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terça-feira, 19 de julho de 2011

Deixar ir o questionamento

Por Elizabeth Cavalcante

O principal sintoma representativo do momento em que começamos a viver em sintonia com nossa natureza búdica, é quando abandonamos toda espécie de questionamentos.

A partir do momento em que nos conectamos com a nossa essência, as respostas tão imprescindíveis para satisfazer a mente e o ego, começam a se dissolver. Entramos, então, numa nova dimensão da existência, onde tudo nos parece claro e absolutamente correto da maneira como é.

Não por acaso, os mestres espirituais se recusam a alimentar nossas expectativas de obter algo a partir deles. Afirmam, ao contrário, que não podem nos dar algo que já possuímos.

Esta resposta pode parecer absurda àqueles que ainda não despertaram para a verdade de que somos todos oriundos de uma mesma fonte, - a energia criadora do Universo - e carregamos em nós a sabedoria inerente ao divino.

Mas os que já vivenciaram, ainda que por alguns segundos, a experiência do despertar espiritual, sabem o quanto isto é verdadeiro. Por isso, ao invés de nos mantermos ansiosos em entender as razões de tudo o que nos acontece, o mais útil será relaxar e entrar na dimensão do silêncio e do vazio, onde, aos poucos, as respostas surgirão sem que tenhamos de fazer qualquer esforço. Basta apenas entregar-se em confiança e tudo o mais acontecerá por si.

....A vida é um mistério. Não existe qualquer porquê, qualquer propósito, qualquer razão. Ela está simplesmente aqui. Aproveite-a ou abandone-a, mas ela está simplesmente aqui. E estando ela aqui, por que não aproveitá-la? Por que desperdiçar seu tempo filosofando?

Por que não dançar, cantar, amar e meditar? Por que não se aprofundar mais e mais nessa coisa chamada "vida"? Talvez no centro mais profundo você irá saber a resposta. Mas a resposta vem de uma tal maneira que ela não pode ser expressada. É como um homem mudo que experimenta açúcar. É doce, ele sabe que é doce, mas ele não consegue falar.

Os Budas sabem, mas eles não conseguem dizer. E os idiotas não sabem e seguem falando, seguem dando respostas a você. Os idiotas são muito espertos nesse sentido de encontrar, de fabricar, de manufaturar respostas. Faça qualquer pergunta e eles terão uma resposta para você.

Quando Gautama Buda costumava viajar por este país de um lugar a outro, alguns poucos discípulos iam à frente e anunciavam na cidade: "Buda está chegando, mas por favor não façam aquelas onze perguntas". E uma daquelas onze perguntas era "Por que a vida existe?". Uma outra era "Quem criou o mundo?"

Naquelas onze perguntas, toda a filosofia estava contida. Na verdade, se você abandonar aquelas onze perguntas, nada sobra para ser perguntado.

Buda costumava dizer que essas eram perguntas inúteis. Elas não eram respondíveis, não porque ninguém soubesse a resposta. Elas eram irrespondíveis, pela própria natureza das coisas. OSHO