Por favor, preencha a atmosfera com a vibração sublime dos Santos Nomes:
Hare Krsna Hare Krsna Krsna Krsna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

BATIZADO NA UMBANDA

O QUE É O BATISMO

O Batismo é um rito de passagem, feito normalmente com água sobre o iniciado através da imersão, efusão ou aspersão. Este rito de iniciação está presente em vários grupos, religiosos ou não, especialmente no catolicismo.

SIGNIFICADO

Segundo o Aurélio, batismo vem do grego, baptismós, que significa mergulhar. Em latim, baptismu. É um sacramento religioso onde através da imersão, da ablução ou simplesmente da aspersão de água significa um renascer espiritual, com purificação de todas as culpas e pecados.

ORIGEM

A origem deste sacramento é tão antiga quanto a humanidade. Cada povo de uma forma ou de outra, sempre teve seu ritual iniciático.

Todos conhecemos a passagem do batismo de Jesus por João Batista. Ali o batismo foi feito por imersão.

As Igrejas Evangélicas e Protestantes praticam até hoje esta forma de batismo. Já na Igreja Católica, a forma comumente usada é de aspersão.

O BATISMO NA UMBANDA

Como em tantas outras religiões, também a Umbanda possui este ritual de iniciação.

Sendo uma religião cristã, a Umbanda usa o sacramento do batismo não apenas como iniciação do adepto, mas também como sacramento consagrando os filhos dos adeptos, como forma de protegê-los contra o mal e contra a negatividade.

Nesta religião, tanto é usada a forma de aspersão (normalmente quando é realizado dentro dos terreiros) como também de imersão (nos rituais de cachoeira).

Como na Igreja Católica, os neófitos indicam padrinhos para orientá-los no caminho da espiritualidade, só que diferentemente daquela, na Umbanda, tais padrinhos podem ser guias ou orixás, os quais serão devidamente representados por seus médiuns na hora da consagração.

LOCAIS PARA A PRÁTICA DO BATISMO

O ritual pode ser praticado dentro do próprio terreiro como também na cachoeira, local de maior vibração de Mãe Oxum, mãe e protetora de todos os filhos de Umbanda e senhora das águas doces.

Em alguns terreiros, por orientação do chefe da casa, o batismo pode também ocorrer na praia, sendo então os filhos consagrados a Iemanjá.

FUNDAMENTO DO BATISMO

Independentemente da religião, é importante entendermos que o ritual fundamenta-se na limpeza áurica e na ativação dos chackras.

A água tem o simbolismo da limpeza, da purificação, jogada ou aspergida normalmente na cabeça, na altura do chackra coronário, simboliza a limpeza deste chackra e sua ativação, promovendo uma unificação com as forças espirituais superiores (lembrem-se que nas Igrejas Católica e Evangélica fala-se em batismo pelo Espírito Santo). Na Umbanda, além de ativarmos a ligação do chackra coronário com a força de Oxalá (Jesus), normalmente consagramos ainda a cabeça a Oxum, promovendo então, não só a limpeza espiritual como o fortalecimento e o equilíbrio das energias cósmicas com a energia terrena.

Além da lavagem, faz parte ainda do ritual a entrega de uma guia feita de contas (para os adultos e iniciados) ou de fitas nas cores azul e branca, como elemento de ligação e de proteção.

Há ainda o cruzamento de pemba, onde os chackras ligados à espiritualidade são cruzados, simbolizando o fechamento destes às forças negativas, ativando-os tão somente para a entrada de energias positivas e benéficas.

Como em todos os rituais de Umbanda, a cerimônia é permeada por pontos de louvação específicos para o ritual.

No mais, cada chefe de terreiro dará suas instruções para o ritual, pois que este depende ainda da linha e da falange que comanda a casa umbandista e sua forma de trabalho.

NA MATA VIRGEM

Por Rodrigo Queiroz



- Venha filho, vamos caminhar.
Assim anunciou o velho Pajé, balançando um maracá, quando me dei por conta
estava em meio a uma clareira em plena mata virgem, árvores frondosas e
maravilhosas raramente vistas no plano físico da vida. Ele me conduziu para
uma estreita trilha.
- Filho vamos para uma experiência importante, é necessário que não dê tanta
importância a beleza do lugar, mas sim apure seus sentidos, visão, olfato,
tato, paladar e serenidade. Perceba a textura do chão no seu pé, a leveza
das folhas em suas mãos, o cheiro de ervas no ar e a brisa fresca a
acarinhar sua face.
- Posso sentir o gosto de seiva na boca Pajé.
- Sinal que já está próximo do que quero filho. Respire fundo e feche os
olhos.
- Pajé, posso enxergar com olhos fechados! ? exclamei emocionado.
- O que vê filho?
- Vejo troncos de luz, silfos, salamandras, folhas irradiantes.

..
- Lentamente abra os olhos.
- Sim...
- Continua vendo?
- Nitidamente Pajé...
- O que vê filho é a vida neste reino natural, tão mal percebida pelos
encarnados e infelizmente entre os próprios fiéis do culto á natureza.
- Umbanda?
- Sim.
- Apure sua visão e perceba que é possível ver a seiva circular dentro das
arvores, escutar o coração bater no peito dos pássaros e experienciar a
presença dos entes invisíveis ao olho material, que são eles, os duendes,
gnomos, fadas, silfos, ninfas e tanto mais.
- Quanta beleza Pajé!
- Quanta vida filho, quanta vida!
- Sim, pulsante...
- Agora me acompanhe.
Nos dirigimos a outra clareira, lá tinha muitas pessoas, vestidas de branco,
colares, atabaque e muitas frutas, logo notei que se tratava de um terreiro
pronto a iniciar uma atividade, curioso fiquei a observar atentamente,
encantado com o toque harmônico da curimba e os raios de luz que espargiam
no ambiente em direção dos presentes a cada batida das mãos no couro. Alguns
outros se organizavam para no meio da roda depositar as oferendas, muitas
frutas, velas, incensos, bebidas. Conseguia visualizar a luminosidade aurica
de cada um, em cores e tons dos mais variadas.
- Filho, este grupo de cultuadores da natureza divina, está realizando um
culto de exaltação ao senhor das matas...
- Pai Oxossi!
- Sim, e para tanto é comum postar oferendas em seu louvor, na Umbanda
recorremos ao uso da natureza, como frutas, pedras, bebidas, incenso etc.
Dispensando qualquer uso de imolação de animais.
- Sei Pajé, compreendo e tenho pra mim que é o correto, somente que muitos
que cruzam o culto de umbanda com o africano recorrem á praticas da imolação
..
- Sim filho, porém não vamos acessar este assunto no momento, vamos nos ater
a esta liturgia de hoje e colher as impressões pertinentes.
- Sim Senhor.
Ele calado sacudia seu maracá e eu observando tudo, vi que as frutas emitiam
luzes e quando cortadas era como que se abrisse uma caixa de luz, que de
dentro um clarão escapava e por alguns minutos ficavam ali a iluminar e
criando um campo de luz e energia indescritível. Quando a curimba acelerou o
toque vi um portal se abrir na frente da oferenda e dele dezenas de caboclos
caboclas e encantados saíram, abraçaram todos os presentes, dançavam e
cantavam. Realmente era uma festa, uma exaltação e finalmente entoam o ponto

...As matas estavam escuras...e um anjo a iluminou...e no centro da mata
virgem...foi Oxósse quem chegou...mas ele é o rei ele é o rei ele é o rei...
As folhas no chão começaram a voar e as entidades presentes em reverência
batiam a cabeça ao chão, quando como que uma explosão e uma luz cegante se
fez presente um emissário do Sr. Oxossi, sua luz verde era intensa que não
pude me manter com a cabeça levantada, os caboclos ajoelhados bradavam em
reverência e louvor, do lado físico alguns médiuns entravam em transe
energético e a curimba acelerava o toque, poucos segundos passados novamente
a explosão e Oxossi se recolheu.
Na oferenda a luz era mais intensa.
Com os médiuns em oração e ajoelhados, as entidades estendiam as mãos em
direção a oferenda e o inusitado acontecia. Dos elementos saiam uma
substância esverdeada parecido com uma massa elástica que eles moldavam e
iam aplicando nos fiéis presentes, rapidamente era absorvido pelos chakras e
a luminosidade do corpo aurico deles era modificado, sutilizava e irradiava
mais. Por alguns minutos este procedimento ocorreu e as entidades se
recolheram para o portal mencionado.
- Viu filho, nenhuma entidade comeu as frutas.
- Mas eles não precisam comer para ficar tratado?
- Não filho, compreenda que somos de uma dimensão bem mais sutil que a de
vocês e se nos aventurássemos a ingerir o prâna dos vegetais do plano físico
nos traria grande desarranjo energético, quando precisamos nos ?alimentar?
encontramos o mesmo em nossa esfera e não na de vocês.
- Entendo...
- Entenda também que fora a liturgia religiosa, a necessidade de oferendas
são para vocês mesmos que quando encarnaram perderam a capacidade de extrair
o prâna da natureza e recorrem a esta prática para que nós os mentores os
auxilie na extração e aplicação do prâna em vocês mesmos.
- Para que?
- A fim de sutilizar vossas energizar, equilibrar os chakras, curar doenças
e muito mais. Também guardamos para os médiuns usarem nos atendimentos.
- Pajé de onde tiram tantas teorias que só ajudam a complicar a compreensão?
- Talvez das observações limitadas ao próprio conhecimento, ruim é quando
saem do bom senso e fundamentam suas teorias no absurdo.
- Podemos fazer sempre oferendas?
- Sim, quando e onde bem entender e lá um de nós estaremos a auxiliar na
extração do prâna.
- Incrível.
- Agora vamos filho, logo em breve retomamos esta prosa para aprofundamentos
práticos, aproveite e vamos ensinar estas práticas...
Acordei após estas palavras, poderia ser um sonho...quero como uma revelação
..
Saravá!

Amados filhos!

"Sendo o Templo que vos acolhe um local sagrado, sagrada deve ser vossa postura dentro dele. Adentrai a ele com a mente serena, com corpo limpo e com o coração em traje nupcial." Leni W.S.
"Amados filhos!
Vosso Templo não existe "ao acaso". Ele foi planejado e construído no plano astral bem antes de existir no plano físico. Portanto, a construção material não é apenas um amontoado de tijolos, telhas, cimento...Isso tudo aqui, está impregnado de matéria astral, de cor, de som e principalmente de energia resplandescente, da qual vossos olhos físicos não conseguem comensurar a dimensão e beleza.
Cada objeto aqui dentro é sagrado, pois seu uso é exclusivo para os rituais que também são sagrados. Mesmo os restos que destinais ao lixo, serviram para o "sagrado" e deles, antes que se descarregue na natureza, são retirados pelos responsáveis no mundo espiritual, toda matéria sutil que pode ser reaproveitada. Portanto meus filhos, mesmo ele merece, antes de rejeitado e despachado, ser reverenciado e agradecido por ter vos servido.
Que se dirá então do chão que vos suporta a matéria? Do teto que vos cobre, das paredes que vos defendem das intempéries? E muito mais, acaso tendes idéia meus filhos amados, da importância do "Congá"? Tendes acaso, noção do "sagrado" que ele representa dentro do Templo?
Cada partícula que compõe a matéria de cada objeto dele, está impregnada de energia consagrada pelas hostes que vos amparam, para que possam transmitir e ou transferir a todos que direcionam a ele apenas um olhar, algo muito além de um alento.
Por isso tudo meus filhos, vos solicito "respeito" por cada objeto do local. Lavai vossas mãos, serenai e limpai vossas mentes antes de tocar nos objetos sagrados, pois algo de maior além do que vossos olhos podem ver, ali está. Não deturpai essa energia em nome de vossa pressa maquinal ou porque vossa turva visão ainda não consegue conceber o duplo etéreo de tudo isso. Muito menos porque não possui a beleza ou sofisticação a que estais acostumados a exibir nos objetos que tendes em vossos lares.
Sendo o Templo que vos acolhe um local sagrado, sagrada deve ser vossa postura dentro dele. Adentrai a ele com a mente serena, com corpo limpo e com o coração em traje nupcial.
Lembrando que além do plano material, acima e além dele, em estado mais sutil, mais diáfano está a construção astral onde tudo acontece e a energia se transforma. Ali seres, cujo corpo é de energia, transitam e trabalham absorvendo o que vem do "alto" mas em grande grau de dependência da energia gerado em vosso ambiente fisico. Cada palavra, cada pensamento, cada atitude tem uma repercussão em maior ou menor grau no plano astral, que vos responsabiliza da mesma forma, pelo que possa resultar.
A alegria de servir à caridade não condiz com a irresponsabilidade de transformar o que é sagrado em ambiente desorganizado. Que se mantenha o que é preparado muitas horas antes de vossa presença, pelo tempo que se fizer necessário mesmo depois que vos retirais do ambiente.
Que vossas mentes irriquietas e vossos corpos ansiosos possam se fazer dignos, não só de adentrar neste ambiente sagrado, mas sobretudo, de mantê-lo adequado e digno do trabalho tão grandioso que aqui se faz.
Paz em vossos corações. Serenidade em vossas mentes.
Tucuruí, um caboclo de Oxossi, para vos servir.
11/09/2007
Leni W.S.
Lutar é importante.
Lutar por uma causa justa é essencial."
Leni W.S.

A MORTE NÃO EXISTE

Léon Denis

A morte é uma simples mudança de estado, a destruição de uma forma frágil
que já não proporciona à vida as condições necessárias ao seu funcionamento
e à sua evolução. Para além da campa, abre-se uma nova fase de existência. O
Espírito, debaixo da sua forma fluídica, imponderável, prepara-se para novas
reencarnações; acha no seu estado mental os frutos da existência que findou.
Por toda parte se encontra a vida. A Natureza inteira mostra-nos, no seu
maravilhoso panorama, a renovação perpétua de todas as coisas. Em parte
alguma há a morte, como, em geral, é considerada entre nós; em parte alguma
há o aniquilamento; nenhum ente pode perecer no seu princípio de vida, na
sua unidade consciente. O Universo transborda de vida física e psíquica. Por
toda parte o imenso formigar dos seres, a elaboração de almas que, quando
escapam às demoradas e obscuras preparações da matéria, é para prosseguirem,
nas etapas da luz, a sua ascensão magnífica.
A vida do homem é como o Sol das regiões polares durante o estio. Desce
devagar, baixa, vai enfraquecendo, parece desaparecer um instante por baixo
do horizonte. É o fim, na aparência; mas, logo depois, torna a elevar-se,
para novamente descrever a sua órbita imensa no céu.
A morte é apenas um eclipse momentâneo na grande revolução das nossas
existências; mas, basta esse instante para revelar-nos o sentido grave e
profundo da vida. A própria morte pode ter também a sua nobreza, a sua
grandeza. Não devemos temê-la, mas, antes, nos esforçar por embelezá-la,
preparando-se cada um constantemente para ela, pela pesquisa e conquista da
beleza moral, a beleza do Espírito que molda o corpo e o orna com um reflexo
augusto na hora das separações supremas. A maneira por que cada qual sabe
morrer é já, por si mesma, uma indicação do que para cada um de nós será a
vida do Espaço.
Há como uma luz fria e pura em redor da almofada de certos leitos de morte.
Rostos, até aí insignificantes, parecem aureolados por claridades do Além.
Um silêncio imponente faz-se em volta daqueles que deixaram a Terra. Os
vivos, testemunhas da morte, sentem grandes e austeros pensamentos
desprenderem-

se do fundo banal das suas impressões habituais, dando alguma
beleza à sua vida interior. O ódio e as más paixões não resistem a esse
espetáculo. Ante o corpo de um inimigo, abranda toda a animosidade, esvai-se
todo o desejo de vingança. Junto de um esquife, o perdão parece mais fácil,
mais imperioso o dever.
Toda morte é um parto, um renascimento; é a manifestação de uma vida até aí
latente em nós, vida invisível da Terra, que vai reunir-se à vida invisível
do Espaço. Depois de certo tempo de perturbação, tornamos a encontrar-nos,
além do túmulo, na plenitude das nossas faculdades e da nossa consciência,
junto dos seres amados que compartilharam as horas tristes ou alegres da
nossa existência terrestre. A tumba apenas encerra pó. Elevemos mais alto os
nossos pensamentos e as nossas recordações, se quisermos achar de novo o
rastro das almas que nos foram caras.
Não peçais às pedras do sepulcro o segredo da vida. Os ossos e as cinzas que
lá jazem nada são, ficai sabendo. As almas que os animaram deixaram esses
lugares, revivem em formas mais sutis, mais apuradas. Do seio do invisível,
onde lhes chegam as vossas orações e as comovem, elas vos seguem com a
vista, vos respondem e vos sorriem. A Revelação Espírita ensinar-vos-á a
comunicar com elas, a unir os vossos sentimentos num mesmo amor, numa
esperança inefável.
Muitas vezes, os seres que chorais e que ides procurar no cemitério estão ao
vosso lado. Vêm velar por vós aqueles que foram o amparo da vossa juventude,
que vos embalaram nos braços, os amigos, companheiros das vossas alegrias e
das vossas dores, bem como todas as formas, todos os meigos fantasmas dos
seres que encontrastes no vosso caminho, os quais participaram da vossa
existência e levaram consigo alguma coisa de vós mesmos, da vossa alma e do
vosso coração. Ao redor de vós flutua a multidão dos homens que se sumiram
na morte, multidão confusa, que revive, vos chama e mostra o caminho que
tendes de percorrer.
Ó morte, ó serena majestade! Tu, de quem fazem um espantalho, és para o
pensador simplesmente um momento de descanso, a transição entre dois atos do
destino, dos quais um acaba e o outro se prepara. Quando a minha pobre alma,
errante há tantos séculos através dos mundos, depois de muitas lutas,
vicissitudes e decepções, depois de muitas ilusões desfeitas e esperanças
adiadas, for repousar de novo no teu seio, será com alegria que saudará a
aurora da vida fluídica; será com ebriedade que se elevará do pó terrestre,
através dos espaços insondáveis, em direção àqueles a quem estremeceu neste
mundo e que a esperam.
Para a maior parte dos homens, a morte continua a ser o grande mistério, o
sombrio problema que ninguém ousa olhar de frente. Para nós, ela é a hora
bendita em que o corpo cansado volve à grande Natureza para deixar à Psique,
sua prisioneira, livre passagem para a Pátria Eterna.
Essa pátria é a Imensidade radiosa, cheia de sóis e de esferas. Junto deles,
como há de parecer raquítica a nossa pobre Terra" O Infinito envolve-a por
todos os lados. O infinito na extensão e o infinito na duração, eis o que se
nos depara, quer se trate da alma, quer se trate do Universo.
Assim como cada uma das nossas existências tem o seu termo e há de
desaparecer, para dar lugar a outra vida, assim também cada um dos mundos
semeados no Espaço tem de morrer, para dar lugar a outros mundos mais
perfeitos.
Dia virá em que a vida humana se extinguirá no Globo esfriado. A Terra,
vasta necrópole, rolará, soturna, na amplidão silenciosa.
Hão de elevar-se ruínas imponentes nos lugares onde existiram Roma, Paris,
Constantinopla, cadáveres de capitais, últimos vestígios das raças extintas,
livros gigantescos de pedra que nenhum olhar carnal voltará a ler. Mas, a
Humanidade terá desaparecido da Terra somente para prosseguir, em esferas
mais bem dotadas, a carreira de sua ascensão. A vaga do progresso terá
impelido todas as almas terrestres para planetas mais bem preparados para a
vida. É provável que civilizações prodigiosas floresçam a esse tempo em
Saturno e Júpiter; ali se hão de expandir humanidades renascidas numa glória
incomparável. Lá é o lugar futuro dos seres humanos, o seu novo campo de
ação, os sítios abençoados onde lhes será dado continuarem a amar e
trabalhar para o seu aperfeiçoamento.
No meio dos seus trabalhos, a triste lembrança da Terra virá talvez
perseguir ainda esses Espíritos; mas, das alturas atingidas, a memória das
dores sofridas, das provas suportadas, será apenas um estimulante para se
elevarem a maiores alturas.
Em vão a evocação do passado, lhes fará surgir à vista os espectros de
carne, os tristes despojos que jazem nas sepulturas terrestres. A voz da
sabedoria dir-lhes-á: "Que importa as sombras que se foram! Nada perece.
Todo ser se transforma e se esclarece sobre os degraus que conduzem de
esfera em esfera, de sol em sol, até Deus". Espírito imorredouro, lembra-te
disto: "A morte não existe".

(Léon Denis - O Problema do Ser, do Destino e da Dor).

Mãe Maria

*Imagem: pintura mediúnica
Prece à Doce MARIA DE NAZARÉ (Emmanuel)
(guerreirodoarcoiris.blogspot.com)
"Pedimos-Te a misericórdia.

Pedimos-Te a concessão de momentos mais férteis de amor, de paz, de compreensão entre as almas.

Que Tu possas envolver cada Espírito, cada alma na Tua força, na Tua bondade, na Tua imensa misericórdia.

Que, através das notas soantes da Ave Maria, possamos Te rogar a paz a estes Espíritos que aqui estão, o entendimento, a abnegação destas almas que se dispõem a se doar em benefícios, em atendimentos a tantos sofrimentos.

Que a Tua imagem, Mãe Santíssima, possa surgir e evoluir diante de cada criatura, trazendo a mensuração certa de cada momento vivido e a intenção de uma recuperação a todos os que sofrem e que estão aturdidos em corpo e em mente.

Mãe amada, venha a nós em todos os instantes, participa conosco destes momentos que nos trazem angústias e sofrimentos.

Auxilia, ampara, engrandece cada criatura, dentro das suas disposições eternas e colabora a cada dia, a cada instante, para que se tornem todos os Espíritos maleáveis no amor e na compreensão.

Que possas, Mãe, estar conosco a todos os instantes."

OS ASTECAS

RELIGIÃO
O regime asteca era teocrático. O rei exercia o poder divino por meio de leis, funcionários e as escolas nobres.
Da mesma forma que outros povos indígenas, como os maias, os astecas supunham viver a era do quinto sol. As quatro anteriores haviam acabado em catástrofes. Isso constituía uma justificativa ideológica para as contínuas guerras astecas, pois era necessário capturar inimigos e sacrificá-los aos deuses, a fim de proporcionar sangue para que o Sol não se apagasse.
Na realidade, as concepções guerreiras - com seu culto ao sacrifício e à coragem -, as necessidades políticas e as crenças religiosas constituíam quase uma unidade no mundo asteca. Os mortos em sacrifícios, como os que morriam em combate, tinham sua entrada garantida no império do Sol. Sorte semelhante estava reservada às mulheres que morriam de parto, provavelmente para diminuir os temores das mulheres e aumentar a reprodução. Os mortos comuns iam para um lugar subterrâneo chamado Mictlan.
Os astecas consideravam o mundo um lugar instável, em que as colheitas, os homens e até os deuses estavam ameaçados por catástrofes naturais. Só uma religião dura e severa podia oferecer segurança.
O sincretismo - conciliação das diferentes religiões dos povos vizinhos - encheu de deuses o panteão asteca. Para uma mesma missão, havia divindades provenientes de diversas culturas, e a tradição dualista opunha deuses benfazejos aos destruidores. A classe dirigente louvava suas divindades guerreiras, enquanto os camponeses atribuíam a fertilidade ou as calamidades aos deuses agrícolas. Cada lugar, cada profissão, agregava ao panteão asteca suas próprias divindades.
DEUSES ASTECAS
Anahuac Deus da morte.
Centeotl Deus com chifre.
Chalchiuhtlicue Deusa da água, esposa de Tlaloc.
Chicomecoati "Sete serpentes", associado com o governo.
Coatlicue Mulher Serpente. Deusa da terra.
Colibri Azul Deus do sol, do reino Dia.
Ethecatl Deus do vento.
Huitzilopochtli Deus da guerra e tempestade.
lxtlilton Deus da medicina e cura. Irmão de Macuilxochitl.
Macuilxochitl Deus do bem-estar e da boa sorte.
Metztli (ou Yohualticitl) "Senhora da Noite": deusa da Lua.
Mictlantecuhtle "Senhor do Inferno" era o deus da morte e do reino da maldade e das sombras. Está representado nas pinturas como um monstro horrível com a boca enorme, onde caíam os espíritos da morte. Sua horrenda morada se conhecia como Tlalxicco (o umbigo da Terra).
Nanahuatl (ou Nanauatzin) Deus das enfermidades da pele, como a lepra.
Omacatl Deus da alegria e da diversão. Era venerado principalmente por aqueles que viviam bem e pelos ricos, que celebravam grandes festas e orgias.
Ometochtli Deus da bebida e embriaguez.
Ometecutli Sua esposa era Omeciuatl. Pai e mãe dos humanos. Os nomes significam "Senhores dos sexos". Eram representados pela água, terra, céu e fogo.
Opochtli Deus sagrado dos pescadores e caçadores de pássaros.
Quetzalcoati "Serpente-Plumada" deus da civilização e aprendizado, um dos mais significativos deuses dos astecas. Representava a força da natureza.
Tepeyollotl Deus dos movimentos sísmicos e terremotos.
Tezcatlipoca Deus da noite e da magia, deus supremo. Associado também com o destino dos homens e com a realeza.
Tlaloc Deus da chuva e da tempestade. Esposo de Chalchiuhtlicue.
Tlazolteotl Deus da imundice, comedor de porcaria. Erradicava o pecado humano.
Tonatiuh Sol, considerado como primeira fonte de vida.
Tonantzin A Terra, a "honorável avó".
Xilonen Jovem espiga-de-milho, associado com o governo.
Xite Totec Deus da primavera e do replantio.
Xiuhtecuhtle Deus do fogo.
Xochiquetzal Deus da sensualidade
Xolotl Deus do sacrifício humano.
Yacatecutli Deus dos viajantes da classe mercantil.
Os membros do clero pertenciam às classes superiores. Estudavam em suas próprias escolas, a escrita e a astrologia, além de praticarem a mortificação e os cantos rituais. Sua vida era de austeridade e permaneciam celibatários. Os dois sumos sacerdotes dependiam do rei. Este era inacessível - governava por intermédio de um delegado - e, segundo os espanhóis, era transportado em liteira porque seus pés não podiam pisar a terra. Os templos mantinham asilos e hospitais.
Sacrifícios
Os ofícios religiosos, freqüentemente celebrados ao ar livre nos arredores dos templos, reproduziam fenômenos cósmicos e, dada sua estreita relação com os ciclos vegetativos, regiam-se por um complicado ritual, centrado nos sacrifícios. Estes podiam ser de flores e de animais, mas com freqüência eram humanos. Em geral sacrificavam-se prisioneiros de guerra, mas usavam-se voluntários também. As vítimas eram executadas pelos sacerdotes, de formas diversas, segundo o deus a quem se oferecia o sacrifício.

*
Dedicado a Huitzilopochtli ou Tezcatlipoca: o sacrificado era colocado em uma pedra por quatro sacerdotes, e um quinto sacerdote extraía, com uma faca, o coração do guerreiro vivo para alimentar seu deus;
*
Dedicado a Tlatoc: anualmente eram sacrificados crianças no cume da montanha. Acreditava-se que quanto mais as crianças chorassem, mais chuva o deus proveria;
*
Dedicado a Xite Totec: um jovem era amarrado em uma parede e os sacerdotes atiravam-no flechas até ele morrer. O sangue que escorria de seu corpo era para alimentar a terra;
*
Dedicado a Xiuhtecuhtle: a vitima era colocada (com intervalos) sobre um montante de brasas.

Quando não havia guerra contra os vizinhos, os astecas declaravam a "guerra florida", uma série de combates individuais que proporcionavam vítimas para os sacrifícios. Os astecas acreditavam que o sol morria todas as noites. Para acordá-lo, era necessário oferecer sangue humano a ele. Por isto, todas as noites, os sacerdotes matavam uma pessoa para o sacrifício. Estima-se que 25 mil pessoas eram sacrificadas por ano.
O aspecto sanguinário desses rituais impressionou fortemente os espanhóis, cuja intervenção impediu a evolução do sistema religioso asteca.

O BEM QUE SE FAZ COM OS ORIXÁS

FONTE: Livro Dimensões da verdade, do Espírito Joanna de Ângelis, ed. Leal.

Quando a ingratidão te bater à porta, não digas: nunca mais ajudarei a ninguém! Quando a impiedade daqueles a quem beneficiaste chegar ao teu lar, não exclames: para mim, chega!
Não sofras e nem te arrependas de ter ajudado.
Nem reclames: e eu que lhes dei tudo!
Não retribuas mal por mal, pois que assim, vitalizarás o próprio mal.
O bem que se faz a alguém é sempre luz que se acende na intimidade.
Naturalmente, gostarias de receber gratidão, amizade, compreensão. Todos apreciamos experimentar os frutos da gratidão.
Pensa que a árvore jamais pergunta a quem lhe colhe os frutos para onde os carregará ou o que pretende fazer deles.
Ela se felicita por poder dar. Por se multiplicar através da semente que, atirada ao solo, o abençoa com novas dádivas de alegria.
OKÊ ARÔ, OXOSSI
Segue-lhe o exemplo.
Teus frutos bons, que produzam bons frutos além...
Tuas nobres tarefas, que se desdobrem em tarefas superiores mais tarde.
Fica com a alegria de fazer, de doar. Nunca com a idéia de colher reconhecimento ou gratidão.
Porque esperar gratidão pode ser também uma espécie de pagamento.
Sê tu sempre grato, mas não esperes pelo reconhecimento de ninguém.
O bem que faças, viajando sem parar em muitos corações, espalhará luz no longo curso da tua vida.
Amanhã ou depois, nos caminhos sem fim do futuro, mesmo que não o saibas ou que o tenhas esquecido, esse bem te alcançará, mais formoso, mais fecundo.
OGUNHÊ
LAROIÊ, EXU
Assim, prossegue ajudando sempre. Observa como age a natureza:
O rio não cogita de examinar as bênçãos que conduz em suas águas, nem interpela o solo por onde segue.
ORA IÊ IÊ, OXUM!
Deixa-se jorrar, beneficiando a terra, a agricultura, as gentes.
ATOTÔ AJUBERÔ, OMULU!
OKÊ, BAMBA!
O perfume, bailando no ar, nada pede para se espalhar até onde possa.
EPARREI, IANSÃ!
O grão não espera nada, além de ser triturado, para se converter em alimento.
ODOCIABA, IEMANJÁ!
O sol não escolhe lugar para visitar com luz, calor e vida.
OGUNHÊ!
A chuva não tem preferência por onde espalhar vitalidade.
SALUBA, NANÃ
Todos cooperam em nome da divindade, sem exigências e sem reclamações.
KAÔ CABECILE, XANGÔ!
São úteis e passam. Nada esperam, nada impõem.
Age desta forma, tu também, e transforma-te num cálice de bênçãos, servindo sempre.
Se a tristeza te visitar a alma, ante a ingratidão de tantos a quem doaste o que possuías de melhor, recorda o mestre de todos nós.
SARAVÁ, OXALÁ!
Ele disse que estava no meio de nós, como aquele que serve.
E, tendo derramado o seu amor, plenificando de vida a todos os que dele se aproximaram, recebeu na hora extrema a ingratidão do abandono.
Mesmo assim, até hoje ele prossegue, convidando: vinde a mim.
Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao pai senão por mim.

SACRIFÍCIOS DE ANIMAIS

Sérgio Greif

O sacrifício de animais em rituais religiosos é prática mal vista pela sociedade ocidental de uma maneira geral, tanto devido à crueldade envolvida quanto devido à má impressão visual que causam, associação dessas práticas com feitiçaria etc. No entanto, muitas das pessoas que demonizam as religiões onde animais ainda são sacrificados ignoram que a crueldade envolvida no sacrifício de animais é similar à crueldade praticada quando o animal é abatido para consumo, seja por qual método seja.

A demonização dessas religiões, mais do que uma oposição ao sacrifício propriamente dito, denota um preconceito contra determinado sistema de crenças. Denota ignorância quanto ao fato de que todas as antigas religiões praticaram, em algum momento de sua história, o sacrifício de animais e/ou de seres humanos. O sacrifício está na raiz da maioria das religiões, ele não se configura em um ato isolado de determinado grupo. Condenar determinado sistema de crenças, qualificá-lo como inferior ou primitivo, em nada contribui com a causa animal. Todos os sistemas de crenças devem ser respeitados e dentro desse conceito, soluções devem ser buscadas para o problema do sacrifício de animais, jamais aceitando-o ou regulamentando-o, mas entendendo suas origens e buscando uma solução que se harmonize com as crenças dos grupos.

Sacrifício é a prática de oferecer alimento, ou a vida de animais ou pessoas, às divindades, como forma de culto. O termo deriva dos radicais 'sacro' e 'oficio', ou seja, oficio sagrado. Os motivos para a prática de sacrifícios são variáveis, conforme o sistema de crenças de cada religião. Em algumas religiões, a palavra utilizada para sacrifício está associada à palavra "aproximação", pois acredita-se que o sacrifício aproxima o devoto de sua divindade.

Alguns povos no passado acreditavam que parte do poder dos deuses só podia ser conservada às custas de constantes sacrifícios. Outros acreditavam que os sacrifícios não interferiam no poder dos deuses, mas sim os agradavam, de forma que colocavam o devoto em posição de negociar algum favor.

Havia também sacrifícios para aplacar a ira dos deuses. Animais ou seres humanos podiam ser ofertados como forma de expiar pelos pecados da comunidade. Os sacrifícios desempenhavam função social importante dentro de certos sistemas, pois eram uma forma do devoto oferecer alguma contribuição à instituição religiosa, uma forma de prover alimento para os sacerdotes e para os mais pobres. Dessa forma, após serem oferecidos aos deuses, os animais eram consumidos pelo devoto, pelos sacerdotes ou distribuídos aos pobres.

Os sacrifícios eram práticas diárias nas mais avançadas sociedades americanas pré-colombianas, sendo que algumas destas sociedades praticavam o sacrifício de seres humanos. A sociedade hebréia, os pagãos e animistas de todos os continentes, os romanos, gregos, os muçulmanos e as religiões derivadas dos cultos africanos, todas recorreram ou recorrem ao sacrifício de animais.

Os sacrifícios na sociedade hebréia

O primeiro sacrifício de animais citado na Bíblia foi realizado por Abel (Gen. 4:4), no entanto, este sacrifício e o realizado por Noé (Gen. 8:20) precedem o advento da religião judaica. Dentre os patriarcas, Abraão ofereceu um sacrifício de carneiro (Gen. 22:13) e Jacó é descrito como oferecendo dois sacrifícios, embora o texto não especifique o que tenha sido ofertado (Gen. 31:54 e Gen. 46:1).

O sacrifício de animais parece não ter sido estranho aos israelitas na época de escravidão no Egito (Êxodo 3:18), embora não haja evidencias de que isto fosse praticado neste período. Já na época do êxodo do Egito, os israelitas foram proibidos de imolar animais exceto como ofertas sacrificiais. Uma pessoa que abatesse um animal sem ofertá-lo no tabernáculo era considerado culpado por sua morte (Lev. 17:3-4). Já em Israel, os sacrifícios passaram a ocorrer no pátio do Grande Templo, em Jerusalém. (Lev 17:1-9, Deut. 12.5-7). Esporadicamente, outros lugares que não o Templo eram utilizados para sacrifícios (Juizes 2:5; Juizes 6:18-21, 25 e 1 Reis 18:23-38).

O livro de Levítico descreve em detalhes quais tipos de oferendas podiam ser oferecidas em cada ocasião e de que forma o sacrifício deveria ocorrer. As oferendas eram derivadas de vegetais (farinha, azeite, trigo torrado, bolos, incenso, vinho, etc), animais (bois, cabras, carneiros, pombas, rolinhas etc) e em alguns casos minerais (sal).

Os sacrifícios eram classificados como:
- Sacrifício de expiação pelo pecado (Lev 4 e Lev. 6:24-30): Dependendo de quem cometeu o pecado e das condições em que fora cometido, eram ofertados novilhos, bodes ou cabras.
- Oferta pela culpa ou holocausto (Lev. 5, Lev. 6:1-13 e Lev. 7:1-10): Eram ofertados carneiros, cordeiras e cabritas, mas os menos abastados podia ofertar pombas, rolas ou mesmo farinha (fermentada ou não).
- Sacrifícios pacíficos ou de ação de graças (Lev 3; Lev. 7:11-20): Era um sacrifício queimado para agradar a Deus. Eram sacrificados bois, cabras e carneiros, mas também bolos de farinha com azeite, não fermentados.
- Oferta de manjares (Lev. 2:1-11 e Lev. 6:14-23): Era um sacrifício queimado para agradar a Deus. Eram usadas preparações à base de vegetais não fermentados e sal.
- Ofertas de primícias (Lev. 2:12-16): O propósito era agradecer pela abundância da colheita. Eram oferecidos os primeiros grãos coletados, ainda verdes, azeite e mel.

Maimônides (1135-1204) explica que os judeus na verdade não tinham a necessidade de realizar sacrifícios para Deus, mas isto passou a ser praticado em Israel por influência das tribos pagãs que viviam ao redor. Estes povos utilizavam estes rituais como forma de aproximar-se de suas divindades. De acordo com Maimônides, se um sistema não houvesse sido criado para que os israelitas praticassem rituais semelhantes aos pagãos para se aproximarem de seu Deus, possivelmente sacrificariam para deuses estrangeiros. Maimônides concluiu que a decisão de Deus de permitir sacrifícios era uma concessão às limitações psicológicas do homem, e não uma necessidade religiosa real.

De fato, na Biblia há muitas passagens que mostram que o Deus de Israel na verdade buscava pelas orações e o sincero arrependimento, e não o sacrifício:

"Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres." (Salmo 40:6).

"Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus." (Salmos 51:16-17).

"De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? - diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene. As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer." (Isaias 1:11-14)

"E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei deles, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados." (Amós 5:22)

"Tende convosco palavras de arrependimento e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Perdoa toda iniqüidade, aceita o que é bom e, em vez de novilhos, os sacrifícios dos nossos lábios." (Oséias 14:2)

Os sacrifícios foram abolidos há dois mil anos da sociedade hebréia, sendo substituído por orações.
Sacrifícios no cristianismo
O cristianismo, como religião, jamais utilizou como prática o ritual de sacrifícios, mas cristãos primitivos sem dúvida praticavam sacrifícios no Templo de Jerusalém até sua destruição no ano 70 d.C. Portanto cristãos e judeus deixaram de praticar sacrifícios de animais na mesma época. Há, no entanto, resquícios de práticas sacrificiais pagãs européias na tradição católica (touradas etc), o que mostra que pelo menos no início da cristianização da Europa, estes sacrifícios foram continuados, até sua definitiva incorporação à nova religião.
Na teologia cristã moderna, os sacrifícios não têm lugar visto que Cristo ofereceu-se a sim mesmo como sacrifício universal. A mera fé nisto conduz o devoto à salvação. No entanto, o culto e a eucaristia são práticas que remontam ao sacrifício, sendo a hóstia (no caso católico), a oferenda de carne. O simples fato de Jesus haver sido considerado uma oferenda válida mostra, porém, que o cristianismo aceita, teologicamente, a validade dos sacrifícios. Com efeito, o cristianismo não faria sentido sem a idéia de que Jesus serviu como um cordeiro sacrificial, para expiar pelos pecados do mundo.

Sacrifícios no islã

O período de peregrinação à Mecca (Hajj) é marcado por um rito sacrificial denominado Eid-ul-Adha (comemoração do sacrifício). Este sacrifício lembra que Abraão esteve prestes a sacrificar seu filho (que, de acordo com a tradição muçulmana não era Isaque, mas Ismael). Após as orações, aquele que têm condições leva um cabrito, uma cabra, uma ovelha, um camelo ou uma vaca, para serem sacrificados. A carne destes sacrifícios é compartilhada com a família e os amigos e um terço é dada aos pobres. Todos estes preceitos estão contidos na Surata Al-Hajj (o capítulo do Al-Corão que trata da peregrinação a Mecca).

No Al-Corão (22:37) está explicado que Deus não se beneficia da carne nem do sangue dos animais que são sacrificados, mas que a fé do devoto e sua boa intenção é que são considerados. O animal deve ser abatido tendo sua jugular cortada e seu sangue drenado. Não é permitido dar marretadas, eletrochoques ou perfurar o animal com qualquer objeto. Esta carne, apenas assim é considerada Halal, própria para consumo.

Sacrifícios no hinduísmo
O Yajurveda, um dos quatro Vedas, contém grande parte da liturgia e dos rituais necessários para a prática religiosa hindu. Isto inclui os ritos sacrificiais. No período de 1000 a.C. a 800 a.C., o hinduísmo passou a basear seu sistema de crenças na constante necessidade de sacrifícios. A população podia consumir a carne apenas de animais abatidos por brâmanes (sacerdotes). Neste período surgiu no hinduísmo o sistema de castas, o conceito de reencarnação e a concepção de que almas animais podiam evoluir até a condição humana.
Textos como o Ramaiana e outros demonstram que os sacrifícios de animais eram comuns na prática religiosa hindu. No século VI a.C., no entanto, devido a pressões ecológicas e o advento de novas concepções religiosas, os sacrifícios foram abandonado em sua maior parte. Neste período, seguindo o desprezo pelos sacrifícios, a salvação da alma passa a estar atrelada às boas ações do indivíduo, entre elas evitar causar mal aos animais.

Por não ser, no entanto, uma religião organizada, o hinduísmo permite uma variedade de rituais nitidamente destoantes. Ao passo que na maior parte dos lugares os Templos abriguem animais desamparados e os devotos lhes ofereçam alimentos como parte de seu rito, em outras regiões mais isoladas e menos abastadas animais e mesmo seres humanos continuam a serem sacrificados.

Isto é especialmente verdadeiro nos templos dedicados á deusa Kali: Em 14 de junho de 2003 um homem tentou sacrificar sua filha no Templo de Kamakhya, tendo sido detido pelos sacerdotes e preso pela policia. Na aldeia de Parsari, distrito de Sagar, em Madhya Pradesh, um sacerdote hindu foi preso em 27 de março de 2003 por sacrificar um homem. Embora sacrifícios humanos sejam proibidos, eles continuam a acontecer na Índia.

Sacrifícios eram também praticados em outras antigas religiões da Ásia. Confúcio descreve a existência de sacrifícios na China do século VI a.C.

Sacrifícios pagãos

O sacrifício de animais e seres humanos foi praticado por pagãos de todos os continentes. Muito se tem discutido sobre a condição dos druidas (sacerdotes celtas), se eles eram pessoas pacíficas e simpáticas ou, como nos queriam fazer crer os romanos, bárbaros sanguinários. É possível que tenham sido ambos, um pouco dos dois. Há evidências arqueológicas de que na religião celta havia sacrifícios de seres humanos, ainda que raramente. Os relatos de historiadores romanos e cristãos a esse respeito, embora provavelmente exagerados, dão alguma idéia da forma como esses rituais ocorriam.

Já com relação aos astecas, sabe-se que praticavam rituais de sacrifício humano praticamente diários. Esta era a forma que encontravam para aplacar a fúria do deus Huitzilopochtli, representado pelo Sol, e desta forma evitar catástrofes. Isto os colocava em constante guerra com seus vizinhos, pois com o intuito de evitar o sacrifício de seus próprios, sacrificava-se prisioneiros de guerra. Da mesma forma, os sacrifícios eram praticados na sociedade maia.

Sacrifícios eram praticados na cultura cretense minóica, pré-helênica, mas é possível que não como parte dos ritos diários, mas em casos especiais como para aplacar a ira dos deuses durante desastres naturais. Os sacrifícios durante este período evidenciam-se, além da arqueologia, pela perpetração de lendas relativas aos minóicos, como aquela em que a cidade de Atenas precisava enviar todos os anos sete rapazes e sete moças para Creta, para serem oferecidas ao Minotauro. Gregos e romanos ofereciam sacrifícios, principalmente de animais, em honra dos deuses.

Sacrifícios nas religiões africanas

A maioria das religiões africanas ainda pratica o sacrifício de animais e, em casos mais velados, também de seres humanos. Na antiga religião Zulu, ainda praticada na África do Sul, pessoas podem ser mortas não como parte de um sacrifício ritual, mas para que alguma parte de seu corpo seja utilizada como medicamento (Muti). Nesta forma de medicina, o pênis de um menino pode ser requerido pelo sangoma (curandeiro) para elaborar um elixir contra a impotência ou o estupro de uma virgem pode ser necessário para curar alguém de AIDS.

Os ritos sacrificiais africanos, trazidos para a América do Sul e Caribe no período colonial, ainda são praticados em muitas comunidades.

No candomblé, o sacrifício de animais é praticado pelo Axogun ou pelo Babalorixá. O primeiro que deve receber os sacrifícios é Exu, a quem é oferecida uma galinha. Em seguida o Orixá que se pretende contatar recebe sua oferta, sempre um animal quadrúpedes. Após morto e oferecido no ritual, o animal é consumido pelos devotos e seu couro pode ser utilizado para a confecção de instrumentos musicais.

No candomblé o sangue não apenas é vida, como possui uma energia elementar. O sangue e as visceras dos animais tem o objetivo de produzir axé, energia vital.

Apesar disto, há seguidores do candomblé que opõem-se à pratica de sacrifícios de animais, como é o caso do Pai-de-Santo Agenor Miranda Rocha.

Caio de Omulu não questiona a validade, ou necessidade, do uso de animais dentro da umbanda, mas sim sua freqüência. Prega que tais rituais deveriam ser exceção e não única prática como vem sendo realizado.

Não querendo discutir a validade do sacrifício no contexto do sistema de crenças de qualquer religião, a mera existência de locais onde estas mesmas religiões são praticadas sem a necessidade de sacrifícios de animais, rituais estes reconhecidos pelos centros onde animais ainda são utilizados, demonstra que a utilização de animais não é necessária. O ritual cumpre uma função que, mais do que uma obrigatoriedade religiosa, configura-se em uma forte impressão psicológica no devoto que a pratica.

Conclusões

Seja qual for a religião que pratiquemos ou não pratiquemos qualquer religião, um princípio que devemos ter claro é que o movimento abolicionista jamais deverá ser um movimento anti-religioso ou contra uma religião específica. Devemos procurar nos opor ao sacrifício de animais sem desmerecer o complexo de crenças dos indivíduos, porque a causa abolicionista não deve discriminar uma ou outra religião. As mesmas críticas que atualmente são dirigidas às religiões afro-brasileiras poderiam ser dirigidas a qualquer religião, porque o especismo encontra-se fundamentado em todos os povos, todas as religiões.

Devemos trabalhar, sim, a extinção do especismo em todas as religiões, porque embora ele esteja nelas impregnado, não é delas parte integrante. Queremos dizer que respeitamos a liberdade de culto e de fé, mas que isso não justifica a retirada de vidas. Queremos dizer que não somos superiores nem inferiores, e que também descendemos de povos e religiões que sacrificaram animais. Queremos dizer que o sacrifício de animais pode hoje fazer parte dos rituais de certa religião, mas que não precisaria ser assim; que eu outros lugares a mesma religião é praticada e que animais não são mortos.

Porque aquele que combate o sacrifício de animais desmerecendo a fé de um ser humano provavelmente não dispõe de qualidade moral suficiente para perceber que a utilização de animais para outros fins, o que erroneamente também pode ser chamado 'sacrifício', pode ser considerado tão ou mais sanguinário. Opondo-se ao sacrifício ritual, a pessoa não vê problema em consumir a carne de um animal abatido dentro de uma instituição que preze por seu "bem-estar". Hipocrisia.

Porque se dentro daquela crença o sacrifício de animais agrada a um ser divino, aquele que condena esse ritual mas não o ritual diário em torno da mesa nas três refeições diárias, em verdade se coloca como um ser mais do que divino, a quem o "sacrifício" de animais para satisfação do apetite não fere nenhum conceito moral.
De Sérgio Greif

Os Ciganos

Autor: Ricardo Chioro

O silencio é necessário à reflexão
Existem muitas teorias sobre a origem dos ciganos. Li muitas teorias que
diziam que os ciganos vieram da Índia (de acordo com esta visão seriam
orientais) e li outras que diziam que os ciganos vieram de outras partes do
mundo.

Dois grandes países aqui na Terra são referência da Espiritualidade e do
Espiritualismo, lugares cheios de mistérios e fascínio, pois os
conhecimentos ocultos não se revelam. Um desses lugares é o Egito, e o
outro, a Índia.

A cultura cigana é muito Espiritualista e posso afirmar que o povo cigano
teve sua origem no Egito Antigo, pois o Mestre Yaco (um ser que foi cigano e
ascencionou há 7.500 anos atrás) manifesta-se através do médium Michel; este
possui uma mediunidade excelente, onde até mesmo a entidade consegue falar
de seus defeitos e o que tem que melhorar), conta que os ciganos vieram do
Egito e que os ciganos de hoje são muito diferentes dos ciganos de origem.

Há muito, muito tempo mesmo um povo foi escravizado, e logo depois exilado.
Desse povo veio a promessa de nunca mais se deixar escravizar.

Eles seguiram em frente como nômades, seguindo de um lugar para outro. Esse
povo eram os ciganos, e o que mais se caracteriza neles é a forma de se
vestir com seus coletes, calças e camisas sociais, panos na cabeça, colares,
anéis e brincos, sua dança e sua magia, estando nela a alquimia
(transformação do metal e de outros elementos em objetos preciosos), a magia
do fogo e da prosperidade.
Freqüento um centro espiritualista chamado P.S.E. e lá, quase toda semana,
aparece o Mestre Yaco ensinando coisas sobre os ciganos muito úteis para a
nossa evolução espiritual.

Certo dia, Mestre Yaco me pediu um CD de música cigana para ele usar no
P.S.E. Também pediu para dançarmos. Foi muito gostoso. No final da seção
perguntei:

Yaco, qual é a forma dos ciganos desenvolverem a consciência (despertar a
consciência é a evolução espiritual).

Mestre Yaco respondeu:

É a dança, pois a dança é a vida.

Daí, fiquei pensando sobre o assunto, pois gostaria de escrever para vocês
coisas sobre a evolução espiritual.

A dança é um modo de ser diante da vida. Muita gente se reúne aqui na terra
para dançar, dançam em locais chamados de danceterias, onde ocorre muito
promiscuidade, pessoas se beijam sem se conhecer, em alguns locais até fazem
sexo sem se conhecer. A dança é para a maioria das pessoas um flerte, uma
maneira de se aproximar de alguém para satisfazer desejos promíscuos, de
mostrar seu corpo, mexer o corpo que vai justamente cometer um ato do qual
não seria bom que cometesse, pois se você se dá para qualquer um é porque no
mínimo você não se dá valor (é de qualquer um).

E na dança, pelo modo como a pessoa se movimenta, sabe-se justamente quem
ela é, os seus defeitos e o que faz.

Conheci uma pessoa que se sentia superior às outras, e era assim porque
queria ser assim, então esta pessoa treinava a semana toda na frente do
espelho para dançar e ser melhor que todo mundo e se sentir superior a todo
mundo. Quando esta pessoa dançava dava para ver que o que ela queria era se
mostrar.

Mas isso nada tem a ver com o modo correto de dançar, dançar por amor,
devoção, por alegria etc.

No aprendizado cigano assimila-se que a dança imita a vida; quando você
dança vai pensando no modo de como lidar com a vida.

Na cultura cigana a dança é vista como uma coisa muito boa, boa demais,
então os ciganos quando dançam aprendem que a vida é boa. Eles encaram a
dança com alegria e aprendem que a vida é alegria. Mas muito mais do que
isso, se você dançar é ver os desafios da vida, as dificuldades, o modo de
dançar; balançar é você imitar toda uma situação na dança e enxergá-la
melhor, pois evoluir espiritualmente é tomar consciência das coisas que
estavam obscuras para nós.

Temos dificuldade para enxergar nossos defeitos, as nossas qualidades e as
pessoas que mentem para nós e tentam representar uma coisa que na verdade
não são.

O processo de evolução é rasgar estas ilusões, pois evoluir é se transformar
em algo melhor, e não dá para transformar uma coisa da qual não temos
consciência.
Tomando consciência dos seus defeitos, qualidades e quem os outros são, você
transformará, pouco a pouco os erros em acertos, perturbação em paz
interior, sentimentos ruins em bons, falta de visão em sabedoria, falsidade
e mentira em verdade, vazio em plenitude, incompreensão em sabedoria e fé,
preguiça em ter motivação etc...

A dança para evolução é como uma reflexão, porém muita mais gostosa do que
uma reflexão e para muitas pessoas, é muito mais forte também. Você
repassando na dança uma situação que tenha um significado para você (bom ou
ruim), seu modo de lidar com uma situação e dos outros, e com isso você pode
ver seus defeitos, suas qualidades e quem o outro é. Isso com toda a mágica,
a alegria, a energia, o balanço e o movimento que a dança proporciona.

Na dança, puxar uma situação e enxergá-la é tomar consciência. O balanço e
movimento do corpo, após a tomada de consciência, é a forma de como a pessoa
está lidando com aquilo que ela percebeu e como vai ocorrer sua
transformação.

Dançar para desenvolver a consciência é o objetivo de cada passo; cada
balanço é um modo de lidar com uma situação.

Porém, muitas vezes a dança é uma máscara para enganar os outros e a nós
mesmos sobre o modo como nos comportamos e o que fazemos, assim sendo não dá
para se desenvolver muito na dança, pois só sendo você mesmo, assumindo os
seus desafios, suas dificuldades, a disposição para lidar com tudo isso é
que você consegue ser verdadeiro com você e lidar com a vida.

Penso que a dança não deve ser ensinada com os passos certos, pois cada um
com a sua criatividade dança do seu modo, assim como com sua criatividade
aprende a lidar com a vida, pois não haveria desenvolvimento se a dança
fosse imitação.

Dancem sempre livres! Que tal se aventurar nesta prática? Coloque a musica
que queiras e baila!

OBSERVAÇÃO:
- Para ler mais sobre a origem egípcia do povo cigano, leia o artigo de
Mirian Stanescon que está na página
http://www.mirianstanescon.com.br/top_trajetoria.html do portal
http://www.mirianstanescon.com.br

O Apostolado

A tradição chinesa fala dos dez troncos (Shikan) e dos doze galhos que vêm a ser os dez sefirotes e as doze faculdades do ser humano.
Os sete chacras e os cinco sentidos são as doze faculdades.
O universo saiu do Hoel-Tun chinês, o caos primordial. Os dez troncos e os doze galhos saíram do caos. Em alquimia, ele é o Ens Seminis, o Lapis Philosophorum ou Pedra Fundamental.
Todo o Misterium Magnum acha-se encerrado nessa Suma Matéria.
O alquimista deve extrair deste Menstrum Universal o ouro potável para conseguir o ligamento da Cruz com o Triângulo. Antes deste ligamento, não temos existência real. Os quatro corpos do pecado, físico, etérico, astral e mental, estão controlados pelo Eu.
O Eu não é o Ser Divino do homem. Realmente, o Eu é uma soma total de Eus sucessivos. João guloso, João embriagado, João intelectual, João religioso, João conquistador amoroso, João jovem, João velho, João maduro, João negociante... são uma sucessão de Eus, uma sucessão de fantasmas que estão condenados à morte, inevitavelmente.
O Eu não constitui o todo do homem. João brigou na cantina, João tornou-se religioso, João tornou-se bandido... é uma dança de muitos Joões. Qual o verdadeiro? Enquanto não escaparmos da multiplicidade de todos estes Eus enganadores, não podemos assegurar que temos existência real.
O homem ainda não encarnou sua alma imortal (seu Divino Ser). Deste ponto de vista, podemos assegurar que o homem não tem existência real ainda. O aniquilamento de todos esses falsos e mal chamados centros de consciência só é possível com a negação de nós mesmos.
Assombram-nos ao ver tantos estudantes de ocultismo intitulando-se com belos e sonoros nomes e vestindo-se com túnicas de Grandes Mestres quando ainda nem sequer têm existência real.
É necessário aniquilar o Eu para adquirir existência real. Desejas beber? Não bebas. Desejas fumar? Não fumes. Ferem-te na face direita? Ofereças a esquerda.
A suprema negação do Mim Mesmo acha-se no coito. Não ejacular o Ens Seminis, negar-se no momento supremo, é absoluto sacrifício do Eu e o resultado de semelhante negação de nós mesmos é o despertar do Kundalini.
O fogo queima as escórias do mal e dissolve o Eu totalmente. O fogo é o ouro potável.
A GRANDE OBRA
A Grande Obra está representada pelo Arcano XII do Tarot. Nesta carta vemos um homem dependurado por um pé. As mãos dele estão atadas nas costas, de modo que seu corpo forma um triângulo com a ponta para baixo e suas pernas, uma cruz por cima do triângulo.
Todo o trabalho tem por objetivo adquirir alma, quer dizer, alcançar o ligamento da Cruz com o Triângulo: esta é a Grande Obra. A décima segunda carta do Tarot é alquimia sexual. A Cruz-homem deve se ligar com o Triângulo-Espírito mediante o fogo sexual.
Segundo os chineses, o Deus Fu-Hi (o Adão Cristo) nasce à meia-noite, no dia 4 da décima lua e aos 12 anos precisos. A Virgem Hoa-Se, passeando pela margem do rio (o licor seminal), concebe em seu ventre ao Cristo, quando põe seu pé sobre a pegada do Grande Homem. As quantidades 4, 10 e 12 devem ser estudadas à luz dos capítulos 4, 10 e 12 do presente livro.
TANTRISMO BRANCO E NEGRO
Existem duas classes de tantrismo no oriente. No tantrismo positivo, ensina-se a não ejaculação do Ens Seminis e, no tantrismo negativo, pratica-se a sua ejaculação. Há também um tantrismo cinza no qual não se dá importância à questão da ejaculação seminal. Este último é perigosíssimo porque pode conduzir os estudantes ao tantrismo negativo, tantrismo negro.
A yoga sexual positiva pratica-se sem a ejaculação do licor seminal.
Existe uma Sadhana tântrica para a conexão do membrum virile e da genitalia mulieris. A conexão realiza-se depois de um intercâmbio de carícias entre o homem e a mulher. O casal permanece quieto e com a mente em branco para que o Eu não intervenha. Assim, chegam ao êxtase durante esta Sadhana tântrica.
Os iogues tântricos realizam todo o trabalho sob a direção de um Guru. O único movimento sério que existe na Índia é o tantrismo branco e ele proíbe a ejaculação do Ens Seminis.
A DÉCIMA SEGUNDA CHAVE DE BASÍLIO VALENTIM
O Arcano XII, o apostolado, é profundamente estudado na chave número 12 de Basílio Valentim, e é importante compreendê-la.
Da mesma forma que o Leão transforma a Serpente em sua própria carne, quando a devora, assim também a Pedra Filosofal ou pó de projeção (Leão Vermelho ou Fogo Vivo) tem o poder de transformar ou transmutar os metais imperfeitos em sua própria substância ígnea.
Os metais vis são os falsos valores que constituem o Eu. O fogo transmuta-os e o Eu dissolve-se a fim de adquirirmos alma. Ser é ser diferente. Sem o fermento do ouro (o fogo), ninguém pode compor a Pedra Filosofal ou desenvolver a Virtude Tintórea. A Tintura do Fogo tem o poder de penetrar em todos os corpos internos para transformá-los radicalmente. O semelhante une-se ao semelhante para transformá-lo. O fogo transforma o chumbo da personalidade no ouro do Espírito.
A síntese da Grande Obra está representada por três serpentes que simbolizam o mercúrio, o sal e o enxofre. A ave Fênix levanta-se de suas próprias cinzas. Os alquimistas devem trabalhar durante doze horas para conseguir o fermento do ouro. Eis aqui o Arcano XII da cabala.
Quem possua Ouro Fermentado poderá ter a sorte de Ser realmente.
NÃO IDENTIFICAÇÃO
O homem é uma máquina adormecida.
Se tu queres despertar do sono profundo em que vives, não te identifiques com os desejos, dramas, prazeres, emoções, passagens de tua vida, etc. A cada passo, chama-te à vigilância. Recorda, bom discípulo, que as pessoas estão sonhando. Analisa todos estes sonhos em que vive a humanidade, porém, para que venhas a despertar, não te identifiques com eles. As pessoas acreditam estarem despertas por não estarem no leito e, no entanto, estão com a consciência profundamente adormecida. Sonham.
Tudo que vês entre as pessoas são simples sonhos. Recorda que Não-Identificação não significa abandonar teus deveres como pai, mãe, filho, etc.
Não te identifiques e, assim, despertarás do sono profundo em que vives.

O cachorrinho e o Tigre!!!

Conhecimento X Imaginação...


Um cachorrinho, perdido na selva, vê um tigre correndo em sua direção. Pensa
rápido, vê uns ossos no chão e se põe a mordê-los. Então, quando o tigre está
a ponto de atacá-lo, o cachorrinho diz:
* Ah, que delícia este tigre que acabo de comer!
O tigre pára bruscamente e sai apavorado correndo do cachorrinho, e no caminho
vai pensando:
Que cachorro bravo! Por pouco não come a mim também!
Um macaco, que havia visto a cena, sai correndo atrás do tigre e conta como
ele havia sido enganado.
O tigre, furioso, diz:
* Cachorro maldito! Vai me pagar!
O cachorrinho vê que o tigre vem atrás dele de novo e desta vez traz o macaco
montado em suas costas.
Ah, macaco traidor! O que faço agora?, pensou o cachorrinho. Em vez de sair
correndo, ele ficou de costas, como se não estivesse vendo nada. Quando o tigre
está a ponto de atacá-lo de novo, o cachorrinho diz:
* Macaco preguiçoso! Faz meia hora que eu o mandei me trazer um outro tigre
e ele ainda não voltou!

Prece do Amor Incondicional

Forças Benéficas do Universo,
Que eu possa sempre sentir Amor...
E, se em algum momento não sentir Amor, que eu possa relembrar tão logo seja possível.
Que minhas caminhadas estejam sempre casadas com os quereres mais nobres de minha alma...
E, se houver aí alguma separação, que eu redescubra a conexão, tão logo seja possível.

Que minha busca por felicidade respeite sempre o livre arbítrio dos outros Seres...
E, quando esse respeito não ocorrer, que eu perceba e devolva a integridade aos arbítrios ora invadidos, tão logo seja possível.
Que as pessoas que de mim se afastem possam ir melhor do que chegaram...
Que a divindade que está em mim possa encontrar-se com as divindades das pessoas, e que os meus desejos e os desejos do Amor Absoluto sejam um só.
Que eu possa Amar...
Amar logo...
Amar em breve...
Amar agora...
Amar pra sempre...
(desconheço autoria)

ARREPENDIMENTO

O arrependimento é a chave que nos dignifica, a alavanca que torna-nos neófitos, o símbolo da humildade e bom caráter.

Pelo fato de formarem-se, no interior das ostras, devido à introdução de um corpo estranho, um grão de areia por exemplo ou um verme microscópio, conceitua-se que as pérolas simbolizem o arrependimento.

Seu raro brilho e cor sugerem pureza.

A dignidade antes de uma revolução intima de consciência provém de um exame de consciência, pesando-se os fatos, assumindo as faltas impelidas pela mudança no modo de pensar e na maneira de agir, desta forma estamos abrir as portas aos horizontes de condutas retas.

Muitas vezes o erro de nosso próximo se deve à uma falta de atitude psicológica precisa para com este.

A palavra pecado é terminologicamente oriunda da palavra grega armatia cujo significado é "afastar-se da meta".

...Arrependei-vos pois é chegado o reino dos céus!

Os teólogos ao ensinarem seus discípulos à praticidade de boas obras a fim de merecerem o paraíso, compreendem um céu exteriorizado. Céu e Inferno conceituam-se não serem lugares extra-humanos, mas, estados de consciência intra-humanos.

Resta-nos compreender se a mente humana está preparada para imacular-se, esquivando-se da identificação para com o mau exemplo.

"A vós (que sois os discípulos escolhidos) é revelado o mistério do Reino de Deus. Mas aos outros (aqueles que não o são, a multidão) tudo é comunicado por meio de parábolas, de sorte que: Olhando não vejam; Ouvindo não entendam; e jamais se convertam e lhes sejam perdoados os pecados." (Marcos,IV,11-12)

O perdão existe apenas para os pecadores que se tornam conscientes de que o são mediante o arrependimento.

O pecado só toma consistência mediante três fatores atuados: - saber, querer, fazer, o que nos leva a conceituar que exista uma determinada segurança na ignorância. Mas essa segurança está para aqueles que ainda conceituam alcançarem reinos celestiais distantes do esforço intimo em exteriorizar tais reinos no próprio ambiente aonde se encontra. Torna-se então a ignorância um salvo conduto do comodismo.

Devido à falta de ciência ou a inabilidade em conter o próprio ego adentramos em armatia, de modo que ora o saber, ora o querer não se concretiza, de maneira que isto torna-nos livre de máculas.

Porém existem aqueles que alertam para que não existe perdão para quem peca sabendo!

Afirmações deste tipo conduzem o pecador reincidente à uma evasiva mental de continuo delito, numa busca desenfreada de prazeres inconseqüentes antecedendo seu despojo à níveis infra-dimensionais segundo sua crença desesperançando o caído em contrario à um reanimo auto-realizador psico-espiritual, que por sua vez afetará toda a coletividade. Além do fato da ciência comprovar que o temor à hierarquia é o principal agente de estresse à qualquer ser humano independente de sua faixa etária.

A prática do mal em sua necessidade e do bem em sua necessidade é uma afronta ao principio cósmico cristão que visa o resgate do pecador, além de uma incompreensão das leis kármicas naturais e inflexíveis.

O redimido torna-se o redentor, embora o acomodo levem indivíduos a aconselhar o extermínio de pessoas condizentes com a esfera psicológica da brutalidade ao invés de uma recondução à níveis psicológicos elevados abstendo-se de colocar-se no intimo do pecador aplicando-lhe a misericordiosa alavanca de uma ascensão intima.

O mal praticado para o semelhante encontra-se presente na superficialidade, enquanto torna-se intrínseco para o praticante, pois o arrependimento desvanece a nódoa psíquica, persistindo porém a manha psíquica, denotando o centro de gravidade psicológico manipulado pelos próprios valores negativos engendrados no decorrer de nossa existência devido aos adharmas, estratificando nas profundezas do subconsciente novas ondas de hábito vicioso irradiando ondas negativas para a zona do consciente.

Tal como a física os adharmas podem ser anuladas por porcentagens equivalentes de dharmas, lembrando-nos então de perdoar 70 vezes 7 vezes, para que como o pai nosso ensina sejamos perdoados assim como perdoamos, enquanto cabe a consciência particular do prejudicado aceitar ou não essa reparação mediante o livre-arbítrio, se seu próprio valor negativo não se forjar como falsa justiça.

"Não posso imaginar um Deus a recompensar e a castigar o objecto de sua criação..." Einstein.

Todo o redimido sincero converte-se à um redentor em potencial.

E podemos adentrar na filosofia:

Aonde começa o pecado, ou aonde ele termina, se não pode haver um Juiz tão sábio para julgar a Razão que o determina: isso parte para o princípio de que a Causa Primária rege todas as coisas e não ha nada que não seja por Ela regido.

O que nos leva ao pensamento de Einstein:

"Ele não joga dados com o mundo" - Einstein

Pois reinar no inferno é o tormento dos que não cedem seus ideais à consciência superior situada em si mesmo, portanto cabe-nos, a cada um de nós, nos ínfimos eventos do quotidiano exteriorizar o paraíso.

Arrepender-se e recorrer no erro é tornar-se um explorador de misericórdia, vendo nos setenta vezes sete do perdão Divino um valor que não lhe importasse ao caminho à seguir na consciência de um futuro perdão, salvo devido às nossas próprias fraquezas, essas que surgem quando edificamos nossa filosofia de vida sobre as areias ao invés de construirmos nosso caráter sobre a rocha.

Devemos produzir antes frutos dignos de arrependimento...

A prudência, o entendimento, a interpretação correta de todos os fatos, mediante a um mínimo grau de discernimento e sabedoria interior pode evitar conseqüências catastróficas no que tange ao destino do próprio ser e de seus semelhantes.

De modo algum devemos nos estagnar no remorso, antes produzirmos frutos dignos de arrependimento, o que se torna uma atitude dharmica, anulando os resíduos psicológicos adharmicos do psiquismo, lembrando que, para que algo se torne um pecado é necessário coabitar mentalmente com o mal, e o perdão existe para o pecador, já que este não está incluso naquele que não sabe e a ignorância também é a trave que não conduz à mudança de atitude.

"Para que sejamos pessoas plenas muito poucos possuem a luz e a coragem de pagar o preço do sacrifício pela humanidade, não digo de um sacrifício sanguinolento, mas de um sacro-ofício (Trabalho-Santo). É preciso abandonar por completo a busca da segurança e correr o risco de viver com os dois braços.... (Temos que aprender a andar no fio da navalha de forma a abandonarmos a máscara da personalidade e viver com o trabalho árduo do auto-conhecimento). Dando o Maximo de si pelas Nobres Causas tornando-nos exemplos de uma retidão de caráter, pagando o preço de nossos equívocos humildemente anulando-os com a mesma proporção de boas obras, tornando-nos assim pedreiros de um edifício cujas colunas torais levam o nome de Amor e Sabedoria. Sabedoria está que se predispõe quando cortejamos a dúvida e a ignorância, sem crer-nos detentores do verdadeiro conhecimento, atuando nos conflitos da vida com a coragem e aceitação do viver ou morrer destruindo nosso ego e desaprisionando as virtudes por estes abafadas. Precisamos amar ao próximo e usarmos nossas ferramentas de trabalho, e, não amarmos nossas ferramentas de trabalho e usarmos o próximo. Somos todos os seres passiveis de resgate do apego à matéria, assim sendo somos Sagrados e Divinos, pois o Senhor nos criou a sua imagem e semelhança, assim sendo somos abençoados pelo nosso Deus Interior, com o arrependimento e a concreta crença absoluta no perdão, já não somos miseráveis pecadores, como diriam os "Órficos": "Somos deuses, apenas nos esquecemos disto!". O fato de termos esquecido disto e recordar-mo-nos de que disto esquecemos torna-se o primeiro passo para uma mudança benigna de nosso caráter em busca a reunião, o religare com nosso DEUS INTERIOR (Pai em oculto) uníssono ao PAI CÓSMICO (Pai que está nos Céus). Assim tomemos o líquido do esquecimento de nosso passado profano, coloquemos uma pedra no que se foi e residuou-se como fantasmas em nossa mente a brindar-nos ou perseguimos e passemos a edificar o futuro neste instante, trabalhando com os três fatores de revolução de consciência: Negue-se a si mesmo, apanhe sua cruz e siga-Me, disse A Luz do Mundo. Lembrando-se sempre que o Amor, o siga-Me exposto por Cristo, tange ou transcende todas as leis. Esse é o Amor incondicional que não visa méritos em especial para si, mas felicita-se com a auto-realização psico-espiritual do próximo.."

AUTOCONHECIMENTO

O subconsciente de uma pessoa projeta sobre a outra o que não vê em si própria.

O que nos torna autoconhecedores, não é o fato de possuirmos uma carteirinha, não faltarmos à uma palestra, ou compormos uma determinada ordem, o que nos torna auto-conhecedores é unicamente o trabalho sobre si mesmo, assim sendo somos o vigia, o aluno e o sacerdote de nosso próprio templo psico-espiritual, e a limpeza de tal templo se faz intro.

Quem somos, o que estamos pensando, o que estamos fazendo e qual o nosso destino, são perguntas que devemos treinar o nosso intelecto a fazer-nos constantemente, de modo a detectarmos se nossos valores negativos estão sobrepondo-se às nossas virtudes isso é o que podemos denominar gnosis.

O fato de compreendermos nossos próprios valores negativos cujo porta-voz é o nosso ego, não implica em conduzi-los ao id., e sim em elimina-los através de sua compreensão em todos os departamentos de atuação, em um regime de castidade, assim como Mahatma Gandhi fizera o voto de Brama-charya, dizendo não ao karma ego-libido-animal cuja força apenas nos leva a busca desenfreadas de maiores prazeres, desta forma compreendendo gradativamente cada valor podemos faze-lo desaparecer dando lugar à uma virtude de nossa própria essência que é Una com Deus.

A felicidade cósmica predispõe que o homem se conheça a si mesmo em sua realidade central vivendo de acordo com este conhecimento. O autoconhecimento torna-se assim, através da auto-observação a chave mestra para a auto-realização em todas as esferas do ser.

Um dos maiores equívocos no autoconhecimento, é confundir mente com cérebro, quando tratamos de mente, tratamos de nosso próprio aparelho psico-espiritual, seus valores, seus resíduos kármicos, e todas as experiências de vida residuadas no nosso psiquismo através das experiências adquiridas no decorrer de nossa única existência, mesmo que esta denote várias vidas.

A mente exerce influência sobre o corpo da mesma maneira que o corpo a influência.

No aspecto neurológico (cérebro), os pensamentos inerentes a mente (espírito em sua pluralidade de valores ou alma) é o resultado e o produtor das alterações químicas e elétricas em nosso organismo, de forma que há uma interação entre mente e corpo, como pólos da mesma energia criadora, contentores cada qual de algo de cada um em sua interação.

O Ocidente, aos poucos abriu as portas reconhecendo o efeito dos pensamentos sobre o corpo, herança trazida através da cabala dos tempos através das primeiras civilizações, de forma que o ocidente estabeleceu o conceito teórico de somatopsicossomática, estabelecendo principalmente a influência do corpo sobre os processos mentais, os quais por sua vez afetam o próprio corpo denotando um intercâmbio, em que uma porcentagem pode ser encontrada em órgãos tais como o hipotálamo, uma porção minúscula do cérebro, que pesa pouco mais de sete gramas, tornando-se o centro de abastecimento de pensamentos e sentimentos para o córtex cerebral e do córtex cerebral. O hipotálamo governa todas as glândulas produtoras de hormônio no corpo por meio de seu controle direto da hipófise, contatando e comandando, desta forma a comunicação, o controle e a integração das funções de cada célula, de cada órgão e de cada sistema energético percorrente do corpo. Tal órgão de suma importância capta cada pensamento e emoção criada pela consciência e sub-consciência na forma de impulsos nervosos traduzindo tais impulsos em produção hormonal.

À medida que nossos diversos resíduos psicológicos afloram em pensamentos negativos ou devido à nossa mal reacção de stress, à uma transferência de arquivos denotando a enfermidade e o bloqueio, desta forma o corpo possui um sistema completo de defesa, destinado a servi-lo em tempo de perigo, diferenciando, a custo entre o perigo real e o stress mental ou neurose.

Podemos conceituar a própria influência mental a controlar este órgão e outros semelhantes a ele com nossos pensamentos, de forma que pensamentos conscientes e subconscientes interagindo-se saudavelmente propiciam uma corrente contra estados de grande stress de forma que as descargas do hipotálamo comandam o funcionamento normal dia a dia do ramo parassimpático do sistema nervoso autônomo com a finalidade de ser supersedado pelo sistema de emergência, o ramo simpático, seqüenciado eventos por todo o sistema corpóreo.

Assim sendo podemos dizer que de acordo com a sanidade de nossa mente, assim também há a sanidade de nosso corpo e vice-versa!

A energia de nossa alma manifesta-se em todos e cada um de nós. A resistência apenas a bloqueia.

O Auto Conhecimento é a alavanca para a geração de uma personalidade independente.

Estando Jesus em nossos corações, o autoconhecimento torna-nos os humildes trabalhadores da Casa de Jesus.

Quem somos, de onde viemos, e para onde vamos?

Meditemos sobre isso lembrando que o Mundo nos é presenteado pela natureza de nossas almas, e assim um dia, podemos fitar o céu de nossa própria mente serena mediante a felicidade da espontânea auto-realização que conduz ao reflexo exterior de um mundo mais humano e feliz, e, com alegria em vez de medo, visualizarmos os fragmentos do amor ao semelhante, faíscas da mesma chama, lampejando durante um momento na órbita de nossa percepção, procurando aprender tudo o que nosso próprio intimo e nosso próprio universo tem a nos oferecer, assimilando o saber das causas conciliadas à espontaneidade do coração puro, modesto, humilde e sincero, na ascensão milenar para união no Sol Central, conciliando os próprios pensamentos, sentimentos e vontades ao universo em busca de auxilio à todos os seres, à todas as formas, ascensão esta, conhecida dos sábios e filósofos de todos os tempos como a meta final da perfeição, não só do homem como do próprio Homem Cósmico que voltaremos a ser.

"A maioria de nós prefere olhar para fora e não para dentro de si mesmo" - Einstein

Nossos hábitos compulsivos e nocivos são periféricos e não constituem o autoconhecimento, pois representa mal nosso real ser, a compreensão de tais hábitos implicam em sua eliminação, porém forçosamente constitui-se em uma falsidade desnecessária por representar anti-naturalmente algo que em nosso íntimo, por vezes não somos. Nosso real ser apresenta-se naturalmente, com a abdicância de nossas evasivas mentais e da falsa luz de nossa personalidade na descida de nossas defesas psicológicas.

Não devemos simplesmente correlacionar nossa força de vontade ao auto-conhecimento, pois o domínio de um desejo sobre o outro torna-se apenas temporário e dominar um valor negativo não implica em tornar um positivo atuante, elimina-lo, sim.

O ascetismo pela obtenção de felicidade pessoal é outro grande equívoco, pois nosso real ser baseia-se em atuar em estado de renúncia sem frustração.

Um outro equívoco ocorre em correlacionarmos conhecimento com inteligência. Um homem não deixa de ser sábio só por não compreender fatos cósmicos, existe apenas uma carência de informações, os quais mediante o interesse pode utilizar sua inteligência a fim de reunir conhecimentos necessários que lhe transformarão interiormente.

Outro equivoco se processa em crer que um fato mentalmente memorizado pode despertar-nos, como é o caso dos repetitivos rituais que findaram por tornarem-se mecanicistas. A memorização de um fato não implica em sua compreensão psíquica. Necessitamos mais do que uma biblioteca de fatos, necessitamos da visão esclarecedora que conduz à transformação íntima.

Outro equivoco que se sucede com algumas pessoas é a auto-ilusão, crer-se conhecedor de si mesmo.

A compreensão do mundo interior causa a cessação de problemas no mundo exterior.

Nosso eu profundo pode permanecer-se imóvel e serenamente observante dos fenômenos existenciais, tornando-se preceptivo dos eventos tais como realmente são sem que estes possam afetar-lhe de maneira alguma a paz. Agindo assim encontra-se a felicidade mesmo na pobreza, no fracasso e na doença. Se não percebermos que o pensamento errôneo é a raiz de nossos problemas, poderemos colocar em prática todas as leis e mesmo assim não deixaremos de experimentar as conseqüências dolorosas de tais pensamentos. Para que encontremos a felicidade é necessário manter-se sereno perante o caos e o sofrimento à nossa volta, tendo em vista que a nossa transformação intima já é a transformação de uma parcela do mundo, não devemos conceituar que nossas idéias sobre a vida constituem ela própria, mas a compreensão desta e o entendimento de suas causas primárias libertam-nos do labirinto das idéias pré-concebidas. O homem é aquilo que ele pensa em seu coração.

Devemos cessar a luta e adentrarmos no silêncio, captando a voz interior de nosso verdadeiro eu, voz orientadora cuja única meta é a auto-emancipação.

Reportamo-nos à pensamentos do célebre Cientista Albert Einstein nascido em Ulm, na Alemanha, no dia 14 de março de 1879, filho de Hermann Einstein e Pauline Koch:

"Talvez algum dia a solidão venha a ser adequadamente reconhecida e apreciada como mestra da personalidade. Há muito que os orientais o sabem. O indivíduo que teve experiência da solidão não se torna vítima fácil da sugestão das massas." Seguindo o pensamento do mesmo homem... "Jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo. " Ainda a ele..."O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego."

O ego é o epicentro de todas as perturbações de nosso quotidiano, na medida que reduzimos sua tirania, reduzimos também o resultante do ego (apego, aversão e medo), em contra proposta e na mesma medida recuperamos a paz e a saúde e abrimos o caminho para a felicidade.

Da união dos dois estados da mente ou consciência simbolizados pelos fenômenos e a consciência dos fenômenos, nasce o estado de consciência. Nas descobertas dos manuscritos de Nag Hammadi Jesus cita:

"... Antes, descubram que o Reino está dentro de vocês, e também fora de vocês. Apenas quando vocês se conhecerem, poderão ser conhecidos, e então compreenderão que todos vocês são filhos do Pai vivo. Mas se vocês não se conhecerem a si mesmos, então vocês vivem na pobreza e são a pobreza".

É notável a semelhança desta sentença de Jesus com a máxima adotada por Sócrates, emprestada do pórtico do Templo de Apolo, em Delfos:

"Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás aos deuses e ao universo."

(A inscrição no templo de Apolo em Delfos - "Conhece-te a ti mesmo" - inspirou o trabalho socrático de despertar as consciências.)

De igual forma, Buda dizia que só o conhecimento de si levava à iluminação, do mesmo modo que Láo-Tsé dizia que apenas o conhecimento da ordem dentro de si levava à compreensão do Tao.

"Deus é amor - Quem permanece no amor permanece em Deus."(S. João)

"O reino de Deus está dentro de vós."(Jesus)

A serenidade mental pode se exteriorizar se no íntimo os opostos se reconciliarem.

O autoconhecimento não deve ser confrontado perante o espelho da personalidade que projeta uma falsa luz, mas no vórtice da natureza intima do indivíduo aonde se encontram os desejos profundos que denotam sua verdadeira qualidade interior.

De que adianta determos uma personalidade virtuosa e caritativa se em nosso id. afloram desejos de adultério, infra-sexualismo, vícios, sadismo, vingança, rancor..., mesmo que tais desejos sejam retardados pelo superego, um dia eles irão aflorar, seja perante o uso de um entorpecente ou um determinado grau de embriagues, ou no desligamento psíquico para nossos sonhos noturnos que por inúmeras vezes denotam de forma metafórica nossos reais anseios, os mesmos sonhos, que segundo os Tibetanos tomarão forma real a nos perseguir ou acolher em relação aos nossos próprios resíduos psicológicos perante o desenlace psíquico no momento da morte.

"Se vos fizerdes como uma criança, entrarás no Reino dos Céus".

As crianças não projetam a falsidade, são dependentes da paternidade, ainda estão envolvidas em uma qualidade atemporal e distante das preocupações sociais, assim como desapegadas às preocupações materiais, muito embora já denotem uma hereditariedade de conhecimentos inatos.

Fazendo-nos como crianças influímos na desintegração dos valores negativos que levamos agregados ao nosso psiquismo, encontrando equilíbrio entre seus próprios opostos e nos colocando como uma criança à mercê de nosso próprio eu profundo, a parte mais próxima do divino, em nós exteriorizamos a pureza.

Podemos concluir, refletindo sobre nós, que levamos o Cristo dentro, retirando o homem da busca de uma divindade exterior, para um encontro com sua verdadeira identidade interior, seu eu mais profundo. Saímos assim da esfera do fanatismo e da infantilidade das crendices baseadas em salvações externas, não condizentes com o nosso próprio trabalho íntimo.

Da mesma forma, os "órficos" reportavam-se ao processo evolutivo como uma tomada de consciência de que somos deuses por sermos filhos de Deus.

A chave para o autoconhecimento é uma auto-observação constante, ou o que chamam de vigília, uma auto-análise dos próprios valores negativos e uma compreensão de seu surgimento, seu despertar e suas formas de atuação, compreendendo assim nosso defeitos, gradativamente eles perdem seu poder de atuação e dissipam-se.

Formulemos uma auto-análise sobre nosso próprio grau de consciência desperta e sobre a esfera psicológica que nos encontramos, sobre nossos próprios valores positivos e negativos e sobre nossas próprias atitudes equivocadas.

Lembrando que o mundo nos é presenteado pela natureza de nossas almas, devemos estudarmo-nos de maneira simples e direta, que não depende das ações exteriores, nem de nossos preconceitos e caprichos pessoais, a solução não esta na conferência ou nos projetos, não se encontra no "vir a ser", mas no "estar sendo" O problema não reside no mundo, mas no interior de nosso próprio psiquismo, pois o mundo é um reflexo deste, se o mundo está mal é porque nós, Você e eu deixamos de fazer alguma coisa certa ou fizemos alguma coisa errônea ou equivocada para que ele assim se encontrasse, é difícil assumir isso, a mente buscará evasiva, mas para compreender o mundo que nos fora doado, devemos compreender nossa natureza. As sociedades são nossos vínculos de afinidades psicológicas. Não é um líder que vai mudar o mundo, mas a transformação dos indivíduos que constituem as massas. Não é uma conferência, na qual o conferencista sacrifica de seu tempo entregando a chave para o despertar de um adormecido, na pérola do arrependimento e transformação intima, mas o trabalho sobre si mesmo, a transformação íntima de cada indivíduo mediante o autoconhecimento. Se um indivíduo, eu ou você, se der conta que é parte integrante da coletividade de indivíduos, e provocar não no "vir a ser" mas no "estar sendo" uma transformação de valores ou uma regeneração, aprendendo a perdoar-se sem a necessidade de buscar um perdão exterior, sem sucumbir ao ambiente, já está efetuando uma valorosa revolução de consciência. Se desejamos saber o que somos, não devemos ter uma crença ou imaginar algo que não somos. Não basta saber que sou ganancioso, invejoso ou violento, saber e compreender requer um percebimento extraordinário, uma honestidade livre do auto-engano, uma lucidez de pensamento, e uma coragem súbita para enfrentar a realidade em silêncio, e provocar o paraíso terrestre em qualquer esfera que nos encontremos psicologicamente análoga às leis do magnetismo.

A compreensão do que somos, não importa se somos o bem ou o mal, mas a compreensão do que somos é o começo da virtude. Assim como a compreensão da insanidade conduz à sanidade. A revolução deve começar dentro de nós mesmos, não estaria na hora de cristificarmo-nos ao invés de ficar apenas louvando que fez isso por nós. Devemos nós, eu e você, compreendermos o processo integral de nossos pensamentos, sentimentos e vontades nas relações. A solução não está no fato de termos mais disciplinas, crenças, ideais e instrutores, mas na compreensão de todos os nossos valores, tais como somos de momento a momento, em cada infinitesimal emergir de um universo em constante criação. Só neste estado de liberdade e tranqüilidade pode haver criação, e não uma mera repetição.

Nosso corpo e nosso crânio podem ser mortos, mas a algo em nós, uma faísca, uma centelha, uma chama, que nos torna imortais.

Glass Eagle (666-144.000)

EOSTRE, A DEUSA DO RENASCIMENTO DA VEGETAÇÃO

Eostre era a Grande Deusa Mãe saxônica da Alvorada, da Luz Crescente da Primavera e o Renascimento da Vegetação. Era conhecida pelos nomes: Ostare, Ostara, Ostern, Eostra, Eostur, Austron e Aysos.
Esta Deusa estava também associada a lebres, coelhos e ovos.
A Deusa Eostre pode relacionar-se com a Deusa Eros grega e a Deusa Aurora romana, ambas Deusas do Amanhecer, e com Ishtar e Astarte da Babilônia, ambas deusas do amor.

Segundo a Lenda, Eostre encontrou um pássaro ferido na neve. Para ajudar o animalzinho transformou-o em uma lebre, mas a transformação não processou-se completamente e o coelho permaneceu com a habilidade de colocar ovos. Como agradecimento por ter salvo sua vida, a lebre decorou os ovos e levou-os como presente para a Deusa Eostre. A Deusa maravilhou-se com a criatividade do presente e, quis então, compartilhar sua alegria com todas as crianças do mundo. Criou-se assim, a tradição de se ofertar ovos decorados na Páscoa, costume vigente em nossos dias atuais.
Os ovos são símbolos de fertilidade e vida. Uma tradição antiga dizia que se deveria pintar os ovos com símbolos equivalentes aos nossos desejos. Mas, sempre um dos ovos deveria ser enterrado, como presente para a Mãe Terra.
A Lebre da Páscoa era o animal sagrado da nossa deusa teutónica da Primavera, Eostre, a Deusa Lunar que dava fertilidade à terra e tinha cabeça de Lebre. A palavra inglesa para Páscoa,* Easter, provém do nome da deusa Eostre, também designada Ostara ou Eostar. O dia do culto de Eostre, a Páscoa (Easter), que ainda é praticado pelos seguidores da tradição celta, é no primeiro Domingo depois da primeira Lua Cheia, após o equinócio da Primavera, ocorrendo entre os dias 19 e 22 de Março.
A Lebre, que é o animal sagrado da deusa da Primavera, é assim, por isso, um símbolo de fertilidade, de renovação e do regresso da Primavera.
Dizia-se, no século XVIII (e ainda hoje em algumas regiões), que quem comesse carne de lebre seria belo durante sete dias. Nos Vosges, era necessário comê-la durante sete dias seguidos.
Segundo os "Evangelhos das Rocas":"Quando alguém se põe em caminho para um lugar, e uma lebre ven ao seu encontro, é muito mau sinal. Para evitar todos os perigos, deve voltar-se três vezes ao lugar de onde veio, para depois continuar o caminho; então estará fora de perigo". Esse preconceito do encontro com a lebre, assinalado pelo cura Thiers do séc. XVII, pode ser geral, sendo encontrado em todas as regiões da França.
Na região de Lannion, várias lebres são as almas de senhores condenados a se tornar animais tímidos, porque, quando vivos, puseram o mundo todo a tremer.
Eoster também é uma Deusa da Pureza, da Juventude e da Beleza. Era comum na época da Primavera recolher orvalho para banhar-se em rituais. Acretava-se que o orvalho colhido nesta época do ano, estava impregnado com as energias da prurificação e juventude de Eostre, e por isso tinha a virtude de purificar e rejuvenescer.
FESTIVAL DE OSTARA (21-23/03) - EQUINÓCIO DA PRIMAVERA
Este festival também é conhecido como Eostre, em honra à Deusa. Este cerimonial deriva da palavra inglesa "East" (Leste), que é a posição do sol nascente. Muitas bruxas colocam seus altares nesta posição para honrar a Deusa Eostre. No Hemisfério Norte, (21-23) de março, é quando o Inverno se despede dando lugar para o florescer de toda a vegetação. Por isso, Ostara é um festival do fogo e da fertlidade, que celebra o retorno triunfal do Sol e da fertlidade da Terra.
É com a primavera que também renascem nossos corações e nossos espíritos vibram em harmonia com as forças da vida.
É quando nossas mentes se tornam um terreno fértil para a sabedoria e nossos ouvidos sensíveis às palavras que alento que se encontram no vento. É quando podemos nos sentir completos e eternos.
Este é um dia especial para se honrar a juventude, a alegria de viver e a música. Na terra a renovação se faz, envolvendo-nos de vida e esperança.
É tempo de plantar e celebrar os primeiros vestígios da fertilidade da Terra e do renascimento do Sol. É época de cantar e dançar em torno das fogueiras, ornadas com grinaldas de flores na cabeça, comunhando com a terra e a primavera. É tempo de honrarmos a Deusa Eostre!
MEDITAÇÃO À DEUSA EOSTRE
Procure um lugar reservado onde ninguém possa interrompê-la. Sente-se confortávelmente e expire e inpire profundamente por três vezes. Agora tente esvaziar sua mente de qualquer preocupação. Desligue-se da tomada e relaxe.
Visualize um bosque muito denso. O céu está todo coberto de nuvens escuras, o ar que respira é melancólico, somente de vez em quando, um raio de luz atravessa as nuvens e ilumina seu caminho. Os galhos das árvores estão nus e em suas pontas podes ver brotos que ensaiam seu nascimento. Um vento frio sopra ao seu redor e a terra parece hibernar. Caminhe um pouco mais e verá uma centenária árvore, que parece ter sido alvejada por um raio, pois seu tronco está partido em dois, a madeira interna ficou seca pela exposição ao tempo e muitas folhas secas cobrem o chão à sua volta. A árvore realmente morreu. Quando olhares para cima, irás te surpreender ao avistar uma mulher. Ela estará toda vestida de branco e traz na mão uma cesta coberta. Bem acomodada sentada no tronco da árvore, fará um gesto pedindo para que te aproximes. Ela pega a cesta e levanta o pano. Dentro, verá ovos de todas as cores, adornados com diversas formas e figuras. Não poderás pensar em nada melhor do
escolher um destes lindos ovos e guardá-lo para ti. A Deusa pedirá para que feches os olhos e escolha apenas um. Obedeça-lhe e com cuidado escolha apenas um....abra em seguida os olhos para admirá-lo. Como ele é? Pense no que significa a decoração do ovo e porque Eostre quis te dar este presente em particular para a Primavera que se aproxima. Depois de olhares bem o ovo, levante a cabeça para agradecer a Deusa, mas talvez Ela já tenha ido embora, mas sabes que mesmo assim já recebestes as bençãos da Deusa Eostre.

Quando retornares pelo mesmo caminho, notarás que as nuvens do céu desapareceram, pequenas flores cobrem a relva e pássaros estão cantando. Não parece nem de longe com a paisagem que se descortinou quando inicialmente aqui chegou. Agora a Terra está cheia de vida, o ar perfumado, o céu está azul e você sente o calor do sol aquecer você. É Primavera em seu coração! Este é o maior dos presentes que a Deusa Eostre nos oferece.
Seja então Bem-Vinda a uma nova Primavera em sua vida!

O OVO MÁGICO

Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa.
O ovo também está associado ao crescimento e a novos começos, vamos então tornar um ovo mágico e fazer com contenha dentro dele todas as nossas esperanças e desejos para a vinda da nova estação?
Pegue um ovo cru e tinja com a cor apropriada para seus desejos:
Verde - Para o crescimento e a prosperidade;
Vermelho ou Cor-de-rosa - Para o amor e a união;
Roxo - Para o desenvolvimento psíquico e crescimento espiritual;
Amarelo - Para novos começos e sucesso nos estudos;
Azul - Para a paz e serenidade;
Laranja - Para o poder e energia;
Agora pegue o ovo e fure em uma das extremidades e o esvaze completamente. Lave-o cuidadosamente para não quebrar. Como três é um número mágico, você usará duas ervas e uma pedra carregados de seus desejos para encher o ovo. Obedecendo a seguinte ordem:
Ovo verde - louro, pau de canela e uma pedra de citrino;
Ovo vermelho ou Cor-de-rosa - folha de damiana, pétala de rosa e uma pedra de quartzo rosa;
Roxo - semente de papoula, sândalo branco e uma pedra de ametista;
Amarelo - lavanda, pimenta da Jamaica e uma pedra de quartzo;
Azul - camomila, lúpulo e uma pedra azul;
Laranja - patchouli, pau de canela e pedra olho de tigre.
Acenda uma vela da cor de seu ovo. Pegue na mão cada uma das ervas e depois a pedra em sua mão e os imante com a energia de seus desejos. Em seguida pode colocá-los dentro do ovo. Agora goteje a cera da vela para dentro do ovo até enchê-lo por completo. Com o dedo, você pode alisar e dar acabamento na porção que abriu para colocar as ervas e a pedra.
Mantenha o ovo mágico em um lugar seguro e escondido e quando você alcançar seu objetivos, enterre-o em um jardim.
BOA SORTE!
As Deusas que animam a mitologia antepassada, movem-se por nossas almas e atuam de maneira inquietadora. Os cenários dos antigos roteiros hoje são visíveis nos enredos que encenamos, por mais que as variações sejam milenares.
Ler as histórias das Deusas nos faz mais uma vez nos religar com as zonas atemporais do psiquismo. Quando elas acordam algo dentro de nós, as Deusas estão de volta e se movimentando no estilo numinoso e invisível.
Assim, a velha e antiga história de sempre, a mescla de Deusas e mortais, pousada nos penhascos do tempo, contempla as cavernosas profundidades da alma.
Texto pesquisado e desenvolvido por
Rosane Volpatto
Alberto Junior.
albertojunior404@hotmail.com