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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

OS ASTECAS

RELIGIÃO
O regime asteca era teocrático. O rei exercia o poder divino por meio de leis, funcionários e as escolas nobres.
Da mesma forma que outros povos indígenas, como os maias, os astecas supunham viver a era do quinto sol. As quatro anteriores haviam acabado em catástrofes. Isso constituía uma justificativa ideológica para as contínuas guerras astecas, pois era necessário capturar inimigos e sacrificá-los aos deuses, a fim de proporcionar sangue para que o Sol não se apagasse.
Na realidade, as concepções guerreiras - com seu culto ao sacrifício e à coragem -, as necessidades políticas e as crenças religiosas constituíam quase uma unidade no mundo asteca. Os mortos em sacrifícios, como os que morriam em combate, tinham sua entrada garantida no império do Sol. Sorte semelhante estava reservada às mulheres que morriam de parto, provavelmente para diminuir os temores das mulheres e aumentar a reprodução. Os mortos comuns iam para um lugar subterrâneo chamado Mictlan.
Os astecas consideravam o mundo um lugar instável, em que as colheitas, os homens e até os deuses estavam ameaçados por catástrofes naturais. Só uma religião dura e severa podia oferecer segurança.
O sincretismo - conciliação das diferentes religiões dos povos vizinhos - encheu de deuses o panteão asteca. Para uma mesma missão, havia divindades provenientes de diversas culturas, e a tradição dualista opunha deuses benfazejos aos destruidores. A classe dirigente louvava suas divindades guerreiras, enquanto os camponeses atribuíam a fertilidade ou as calamidades aos deuses agrícolas. Cada lugar, cada profissão, agregava ao panteão asteca suas próprias divindades.
DEUSES ASTECAS
Anahuac Deus da morte.
Centeotl Deus com chifre.
Chalchiuhtlicue Deusa da água, esposa de Tlaloc.
Chicomecoati "Sete serpentes", associado com o governo.
Coatlicue Mulher Serpente. Deusa da terra.
Colibri Azul Deus do sol, do reino Dia.
Ethecatl Deus do vento.
Huitzilopochtli Deus da guerra e tempestade.
lxtlilton Deus da medicina e cura. Irmão de Macuilxochitl.
Macuilxochitl Deus do bem-estar e da boa sorte.
Metztli (ou Yohualticitl) "Senhora da Noite": deusa da Lua.
Mictlantecuhtle "Senhor do Inferno" era o deus da morte e do reino da maldade e das sombras. Está representado nas pinturas como um monstro horrível com a boca enorme, onde caíam os espíritos da morte. Sua horrenda morada se conhecia como Tlalxicco (o umbigo da Terra).
Nanahuatl (ou Nanauatzin) Deus das enfermidades da pele, como a lepra.
Omacatl Deus da alegria e da diversão. Era venerado principalmente por aqueles que viviam bem e pelos ricos, que celebravam grandes festas e orgias.
Ometochtli Deus da bebida e embriaguez.
Ometecutli Sua esposa era Omeciuatl. Pai e mãe dos humanos. Os nomes significam "Senhores dos sexos". Eram representados pela água, terra, céu e fogo.
Opochtli Deus sagrado dos pescadores e caçadores de pássaros.
Quetzalcoati "Serpente-Plumada" deus da civilização e aprendizado, um dos mais significativos deuses dos astecas. Representava a força da natureza.
Tepeyollotl Deus dos movimentos sísmicos e terremotos.
Tezcatlipoca Deus da noite e da magia, deus supremo. Associado também com o destino dos homens e com a realeza.
Tlaloc Deus da chuva e da tempestade. Esposo de Chalchiuhtlicue.
Tlazolteotl Deus da imundice, comedor de porcaria. Erradicava o pecado humano.
Tonatiuh Sol, considerado como primeira fonte de vida.
Tonantzin A Terra, a "honorável avó".
Xilonen Jovem espiga-de-milho, associado com o governo.
Xite Totec Deus da primavera e do replantio.
Xiuhtecuhtle Deus do fogo.
Xochiquetzal Deus da sensualidade
Xolotl Deus do sacrifício humano.
Yacatecutli Deus dos viajantes da classe mercantil.
Os membros do clero pertenciam às classes superiores. Estudavam em suas próprias escolas, a escrita e a astrologia, além de praticarem a mortificação e os cantos rituais. Sua vida era de austeridade e permaneciam celibatários. Os dois sumos sacerdotes dependiam do rei. Este era inacessível - governava por intermédio de um delegado - e, segundo os espanhóis, era transportado em liteira porque seus pés não podiam pisar a terra. Os templos mantinham asilos e hospitais.
Sacrifícios
Os ofícios religiosos, freqüentemente celebrados ao ar livre nos arredores dos templos, reproduziam fenômenos cósmicos e, dada sua estreita relação com os ciclos vegetativos, regiam-se por um complicado ritual, centrado nos sacrifícios. Estes podiam ser de flores e de animais, mas com freqüência eram humanos. Em geral sacrificavam-se prisioneiros de guerra, mas usavam-se voluntários também. As vítimas eram executadas pelos sacerdotes, de formas diversas, segundo o deus a quem se oferecia o sacrifício.

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Dedicado a Huitzilopochtli ou Tezcatlipoca: o sacrificado era colocado em uma pedra por quatro sacerdotes, e um quinto sacerdote extraía, com uma faca, o coração do guerreiro vivo para alimentar seu deus;
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Dedicado a Tlatoc: anualmente eram sacrificados crianças no cume da montanha. Acreditava-se que quanto mais as crianças chorassem, mais chuva o deus proveria;
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Dedicado a Xite Totec: um jovem era amarrado em uma parede e os sacerdotes atiravam-no flechas até ele morrer. O sangue que escorria de seu corpo era para alimentar a terra;
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Dedicado a Xiuhtecuhtle: a vitima era colocada (com intervalos) sobre um montante de brasas.

Quando não havia guerra contra os vizinhos, os astecas declaravam a "guerra florida", uma série de combates individuais que proporcionavam vítimas para os sacrifícios. Os astecas acreditavam que o sol morria todas as noites. Para acordá-lo, era necessário oferecer sangue humano a ele. Por isto, todas as noites, os sacerdotes matavam uma pessoa para o sacrifício. Estima-se que 25 mil pessoas eram sacrificadas por ano.
O aspecto sanguinário desses rituais impressionou fortemente os espanhóis, cuja intervenção impediu a evolução do sistema religioso asteca.