Por favor, preencha a atmosfera com a vibração sublime dos Santos Nomes:
Hare Krsna Hare Krsna Krsna Krsna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare

sábado, 15 de janeiro de 2011

Jornada Consciencial

JORNADA CONSCIENCIAL

(Um Chamado à Lucidez)

 
Tua vida não é só tua.
Mas, também, de quem te ama.
Porque tu te tornas responsável por aquilo que cativas.
Teus passos repercutem em outros, mesmo indiretamente.
Nem mesmo o corpo que tu vestes no momento é teu.
O que te pertence são a tua vontade, tuas escolhas e teus atos.
E as repercussões disso em tua jornada...
Tua canção não é só tua!
Porque outros a escutam através de ti.
Teus pensamentos viajam longe... E alcançam outras mentes.
Teus sentimentos tanto podem irradiar luz, como podem espetar e machucar outros corações. Tudo depende de ti!
Queres irradiar tua luz ou ferir alguém?
O que move teus propósitos?
Se afetas os outros para o melhor e, também, para o pior, é certo que os outros também te afetam.
Há uma interdependência automática no universo. Tudo é questão de sintonia.
Se te ligas aos interesses deletérios e vazios de consciência, sofrerás as repercussões psíquicas de tal ligação.
Porque há inteligências sombrias interligadas nas faixas mentais negativas, prontas para intrusões psíquicas nas mentes em sintonia.
E elas te molestarão de diversas formas, sem que tu mesmo saibas disso.
Contudo, se te ligas aos objetivos mais nobres e profundos, com denodo, paciência e esclarecimento, terás uma coluna de luz sobre tua cabeça e um sol em teu coração.
Porque o que ligares no Céu, será ligado na Terra também.
E, na verdade, esse céu é em teu próprio coração.
Então, ligue teu psiquismo aos bons propósitos.
Não procures por demandas ou desforra de algum revés.
Trabalhe em ti mesmo a paciência e a compreensão.
Que o teu querer seja o da Luz!
Que o teu bem seja a paz de espírito.
Que a tua senda seja o teu sorriso.
Que tu saibas dizer não para o teu ego e, sim, para a consciência cósmica.
Tua canção não é só tua! Nem teu corpo. Nem tua vida. Lembra-te disso!
E caminha com sabedoria em tua vontade, tuas escolhas e teus atos.
Porque isso é da tua conta!
E tudo o que semeares na senda, tu mesmo colherás.
Porque todo efeito procura sua causa correspondente.
Seja na Terra ou no Espaço, tu colherás o que plantares.
Portanto, esquece de qualquer mal que te fizeram e vence tuas fraquezas.
Tens um sol no peito e o céu em teu coração.
E, não te esqueças: tudo passa!
Ergue-te das cinzas do teu ego e levanta a cabeça para a Luz.
Há um Grande Amor operando em ti. Torna-te digno d’Ele.
Para que a tua senda seja linda e o teu labor iluminado pelo Alto.
Tua vida não é só tua, porque o Todo está em tudo.
Então, para frente... Rumo à consciência cósmica.
Tua jornada é a do Todo em ti mesmo!
 
Paz e Luz.
 
- Os Iniciados* –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Curitiba, 10 de outubro de 2009.)
 
- Nota:
* Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
 

As Três Religiões


AS TRÊS RELIGIÕES
- Por J. J. Benitez -
(Ao padre Eutimio, uma exceção).

Em busca da RELIGIÃO PERFEITA, capaz de aplacar minha constante insatisfação, olhei para trás.

Então vi uma humanidade primitiva, que adorava o raio e se prostrava temerosa diante do Sol e da Lua. E uns homens pintados, cobertos por máscaras e plumas dançavam ao redor do fogo, invocando o deus da chuva, clamando pela indulgência do deus dos ventos e pedindo a proteção do deus dos mortos. E aqueles feiticeiros eram temidos e servidos pelos homens, seus escravos.

Era a religião do medo.

Procurei então no presente. A humanidade não temia mais as forças da Natureza. O progresso havia dado um passo para uma nova religião: a da mente. Um sem-fim de igrejas lutava pela posse exclusiva da VERDADE. Todas dispondo de sua própria teologia e todas elas fazendo do princípio dogmático e da autoridade - que não deixa margem a discussões - as bases de sua existência.

Milhões e milhões de seres humanos aceitam sem discussão o agasalho que lhes dão tais religiões, que, em troca, entretanto, pedem-lhes uma submissão cega e total. Estabelecidas e cristalizadas, essas igrejas são o refúgio mais cômodo para aquelas almas que se vêem assaltadas por dúvidas e incertezas. O preço a pagar é o da submissão e concordância intelectual a uns princípios, ritos e dogmas que, apesar de seu infantilismo e fossilização, são tidos e considerados como revelações divinas, manifestações sagradas e caminho de perfeição.

Diante dessas igrejas, vi centenas de milhares de novos feiticeiros, empenhados sobretudo na vigilância e manutenção desse princípio de autoridade. Com certeza não dançam ao redor do fogo nem fustigam seus fiéis com o látego, mas sua tirania acaba sendo mais cruel e desgastante: utilizam a obscura magia de palavras como Fé ou Salvação para destruir qualquer tentativa de liberdade e de busca espiritual.

É a religião do dogma.

Dirigi então meu olhar para o futuro. Por instantes senti-me perplexo: não vi nem igrejas nem religiões. Que teria acontecido?

A humanidade, em seu incessante avanço, havia terminado por compreender que o aprofundamento e o sempre parcial conhecimento das realidades eternas, da bondade do Pai Criador e do seu infinito poder e misericórdia nascem unicamente pelo espírito e por meio da vivência pessoal.

As cerimônias supersticiosas, as feitiçarias e as rígidas estruturas eclesiásticas haviam desaparecido, deixando lugar para a apaixonante aventura da busca pessoal. Os homens tímidos, vacilantes e temerosos de antanho eram já ousados e incansáveis "viajantes" de si mesmos, em constante e vivificante evolução. Da estagnação das religiões se havia passado à mais promissora das experiências, ou seja, encontrar Deus por nós mesmos e dentro de nós.

Será a RELIGIÃO do ESPÍRITO.

(Texto extraído do excelente livro “A Outra Margem”, de J. J. Benitez, escritor e pesquisador espanhol – Editora Mercúryo). 

Fundo do Poço

Fundo do Poço
Paulo Roberto Gaefke

Existem dias em que tudo o que enxergamos é o poço profundo,
é onde o abatimento pelas situações contrárias pesa,
é quando não temos mais desejo por nada.
Nosso olhar é para o chão, com foco no vazio.
Se dormimos, não sonhamos,
se sonhamos, são pesadelos,
se tentamos nos animar, é passageiro,
é como uma brisa que passa,
quando precisamos é de vento.

Pois é do fundo de poço que te faço o convite:
- olhe para cima!
Há uma luz brilhando na saída do poço!
Há uma esperança enorme que pode ser convertida,
que pode deixar de ser utopia para ser realidade.
Não olhe mais para o seu tamanho,
nem se fixe nos problemas,
apenas olhe para o alto do poço,
veja o sol refletindo nas paredes,
veja as gotas da chuva alimentando a terra,
gerando nova vida.

Assim, eu te digo, que "Aquele" que se preocupa com a semente,
que se importa com os passarinhos,
que tem velado pelas árvores, pelos oceanos,
se preocupa com você e,
"tem tanto amor para lhe entregar,
que mesmo entre as piores dores,
você vai se levantar."

Esse é o Deus que não mede distâncias,
que não escolhe privilegiados,
que hoje sai pelas ruas em busca dos que estão doentes,
dos que estão encarcerados em si mesmos,
dos que tem a visão embaçada,
e até daqueles que nunca o procurou,
e se mostra simples, se faz humilde,
abre os braços fraternos e diz:
Estou aqui!

Entregue-se a este abraço eterno,
que te aliviará os fardos do tempo,
renovará sua jornada, te fará uma nova pessoa,
pois em Cristo, tudo se renova,
tudo se faz novo, até o fundo do poço,
ganha cores impressionantes,
e deixa de ser um buraco escuro,
para ser plataforma para a sua subida,
para o alto, seguro e confiante,
repetindo com certeza, sem hesitação:
-Cristo está comigo, a quem temerei?
Esta é a minha mensagem, para o seu coração.
Que assim seja!

Amor - O que vale a pena!


AMOR – O QUE VALE A PENA!
 
Parece longe, mas é tão perto.
Procuramos fora, mas está dentro de nós mesmos.
Um Grande Amor...
Dentro do coração.
 
Podemos estender nossas mãos na cura...
Podemos fazer muitas coisas juntos...
Podemos cantar algo lindo...
Mas, sem amor, nada realizaremos.
 
Às vezes, parecemos loucos e nos perdemos.
Desdenhamos o valor que carregamos em nós mesmos.
E ficamos apagados, pois, sem alma, nada somos.
 
Podemos ser fortes no mundo, mas é só aparência.
A força real vem do coração... Vem da Luz!
Sim, surge dentro da alma, que reconhece o amor.
 
Ah, vamos estender as mãos para fora, mas com coragem...
Sem medo do reencontro com nós mesmos.
Com a força do coração.
 
Podemos entender os mecanismos do corpo e da mente...
Mas, sem amor, nada seremos, e nossas canções serão falsas.
E nada de fora poderá nos ensinar isso.
Porque está dentro! E só o coração compreende...
 
Ah, vamos dar as mãos, mas com coragem e alma.
Pois somos iguais crianças diante do Infinito...
Podemos curar nossas feridas de dentro, com a Luz.
Podemos vencer os nossos medos e sermos melhores.
Se houver coragem... E amor.
 
Muitos que parecem juntos, na verdade, estão longe.
Corpos colados, almas distantes.
Mas, o amor pode aproximar os corações, de verdade.
Então, vamos dar as mãos, com coragem;
Pois merecemos ser felizes.
 
Ah, de que nos adianta ganhar o mundo, se perdermos a alma?
Não estamos sós. Tem uma luz dentro de nossos corações.
Precisamos reencontrá-la... Para voltarmos a brilhar.
 
Vamos fazer uma canção sobre as estrelas...
De dentro, e de fora, com coragem e fé.
Pois somos iguais crianças diante do Infinito...
 
Está dentro!
Sempre esteve...
Tão perto.
Um Grande Amor...
Dentro do coração.
 
P.S.:
O amor não pode ser comprado ou vendido.
Não depende de aparência ou idade.
Simplesmente existe.
Nada tem a ver com TER.
Mas, com SER.
É o que faz valer a pena.
E quem ama, sabe.
Amor não se explica, só se sente.
 
Coragem e Amor.
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – contente e consciente...
São Paulo, 04 de agosto de 2009.

A Matematica das Emoções

A MATEMÁTICA DAS EMOÇÕES
 
- Por Renato Stella -
 
Que matemática é essa, onde se torce para que, do outro lado do sinal de igual, as coisas fiquem tão mal?
Na matemática das emoções, quanto mais negativo eu mando para o outro lado, mais negativo eu fico do lado de cá do sinal. Mandando negativo para o outro lado, nunca haverá igualdade dos dois lados. O meu sempre ficará mais negativo.
Na matemática que ensinam na escola, isso estaria errado. Mas, na matemática das emoções, é o que ocorre. Deve ser por isso que eu sempre tive dificuldades com a matemática da escola.
Para essa conta dar certo, eu deveria retribuir o negativo, cobrindo-o de positivo, até que ambos se tornem positivos. Só assim haverá igualdade dos dois lados do sinal. Só assim os dois lados sairiam ganhando. Por que não ensinam essa matemática nas escolas?
Na matemática da escola, se eu tenho algo bom e divido com alguém, esse bem diminui em mim. Mas, na matemática dos sentimentos, o único jeito de multiplicar o bem em mim, é dividindo-o com os outros. Na matemática da escola, essa operação dá errado. Mas, na matemática da vida, dá certo.
Deve ser por isso que tem tanta gente errando nas contas da vida. Não nos ensinaram essa matemática. Não nos disseram, por exemplo, que tentar dividir os que estão do outro lado do sinal, gera uma conta de subtração do lado de cá. Quanto mais eu divido lá, mais o positivo aqui diminui, até se tornar negativo.
Se, no final das contas, os valores dos dois lados do sinal têm que ser iguais, então que sejam ambos positivos. Só assim vale brincar de fazer conta. Só assim para eu gostar de matemática.
E você? Como anda a sua matemática das emoções? Está tirando nota alta, ou "tomando pau" da vida?
Nas suas operações de dividir, está dividindo o seu bem com os outros, ou vive tentando dividir os outros?
Quando multiplica, multiplica seu amor, ou multiplica a sua dor?
E o negativo do seu coração, tem diminuído?
Como se faz para diminuir o negativo do coração? Que tal aprender a ver o positivo em tudo - até naquilo que parece negativo -, e aspirar esse positivo para dentro do peito?
Para quem já se encontrou, todas as contas dão positivo. Todas as experiências somam, e ele sempre fica com a sensação de que saiu ganhando.
Dividindo seu bem com os outros, multiplica o bem em si mesmo; transforma o negativo dele mesmo em positivo para o mundo, e a matemática dos sentimentos dá certo.
Será essa a tal "Equação de Deus" que os cientistas tanto procuram?
Será que eles estão procurando no lugar certo?
Quem sabe, praticando a matemática da consciência equilibrada, aquela dos grandes mestres, a gente pare de se sentir dividido, e sinta-se uno com o Um que tudo é.
 
Paz e Luz.
 
- Nota de Wagner Borges: Renato Stella é músico e nosso amigo e participante do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB.

O Verdadeiro Poder

O VERDADEIRO PODER

Era uma vez um jovem guerreiro famoso por sua invencibilidade.

Era um homem cruel e, por isso, temido por todos.

Quando se aproximava de uma aldeia, os moradores abandonavam
suas casas, e fugiam para as montanhas, porque sabiam que ele não
poupava nada, nem ninguém.

Certo dia, ele e seu exército aproximaram-se de uma aldeia na
qual vivia um sábio ancião.

Todos os habitantes fugiram assustados, menos ele.

O guerreiro entrou na vila e, como de costume, incendiou
casas e matou os animais que encontrou.

Logo chegou à casa do sábio, que permanecia em pé ao lado da
porta de entrada, serenamente.

Quando eles se encontraram, o guerreiro impiedoso disse-lhe
que seus dias haviam chegado ao fim, mas que, no entanto, iria lhe
conceder um último desejo antes de passá-lo pelo fio de sua espada.

O velhinho, sem alterar o seu semblante, disse-lhe que
precisava que o guerreiro fosse até o bosque e que ali cortasse um
galho de árvore.

O jovem achou aquilo uma grande besteira, mas decidiu
atendê-lo, entre gargalhadas e deboches.

Foi até o bosque e com um único golpe de espada cortou um
galho de árvore.

"Muito bem." - disse o ancião, quando o guerreiro voltou -
"quero saber agora se o senhor é capaz de recolocar este galho na
árvore da qual o arrancou."

O jovem guerreiro entre gargalhadas, chamou-o de louco,
respondendo-lhe que todos sabiam que era impossível colocar o galho
cortado na árvore outra vez.

O ancião sorriu e lhe disse: "louco é o senhor, que pensa ter
poder só porque destrói as coisas e mata as pessoas que encontra pela
frente. Quem só sabe destruir e matar não tem poder. Poder tem
aquele que sabe juntar, que sabe unir o que foi separado, que faz reviver o
que parece morto. Poder tem aquele que produz, que cria, que mantém.
Essa pessoa, sim, tem o verdadeiro poder."

Muitos são os que acreditam deter o poder porque atemorizam
os demais, ou porque conseguem destruir o que encontram pela frente.

Acreditam-se poderosos porque são capazes de derrubar
pessoas, destruir grandes obras e silenciar vozes.

Mas isso é um grande engano.

O verdadeiro poder não reside em arrasar existências e fazer
cair por terra o trabalho dos outros.

Não se prova ter poder por meio da força bruta ou através de
gritos e ameaças.

Isso demonstra, tão somente, grave desequilíbrio.

Desfazer o que outros produziram ou tentar abalar edificações
morais, tão duramente estabelecidas, em nada auxiliarão o nosso
próprio desenvolvimento.

Tantos são os que agem assim, crendo-se poderosos, iludindo-
se e distribuindo dores ao longo de suas pegadas.

Por outro lado, tão poucos ainda são capazes de edificar, de
construir, ou, ainda, de reerguer o que foi destruído.

Tão poucos se dispõem a persistir, a resistir diante dos
vendavais das dificuldades. Estes, sim, possuem um poder realmente
significativo.

Pense nisso!

Há muito a ser reconstruído.

Há muito mais, ainda, a ser feito.

Tantos caminhos aguardam para serem trilhados.

Há tantas tarefas a serem concluídas.

Há pontes de compreensão a serem construídas para superar os
despenhadeiros da intolerância.

Há abrigos de solidariedade e de consolo a serem edificados
para refugiar aqueles que sofrem.

O poder verdadeiro é o daquele que cria, que mantém, que
reconstrói, não apenas um dia, mas todo momento, por toda uma vida.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro As
mais belas parábolas de todos os tempos, vol. I, pp. 31-32, Ed.
Leitura, 7ª edição, organizado por Alexandre Rangel.
http://www.momento.com.br

Caráter - Obra de Luz da Consciência


CARÁTER – OBRA DE LUZ DA CONSCIÊNCIA
 
Para deixar o clima psíquico cair, é só se deixar levar...
As pessoas adoram as coisas do mundo, que sempre passam.
Idade, aparência, posses físicas... Tudo é coisa transitória.
E quem pode comprar lucidez, discernimento, paz e amor real?
Um copo de bebida não mata a sede de amor e nem tira o vazio.
Ter poder sobre os outros não significa ter poder sobre si mesmo.
Viajar pelo mundo é bom. Mas, sem consciência, é apenas rodar no vazio.
Conhecer o mundo não significa conhecer a si mesmo.
Um prêmio ou título acadêmico não garante sabedoria alguma.
A atitude conta mais, porque revela o que cada um é realmente.
E isso não é mensurado por valores teóricos, mas pelas opções assumidas.
As provas da vida não têm hora para chegar. Elas simplesmente acontecem.
É nas horas dos reveses que se vê a têmpera e o valor real que cada um comporta.
Na maioria das vezes, a dor é o grande acelerador evolutivo das pessoas.
E nem sempre ela é visível e tangível. Pode ser interna, como a dor do vazio.
Muitas provas acontecem dentro do coração do homem: são provas de caráter!*
Todos passam por isso, desde os homens comuns até os iniciados e mestres.
Só o Grande Arquiteto Do Universo é que sabe tudo! Só o Todo compreende o Todo.
Diante das provas do caminho, o que vale é o caráter e a força do coração.
E isso não se compra em lugar algum, nem é dado a ninguém. É valor de consciência.
É intransferível e independe de idade, raça, sexo ou cultura. É atitude consciente.
Cada um apresenta na atitude o que já carrega dentro de si mesmo. Isso é da vida.
A luz vem de dentro, o amor flui do coração, e, se o espírito sair, o corpo desaba.
Logo, o que é real vem de dentro. A força para vencer as provas está nisso!
Ninguém compra caráter! Nem amor, nem luz, nem paz, nem lucidez, nem equilíbrio.
Diante de um revés da vida, que valor transitório é capaz de segurar a onda?
Viver nesse mundo sem o revestimento de caráter apropriado é loucura mesmo.
Significa andar sobre espinhos com os pés descalços, ou viver sem sol no coração.
Encher a cara de álcool ou drogas não preenche o vazio de consciência.
“Passar a perna em alguém” é o mesmo que cuspir para cima: sempre cai de volta...
Deixar-se levar pelas coisas e situações sempre tem um preço: aumenta a fraqueza.
Assim como se achar o máximo sempre leva a grandes derrapagens na jornada.
Às portas da morte, o que brilha é o caráter do homem, não suas posses e ilusões.
O que cada um pensa e faz é o que importa. É a sua luz que vale, não os seus títulos.
É na luz do coração que está a verdade de cada um. E só o Todo é que vê isso.
Portanto, a tarefa mais importante de todas é conhecer a si mesmo!
E, para isso, é preciso caráter. E isso não se compra. É estado de consciência.
Da mesma forma, um coração medíocre não suporta um Grande Amor.
E conhecimento profundo não cabe em mentes rasas. E quem é trevoso não quer luz.
Não há nenhum poder no mundo capaz de ensinar alguém a perdoar e a ser feliz.
E quem poderá aplacar a dor do vazio existencial dentro do coração de outro?
Mesmo com ajuda externa, o lance da cura é interno e intransferível.
A eclosão da luz de dentro só ocorre mediante esforço e vontade de melhorar.
As ilusões levam aos abismos da dor e os arroubos de arrogância custam caro.
Por isso, a dor chega aos homens, por dentro e por fora, para acabar com a inércia!
Contudo, quando há caráter, há compreensão. E aí, a dor não gera mais revolta.
Muito pelo contrário, traz lição. E isso não tem preço! É valor de consciência.
E só o Todo é que sabe o que se passa dentro de cada coração.
Todos passam reveses e altos e baixos em suas vidas. Isso faz parte da jornada.
Mas quem quer mais luz, que seja luz! E reforce o caráter no que é real e valoroso.
Ninguém sabe a hora de sua partida deste mundo – e nem o teor de suas provas.
O que se sabe é isso: cada um dá ao mundo o que tem dentro de si mesmo.
E, no final das contas, o que vale, na vida ou após a morte, é a luz que cada um leva.
Ah, quem quer mais luz, que se acautele, estude e trabalhe por isso...
E jamais desista, mesmo com toda pressão do materialismo do mundo dos homens.
Isso não é doutrina, é caráter! É estado de consciência, não é um lugar ou templo.
E de que adianta vestir uma roupa linda, se a própria aura** for uma miséria de luz?
Ah, os iniciados espirituais estavam certos: “Quem quer mais luz, que seja luz!”
E o mestre Jesus sabia das coisas, e ensinou: “A cada um segundo suas obras!”
E não, Ele não estava falando só sobre as obras tangíveis e visíveis dos homens.
Ele também se referia àquelas obras sutis, que estão dentro do coração.
Aquelas obras da paz e da luz, que só o Pai Celestial é que sabe...
As obras do caráter!
 
P.S.:
Existe uma grande fome de amor entre os homens, que coisa alguma do mundo pode aplacar. E, com esse vazio existencial grassando, o resultado é a dor.
Por isso, o lindo e profundo sábio espiritual Paramahamsa Ramakrishna*** ensinava que, “para andar sobre os espinhos do mundo e não se ferir, é preciso estar calçado com as sandálias do discernimento espiritual”. 
Sim, ele estava certo. Sem a luz do espírito para guiar a jornada da vida, o mundo se torna apenas um lugar de provas e expiações. E isso é um desperdício!
Esse pode ser um mundo de lições também. E a jornada, mesmo com todos os problemas, poderá ser linda, quando houver mais luz e compreensão. E isso é dentro de cada um. Porque, quando há luz, tudo muda. E a vida ganha novas cores e brilhos.
Ah, Jesus estava certo mesmo: “De que adianta a uma pessoa ganhar o mundo, se ela perder sua alma?”
 
(Dedicado a todos aqueles que, mesmo sob pesadas provas, ainda assim permanecem fortes e sinceros em suas jornadas espirituais, de todos os lugares e linhas, sem jamais renegarem a força do espírito em seus corações.)
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma; eterno neófito da Vida e do Todo, sempre tirando lição de cada coisa...
Jundiaí, 02 de janeiro de 2010.
 
 
- Notas:
* Na descrição clássica, caráter é o seguinte: “termo que designa o aspecto da personalidade responsável pela forma habitual e constante de agir peculiar a cada indivíduo; esta qualidade, é inerente somente à uma pessoa, pois é o conjunto dos traços particulares, o modo de ser desta; sua índole, sua natureza e temperamento. O conjunto das qualidades, boas ou más, de um indivíduo lhe determinam a conduta e a concepção moral; seu gênio, humor, temperamento, este, sendo resultado de progressiva adaptação constitucional do sujeito às condições ambientais, familiares, pedagógicas e sociais.”
No entanto, dentro de um contexto espiritual, como o desse texto, caráter é a força espiritual que anima o Ser e lhe dá forças para superar as provas da senda. É aquela têmpera forte que, mesmo diante de diversas pressões, jamais renega a espiritualidade; que, mesmo sob o escárnio e ceticismo doentio das pessoas em volta, mantêm a confiança espiritual num Poder Maior.
Às vezes, esse caráter é chamado em algumas linhas espirituais de “Flama Espiritual”, “Luz do Coração”, “Sol das Almas”, “Sraddha” (do sânscrito, fé espiritual; confiança no Eterno), ou “Luz do Espírito”.
** Aura – do latim, aura - sopro de ar – halo luminoso de distintas cores que envolve o corpo físico e que reflete, energeticamente, o que o indivíduo pensa, sente e vivencia no seu mundo íntimo; psicosfera; campo energético.
*** Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século XIX e que é considerado até hoje um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma idéia de sua influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século XX se referiram a ele com muito respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.
 
 

A Grande Lição do Tao: Simplismente, Ser!


A GRANDE LIÇÃO DO TAO: SIMPLESMENTE, SER!
(Toques Espirituais de um Amparador Chinês)
 
A estrada da vida é longa...
Assim como é infinito o número de estrelas.
Só o Tao (1) sabe quantas há... Mas Ele não diz.
Porque, talvez, isso não seja tão importante.
 
Mais importante é a vida...
Cheia de Chi (2) no coração.
O Yang e o Yin se mesclando...
O Céu e a Terra dançando entrelaçados.
 
O homem e a mulher são pólos opostos...
Da mesma canção.
Às vezes, dão certo; outras vezes, não.
O que sobra é lição.
 
Nem todos são capazes de aprender.
Muitos odeiam; outros perdoam.
No entanto, o Tao é sempre o mesmo:
Sereno e insondável.
 
Quem se agita, perde o foco.
Quem bate, é fraco.
Quem odeia é doente.
E quem compreende a lição é sábio.
 
Ninguém pode descrever o Tao.
E quem tenta é louco.
Só o Tao compreende o Tao.
Cabe aos homens compreenderem a si mesmos.
 
O infinito não cabe em mentes pequenas e rançosas.
Nem o Tao visita corações vingativos.
Por isso, o Chi de quem odeia é sujo.
E um manto de trevas cobre o Ser.
 
O Chi amarelo faz muito bem para a cabeça (3).
Limpa os pensamentos aflitivos.
E nutre a mente de idéias claras e nobres.
Então, tudo melhora.
 
O sábio carrega uma pérola em seu ventre (4).
E, quando o chão se abre sob seus pés, ele flutua.
Se os homens prestassem atenção nessa lição...
Flutuariam, e jamais sucumbiriam ao que é danoso.
 
Quando seu corpo dorme, o sábio voa, em espírito (5).
E frequenta a assembléia dos imortais no Céu.
Lá, ele aprende sobre os nove mundos siderais.
E, depois, volta contente para casa, agradecido.
 
O homem ansioso e triste não relaxa.
O apego é como um torniquete em sua mente.
Por isso, dorme e não voa; só se debate.
E, assim, deixa de aprender muitas coisas...
 
O bom pastor vela por suas ovelhas.
Assim como os sábios velam pelos que se esforçam.
Eles são irmãos mais velhos dos homens.
E eternos aprendizes doTao.
 
Emoções danosas causam muito mal.
Enquanto os sentimentos nobres curam.
Óleo e água não se misturam.
Amor e egoísmo também não.
 
A raiva ataca o fígado!
E isso atrai os espíritos famintos.
Eles se alimentam do Chi estagnado na região.
E fomentam mais confusões...
 
Cabe aos homens o cuidado com tal situação.
Carregar fantasmas em torno de si mesmo é horrível.
Quem permite isso, causa grandes danos em sua vida.
E passa a viver com o semblante fechado, sem alegria.
 
Por isso, os sábios sempre recomendam a serenidade.
Antes da ação impensada, a ponderação inteligente.
Diante de pequenas coisas, porque grandes explosões emocionais?
A vida segue... E o importante é a lição que fica.
 
Tudo vibra, mas o Tao é sempre sereno.
 
- Tao-Chi (6) –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 08 de dezembro de 2009.)
 
P.S.:
Esses escritos são a transcrição do que um dos espíritos do grupo do Tao-Chi me passou extrafisicamente, durante uma das experiências fora do corpo que vivencio durante o sono. Assim que voltei ao corpo denso, corri para digitar o que ele tinha me dito. Naturalmente que está escrito da forma como me lembrei e com o revestimento de minhas próprias palavras, mas mantendo o conteúdo taoísta das idéias dele.
Aliás, esses mentores chineses são muito legais. Ao longo dos anos, tenho aprendido muito com eles, notadamente sobre as saídas do corpo e as práticas bioenergéticas. Mas, o que mais chama atenção neles é o seu bom humor e sua simplicidade. Os caras são bem tranquilos e alegres. E sempre me ensinaram a ter mente aberta e coração generoso.
Ah, quantas vezes eles me levaram fora do corpo, por aí... Sempre em atividades de assistência extrafísica ou de aprendizado em algum lugar. E, em várias ocasiões, também me apontaram coisas minhas, que eu precisava consertar e trabalhar em mim mesmo. Eles sempre me disseram para não valorizar as emoções e coisas transitórias; e me ensinaram a focar o real e a tirar lições das situações. Também me falaram do valor da alegria e da riqueza que é respirar e comungar com o Chi da natureza. E a ver o Tao em todas as coisas e seres, e a jamais desejar o mal de ninguém.
O espírito que me passou esses escritos opera no plano extrafísico e é ligado aos ensinamentos expostos pelo sábio Lao-Tzé no “Tao Te Ching”. Segundo ele, os homens complicam demais as coisas, o que ele acha um absurdo, porque o Tao é tão simples e, por isso, é a Grande Maravilha das maravilhas, a Eterna Urdidura do Princípio Vital. E, quem medita nisso, aprende a lição e faz o amor aparecer no brilho dos olhos.
Aqui e agora, eu agradeço a esses amigos chineses, grandes amparadores extrafísicos (7); e, como não poderia deixar de ser, também agradeço ao Tao, por tudo.
 
Paz e Luz.
 
- Notas:
1. Tao - do chinês - "O Caminho"; "a essência de tudo"; "O Todo".
Na verdade, o TAO não pode ser descrito ou explicado por palavras humanas. Por isso, deixo a cargo do sábio Lao-Tzé uma explicação mais apropriada:
"Há algo natural e perfeito, existente antes de Céu e Terra.
Imóvel e insondável, permanece só e sem modificação.
Está em toda parte e nunca se esgota.
Pode-se considerá-lo a Mãe de tudo.
Não conhecendo seu nome, chamo-o TAO.
Obrigado a dar-lhe um nome, o chamaria Transcendente."
- Lao Tzé - in "Tao Te Ching" – China; Século VI a.C.
2. - Chi - do chinês - força vital, energia.
Dentro dos ensinamentos taoístas, a força vital é polarizada na natureza das coisas em dois aspectos fenomênicos: o Yin e o Yang, as alternâncias do Chi, as polaridades da energia.
3. Quando ele faz referência ao Chi amarelo sobre a cabeça, trata-se de uma prática de visualização criativa, onde a pessoa mentaliza uma massa de luz amarela brilhante irradiando do seu chacra coronário (o mais elevado centro energético, no topo da cabeça), e se espraiando sobre sua cabeça.
O objetivo disso é a limpeza psíquica das formas mentais densas que gravitam dentro do perímetro energético da aura da cabeça. Isso alivia a mente e clareia as idéias. E, se a pessoa fizer essa visualização enquanto cai no sono, noite após noite, com diligência e paciência, poderá experimentar uma melhoria de sua lucidez e memória mais clara das experiências fora do corpo durante o sono.
4. A pérola é uma das referências taoístas para a condensação da energia no tan-tien inferior (também chamado de esfera do elixir interior ou centro de Ching – situado no baixo-ventre)
5. Projeção da consciência – é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral – Ocultismo.
Projeção astral – Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo – Parapsicologia.
Viagem da alma – Eckancar.
Viagem espiritual – Espiritualismo.
Viagem fora do corpo – Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) – Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.
6. Tao-Chi: Equipe extrafísica de amparadores ligados à atmosfera espiritual do Taoísmo. Originalmente eram duas equipes: a equipe Tao e a equipe Chi. Posteriormente, as duas equipes se fundiram numa só: Tao-Chi.
Esse grupo me passa ensinamentos oriundos do Taoísmo adaptados à realidade ocidental e aos estudos espirituais modernos, notadamente sobre as projeções da consciência – experiências fora do corpo - e os estudos de Bioenergia.
São exímios manipuladores de energia e ajudam a muitos projetores extrafísicos.
7. Amparador extrafísico – entidade extrafísica e positiva que ajuda o projetor nas suas experiências extracorpóreas; mentor extrafísico; mestre extrafísico; companheiro espiritual; protetor astral; auxiliar invisível; guardião astral; guia espiritual; benfeitor espiritual.
 
 

Caminhar

Caminhar (Tenório Telles*)

A vida não é um caminho fácil. É uma travessia repleta de desafios, em
que somos chamados, a todo instante, a reafirmar convicções, valores e
os sonhos que nos sustentam. Não sabemos de onde viemos, nem para onde
vamos, mas, ainda assim, seguimos viagem, enfrentando tempestades, o
furor das vagas e o desconhecido. Buscamos. Estamos sempre em busca de
algo que dê sentido às nossas vidas, que nos proporcione alegria e
contentamento, ainda que sejam tantas as dúvidas, os medos e as
incertezas.

O fato é que somos impelidos a seguir. A vida, como um rio, segue
sempre, embora seja difícil decifrarmos os mistérios de seu caminhar,
as surpresas que nos esperam, as perdas e os naufrágios. Não há viagem
sem percalços, enganos e desencontros. Dessas vivências, marcantes e
dolorosas, nascem o aprendizado das coisas, a maturidade e o
entendimento. Não há como crescer sem pagar o tributo necessário à
vida. Por isso, trazemos no corpo e no ser as marcas dos embates que
travamos nesse percurso pelas veredas do mundo.

Esse caminhar pela enigmática geografia da existência é um campo de
provas. Nossa força e valores são testados; nossa fé e resistência são
desafiadas cotidianamente. Essas experiências fazem parte do processo
de depuração e fortalecimento de nossa têmpera, como o aço que adquire
solidez pelo fogo. É verdade que nem todos suportam o desespero das
provações. Não são poucos os que sucumbem, que buscam os atalhos ou se
acomodam à sombra da covardia ou sob a proteção dos tiramos e
poderosos. Ao invés de assumir o comando de suas vidas, contentam-se
em ser coadjuvantes. Traem o milagre e a promessa que lhes estava
destinada.

Gente assim é como árvore estéril, não dá frutos. Vive o amargor da
irrealização, a vergonha de estar sempre a serviço das ambições
alheias, a angústia de não ter tido coragem para enfrentar o destino e
experimentar a maior de todas as conquistas: SER. Como é triste a
existência desses seres obscuros que cumprem suas histórias sem
ousadia, sem paixão e sem esperança. Como árvores estéreis, não
florescem. Que triste viver, sem florir, sem encantar os olhos dos
passantes com a beleza e o brilho de suas folhas e frutos! Ou sem a
alegria dos passarinhos atraídos pelo perfume de suas flores!

A vida, entretanto, não é uma metáfora da derrota e da covardia. A
vida é uma metáfora da bravura, da generosidade e do amor. Os seres
humanos que perseveram no cultivo do bem, do compromisso com o próximo
e na esperança de construção de um mundo mais justo, construído sob o
signo da justiça e da dignidade, justificam o grande milagre, que é a
própria vida e seus encantos, e honram as conquistas e os valores mais
nobres da civilização. Fazem parte de uma linhagem de seres que trazem
no peito a luz e o sentimento do mundo. Por isso sofrem, por isso
sonham, por isso choram. Por isso se perguntam e, às vezes, se
desesperam, insurgem-se e se lançam no abismo da incerteza, de onde
ressurgem alados, pássaros brancos a serviço da liberdade e da
promessa de redenção do mundo. Por isso, seguem acreditando, apesar da
brutalidade, da opressão e da mesquinhez – essa ferrugem que
esteriliza os corações e obscurece os sentimentos.

Afinal, caminhar é uma escolha. Para os que ficam no porto, restam a
segurança, a rotina sufocante e a morte. Aos que seguem, que enfrentam
as incertezas e os temores do grande mar da vida, as belezas do
desconhecido, as riquezas da aprendizagem e a descoberta de tesouros
só reservados aos que ousaram ser senhores de suas histórias e
verdades. E depois de tudo, seguir caminhando. Afinal, é quando
chegamos à outra margem que começa verdadeiramente a viagem.

*Tenório Telles é escritor, poeta e membro da Academia Amazonense de Letras.

 

Objetivo de uma Escola Iniciática

Objetivo de uma Escola Iniciática



"Uma Escola Iniciática... É tempo de se ter uma ideia mais precisa do que
ela realmente é, ou do que ela deva ser. Ainda são muitos aqueles que acham
que ali obterão clarividência, poderes mágicos e todo tipo de faculdade
sobrenatural que permitirão satisfazer a sua necessidade do maravilhoso e do
fantástico, ou apenas para satisfazer desejos e ambições pessoais.
Mas não! A verdadeira razão de ser de uma Escola Iniciática é levar os seres
humanos a fazerem um trabalho incessante para a realização do Reino de Deus
sobre a Terra, isto é, a fraternidade entre os homens. Quem decidiu realizar
esse trabalho não precisa ser um mago, um clarividente, ou ter poderes
excepcionais: só precisa se tornar mais sábio, mais puro, mais generoso e
mais senhor de si."

Omraam Mikhaël Aïvanhov

Consciência: O caminho para escapar do sofrimento

CONSCIÊNCIA: O CAMINHO PARA ESCAPAR DO SOFRIMENTO

Não crie mais sofrimento no presente

Ninguém tem uma vida livre de sofrimento e mágoa. Não é uma questão de aprender a viver com isso, em vez de tentar evitar?

A maior parte do sofrimento humano é desnecessária. Ele se forma sozinho, enquanto a mente superficial governa a nossa vida.
O sofrimento que sentimos neste exato momento é sempre alguma forma de não-aceitação, uma forma de resistência inconsciente ao que é. No nível do pensamento, a resistência é uma forma de julgamento. No nível emocional, ela é uma forma de negatividade. O sofrimento varia de intensidade de acordo com o nosso grau de resistência ao momento atual, e isso, por sua vez, depende da intensidade com que nos identificamos com as nossas mentes. A mente procura sempre negar e escapar do Agora. Em outras palavras, quanto mais nos identificamos com as nossas mentes, mais sofremos. Ou ainda, quanto mais respeitamos e aceitamos o Agora, mais nos libertamos da dor, do sofrimento e da mente.
Por que a mente tem o hábito de negar ou resistir ao Agora? Porque ela não consegue funcionar e permanecer no controle sem que esteja associada ao tempo, tanto passado quanto futuro, e assim ela vê o atemporal Agora como algo ameaçador. Na verdade, o tempo e a mente são inseparáveis.
Imagine a Terra sem a vida humana, habitada apenas por plantas e animais. Será que ainda haveria passado e futuro? Será que as perguntas “que horas são?” ou “que dia é hoje?” teriam algum sentido para um carvalho ou uma águia? Acho que eles ficariam intrigados e responderiam: “Claro que é agora. A hora é agora.
O que mais existe?”

Não há dúvidas de que precisamos da mente e do tempo, mas, no momento, em que eles assumem o controle das nossas vidas, surgem os problemas, o sofrimento e a mágoa.
Para ter certeza de que permanece no controle, a mente trabalha o tempo todo para esconder o momento presente com o passado e o futuro. Assim, a vitalidade e o infinito potencial criativo do Ser, que é inseparável do Agora, ficam encobertos pelo tempo e a nossa verdadeira natureza é obscurecida pela mente. Todos nós sofremos ao ignorar ou negar cada momento precioso ou reduzi-lo a um meio para alcançar algo no futuro, algo que só existe em nossas mentes, nunca na realidade. O tempo acumulado na mente humana encerra uma grande quantidade de sofrimento cuja origem está no passado.

Se não quer gerar mais sofrimento para você e para os outros, não crie mais tempo, ou, pelo menos, não mais do que o necessário para lidar com os aspectos práticos da sua vida. Como deixar de “criar” tempo? Tendo uma profunda consciência de que o momento presente é tudo o que você tem. Faça do Agora o foco principal da sua vida. Se antes você se fixava no tempo e fazia rápidas visitas ao Agora, inverta essa lógica, fixando-se no Agora e fazendo visitas rápidas ao passado e ao futuro quando precisar lidar com os aspectos práticos da sua vida. Diga sempre “sim” ao momento atual. O que poderia ser mais insensato do que criar uma resistência interior a alguma coisa que já é? O que poderia ser mais insensato do que se opor à própria vida, que é agora e sempre agora? Renda-se ao que é. Diga “sim” para a vida e veja como, de repente, a vida começa a trabalhar mais a seu favor em vez de contra você.

O PODER DO AGORA
UM GUIA PARA A ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL
Eckhart Tolle

Você não é a sua mente

VOCÊ NÃO É A SUA MENTE

O maior obstáculo para a iluminação

Iluminação – o que é isso?

Por mais de trinta anos um mendigo ficou sentado no mesmo lugar, debaixo de uma marquise. Até que um dia, uma conversa com um estranho mudou sua vida:
– Tem um trocadinho aí pra mim, moço? – murmurou, estendendo mecanicamente seu velho boné.
– Não, não tenho – disse o estranho. – O que tem nesse baú debaixo de você?
– Nada, isso aqui é só uma caixa velha. Já nem sei há quanto tempo sento em cima dela.
– Nunca olhou o que tem dentro? – perguntou o estranho.
– Não – respondeu. – Para quê? Não tem nada aqui, não!
– Dá uma olhada dentro – insistiu o estranho, antes de ir embora.
– O mendigo resolveu abrir a caixa. Teve que fazer força para levantar a tampa e mal conseguiu acreditar ao ver que o velho caixote estava cheio de ouro.
Eu sou o estranho sem nada para dar, que está lhe dizendo para olhar para dentro. Não de uma caixa, mas sim de você mesmo. Imagino que você esteja pensando indignado: “Mas eu não sou, um mendigo!”
Infelizmente, todos que ainda não encontraram a verdadeira riqueza – a radiante alegria do Ser e uma paz: inabalável – são mendigos, mesmo que possuam bens e riqueza material. Buscam, do lado de fora, migalhas de prazer, aprovação, segurança ou amor, embora tenham um tesouro guardado dentro de si, que não só contém tudo isso, como é infinitamente maior do que qualquer coisa oferecida pelo mundo.
A palavra iluminação transmite a idéia de uma conquista sobre-humana – e isso agrada ao ego –, mas é simplesmente o estado natural de sentir-se em unidade com o Ser. É um estado de conexão com algo imensurável e indestrutível. Pode parecer um paradoxo, mas esse “algo” é essencialmente você e, ao mesmo tempo, é muito maior do que você. A iluminação consiste em encontrar a verdadeira natureza por trás do nome e da forma. A incapacidade de sentir essa conexão dá origem a uma ilusão de separação, tanto de você mesmo quanto do mundo ao redor. Quando você se percebe, consciente ou inconscientemente, como um fragmento isolado, o medo e os conflitos internos e externos tomam conta da sua vida.
Adoro a definição simples de Buda para a iluminação: “É o fim do sofrimento”. Não há nada de sobrehumano nisso, não é mesmo? Claro que não é uma definição completa. Ela apenas nos diz o que a iluminação não é: não é sofrimento. Mas o que resta quando não há mais sofrimento? Buda silencia a respeito, e esse silêncio implica que teremos de encontrar a resposta por nós mesmos. Como ele emprega uma definição negativa, a mente não consegue entendê-la como uma crença, ou como uma conquista sobre-humana, um objetivo difícil de alcançar. Apesar disso, a maioria dos budistas ainda acredita que a iluminação é algo apenas para Buda e não para eles próprios, pelo menos, não nesta vida.

O PODER DO AGORA
UM GUIA PARA A ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL
Eckhart Tolle

Enxofre, Mercúrio e Sal

Enxofre, Mercúrio e Sal


"Os alquimistas trabalham principalmente com três corpos: o Enxofre, o
Mercúrio e o Sal. Nesse caso, porém, não se trata do enxofre, do mercúrio e
do sal que nós conhecemos. E os alquimistas explicam assim a sua origem: o
fogo, agindo sobre o ar, formou o Enxofre. O ar, agindo sobre a água, formou
o Mercúrio. A água, agindo sobre a terra, formou o Sal. O Enxofre
corresponde ao princípio masculino, emissivo. O Mercúrio corresponde ao
princípio feminino, receptivo. E o Sal é o resultado da sua união, o filho
nascido deles. Cada um deles possui uma representação geométrica: o Enxofre,
um triângulo e uma cruz; o Mercúrio, a lua e a cruz; o Sal, a cruz no
círculo.
O enxofre, o mercúrio e o sal também são os símbolos dos três mundos:
espiritual, psíquico e físico. O enxofre é o símbolo do espírito; o
mercúrio, o da alma; e o sal, o do corpo físico. Quando vocês possuírem a
ciência dos três corpos (enxofre, mercúrio e sal), assim como a dos quatro
elementos (fogo, ar, água e terra), conhecerão os princípios da verdadeira
ciência alquímica."

Omraam Mikhaël Aïvanhov

Como funciona o Mundo Corporativo

Como funciona o Mundo Corporativo

'Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho, era criativa, motivada, produtiva e feliz.

O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.

Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.

E colocou uma barata que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.

A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.

Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.

O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões de Diretoria.

A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela de papéis e reuniões!

O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.

O cargo foi dado a uma cigarra,  que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial.

A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias, ações de marketing e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.

A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima.

Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.

A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: Há muita gente nesta empresa!

E adivinha quem o marimbondo mandou demitir?

A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida. '


*Já viu esse filme antes?*

Mensagem da Criança

Mensagem da Criança

Dizes que sou o futuro.
Não me desampares o presente.
Dizes que sou a esperança da paz.
Não me induzas à guerra.
Dizes que sou a promessa do bem.
Não me confies ao mal.
Dizes que sou a luz dos teus olhos.
Não me abandones às trevas.
Não espero somente o teu pão.
Dá-me luz e entendimento.
Não desejo tão só a festa de teu carinho.
Suplico-te amor com que me eduques.
Não te rogo apenas brinquedos.
Peço-te bons exemplos e boas palavras.
Não sou simples ornamento de teu caminho.
Sou alguém que bate à porta em nome de Deus.
Ensina-me o trabalho e a humildade, o devotamento e o perdão.
Compadece-te de mim e orienta-me para o que seja bom e justo...
Ajuda-me hoje para que amanhã eu não te faça chorar.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Antologia da criança. Ditado pelo Espírito Meimei. IDEAL.

O Verdadeiro Véu

O Verdadeiro Véu

por Geoffrey Hoppe

O pessoal da metafísica fala sobre “o véu”, referindo-se à barreira invisível que separa o nosso mundo 3D dos reinos angélicos. Eles (nós) usam uma variedade de métodos para penetrar o véu, da meditação, estados de transe, drogas ou cabanas de suor a médiuns e canalizadores. Algumas pessoas conseguem escapulir do véu às vezes, mas poucos conseguem caminhar entre os mundos regularmente.
Mas o verdadeiro véu não é, necessariamente, o que nos separa dos reinos exteriores. O verdadeiro véu nos separa dos potenciais mais grandiosos aqui mesmo, na Terra. É o véu que detém a nossa criatividade. Ele nos impede de solucionar problemas e desafios. Esgota nossa energia. E tranca-nos numa caixa de limitações.

Confrontamo-nos com desafios – grandes e pequenos – a cada dia de nossas vidas. Seu carro quebra. Seu horário cheio o impede de fazer duas coisas ao mesmo tempo. Você não consegue descobrir como pagar suas contas e ainda ter dinheiro sobrando para as coisas que quer realmente fazer. Seus filhos têm problemas e querem que você os resolva, embora você esteja cheio deles até o último fio de cabelo. Suas emoções destrambelham-se e você não consegue descobrir como se ancorar. Você quer iluminação e consciência expandida, mas não tem certeza de como consegui-las. Esses são desafios cotidianos da vida real. Na maioria das vezes, nós fazemos algumas tentativas com a metade dos nossos corações para solucionar as coisas, e aí apenas levantamos as mãos com frustração e esperamos que, de algum jeito, isso vá funcionar.

O véu de verdade é preguiça. Ou, talvez, apatia. Ou, talvez, ausência de paixão. Ou talvez, apenas talvez, nos esquecemos de usar a nossa criatividade? O verdadeiro véu é complacência e status quo. O demônio que nos mantém em submissão é a nossa própria letargia.

Estou apaixonado pela impossibilidade. Foi aferventando durante o ano passado e agora está transbordando. Eu posso resumir isso em cinco perturbadoras palavras que ouço praticamente em todo lugar do mundo pelo qual viajo:

“Não, isso não é possível.” 

Você tem idéia da freqüência com a qual as pessoas dizem (ou pensam) isso? De alguma forma, em algum lugar, as pessoas foram programadas para soltar, automaticamente, essa frase sempre que se deparam com uma situação que as desafia. Apenas tente ligar para o serviço de atendimento ao cliente de uma companhia aérea. “Não, isso não é possível.” Elas têm regras e, droga, elas irão se ater a essas regras. Se você tiver que ir a um escritório do governo devido a impostos, licenças ou qualquer coisa, você será acolhido por um trabalhador sério que possui a palavra “NÃO” tatuada energeticamente em seu rosto. Atendentes de loja, garçons, recepcionistas de hotel, comissárias, programadores de computador, até o carteiro – parece que todos eles, em algum nível, concordaram com a consciência do “Não, isso não é possível.”

Embora esse véu pareça ser muito denso, na verdade é muito fácil de penetrar na sua própria vida. “Tudo é possível” quando você sai do velho estabelecimento mental do “Não”. Começa com as pequenas coisas e se expande para as grandes coisas. Funciona assim:

Você se depara com um desafio (coisas acontecem quando você está na realidade física).
Pare! Antes de reagir automaticamente dizendo “Não”, pare e respire fundo. Não é um problema, é só energia (como diz Adamus nas Escolas de Mistérios). O que parece ser um problema sem solução é, na verdade, uma divertida oportunidade de ativar as suas energias psíquico-criativas. Respire fundo e relaxe. Quando faz isso, você, na verdade, está permitindo que potenciais de consciência mais elevada o sirvam. Pare de pensar no problema por um instante e apenas inspire-o. Ahhh! De repente, a energia muda. De repente, você não se sente como se tivesse que colocar sua armadura de batalha, ou soltar impensadamente as temidas palavras “Não, isso não é possível.”

Nesse sagrado momento de pausa, você está dissolvendo, suavemente, o véu. É o véu do “não”. O véu dos potenciais limitados. O véu da submissão. Você abre um mundo de novas possibilidades e de Nova Energia. Pare de se concentrar no problema, e inspire os potenciais. Não pense, somente respire. Ahhhh!

Nesse momento sagrado, você também se realinhou com os atributos de pura energia do desafio. Agora, você não tem que “pensar” numa solução, ela vem até você! Dentro de um curto período de tempo, você, de repente, obtém a solução. “Uau”, você pensa consigo mesmo, “de onde ISSO veio!” Veio de você, do seu próprio reservatório de potenciais grandiosos. Agradeça a si próprio, como diria Tobias.

Quando você for além do verdadeiro véu, as pessoas vão achá-lo brilhante. Problemas serão, agora, divertidos desafios – como solucionar um jogo de Sudoku – em vez de incômodos problemas que lhe esgotam a energia. Quanto mais você aplicar esta ferramenta simples, removedora do véu em sua vida, mais potenciais de energia criativa fluirão para você. “Não” se tornará uma palavra do seu passado e “Tudo É possível” será a canção da sua alma.

Querido Shaumbra, a natureza do trabalho que você está fazendo é desafiadora. Ela é contra a natureza da consciência de massa. Há forças (e pessoas) da velha energia conspirando contra você. Alguns aspectos seus o fazem pensar que você é o Palhaço, plantando dúvida e confusão em sua mente. Dizer “Não, isso não é possível” é uma reação programada às questões que vêm em sua direção todo dia. Mas, é claro, você é um Standard da nova consciência e um professor de potenciais grandiosos. Respire fundo. Ahhhh! Todas as coisas são possíveis, mesmo (e especialmente) que isso pareça impossível. Adiante com novos potenciais criativos! Além do verdadeiro véu voamos bem alto!

Tradução: Mabel Gouveia  mcgouveia@ymail.com
 

Nem luto, nem dramas... só estrelas!


NEM LUTO, NEM DRAMAS... SÓ ESTRELAS!
 
(Quando o Amor faz a dor ir embora...)
 
Ah, meu amigo!
Ninguém morre...
É só a vida que sorri em outro plano.
 
Os sentidos do corpo não registram quase nada.
Muito menos a totalidade do universo e seus desdobramentos.
Há coisas que não se vêem, só se sentem...
 
O Invisível é tão real quanto o visível.
Mas só o coração é que sabe disso.
Por isso, ele compreende o mistério...
 
Há canções que não se escutam com os ouvidos.
E toques que não são físicos.
Ah, quem é capaz de medir ou pesar um sentimento?
 
Muitos sentem saudades e vão aos cemitérios.
Mas há outros que olham para cima...
Porque sentem que o lar espiritual é o mesmo das estrelas.
 
Alguns olham fotos e choram, por um passado que não volta.
No entanto, outros olham para frente, e seguem...
Porque eles sentem algo a mais...
 
Ah, isso não se explica...
Porque é toque do Invisível no coração.
E faz olhar para cima, com os olhos brilhando.
 
Saudade não tem idade; nem nenhum espírito.
Sete palmos de terra não seguram o que é sutil.
Ah, a vida canta em tantos lugares...
 
E quem pode afirmar que só tem vida aqui?
O cadáver se dissolve no solo; a consciência, não.
O que é da Terra retorna para Ela; o que é das estrelas volta para elas...
 
A canção dos astros retumba por todas as esferas...
Mas só o coração escuta, e se encanta.
Porque, mesmo olhando para um túmulo, ele só vê estrelas.
 
Muitas vezes, a dor de uma perda faz tudo ficar sombrio.
Então, do Invisível descem toques sutis e amigos.
Que, de alguma maneira, sempre chegam a quem precisa.
 
Não são toques físicos, nem podem ser pesados ou medidos.
São como os sentimentos. Quem pode explicá-los?
Nas ondas do amor, desaparecem as tumbas, e só se vê estrelas.
 
E a dor se vai... E as flores ficam tão lindas.
E aí, não dá mais para colocá-las sobre uma tumba.
Dá vontade de oferecê-las para outro coração, pela vida.
 
Dá vontade de fazer algo bom, em homenagem a quem partiu.
E o luto se vai... Na vida, que sempre chama.
E isso não se explica, só se sente.
 
A vida pulsa em todos os planos...
E quem ama sabe disso.
Porque seu coração escuta o som das esferas.
 
Ah, meu caro!
Ninguém morre...
É só a vida que segue cantando, por aí...
 
Nada de tumbas ou dramas.
A vida é maior do que isso.
E sempre segue, na Terra, ou no Astral, e mais além...
 
P.S.:
Você queria uma mensagem espiritual.
Desculpe, mas não tenho nada aqui.
Porque eu não mando em nada, meu amigo.
Só escrevo o que sinto em meu coração.
E, muitas vezes, o Invisível me inspira nisso.
Não posso lhe provar nada (e nem quero).
No entanto, talvez você capte algo nessas linhas.
E, se assim for, sua dor irá embora.
Porque um Grande Amor ficará no lugar.
Então, finalmente você compreenderá...
Que há coisas que não se explicam, só se sentem.
E isso não está em meu poder, mas em você mesmo.
Oxalá você não veja mais túmulos tristes, mas, estrelas.
E que seus olhos sejam como dois sóis.
E que o Amor arrebate seu coração, meu amigo.
 
Om Mani Padme Hum!*
 
(Dedico esses escritos também para todos os que sofrem pela perda de alguém.
Eu gostaria de ir até vocês e abraçá-los, e dizer-lhes das presenças extrafísicas que vejo e que me pedem para escrever falando sobre a imortalidade da consciência; gostaria de estender o abraço delas até vocês, de alguma maneira; não para confortá-los de forma passiva ou doutrinária, mas, em nome da vida.
Ah, como eu gostaria de abraçá-los, de um a um, em nome de seus entes queridos que hoje vivem em outros planos. Contudo, não tenho esse poder e não mando em nada, só sei sentir e escrever. Nada posso provar, mas tem uma canção viajando por aí... E ela fala que as estrelas brilham muito mais no coração de quem ama.
Ah, o sábio grego Pitágoras estava certo. Ele sempre ensinou sobre a canção dos astros, retumbando de esfera em esfera...
E também o grande mestre Toth**, que, lá nas terras quentes do antigo Egito, ensinava para os iniciados que “o Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração”.
Oxalá os ensinamentos desses mestres da consciência calem fundo em seus corações, e que a dor de vocês vá embora... Na Luz do Todo, que está em tudo.)
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – cada vez mais, vendo estrelas... Com o coração.
São Paulo, 18 de dezembro de 2009.

Muitos chamados, poucos escolhidos....


MUITOS CHAMADOS, POUCOS ESCOLHIDOS...
 
- Por André Luiz -
 
Muitos dormem.
Poucos despertam.
 
Muitos reprovam.
Poucos ajudam.
 
Muitos aproveitam.
Poucos semeiam.
 
Muitos estudam.
Poucos aprendem.
 
Muitos determinam.
Poucos executam.
 
Muitos suspiram pela felicidade.
Poucos se conformam com o suor.
 
Muitos reclamam.
Poucos cooperam.
 
Muitos sonham.
Poucos fazem.
 
Muitos aconselham o bem.
Poucos o acompanham.
 
Muitos pedem.
Poucos dão.
 
Muitos desejam.
Poucos trabalham.
 
Muitos perturbam.
Poucos servem.
 
Muitos exigem.
Poucos colaboram.
 
Muitos esperam.
Poucos se movimentam.
 
Muitos apelam.
Poucos atendem.
 
O mundo é uma grande escola de preparação e aperfeiçoamento, em cujas classes o Senhor convida nominalmente a todos para o progresso no engrandecimento comum, entretanto, raros se fazem escolhidos pela cooperação, pelo aproveitamento e pela boa vontade.
 
(Recebido espiritualmente por Francisco Cândido Xavier - em Reunião Pública no Centro Espírita Luiz Gonzaga, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas Gerais, em 1951. Texto extraído do livro “Taça de Luz” – FEB.)