dar são, simplesmente, elementos que permitem refletir serenamente.
O que é que vocês buscam, realmente?
Sabendo que estando sobre esse mundo, hoje, encarnados (qualquer que seja a idade, a função), é algo que vocês escolheram, livremente.
Eu não falo da encarnação, de maneira geral, mas eu falo da circunstância precisa de sua encarnação nesse momento.
Há, portanto, em vocês, todas as possibilidades para enfrentar e entrar no Interior de vocês mesmos.
Não existe qualquer obstáculo outro além de vocês mesmos e, sobretudo, não exterior.
Aí está o que queria dar-lhes sobre o próprio princípio do que está em curso na consciência humana coletiva e individual e na consciência da Terra, e nos fatos.
É, portanto, um convite para sempre mais interioridade.
Este convite não deve ser concebido como uma busca, eu penso que vocês compreenderam, mas, bem mais, como um desvendamento, no instante, de seu presente.
Parar o tempo, como o escreveram muito numerosos sábios.
Irmãos e Irmãs nesta consciência encarnada se há, para mim, possibilidade de entrar mais adiante nas palavras, explicando, à minha maneira, o que vocês vivem e o que há para viver e se posso ali aportar outras palavras, então, eu posso tentar fazê-lo.
Se tivermos tempo para interagir.
Questão: se as palavras foram manipuladas, como então falar agora?

E bem, justamente, calem-se.
Esse silêncio é indispensável.
Não somente o silêncio de palavras, é também o silêncio de tudo o que é exterior, é o mesmo silêncio.
Vocês ficariam surpresos de constatar o efeito das palavras, mesmo as mais magníficas dentre elas, quando elas são percebidas sob forma de ondas, com nós percebemos de seu mundo (que era o meu, mas que, hoje, é o seu, uma vez que vocês aí estão).
Simples palavras, portadoras de sentido forte, das quais falei, como Amor e Luz, têm efeitos de ondas totalmente ao oposto do que vocês creem.
Em resumo, isso significa que a solução não estará jamais nas palavras, mas na Vibração, que está além das palavras.
Eu vou tomar um exemplo que é muito simples;
Num primeiro sentido lógico de uma palavra há, primeiramente, sua vivência, sua representação, sua compreensão.
Num segundo tempo, vem a representação, a compreensão e a vivência de uma forma de consciência coletiva chamada inconsciente coletivo.
Num terceiro tempo, vem a Vibração falsificada.
Mas vocês têm a possibilidade, se vocês entram em seu Coração, de se desacoplarem mesmo do sentido primeiro e do sentido segundo da palavra, a fim de que não seja mais portadora da Vibração que ela lhe traz (ou que lhe traz o mundo), mas para que a palavra seja portadora unicamente da Vibração de seu Coração e, portanto, da Essência, além do próprio sentido, primeiro ou segundo ou falsificado.
Naquele momento eu poderia, pela Vibração, empregar uma palavra ao oposto do sentido comum, mas que será portadora e que portará uma Vibração totalmente desacoplada do sentido primeiro da palavra ou da Vibração da pronúncia da palavra.
Eu poderia, por exemplo, dizer um palavrão e esse palavrão estaria desacoplado de seu sentido e de sua Vibração, mas seria, entretanto, o vetor da Vibração de meu Coração.
É o sentido além da palavra.
É assim que se estabelece a comunicação de Coração a Coração.
Ela transcende a palavra.
Aí está o sentido de meu «calem-se».
É desacoplar, de algum modo, sentido primeiro, sentido segundo e sentido falsificado da realidade Vibratória que, ela, não se importa com palavras, ilustradas, aliás, como um dom do Espírito Santo pelos discípulos de Cristo.
O falar em línguas é o melhor exemplo: o sentido não está na língua, o sentido não está na disposição, mas numa Vibração que é totalmente desacoplada dos três sentidos de que acabo de falar.
É isso que vocês devem encontrar através do discurso ou das palavras.
Questão: pode-se comunicar unicamente com a Vibração do Coração, no silêncio?

É exatamente o que é o mais recomendado e recomendável a partir de hoje.
O importante não é o sentido das palavras e a Vibração da palavra, mas, efetivamente, a Vibração que é emanada do Coração, diretamente, do ser que as pronuncia.
E aquele cujo Coração está aberto, que recebe essas palavras, não busca o sentido das palavras, nem primeiro, nem segundo, nem falsificado, porque ele capta, para além das palavras, a essência direta do Coração.
Não é por acaso se uma de minhas Irmãs falou do francês.
Espíritos abertos falaram mesmo da língua dos pássaros, porque a palavra é apenas um mal.
Não temos mais perguntas, agradecemos.
Irmãos e Irmãs humanos encarnados, para além das palavras, o Amor e o Coração fazem apenas Um.
Assim, meu Amor e meu Coração fazem apenas Um com seu Amor e seu Coração.
Talvez, até breve, com Amor.
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Versão do francês: Célia G.

UMA ESTRELA - 13 de março de 2011 site AUTRES DIMENSIONS.

Meus amigos daqui e de outros lugares, eu sou UMA ESTRELA.
Nomeiem-me como bem lhes pareça.
Eu intervenho após minhas Irmãs que, de algum modo, preparam minha vinda.
Aqueles que tenham necessidade de um nome ou de uma denominação chamem-me UMA ESTRELA.
Que dizer?
O preâmbulo será rápido porque o que vou, por minha Presença e sua Presença, neste instante, desvendar, é um passo a mais no silêncio e na Unidade.
Eu poderia dizer-lhes que eu estou em tal lugar ou em tal outro lugar.
Eu poderia dizer-lhes que eu sou a Filha da Mãe e a Mãe da Mãe.
Eu sou, em Verdade, isso.
Mas, antes de qualquer coisa, meu Amor e minha Presença me fazem dizer e viver que eu sou cada um e cada uma de vocês.
A hora chegou, fora desse tempo e desta hora, de nos reunirmos, de nos ressoarmos, em ressonância para além da razão, de nos colocarmos juntos, à imagem do Único, num espaço e num tempo fora desse tempo e fora deste espaço, onde não existe mais distância, onde não existe mais separação.
Juntos e Unidos.
Espaço não definido.
Em ressonância do um ao outro, entre vocês e entre nós, há as premissas prévias e antecipando nossa união: união de Liberdade, união no Um.
Eu poderia dizer: «eu sou vocês».
Eu poderia dizer: «vocês são eu», para além das palavras, lá onde eu quero que o conjunto de nós ressoe, para além do múltiplo, na Unidade do Ser, na Unidade da Verdade, Verdade do Coração, onde o silêncio reina, a fim de captar nossa ressonância.
Eu sou uma de vocês, como vocês são um e uma das Doze, participando na ronda e trabalhando na ronda da Criação.
A hora das cadeias não é mais.
A hora do múltiplo, tampouco.
O que estava fragmentado, o que estava dividido e separado, une-se.
Eu poderia dizer que eu sou a voz da Terra e a voz do céu.
Eu sou sua voz, quando vocês são vocês mesmos sua voz.
Eu sou a voz da Unidade e eu poderia, igualmente, como vocês, ser a voz da Fonte.
Não há mais distância na Consciência Una, Unidade da Vibração.
UMA ESTRELA lhes fala, para além das palavras, a linguagem do Único, aquela que vocês captam no próprio intervalo de minhas palavras, este intervalo que suprime a distância, que coloca em ressonância, permitindo então dizer e, sobretudo viver: «eu sou Um».
Qual diferença entre Eu sou Uma e Eu sou Um?
A diferença está apenas numa letra.
Na Unidade não há nada a tomar na letra.
Há apenas a Vibrar.
Há apenas a englobar.
Há apenas a Ser, porque o Ser é o próprio sentido da Unidade.
A Vibração é portada e transportada para além do som de minhas palavras, de meu Coração ao seu Coração e de seu Coração ao meu Coração porque nós somos um único Coração no Único: espaço de encontro, testemunho da Alegria, instalação no Ser.
Ao centro do centro, no espaço palpitante e imóvel, englobando o conjunto dos possíveis, o Único vem a vocês.
A Terra se junta ao Único.
Filhos do Um, vocês se descobrem o Um, ele mesmo, espaço onde não existe qualquer distância, espaço onde existe apenas a Essência do Coração conduzindo à floração da Essência, fonte perpétua, Cristal cuja Luz tem igual apenas a transparência.
A Luz nasce da transparência.
Hoje, neste espaço, as Doze Estrelas brilham e irradiam.
Houve o três em um e o doze em um.
A oitava do 12 está na base da Criação Unificada.
Os Números são Verbo e Vibração, não os números que contam, que dividem e que separam, mas o Número Mestre, Verbo do Um e da Uma.
Entre Vocês e Eu há apenas o lugar do Nós.
NOU, que foi um de meus nomes.
Dois Mundos: um mundo separado (o mundo fenomenal) e o Mundo da Essência (ou mundo numênico [relativo a númeno]).
Nós somos Um.
Quem pode duvidar, se não é aquele que duvida permanentemente, porque ele sabe que é efêmero e quer forçá-los a serem efêmeros.
O efêmero não é a Mãe.
O efêmero é amargo.
A Mãe é doce.
Nós somos Um.
Nós somos Um, no Coração.
Nós somos Um, na Fonte e na Vibração.
Nós somos Um, também, no silêncio.
Nós somos Um, por toda a parte e eternamente.
Nós somos Um, aqui também.
A separação terminou.
O fim é, de fato, apenas o início permitindo apreender que a própria ilusão da separação tem apenas um tempo: o tempo da ilusão do confinamento.
Nós somos Um, é aquiescer à Fonte, aquiescer ao Tudo, aquiescer a si mesmo, para além do Eu.
Cada vez mais vocês perceberão, e nós perceberemos com vocês, a ressonância de nossa reunião.
Há apenas a abrir, abrir a janela do Coração, para que o calor e a Vibração do Único nos reúna novamente.
Nossa reunião está além das separações, além dos Universos.
A conexão ao Único restitui a integridade da Consciência.
Assim, no silêncio de nossos Corações, cada um de nós cantará a Unidade reencontrada que, de fato, não estava perdida, mas colocada em suspenso num tempo efêmero.
Eu sou vocês e vocês são eu.
De Sementes de Estrelas vocês se tornam Estrelas.
Há, portanto, eclosão.
O que está fechado é apenas o fechamento do que eclode.
Então, a Abertura da Semente, a eclosão é a sua e a nossa.
Eclodir é encerrar o capítulo da separação, um capítulo que não tem necessidade de ser escrito, porque ele será consumado no Fogo do Amor.
Nós somos Um, um único Coração, porque o Coração permanecerá sempre o Coração.
A ressonância se faz em uníssono com o batimento, em uníssono com a conexão de Coração a Coração.
Nada poderá mais, jamais, limitar.
Nenhuma criação pode ser limitada.
Não existe qualquer limite e qualquer barreira no Coração.
A Voz do Coração é a Voz da Unidade.
O Coração é a Unidade exprimindo e manifestando a mesma Verdade.
Assim, a Voz do Coração é, portanto, Verdade e Vida, como lhes foi dito.
Façam suas essas palavras: «eu sou a Voz, a Verdade e a Vida».
Vocês são, nós somos, a Voz, a Verdade e a Vida.
O Fogo do Coração consumirá, portanto, o capítulo da separação, aquele que foi escrito apenas no vento, da ilusão.
Juntos, reunidos e unidos, e livres, em breve nos abrasaremos e nos abraçaremos, juntos, a Unidade.
Quando lhes foi dito que tudo estava no interior, porque, de fato, nada há nem no interior nem no exterior, nada há que seja exterior ao Um.
Isso é impossível.
Uma Estrela, vocês o são.
É hora de sair, sair desta Ilusão, fazendo silêncio, parando o tempo, parando o Sopro.
Tempo imóvel onde o inspirar e o expirar não estão mais, onde unicamente o Sopro do Espírito cresce.
Tudo é Um, porque nós somos Um.
Esta Consciência que se desvenda, esta Vibração Unidade e Unitária veiculada no Éter permite à Terra, esta Terra, liberar sua Alegria que é sua Alegria.
O efêmero amargo termina.
O Eterno está aí.
Eu sou Um, como eu sou Uma.
Eu sou vocês, como vocês são eu.
Abrasamento.
O Sol tem encontro com a Terra.
A Existência tem encontro com o efêmero.
Frente a frente e Fusão.
Isso se vive, para além do tempo, a partir do instante presente.
Há apenas a Ser, há apenas a Vibrar o Coração no Um e no Único.
Para além das palavras de sua língua (que tomei nas sinuosidades desse córtex que empresto), encontra-se um fio diretor, direto, sem contornos nem desvios: «eu sou Um e vocês são o que eu sou».
UMA ESTRELA nos abraça e nos abrasa.
UMA ESTRELA nos saúda e os saúda.
Voz, Verdade e Vida.
Bênção do instante, porque o instante é eterno.
UMA ESTRELA os ama, porque o Amor é nossa natureza.
Até de repente, em vocês como em mim.
Regozijemo-nos.
Vibração e Coração.
Comunhão.
Até logo.
Comunhão.
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Versão do francês: Célia G

18/03/11 – Proposta para o início do ano novo astrológico; O poder da criatividade no descondicionamento da mente.

Quando os muros criados pelas projeções da mente condicionada caem, nós experienciamos uma indescritível onda de amor; Um amor que silencia. Por isso eu tenho dedicado bastante tempo e energia para te ajudar nesse processo de descondicionamento da mente. Durante o Maha Shivaratri eu propus um trabalho na esfera do ABC da Espiritualidade com o objetivo de te ajudar a descondicioná-la. Primeiro nós focamos nas identificações de padrões negativos e destrutivos que se repetem nas diversas áreas da vida, promovendo insatisfação e sentimentos de não pertencimento. Eu sugeri que você tivesse a coragem de olhar para as diversas áreas da sua vida e identificasse onde havia insatisfação; o que você quer que seja diferente, mas se vê incapaz de mudar. Ou seja, eu te levei para identificar o não que existe nas diversas áreas da vida. Eu te dei uma importante chave para ajudá-lo a localizar o não. Quanto mais urgente e frenética é a sua busca pelo sim, maior a presença de um não inconsciente e uma inabilidade para lidar com esse não. Nós trabalhamos para identificar, localizar e determinar esse não nas diversas áreas. Vimos também que há conexão entre as repetições negativas e a corrente vital de prazer, constatando que existe um apego a essa condição negativa. Isso fazia com que você, de alguma forma, temesse abrir mão do não porque temia perder o prazer que a situação negativa te trazia. Um prazer negativamente orientado: prazer em ser machucado e rejeitado; prazer em machucar e rejeitar. E vimos que tal condicionamento tem base num pacto de vingança e surgiu devido a um choque de abandono, rejeição, exclusão ou humilhação. E, para proteger-se da dor desse choque, você usou a energia sexual para anestesiar-se. Mas, assim você criou um condicionamento e ficou preso nessa conexão. A partir daí você vem reeditando essas situações negativas que de certa forma lhe dão algum prazer. Você repete essa condição negativa justamente porque sente prazer. Vimos também a dimensão do estrago que tais condicionamentos vem causando na sua vida e na vida dos que estão a sua volta. Vimos o alto preço que você vinha pagando para sustentar esse não; para manter esse pacto de vingança e pela esperança mágica de que algum momento você vai poder mudar o seu passado. Qual é o preço? Você paga com a própria vida; paga com alegria, com contentamento, com realização. É isso que você deixa de conquistar quando sustenta o pacto de vingança. É assim que a ignorância age no sistema. É assim que o sofrimento é gerado e mantido. Esse condicionamento faz com que você ande na contramão do fluxo da vida. A vida esta querendo te levar para um lado, mas essa obstinada vontade de se vingar do mundo faz você ir para o lado contrário. É a vingança que faz com que você se mantenha no controle da situação. Quando eu me refiro ao controle, quero dizer o controle do ego; é a criança ferida está no controle. As suas ações são reações geradas a partir do ódio, o que gera sofrimento, tristeza, angústia e frustração. Esses são sintomas que se apresentam quando você esta indo na contramão da vida. Isso significa que você não pode ser você mesmo. Talvez o preço mais alto que você paga por sustentar esse pacto de vingança é a sua espontaneidade; a liberdade de ser você mesmo. Você sustenta uma máscara, um teatro para poder se vingar e forçar os seus maus pais a se tornarem bons pais. Isso é projeção. Essa mente condicionada esta sempre vendo o passado na situação de vida atual; nas pessoas que estão ao seu redor hoje. Você atrai e escolhe as pessoas que permitem que esse passado seja reeditado, o que faz com que as relações se tornem uma tremenda batalha porque você fica forçando o outro a te amar, a te dar, a fazer do jeito que você quer. Porque a sua mente ficou presa, condicionada na sua criança ferida e carente. Você atrai pessoas que reeditam esse passado, os seus pais e as pessoas da sua constelação familiar que não te deram amor ou que você não acredita que deram. Nós vimos que o que sustenta os condicionamentos são os sentimentos negados e suprimidos. Eu propus, então, que nós fizéssemos uma faxina no coração. Primeiramente trazendo para a superfície os sentimentos que talvez estivessem reprimidos e guardados no subconsciente. Lágrimas não derramadas, protestos não enunciados, palavras não ditas. Eu sugeri que vocês escrevessem cartas para essas pessoas com o propósito de ventilar essas marcas dos seus corpos emocional e mental eliminando ressentimentos antigos e compreendendo que essas marcas são a cola que mantém o condicionamento. Foi uma faxina muito bem sucedida. Paralelamente, para ajudar nesse movimento interno, nós fizemos uma faxina externa da área ao redor do ashram e dentro dele também. Removemos muito lixo e sujeira que estava ao redor da gente.
Então eu disse: Muito bem, depois de uma faxina boa dessas, nós temos que dar mais um passo que é colocar algo novo no lugar para evitar que os anatas, os hábitos, novamente nos levassem para aquele mesmo lugar.
Eu sou muito atento aos sinais e achei interessante que uma área que foi bastante trabalhada foi essa que fica abaixo das escadas ao lado do salão. Desde que eu venho para esse ashram vejo essa área suja e nesse dia de faxina tudo mudou. Limparam absolutamente tudo. Tudo estava brilhando. Então eu fui observando que ao longo dos dias o lixo vai aparecendo novamente. Alguém vai lá e joga um lixinho, um papelzinho, uma latinha de tinta… E o lugar esta novamente se tornando uma lixeira. Eu fiquei refletindo sobre essa tendência da entidade humana em evolução e percebi que o condicionamento é autoperpetuador e a única forma de interromper esse movimento de autoperpetuação é colocando algo novo no lugar. Quando você pode progredir de alguma maneira nessa purificação, você precisa usar a sua criatividade de forma positiva para interromper esse fluxo de repetição continua através de uma atitude criativa que faça com que a sua energia se mova no sentido contrário. Mesmo que você tenha que utilizar austeridade para fazer isso acontecer. Eu chamo esse tipo de atitude de austeridade inteligente porque ela não nasce de uma repressão, mas da compreensão de que realmente algo novo precisa substituir o velho padrão. Porque são justamente esses anatas ou hábitos condicionados (que podemos chamar de vícios) que fazem que você volte para aquele mesmo lugar onde você estava.
Por exemplo, você vem aqui para ficar comigo e receber o darshan. Muitos fizeram esforços para isso. Muitos tiveram que romper com apegos e movimentar muita energia para chegar. E você chegou. E aqui você está recebendo essa graça de poder realmente experimentar dimensões do seu Ser que, até então, você não havia experimentado. Muitos estão se permitindo realmente superar esse passado de alguma maneira e se abrindo para uma coisa nova. Eu tenho recebido muitas cartas de experiências maravilhosas de realizações espirituais. Muitos momentos de arrebatamento, de amor, de insights, de clareza. Muitos satoris. Mas, é possível que, ao voltar para a sua casa, você comece a repetir os velhos hábitos e a trazer os apegos, acordando assim os antigos condicionamentos. Isso acontece porque existe uma parte inclusive física que sustenta esse condicionamento. Existem redes neurais determinando que você haja de uma determinada maneira. Quando você cria algo novo e pode utilizar a criatividade para colocar algo novo em movimento, você cria uma nova rede neural. Mas, a antiga não desaparece, ela continua lá. E você retorna para os mesmos hábitos.
Certa vez eu contei para vocês a historia da visão de um lama tibetano sobre o processo de desenvolvimento da consciência. Ele disse assim: O ser humano anda por uma calçada e cai num buraco. Então ele fica um tempão no buraco até que consegue sair. Noutro dia ele anda pela mesma calçada e cai no mesmo buraco. Novamente ele consegue sair do buraco. No outro dia ele anda pela mesma calçada e cai no mesmo buraco e fica cada vez menos tempo. Ele somente começa a crescer e expandir a consciência quando se lembra de andar na outra calçada. Mas, eu prefiro que você até evite até mesmo aquela rua e, quando estiver realmente bem acordado, numa outra oitava, você pode experimentar passar por aquela rua novamente para ver se consegue manter a consciência acordada.
No seu caso, o que é andar na outra calçada ou na outra rua? Levando em consideração aquele mesmo padrão destrutivo que você identificou e trabalhou tão firmemente para poder compreendê-lo e desativá-lo. O que é que você pode fazer para ajudar essa renúncia? Por exemplo, eu acho que aqui em baixo a solução seria colocar uma porta e fazer daquele espaço um depósito. Talvez isso resolva o problema. Quando estamos tratando de uma mudança externa é mais fácil utilizarmos a criatividade. Mas, quando diz respeito as suas repetições internas, pode ser um pouco mais desafiador e você precisará utilizar a vontade disponível para poder assumir esse compromisso com a luz.
Por exemplo, você está trabalhando um condicionamento que é se fechar para o outro e acionar uma arrogância para se defender quando se sente ameaçado e atacado. Você já pode mapear esse eu psicológico e já viu que se trata de um não na área dos relacionamentos. Você já identificou que existe esse comportamento destrutivo sempre que se sente ameaçado ou as vezes até mesmo quando o outro se abre para você. As vezes na eminência de amar e ser feliz você se fecha. Ou quando se sente inseguro ou sente ciúme, você aciona esse comportamento destrutivo que é se fechar e usar a arrogância para se defender. Você já mapeou e já viu o quanto de prazer existe nesse condicionamento. É claro que é um prazer negativamente orientado. Estamos falando do ciclo vicioso do sadomasoquismo. Você já viu o tamanho do estrago que está causando na sua vida e na vida do outro. Você já viu o preço que está pagando: até agora nada de alegria nas relações. Você já identificou que existem sentimentos negados sustentando esse condicionamento e já pode até limpar um pouco o coração liberando esses sentimentos a respeito dos seus pais e que faz você atrair situações que repitam ameaças do passado. Mas, você se vê tomado por esse condicionamento que mantém a repetição negativa. Você consegue parar ao chegar perto do buraco e até fala que não vai cair, mas quando vê você é tragado por ele. Ai você fica encima do tamanco dizendo que você é melhor que ele. “Eu não estou nem ai para você. Eu vou me fechar. Eu não sinto nada”.
Se você já está consciente desse movimento é preciso colocar algo novo no lugar. Você somente interrompe essa força de autoperpetuação quando coloca algo novo no lugar. Comece a brincar com a sua capacidade criativa para criar novas possibilidades. Compreenda que você tem uma capacidade infinita. Imagine que você é um computador de ultima geração, mas você usa aquela mesma teclinha para abrir o Word. (risos) Quando uma pessoa mexe com o seu passado pressionando uma tecla do seu computador, você tem mil possibilidades de reação, mas age do mesmo jeito. É sempre a mesma cara feia, o mesmo fechamento, você não é nenhum pouco criativo. Veja como você se limita. Você esta sempre agindo do mesmo jeito. Experimente ir além. Experimente utilizar a sua capacidade para visualizar novas maneiras de reagir a esses impulsos que a vida lhe trás. Experimente usar frases criativas a respeito daquilo que você deseja mudar em si mesmo. Isso somente vai funcionar se você já evoluiu em algum grau na sua purificação.
Eu estou querendo aproveitar essa energia do ano novo astrológico; essas vibrações de início de um novo ciclo, para propor que você possa se dedicar a acordar essa sua capacidade criativa para poder visualizar quais novas atitudes pode colocar no lugar das velhas atitudes que estavam te levando para o mesmo buraco. Qual é a austeridade inteligente que vai te ajudar a não repetir o mesmo padrão negativo?
Eu vou pedir para você trabalhar nisso de hoje até amanhã. Que você possa escrever esse compromisso com a luz. Assim como você me entregou as cartas de limpeza do corpo emocional, eu estou propondo que você possa me entregar esse seu acordo com o seu eu divino. Algo bem simples. Quanto mais simples, mais fácil. Que seja algo que você realmente sinta que poderá fazer. Pelo menos para ajudá-lo a ativar essa nova rede neural. Uma nova possibilidade na sua vida.
Eu tenho dito que as vezes a austeridade inteligente é necessária para movimentar a energia que esta há muito tempo parada. Depois não precisa mais de nenhum tipo de esforço. Quando a energia esta circulando, isso se torna um estilo de vida. Você já modificou, já redirecionou os vetores da sua energia. A energia que direcionada para o não foi redirecionada para o sim.
Eu tenho visto que algumas pessoas precisam de uma austeridade inteligente para deixar de fazer coisas. Algumas pessoas estão tão viciadas no fazer, tão comprometidas em querer se melhorar e fazer tudo absolutamente perfeito e certo, que não conseguem parar para relaxar e perceber que já são perfeitas e que está tudo certo. Uma pessoa assim não se permite um tempo para ampliar a percepção e perceber a dimensão do Ser. As vezes é necessária uma austeridade inteligente até para interromper essa compulsão de fazer.
No seu caso, qual é a atitude, qual é o compromisso que você pode fazer para ajudar no descondicionamento da sua mente? Nós temos que trabalhar com aspectos específicos. Você trabalha para interromper o movimento de um condicionamento específico. Por isso eu sugeri que começássemos identificando as áreas da vida que você sente que ainda há apego. Qual é o buraco que você cai? Você tem que ser criativo em relação a esse buraco. Não é tão simples. Tem um barulho de fundo (uma construção está acontecendo no ashram) porque existe uma resistência de sair desse buraco. Você precisa compreender como você gosta de estar no buraco. Esse é um estágio muito importante da evolução, perceber que você gosta dessa situação. Nesse momento isso parece uma loucura. É realmente difícil para o ser humano perceber que sente prazer no sofrimento e é justamente o prazer que faz com que ele repita. Mas, se você percebe o preço alto que está pagando por manter esse condicionamento negativo, você se anima para sair dele e começa a se comprometer com o prazer positivamente orientado. Se comprometer com o sim e com a vida.
Então, eu quero propor um recolhimento de hoje até amanhã para que você possa ficar o máximo de tempo possível consigo mesmo evitando qualquer tipo de distração ou qualquer tipo de conversa desnecessária para poder mergulhar nessa proposta de trabalho e para que possa acordar a sua criatividade positiva e identificar qual é a atitude que você vai colocar no lugar daquele velho comportamento. Qual é a estratégia que você pode utilizar para não cair naquele mesmo buraco?
Simples, fácil, basta um pouquinho de dedicação. Se você pega o jeito, isso vai ser tremendamente útil na sua vida. Se você pega o jeito de como descondicionar a sua mente, você está pronto para subir.
Vamos trabalhar?
Constantemente eu vou fazer isso. Eu alterno a freqüência da transmissão. As vezes eu só te dou, mas as vezes eu peço de você. As vezes eu faço tudo sozinho, mas as vezes eu peço que você também faça alguma coisa. Porque tem uma parte que cabe a você fazer. Quando você faz a sua parte fica muito fácil para eu fazer a minha. Eu estou aqui completamente disposto a dar tudo para você, mas até que ponto você está realmente disposto a receber? Uma parte eu sei que quer, tanto que veio até aqui. Mas, nós estamos lidando com aquelas partes que não querem e que estão escondidas dentro de você.
Amanhã nós voltaremos nesse assunto e daremos mais um passo.
Abençoado seja cada um de vocês. Receba a benção que ajuda a acordar o seu potencial criativo a favor do descondicionamento da mente.
Até o nosso próximo encontro.

NAMASTE

Sri Prem Baba