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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

O Apostolado

A tradição chinesa fala dos dez troncos (Shikan) e dos doze galhos que vêm a ser os dez sefirotes e as doze faculdades do ser humano.
Os sete chacras e os cinco sentidos são as doze faculdades.
O universo saiu do Hoel-Tun chinês, o caos primordial. Os dez troncos e os doze galhos saíram do caos. Em alquimia, ele é o Ens Seminis, o Lapis Philosophorum ou Pedra Fundamental.
Todo o Misterium Magnum acha-se encerrado nessa Suma Matéria.
O alquimista deve extrair deste Menstrum Universal o ouro potável para conseguir o ligamento da Cruz com o Triângulo. Antes deste ligamento, não temos existência real. Os quatro corpos do pecado, físico, etérico, astral e mental, estão controlados pelo Eu.
O Eu não é o Ser Divino do homem. Realmente, o Eu é uma soma total de Eus sucessivos. João guloso, João embriagado, João intelectual, João religioso, João conquistador amoroso, João jovem, João velho, João maduro, João negociante... são uma sucessão de Eus, uma sucessão de fantasmas que estão condenados à morte, inevitavelmente.
O Eu não constitui o todo do homem. João brigou na cantina, João tornou-se religioso, João tornou-se bandido... é uma dança de muitos Joões. Qual o verdadeiro? Enquanto não escaparmos da multiplicidade de todos estes Eus enganadores, não podemos assegurar que temos existência real.
O homem ainda não encarnou sua alma imortal (seu Divino Ser). Deste ponto de vista, podemos assegurar que o homem não tem existência real ainda. O aniquilamento de todos esses falsos e mal chamados centros de consciência só é possível com a negação de nós mesmos.
Assombram-nos ao ver tantos estudantes de ocultismo intitulando-se com belos e sonoros nomes e vestindo-se com túnicas de Grandes Mestres quando ainda nem sequer têm existência real.
É necessário aniquilar o Eu para adquirir existência real. Desejas beber? Não bebas. Desejas fumar? Não fumes. Ferem-te na face direita? Ofereças a esquerda.
A suprema negação do Mim Mesmo acha-se no coito. Não ejacular o Ens Seminis, negar-se no momento supremo, é absoluto sacrifício do Eu e o resultado de semelhante negação de nós mesmos é o despertar do Kundalini.
O fogo queima as escórias do mal e dissolve o Eu totalmente. O fogo é o ouro potável.
A GRANDE OBRA
A Grande Obra está representada pelo Arcano XII do Tarot. Nesta carta vemos um homem dependurado por um pé. As mãos dele estão atadas nas costas, de modo que seu corpo forma um triângulo com a ponta para baixo e suas pernas, uma cruz por cima do triângulo.
Todo o trabalho tem por objetivo adquirir alma, quer dizer, alcançar o ligamento da Cruz com o Triângulo: esta é a Grande Obra. A décima segunda carta do Tarot é alquimia sexual. A Cruz-homem deve se ligar com o Triângulo-Espírito mediante o fogo sexual.
Segundo os chineses, o Deus Fu-Hi (o Adão Cristo) nasce à meia-noite, no dia 4 da décima lua e aos 12 anos precisos. A Virgem Hoa-Se, passeando pela margem do rio (o licor seminal), concebe em seu ventre ao Cristo, quando põe seu pé sobre a pegada do Grande Homem. As quantidades 4, 10 e 12 devem ser estudadas à luz dos capítulos 4, 10 e 12 do presente livro.
TANTRISMO BRANCO E NEGRO
Existem duas classes de tantrismo no oriente. No tantrismo positivo, ensina-se a não ejaculação do Ens Seminis e, no tantrismo negativo, pratica-se a sua ejaculação. Há também um tantrismo cinza no qual não se dá importância à questão da ejaculação seminal. Este último é perigosíssimo porque pode conduzir os estudantes ao tantrismo negativo, tantrismo negro.
A yoga sexual positiva pratica-se sem a ejaculação do licor seminal.
Existe uma Sadhana tântrica para a conexão do membrum virile e da genitalia mulieris. A conexão realiza-se depois de um intercâmbio de carícias entre o homem e a mulher. O casal permanece quieto e com a mente em branco para que o Eu não intervenha. Assim, chegam ao êxtase durante esta Sadhana tântrica.
Os iogues tântricos realizam todo o trabalho sob a direção de um Guru. O único movimento sério que existe na Índia é o tantrismo branco e ele proíbe a ejaculação do Ens Seminis.
A DÉCIMA SEGUNDA CHAVE DE BASÍLIO VALENTIM
O Arcano XII, o apostolado, é profundamente estudado na chave número 12 de Basílio Valentim, e é importante compreendê-la.
Da mesma forma que o Leão transforma a Serpente em sua própria carne, quando a devora, assim também a Pedra Filosofal ou pó de projeção (Leão Vermelho ou Fogo Vivo) tem o poder de transformar ou transmutar os metais imperfeitos em sua própria substância ígnea.
Os metais vis são os falsos valores que constituem o Eu. O fogo transmuta-os e o Eu dissolve-se a fim de adquirirmos alma. Ser é ser diferente. Sem o fermento do ouro (o fogo), ninguém pode compor a Pedra Filosofal ou desenvolver a Virtude Tintórea. A Tintura do Fogo tem o poder de penetrar em todos os corpos internos para transformá-los radicalmente. O semelhante une-se ao semelhante para transformá-lo. O fogo transforma o chumbo da personalidade no ouro do Espírito.
A síntese da Grande Obra está representada por três serpentes que simbolizam o mercúrio, o sal e o enxofre. A ave Fênix levanta-se de suas próprias cinzas. Os alquimistas devem trabalhar durante doze horas para conseguir o fermento do ouro. Eis aqui o Arcano XII da cabala.
Quem possua Ouro Fermentado poderá ter a sorte de Ser realmente.
NÃO IDENTIFICAÇÃO
O homem é uma máquina adormecida.
Se tu queres despertar do sono profundo em que vives, não te identifiques com os desejos, dramas, prazeres, emoções, passagens de tua vida, etc. A cada passo, chama-te à vigilância. Recorda, bom discípulo, que as pessoas estão sonhando. Analisa todos estes sonhos em que vive a humanidade, porém, para que venhas a despertar, não te identifiques com eles. As pessoas acreditam estarem despertas por não estarem no leito e, no entanto, estão com a consciência profundamente adormecida. Sonham.
Tudo que vês entre as pessoas são simples sonhos. Recorda que Não-Identificação não significa abandonar teus deveres como pai, mãe, filho, etc.
Não te identifiques e, assim, despertarás do sono profundo em que vives.