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domingo, 12 de junho de 2011

Assim dizia Paracelso...




PARACELSO (1493 - 1541)

Paracelsus era o pseudônimo de Theophrastus Philipus Aureolus Bombastus von
Hohenheim, médico e alquimista suíço que unia a medicina a conceitos
místicos e teológicos.

Paracelso negou todas as teorias então vigentes da medicina, acreditando que
o médico, para ser bem sucedido em seu trabalho, deveria ter conhecimento
tanto das ciências físicas quanto da astronomia, da alquimia e da teologia.

ASSIM DIZIA PARACELSO . . .

I - Se, por um espaço de alguns meses, observares rigorosamente as
prescrições, que se seguem, ver-se-á operar, em tua vida uma MUTAÇÃO TÃO
FAVORÁVEL, que nunca mais poderás esquecê-las.

Mas, meu irmão, para que obtenhas o êxito desejado, é mister que adaptes tua
vida à estrita observância destas regras. São simples e fáceis de seguir,
mas é preciso observá-las com a máxima perseverança.

Julgarás que a felicidade não vale um pouco de esforço? Se não és capaz de
pores em prática estas regras, tão fáceis, terás o direito de te queixares
do destino? Será tão difícil a tentativa de uma prova? São regras legadas
pela antiga Sabedoria e há nelas mais transcendência do que simplicidade,
como parece à primeira vista.

II - Antes de tudo, lembra-te de que não há nada melhor do que a saúde.

Para isso deverás respirar, com a maior freqüência possível profunda e
ritmicamente, enchendo os pulmões, ao ar livre ou defronte de uma janela
aberta.

Beber quotidianamente, a pequenos goles, dois litros de água, pelo menos.

Comer muitas frutas; mastigar bem os alimentos; evitar o álcool, o fumo e os
medicamentos, salvo em caso de moléstia grave.

Banhar-se diariamente, é um hábito que deverás à tua própria dignidade.

III - Banir absolutamente de teu ânimo, por mais razões que tenhas, toda a
ideia de pessimismo, vingança, ódio, tédio, ou tristeza.

Fugir como da peste, ao trato com pessoas maldizentes, invejosas,
indolentes, intrigantes, vaidosas ou vulgares e inferiores pela natural
baixeza de entendimentos ou pelos assuntos sensualistas, que são a base de
suas conversas ou reflexos dos seus hábitos.

A observância desta regra é de importância DECISIVA; trata-se de transformar
a contextura espiritual de tua alma.

É o único meio de mudar o teu destino, uma vez que este depende dos teus
atos e dos teus pensamentos: A fatalidade não existe.

IV - Faze todo bem ao teu alcance.

Auxilia a todo o infeliz sempre que possas, mas sempre de ânimo forte.

Sê enérgico e foge de todo o sentimentalismo.

V - Esquece todas as ofensas que te façam, ainda mais, esforça-te por pensar
o melhor possível do teu maior inimigo.

Tua alma é um templo que não deve ser profanado pelo ódio.

VI - Recolhe-te todos os dias, a um lugar onde ninguém te vá perturbar e
possas, ao menos durante meia hora, comodamente sentado, de olhos cerrados,
NÃO PENSAR EM COISA ALGUMA.

Isso fortifica o cérebro e o espírito e por-te-á em contanto com as boas
influências.

Neste estado de recolhimento e silêncio, ocorrem-nos sempre ideias luminosas
que podem modificar toda a nossa existência.

Com o tempo, todos os problemas que parecem insolúveis serão resolvidos,
vitoriosamente por uma voz interior que te guiará nesses instantes de
silêncio, a sós com a tua consciência.

Todos os grandes espíritos deixaram-se conduzir pelos conselhos dessa voz
íntima.

Mas, não te falará assim de súbito; tens que te preparar por algum tempo,
destruir as capas superpostas dos velhos hábitos; pensamentos e erros, que
envolvem o teu espírito, que embora divino e perfeito, não encontra os
elementos que precisa para manifestar-se.

VII - A CARNE É FRACA - Deves guardar, em absoluto silêncio, todos os teus
casos pessoais.

Abster-se como se fizesses um juramento solene, de contar a qualquer pessoa,
por mais íntima, tudo quanto penses, ouças, saibas, aprendas ou descubras.

É UMA REGRA DE SUMA IMPORTÂNCIA.

VIII - Não temas a ninguém, nem te inspire a menor preocupação o dia de
amanhã.

Mantém tua alma sempre forte e sempre pura e tudo correrá e sairá bem.

Nunca te julgues sozinho ou desamparado; atrás de ti existem exércitos
poderosos que tua mente não pode conceber.

Se elevas o teu espírito, não há mal que te atinja.

Só a um inimigo deves temer: A TI MESMO!

O medo e a dúvida no futuro são a origem funesta de todos os insucessos;
atraem influências maléficas e, estas, o inevitável desastre.

Se observares essas criaturas, que se dizem felizes verás que agem
instintivamente de acordo com estas regras.

Muitas das que alegam que possuem grandes fortunas podem não ser pessoas de
bem, mas possuem muitas das virtudes acima mencionadas.

Demais, riqueza não quer dizer felicidade; pode se constituir em um dos
melhores fatores, porque nos permite a prática de boas ações, mas, a
verdadeira felicidade só se alcança palmilhando outros caminhos, veredas por
onde nunca transita o velho Satã da lenda, cujo nome verdadeiro é EGOÍSMO.

IX - Não te queixes de nada e de ninguém.

Domina os teus sentidos, foge da modéstia como da vaidade; ambas são
funestas e prejudiciais ao êxito. A modéstia tolherá tuas forças e a vaidade
é tão nociva como se cometesses um pecado mortal contra o ESPÍRITO SANTO.

Muitas individualidades de real valor tombaram das altas culminâncias
atingidas, em consequência da Vaidade; a ela deveram certamente a sua queda
Júlio César, aquele homem extraordinário que se chamou Napoleão e muitos
outros.

Sigas sempre estas poucas regras para a tua FELICIDADE, para o teu BEM e a
nossa ALEGRIA.

PARACELSO (1493 - 1541)