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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

ARREPENDIMENTO

O arrependimento é a chave que nos dignifica, a alavanca que torna-nos neófitos, o símbolo da humildade e bom caráter.

Pelo fato de formarem-se, no interior das ostras, devido à introdução de um corpo estranho, um grão de areia por exemplo ou um verme microscópio, conceitua-se que as pérolas simbolizem o arrependimento.

Seu raro brilho e cor sugerem pureza.

A dignidade antes de uma revolução intima de consciência provém de um exame de consciência, pesando-se os fatos, assumindo as faltas impelidas pela mudança no modo de pensar e na maneira de agir, desta forma estamos abrir as portas aos horizontes de condutas retas.

Muitas vezes o erro de nosso próximo se deve à uma falta de atitude psicológica precisa para com este.

A palavra pecado é terminologicamente oriunda da palavra grega armatia cujo significado é "afastar-se da meta".

...Arrependei-vos pois é chegado o reino dos céus!

Os teólogos ao ensinarem seus discípulos à praticidade de boas obras a fim de merecerem o paraíso, compreendem um céu exteriorizado. Céu e Inferno conceituam-se não serem lugares extra-humanos, mas, estados de consciência intra-humanos.

Resta-nos compreender se a mente humana está preparada para imacular-se, esquivando-se da identificação para com o mau exemplo.

"A vós (que sois os discípulos escolhidos) é revelado o mistério do Reino de Deus. Mas aos outros (aqueles que não o são, a multidão) tudo é comunicado por meio de parábolas, de sorte que: Olhando não vejam; Ouvindo não entendam; e jamais se convertam e lhes sejam perdoados os pecados." (Marcos,IV,11-12)

O perdão existe apenas para os pecadores que se tornam conscientes de que o são mediante o arrependimento.

O pecado só toma consistência mediante três fatores atuados: - saber, querer, fazer, o que nos leva a conceituar que exista uma determinada segurança na ignorância. Mas essa segurança está para aqueles que ainda conceituam alcançarem reinos celestiais distantes do esforço intimo em exteriorizar tais reinos no próprio ambiente aonde se encontra. Torna-se então a ignorância um salvo conduto do comodismo.

Devido à falta de ciência ou a inabilidade em conter o próprio ego adentramos em armatia, de modo que ora o saber, ora o querer não se concretiza, de maneira que isto torna-nos livre de máculas.

Porém existem aqueles que alertam para que não existe perdão para quem peca sabendo!

Afirmações deste tipo conduzem o pecador reincidente à uma evasiva mental de continuo delito, numa busca desenfreada de prazeres inconseqüentes antecedendo seu despojo à níveis infra-dimensionais segundo sua crença desesperançando o caído em contrario à um reanimo auto-realizador psico-espiritual, que por sua vez afetará toda a coletividade. Além do fato da ciência comprovar que o temor à hierarquia é o principal agente de estresse à qualquer ser humano independente de sua faixa etária.

A prática do mal em sua necessidade e do bem em sua necessidade é uma afronta ao principio cósmico cristão que visa o resgate do pecador, além de uma incompreensão das leis kármicas naturais e inflexíveis.

O redimido torna-se o redentor, embora o acomodo levem indivíduos a aconselhar o extermínio de pessoas condizentes com a esfera psicológica da brutalidade ao invés de uma recondução à níveis psicológicos elevados abstendo-se de colocar-se no intimo do pecador aplicando-lhe a misericordiosa alavanca de uma ascensão intima.

O mal praticado para o semelhante encontra-se presente na superficialidade, enquanto torna-se intrínseco para o praticante, pois o arrependimento desvanece a nódoa psíquica, persistindo porém a manha psíquica, denotando o centro de gravidade psicológico manipulado pelos próprios valores negativos engendrados no decorrer de nossa existência devido aos adharmas, estratificando nas profundezas do subconsciente novas ondas de hábito vicioso irradiando ondas negativas para a zona do consciente.

Tal como a física os adharmas podem ser anuladas por porcentagens equivalentes de dharmas, lembrando-nos então de perdoar 70 vezes 7 vezes, para que como o pai nosso ensina sejamos perdoados assim como perdoamos, enquanto cabe a consciência particular do prejudicado aceitar ou não essa reparação mediante o livre-arbítrio, se seu próprio valor negativo não se forjar como falsa justiça.

"Não posso imaginar um Deus a recompensar e a castigar o objecto de sua criação..." Einstein.

Todo o redimido sincero converte-se à um redentor em potencial.

E podemos adentrar na filosofia:

Aonde começa o pecado, ou aonde ele termina, se não pode haver um Juiz tão sábio para julgar a Razão que o determina: isso parte para o princípio de que a Causa Primária rege todas as coisas e não ha nada que não seja por Ela regido.

O que nos leva ao pensamento de Einstein:

"Ele não joga dados com o mundo" - Einstein

Pois reinar no inferno é o tormento dos que não cedem seus ideais à consciência superior situada em si mesmo, portanto cabe-nos, a cada um de nós, nos ínfimos eventos do quotidiano exteriorizar o paraíso.

Arrepender-se e recorrer no erro é tornar-se um explorador de misericórdia, vendo nos setenta vezes sete do perdão Divino um valor que não lhe importasse ao caminho à seguir na consciência de um futuro perdão, salvo devido às nossas próprias fraquezas, essas que surgem quando edificamos nossa filosofia de vida sobre as areias ao invés de construirmos nosso caráter sobre a rocha.

Devemos produzir antes frutos dignos de arrependimento...

A prudência, o entendimento, a interpretação correta de todos os fatos, mediante a um mínimo grau de discernimento e sabedoria interior pode evitar conseqüências catastróficas no que tange ao destino do próprio ser e de seus semelhantes.

De modo algum devemos nos estagnar no remorso, antes produzirmos frutos dignos de arrependimento, o que se torna uma atitude dharmica, anulando os resíduos psicológicos adharmicos do psiquismo, lembrando que, para que algo se torne um pecado é necessário coabitar mentalmente com o mal, e o perdão existe para o pecador, já que este não está incluso naquele que não sabe e a ignorância também é a trave que não conduz à mudança de atitude.

"Para que sejamos pessoas plenas muito poucos possuem a luz e a coragem de pagar o preço do sacrifício pela humanidade, não digo de um sacrifício sanguinolento, mas de um sacro-ofício (Trabalho-Santo). É preciso abandonar por completo a busca da segurança e correr o risco de viver com os dois braços.... (Temos que aprender a andar no fio da navalha de forma a abandonarmos a máscara da personalidade e viver com o trabalho árduo do auto-conhecimento). Dando o Maximo de si pelas Nobres Causas tornando-nos exemplos de uma retidão de caráter, pagando o preço de nossos equívocos humildemente anulando-os com a mesma proporção de boas obras, tornando-nos assim pedreiros de um edifício cujas colunas torais levam o nome de Amor e Sabedoria. Sabedoria está que se predispõe quando cortejamos a dúvida e a ignorância, sem crer-nos detentores do verdadeiro conhecimento, atuando nos conflitos da vida com a coragem e aceitação do viver ou morrer destruindo nosso ego e desaprisionando as virtudes por estes abafadas. Precisamos amar ao próximo e usarmos nossas ferramentas de trabalho, e, não amarmos nossas ferramentas de trabalho e usarmos o próximo. Somos todos os seres passiveis de resgate do apego à matéria, assim sendo somos Sagrados e Divinos, pois o Senhor nos criou a sua imagem e semelhança, assim sendo somos abençoados pelo nosso Deus Interior, com o arrependimento e a concreta crença absoluta no perdão, já não somos miseráveis pecadores, como diriam os "Órficos": "Somos deuses, apenas nos esquecemos disto!". O fato de termos esquecido disto e recordar-mo-nos de que disto esquecemos torna-se o primeiro passo para uma mudança benigna de nosso caráter em busca a reunião, o religare com nosso DEUS INTERIOR (Pai em oculto) uníssono ao PAI CÓSMICO (Pai que está nos Céus). Assim tomemos o líquido do esquecimento de nosso passado profano, coloquemos uma pedra no que se foi e residuou-se como fantasmas em nossa mente a brindar-nos ou perseguimos e passemos a edificar o futuro neste instante, trabalhando com os três fatores de revolução de consciência: Negue-se a si mesmo, apanhe sua cruz e siga-Me, disse A Luz do Mundo. Lembrando-se sempre que o Amor, o siga-Me exposto por Cristo, tange ou transcende todas as leis. Esse é o Amor incondicional que não visa méritos em especial para si, mas felicita-se com a auto-realização psico-espiritual do próximo.."