Por favor, preencha a atmosfera com a vibração sublime dos Santos Nomes:
Hare Krsna Hare Krsna Krsna Krsna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

AUTOCONHECIMENTO

O subconsciente de uma pessoa projeta sobre a outra o que não vê em si própria.

O que nos torna autoconhecedores, não é o fato de possuirmos uma carteirinha, não faltarmos à uma palestra, ou compormos uma determinada ordem, o que nos torna auto-conhecedores é unicamente o trabalho sobre si mesmo, assim sendo somos o vigia, o aluno e o sacerdote de nosso próprio templo psico-espiritual, e a limpeza de tal templo se faz intro.

Quem somos, o que estamos pensando, o que estamos fazendo e qual o nosso destino, são perguntas que devemos treinar o nosso intelecto a fazer-nos constantemente, de modo a detectarmos se nossos valores negativos estão sobrepondo-se às nossas virtudes isso é o que podemos denominar gnosis.

O fato de compreendermos nossos próprios valores negativos cujo porta-voz é o nosso ego, não implica em conduzi-los ao id., e sim em elimina-los através de sua compreensão em todos os departamentos de atuação, em um regime de castidade, assim como Mahatma Gandhi fizera o voto de Brama-charya, dizendo não ao karma ego-libido-animal cuja força apenas nos leva a busca desenfreadas de maiores prazeres, desta forma compreendendo gradativamente cada valor podemos faze-lo desaparecer dando lugar à uma virtude de nossa própria essência que é Una com Deus.

A felicidade cósmica predispõe que o homem se conheça a si mesmo em sua realidade central vivendo de acordo com este conhecimento. O autoconhecimento torna-se assim, através da auto-observação a chave mestra para a auto-realização em todas as esferas do ser.

Um dos maiores equívocos no autoconhecimento, é confundir mente com cérebro, quando tratamos de mente, tratamos de nosso próprio aparelho psico-espiritual, seus valores, seus resíduos kármicos, e todas as experiências de vida residuadas no nosso psiquismo através das experiências adquiridas no decorrer de nossa única existência, mesmo que esta denote várias vidas.

A mente exerce influência sobre o corpo da mesma maneira que o corpo a influência.

No aspecto neurológico (cérebro), os pensamentos inerentes a mente (espírito em sua pluralidade de valores ou alma) é o resultado e o produtor das alterações químicas e elétricas em nosso organismo, de forma que há uma interação entre mente e corpo, como pólos da mesma energia criadora, contentores cada qual de algo de cada um em sua interação.

O Ocidente, aos poucos abriu as portas reconhecendo o efeito dos pensamentos sobre o corpo, herança trazida através da cabala dos tempos através das primeiras civilizações, de forma que o ocidente estabeleceu o conceito teórico de somatopsicossomática, estabelecendo principalmente a influência do corpo sobre os processos mentais, os quais por sua vez afetam o próprio corpo denotando um intercâmbio, em que uma porcentagem pode ser encontrada em órgãos tais como o hipotálamo, uma porção minúscula do cérebro, que pesa pouco mais de sete gramas, tornando-se o centro de abastecimento de pensamentos e sentimentos para o córtex cerebral e do córtex cerebral. O hipotálamo governa todas as glândulas produtoras de hormônio no corpo por meio de seu controle direto da hipófise, contatando e comandando, desta forma a comunicação, o controle e a integração das funções de cada célula, de cada órgão e de cada sistema energético percorrente do corpo. Tal órgão de suma importância capta cada pensamento e emoção criada pela consciência e sub-consciência na forma de impulsos nervosos traduzindo tais impulsos em produção hormonal.

À medida que nossos diversos resíduos psicológicos afloram em pensamentos negativos ou devido à nossa mal reacção de stress, à uma transferência de arquivos denotando a enfermidade e o bloqueio, desta forma o corpo possui um sistema completo de defesa, destinado a servi-lo em tempo de perigo, diferenciando, a custo entre o perigo real e o stress mental ou neurose.

Podemos conceituar a própria influência mental a controlar este órgão e outros semelhantes a ele com nossos pensamentos, de forma que pensamentos conscientes e subconscientes interagindo-se saudavelmente propiciam uma corrente contra estados de grande stress de forma que as descargas do hipotálamo comandam o funcionamento normal dia a dia do ramo parassimpático do sistema nervoso autônomo com a finalidade de ser supersedado pelo sistema de emergência, o ramo simpático, seqüenciado eventos por todo o sistema corpóreo.

Assim sendo podemos dizer que de acordo com a sanidade de nossa mente, assim também há a sanidade de nosso corpo e vice-versa!

A energia de nossa alma manifesta-se em todos e cada um de nós. A resistência apenas a bloqueia.

O Auto Conhecimento é a alavanca para a geração de uma personalidade independente.

Estando Jesus em nossos corações, o autoconhecimento torna-nos os humildes trabalhadores da Casa de Jesus.

Quem somos, de onde viemos, e para onde vamos?

Meditemos sobre isso lembrando que o Mundo nos é presenteado pela natureza de nossas almas, e assim um dia, podemos fitar o céu de nossa própria mente serena mediante a felicidade da espontânea auto-realização que conduz ao reflexo exterior de um mundo mais humano e feliz, e, com alegria em vez de medo, visualizarmos os fragmentos do amor ao semelhante, faíscas da mesma chama, lampejando durante um momento na órbita de nossa percepção, procurando aprender tudo o que nosso próprio intimo e nosso próprio universo tem a nos oferecer, assimilando o saber das causas conciliadas à espontaneidade do coração puro, modesto, humilde e sincero, na ascensão milenar para união no Sol Central, conciliando os próprios pensamentos, sentimentos e vontades ao universo em busca de auxilio à todos os seres, à todas as formas, ascensão esta, conhecida dos sábios e filósofos de todos os tempos como a meta final da perfeição, não só do homem como do próprio Homem Cósmico que voltaremos a ser.

"A maioria de nós prefere olhar para fora e não para dentro de si mesmo" - Einstein

Nossos hábitos compulsivos e nocivos são periféricos e não constituem o autoconhecimento, pois representa mal nosso real ser, a compreensão de tais hábitos implicam em sua eliminação, porém forçosamente constitui-se em uma falsidade desnecessária por representar anti-naturalmente algo que em nosso íntimo, por vezes não somos. Nosso real ser apresenta-se naturalmente, com a abdicância de nossas evasivas mentais e da falsa luz de nossa personalidade na descida de nossas defesas psicológicas.

Não devemos simplesmente correlacionar nossa força de vontade ao auto-conhecimento, pois o domínio de um desejo sobre o outro torna-se apenas temporário e dominar um valor negativo não implica em tornar um positivo atuante, elimina-lo, sim.

O ascetismo pela obtenção de felicidade pessoal é outro grande equívoco, pois nosso real ser baseia-se em atuar em estado de renúncia sem frustração.

Um outro equívoco ocorre em correlacionarmos conhecimento com inteligência. Um homem não deixa de ser sábio só por não compreender fatos cósmicos, existe apenas uma carência de informações, os quais mediante o interesse pode utilizar sua inteligência a fim de reunir conhecimentos necessários que lhe transformarão interiormente.

Outro equivoco se processa em crer que um fato mentalmente memorizado pode despertar-nos, como é o caso dos repetitivos rituais que findaram por tornarem-se mecanicistas. A memorização de um fato não implica em sua compreensão psíquica. Necessitamos mais do que uma biblioteca de fatos, necessitamos da visão esclarecedora que conduz à transformação íntima.

Outro equivoco que se sucede com algumas pessoas é a auto-ilusão, crer-se conhecedor de si mesmo.

A compreensão do mundo interior causa a cessação de problemas no mundo exterior.

Nosso eu profundo pode permanecer-se imóvel e serenamente observante dos fenômenos existenciais, tornando-se preceptivo dos eventos tais como realmente são sem que estes possam afetar-lhe de maneira alguma a paz. Agindo assim encontra-se a felicidade mesmo na pobreza, no fracasso e na doença. Se não percebermos que o pensamento errôneo é a raiz de nossos problemas, poderemos colocar em prática todas as leis e mesmo assim não deixaremos de experimentar as conseqüências dolorosas de tais pensamentos. Para que encontremos a felicidade é necessário manter-se sereno perante o caos e o sofrimento à nossa volta, tendo em vista que a nossa transformação intima já é a transformação de uma parcela do mundo, não devemos conceituar que nossas idéias sobre a vida constituem ela própria, mas a compreensão desta e o entendimento de suas causas primárias libertam-nos do labirinto das idéias pré-concebidas. O homem é aquilo que ele pensa em seu coração.

Devemos cessar a luta e adentrarmos no silêncio, captando a voz interior de nosso verdadeiro eu, voz orientadora cuja única meta é a auto-emancipação.

Reportamo-nos à pensamentos do célebre Cientista Albert Einstein nascido em Ulm, na Alemanha, no dia 14 de março de 1879, filho de Hermann Einstein e Pauline Koch:

"Talvez algum dia a solidão venha a ser adequadamente reconhecida e apreciada como mestra da personalidade. Há muito que os orientais o sabem. O indivíduo que teve experiência da solidão não se torna vítima fácil da sugestão das massas." Seguindo o pensamento do mesmo homem... "Jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo. " Ainda a ele..."O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego."

O ego é o epicentro de todas as perturbações de nosso quotidiano, na medida que reduzimos sua tirania, reduzimos também o resultante do ego (apego, aversão e medo), em contra proposta e na mesma medida recuperamos a paz e a saúde e abrimos o caminho para a felicidade.

Da união dos dois estados da mente ou consciência simbolizados pelos fenômenos e a consciência dos fenômenos, nasce o estado de consciência. Nas descobertas dos manuscritos de Nag Hammadi Jesus cita:

"... Antes, descubram que o Reino está dentro de vocês, e também fora de vocês. Apenas quando vocês se conhecerem, poderão ser conhecidos, e então compreenderão que todos vocês são filhos do Pai vivo. Mas se vocês não se conhecerem a si mesmos, então vocês vivem na pobreza e são a pobreza".

É notável a semelhança desta sentença de Jesus com a máxima adotada por Sócrates, emprestada do pórtico do Templo de Apolo, em Delfos:

"Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás aos deuses e ao universo."

(A inscrição no templo de Apolo em Delfos - "Conhece-te a ti mesmo" - inspirou o trabalho socrático de despertar as consciências.)

De igual forma, Buda dizia que só o conhecimento de si levava à iluminação, do mesmo modo que Láo-Tsé dizia que apenas o conhecimento da ordem dentro de si levava à compreensão do Tao.

"Deus é amor - Quem permanece no amor permanece em Deus."(S. João)

"O reino de Deus está dentro de vós."(Jesus)

A serenidade mental pode se exteriorizar se no íntimo os opostos se reconciliarem.

O autoconhecimento não deve ser confrontado perante o espelho da personalidade que projeta uma falsa luz, mas no vórtice da natureza intima do indivíduo aonde se encontram os desejos profundos que denotam sua verdadeira qualidade interior.

De que adianta determos uma personalidade virtuosa e caritativa se em nosso id. afloram desejos de adultério, infra-sexualismo, vícios, sadismo, vingança, rancor..., mesmo que tais desejos sejam retardados pelo superego, um dia eles irão aflorar, seja perante o uso de um entorpecente ou um determinado grau de embriagues, ou no desligamento psíquico para nossos sonhos noturnos que por inúmeras vezes denotam de forma metafórica nossos reais anseios, os mesmos sonhos, que segundo os Tibetanos tomarão forma real a nos perseguir ou acolher em relação aos nossos próprios resíduos psicológicos perante o desenlace psíquico no momento da morte.

"Se vos fizerdes como uma criança, entrarás no Reino dos Céus".

As crianças não projetam a falsidade, são dependentes da paternidade, ainda estão envolvidas em uma qualidade atemporal e distante das preocupações sociais, assim como desapegadas às preocupações materiais, muito embora já denotem uma hereditariedade de conhecimentos inatos.

Fazendo-nos como crianças influímos na desintegração dos valores negativos que levamos agregados ao nosso psiquismo, encontrando equilíbrio entre seus próprios opostos e nos colocando como uma criança à mercê de nosso próprio eu profundo, a parte mais próxima do divino, em nós exteriorizamos a pureza.

Podemos concluir, refletindo sobre nós, que levamos o Cristo dentro, retirando o homem da busca de uma divindade exterior, para um encontro com sua verdadeira identidade interior, seu eu mais profundo. Saímos assim da esfera do fanatismo e da infantilidade das crendices baseadas em salvações externas, não condizentes com o nosso próprio trabalho íntimo.

Da mesma forma, os "órficos" reportavam-se ao processo evolutivo como uma tomada de consciência de que somos deuses por sermos filhos de Deus.

A chave para o autoconhecimento é uma auto-observação constante, ou o que chamam de vigília, uma auto-análise dos próprios valores negativos e uma compreensão de seu surgimento, seu despertar e suas formas de atuação, compreendendo assim nosso defeitos, gradativamente eles perdem seu poder de atuação e dissipam-se.

Formulemos uma auto-análise sobre nosso próprio grau de consciência desperta e sobre a esfera psicológica que nos encontramos, sobre nossos próprios valores positivos e negativos e sobre nossas próprias atitudes equivocadas.

Lembrando que o mundo nos é presenteado pela natureza de nossas almas, devemos estudarmo-nos de maneira simples e direta, que não depende das ações exteriores, nem de nossos preconceitos e caprichos pessoais, a solução não esta na conferência ou nos projetos, não se encontra no "vir a ser", mas no "estar sendo" O problema não reside no mundo, mas no interior de nosso próprio psiquismo, pois o mundo é um reflexo deste, se o mundo está mal é porque nós, Você e eu deixamos de fazer alguma coisa certa ou fizemos alguma coisa errônea ou equivocada para que ele assim se encontrasse, é difícil assumir isso, a mente buscará evasiva, mas para compreender o mundo que nos fora doado, devemos compreender nossa natureza. As sociedades são nossos vínculos de afinidades psicológicas. Não é um líder que vai mudar o mundo, mas a transformação dos indivíduos que constituem as massas. Não é uma conferência, na qual o conferencista sacrifica de seu tempo entregando a chave para o despertar de um adormecido, na pérola do arrependimento e transformação intima, mas o trabalho sobre si mesmo, a transformação íntima de cada indivíduo mediante o autoconhecimento. Se um indivíduo, eu ou você, se der conta que é parte integrante da coletividade de indivíduos, e provocar não no "vir a ser" mas no "estar sendo" uma transformação de valores ou uma regeneração, aprendendo a perdoar-se sem a necessidade de buscar um perdão exterior, sem sucumbir ao ambiente, já está efetuando uma valorosa revolução de consciência. Se desejamos saber o que somos, não devemos ter uma crença ou imaginar algo que não somos. Não basta saber que sou ganancioso, invejoso ou violento, saber e compreender requer um percebimento extraordinário, uma honestidade livre do auto-engano, uma lucidez de pensamento, e uma coragem súbita para enfrentar a realidade em silêncio, e provocar o paraíso terrestre em qualquer esfera que nos encontremos psicologicamente análoga às leis do magnetismo.

A compreensão do que somos, não importa se somos o bem ou o mal, mas a compreensão do que somos é o começo da virtude. Assim como a compreensão da insanidade conduz à sanidade. A revolução deve começar dentro de nós mesmos, não estaria na hora de cristificarmo-nos ao invés de ficar apenas louvando que fez isso por nós. Devemos nós, eu e você, compreendermos o processo integral de nossos pensamentos, sentimentos e vontades nas relações. A solução não está no fato de termos mais disciplinas, crenças, ideais e instrutores, mas na compreensão de todos os nossos valores, tais como somos de momento a momento, em cada infinitesimal emergir de um universo em constante criação. Só neste estado de liberdade e tranqüilidade pode haver criação, e não uma mera repetição.

Nosso corpo e nosso crânio podem ser mortos, mas a algo em nós, uma faísca, uma centelha, uma chama, que nos torna imortais.

Glass Eagle (666-144.000)