Sérgio Greif
O sacrifício de animais em rituais religiosos é prática mal vista pela sociedade ocidental de uma maneira geral, tanto devido à crueldade envolvida quanto devido à má impressão visual que causam, associação dessas práticas com feitiçaria etc. No entanto, muitas das pessoas que demonizam as religiões onde animais ainda são sacrificados ignoram que a crueldade envolvida no sacrifício de animais é similar à crueldade praticada quando o animal é abatido para consumo, seja por qual método seja.
A demonização dessas religiões, mais do que uma oposição ao sacrifício propriamente dito, denota um preconceito contra determinado sistema de crenças. Denota ignorância quanto ao fato de que todas as antigas religiões praticaram, em algum momento de sua história, o sacrifício de animais e/ou de seres humanos. O sacrifício está na raiz da maioria das religiões, ele não se configura em um ato isolado de determinado grupo. Condenar determinado sistema de crenças, qualificá-lo como inferior ou primitivo, em nada contribui com a causa animal. Todos os sistemas de crenças devem ser respeitados e dentro desse conceito, soluções devem ser buscadas para o problema do sacrifício de animais, jamais aceitando-o ou regulamentando-o, mas entendendo suas origens e buscando uma solução que se harmonize com as crenças dos grupos.
Sacrifício é a prática de oferecer alimento, ou a vida de animais ou pessoas, às divindades, como forma de culto. O termo deriva dos radicais 'sacro' e 'oficio', ou seja, oficio sagrado. Os motivos para a prática de sacrifícios são variáveis, conforme o sistema de crenças de cada religião. Em algumas religiões, a palavra utilizada para sacrifício está associada à palavra "aproximação", pois acredita-se que o sacrifício aproxima o devoto de sua divindade.
Alguns povos no passado acreditavam que parte do poder dos deuses só podia ser conservada às custas de constantes sacrifícios. Outros acreditavam que os sacrifícios não interferiam no poder dos deuses, mas sim os agradavam, de forma que colocavam o devoto em posição de negociar algum favor.
Havia também sacrifícios para aplacar a ira dos deuses. Animais ou seres humanos podiam ser ofertados como forma de expiar pelos pecados da comunidade. Os sacrifícios desempenhavam função social importante dentro de certos sistemas, pois eram uma forma do devoto oferecer alguma contribuição à instituição religiosa, uma forma de prover alimento para os sacerdotes e para os mais pobres. Dessa forma, após serem oferecidos aos deuses, os animais eram consumidos pelo devoto, pelos sacerdotes ou distribuídos aos pobres.
Os sacrifícios eram práticas diárias nas mais avançadas sociedades americanas pré-colombianas, sendo que algumas destas sociedades praticavam o sacrifício de seres humanos. A sociedade hebréia, os pagãos e animistas de todos os continentes, os romanos, gregos, os muçulmanos e as religiões derivadas dos cultos africanos, todas recorreram ou recorrem ao sacrifício de animais.
Os sacrifícios na sociedade hebréia
O primeiro sacrifício de animais citado na Bíblia foi realizado por Abel (Gen. 4:4), no entanto, este sacrifício e o realizado por Noé (Gen. 8:20) precedem o advento da religião judaica. Dentre os patriarcas, Abraão ofereceu um sacrifício de carneiro (Gen. 22:13) e Jacó é descrito como oferecendo dois sacrifícios, embora o texto não especifique o que tenha sido ofertado (Gen. 31:54 e Gen. 46:1).
O sacrifício de animais parece não ter sido estranho aos israelitas na época de escravidão no Egito (Êxodo 3:18), embora não haja evidencias de que isto fosse praticado neste período. Já na época do êxodo do Egito, os israelitas foram proibidos de imolar animais exceto como ofertas sacrificiais. Uma pessoa que abatesse um animal sem ofertá-lo no tabernáculo era considerado culpado por sua morte (Lev. 17:3-4). Já em Israel, os sacrifícios passaram a ocorrer no pátio do Grande Templo, em Jerusalém. (Lev 17:1-9, Deut. 12.5-7). Esporadicamente, outros lugares que não o Templo eram utilizados para sacrifícios (Juizes 2:5; Juizes 6:18-21, 25 e 1 Reis 18:23-38).
O livro de Levítico descreve em detalhes quais tipos de oferendas podiam ser oferecidas em cada ocasião e de que forma o sacrifício deveria ocorrer. As oferendas eram derivadas de vegetais (farinha, azeite, trigo torrado, bolos, incenso, vinho, etc), animais (bois, cabras, carneiros, pombas, rolinhas etc) e em alguns casos minerais (sal).
Os sacrifícios eram classificados como:
- Sacrifício de expiação pelo pecado (Lev 4 e Lev. 6:24-30): Dependendo de quem cometeu o pecado e das condições em que fora cometido, eram ofertados novilhos, bodes ou cabras.
- Oferta pela culpa ou holocausto (Lev. 5, Lev. 6:1-13 e Lev. 7:1-10): Eram ofertados carneiros, cordeiras e cabritas, mas os menos abastados podia ofertar pombas, rolas ou mesmo farinha (fermentada ou não).
- Sacrifícios pacíficos ou de ação de graças (Lev 3; Lev. 7:11-20): Era um sacrifício queimado para agradar a Deus. Eram sacrificados bois, cabras e carneiros, mas também bolos de farinha com azeite, não fermentados.
- Oferta de manjares (Lev. 2:1-11 e Lev. 6:14-23): Era um sacrifício queimado para agradar a Deus. Eram usadas preparações à base de vegetais não fermentados e sal.
- Ofertas de primícias (Lev. 2:12-16): O propósito era agradecer pela abundância da colheita. Eram oferecidos os primeiros grãos coletados, ainda verdes, azeite e mel.
Maimônides (1135-1204) explica que os judeus na verdade não tinham a necessidade de realizar sacrifícios para Deus, mas isto passou a ser praticado em Israel por influência das tribos pagãs que viviam ao redor. Estes povos utilizavam estes rituais como forma de aproximar-se de suas divindades. De acordo com Maimônides, se um sistema não houvesse sido criado para que os israelitas praticassem rituais semelhantes aos pagãos para se aproximarem de seu Deus, possivelmente sacrificariam para deuses estrangeiros. Maimônides concluiu que a decisão de Deus de permitir sacrifícios era uma concessão às limitações psicológicas do homem, e não uma necessidade religiosa real.
De fato, na Biblia há muitas passagens que mostram que o Deus de Israel na verdade buscava pelas orações e o sincero arrependimento, e não o sacrifício:
"Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres." (Salmo 40:6).
"Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus." (Salmos 51:16-17).
"De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? - diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene. As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer." (Isaias 1:11-14)
"E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei deles, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados." (Amós 5:22)
"Tende convosco palavras de arrependimento e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Perdoa toda iniqüidade, aceita o que é bom e, em vez de novilhos, os sacrifícios dos nossos lábios." (Oséias 14:2)
Os sacrifícios foram abolidos há dois mil anos da sociedade hebréia, sendo substituído por orações.
Sacrifícios no cristianismo
O cristianismo, como religião, jamais utilizou como prática o ritual de sacrifícios, mas cristãos primitivos sem dúvida praticavam sacrifícios no Templo de Jerusalém até sua destruição no ano 70 d.C. Portanto cristãos e judeus deixaram de praticar sacrifícios de animais na mesma época. Há, no entanto, resquícios de práticas sacrificiais pagãs européias na tradição católica (touradas etc), o que mostra que pelo menos no início da cristianização da Europa, estes sacrifícios foram continuados, até sua definitiva incorporação à nova religião.
Na teologia cristã moderna, os sacrifícios não têm lugar visto que Cristo ofereceu-se a sim mesmo como sacrifício universal. A mera fé nisto conduz o devoto à salvação. No entanto, o culto e a eucaristia são práticas que remontam ao sacrifício, sendo a hóstia (no caso católico), a oferenda de carne. O simples fato de Jesus haver sido considerado uma oferenda válida mostra, porém, que o cristianismo aceita, teologicamente, a validade dos sacrifícios. Com efeito, o cristianismo não faria sentido sem a idéia de que Jesus serviu como um cordeiro sacrificial, para expiar pelos pecados do mundo.
Sacrifícios no islã
O período de peregrinação à Mecca (Hajj) é marcado por um rito sacrificial denominado Eid-ul-Adha (comemoração do sacrifício). Este sacrifício lembra que Abraão esteve prestes a sacrificar seu filho (que, de acordo com a tradição muçulmana não era Isaque, mas Ismael). Após as orações, aquele que têm condições leva um cabrito, uma cabra, uma ovelha, um camelo ou uma vaca, para serem sacrificados. A carne destes sacrifícios é compartilhada com a família e os amigos e um terço é dada aos pobres. Todos estes preceitos estão contidos na Surata Al-Hajj (o capítulo do Al-Corão que trata da peregrinação a Mecca).
No Al-Corão (22:37) está explicado que Deus não se beneficia da carne nem do sangue dos animais que são sacrificados, mas que a fé do devoto e sua boa intenção é que são considerados. O animal deve ser abatido tendo sua jugular cortada e seu sangue drenado. Não é permitido dar marretadas, eletrochoques ou perfurar o animal com qualquer objeto. Esta carne, apenas assim é considerada Halal, própria para consumo.
Sacrifícios no hinduísmo
O Yajurveda, um dos quatro Vedas, contém grande parte da liturgia e dos rituais necessários para a prática religiosa hindu. Isto inclui os ritos sacrificiais. No período de 1000 a.C. a 800 a.C., o hinduísmo passou a basear seu sistema de crenças na constante necessidade de sacrifícios. A população podia consumir a carne apenas de animais abatidos por brâmanes (sacerdotes). Neste período surgiu no hinduísmo o sistema de castas, o conceito de reencarnação e a concepção de que almas animais podiam evoluir até a condição humana.
Textos como o Ramaiana e outros demonstram que os sacrifícios de animais eram comuns na prática religiosa hindu. No século VI a.C., no entanto, devido a pressões ecológicas e o advento de novas concepções religiosas, os sacrifícios foram abandonado em sua maior parte. Neste período, seguindo o desprezo pelos sacrifícios, a salvação da alma passa a estar atrelada às boas ações do indivíduo, entre elas evitar causar mal aos animais.
Por não ser, no entanto, uma religião organizada, o hinduísmo permite uma variedade de rituais nitidamente destoantes. Ao passo que na maior parte dos lugares os Templos abriguem animais desamparados e os devotos lhes ofereçam alimentos como parte de seu rito, em outras regiões mais isoladas e menos abastadas animais e mesmo seres humanos continuam a serem sacrificados.
Isto é especialmente verdadeiro nos templos dedicados á deusa Kali: Em 14 de junho de 2003 um homem tentou sacrificar sua filha no Templo de Kamakhya, tendo sido detido pelos sacerdotes e preso pela policia. Na aldeia de Parsari, distrito de Sagar, em Madhya Pradesh, um sacerdote hindu foi preso em 27 de março de 2003 por sacrificar um homem. Embora sacrifícios humanos sejam proibidos, eles continuam a acontecer na Índia.
Sacrifícios eram também praticados em outras antigas religiões da Ásia. Confúcio descreve a existência de sacrifícios na China do século VI a.C.
Sacrifícios pagãos
O sacrifício de animais e seres humanos foi praticado por pagãos de todos os continentes. Muito se tem discutido sobre a condição dos druidas (sacerdotes celtas), se eles eram pessoas pacíficas e simpáticas ou, como nos queriam fazer crer os romanos, bárbaros sanguinários. É possível que tenham sido ambos, um pouco dos dois. Há evidências arqueológicas de que na religião celta havia sacrifícios de seres humanos, ainda que raramente. Os relatos de historiadores romanos e cristãos a esse respeito, embora provavelmente exagerados, dão alguma idéia da forma como esses rituais ocorriam.
Já com relação aos astecas, sabe-se que praticavam rituais de sacrifício humano praticamente diários. Esta era a forma que encontravam para aplacar a fúria do deus Huitzilopochtli, representado pelo Sol, e desta forma evitar catástrofes. Isto os colocava em constante guerra com seus vizinhos, pois com o intuito de evitar o sacrifício de seus próprios, sacrificava-se prisioneiros de guerra. Da mesma forma, os sacrifícios eram praticados na sociedade maia.
Sacrifícios eram praticados na cultura cretense minóica, pré-helênica, mas é possível que não como parte dos ritos diários, mas em casos especiais como para aplacar a ira dos deuses durante desastres naturais. Os sacrifícios durante este período evidenciam-se, além da arqueologia, pela perpetração de lendas relativas aos minóicos, como aquela em que a cidade de Atenas precisava enviar todos os anos sete rapazes e sete moças para Creta, para serem oferecidas ao Minotauro. Gregos e romanos ofereciam sacrifícios, principalmente de animais, em honra dos deuses.
Sacrifícios nas religiões africanas
A maioria das religiões africanas ainda pratica o sacrifício de animais e, em casos mais velados, também de seres humanos. Na antiga religião Zulu, ainda praticada na África do Sul, pessoas podem ser mortas não como parte de um sacrifício ritual, mas para que alguma parte de seu corpo seja utilizada como medicamento (Muti). Nesta forma de medicina, o pênis de um menino pode ser requerido pelo sangoma (curandeiro) para elaborar um elixir contra a impotência ou o estupro de uma virgem pode ser necessário para curar alguém de AIDS.
Os ritos sacrificiais africanos, trazidos para a América do Sul e Caribe no período colonial, ainda são praticados em muitas comunidades.
No candomblé, o sacrifício de animais é praticado pelo Axogun ou pelo Babalorixá. O primeiro que deve receber os sacrifícios é Exu, a quem é oferecida uma galinha. Em seguida o Orixá que se pretende contatar recebe sua oferta, sempre um animal quadrúpedes. Após morto e oferecido no ritual, o animal é consumido pelos devotos e seu couro pode ser utilizado para a confecção de instrumentos musicais.
No candomblé o sangue não apenas é vida, como possui uma energia elementar. O sangue e as visceras dos animais tem o objetivo de produzir axé, energia vital.
Apesar disto, há seguidores do candomblé que opõem-se à pratica de sacrifícios de animais, como é o caso do Pai-de-Santo Agenor Miranda Rocha.
Caio de Omulu não questiona a validade, ou necessidade, do uso de animais dentro da umbanda, mas sim sua freqüência. Prega que tais rituais deveriam ser exceção e não única prática como vem sendo realizado.
Não querendo discutir a validade do sacrifício no contexto do sistema de crenças de qualquer religião, a mera existência de locais onde estas mesmas religiões são praticadas sem a necessidade de sacrifícios de animais, rituais estes reconhecidos pelos centros onde animais ainda são utilizados, demonstra que a utilização de animais não é necessária. O ritual cumpre uma função que, mais do que uma obrigatoriedade religiosa, configura-se em uma forte impressão psicológica no devoto que a pratica.
Conclusões
Seja qual for a religião que pratiquemos ou não pratiquemos qualquer religião, um princípio que devemos ter claro é que o movimento abolicionista jamais deverá ser um movimento anti-religioso ou contra uma religião específica. Devemos procurar nos opor ao sacrifício de animais sem desmerecer o complexo de crenças dos indivíduos, porque a causa abolicionista não deve discriminar uma ou outra religião. As mesmas críticas que atualmente são dirigidas às religiões afro-brasileiras poderiam ser dirigidas a qualquer religião, porque o especismo encontra-se fundamentado em todos os povos, todas as religiões.
Devemos trabalhar, sim, a extinção do especismo em todas as religiões, porque embora ele esteja nelas impregnado, não é delas parte integrante. Queremos dizer que respeitamos a liberdade de culto e de fé, mas que isso não justifica a retirada de vidas. Queremos dizer que não somos superiores nem inferiores, e que também descendemos de povos e religiões que sacrificaram animais. Queremos dizer que o sacrifício de animais pode hoje fazer parte dos rituais de certa religião, mas que não precisaria ser assim; que eu outros lugares a mesma religião é praticada e que animais não são mortos.
Porque aquele que combate o sacrifício de animais desmerecendo a fé de um ser humano provavelmente não dispõe de qualidade moral suficiente para perceber que a utilização de animais para outros fins, o que erroneamente também pode ser chamado 'sacrifício', pode ser considerado tão ou mais sanguinário. Opondo-se ao sacrifício ritual, a pessoa não vê problema em consumir a carne de um animal abatido dentro de uma instituição que preze por seu "bem-estar". Hipocrisia.
Porque se dentro daquela crença o sacrifício de animais agrada a um ser divino, aquele que condena esse ritual mas não o ritual diário em torno da mesa nas três refeições diárias, em verdade se coloca como um ser mais do que divino, a quem o "sacrifício" de animais para satisfação do apetite não fere nenhum conceito moral.
De Sérgio Greif
Por favor, preencha a atmosfera com a vibração sublime dos Santos Nomes:
Hare Krsna Hare Krsna Krsna Krsna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare
Hare Krsna Hare Krsna Krsna Krsna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Os Ciganos
Autor: Ricardo Chioro
O silencio é necessário à reflexão
Existem muitas teorias sobre a origem dos ciganos. Li muitas teorias que
diziam que os ciganos vieram da Índia (de acordo com esta visão seriam
orientais) e li outras que diziam que os ciganos vieram de outras partes do
mundo.
Dois grandes países aqui na Terra são referência da Espiritualidade e do
Espiritualismo, lugares cheios de mistérios e fascínio, pois os
conhecimentos ocultos não se revelam. Um desses lugares é o Egito, e o
outro, a Índia.
A cultura cigana é muito Espiritualista e posso afirmar que o povo cigano
teve sua origem no Egito Antigo, pois o Mestre Yaco (um ser que foi cigano e
ascencionou há 7.500 anos atrás) manifesta-se através do médium Michel; este
possui uma mediunidade excelente, onde até mesmo a entidade consegue falar
de seus defeitos e o que tem que melhorar), conta que os ciganos vieram do
Egito e que os ciganos de hoje são muito diferentes dos ciganos de origem.
Há muito, muito tempo mesmo um povo foi escravizado, e logo depois exilado.
Desse povo veio a promessa de nunca mais se deixar escravizar.
Eles seguiram em frente como nômades, seguindo de um lugar para outro. Esse
povo eram os ciganos, e o que mais se caracteriza neles é a forma de se
vestir com seus coletes, calças e camisas sociais, panos na cabeça, colares,
anéis e brincos, sua dança e sua magia, estando nela a alquimia
(transformação do metal e de outros elementos em objetos preciosos), a magia
do fogo e da prosperidade.
Freqüento um centro espiritualista chamado P.S.E. e lá, quase toda semana,
aparece o Mestre Yaco ensinando coisas sobre os ciganos muito úteis para a
nossa evolução espiritual.
Certo dia, Mestre Yaco me pediu um CD de música cigana para ele usar no
P.S.E. Também pediu para dançarmos. Foi muito gostoso. No final da seção
perguntei:
Yaco, qual é a forma dos ciganos desenvolverem a consciência (despertar a
consciência é a evolução espiritual).
Mestre Yaco respondeu:
É a dança, pois a dança é a vida.
Daí, fiquei pensando sobre o assunto, pois gostaria de escrever para vocês
coisas sobre a evolução espiritual.
A dança é um modo de ser diante da vida. Muita gente se reúne aqui na terra
para dançar, dançam em locais chamados de danceterias, onde ocorre muito
promiscuidade, pessoas se beijam sem se conhecer, em alguns locais até fazem
sexo sem se conhecer. A dança é para a maioria das pessoas um flerte, uma
maneira de se aproximar de alguém para satisfazer desejos promíscuos, de
mostrar seu corpo, mexer o corpo que vai justamente cometer um ato do qual
não seria bom que cometesse, pois se você se dá para qualquer um é porque no
mínimo você não se dá valor (é de qualquer um).
E na dança, pelo modo como a pessoa se movimenta, sabe-se justamente quem
ela é, os seus defeitos e o que faz.
Conheci uma pessoa que se sentia superior às outras, e era assim porque
queria ser assim, então esta pessoa treinava a semana toda na frente do
espelho para dançar e ser melhor que todo mundo e se sentir superior a todo
mundo. Quando esta pessoa dançava dava para ver que o que ela queria era se
mostrar.
Mas isso nada tem a ver com o modo correto de dançar, dançar por amor,
devoção, por alegria etc.
No aprendizado cigano assimila-se que a dança imita a vida; quando você
dança vai pensando no modo de como lidar com a vida.
Na cultura cigana a dança é vista como uma coisa muito boa, boa demais,
então os ciganos quando dançam aprendem que a vida é boa. Eles encaram a
dança com alegria e aprendem que a vida é alegria. Mas muito mais do que
isso, se você dançar é ver os desafios da vida, as dificuldades, o modo de
dançar; balançar é você imitar toda uma situação na dança e enxergá-la
melhor, pois evoluir espiritualmente é tomar consciência das coisas que
estavam obscuras para nós.
Temos dificuldade para enxergar nossos defeitos, as nossas qualidades e as
pessoas que mentem para nós e tentam representar uma coisa que na verdade
não são.
O processo de evolução é rasgar estas ilusões, pois evoluir é se transformar
em algo melhor, e não dá para transformar uma coisa da qual não temos
consciência.
Tomando consciência dos seus defeitos, qualidades e quem os outros são, você
transformará, pouco a pouco os erros em acertos, perturbação em paz
interior, sentimentos ruins em bons, falta de visão em sabedoria, falsidade
e mentira em verdade, vazio em plenitude, incompreensão em sabedoria e fé,
preguiça em ter motivação etc...
A dança para evolução é como uma reflexão, porém muita mais gostosa do que
uma reflexão e para muitas pessoas, é muito mais forte também. Você
repassando na dança uma situação que tenha um significado para você (bom ou
ruim), seu modo de lidar com uma situação e dos outros, e com isso você pode
ver seus defeitos, suas qualidades e quem o outro é. Isso com toda a mágica,
a alegria, a energia, o balanço e o movimento que a dança proporciona.
Na dança, puxar uma situação e enxergá-la é tomar consciência. O balanço e
movimento do corpo, após a tomada de consciência, é a forma de como a pessoa
está lidando com aquilo que ela percebeu e como vai ocorrer sua
transformação.
Dançar para desenvolver a consciência é o objetivo de cada passo; cada
balanço é um modo de lidar com uma situação.
Porém, muitas vezes a dança é uma máscara para enganar os outros e a nós
mesmos sobre o modo como nos comportamos e o que fazemos, assim sendo não dá
para se desenvolver muito na dança, pois só sendo você mesmo, assumindo os
seus desafios, suas dificuldades, a disposição para lidar com tudo isso é
que você consegue ser verdadeiro com você e lidar com a vida.
Penso que a dança não deve ser ensinada com os passos certos, pois cada um
com a sua criatividade dança do seu modo, assim como com sua criatividade
aprende a lidar com a vida, pois não haveria desenvolvimento se a dança
fosse imitação.
Dancem sempre livres! Que tal se aventurar nesta prática? Coloque a musica
que queiras e baila!
OBSERVAÇÃO:
- Para ler mais sobre a origem egípcia do povo cigano, leia o artigo de
Mirian Stanescon que está na página
http://www.mirianstanescon.com.br/top_trajetoria.html do portal
http://www.mirianstanescon.com.br
O silencio é necessário à reflexão
Existem muitas teorias sobre a origem dos ciganos. Li muitas teorias que
diziam que os ciganos vieram da Índia (de acordo com esta visão seriam
orientais) e li outras que diziam que os ciganos vieram de outras partes do
mundo.
Dois grandes países aqui na Terra são referência da Espiritualidade e do
Espiritualismo, lugares cheios de mistérios e fascínio, pois os
conhecimentos ocultos não se revelam. Um desses lugares é o Egito, e o
outro, a Índia.
A cultura cigana é muito Espiritualista e posso afirmar que o povo cigano
teve sua origem no Egito Antigo, pois o Mestre Yaco (um ser que foi cigano e
ascencionou há 7.500 anos atrás) manifesta-se através do médium Michel; este
possui uma mediunidade excelente, onde até mesmo a entidade consegue falar
de seus defeitos e o que tem que melhorar), conta que os ciganos vieram do
Egito e que os ciganos de hoje são muito diferentes dos ciganos de origem.
Há muito, muito tempo mesmo um povo foi escravizado, e logo depois exilado.
Desse povo veio a promessa de nunca mais se deixar escravizar.
Eles seguiram em frente como nômades, seguindo de um lugar para outro. Esse
povo eram os ciganos, e o que mais se caracteriza neles é a forma de se
vestir com seus coletes, calças e camisas sociais, panos na cabeça, colares,
anéis e brincos, sua dança e sua magia, estando nela a alquimia
(transformação do metal e de outros elementos em objetos preciosos), a magia
do fogo e da prosperidade.
Freqüento um centro espiritualista chamado P.S.E. e lá, quase toda semana,
aparece o Mestre Yaco ensinando coisas sobre os ciganos muito úteis para a
nossa evolução espiritual.
Certo dia, Mestre Yaco me pediu um CD de música cigana para ele usar no
P.S.E. Também pediu para dançarmos. Foi muito gostoso. No final da seção
perguntei:
Yaco, qual é a forma dos ciganos desenvolverem a consciência (despertar a
consciência é a evolução espiritual).
Mestre Yaco respondeu:
É a dança, pois a dança é a vida.
Daí, fiquei pensando sobre o assunto, pois gostaria de escrever para vocês
coisas sobre a evolução espiritual.
A dança é um modo de ser diante da vida. Muita gente se reúne aqui na terra
para dançar, dançam em locais chamados de danceterias, onde ocorre muito
promiscuidade, pessoas se beijam sem se conhecer, em alguns locais até fazem
sexo sem se conhecer. A dança é para a maioria das pessoas um flerte, uma
maneira de se aproximar de alguém para satisfazer desejos promíscuos, de
mostrar seu corpo, mexer o corpo que vai justamente cometer um ato do qual
não seria bom que cometesse, pois se você se dá para qualquer um é porque no
mínimo você não se dá valor (é de qualquer um).
E na dança, pelo modo como a pessoa se movimenta, sabe-se justamente quem
ela é, os seus defeitos e o que faz.
Conheci uma pessoa que se sentia superior às outras, e era assim porque
queria ser assim, então esta pessoa treinava a semana toda na frente do
espelho para dançar e ser melhor que todo mundo e se sentir superior a todo
mundo. Quando esta pessoa dançava dava para ver que o que ela queria era se
mostrar.
Mas isso nada tem a ver com o modo correto de dançar, dançar por amor,
devoção, por alegria etc.
No aprendizado cigano assimila-se que a dança imita a vida; quando você
dança vai pensando no modo de como lidar com a vida.
Na cultura cigana a dança é vista como uma coisa muito boa, boa demais,
então os ciganos quando dançam aprendem que a vida é boa. Eles encaram a
dança com alegria e aprendem que a vida é alegria. Mas muito mais do que
isso, se você dançar é ver os desafios da vida, as dificuldades, o modo de
dançar; balançar é você imitar toda uma situação na dança e enxergá-la
melhor, pois evoluir espiritualmente é tomar consciência das coisas que
estavam obscuras para nós.
Temos dificuldade para enxergar nossos defeitos, as nossas qualidades e as
pessoas que mentem para nós e tentam representar uma coisa que na verdade
não são.
O processo de evolução é rasgar estas ilusões, pois evoluir é se transformar
em algo melhor, e não dá para transformar uma coisa da qual não temos
consciência.
Tomando consciência dos seus defeitos, qualidades e quem os outros são, você
transformará, pouco a pouco os erros em acertos, perturbação em paz
interior, sentimentos ruins em bons, falta de visão em sabedoria, falsidade
e mentira em verdade, vazio em plenitude, incompreensão em sabedoria e fé,
preguiça em ter motivação etc...
A dança para evolução é como uma reflexão, porém muita mais gostosa do que
uma reflexão e para muitas pessoas, é muito mais forte também. Você
repassando na dança uma situação que tenha um significado para você (bom ou
ruim), seu modo de lidar com uma situação e dos outros, e com isso você pode
ver seus defeitos, suas qualidades e quem o outro é. Isso com toda a mágica,
a alegria, a energia, o balanço e o movimento que a dança proporciona.
Na dança, puxar uma situação e enxergá-la é tomar consciência. O balanço e
movimento do corpo, após a tomada de consciência, é a forma de como a pessoa
está lidando com aquilo que ela percebeu e como vai ocorrer sua
transformação.
Dançar para desenvolver a consciência é o objetivo de cada passo; cada
balanço é um modo de lidar com uma situação.
Porém, muitas vezes a dança é uma máscara para enganar os outros e a nós
mesmos sobre o modo como nos comportamos e o que fazemos, assim sendo não dá
para se desenvolver muito na dança, pois só sendo você mesmo, assumindo os
seus desafios, suas dificuldades, a disposição para lidar com tudo isso é
que você consegue ser verdadeiro com você e lidar com a vida.
Penso que a dança não deve ser ensinada com os passos certos, pois cada um
com a sua criatividade dança do seu modo, assim como com sua criatividade
aprende a lidar com a vida, pois não haveria desenvolvimento se a dança
fosse imitação.
Dancem sempre livres! Que tal se aventurar nesta prática? Coloque a musica
que queiras e baila!
OBSERVAÇÃO:
- Para ler mais sobre a origem egípcia do povo cigano, leia o artigo de
Mirian Stanescon que está na página
http://www.mirianstanescon.com.br/top_trajetoria.html do portal
http://www.mirianstanescon.com.br
O Apostolado
A tradição chinesa fala dos dez troncos (Shikan) e dos doze galhos que vêm a ser os dez sefirotes e as doze faculdades do ser humano.
Os sete chacras e os cinco sentidos são as doze faculdades.
O universo saiu do Hoel-Tun chinês, o caos primordial. Os dez troncos e os doze galhos saíram do caos. Em alquimia, ele é o Ens Seminis, o Lapis Philosophorum ou Pedra Fundamental.
Todo o Misterium Magnum acha-se encerrado nessa Suma Matéria.
O alquimista deve extrair deste Menstrum Universal o ouro potável para conseguir o ligamento da Cruz com o Triângulo. Antes deste ligamento, não temos existência real. Os quatro corpos do pecado, físico, etérico, astral e mental, estão controlados pelo Eu.
O Eu não é o Ser Divino do homem. Realmente, o Eu é uma soma total de Eus sucessivos. João guloso, João embriagado, João intelectual, João religioso, João conquistador amoroso, João jovem, João velho, João maduro, João negociante... são uma sucessão de Eus, uma sucessão de fantasmas que estão condenados à morte, inevitavelmente.
O Eu não constitui o todo do homem. João brigou na cantina, João tornou-se religioso, João tornou-se bandido... é uma dança de muitos Joões. Qual o verdadeiro? Enquanto não escaparmos da multiplicidade de todos estes Eus enganadores, não podemos assegurar que temos existência real.
O homem ainda não encarnou sua alma imortal (seu Divino Ser). Deste ponto de vista, podemos assegurar que o homem não tem existência real ainda. O aniquilamento de todos esses falsos e mal chamados centros de consciência só é possível com a negação de nós mesmos.
Assombram-nos ao ver tantos estudantes de ocultismo intitulando-se com belos e sonoros nomes e vestindo-se com túnicas de Grandes Mestres quando ainda nem sequer têm existência real.
É necessário aniquilar o Eu para adquirir existência real. Desejas beber? Não bebas. Desejas fumar? Não fumes. Ferem-te na face direita? Ofereças a esquerda.
A suprema negação do Mim Mesmo acha-se no coito. Não ejacular o Ens Seminis, negar-se no momento supremo, é absoluto sacrifício do Eu e o resultado de semelhante negação de nós mesmos é o despertar do Kundalini.
O fogo queima as escórias do mal e dissolve o Eu totalmente. O fogo é o ouro potável.
A GRANDE OBRA
A Grande Obra está representada pelo Arcano XII do Tarot. Nesta carta vemos um homem dependurado por um pé. As mãos dele estão atadas nas costas, de modo que seu corpo forma um triângulo com a ponta para baixo e suas pernas, uma cruz por cima do triângulo.
Todo o trabalho tem por objetivo adquirir alma, quer dizer, alcançar o ligamento da Cruz com o Triângulo: esta é a Grande Obra. A décima segunda carta do Tarot é alquimia sexual. A Cruz-homem deve se ligar com o Triângulo-Espírito mediante o fogo sexual.
Segundo os chineses, o Deus Fu-Hi (o Adão Cristo) nasce à meia-noite, no dia 4 da décima lua e aos 12 anos precisos. A Virgem Hoa-Se, passeando pela margem do rio (o licor seminal), concebe em seu ventre ao Cristo, quando põe seu pé sobre a pegada do Grande Homem. As quantidades 4, 10 e 12 devem ser estudadas à luz dos capítulos 4, 10 e 12 do presente livro.
TANTRISMO BRANCO E NEGRO
Existem duas classes de tantrismo no oriente. No tantrismo positivo, ensina-se a não ejaculação do Ens Seminis e, no tantrismo negativo, pratica-se a sua ejaculação. Há também um tantrismo cinza no qual não se dá importância à questão da ejaculação seminal. Este último é perigosíssimo porque pode conduzir os estudantes ao tantrismo negativo, tantrismo negro.
A yoga sexual positiva pratica-se sem a ejaculação do licor seminal.
Existe uma Sadhana tântrica para a conexão do membrum virile e da genitalia mulieris. A conexão realiza-se depois de um intercâmbio de carícias entre o homem e a mulher. O casal permanece quieto e com a mente em branco para que o Eu não intervenha. Assim, chegam ao êxtase durante esta Sadhana tântrica.
Os iogues tântricos realizam todo o trabalho sob a direção de um Guru. O único movimento sério que existe na Índia é o tantrismo branco e ele proíbe a ejaculação do Ens Seminis.
A DÉCIMA SEGUNDA CHAVE DE BASÍLIO VALENTIM
O Arcano XII, o apostolado, é profundamente estudado na chave número 12 de Basílio Valentim, e é importante compreendê-la.
Da mesma forma que o Leão transforma a Serpente em sua própria carne, quando a devora, assim também a Pedra Filosofal ou pó de projeção (Leão Vermelho ou Fogo Vivo) tem o poder de transformar ou transmutar os metais imperfeitos em sua própria substância ígnea.
Os metais vis são os falsos valores que constituem o Eu. O fogo transmuta-os e o Eu dissolve-se a fim de adquirirmos alma. Ser é ser diferente. Sem o fermento do ouro (o fogo), ninguém pode compor a Pedra Filosofal ou desenvolver a Virtude Tintórea. A Tintura do Fogo tem o poder de penetrar em todos os corpos internos para transformá-los radicalmente. O semelhante une-se ao semelhante para transformá-lo. O fogo transforma o chumbo da personalidade no ouro do Espírito.
A síntese da Grande Obra está representada por três serpentes que simbolizam o mercúrio, o sal e o enxofre. A ave Fênix levanta-se de suas próprias cinzas. Os alquimistas devem trabalhar durante doze horas para conseguir o fermento do ouro. Eis aqui o Arcano XII da cabala.
Quem possua Ouro Fermentado poderá ter a sorte de Ser realmente.
NÃO IDENTIFICAÇÃO
O homem é uma máquina adormecida.
Se tu queres despertar do sono profundo em que vives, não te identifiques com os desejos, dramas, prazeres, emoções, passagens de tua vida, etc. A cada passo, chama-te à vigilância. Recorda, bom discípulo, que as pessoas estão sonhando. Analisa todos estes sonhos em que vive a humanidade, porém, para que venhas a despertar, não te identifiques com eles. As pessoas acreditam estarem despertas por não estarem no leito e, no entanto, estão com a consciência profundamente adormecida. Sonham.
Tudo que vês entre as pessoas são simples sonhos. Recorda que Não-Identificação não significa abandonar teus deveres como pai, mãe, filho, etc.
Não te identifiques e, assim, despertarás do sono profundo em que vives.
Os sete chacras e os cinco sentidos são as doze faculdades.
O universo saiu do Hoel-Tun chinês, o caos primordial. Os dez troncos e os doze galhos saíram do caos. Em alquimia, ele é o Ens Seminis, o Lapis Philosophorum ou Pedra Fundamental.
Todo o Misterium Magnum acha-se encerrado nessa Suma Matéria.
O alquimista deve extrair deste Menstrum Universal o ouro potável para conseguir o ligamento da Cruz com o Triângulo. Antes deste ligamento, não temos existência real. Os quatro corpos do pecado, físico, etérico, astral e mental, estão controlados pelo Eu.
O Eu não é o Ser Divino do homem. Realmente, o Eu é uma soma total de Eus sucessivos. João guloso, João embriagado, João intelectual, João religioso, João conquistador amoroso, João jovem, João velho, João maduro, João negociante... são uma sucessão de Eus, uma sucessão de fantasmas que estão condenados à morte, inevitavelmente.
O Eu não constitui o todo do homem. João brigou na cantina, João tornou-se religioso, João tornou-se bandido... é uma dança de muitos Joões. Qual o verdadeiro? Enquanto não escaparmos da multiplicidade de todos estes Eus enganadores, não podemos assegurar que temos existência real.
O homem ainda não encarnou sua alma imortal (seu Divino Ser). Deste ponto de vista, podemos assegurar que o homem não tem existência real ainda. O aniquilamento de todos esses falsos e mal chamados centros de consciência só é possível com a negação de nós mesmos.
Assombram-nos ao ver tantos estudantes de ocultismo intitulando-se com belos e sonoros nomes e vestindo-se com túnicas de Grandes Mestres quando ainda nem sequer têm existência real.
É necessário aniquilar o Eu para adquirir existência real. Desejas beber? Não bebas. Desejas fumar? Não fumes. Ferem-te na face direita? Ofereças a esquerda.
A suprema negação do Mim Mesmo acha-se no coito. Não ejacular o Ens Seminis, negar-se no momento supremo, é absoluto sacrifício do Eu e o resultado de semelhante negação de nós mesmos é o despertar do Kundalini.
O fogo queima as escórias do mal e dissolve o Eu totalmente. O fogo é o ouro potável.
A GRANDE OBRA
A Grande Obra está representada pelo Arcano XII do Tarot. Nesta carta vemos um homem dependurado por um pé. As mãos dele estão atadas nas costas, de modo que seu corpo forma um triângulo com a ponta para baixo e suas pernas, uma cruz por cima do triângulo.
Todo o trabalho tem por objetivo adquirir alma, quer dizer, alcançar o ligamento da Cruz com o Triângulo: esta é a Grande Obra. A décima segunda carta do Tarot é alquimia sexual. A Cruz-homem deve se ligar com o Triângulo-Espírito mediante o fogo sexual.
Segundo os chineses, o Deus Fu-Hi (o Adão Cristo) nasce à meia-noite, no dia 4 da décima lua e aos 12 anos precisos. A Virgem Hoa-Se, passeando pela margem do rio (o licor seminal), concebe em seu ventre ao Cristo, quando põe seu pé sobre a pegada do Grande Homem. As quantidades 4, 10 e 12 devem ser estudadas à luz dos capítulos 4, 10 e 12 do presente livro.
TANTRISMO BRANCO E NEGRO
Existem duas classes de tantrismo no oriente. No tantrismo positivo, ensina-se a não ejaculação do Ens Seminis e, no tantrismo negativo, pratica-se a sua ejaculação. Há também um tantrismo cinza no qual não se dá importância à questão da ejaculação seminal. Este último é perigosíssimo porque pode conduzir os estudantes ao tantrismo negativo, tantrismo negro.
A yoga sexual positiva pratica-se sem a ejaculação do licor seminal.
Existe uma Sadhana tântrica para a conexão do membrum virile e da genitalia mulieris. A conexão realiza-se depois de um intercâmbio de carícias entre o homem e a mulher. O casal permanece quieto e com a mente em branco para que o Eu não intervenha. Assim, chegam ao êxtase durante esta Sadhana tântrica.
Os iogues tântricos realizam todo o trabalho sob a direção de um Guru. O único movimento sério que existe na Índia é o tantrismo branco e ele proíbe a ejaculação do Ens Seminis.
A DÉCIMA SEGUNDA CHAVE DE BASÍLIO VALENTIM
O Arcano XII, o apostolado, é profundamente estudado na chave número 12 de Basílio Valentim, e é importante compreendê-la.
Da mesma forma que o Leão transforma a Serpente em sua própria carne, quando a devora, assim também a Pedra Filosofal ou pó de projeção (Leão Vermelho ou Fogo Vivo) tem o poder de transformar ou transmutar os metais imperfeitos em sua própria substância ígnea.
Os metais vis são os falsos valores que constituem o Eu. O fogo transmuta-os e o Eu dissolve-se a fim de adquirirmos alma. Ser é ser diferente. Sem o fermento do ouro (o fogo), ninguém pode compor a Pedra Filosofal ou desenvolver a Virtude Tintórea. A Tintura do Fogo tem o poder de penetrar em todos os corpos internos para transformá-los radicalmente. O semelhante une-se ao semelhante para transformá-lo. O fogo transforma o chumbo da personalidade no ouro do Espírito.
A síntese da Grande Obra está representada por três serpentes que simbolizam o mercúrio, o sal e o enxofre. A ave Fênix levanta-se de suas próprias cinzas. Os alquimistas devem trabalhar durante doze horas para conseguir o fermento do ouro. Eis aqui o Arcano XII da cabala.
Quem possua Ouro Fermentado poderá ter a sorte de Ser realmente.
NÃO IDENTIFICAÇÃO
O homem é uma máquina adormecida.
Se tu queres despertar do sono profundo em que vives, não te identifiques com os desejos, dramas, prazeres, emoções, passagens de tua vida, etc. A cada passo, chama-te à vigilância. Recorda, bom discípulo, que as pessoas estão sonhando. Analisa todos estes sonhos em que vive a humanidade, porém, para que venhas a despertar, não te identifiques com eles. As pessoas acreditam estarem despertas por não estarem no leito e, no entanto, estão com a consciência profundamente adormecida. Sonham.
Tudo que vês entre as pessoas são simples sonhos. Recorda que Não-Identificação não significa abandonar teus deveres como pai, mãe, filho, etc.
Não te identifiques e, assim, despertarás do sono profundo em que vives.
O cachorrinho e o Tigre!!!
Conhecimento X Imaginação...
Um cachorrinho, perdido na selva, vê um tigre correndo em sua direção. Pensa
rápido, vê uns ossos no chão e se põe a mordê-los. Então, quando o tigre está
a ponto de atacá-lo, o cachorrinho diz:
* Ah, que delícia este tigre que acabo de comer!
O tigre pára bruscamente e sai apavorado correndo do cachorrinho, e no caminho
vai pensando:
Que cachorro bravo! Por pouco não come a mim também!
Um macaco, que havia visto a cena, sai correndo atrás do tigre e conta como
ele havia sido enganado.
O tigre, furioso, diz:
* Cachorro maldito! Vai me pagar!
O cachorrinho vê que o tigre vem atrás dele de novo e desta vez traz o macaco
montado em suas costas.
Ah, macaco traidor! O que faço agora?, pensou o cachorrinho. Em vez de sair
correndo, ele ficou de costas, como se não estivesse vendo nada. Quando o tigre
está a ponto de atacá-lo de novo, o cachorrinho diz:
* Macaco preguiçoso! Faz meia hora que eu o mandei me trazer um outro tigre
e ele ainda não voltou!
Um cachorrinho, perdido na selva, vê um tigre correndo em sua direção. Pensa
rápido, vê uns ossos no chão e se põe a mordê-los. Então, quando o tigre está
a ponto de atacá-lo, o cachorrinho diz:
* Ah, que delícia este tigre que acabo de comer!
O tigre pára bruscamente e sai apavorado correndo do cachorrinho, e no caminho
vai pensando:
Que cachorro bravo! Por pouco não come a mim também!
Um macaco, que havia visto a cena, sai correndo atrás do tigre e conta como
ele havia sido enganado.
O tigre, furioso, diz:
* Cachorro maldito! Vai me pagar!
O cachorrinho vê que o tigre vem atrás dele de novo e desta vez traz o macaco
montado em suas costas.
Ah, macaco traidor! O que faço agora?, pensou o cachorrinho. Em vez de sair
correndo, ele ficou de costas, como se não estivesse vendo nada. Quando o tigre
está a ponto de atacá-lo de novo, o cachorrinho diz:
* Macaco preguiçoso! Faz meia hora que eu o mandei me trazer um outro tigre
e ele ainda não voltou!
Prece do Amor Incondicional
Forças Benéficas do Universo,
Que eu possa sempre sentir Amor...
E, se em algum momento não sentir Amor, que eu possa relembrar tão logo seja possível.
Que minhas caminhadas estejam sempre casadas com os quereres mais nobres de minha alma...
E, se houver aí alguma separação, que eu redescubra a conexão, tão logo seja possível.
Que minha busca por felicidade respeite sempre o livre arbítrio dos outros Seres...
E, quando esse respeito não ocorrer, que eu perceba e devolva a integridade aos arbítrios ora invadidos, tão logo seja possível.
Que as pessoas que de mim se afastem possam ir melhor do que chegaram...
Que a divindade que está em mim possa encontrar-se com as divindades das pessoas, e que os meus desejos e os desejos do Amor Absoluto sejam um só.
Que eu possa Amar...
Amar logo...
Amar em breve...
Amar agora...
Amar pra sempre...
(desconheço autoria)
Que eu possa sempre sentir Amor...
E, se em algum momento não sentir Amor, que eu possa relembrar tão logo seja possível.
Que minhas caminhadas estejam sempre casadas com os quereres mais nobres de minha alma...
E, se houver aí alguma separação, que eu redescubra a conexão, tão logo seja possível.
Que minha busca por felicidade respeite sempre o livre arbítrio dos outros Seres...
E, quando esse respeito não ocorrer, que eu perceba e devolva a integridade aos arbítrios ora invadidos, tão logo seja possível.
Que as pessoas que de mim se afastem possam ir melhor do que chegaram...
Que a divindade que está em mim possa encontrar-se com as divindades das pessoas, e que os meus desejos e os desejos do Amor Absoluto sejam um só.
Que eu possa Amar...
Amar logo...
Amar em breve...
Amar agora...
Amar pra sempre...
(desconheço autoria)
ARREPENDIMENTO
O arrependimento é a chave que nos dignifica, a alavanca que torna-nos neófitos, o símbolo da humildade e bom caráter.
Pelo fato de formarem-se, no interior das ostras, devido à introdução de um corpo estranho, um grão de areia por exemplo ou um verme microscópio, conceitua-se que as pérolas simbolizem o arrependimento.
Seu raro brilho e cor sugerem pureza.
A dignidade antes de uma revolução intima de consciência provém de um exame de consciência, pesando-se os fatos, assumindo as faltas impelidas pela mudança no modo de pensar e na maneira de agir, desta forma estamos abrir as portas aos horizontes de condutas retas.
Muitas vezes o erro de nosso próximo se deve à uma falta de atitude psicológica precisa para com este.
A palavra pecado é terminologicamente oriunda da palavra grega armatia cujo significado é "afastar-se da meta".
...Arrependei-vos pois é chegado o reino dos céus!
Os teólogos ao ensinarem seus discípulos à praticidade de boas obras a fim de merecerem o paraíso, compreendem um céu exteriorizado. Céu e Inferno conceituam-se não serem lugares extra-humanos, mas, estados de consciência intra-humanos.
Resta-nos compreender se a mente humana está preparada para imacular-se, esquivando-se da identificação para com o mau exemplo.
"A vós (que sois os discípulos escolhidos) é revelado o mistério do Reino de Deus. Mas aos outros (aqueles que não o são, a multidão) tudo é comunicado por meio de parábolas, de sorte que: Olhando não vejam; Ouvindo não entendam; e jamais se convertam e lhes sejam perdoados os pecados." (Marcos,IV,11-12)
O perdão existe apenas para os pecadores que se tornam conscientes de que o são mediante o arrependimento.
O pecado só toma consistência mediante três fatores atuados: - saber, querer, fazer, o que nos leva a conceituar que exista uma determinada segurança na ignorância. Mas essa segurança está para aqueles que ainda conceituam alcançarem reinos celestiais distantes do esforço intimo em exteriorizar tais reinos no próprio ambiente aonde se encontra. Torna-se então a ignorância um salvo conduto do comodismo.
Devido à falta de ciência ou a inabilidade em conter o próprio ego adentramos em armatia, de modo que ora o saber, ora o querer não se concretiza, de maneira que isto torna-nos livre de máculas.
Porém existem aqueles que alertam para que não existe perdão para quem peca sabendo!
Afirmações deste tipo conduzem o pecador reincidente à uma evasiva mental de continuo delito, numa busca desenfreada de prazeres inconseqüentes antecedendo seu despojo à níveis infra-dimensionais segundo sua crença desesperançando o caído em contrario à um reanimo auto-realizador psico-espiritual, que por sua vez afetará toda a coletividade. Além do fato da ciência comprovar que o temor à hierarquia é o principal agente de estresse à qualquer ser humano independente de sua faixa etária.
A prática do mal em sua necessidade e do bem em sua necessidade é uma afronta ao principio cósmico cristão que visa o resgate do pecador, além de uma incompreensão das leis kármicas naturais e inflexíveis.
O redimido torna-se o redentor, embora o acomodo levem indivíduos a aconselhar o extermínio de pessoas condizentes com a esfera psicológica da brutalidade ao invés de uma recondução à níveis psicológicos elevados abstendo-se de colocar-se no intimo do pecador aplicando-lhe a misericordiosa alavanca de uma ascensão intima.
O mal praticado para o semelhante encontra-se presente na superficialidade, enquanto torna-se intrínseco para o praticante, pois o arrependimento desvanece a nódoa psíquica, persistindo porém a manha psíquica, denotando o centro de gravidade psicológico manipulado pelos próprios valores negativos engendrados no decorrer de nossa existência devido aos adharmas, estratificando nas profundezas do subconsciente novas ondas de hábito vicioso irradiando ondas negativas para a zona do consciente.
Tal como a física os adharmas podem ser anuladas por porcentagens equivalentes de dharmas, lembrando-nos então de perdoar 70 vezes 7 vezes, para que como o pai nosso ensina sejamos perdoados assim como perdoamos, enquanto cabe a consciência particular do prejudicado aceitar ou não essa reparação mediante o livre-arbítrio, se seu próprio valor negativo não se forjar como falsa justiça.
"Não posso imaginar um Deus a recompensar e a castigar o objecto de sua criação..." Einstein.
Todo o redimido sincero converte-se à um redentor em potencial.
E podemos adentrar na filosofia:
Aonde começa o pecado, ou aonde ele termina, se não pode haver um Juiz tão sábio para julgar a Razão que o determina: isso parte para o princípio de que a Causa Primária rege todas as coisas e não ha nada que não seja por Ela regido.
O que nos leva ao pensamento de Einstein:
"Ele não joga dados com o mundo" - Einstein
Pois reinar no inferno é o tormento dos que não cedem seus ideais à consciência superior situada em si mesmo, portanto cabe-nos, a cada um de nós, nos ínfimos eventos do quotidiano exteriorizar o paraíso.
Arrepender-se e recorrer no erro é tornar-se um explorador de misericórdia, vendo nos setenta vezes sete do perdão Divino um valor que não lhe importasse ao caminho à seguir na consciência de um futuro perdão, salvo devido às nossas próprias fraquezas, essas que surgem quando edificamos nossa filosofia de vida sobre as areias ao invés de construirmos nosso caráter sobre a rocha.
Devemos produzir antes frutos dignos de arrependimento...
A prudência, o entendimento, a interpretação correta de todos os fatos, mediante a um mínimo grau de discernimento e sabedoria interior pode evitar conseqüências catastróficas no que tange ao destino do próprio ser e de seus semelhantes.
De modo algum devemos nos estagnar no remorso, antes produzirmos frutos dignos de arrependimento, o que se torna uma atitude dharmica, anulando os resíduos psicológicos adharmicos do psiquismo, lembrando que, para que algo se torne um pecado é necessário coabitar mentalmente com o mal, e o perdão existe para o pecador, já que este não está incluso naquele que não sabe e a ignorância também é a trave que não conduz à mudança de atitude.
"Para que sejamos pessoas plenas muito poucos possuem a luz e a coragem de pagar o preço do sacrifício pela humanidade, não digo de um sacrifício sanguinolento, mas de um sacro-ofício (Trabalho-Santo). É preciso abandonar por completo a busca da segurança e correr o risco de viver com os dois braços.... (Temos que aprender a andar no fio da navalha de forma a abandonarmos a máscara da personalidade e viver com o trabalho árduo do auto-conhecimento). Dando o Maximo de si pelas Nobres Causas tornando-nos exemplos de uma retidão de caráter, pagando o preço de nossos equívocos humildemente anulando-os com a mesma proporção de boas obras, tornando-nos assim pedreiros de um edifício cujas colunas torais levam o nome de Amor e Sabedoria. Sabedoria está que se predispõe quando cortejamos a dúvida e a ignorância, sem crer-nos detentores do verdadeiro conhecimento, atuando nos conflitos da vida com a coragem e aceitação do viver ou morrer destruindo nosso ego e desaprisionando as virtudes por estes abafadas. Precisamos amar ao próximo e usarmos nossas ferramentas de trabalho, e, não amarmos nossas ferramentas de trabalho e usarmos o próximo. Somos todos os seres passiveis de resgate do apego à matéria, assim sendo somos Sagrados e Divinos, pois o Senhor nos criou a sua imagem e semelhança, assim sendo somos abençoados pelo nosso Deus Interior, com o arrependimento e a concreta crença absoluta no perdão, já não somos miseráveis pecadores, como diriam os "Órficos": "Somos deuses, apenas nos esquecemos disto!". O fato de termos esquecido disto e recordar-mo-nos de que disto esquecemos torna-se o primeiro passo para uma mudança benigna de nosso caráter em busca a reunião, o religare com nosso DEUS INTERIOR (Pai em oculto) uníssono ao PAI CÓSMICO (Pai que está nos Céus). Assim tomemos o líquido do esquecimento de nosso passado profano, coloquemos uma pedra no que se foi e residuou-se como fantasmas em nossa mente a brindar-nos ou perseguimos e passemos a edificar o futuro neste instante, trabalhando com os três fatores de revolução de consciência: Negue-se a si mesmo, apanhe sua cruz e siga-Me, disse A Luz do Mundo. Lembrando-se sempre que o Amor, o siga-Me exposto por Cristo, tange ou transcende todas as leis. Esse é o Amor incondicional que não visa méritos em especial para si, mas felicita-se com a auto-realização psico-espiritual do próximo.."
Pelo fato de formarem-se, no interior das ostras, devido à introdução de um corpo estranho, um grão de areia por exemplo ou um verme microscópio, conceitua-se que as pérolas simbolizem o arrependimento.
Seu raro brilho e cor sugerem pureza.
A dignidade antes de uma revolução intima de consciência provém de um exame de consciência, pesando-se os fatos, assumindo as faltas impelidas pela mudança no modo de pensar e na maneira de agir, desta forma estamos abrir as portas aos horizontes de condutas retas.
Muitas vezes o erro de nosso próximo se deve à uma falta de atitude psicológica precisa para com este.
A palavra pecado é terminologicamente oriunda da palavra grega armatia cujo significado é "afastar-se da meta".
...Arrependei-vos pois é chegado o reino dos céus!
Os teólogos ao ensinarem seus discípulos à praticidade de boas obras a fim de merecerem o paraíso, compreendem um céu exteriorizado. Céu e Inferno conceituam-se não serem lugares extra-humanos, mas, estados de consciência intra-humanos.
Resta-nos compreender se a mente humana está preparada para imacular-se, esquivando-se da identificação para com o mau exemplo.
"A vós (que sois os discípulos escolhidos) é revelado o mistério do Reino de Deus. Mas aos outros (aqueles que não o são, a multidão) tudo é comunicado por meio de parábolas, de sorte que: Olhando não vejam; Ouvindo não entendam; e jamais se convertam e lhes sejam perdoados os pecados." (Marcos,IV,11-12)
O perdão existe apenas para os pecadores que se tornam conscientes de que o são mediante o arrependimento.
O pecado só toma consistência mediante três fatores atuados: - saber, querer, fazer, o que nos leva a conceituar que exista uma determinada segurança na ignorância. Mas essa segurança está para aqueles que ainda conceituam alcançarem reinos celestiais distantes do esforço intimo em exteriorizar tais reinos no próprio ambiente aonde se encontra. Torna-se então a ignorância um salvo conduto do comodismo.
Devido à falta de ciência ou a inabilidade em conter o próprio ego adentramos em armatia, de modo que ora o saber, ora o querer não se concretiza, de maneira que isto torna-nos livre de máculas.
Porém existem aqueles que alertam para que não existe perdão para quem peca sabendo!
Afirmações deste tipo conduzem o pecador reincidente à uma evasiva mental de continuo delito, numa busca desenfreada de prazeres inconseqüentes antecedendo seu despojo à níveis infra-dimensionais segundo sua crença desesperançando o caído em contrario à um reanimo auto-realizador psico-espiritual, que por sua vez afetará toda a coletividade. Além do fato da ciência comprovar que o temor à hierarquia é o principal agente de estresse à qualquer ser humano independente de sua faixa etária.
A prática do mal em sua necessidade e do bem em sua necessidade é uma afronta ao principio cósmico cristão que visa o resgate do pecador, além de uma incompreensão das leis kármicas naturais e inflexíveis.
O redimido torna-se o redentor, embora o acomodo levem indivíduos a aconselhar o extermínio de pessoas condizentes com a esfera psicológica da brutalidade ao invés de uma recondução à níveis psicológicos elevados abstendo-se de colocar-se no intimo do pecador aplicando-lhe a misericordiosa alavanca de uma ascensão intima.
O mal praticado para o semelhante encontra-se presente na superficialidade, enquanto torna-se intrínseco para o praticante, pois o arrependimento desvanece a nódoa psíquica, persistindo porém a manha psíquica, denotando o centro de gravidade psicológico manipulado pelos próprios valores negativos engendrados no decorrer de nossa existência devido aos adharmas, estratificando nas profundezas do subconsciente novas ondas de hábito vicioso irradiando ondas negativas para a zona do consciente.
Tal como a física os adharmas podem ser anuladas por porcentagens equivalentes de dharmas, lembrando-nos então de perdoar 70 vezes 7 vezes, para que como o pai nosso ensina sejamos perdoados assim como perdoamos, enquanto cabe a consciência particular do prejudicado aceitar ou não essa reparação mediante o livre-arbítrio, se seu próprio valor negativo não se forjar como falsa justiça.
"Não posso imaginar um Deus a recompensar e a castigar o objecto de sua criação..." Einstein.
Todo o redimido sincero converte-se à um redentor em potencial.
E podemos adentrar na filosofia:
Aonde começa o pecado, ou aonde ele termina, se não pode haver um Juiz tão sábio para julgar a Razão que o determina: isso parte para o princípio de que a Causa Primária rege todas as coisas e não ha nada que não seja por Ela regido.
O que nos leva ao pensamento de Einstein:
"Ele não joga dados com o mundo" - Einstein
Pois reinar no inferno é o tormento dos que não cedem seus ideais à consciência superior situada em si mesmo, portanto cabe-nos, a cada um de nós, nos ínfimos eventos do quotidiano exteriorizar o paraíso.
Arrepender-se e recorrer no erro é tornar-se um explorador de misericórdia, vendo nos setenta vezes sete do perdão Divino um valor que não lhe importasse ao caminho à seguir na consciência de um futuro perdão, salvo devido às nossas próprias fraquezas, essas que surgem quando edificamos nossa filosofia de vida sobre as areias ao invés de construirmos nosso caráter sobre a rocha.
Devemos produzir antes frutos dignos de arrependimento...
A prudência, o entendimento, a interpretação correta de todos os fatos, mediante a um mínimo grau de discernimento e sabedoria interior pode evitar conseqüências catastróficas no que tange ao destino do próprio ser e de seus semelhantes.
De modo algum devemos nos estagnar no remorso, antes produzirmos frutos dignos de arrependimento, o que se torna uma atitude dharmica, anulando os resíduos psicológicos adharmicos do psiquismo, lembrando que, para que algo se torne um pecado é necessário coabitar mentalmente com o mal, e o perdão existe para o pecador, já que este não está incluso naquele que não sabe e a ignorância também é a trave que não conduz à mudança de atitude.
"Para que sejamos pessoas plenas muito poucos possuem a luz e a coragem de pagar o preço do sacrifício pela humanidade, não digo de um sacrifício sanguinolento, mas de um sacro-ofício (Trabalho-Santo). É preciso abandonar por completo a busca da segurança e correr o risco de viver com os dois braços.... (Temos que aprender a andar no fio da navalha de forma a abandonarmos a máscara da personalidade e viver com o trabalho árduo do auto-conhecimento). Dando o Maximo de si pelas Nobres Causas tornando-nos exemplos de uma retidão de caráter, pagando o preço de nossos equívocos humildemente anulando-os com a mesma proporção de boas obras, tornando-nos assim pedreiros de um edifício cujas colunas torais levam o nome de Amor e Sabedoria. Sabedoria está que se predispõe quando cortejamos a dúvida e a ignorância, sem crer-nos detentores do verdadeiro conhecimento, atuando nos conflitos da vida com a coragem e aceitação do viver ou morrer destruindo nosso ego e desaprisionando as virtudes por estes abafadas. Precisamos amar ao próximo e usarmos nossas ferramentas de trabalho, e, não amarmos nossas ferramentas de trabalho e usarmos o próximo. Somos todos os seres passiveis de resgate do apego à matéria, assim sendo somos Sagrados e Divinos, pois o Senhor nos criou a sua imagem e semelhança, assim sendo somos abençoados pelo nosso Deus Interior, com o arrependimento e a concreta crença absoluta no perdão, já não somos miseráveis pecadores, como diriam os "Órficos": "Somos deuses, apenas nos esquecemos disto!". O fato de termos esquecido disto e recordar-mo-nos de que disto esquecemos torna-se o primeiro passo para uma mudança benigna de nosso caráter em busca a reunião, o religare com nosso DEUS INTERIOR (Pai em oculto) uníssono ao PAI CÓSMICO (Pai que está nos Céus). Assim tomemos o líquido do esquecimento de nosso passado profano, coloquemos uma pedra no que se foi e residuou-se como fantasmas em nossa mente a brindar-nos ou perseguimos e passemos a edificar o futuro neste instante, trabalhando com os três fatores de revolução de consciência: Negue-se a si mesmo, apanhe sua cruz e siga-Me, disse A Luz do Mundo. Lembrando-se sempre que o Amor, o siga-Me exposto por Cristo, tange ou transcende todas as leis. Esse é o Amor incondicional que não visa méritos em especial para si, mas felicita-se com a auto-realização psico-espiritual do próximo.."
AUTOCONHECIMENTO
O subconsciente de uma pessoa projeta sobre a outra o que não vê em si própria.
O que nos torna autoconhecedores, não é o fato de possuirmos uma carteirinha, não faltarmos à uma palestra, ou compormos uma determinada ordem, o que nos torna auto-conhecedores é unicamente o trabalho sobre si mesmo, assim sendo somos o vigia, o aluno e o sacerdote de nosso próprio templo psico-espiritual, e a limpeza de tal templo se faz intro.
Quem somos, o que estamos pensando, o que estamos fazendo e qual o nosso destino, são perguntas que devemos treinar o nosso intelecto a fazer-nos constantemente, de modo a detectarmos se nossos valores negativos estão sobrepondo-se às nossas virtudes isso é o que podemos denominar gnosis.
O fato de compreendermos nossos próprios valores negativos cujo porta-voz é o nosso ego, não implica em conduzi-los ao id., e sim em elimina-los através de sua compreensão em todos os departamentos de atuação, em um regime de castidade, assim como Mahatma Gandhi fizera o voto de Brama-charya, dizendo não ao karma ego-libido-animal cuja força apenas nos leva a busca desenfreadas de maiores prazeres, desta forma compreendendo gradativamente cada valor podemos faze-lo desaparecer dando lugar à uma virtude de nossa própria essência que é Una com Deus.
A felicidade cósmica predispõe que o homem se conheça a si mesmo em sua realidade central vivendo de acordo com este conhecimento. O autoconhecimento torna-se assim, através da auto-observação a chave mestra para a auto-realização em todas as esferas do ser.
Um dos maiores equívocos no autoconhecimento, é confundir mente com cérebro, quando tratamos de mente, tratamos de nosso próprio aparelho psico-espiritual, seus valores, seus resíduos kármicos, e todas as experiências de vida residuadas no nosso psiquismo através das experiências adquiridas no decorrer de nossa única existência, mesmo que esta denote várias vidas.
A mente exerce influência sobre o corpo da mesma maneira que o corpo a influência.
No aspecto neurológico (cérebro), os pensamentos inerentes a mente (espírito em sua pluralidade de valores ou alma) é o resultado e o produtor das alterações químicas e elétricas em nosso organismo, de forma que há uma interação entre mente e corpo, como pólos da mesma energia criadora, contentores cada qual de algo de cada um em sua interação.
O Ocidente, aos poucos abriu as portas reconhecendo o efeito dos pensamentos sobre o corpo, herança trazida através da cabala dos tempos através das primeiras civilizações, de forma que o ocidente estabeleceu o conceito teórico de somatopsicossomática, estabelecendo principalmente a influência do corpo sobre os processos mentais, os quais por sua vez afetam o próprio corpo denotando um intercâmbio, em que uma porcentagem pode ser encontrada em órgãos tais como o hipotálamo, uma porção minúscula do cérebro, que pesa pouco mais de sete gramas, tornando-se o centro de abastecimento de pensamentos e sentimentos para o córtex cerebral e do córtex cerebral. O hipotálamo governa todas as glândulas produtoras de hormônio no corpo por meio de seu controle direto da hipófise, contatando e comandando, desta forma a comunicação, o controle e a integração das funções de cada célula, de cada órgão e de cada sistema energético percorrente do corpo. Tal órgão de suma importância capta cada pensamento e emoção criada pela consciência e sub-consciência na forma de impulsos nervosos traduzindo tais impulsos em produção hormonal.
À medida que nossos diversos resíduos psicológicos afloram em pensamentos negativos ou devido à nossa mal reacção de stress, à uma transferência de arquivos denotando a enfermidade e o bloqueio, desta forma o corpo possui um sistema completo de defesa, destinado a servi-lo em tempo de perigo, diferenciando, a custo entre o perigo real e o stress mental ou neurose.
Podemos conceituar a própria influência mental a controlar este órgão e outros semelhantes a ele com nossos pensamentos, de forma que pensamentos conscientes e subconscientes interagindo-se saudavelmente propiciam uma corrente contra estados de grande stress de forma que as descargas do hipotálamo comandam o funcionamento normal dia a dia do ramo parassimpático do sistema nervoso autônomo com a finalidade de ser supersedado pelo sistema de emergência, o ramo simpático, seqüenciado eventos por todo o sistema corpóreo.
Assim sendo podemos dizer que de acordo com a sanidade de nossa mente, assim também há a sanidade de nosso corpo e vice-versa!
A energia de nossa alma manifesta-se em todos e cada um de nós. A resistência apenas a bloqueia.
O Auto Conhecimento é a alavanca para a geração de uma personalidade independente.
Estando Jesus em nossos corações, o autoconhecimento torna-nos os humildes trabalhadores da Casa de Jesus.
Quem somos, de onde viemos, e para onde vamos?
Meditemos sobre isso lembrando que o Mundo nos é presenteado pela natureza de nossas almas, e assim um dia, podemos fitar o céu de nossa própria mente serena mediante a felicidade da espontânea auto-realização que conduz ao reflexo exterior de um mundo mais humano e feliz, e, com alegria em vez de medo, visualizarmos os fragmentos do amor ao semelhante, faíscas da mesma chama, lampejando durante um momento na órbita de nossa percepção, procurando aprender tudo o que nosso próprio intimo e nosso próprio universo tem a nos oferecer, assimilando o saber das causas conciliadas à espontaneidade do coração puro, modesto, humilde e sincero, na ascensão milenar para união no Sol Central, conciliando os próprios pensamentos, sentimentos e vontades ao universo em busca de auxilio à todos os seres, à todas as formas, ascensão esta, conhecida dos sábios e filósofos de todos os tempos como a meta final da perfeição, não só do homem como do próprio Homem Cósmico que voltaremos a ser.
"A maioria de nós prefere olhar para fora e não para dentro de si mesmo" - Einstein
Nossos hábitos compulsivos e nocivos são periféricos e não constituem o autoconhecimento, pois representa mal nosso real ser, a compreensão de tais hábitos implicam em sua eliminação, porém forçosamente constitui-se em uma falsidade desnecessária por representar anti-naturalmente algo que em nosso íntimo, por vezes não somos. Nosso real ser apresenta-se naturalmente, com a abdicância de nossas evasivas mentais e da falsa luz de nossa personalidade na descida de nossas defesas psicológicas.
Não devemos simplesmente correlacionar nossa força de vontade ao auto-conhecimento, pois o domínio de um desejo sobre o outro torna-se apenas temporário e dominar um valor negativo não implica em tornar um positivo atuante, elimina-lo, sim.
O ascetismo pela obtenção de felicidade pessoal é outro grande equívoco, pois nosso real ser baseia-se em atuar em estado de renúncia sem frustração.
Um outro equívoco ocorre em correlacionarmos conhecimento com inteligência. Um homem não deixa de ser sábio só por não compreender fatos cósmicos, existe apenas uma carência de informações, os quais mediante o interesse pode utilizar sua inteligência a fim de reunir conhecimentos necessários que lhe transformarão interiormente.
Outro equivoco se processa em crer que um fato mentalmente memorizado pode despertar-nos, como é o caso dos repetitivos rituais que findaram por tornarem-se mecanicistas. A memorização de um fato não implica em sua compreensão psíquica. Necessitamos mais do que uma biblioteca de fatos, necessitamos da visão esclarecedora que conduz à transformação íntima.
Outro equivoco que se sucede com algumas pessoas é a auto-ilusão, crer-se conhecedor de si mesmo.
A compreensão do mundo interior causa a cessação de problemas no mundo exterior.
Nosso eu profundo pode permanecer-se imóvel e serenamente observante dos fenômenos existenciais, tornando-se preceptivo dos eventos tais como realmente são sem que estes possam afetar-lhe de maneira alguma a paz. Agindo assim encontra-se a felicidade mesmo na pobreza, no fracasso e na doença. Se não percebermos que o pensamento errôneo é a raiz de nossos problemas, poderemos colocar em prática todas as leis e mesmo assim não deixaremos de experimentar as conseqüências dolorosas de tais pensamentos. Para que encontremos a felicidade é necessário manter-se sereno perante o caos e o sofrimento à nossa volta, tendo em vista que a nossa transformação intima já é a transformação de uma parcela do mundo, não devemos conceituar que nossas idéias sobre a vida constituem ela própria, mas a compreensão desta e o entendimento de suas causas primárias libertam-nos do labirinto das idéias pré-concebidas. O homem é aquilo que ele pensa em seu coração.
Devemos cessar a luta e adentrarmos no silêncio, captando a voz interior de nosso verdadeiro eu, voz orientadora cuja única meta é a auto-emancipação.
Reportamo-nos à pensamentos do célebre Cientista Albert Einstein nascido em Ulm, na Alemanha, no dia 14 de março de 1879, filho de Hermann Einstein e Pauline Koch:
"Talvez algum dia a solidão venha a ser adequadamente reconhecida e apreciada como mestra da personalidade. Há muito que os orientais o sabem. O indivíduo que teve experiência da solidão não se torna vítima fácil da sugestão das massas." Seguindo o pensamento do mesmo homem... "Jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo. " Ainda a ele..."O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego."
O ego é o epicentro de todas as perturbações de nosso quotidiano, na medida que reduzimos sua tirania, reduzimos também o resultante do ego (apego, aversão e medo), em contra proposta e na mesma medida recuperamos a paz e a saúde e abrimos o caminho para a felicidade.
Da união dos dois estados da mente ou consciência simbolizados pelos fenômenos e a consciência dos fenômenos, nasce o estado de consciência. Nas descobertas dos manuscritos de Nag Hammadi Jesus cita:
"... Antes, descubram que o Reino está dentro de vocês, e também fora de vocês. Apenas quando vocês se conhecerem, poderão ser conhecidos, e então compreenderão que todos vocês são filhos do Pai vivo. Mas se vocês não se conhecerem a si mesmos, então vocês vivem na pobreza e são a pobreza".
É notável a semelhança desta sentença de Jesus com a máxima adotada por Sócrates, emprestada do pórtico do Templo de Apolo, em Delfos:
"Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás aos deuses e ao universo."
(A inscrição no templo de Apolo em Delfos - "Conhece-te a ti mesmo" - inspirou o trabalho socrático de despertar as consciências.)
De igual forma, Buda dizia que só o conhecimento de si levava à iluminação, do mesmo modo que Láo-Tsé dizia que apenas o conhecimento da ordem dentro de si levava à compreensão do Tao.
"Deus é amor - Quem permanece no amor permanece em Deus."(S. João)
"O reino de Deus está dentro de vós."(Jesus)
A serenidade mental pode se exteriorizar se no íntimo os opostos se reconciliarem.
O autoconhecimento não deve ser confrontado perante o espelho da personalidade que projeta uma falsa luz, mas no vórtice da natureza intima do indivíduo aonde se encontram os desejos profundos que denotam sua verdadeira qualidade interior.
De que adianta determos uma personalidade virtuosa e caritativa se em nosso id. afloram desejos de adultério, infra-sexualismo, vícios, sadismo, vingança, rancor..., mesmo que tais desejos sejam retardados pelo superego, um dia eles irão aflorar, seja perante o uso de um entorpecente ou um determinado grau de embriagues, ou no desligamento psíquico para nossos sonhos noturnos que por inúmeras vezes denotam de forma metafórica nossos reais anseios, os mesmos sonhos, que segundo os Tibetanos tomarão forma real a nos perseguir ou acolher em relação aos nossos próprios resíduos psicológicos perante o desenlace psíquico no momento da morte.
"Se vos fizerdes como uma criança, entrarás no Reino dos Céus".
As crianças não projetam a falsidade, são dependentes da paternidade, ainda estão envolvidas em uma qualidade atemporal e distante das preocupações sociais, assim como desapegadas às preocupações materiais, muito embora já denotem uma hereditariedade de conhecimentos inatos.
Fazendo-nos como crianças influímos na desintegração dos valores negativos que levamos agregados ao nosso psiquismo, encontrando equilíbrio entre seus próprios opostos e nos colocando como uma criança à mercê de nosso próprio eu profundo, a parte mais próxima do divino, em nós exteriorizamos a pureza.
Podemos concluir, refletindo sobre nós, que levamos o Cristo dentro, retirando o homem da busca de uma divindade exterior, para um encontro com sua verdadeira identidade interior, seu eu mais profundo. Saímos assim da esfera do fanatismo e da infantilidade das crendices baseadas em salvações externas, não condizentes com o nosso próprio trabalho íntimo.
Da mesma forma, os "órficos" reportavam-se ao processo evolutivo como uma tomada de consciência de que somos deuses por sermos filhos de Deus.
A chave para o autoconhecimento é uma auto-observação constante, ou o que chamam de vigília, uma auto-análise dos próprios valores negativos e uma compreensão de seu surgimento, seu despertar e suas formas de atuação, compreendendo assim nosso defeitos, gradativamente eles perdem seu poder de atuação e dissipam-se.
Formulemos uma auto-análise sobre nosso próprio grau de consciência desperta e sobre a esfera psicológica que nos encontramos, sobre nossos próprios valores positivos e negativos e sobre nossas próprias atitudes equivocadas.
Lembrando que o mundo nos é presenteado pela natureza de nossas almas, devemos estudarmo-nos de maneira simples e direta, que não depende das ações exteriores, nem de nossos preconceitos e caprichos pessoais, a solução não esta na conferência ou nos projetos, não se encontra no "vir a ser", mas no "estar sendo" O problema não reside no mundo, mas no interior de nosso próprio psiquismo, pois o mundo é um reflexo deste, se o mundo está mal é porque nós, Você e eu deixamos de fazer alguma coisa certa ou fizemos alguma coisa errônea ou equivocada para que ele assim se encontrasse, é difícil assumir isso, a mente buscará evasiva, mas para compreender o mundo que nos fora doado, devemos compreender nossa natureza. As sociedades são nossos vínculos de afinidades psicológicas. Não é um líder que vai mudar o mundo, mas a transformação dos indivíduos que constituem as massas. Não é uma conferência, na qual o conferencista sacrifica de seu tempo entregando a chave para o despertar de um adormecido, na pérola do arrependimento e transformação intima, mas o trabalho sobre si mesmo, a transformação íntima de cada indivíduo mediante o autoconhecimento. Se um indivíduo, eu ou você, se der conta que é parte integrante da coletividade de indivíduos, e provocar não no "vir a ser" mas no "estar sendo" uma transformação de valores ou uma regeneração, aprendendo a perdoar-se sem a necessidade de buscar um perdão exterior, sem sucumbir ao ambiente, já está efetuando uma valorosa revolução de consciência. Se desejamos saber o que somos, não devemos ter uma crença ou imaginar algo que não somos. Não basta saber que sou ganancioso, invejoso ou violento, saber e compreender requer um percebimento extraordinário, uma honestidade livre do auto-engano, uma lucidez de pensamento, e uma coragem súbita para enfrentar a realidade em silêncio, e provocar o paraíso terrestre em qualquer esfera que nos encontremos psicologicamente análoga às leis do magnetismo.
A compreensão do que somos, não importa se somos o bem ou o mal, mas a compreensão do que somos é o começo da virtude. Assim como a compreensão da insanidade conduz à sanidade. A revolução deve começar dentro de nós mesmos, não estaria na hora de cristificarmo-nos ao invés de ficar apenas louvando que fez isso por nós. Devemos nós, eu e você, compreendermos o processo integral de nossos pensamentos, sentimentos e vontades nas relações. A solução não está no fato de termos mais disciplinas, crenças, ideais e instrutores, mas na compreensão de todos os nossos valores, tais como somos de momento a momento, em cada infinitesimal emergir de um universo em constante criação. Só neste estado de liberdade e tranqüilidade pode haver criação, e não uma mera repetição.
Nosso corpo e nosso crânio podem ser mortos, mas a algo em nós, uma faísca, uma centelha, uma chama, que nos torna imortais.
Glass Eagle (666-144.000)
O que nos torna autoconhecedores, não é o fato de possuirmos uma carteirinha, não faltarmos à uma palestra, ou compormos uma determinada ordem, o que nos torna auto-conhecedores é unicamente o trabalho sobre si mesmo, assim sendo somos o vigia, o aluno e o sacerdote de nosso próprio templo psico-espiritual, e a limpeza de tal templo se faz intro.
Quem somos, o que estamos pensando, o que estamos fazendo e qual o nosso destino, são perguntas que devemos treinar o nosso intelecto a fazer-nos constantemente, de modo a detectarmos se nossos valores negativos estão sobrepondo-se às nossas virtudes isso é o que podemos denominar gnosis.
O fato de compreendermos nossos próprios valores negativos cujo porta-voz é o nosso ego, não implica em conduzi-los ao id., e sim em elimina-los através de sua compreensão em todos os departamentos de atuação, em um regime de castidade, assim como Mahatma Gandhi fizera o voto de Brama-charya, dizendo não ao karma ego-libido-animal cuja força apenas nos leva a busca desenfreadas de maiores prazeres, desta forma compreendendo gradativamente cada valor podemos faze-lo desaparecer dando lugar à uma virtude de nossa própria essência que é Una com Deus.
A felicidade cósmica predispõe que o homem se conheça a si mesmo em sua realidade central vivendo de acordo com este conhecimento. O autoconhecimento torna-se assim, através da auto-observação a chave mestra para a auto-realização em todas as esferas do ser.
Um dos maiores equívocos no autoconhecimento, é confundir mente com cérebro, quando tratamos de mente, tratamos de nosso próprio aparelho psico-espiritual, seus valores, seus resíduos kármicos, e todas as experiências de vida residuadas no nosso psiquismo através das experiências adquiridas no decorrer de nossa única existência, mesmo que esta denote várias vidas.
A mente exerce influência sobre o corpo da mesma maneira que o corpo a influência.
No aspecto neurológico (cérebro), os pensamentos inerentes a mente (espírito em sua pluralidade de valores ou alma) é o resultado e o produtor das alterações químicas e elétricas em nosso organismo, de forma que há uma interação entre mente e corpo, como pólos da mesma energia criadora, contentores cada qual de algo de cada um em sua interação.
O Ocidente, aos poucos abriu as portas reconhecendo o efeito dos pensamentos sobre o corpo, herança trazida através da cabala dos tempos através das primeiras civilizações, de forma que o ocidente estabeleceu o conceito teórico de somatopsicossomática, estabelecendo principalmente a influência do corpo sobre os processos mentais, os quais por sua vez afetam o próprio corpo denotando um intercâmbio, em que uma porcentagem pode ser encontrada em órgãos tais como o hipotálamo, uma porção minúscula do cérebro, que pesa pouco mais de sete gramas, tornando-se o centro de abastecimento de pensamentos e sentimentos para o córtex cerebral e do córtex cerebral. O hipotálamo governa todas as glândulas produtoras de hormônio no corpo por meio de seu controle direto da hipófise, contatando e comandando, desta forma a comunicação, o controle e a integração das funções de cada célula, de cada órgão e de cada sistema energético percorrente do corpo. Tal órgão de suma importância capta cada pensamento e emoção criada pela consciência e sub-consciência na forma de impulsos nervosos traduzindo tais impulsos em produção hormonal.
À medida que nossos diversos resíduos psicológicos afloram em pensamentos negativos ou devido à nossa mal reacção de stress, à uma transferência de arquivos denotando a enfermidade e o bloqueio, desta forma o corpo possui um sistema completo de defesa, destinado a servi-lo em tempo de perigo, diferenciando, a custo entre o perigo real e o stress mental ou neurose.
Podemos conceituar a própria influência mental a controlar este órgão e outros semelhantes a ele com nossos pensamentos, de forma que pensamentos conscientes e subconscientes interagindo-se saudavelmente propiciam uma corrente contra estados de grande stress de forma que as descargas do hipotálamo comandam o funcionamento normal dia a dia do ramo parassimpático do sistema nervoso autônomo com a finalidade de ser supersedado pelo sistema de emergência, o ramo simpático, seqüenciado eventos por todo o sistema corpóreo.
Assim sendo podemos dizer que de acordo com a sanidade de nossa mente, assim também há a sanidade de nosso corpo e vice-versa!
A energia de nossa alma manifesta-se em todos e cada um de nós. A resistência apenas a bloqueia.
O Auto Conhecimento é a alavanca para a geração de uma personalidade independente.
Estando Jesus em nossos corações, o autoconhecimento torna-nos os humildes trabalhadores da Casa de Jesus.
Quem somos, de onde viemos, e para onde vamos?
Meditemos sobre isso lembrando que o Mundo nos é presenteado pela natureza de nossas almas, e assim um dia, podemos fitar o céu de nossa própria mente serena mediante a felicidade da espontânea auto-realização que conduz ao reflexo exterior de um mundo mais humano e feliz, e, com alegria em vez de medo, visualizarmos os fragmentos do amor ao semelhante, faíscas da mesma chama, lampejando durante um momento na órbita de nossa percepção, procurando aprender tudo o que nosso próprio intimo e nosso próprio universo tem a nos oferecer, assimilando o saber das causas conciliadas à espontaneidade do coração puro, modesto, humilde e sincero, na ascensão milenar para união no Sol Central, conciliando os próprios pensamentos, sentimentos e vontades ao universo em busca de auxilio à todos os seres, à todas as formas, ascensão esta, conhecida dos sábios e filósofos de todos os tempos como a meta final da perfeição, não só do homem como do próprio Homem Cósmico que voltaremos a ser.
"A maioria de nós prefere olhar para fora e não para dentro de si mesmo" - Einstein
Nossos hábitos compulsivos e nocivos são periféricos e não constituem o autoconhecimento, pois representa mal nosso real ser, a compreensão de tais hábitos implicam em sua eliminação, porém forçosamente constitui-se em uma falsidade desnecessária por representar anti-naturalmente algo que em nosso íntimo, por vezes não somos. Nosso real ser apresenta-se naturalmente, com a abdicância de nossas evasivas mentais e da falsa luz de nossa personalidade na descida de nossas defesas psicológicas.
Não devemos simplesmente correlacionar nossa força de vontade ao auto-conhecimento, pois o domínio de um desejo sobre o outro torna-se apenas temporário e dominar um valor negativo não implica em tornar um positivo atuante, elimina-lo, sim.
O ascetismo pela obtenção de felicidade pessoal é outro grande equívoco, pois nosso real ser baseia-se em atuar em estado de renúncia sem frustração.
Um outro equívoco ocorre em correlacionarmos conhecimento com inteligência. Um homem não deixa de ser sábio só por não compreender fatos cósmicos, existe apenas uma carência de informações, os quais mediante o interesse pode utilizar sua inteligência a fim de reunir conhecimentos necessários que lhe transformarão interiormente.
Outro equivoco se processa em crer que um fato mentalmente memorizado pode despertar-nos, como é o caso dos repetitivos rituais que findaram por tornarem-se mecanicistas. A memorização de um fato não implica em sua compreensão psíquica. Necessitamos mais do que uma biblioteca de fatos, necessitamos da visão esclarecedora que conduz à transformação íntima.
Outro equivoco que se sucede com algumas pessoas é a auto-ilusão, crer-se conhecedor de si mesmo.
A compreensão do mundo interior causa a cessação de problemas no mundo exterior.
Nosso eu profundo pode permanecer-se imóvel e serenamente observante dos fenômenos existenciais, tornando-se preceptivo dos eventos tais como realmente são sem que estes possam afetar-lhe de maneira alguma a paz. Agindo assim encontra-se a felicidade mesmo na pobreza, no fracasso e na doença. Se não percebermos que o pensamento errôneo é a raiz de nossos problemas, poderemos colocar em prática todas as leis e mesmo assim não deixaremos de experimentar as conseqüências dolorosas de tais pensamentos. Para que encontremos a felicidade é necessário manter-se sereno perante o caos e o sofrimento à nossa volta, tendo em vista que a nossa transformação intima já é a transformação de uma parcela do mundo, não devemos conceituar que nossas idéias sobre a vida constituem ela própria, mas a compreensão desta e o entendimento de suas causas primárias libertam-nos do labirinto das idéias pré-concebidas. O homem é aquilo que ele pensa em seu coração.
Devemos cessar a luta e adentrarmos no silêncio, captando a voz interior de nosso verdadeiro eu, voz orientadora cuja única meta é a auto-emancipação.
Reportamo-nos à pensamentos do célebre Cientista Albert Einstein nascido em Ulm, na Alemanha, no dia 14 de março de 1879, filho de Hermann Einstein e Pauline Koch:
"Talvez algum dia a solidão venha a ser adequadamente reconhecida e apreciada como mestra da personalidade. Há muito que os orientais o sabem. O indivíduo que teve experiência da solidão não se torna vítima fácil da sugestão das massas." Seguindo o pensamento do mesmo homem... "Jamais considerei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo. " Ainda a ele..."O valor do homem é determinado, em primeira linha, pelo grau e pelo sentido em que se libertou do seu ego."
O ego é o epicentro de todas as perturbações de nosso quotidiano, na medida que reduzimos sua tirania, reduzimos também o resultante do ego (apego, aversão e medo), em contra proposta e na mesma medida recuperamos a paz e a saúde e abrimos o caminho para a felicidade.
Da união dos dois estados da mente ou consciência simbolizados pelos fenômenos e a consciência dos fenômenos, nasce o estado de consciência. Nas descobertas dos manuscritos de Nag Hammadi Jesus cita:
"... Antes, descubram que o Reino está dentro de vocês, e também fora de vocês. Apenas quando vocês se conhecerem, poderão ser conhecidos, e então compreenderão que todos vocês são filhos do Pai vivo. Mas se vocês não se conhecerem a si mesmos, então vocês vivem na pobreza e são a pobreza".
É notável a semelhança desta sentença de Jesus com a máxima adotada por Sócrates, emprestada do pórtico do Templo de Apolo, em Delfos:
"Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás aos deuses e ao universo."
(A inscrição no templo de Apolo em Delfos - "Conhece-te a ti mesmo" - inspirou o trabalho socrático de despertar as consciências.)
De igual forma, Buda dizia que só o conhecimento de si levava à iluminação, do mesmo modo que Láo-Tsé dizia que apenas o conhecimento da ordem dentro de si levava à compreensão do Tao.
"Deus é amor - Quem permanece no amor permanece em Deus."(S. João)
"O reino de Deus está dentro de vós."(Jesus)
A serenidade mental pode se exteriorizar se no íntimo os opostos se reconciliarem.
O autoconhecimento não deve ser confrontado perante o espelho da personalidade que projeta uma falsa luz, mas no vórtice da natureza intima do indivíduo aonde se encontram os desejos profundos que denotam sua verdadeira qualidade interior.
De que adianta determos uma personalidade virtuosa e caritativa se em nosso id. afloram desejos de adultério, infra-sexualismo, vícios, sadismo, vingança, rancor..., mesmo que tais desejos sejam retardados pelo superego, um dia eles irão aflorar, seja perante o uso de um entorpecente ou um determinado grau de embriagues, ou no desligamento psíquico para nossos sonhos noturnos que por inúmeras vezes denotam de forma metafórica nossos reais anseios, os mesmos sonhos, que segundo os Tibetanos tomarão forma real a nos perseguir ou acolher em relação aos nossos próprios resíduos psicológicos perante o desenlace psíquico no momento da morte.
"Se vos fizerdes como uma criança, entrarás no Reino dos Céus".
As crianças não projetam a falsidade, são dependentes da paternidade, ainda estão envolvidas em uma qualidade atemporal e distante das preocupações sociais, assim como desapegadas às preocupações materiais, muito embora já denotem uma hereditariedade de conhecimentos inatos.
Fazendo-nos como crianças influímos na desintegração dos valores negativos que levamos agregados ao nosso psiquismo, encontrando equilíbrio entre seus próprios opostos e nos colocando como uma criança à mercê de nosso próprio eu profundo, a parte mais próxima do divino, em nós exteriorizamos a pureza.
Podemos concluir, refletindo sobre nós, que levamos o Cristo dentro, retirando o homem da busca de uma divindade exterior, para um encontro com sua verdadeira identidade interior, seu eu mais profundo. Saímos assim da esfera do fanatismo e da infantilidade das crendices baseadas em salvações externas, não condizentes com o nosso próprio trabalho íntimo.
Da mesma forma, os "órficos" reportavam-se ao processo evolutivo como uma tomada de consciência de que somos deuses por sermos filhos de Deus.
A chave para o autoconhecimento é uma auto-observação constante, ou o que chamam de vigília, uma auto-análise dos próprios valores negativos e uma compreensão de seu surgimento, seu despertar e suas formas de atuação, compreendendo assim nosso defeitos, gradativamente eles perdem seu poder de atuação e dissipam-se.
Formulemos uma auto-análise sobre nosso próprio grau de consciência desperta e sobre a esfera psicológica que nos encontramos, sobre nossos próprios valores positivos e negativos e sobre nossas próprias atitudes equivocadas.
Lembrando que o mundo nos é presenteado pela natureza de nossas almas, devemos estudarmo-nos de maneira simples e direta, que não depende das ações exteriores, nem de nossos preconceitos e caprichos pessoais, a solução não esta na conferência ou nos projetos, não se encontra no "vir a ser", mas no "estar sendo" O problema não reside no mundo, mas no interior de nosso próprio psiquismo, pois o mundo é um reflexo deste, se o mundo está mal é porque nós, Você e eu deixamos de fazer alguma coisa certa ou fizemos alguma coisa errônea ou equivocada para que ele assim se encontrasse, é difícil assumir isso, a mente buscará evasiva, mas para compreender o mundo que nos fora doado, devemos compreender nossa natureza. As sociedades são nossos vínculos de afinidades psicológicas. Não é um líder que vai mudar o mundo, mas a transformação dos indivíduos que constituem as massas. Não é uma conferência, na qual o conferencista sacrifica de seu tempo entregando a chave para o despertar de um adormecido, na pérola do arrependimento e transformação intima, mas o trabalho sobre si mesmo, a transformação íntima de cada indivíduo mediante o autoconhecimento. Se um indivíduo, eu ou você, se der conta que é parte integrante da coletividade de indivíduos, e provocar não no "vir a ser" mas no "estar sendo" uma transformação de valores ou uma regeneração, aprendendo a perdoar-se sem a necessidade de buscar um perdão exterior, sem sucumbir ao ambiente, já está efetuando uma valorosa revolução de consciência. Se desejamos saber o que somos, não devemos ter uma crença ou imaginar algo que não somos. Não basta saber que sou ganancioso, invejoso ou violento, saber e compreender requer um percebimento extraordinário, uma honestidade livre do auto-engano, uma lucidez de pensamento, e uma coragem súbita para enfrentar a realidade em silêncio, e provocar o paraíso terrestre em qualquer esfera que nos encontremos psicologicamente análoga às leis do magnetismo.
A compreensão do que somos, não importa se somos o bem ou o mal, mas a compreensão do que somos é o começo da virtude. Assim como a compreensão da insanidade conduz à sanidade. A revolução deve começar dentro de nós mesmos, não estaria na hora de cristificarmo-nos ao invés de ficar apenas louvando que fez isso por nós. Devemos nós, eu e você, compreendermos o processo integral de nossos pensamentos, sentimentos e vontades nas relações. A solução não está no fato de termos mais disciplinas, crenças, ideais e instrutores, mas na compreensão de todos os nossos valores, tais como somos de momento a momento, em cada infinitesimal emergir de um universo em constante criação. Só neste estado de liberdade e tranqüilidade pode haver criação, e não uma mera repetição.
Nosso corpo e nosso crânio podem ser mortos, mas a algo em nós, uma faísca, uma centelha, uma chama, que nos torna imortais.
Glass Eagle (666-144.000)
EOSTRE, A DEUSA DO RENASCIMENTO DA VEGETAÇÃO
Eostre era a Grande Deusa Mãe saxônica da Alvorada, da Luz Crescente da Primavera e o Renascimento da Vegetação. Era conhecida pelos nomes: Ostare, Ostara, Ostern, Eostra, Eostur, Austron e Aysos.
Esta Deusa estava também associada a lebres, coelhos e ovos.
A Deusa Eostre pode relacionar-se com a Deusa Eros grega e a Deusa Aurora romana, ambas Deusas do Amanhecer, e com Ishtar e Astarte da Babilônia, ambas deusas do amor.
Segundo a Lenda, Eostre encontrou um pássaro ferido na neve. Para ajudar o animalzinho transformou-o em uma lebre, mas a transformação não processou-se completamente e o coelho permaneceu com a habilidade de colocar ovos. Como agradecimento por ter salvo sua vida, a lebre decorou os ovos e levou-os como presente para a Deusa Eostre. A Deusa maravilhou-se com a criatividade do presente e, quis então, compartilhar sua alegria com todas as crianças do mundo. Criou-se assim, a tradição de se ofertar ovos decorados na Páscoa, costume vigente em nossos dias atuais.
Os ovos são símbolos de fertilidade e vida. Uma tradição antiga dizia que se deveria pintar os ovos com símbolos equivalentes aos nossos desejos. Mas, sempre um dos ovos deveria ser enterrado, como presente para a Mãe Terra.
A Lebre da Páscoa era o animal sagrado da nossa deusa teutónica da Primavera, Eostre, a Deusa Lunar que dava fertilidade à terra e tinha cabeça de Lebre. A palavra inglesa para Páscoa,* Easter, provém do nome da deusa Eostre, também designada Ostara ou Eostar. O dia do culto de Eostre, a Páscoa (Easter), que ainda é praticado pelos seguidores da tradição celta, é no primeiro Domingo depois da primeira Lua Cheia, após o equinócio da Primavera, ocorrendo entre os dias 19 e 22 de Março.
A Lebre, que é o animal sagrado da deusa da Primavera, é assim, por isso, um símbolo de fertilidade, de renovação e do regresso da Primavera.
Dizia-se, no século XVIII (e ainda hoje em algumas regiões), que quem comesse carne de lebre seria belo durante sete dias. Nos Vosges, era necessário comê-la durante sete dias seguidos.
Segundo os "Evangelhos das Rocas":"Quando alguém se põe em caminho para um lugar, e uma lebre ven ao seu encontro, é muito mau sinal. Para evitar todos os perigos, deve voltar-se três vezes ao lugar de onde veio, para depois continuar o caminho; então estará fora de perigo". Esse preconceito do encontro com a lebre, assinalado pelo cura Thiers do séc. XVII, pode ser geral, sendo encontrado em todas as regiões da França.
Na região de Lannion, várias lebres são as almas de senhores condenados a se tornar animais tímidos, porque, quando vivos, puseram o mundo todo a tremer.
Eoster também é uma Deusa da Pureza, da Juventude e da Beleza. Era comum na época da Primavera recolher orvalho para banhar-se em rituais. Acretava-se que o orvalho colhido nesta época do ano, estava impregnado com as energias da prurificação e juventude de Eostre, e por isso tinha a virtude de purificar e rejuvenescer.
FESTIVAL DE OSTARA (21-23/03) - EQUINÓCIO DA PRIMAVERA
Este festival também é conhecido como Eostre, em honra à Deusa. Este cerimonial deriva da palavra inglesa "East" (Leste), que é a posição do sol nascente. Muitas bruxas colocam seus altares nesta posição para honrar a Deusa Eostre. No Hemisfério Norte, (21-23) de março, é quando o Inverno se despede dando lugar para o florescer de toda a vegetação. Por isso, Ostara é um festival do fogo e da fertlidade, que celebra o retorno triunfal do Sol e da fertlidade da Terra.
É com a primavera que também renascem nossos corações e nossos espíritos vibram em harmonia com as forças da vida.
É quando nossas mentes se tornam um terreno fértil para a sabedoria e nossos ouvidos sensíveis às palavras que alento que se encontram no vento. É quando podemos nos sentir completos e eternos.
Este é um dia especial para se honrar a juventude, a alegria de viver e a música. Na terra a renovação se faz, envolvendo-nos de vida e esperança.
É tempo de plantar e celebrar os primeiros vestígios da fertilidade da Terra e do renascimento do Sol. É época de cantar e dançar em torno das fogueiras, ornadas com grinaldas de flores na cabeça, comunhando com a terra e a primavera. É tempo de honrarmos a Deusa Eostre!
MEDITAÇÃO À DEUSA EOSTRE
Procure um lugar reservado onde ninguém possa interrompê-la. Sente-se confortávelmente e expire e inpire profundamente por três vezes. Agora tente esvaziar sua mente de qualquer preocupação. Desligue-se da tomada e relaxe.
Visualize um bosque muito denso. O céu está todo coberto de nuvens escuras, o ar que respira é melancólico, somente de vez em quando, um raio de luz atravessa as nuvens e ilumina seu caminho. Os galhos das árvores estão nus e em suas pontas podes ver brotos que ensaiam seu nascimento. Um vento frio sopra ao seu redor e a terra parece hibernar. Caminhe um pouco mais e verá uma centenária árvore, que parece ter sido alvejada por um raio, pois seu tronco está partido em dois, a madeira interna ficou seca pela exposição ao tempo e muitas folhas secas cobrem o chão à sua volta. A árvore realmente morreu. Quando olhares para cima, irás te surpreender ao avistar uma mulher. Ela estará toda vestida de branco e traz na mão uma cesta coberta. Bem acomodada sentada no tronco da árvore, fará um gesto pedindo para que te aproximes. Ela pega a cesta e levanta o pano. Dentro, verá ovos de todas as cores, adornados com diversas formas e figuras. Não poderás pensar em nada melhor do
escolher um destes lindos ovos e guardá-lo para ti. A Deusa pedirá para que feches os olhos e escolha apenas um. Obedeça-lhe e com cuidado escolha apenas um....abra em seguida os olhos para admirá-lo. Como ele é? Pense no que significa a decoração do ovo e porque Eostre quis te dar este presente em particular para a Primavera que se aproxima. Depois de olhares bem o ovo, levante a cabeça para agradecer a Deusa, mas talvez Ela já tenha ido embora, mas sabes que mesmo assim já recebestes as bençãos da Deusa Eostre.
Quando retornares pelo mesmo caminho, notarás que as nuvens do céu desapareceram, pequenas flores cobrem a relva e pássaros estão cantando. Não parece nem de longe com a paisagem que se descortinou quando inicialmente aqui chegou. Agora a Terra está cheia de vida, o ar perfumado, o céu está azul e você sente o calor do sol aquecer você. É Primavera em seu coração! Este é o maior dos presentes que a Deusa Eostre nos oferece.
Seja então Bem-Vinda a uma nova Primavera em sua vida!
Esta Deusa estava também associada a lebres, coelhos e ovos.
A Deusa Eostre pode relacionar-se com a Deusa Eros grega e a Deusa Aurora romana, ambas Deusas do Amanhecer, e com Ishtar e Astarte da Babilônia, ambas deusas do amor.
Segundo a Lenda, Eostre encontrou um pássaro ferido na neve. Para ajudar o animalzinho transformou-o em uma lebre, mas a transformação não processou-se completamente e o coelho permaneceu com a habilidade de colocar ovos. Como agradecimento por ter salvo sua vida, a lebre decorou os ovos e levou-os como presente para a Deusa Eostre. A Deusa maravilhou-se com a criatividade do presente e, quis então, compartilhar sua alegria com todas as crianças do mundo. Criou-se assim, a tradição de se ofertar ovos decorados na Páscoa, costume vigente em nossos dias atuais.
Os ovos são símbolos de fertilidade e vida. Uma tradição antiga dizia que se deveria pintar os ovos com símbolos equivalentes aos nossos desejos. Mas, sempre um dos ovos deveria ser enterrado, como presente para a Mãe Terra.
A Lebre da Páscoa era o animal sagrado da nossa deusa teutónica da Primavera, Eostre, a Deusa Lunar que dava fertilidade à terra e tinha cabeça de Lebre. A palavra inglesa para Páscoa,* Easter, provém do nome da deusa Eostre, também designada Ostara ou Eostar. O dia do culto de Eostre, a Páscoa (Easter), que ainda é praticado pelos seguidores da tradição celta, é no primeiro Domingo depois da primeira Lua Cheia, após o equinócio da Primavera, ocorrendo entre os dias 19 e 22 de Março.
A Lebre, que é o animal sagrado da deusa da Primavera, é assim, por isso, um símbolo de fertilidade, de renovação e do regresso da Primavera.
Dizia-se, no século XVIII (e ainda hoje em algumas regiões), que quem comesse carne de lebre seria belo durante sete dias. Nos Vosges, era necessário comê-la durante sete dias seguidos.
Segundo os "Evangelhos das Rocas":"Quando alguém se põe em caminho para um lugar, e uma lebre ven ao seu encontro, é muito mau sinal. Para evitar todos os perigos, deve voltar-se três vezes ao lugar de onde veio, para depois continuar o caminho; então estará fora de perigo". Esse preconceito do encontro com a lebre, assinalado pelo cura Thiers do séc. XVII, pode ser geral, sendo encontrado em todas as regiões da França.
Na região de Lannion, várias lebres são as almas de senhores condenados a se tornar animais tímidos, porque, quando vivos, puseram o mundo todo a tremer.
Eoster também é uma Deusa da Pureza, da Juventude e da Beleza. Era comum na época da Primavera recolher orvalho para banhar-se em rituais. Acretava-se que o orvalho colhido nesta época do ano, estava impregnado com as energias da prurificação e juventude de Eostre, e por isso tinha a virtude de purificar e rejuvenescer.
FESTIVAL DE OSTARA (21-23/03) - EQUINÓCIO DA PRIMAVERA
Este festival também é conhecido como Eostre, em honra à Deusa. Este cerimonial deriva da palavra inglesa "East" (Leste), que é a posição do sol nascente. Muitas bruxas colocam seus altares nesta posição para honrar a Deusa Eostre. No Hemisfério Norte, (21-23) de março, é quando o Inverno se despede dando lugar para o florescer de toda a vegetação. Por isso, Ostara é um festival do fogo e da fertlidade, que celebra o retorno triunfal do Sol e da fertlidade da Terra.
É com a primavera que também renascem nossos corações e nossos espíritos vibram em harmonia com as forças da vida.
É quando nossas mentes se tornam um terreno fértil para a sabedoria e nossos ouvidos sensíveis às palavras que alento que se encontram no vento. É quando podemos nos sentir completos e eternos.
Este é um dia especial para se honrar a juventude, a alegria de viver e a música. Na terra a renovação se faz, envolvendo-nos de vida e esperança.
É tempo de plantar e celebrar os primeiros vestígios da fertilidade da Terra e do renascimento do Sol. É época de cantar e dançar em torno das fogueiras, ornadas com grinaldas de flores na cabeça, comunhando com a terra e a primavera. É tempo de honrarmos a Deusa Eostre!
MEDITAÇÃO À DEUSA EOSTRE
Procure um lugar reservado onde ninguém possa interrompê-la. Sente-se confortávelmente e expire e inpire profundamente por três vezes. Agora tente esvaziar sua mente de qualquer preocupação. Desligue-se da tomada e relaxe.
Visualize um bosque muito denso. O céu está todo coberto de nuvens escuras, o ar que respira é melancólico, somente de vez em quando, um raio de luz atravessa as nuvens e ilumina seu caminho. Os galhos das árvores estão nus e em suas pontas podes ver brotos que ensaiam seu nascimento. Um vento frio sopra ao seu redor e a terra parece hibernar. Caminhe um pouco mais e verá uma centenária árvore, que parece ter sido alvejada por um raio, pois seu tronco está partido em dois, a madeira interna ficou seca pela exposição ao tempo e muitas folhas secas cobrem o chão à sua volta. A árvore realmente morreu. Quando olhares para cima, irás te surpreender ao avistar uma mulher. Ela estará toda vestida de branco e traz na mão uma cesta coberta. Bem acomodada sentada no tronco da árvore, fará um gesto pedindo para que te aproximes. Ela pega a cesta e levanta o pano. Dentro, verá ovos de todas as cores, adornados com diversas formas e figuras. Não poderás pensar em nada melhor do
escolher um destes lindos ovos e guardá-lo para ti. A Deusa pedirá para que feches os olhos e escolha apenas um. Obedeça-lhe e com cuidado escolha apenas um....abra em seguida os olhos para admirá-lo. Como ele é? Pense no que significa a decoração do ovo e porque Eostre quis te dar este presente em particular para a Primavera que se aproxima. Depois de olhares bem o ovo, levante a cabeça para agradecer a Deusa, mas talvez Ela já tenha ido embora, mas sabes que mesmo assim já recebestes as bençãos da Deusa Eostre.
Quando retornares pelo mesmo caminho, notarás que as nuvens do céu desapareceram, pequenas flores cobrem a relva e pássaros estão cantando. Não parece nem de longe com a paisagem que se descortinou quando inicialmente aqui chegou. Agora a Terra está cheia de vida, o ar perfumado, o céu está azul e você sente o calor do sol aquecer você. É Primavera em seu coração! Este é o maior dos presentes que a Deusa Eostre nos oferece.
Seja então Bem-Vinda a uma nova Primavera em sua vida!
O OVO MÁGICO
Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa.
O ovo também está associado ao crescimento e a novos começos, vamos então tornar um ovo mágico e fazer com contenha dentro dele todas as nossas esperanças e desejos para a vinda da nova estação?
Pegue um ovo cru e tinja com a cor apropriada para seus desejos:
Verde - Para o crescimento e a prosperidade;
Vermelho ou Cor-de-rosa - Para o amor e a união;
Roxo - Para o desenvolvimento psíquico e crescimento espiritual;
Amarelo - Para novos começos e sucesso nos estudos;
Azul - Para a paz e serenidade;
Laranja - Para o poder e energia;
Agora pegue o ovo e fure em uma das extremidades e o esvaze completamente. Lave-o cuidadosamente para não quebrar. Como três é um número mágico, você usará duas ervas e uma pedra carregados de seus desejos para encher o ovo. Obedecendo a seguinte ordem:
Ovo verde - louro, pau de canela e uma pedra de citrino;
Ovo vermelho ou Cor-de-rosa - folha de damiana, pétala de rosa e uma pedra de quartzo rosa;
Roxo - semente de papoula, sândalo branco e uma pedra de ametista;
Amarelo - lavanda, pimenta da Jamaica e uma pedra de quartzo;
Azul - camomila, lúpulo e uma pedra azul;
Laranja - patchouli, pau de canela e pedra olho de tigre.
Acenda uma vela da cor de seu ovo. Pegue na mão cada uma das ervas e depois a pedra em sua mão e os imante com a energia de seus desejos. Em seguida pode colocá-los dentro do ovo. Agora goteje a cera da vela para dentro do ovo até enchê-lo por completo. Com o dedo, você pode alisar e dar acabamento na porção que abriu para colocar as ervas e a pedra.
Mantenha o ovo mágico em um lugar seguro e escondido e quando você alcançar seu objetivos, enterre-o em um jardim.
BOA SORTE!
As Deusas que animam a mitologia antepassada, movem-se por nossas almas e atuam de maneira inquietadora. Os cenários dos antigos roteiros hoje são visíveis nos enredos que encenamos, por mais que as variações sejam milenares.
Ler as histórias das Deusas nos faz mais uma vez nos religar com as zonas atemporais do psiquismo. Quando elas acordam algo dentro de nós, as Deusas estão de volta e se movimentando no estilo numinoso e invisível.
Assim, a velha e antiga história de sempre, a mescla de Deusas e mortais, pousada nos penhascos do tempo, contempla as cavernosas profundidades da alma.
Texto pesquisado e desenvolvido por
Rosane Volpatto
Alberto Junior.
albertojunior404@hotmail.com
O ovo também está associado ao crescimento e a novos começos, vamos então tornar um ovo mágico e fazer com contenha dentro dele todas as nossas esperanças e desejos para a vinda da nova estação?
Pegue um ovo cru e tinja com a cor apropriada para seus desejos:
Verde - Para o crescimento e a prosperidade;
Vermelho ou Cor-de-rosa - Para o amor e a união;
Roxo - Para o desenvolvimento psíquico e crescimento espiritual;
Amarelo - Para novos começos e sucesso nos estudos;
Azul - Para a paz e serenidade;
Laranja - Para o poder e energia;
Agora pegue o ovo e fure em uma das extremidades e o esvaze completamente. Lave-o cuidadosamente para não quebrar. Como três é um número mágico, você usará duas ervas e uma pedra carregados de seus desejos para encher o ovo. Obedecendo a seguinte ordem:
Ovo verde - louro, pau de canela e uma pedra de citrino;
Ovo vermelho ou Cor-de-rosa - folha de damiana, pétala de rosa e uma pedra de quartzo rosa;
Roxo - semente de papoula, sândalo branco e uma pedra de ametista;
Amarelo - lavanda, pimenta da Jamaica e uma pedra de quartzo;
Azul - camomila, lúpulo e uma pedra azul;
Laranja - patchouli, pau de canela e pedra olho de tigre.
Acenda uma vela da cor de seu ovo. Pegue na mão cada uma das ervas e depois a pedra em sua mão e os imante com a energia de seus desejos. Em seguida pode colocá-los dentro do ovo. Agora goteje a cera da vela para dentro do ovo até enchê-lo por completo. Com o dedo, você pode alisar e dar acabamento na porção que abriu para colocar as ervas e a pedra.
Mantenha o ovo mágico em um lugar seguro e escondido e quando você alcançar seu objetivos, enterre-o em um jardim.
BOA SORTE!
As Deusas que animam a mitologia antepassada, movem-se por nossas almas e atuam de maneira inquietadora. Os cenários dos antigos roteiros hoje são visíveis nos enredos que encenamos, por mais que as variações sejam milenares.
Ler as histórias das Deusas nos faz mais uma vez nos religar com as zonas atemporais do psiquismo. Quando elas acordam algo dentro de nós, as Deusas estão de volta e se movimentando no estilo numinoso e invisível.
Assim, a velha e antiga história de sempre, a mescla de Deusas e mortais, pousada nos penhascos do tempo, contempla as cavernosas profundidades da alma.
Texto pesquisado e desenvolvido por
Rosane Volpatto
Alberto Junior.
albertojunior404@hotmail.com
O Texto
Quando Lúcifer...olhando para o alto exclamou...
Por que, meu Senhor? Por que tinhas que me enviar até esse abismo da perdição humana? Por que logo eu, que tanto vos amo, adoro e venero, tinha de ser o escolhido para ser o catalisador, absorvedor e acumulador das energias geradas por todos os espíritos humanos viciados? Por que, meu Senhor ? Não vedes que eles,os humanos, nunca vão aprender a amar-vos, respeitar-vos, venerar-vos e adorar-vos como eu vos amo, respeito, venero e adoro? Por que meu irmão do alto colhe as vibrações de amor, respeito, veneração e adoração dos espíritos humanos virtuosos enquanto para mim reservaste o ódio, o desprezo, o amaldiçoamento e a ignorância dos espíritos humanos? Por que não fulminais todos os espíritos humanos faltosos perante vossas leis eternas? Por que não fazeis desaparecer todos os espíritos humanos que vos desrespeitam, menosprezam, ofendem e olvidam? Por que permitis que eles, criações vossa, sejam tão ambiciosos invejosos, falsos,
traidores, perversos, soberbos, ignóbeis, cruéis, hediondos? Por que os que são humanos, tanto por fora quanto por dentro, vão para o reino luminoso do meu irmão do alto e os que parecem humanos por fora , mas por dentro são mais traiçoeiros do que a serpente, mais sanguinários do que os cães raivosos, mais lascivos do que cadelas no cio, mais sujos do que porcos, mais falsos do que hienas, por vós são enviados para meu reino aqui em baixo e só fazem por aumentar meu ódio, desprezo, rancor, raiva e fúria contra os malditos seres humanos viciados na maldição de suas fraquezas humanas?
Senhor meu, eu vos amo, respeito, adoro e venero, e, no entanto sou tão incompreendido pelos servos do meu irmão do alto! Eles não entendem que se eu sou como sou é porque assim são os semelhantes deles que não vos amam, veneram, adoram e respeitam, e que por vós são enviados ao meu reino sem luz com todos os vícios humanos, os que tornam meus domínios depósito da escória humana. Eles não sabem que só odeio que vos despreza; só persigo quem se afasta de vós, só destruo aqueles que querem destruir-vos; só anulo aqueles que querem destruir-vos; só anulo aqueles que querem apagar vossa essência divina no meio humano, só sou implacável com os degenerados, os viciados, os ignorantes e os desumanos.
Por que vosso servo do alto não diz a eles como realmente sou, quem eu sou e por que sou como sou? Por que ele, que consegue falar com os humanos por meio do Amor, da Fé e da Razão, não diz a eles que não sou o que pensam que sou, mas sou tão-somente aquele que escolhestes para acolher em meu reino e domínios os que vos desrespeitam, desprezam, ofendem e odeiam? Por quê? Por quê? Por que não falas comigo meu amado, adorado e venerado Senhor?
...e a voz de Lúcifer foi se tornando revoltada, magoada...continua a dizer...
Por que, irmão do Alto? Por quê? Até quando ficará com os nobres e virtuosos e para mim só sobrarão os ignóbeis e viciados? O que você tem a mais que não tenho e que o torna luminoso aos olhos do nosso Senhor enquanto eu me torno tão sombrio? Como eu o invejo, irmão do Alto! Como eu o odeio, irmão da Luz!!! Não sabe como me revolto com suas fraquezas humanas, quando se põe a chorar ao ver um maldito espírito humano cair nos meu domínio para ser executado pelos meus servos leais, pois ofenderam, desrespeitaram, amaldiçoaram ou odiaram meu amado, venerado e adorado Senhor e Criador, que não é tão amado, venerado e adorado por você quanto é por mim que o amo, adoro e venero. Por que os seus servos na luz não punem os ignóbeis e viciados espíritos humanos? Por que para mim ficaram os abismos sombrios, enquanto para você foram dados os campos luminosos e os vales floridos e multicoloridos? Por que tenho que recolher os violentos e
você os pacíficos? Por que tenho que ficar com os deformados em todos os sentidos e você só recebe os aperfeiçoados em todos os sentidos? Por que chora quando um mísero espírito humano cai nos meus domínios, se em meus domínios só caem os malditos viciados, enquanto aos seus domínios só os benditos virtuosos ascendem? Por que está ai, a chorar por causa das verdades que estou dizendo? Ou não é verdade, que, quando um bendito virtuoso ascende a um dos seus domínios, só faz aumentar sua imensa luz aos olhos do nosso Senhor e Criador, mas quando um dos malditos viciados cai num dos meus domínios, aos olhos do nosso Senhor e Criador tenho aumentado minha escuridão, tornando-me quase invisível a Ele? Sim, eu sei que tem enviado os seus para ensina-los! ? exclamou Lúcifer , já não tão furioso.
Que cada um tenha a liberdade de comentar se assim julgar necessário.
Não existem limites para o conhecimento, não existem obstáculos para um ser desperto!
Beth Ghimel
damadolago_@ hotmail.com
0rganizadora do ESP-AM
Por que, meu Senhor? Por que tinhas que me enviar até esse abismo da perdição humana? Por que logo eu, que tanto vos amo, adoro e venero, tinha de ser o escolhido para ser o catalisador, absorvedor e acumulador das energias geradas por todos os espíritos humanos viciados? Por que, meu Senhor ? Não vedes que eles,os humanos, nunca vão aprender a amar-vos, respeitar-vos, venerar-vos e adorar-vos como eu vos amo, respeito, venero e adoro? Por que meu irmão do alto colhe as vibrações de amor, respeito, veneração e adoração dos espíritos humanos virtuosos enquanto para mim reservaste o ódio, o desprezo, o amaldiçoamento e a ignorância dos espíritos humanos? Por que não fulminais todos os espíritos humanos faltosos perante vossas leis eternas? Por que não fazeis desaparecer todos os espíritos humanos que vos desrespeitam, menosprezam, ofendem e olvidam? Por que permitis que eles, criações vossa, sejam tão ambiciosos invejosos, falsos,
traidores, perversos, soberbos, ignóbeis, cruéis, hediondos? Por que os que são humanos, tanto por fora quanto por dentro, vão para o reino luminoso do meu irmão do alto e os que parecem humanos por fora , mas por dentro são mais traiçoeiros do que a serpente, mais sanguinários do que os cães raivosos, mais lascivos do que cadelas no cio, mais sujos do que porcos, mais falsos do que hienas, por vós são enviados para meu reino aqui em baixo e só fazem por aumentar meu ódio, desprezo, rancor, raiva e fúria contra os malditos seres humanos viciados na maldição de suas fraquezas humanas?
Senhor meu, eu vos amo, respeito, adoro e venero, e, no entanto sou tão incompreendido pelos servos do meu irmão do alto! Eles não entendem que se eu sou como sou é porque assim são os semelhantes deles que não vos amam, veneram, adoram e respeitam, e que por vós são enviados ao meu reino sem luz com todos os vícios humanos, os que tornam meus domínios depósito da escória humana. Eles não sabem que só odeio que vos despreza; só persigo quem se afasta de vós, só destruo aqueles que querem destruir-vos; só anulo aqueles que querem destruir-vos; só anulo aqueles que querem apagar vossa essência divina no meio humano, só sou implacável com os degenerados, os viciados, os ignorantes e os desumanos.
Por que vosso servo do alto não diz a eles como realmente sou, quem eu sou e por que sou como sou? Por que ele, que consegue falar com os humanos por meio do Amor, da Fé e da Razão, não diz a eles que não sou o que pensam que sou, mas sou tão-somente aquele que escolhestes para acolher em meu reino e domínios os que vos desrespeitam, desprezam, ofendem e odeiam? Por quê? Por quê? Por que não falas comigo meu amado, adorado e venerado Senhor?
...e a voz de Lúcifer foi se tornando revoltada, magoada...continua a dizer...
Por que, irmão do Alto? Por quê? Até quando ficará com os nobres e virtuosos e para mim só sobrarão os ignóbeis e viciados? O que você tem a mais que não tenho e que o torna luminoso aos olhos do nosso Senhor enquanto eu me torno tão sombrio? Como eu o invejo, irmão do Alto! Como eu o odeio, irmão da Luz!!! Não sabe como me revolto com suas fraquezas humanas, quando se põe a chorar ao ver um maldito espírito humano cair nos meu domínio para ser executado pelos meus servos leais, pois ofenderam, desrespeitaram, amaldiçoaram ou odiaram meu amado, venerado e adorado Senhor e Criador, que não é tão amado, venerado e adorado por você quanto é por mim que o amo, adoro e venero. Por que os seus servos na luz não punem os ignóbeis e viciados espíritos humanos? Por que para mim ficaram os abismos sombrios, enquanto para você foram dados os campos luminosos e os vales floridos e multicoloridos? Por que tenho que recolher os violentos e
você os pacíficos? Por que tenho que ficar com os deformados em todos os sentidos e você só recebe os aperfeiçoados em todos os sentidos? Por que chora quando um mísero espírito humano cai nos meus domínios, se em meus domínios só caem os malditos viciados, enquanto aos seus domínios só os benditos virtuosos ascendem? Por que está ai, a chorar por causa das verdades que estou dizendo? Ou não é verdade, que, quando um bendito virtuoso ascende a um dos seus domínios, só faz aumentar sua imensa luz aos olhos do nosso Senhor e Criador, mas quando um dos malditos viciados cai num dos meus domínios, aos olhos do nosso Senhor e Criador tenho aumentado minha escuridão, tornando-me quase invisível a Ele? Sim, eu sei que tem enviado os seus para ensina-los! ? exclamou Lúcifer , já não tão furioso.
Que cada um tenha a liberdade de comentar se assim julgar necessário.
Não existem limites para o conhecimento, não existem obstáculos para um ser desperto!
Beth Ghimel
damadolago_@ hotmail.com
0rganizadora do ESP-AM
COMO USAR "Ervas Mágicas"
O uso das ervas mágicas é relativamente simples!
Todas as ervas que são citadas neste site não têm
nenhuma contra-indicação, por isso você pode utilizá-las
em banhos mágicos.
Outra forma de fazer uso das ervas mágicas é colocando-as
em um saquinho feito com veludo preto. Este saquinho é um
amuleto mágico, por isso sempre leve-o consigo.
Secá-las e deixá-las penduradas em algum lugar de sua casa
também é uma forma poderosa de atrair as forças
mágicas destas ervas.
Ervas relacionadas ao amor podem ser reduzidas à pó.
Você poderá soprá-lo sobre a pessoa amada ou usá-lo
quando quiser conquistar alguém.
Ervas
Os gregos usavam ervas e óleos aromáticos nos rituais
religiosos. Estavam convencidos de que somente os deuses poderiam
ter criado aromas tão profundos e pensavam que os aromas
naturais podiam ser uma ponte para alcançar o Olimpo e receber
as forças dos deuses, proteção, cura e beleza.
Abaixo segue uma lista de plantas e suas correspondências.
Planta Planeta Regente Melhor Destino Melhor Dia p/ Usar
Abacate
Vênus
Beleza e amor
Vênus em Libra Acácia
Sol
Proteção Marte em Escorpião Açafrão
Sol
Amor e saúde Júpiter em Leão Acônito
Saturno
Proteção Lua em Escorpião Agrimônia
Júpter
Proteção Júpiter em Libra Aipo
Mercúrio
Poderes mentais Mercúrio em Cancêr Alcaparra
Vênus
Potência e Amor Vênus e Marte em Leão Alecrim
Sol
Proteção e Purificação Lua em Cancêr Algodão
Lua
Sorte Lua em Cancêr Alho
Marte
Saúde e Proteção Marte em Áries Amêndoa
Mercúrio
Dinheiro e Prosperidade Sol em Leão Anis-estrelado
Vênus
Sorte Lua em Sagitário Arroz
Sol
Fertilidade e Dinheiro Sol em Touro Arruda
Marte Saúde e Amor Sol em Touro Artemisia Vênus Saúdde
e Poderes Psiquicos Vênus e Saturno em Plutão Babosa Lua
Sorte e Amor Marte em Libra Bardana Vênus Proteção e
Saúde Júpiter em Leão Basílico Marte Exorcismo e
Clarividência Marte em Escorpião Batata Lua Saúde Lua
em Virgem Beterraba Saturno Amor Júpiter em Sagitário
Bétula Vênus Exorcismo e Purificação Vênus em
Sagitário Calêndula Sol Proteção Sol em Leão
Camélia Lua Prosperidade e Riqueza Lua em Touro Camomila Sol
Dinheiro, Amor e Purificação Sempre Canela Sol
Espiritualidade e Sucesso Sol em Áries Cânfora Lua
Saúde e Clarividência Sempre Cavalinha Saturno Fertilidade
Marte em Áries Cebola Marte Dinheiro, Proteção e Saúde
Marte em Touro Cenoura Marte Fertilidade Marte em Leão
Cereja Vênus Amor e Clarividência Vênus em Câncer
Chuchu Saturno Proteção, Felicidade e Amor Sempre Cipreste
Saturno Longevidade e Saúde Vênus em Libra
Cravo-da-Índia Júpiter Proteção, Exorcismo e Amor
Vênus em Áries Damasco Vênus Feitiços amorosos
Vênus em Escorpião Erva-cidreira Lua Saúde, Amor e
Sucesso Júpiter em Câncer Erva-doce Júpiter Proteção
e Juventude Marte em Câncer Ervilha Vênus Dinheiro e Amor
Vênus em Touro Eucalipto Lua Saúde e Proteção Sol em
Sagitário Eufrásia Sol Poderes Mentais e Psíquicos Sol
em conjunção com Júpiter Feijão Mercúrio Proteção
e Reconciliação Sol em Virgem Figueira Júpiter
Clarividência e Fertilidade Júpiter em Virgem Funcho
Mercúrio Proteção, Saúde e Purificação Mercúrio em
Aquário Gengibre Marte Amor, Dinheiro e Sucesso Marte em
Áries Gergelim Sol Dinheiro Sol em Touro Girassol Sol
Realizações de desejos e sabedoria Sol em Leão Hera
Saturno Proteção, Saúde e Amor Vênus em Escorpião
Laranja Sol Dinheiro e Amor Vênus em Escorpião Lavanda
Mercúrio Pedidos Amorosos Mercúrio em Leão Louro Sol
Proteção e Força Lua em Áries Maçã Vênus
Saúde, Amor e Imortalidade Vênus em Libra Maracujá
Vênus Paz e Amizade Vênus em Gêmeos Mirra Lua
Proteção e Espiritualidade Sol em Áries Morango Vênus
Amor e Sorte Vênus em Libra Narciso Vênus Amor,
Fertilidade e Sorte Sol em Leão Nogueira Sol Realização de
desejos Sol em Leão Oliveira Sol Saúde, Paz e Proteção
Júpiter em Câncer Papoula Lua Amor, Sorte e Dinheiro
Netuno em Lua Pêra Vênus Desejos e Amor Marte e Vênus
em Escorpião Pinheiro Marte Saúde, proteção, Dinheiro e
Fertilidade Marte em Capricórnio ou Vênus em Plutão
Poejo Marte Força, Proteção e Paz Urano e Vênus em
Aquário Romã Mercúrio Adivinhação, Sorte,
Realização de desejos e Fertilidade Lua em Plutão Rosa
Vênus Amor, Sorte e Proteção Marte em Libra (vermelhas)
Vênus em Libra (rosadas) Lua em Libra (brancas) Salsa
Mercúrio Proteção e Purificação Mercúrio em Libra ou
Leão Sálvia Júpiter Longevidade, Sabedoria e
Proteção Júpiter em Touro ou Vênus e Marte em Libra
Trigo Vênus Fertilidade e Dinheiro Lua em Touro Uva Lua
Amizade, Fertilidade e Dinheiro Lua em Leão Verbena Vênus
Proteção, Amor, Paz e Purificação Vênus em Gêmeos
Texto por Aurora Wirth
Todas as ervas que são citadas neste site não têm
nenhuma contra-indicação, por isso você pode utilizá-las
em banhos mágicos.
Outra forma de fazer uso das ervas mágicas é colocando-as
em um saquinho feito com veludo preto. Este saquinho é um
amuleto mágico, por isso sempre leve-o consigo.
Secá-las e deixá-las penduradas em algum lugar de sua casa
também é uma forma poderosa de atrair as forças
mágicas destas ervas.
Ervas relacionadas ao amor podem ser reduzidas à pó.
Você poderá soprá-lo sobre a pessoa amada ou usá-lo
quando quiser conquistar alguém.
Ervas
Os gregos usavam ervas e óleos aromáticos nos rituais
religiosos. Estavam convencidos de que somente os deuses poderiam
ter criado aromas tão profundos e pensavam que os aromas
naturais podiam ser uma ponte para alcançar o Olimpo e receber
as forças dos deuses, proteção, cura e beleza.
Abaixo segue uma lista de plantas e suas correspondências.
Planta Planeta Regente Melhor Destino Melhor Dia p/ Usar
Abacate
Vênus
Beleza e amor
Vênus em Libra Acácia
Sol
Proteção Marte em Escorpião Açafrão
Sol
Amor e saúde Júpiter em Leão Acônito
Saturno
Proteção Lua em Escorpião Agrimônia
Júpter
Proteção Júpiter em Libra Aipo
Mercúrio
Poderes mentais Mercúrio em Cancêr Alcaparra
Vênus
Potência e Amor Vênus e Marte em Leão Alecrim
Sol
Proteção e Purificação Lua em Cancêr Algodão
Lua
Sorte Lua em Cancêr Alho
Marte
Saúde e Proteção Marte em Áries Amêndoa
Mercúrio
Dinheiro e Prosperidade Sol em Leão Anis-estrelado
Vênus
Sorte Lua em Sagitário Arroz
Sol
Fertilidade e Dinheiro Sol em Touro Arruda
Marte Saúde e Amor Sol em Touro Artemisia Vênus Saúdde
e Poderes Psiquicos Vênus e Saturno em Plutão Babosa Lua
Sorte e Amor Marte em Libra Bardana Vênus Proteção e
Saúde Júpiter em Leão Basílico Marte Exorcismo e
Clarividência Marte em Escorpião Batata Lua Saúde Lua
em Virgem Beterraba Saturno Amor Júpiter em Sagitário
Bétula Vênus Exorcismo e Purificação Vênus em
Sagitário Calêndula Sol Proteção Sol em Leão
Camélia Lua Prosperidade e Riqueza Lua em Touro Camomila Sol
Dinheiro, Amor e Purificação Sempre Canela Sol
Espiritualidade e Sucesso Sol em Áries Cânfora Lua
Saúde e Clarividência Sempre Cavalinha Saturno Fertilidade
Marte em Áries Cebola Marte Dinheiro, Proteção e Saúde
Marte em Touro Cenoura Marte Fertilidade Marte em Leão
Cereja Vênus Amor e Clarividência Vênus em Câncer
Chuchu Saturno Proteção, Felicidade e Amor Sempre Cipreste
Saturno Longevidade e Saúde Vênus em Libra
Cravo-da-Índia Júpiter Proteção, Exorcismo e Amor
Vênus em Áries Damasco Vênus Feitiços amorosos
Vênus em Escorpião Erva-cidreira Lua Saúde, Amor e
Sucesso Júpiter em Câncer Erva-doce Júpiter Proteção
e Juventude Marte em Câncer Ervilha Vênus Dinheiro e Amor
Vênus em Touro Eucalipto Lua Saúde e Proteção Sol em
Sagitário Eufrásia Sol Poderes Mentais e Psíquicos Sol
em conjunção com Júpiter Feijão Mercúrio Proteção
e Reconciliação Sol em Virgem Figueira Júpiter
Clarividência e Fertilidade Júpiter em Virgem Funcho
Mercúrio Proteção, Saúde e Purificação Mercúrio em
Aquário Gengibre Marte Amor, Dinheiro e Sucesso Marte em
Áries Gergelim Sol Dinheiro Sol em Touro Girassol Sol
Realizações de desejos e sabedoria Sol em Leão Hera
Saturno Proteção, Saúde e Amor Vênus em Escorpião
Laranja Sol Dinheiro e Amor Vênus em Escorpião Lavanda
Mercúrio Pedidos Amorosos Mercúrio em Leão Louro Sol
Proteção e Força Lua em Áries Maçã Vênus
Saúde, Amor e Imortalidade Vênus em Libra Maracujá
Vênus Paz e Amizade Vênus em Gêmeos Mirra Lua
Proteção e Espiritualidade Sol em Áries Morango Vênus
Amor e Sorte Vênus em Libra Narciso Vênus Amor,
Fertilidade e Sorte Sol em Leão Nogueira Sol Realização de
desejos Sol em Leão Oliveira Sol Saúde, Paz e Proteção
Júpiter em Câncer Papoula Lua Amor, Sorte e Dinheiro
Netuno em Lua Pêra Vênus Desejos e Amor Marte e Vênus
em Escorpião Pinheiro Marte Saúde, proteção, Dinheiro e
Fertilidade Marte em Capricórnio ou Vênus em Plutão
Poejo Marte Força, Proteção e Paz Urano e Vênus em
Aquário Romã Mercúrio Adivinhação, Sorte,
Realização de desejos e Fertilidade Lua em Plutão Rosa
Vênus Amor, Sorte e Proteção Marte em Libra (vermelhas)
Vênus em Libra (rosadas) Lua em Libra (brancas) Salsa
Mercúrio Proteção e Purificação Mercúrio em Libra ou
Leão Sálvia Júpiter Longevidade, Sabedoria e
Proteção Júpiter em Touro ou Vênus e Marte em Libra
Trigo Vênus Fertilidade e Dinheiro Lua em Touro Uva Lua
Amizade, Fertilidade e Dinheiro Lua em Leão Verbena Vênus
Proteção, Amor, Paz e Purificação Vênus em Gêmeos
Texto por Aurora Wirth
Hino Nacional Brasileiro - Versão Guarani
Música: Francisco Manoel da Silva
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Versão Guarany: Cafuzo TuKumbó Dyeguaká
(Violonista Robson Miguel) e Karay Tata? Endy ( Basílio Silveira )
Obs.: Eu, TuKumbó Dyeguaká apresento uma versão aproximada da letra original
com rimas sonoras do meu povo Guarani considerando no dialeto a não
existência das letras C, F, L, e Z .
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
Onhe Hendu ypiranga gui hembe Kangy?i
Ouviram-se do Ipiranga as margens calmas
De um povo heróico o brado retumbante,
Xondáro sapukai omboryryi
O grito dos guerreiros estremeceu
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Kuaray aça oexape vy nhanderesaka
O raio do sol brilhou ofuscante
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Hendy pe arai re agu?i
Brilhou no céu nesse instante
Se o penhor dessa igualdade
Openhara joo raminguá
Se o penhor da igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Jyvá mbaraete py rogueru
Conseguimos trazer com braço forte
Em teu seio, ó Liberdade,
Ne kâmy teko vy?a
Em teu seio, a paz
Desafia o nosso peito a própria morte!
Nhande poxi?a oenoi nhane mano
Nosso peito chama a própria morte
Ó Pátria amada,
Yvy hayupy
Terra amada
Idolatrada,
Nhemboete
Respeitada,
Salve! Salve!
Oúma ! Oúma!
Saúdo! Saúdo!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
Pindorama nhe?em baraete overá hendy
Brasil, é a voz forte, raio reluzente
De amor e de esperança à terra desce,
Mborayu ha?e nhearô gui ywy oguejy
De amor e de esperança à terra desce
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
Yvá porã py tory potim açy
No céu formoso, riso e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Kuruxú ra? angaa hexakã
A imagem da cruz das estrelas resplandece
Gigante pela própria natureza,
Tuixa ojegui hae oíny há?epy
Grande pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
Iporã, hatã há?agaa ndaovaiguái
É bonito, é forte, a imagem é imcomparável
E o teu futuro espelha essa grandeza
Tuixa ojekuaa araka? e verã
Aparece o grande futuro
Terra adorada,
Yvy porã
Terra bonita,
Entre outras mil,
Heta va? egui
Entre outras muitas,
És tu, Brasil,
Ndee há?e
Você é,a
Ó Pátria amada!
Yvy hayupy
Terra amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Ko Yuy Ra?y kuery Gui xy Marangatu
Dos filhos desta terra é mãe gentil
Pátria amada,
Yvy hayupy
Terra amada,
Brasil!
Pindorama!
Brasil!
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Onhenó Kuri peve Guarã Mondeapy
Deitado eternamente em colo da mãe,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Pará Guaçu Nhedu Ha?e yuá rexakã
O som do mar e a luz do céu,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Pindorama ojekuaa ve va?e ?América? py
O Brasil que aparece mais na América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Oexapé kuaray yuy pyau gui
Ilumina o sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida
Pe yvy iporã ve
Terra mais bonita
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
Hory, nhuu dy porã heta vé yvoty
Seus risonhos, lindos campos e mais flores
Nossos bosques têm mais vida,
Nhande ka?aguypy oi ve tekove
Em nossa floresta tem mais vida,
Nossa vida no teu seio mais amores.
Orerekove nekã my roayuve
Nossa vida em teu seio mais amamos.
Ó Pátria amada,
Yvy hayupy
Terra amada,
Idolatrada,
Nhemboete
Respeitada,
Salve! Salve!
Oúma! Oúma!
Saúdo! Saúdo!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
Pindorama Mborayú guí que tojexauka
De amor do Brasil, que apareça
O lábaro que ostentas estrelado,
Hajukue jaxytata oexauká va?e
O pano que mostra estrelas,
E diga o verde-louro desta flâmula
Eré arapaxái hovy ko haju kue?ire
Diga o verde-louro deste paninho
Paz no futuro e glória no passado.
Vy?arã há?e aguyjevete yma guarere
Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Onhemopy?a ha?egui onhendu ratã
Mas, ergueu-se e clamou forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Rexa?rã nde ra?y nonhai nherairõ gui
Verás que teu filho não fugirá da luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Ekyjeme de rayua nemanoa
Não tenha medo, quem te adora, própria morte.
Terra adorada
Yvy porã
Terra bonita
Entre outras mil,
Mbovy he?y va?egui
Entre outras muitas,
És tu, Brasil,
Ndee há?e
Você é, a
Ó Pátria amada!
Yvy hayupy
Terra amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Yuy ra?ygui ha?e xy marangatu
Dos filhos desta terra é mãe gentil
Pátria amada,
Yvy hayupy
Terra amada,
Brasil!
Pindorama!
Brasil!
Formatação: JotaCe
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Versão Guarany: Cafuzo TuKumbó Dyeguaká
(Violonista Robson Miguel) e Karay Tata? Endy ( Basílio Silveira )
Obs.: Eu, TuKumbó Dyeguaká apresento uma versão aproximada da letra original
com rimas sonoras do meu povo Guarani considerando no dialeto a não
existência das letras C, F, L, e Z .
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
Onhe Hendu ypiranga gui hembe Kangy?i
Ouviram-se do Ipiranga as margens calmas
De um povo heróico o brado retumbante,
Xondáro sapukai omboryryi
O grito dos guerreiros estremeceu
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Kuaray aça oexape vy nhanderesaka
O raio do sol brilhou ofuscante
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Hendy pe arai re agu?i
Brilhou no céu nesse instante
Se o penhor dessa igualdade
Openhara joo raminguá
Se o penhor da igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Jyvá mbaraete py rogueru
Conseguimos trazer com braço forte
Em teu seio, ó Liberdade,
Ne kâmy teko vy?a
Em teu seio, a paz
Desafia o nosso peito a própria morte!
Nhande poxi?a oenoi nhane mano
Nosso peito chama a própria morte
Ó Pátria amada,
Yvy hayupy
Terra amada
Idolatrada,
Nhemboete
Respeitada,
Salve! Salve!
Oúma ! Oúma!
Saúdo! Saúdo!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
Pindorama nhe?em baraete overá hendy
Brasil, é a voz forte, raio reluzente
De amor e de esperança à terra desce,
Mborayu ha?e nhearô gui ywy oguejy
De amor e de esperança à terra desce
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
Yvá porã py tory potim açy
No céu formoso, riso e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Kuruxú ra? angaa hexakã
A imagem da cruz das estrelas resplandece
Gigante pela própria natureza,
Tuixa ojegui hae oíny há?epy
Grande pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
Iporã, hatã há?agaa ndaovaiguái
É bonito, é forte, a imagem é imcomparável
E o teu futuro espelha essa grandeza
Tuixa ojekuaa araka? e verã
Aparece o grande futuro
Terra adorada,
Yvy porã
Terra bonita,
Entre outras mil,
Heta va? egui
Entre outras muitas,
És tu, Brasil,
Ndee há?e
Você é,a
Ó Pátria amada!
Yvy hayupy
Terra amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Ko Yuy Ra?y kuery Gui xy Marangatu
Dos filhos desta terra é mãe gentil
Pátria amada,
Yvy hayupy
Terra amada,
Brasil!
Pindorama!
Brasil!
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Onhenó Kuri peve Guarã Mondeapy
Deitado eternamente em colo da mãe,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Pará Guaçu Nhedu Ha?e yuá rexakã
O som do mar e a luz do céu,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Pindorama ojekuaa ve va?e ?América? py
O Brasil que aparece mais na América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Oexapé kuaray yuy pyau gui
Ilumina o sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida
Pe yvy iporã ve
Terra mais bonita
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
Hory, nhuu dy porã heta vé yvoty
Seus risonhos, lindos campos e mais flores
Nossos bosques têm mais vida,
Nhande ka?aguypy oi ve tekove
Em nossa floresta tem mais vida,
Nossa vida no teu seio mais amores.
Orerekove nekã my roayuve
Nossa vida em teu seio mais amamos.
Ó Pátria amada,
Yvy hayupy
Terra amada,
Idolatrada,
Nhemboete
Respeitada,
Salve! Salve!
Oúma! Oúma!
Saúdo! Saúdo!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
Pindorama Mborayú guí que tojexauka
De amor do Brasil, que apareça
O lábaro que ostentas estrelado,
Hajukue jaxytata oexauká va?e
O pano que mostra estrelas,
E diga o verde-louro desta flâmula
Eré arapaxái hovy ko haju kue?ire
Diga o verde-louro deste paninho
Paz no futuro e glória no passado.
Vy?arã há?e aguyjevete yma guarere
Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Onhemopy?a ha?egui onhendu ratã
Mas, ergueu-se e clamou forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Rexa?rã nde ra?y nonhai nherairõ gui
Verás que teu filho não fugirá da luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Ekyjeme de rayua nemanoa
Não tenha medo, quem te adora, própria morte.
Terra adorada
Yvy porã
Terra bonita
Entre outras mil,
Mbovy he?y va?egui
Entre outras muitas,
És tu, Brasil,
Ndee há?e
Você é, a
Ó Pátria amada!
Yvy hayupy
Terra amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Yuy ra?ygui ha?e xy marangatu
Dos filhos desta terra é mãe gentil
Pátria amada,
Yvy hayupy
Terra amada,
Brasil!
Pindorama!
Brasil!
Formatação: JotaCe
Planta usada por Celtas pode ajudar no combate ao câncer
Uma planta de onde os povos celtas extraíam pigmento para pintar o corpo antes da guerra é rica em uma substância que ajuda no combate ao câncer, dizem cientistas italianos.
Conhecida como pastel de tintureiro, ou woad, em inglês, a planta Isatis tinctoria L. pertence à família do brócolis e da couve-flor.
O pigmento azul extraído dela também foi uma mercadoria valiosa no período das Grandes Navegações.
Cientistas da Universidade de Bolonha descobriram que, além do corante azul, a planta também possui altas concentrações da substância glucobrassicina.
Em entrevista à revista científica Journal of the Science of Food and Agriculture, os pesquisadores disseram que o pastel de tintureiro possui 20 vezes mais glucobrassicina do que o brócolis.
Eles disseram também que quando a planta é danificada há um aumento na produção da substância.
Trata-se de um mecanismo de defesa da planta, já que a glucobrassicina é capaz de matar alguns tipos de parasitas.
No ser humano, a substância tem propriedades anticancerígenas, sendo particularmente efetiva contra o câncer do seio.
Estudos anteriores já revelaram que comer legumes ricos em substâncias como a glucobrassicina pode ajudar a proteger contra o câncer.
Segundo as pesquisas, a substância elimina matéria cancerígena, como, por exemplo, derivados do estrogênio.
Um outro estudo, mais recente, revelou que pessoas que comem alimentos ricos em glucosinolatos apresentam níveis reduzidos de substâncias químicas associadas ao câncer de pulmão em fumantes.
Até o momento, no entanto, os cientistas tinham dificuldade em extrair de plantas como o brócolis quantidades suficientes da glucobrassicina para estudá-la.
A pesquisadora Stefania Galletti e sua equipe esperam que sua descoberta possa facilitar o estudo da substância.
"A disponibilidade da glucobrassicina em boa quantidade e a baixo custo pode finalmente permitir estudos para esclarecer o papel anticancerígeno de legumes como o brócolis na dieta humana", disse Galletti à publicação Journal of the Science of Food and Agriculture.
Fonte: BBC Brasil
Conhecida como pastel de tintureiro, ou woad, em inglês, a planta Isatis tinctoria L. pertence à família do brócolis e da couve-flor.
O pigmento azul extraído dela também foi uma mercadoria valiosa no período das Grandes Navegações.
Cientistas da Universidade de Bolonha descobriram que, além do corante azul, a planta também possui altas concentrações da substância glucobrassicina.
Em entrevista à revista científica Journal of the Science of Food and Agriculture, os pesquisadores disseram que o pastel de tintureiro possui 20 vezes mais glucobrassicina do que o brócolis.
Eles disseram também que quando a planta é danificada há um aumento na produção da substância.
Trata-se de um mecanismo de defesa da planta, já que a glucobrassicina é capaz de matar alguns tipos de parasitas.
No ser humano, a substância tem propriedades anticancerígenas, sendo particularmente efetiva contra o câncer do seio.
Estudos anteriores já revelaram que comer legumes ricos em substâncias como a glucobrassicina pode ajudar a proteger contra o câncer.
Segundo as pesquisas, a substância elimina matéria cancerígena, como, por exemplo, derivados do estrogênio.
Um outro estudo, mais recente, revelou que pessoas que comem alimentos ricos em glucosinolatos apresentam níveis reduzidos de substâncias químicas associadas ao câncer de pulmão em fumantes.
Até o momento, no entanto, os cientistas tinham dificuldade em extrair de plantas como o brócolis quantidades suficientes da glucobrassicina para estudá-la.
A pesquisadora Stefania Galletti e sua equipe esperam que sua descoberta possa facilitar o estudo da substância.
"A disponibilidade da glucobrassicina em boa quantidade e a baixo custo pode finalmente permitir estudos para esclarecer o papel anticancerígeno de legumes como o brócolis na dieta humana", disse Galletti à publicação Journal of the Science of Food and Agriculture.
Fonte: BBC Brasil
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Oferendas Ritualísticas
As oferendas ritualísticas na Umbanda são utilizadas como
sustentáculos físicos para trabalhos magísticos, onde as entidades
espirituais aurem a energia proveniente dos elementos da natureza (
flores, frutas, etc... ), e transmutam essa energia em emanações
positivas que re-energizam e reequilibram o aura do ofertante.
É óbvio que as entidades espirituais não comem os elementos da
oferenda, elas absorvem sua contra-parte astral, e esse processo gera
uma desnaturação desses elementos no plano físico, ou seja, se
colocarmos uma cumbuca com aguardente de cana ( marafo ), ele se
volatilizará.
Citamos o marafo, que é utilizado constantemente por Exus e seus sub-
planos, a fim de amortizar cargas oriundas do baixo astral, bem como,
para carrear determinadas forças.
Dependendo da finalidade do trabalho, a energia proveniente da
oferenda pode ser direcionada para atingir objetivos diversos, que em
síntese podem ser classificados como : agregação ou desagregação de
forças.
Para direcionar essa energia, as entidades de Umbanda utilizam sinais
riscados, lei de Pemba, que abalam o astral e possuem sintonia com
determinadas classes de entidades.
As oferendas são portanto, ângulos fundamentais da magia e podem ser
utilizadas tanto para o bem como para o mal, na dependência das
intenções do ofertante. Lembremos que a lei do Karma é implacável, e
o que fizermos a nós mesmos e aos outros refletirá profundamente em
nossa vida presente e futura, é a lei : " Quem deve paga e quem
merece recebe ", portanto....
Enfim, ofertamos o que queremos receber, ou seja, se ofertarmos
incenso, flores e frutas, receberemos seus benefícios, e se
ofertarmos a agonia de um animal sacrificado, não receberemos boas
vibrações mas é claro que a intenção conta muito, por exemplo, nossos
ancestrais africanos faziam uso do sacrifício de animais baseados no
seguinte pensamento: " como você irá morrer, leve nossos pedidos aos
Orixás que te acolherão" ; Então eles sacrificavam os animais
retiravam os axés ( vísceras ) para as oferendas e comiam o restante
da carne. Concluindo lembrem-se que a maioria de nós come carne
então, não podemos julgar pois até o velho testamento da Bíblia
contém muitas referências a sacrifícios e o próprio Cristo como
cordeiro divino ofereceu seu corpo em sacrifício para nos livrar de
nosso pecados.
Autoria Desconhecida
sustentáculos físicos para trabalhos magísticos, onde as entidades
espirituais aurem a energia proveniente dos elementos da natureza (
flores, frutas, etc... ), e transmutam essa energia em emanações
positivas que re-energizam e reequilibram o aura do ofertante.
É óbvio que as entidades espirituais não comem os elementos da
oferenda, elas absorvem sua contra-parte astral, e esse processo gera
uma desnaturação desses elementos no plano físico, ou seja, se
colocarmos uma cumbuca com aguardente de cana ( marafo ), ele se
volatilizará.
Citamos o marafo, que é utilizado constantemente por Exus e seus sub-
planos, a fim de amortizar cargas oriundas do baixo astral, bem como,
para carrear determinadas forças.
Dependendo da finalidade do trabalho, a energia proveniente da
oferenda pode ser direcionada para atingir objetivos diversos, que em
síntese podem ser classificados como : agregação ou desagregação de
forças.
Para direcionar essa energia, as entidades de Umbanda utilizam sinais
riscados, lei de Pemba, que abalam o astral e possuem sintonia com
determinadas classes de entidades.
As oferendas são portanto, ângulos fundamentais da magia e podem ser
utilizadas tanto para o bem como para o mal, na dependência das
intenções do ofertante. Lembremos que a lei do Karma é implacável, e
o que fizermos a nós mesmos e aos outros refletirá profundamente em
nossa vida presente e futura, é a lei : " Quem deve paga e quem
merece recebe ", portanto....
Enfim, ofertamos o que queremos receber, ou seja, se ofertarmos
incenso, flores e frutas, receberemos seus benefícios, e se
ofertarmos a agonia de um animal sacrificado, não receberemos boas
vibrações mas é claro que a intenção conta muito, por exemplo, nossos
ancestrais africanos faziam uso do sacrifício de animais baseados no
seguinte pensamento: " como você irá morrer, leve nossos pedidos aos
Orixás que te acolherão" ; Então eles sacrificavam os animais
retiravam os axés ( vísceras ) para as oferendas e comiam o restante
da carne. Concluindo lembrem-se que a maioria de nós come carne
então, não podemos julgar pois até o velho testamento da Bíblia
contém muitas referências a sacrifícios e o próprio Cristo como
cordeiro divino ofereceu seu corpo em sacrifício para nos livrar de
nosso pecados.
Autoria Desconhecida
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
O caminho para encontrar a sua Alma Gêmea é óbvio...
O caminho para encontrar a sua Alma Gêmea é óbvio...
:: Rosana Braga ::
... mas nem por isso, fácil!
Parece-me que a ânsia de encontrar a Alma Gêmea tem se tornado, cada vez mais, desenfreada. Homens procuram incessantemente uma mulher que os complete, que os tornem mais inteiros; no entanto, negam esse desejo e se perdem em meio aos seus próprios paradoxos, às suas próprias contradições. Da mesma forma, mulheres procuram, todo tempo, por um homem que lhes faça felizes, que as tornem mais plenas e que dê um sentido mais belo para suas vidas. Mas também aprenderam a mascarar esse desejo e a se conformarem com relações superficiais, passageiras, que não as levam a nada e também não acrescentam nada... E perdidos e confusos por suas contradições internas, homens e mulheres não percebem que o caminho é óbvio, mas que o óbvio é, geralmente, mais difícil de ser compreendido do que o complexo.
Nossas mentes se acostumaram às questões complexas, cheias de "senão" e "porquê". Quando precisamos lidar com o óbvio, o simples, não conseguimos chegar a uma conclusão. Sabe por que? Porque o simples não tem explicação; necessita apenas de sentimento. Não fomos treinados para sentir. Quem sente é considerado tolo, mole, sem juízo. Inteligente e perspicaz é quem tem habilidade para pensar!
Tolice, bobagem! Somos seres feitos para pensar e sentir, na mesma proporção; mas como temos vivido durante séculos voltados para o pensamento, neste momento precisamos urgentemente de homens e mulheres capazes de sentir. O planeta está carente de sentimento, de simplicidade, de amor!
E é exatamente essa ansiedade que criamos em torno da busca por nossa Alma
Gêmea que torna o caminho sempre mais desconhecido do que poderia e deveria ser.
O caminho me parece óbvio. Não fácil, mas óbvio! O próprio nome revela o segredo; preste atenção: alma gêmea...
Se aparecesse alguém em sua vida e lhe dissesse que você tem um irmão gêmeo e que vocês se formaram numa única placenta, o que você tomaria como base para encontrá-lo? Certamente, levaria em conta o fato de serem muito parecidos fisicamente e lançaria mão do conhecimento que você tem de seu próprio rosto, de seus próprios traços, de seu próprio corpo. Esses dados você já tem, pois passou a vida inteira se olhando no espelho, não é?! Se uma manchinha estranha aparece em sua coxa direita, imediatamente você percebe, pois está em constante contato com o seu corpo...
Somente a partir de então sairia à procura desse irmão, não estou certa? Isso é óbvio! A gente só procura algo do qual já se tem alguma informação. Suponhamos que você seja incumbido de encontrar uma pessoa desaparecida. A primeira coisa que você vai pedir é uma foto dessa pessoa. É claro! É óbvio!
Mas, no nosso caso, estamos em busca de nossa Alma Gêmea, ou seja, estamos em busca de uma alma e as almas, até onde eu sei, não têm forma definida, não têm cor de pele, enfim, não têm as mesmas características de um corpo físico.
Portanto, não podemos saber, antecipadamente, se nossa Alma Gêmea está num corpo branco ou moreno, alto ou baixo, gordo ou magro, de cabelos lisos ou cacheados, enfim, não temos informações sobre o corpo de nossa Alma Gêmea, mas ainda assim podemos ter informações preciosas sobre a alma dessa pessoa. Claro! Ela é gêmea da nossa!!! Bidu!
Sendo assim, creio que só existe um caminho que nos leva a esse encontro, ao encontro de nossa Alma Gêmea: o de dentro, o que nos leva ao profundo e verdadeiro conhecimento de nossa própria alma. E se você não acredita nisso, pense: o caminho é absolutamente lógico: como você poderá reconhecer uma alma que é gêmea da sua se você nem olha para a sua alma, se você não está interessado em conhecer os cantos mais preciosos e ricos de sua própria alma. O reconhecimento é impossível!
O mapa do tesouro está em cada um. Ao invés de sair por aí carregando ansiedade, leve informações seguras, leve dados claros e precisos. Ao invés de sair pela vida desembestado e inconsciente em busca de alguém que não se sabe nada a respeito, o melhor e mais inteligente é, antes, colher dados que permitam identificar esse alguém. E só há uma maneira de fazer isso: conhecendo a si mesmo!
O autoconhecimento é a única ferramenta eficaz para que o encontro seja certeiro. Estamos falando de nossa metade... de alguém cuja alma tem muita semelhança com a nossa...
Você pode estar pensando que já conheceu muitas pessoas parecidas com você no que se referia ao jeito de pensar, de agir e de ser, ou seja, pessoas que tinham a alma com características semelhantes à sua. No entanto, essas são características fáceis de se perceber. Com pouco tempo de convivência, podemos notar tais semelhanças ou diferenças; e eu disse, antes, que o caminho é óbvio, mas nem por isso, fácil.
Conhecer a própria alma não é tarefa para alguns dias ou meses. É tarefa, em princípio, para a vida toda. Estamos em constante transformação, evolução, aprendizagem e assimilação. Conhecer a própria alma exige muito mais do que uma percepção superficial.
Genericamente falando, muitas pessoas são semelhantes, mas quando conhecemos alguém e, principalmente, a nós mesmos profundamente, com interesse e amor, podemos descobrir a magia da exclusividade. Não existe ninguém igual a ninguém, nem mesmo os gêmeos, nem mesmo as almas gêmeas. Cada qual carrega em si algo de individual, de particular, de ímpar.
Na verdade, o que buscamos numa alma que seja gêmea da nossa é um nível superior de semelhanças, é alguém que, apesar de viver sua singularidade, olha na mesma direção que a gente, caminha com ritmo e intenções semelhantes às nossas.
Sendo assim, nessa busca serão necessários sensibilidade, doação de si mesmo e, acima de tudo, percepções livres de preconceitos e prejulgamentos. Talvez, a busca leve muito mais tempo do que gostaríamos. Conhecer a nossa própria alma já é trabalho que exige muita dedicação e empenho; um trabalho que, muitas vezes, nos causará angústias, decepções, dores e amadurecimento.
Quando nos comprometemos com o autoconhecimento, encaramos de frente todas as nossas características e isso inclui os defeitos, aquilo que faz parte de nós e que, na maioria das vezes, preferimos ignorar, esquecer...
Somos seres de luz e de sombra e, segundo a minha metade, o meu amor, quanto maior for a nossa luz, maior será a nossa sombra. E o grande segredo não é excluir nossa sobra, pois além de impossível, isso significaria abrir mão também de nossa luz, isto é, uma não pode existir sem a outra, simplesmente pelo fato de sermos humanos.
O grande segredo é conhecermos e acolhermos a nossa sombra. Somente assim, poderemos agir com sabedoria quando esta sombra vier à tona; somente assim, poderemos transformar a sombra em luz...
Muitas vezes, apontamos determinado comportamento em alguém como um defeito insuportável, mas não somos capazes de perceber que também somos assim... que também temos defeitos que, ao olhos de alguém, podem parecer insuportáveis.
Você pode até estar ao lado de sua Alma Gêmea, mas caso você não se dê conta disso, as chances de conseguir manter esse relacionamento podem estar seriamente comprometidas. É somente quando conseguimos compreender a nós mesmos e nos perdoarmos e nos amarmos que podemos realmente compreender, perdoar e amar o outro.
Ninguém poderá, de fato, amar e aceitar e conviver com uma alma gêmea se, bem lá no fundo, não suporta ficar a sós consigo mesmo, não consegue viver com harmonia e paz interior.
Acredito que uma das formas mais comuns que escolhemos para não entrarmos em contato com nossa alma e, consequentemente, com nossa sombra e nossas "podridões pessoais", seja falando. Algumas pessoas chegam a Ter uma espécie de compulsão para falar. Falam, falam e falam o tempo todo... Quem muito se explica e muito se justifica é porque não está conseguindo convencer nem a si mesmo.
A convivência entre um ser humano e o silêncio é, provavelmente, uma das mais difíceis. As palavras são mestras, mas o silêncio é luz, é poder, é sabedoria! Mas não estou falando do silêncio que leva a nossa mente a um turbilhão de pensamentos. Falo do silêncio que nos coloca em contato com nosso interior: aquele momento em que focamos nossa mente numa determinada atitude, num determinado diálogo que tivemos com alguém... aquele momento em que nos sentimos genuinamente felizes ou profundamente tristes ou arrependidos.
É este o caminho do autoconhecimento; é esta a essência da busca: quando somos capazes de sorrirmos para nós mesmos... ou quando choramos por dentro... mesmo que as lágrimas não surjam, sabemos que elas brotaram na alma... São momentos como esses que devem ser cultivados e valorizados. Precisamos dessa avaliação pessoal e tão valiosa para o crescimento e o conhecimento da alma.
Quem está realmente interessado em encontrar sua Alma Gêmea sabe que as almas gêmeas existem porque foram, num determinado momento, divididas para que pudessem evoluir. Evolução! Você tem se empenhado em evoluir?!? Você sabe o que significa evoluir no sentido anímico?
É uma evolução que acontece independentemente do dinheiro que temos ou daquele que gastamos, da posição social na qual estamos inseridos, do cargo que ocupamos no emprego, enfim, independe de qualquer status. A evolução da alma pode acontecer no local mais pobre e sem recursos que você já tenha visto, porque o que mais temos visto nesse mundo de desigualdades sociais são almas miseráveis rodeadas de luxo e almas muitíssimo evoluídas vivendo na pobreza, sem grandes acúmulos materiais.
Os bens materiais podem (eu disse PODEM) ser facilitadores para a evolução, mas até para isso, é preciso que ante, haja nobreza na alma de quem ganha esse dinheiro. Caso contrário, ele só servirá para tornar essa pessoa materialista, fria, egoísta e perdida em si mesma. Porque o dinheiro pode destruir a alma daqueles que nunca foram capazes de olhar para dentro de si, para aqueles que não desenvolveram sua espiritualidade e terminaram acreditando que tudo o que realmente importa está fora, está nas coisas, nas posses e nos valores que acumularam ao longo de suas vidas.
Por outro lado, existem muitas almas que conseguem evoluir ainda mais rapidamente justamente porque enxergam a dor e a tristeza que há na pobreza e nas injustiças como um caminho para o enriquecimento interior.
Leo Buscaglia, em seu livro Vivendo, Amando e Aprendendo (o que eu mais gosto), escreveu: "Primeiro as pessoas. Depois as coisas."
Vemos tanta gente se importando antes com as coisas e depois com as pessoas, não é? Vemos tantos casais jurando que se amam e, depois de algum tempo, praticamente se engolindo por causa das coisas que juntaram, numa
briga insana pela divisão de bens...
o caminho é pessoal. Cada um tem seu jeito próprio de enxergar as situações, interpretá-las e usá-las - ou não - em prol de si mesmo. O que pode comover você, talvez não comova a mim, e vice-versa. Mas a verdade é que evolução não se trata de magia ou sorte ou destino, nem sequer de opção religiosa ou conhecimentos teóricos. Talvez esses sejam detalhes que atuem a favor da evolução, mas não determinantes.
Jesus Cristo é um ótimo exemplo para esta verdade. Um Mestre que viveu toda a sua vida num vilarejo, rodeado de humildade e trabalho. Nunca cursou uma universidade, nunca se distanciou da cidade onde nasceu, nunca escreveu um livro e nunca se apossou de nada que não fosse a sua própria fé. E nunca, em nenhum tempo da história, um homem influenciou tão poderosamente a vida da humanidade. Depois de mais de 2 mil anos de sua passagem pela Terra, todo o planeta está, de uma forma ou de outra, tocado por esta vida singular...
Mas, enfim, a escolha é de cada um. Eu posso compreender que sou um ser humano exclusivo (diferente de todos os que já existiram, existem e irão existir) em busca de uma Alma Gêmea que, embora tenha muitas características parecidas com as minhas, também é um ser humano exclusivo e tem sua individualidade que merece absoluto respeito.
E, sendo assim, posso me concentrar em mim mesma e tentar crescer e conhecer mais sobre mim a cada dia. Ou eu posso - a escolha é minha, e só minha - passar a vida inteira me comparando com outras pessoas e reclamando das chances que perdi e das oportunidades que a vida não me deu e das vantagens que não me ofereceram...
É, talvez seja mais fácil culpar as pessoas e o mundo pelo que não somos capazes de conquistar, mas definitivamente essa escolha não nos levará à nada e nem à lugar nenhum, muito menos à nossa Alma Gêmea; a menos que essa nossa metade esteja tão estagnada quanto nós... e aí, as únicas "preciosidades" que teremos para compartilhar são sentimentos e sensações como frustração, derrota, falta de coragem, acomodação e covardia.
Mas o que acontece, geralmente, com pessoas desse tipo, que vivem constantemente criticando o que o mundo lhes tem oferecido, sempre julgando que mereciam mais do que têm, é que, caso tenham a "sorte" de encontrar uma Alma Gêmea que poderia lhes tirar dessa espécie de paralisia, julgam-na muito pouco, acreditam que as Almas Gêmeas dos outros são melhores e mais interessantes que a sua...
Viver e Ser não é uma questão melhor ou pior, de certo ou errado... É uma questão de equilíbrio, de sensibilidade e de respeito por si mesmo e, consequentemente, pelo outro.
Temos duas (somente duas) alternativas: OU assumimos o que somos, tomamos as rédeas de nossas vidas e fazemos alguma coisa para nos conhecermos muito bem e evoluirmos um pouquinho que seja a cada dia de nossa vulnerável e efêmera existência aqui na Terra, atuando de fato sobre nossa própria Alma OU permanecemos a deriva do tempo, lamentando o que não nos acontece e simplesmente deixando a vida passar, como se a felicidade fosse uma espécie de surpresa ou presente que, algum dia, talvez, alguém nos venha entregar, em nossa porta, sem que nada precisemos fazer para merecê-la...
Mas certamente, qualquer que seja a nossa escolha, o tempo não nos espera; ele não diminui o seu ritmo e muito menos pára, até que tenhamos condições de acompanhá-lo. Porque, na verdade, todos nós já nascemos com as condições necessárias para acompanhá-lo...
E, mais cedo ou mais tarde, todos nós perceberemos a constante atuação dele sobre nossas vidas! Da mesma forma que nossas rugas poderão significar boas lembranças, satisfação de realização e gratidão por essa maravilhosa oportunidade de ter estado aqui, poderá significar desespero, arrependimento e um amargo sabor de derrota...
Ninguém pode escolher pelo outro. A escolha é pessoal e intransferível. Depende exclusivamente de cada um. Eu sugiro que você faça a sua escolha imediatamente e que possa, sinceramente, estar consciente dela!
:: Rosana Braga ::
... mas nem por isso, fácil!
Parece-me que a ânsia de encontrar a Alma Gêmea tem se tornado, cada vez mais, desenfreada. Homens procuram incessantemente uma mulher que os complete, que os tornem mais inteiros; no entanto, negam esse desejo e se perdem em meio aos seus próprios paradoxos, às suas próprias contradições. Da mesma forma, mulheres procuram, todo tempo, por um homem que lhes faça felizes, que as tornem mais plenas e que dê um sentido mais belo para suas vidas. Mas também aprenderam a mascarar esse desejo e a se conformarem com relações superficiais, passageiras, que não as levam a nada e também não acrescentam nada... E perdidos e confusos por suas contradições internas, homens e mulheres não percebem que o caminho é óbvio, mas que o óbvio é, geralmente, mais difícil de ser compreendido do que o complexo.
Nossas mentes se acostumaram às questões complexas, cheias de "senão" e "porquê". Quando precisamos lidar com o óbvio, o simples, não conseguimos chegar a uma conclusão. Sabe por que? Porque o simples não tem explicação; necessita apenas de sentimento. Não fomos treinados para sentir. Quem sente é considerado tolo, mole, sem juízo. Inteligente e perspicaz é quem tem habilidade para pensar!
Tolice, bobagem! Somos seres feitos para pensar e sentir, na mesma proporção; mas como temos vivido durante séculos voltados para o pensamento, neste momento precisamos urgentemente de homens e mulheres capazes de sentir. O planeta está carente de sentimento, de simplicidade, de amor!
E é exatamente essa ansiedade que criamos em torno da busca por nossa Alma
Gêmea que torna o caminho sempre mais desconhecido do que poderia e deveria ser.
O caminho me parece óbvio. Não fácil, mas óbvio! O próprio nome revela o segredo; preste atenção: alma gêmea...
Se aparecesse alguém em sua vida e lhe dissesse que você tem um irmão gêmeo e que vocês se formaram numa única placenta, o que você tomaria como base para encontrá-lo? Certamente, levaria em conta o fato de serem muito parecidos fisicamente e lançaria mão do conhecimento que você tem de seu próprio rosto, de seus próprios traços, de seu próprio corpo. Esses dados você já tem, pois passou a vida inteira se olhando no espelho, não é?! Se uma manchinha estranha aparece em sua coxa direita, imediatamente você percebe, pois está em constante contato com o seu corpo...
Somente a partir de então sairia à procura desse irmão, não estou certa? Isso é óbvio! A gente só procura algo do qual já se tem alguma informação. Suponhamos que você seja incumbido de encontrar uma pessoa desaparecida. A primeira coisa que você vai pedir é uma foto dessa pessoa. É claro! É óbvio!
Mas, no nosso caso, estamos em busca de nossa Alma Gêmea, ou seja, estamos em busca de uma alma e as almas, até onde eu sei, não têm forma definida, não têm cor de pele, enfim, não têm as mesmas características de um corpo físico.
Portanto, não podemos saber, antecipadamente, se nossa Alma Gêmea está num corpo branco ou moreno, alto ou baixo, gordo ou magro, de cabelos lisos ou cacheados, enfim, não temos informações sobre o corpo de nossa Alma Gêmea, mas ainda assim podemos ter informações preciosas sobre a alma dessa pessoa. Claro! Ela é gêmea da nossa!!! Bidu!
Sendo assim, creio que só existe um caminho que nos leva a esse encontro, ao encontro de nossa Alma Gêmea: o de dentro, o que nos leva ao profundo e verdadeiro conhecimento de nossa própria alma. E se você não acredita nisso, pense: o caminho é absolutamente lógico: como você poderá reconhecer uma alma que é gêmea da sua se você nem olha para a sua alma, se você não está interessado em conhecer os cantos mais preciosos e ricos de sua própria alma. O reconhecimento é impossível!
O mapa do tesouro está em cada um. Ao invés de sair por aí carregando ansiedade, leve informações seguras, leve dados claros e precisos. Ao invés de sair pela vida desembestado e inconsciente em busca de alguém que não se sabe nada a respeito, o melhor e mais inteligente é, antes, colher dados que permitam identificar esse alguém. E só há uma maneira de fazer isso: conhecendo a si mesmo!
O autoconhecimento é a única ferramenta eficaz para que o encontro seja certeiro. Estamos falando de nossa metade... de alguém cuja alma tem muita semelhança com a nossa...
Você pode estar pensando que já conheceu muitas pessoas parecidas com você no que se referia ao jeito de pensar, de agir e de ser, ou seja, pessoas que tinham a alma com características semelhantes à sua. No entanto, essas são características fáceis de se perceber. Com pouco tempo de convivência, podemos notar tais semelhanças ou diferenças; e eu disse, antes, que o caminho é óbvio, mas nem por isso, fácil.
Conhecer a própria alma não é tarefa para alguns dias ou meses. É tarefa, em princípio, para a vida toda. Estamos em constante transformação, evolução, aprendizagem e assimilação. Conhecer a própria alma exige muito mais do que uma percepção superficial.
Genericamente falando, muitas pessoas são semelhantes, mas quando conhecemos alguém e, principalmente, a nós mesmos profundamente, com interesse e amor, podemos descobrir a magia da exclusividade. Não existe ninguém igual a ninguém, nem mesmo os gêmeos, nem mesmo as almas gêmeas. Cada qual carrega em si algo de individual, de particular, de ímpar.
Na verdade, o que buscamos numa alma que seja gêmea da nossa é um nível superior de semelhanças, é alguém que, apesar de viver sua singularidade, olha na mesma direção que a gente, caminha com ritmo e intenções semelhantes às nossas.
Sendo assim, nessa busca serão necessários sensibilidade, doação de si mesmo e, acima de tudo, percepções livres de preconceitos e prejulgamentos. Talvez, a busca leve muito mais tempo do que gostaríamos. Conhecer a nossa própria alma já é trabalho que exige muita dedicação e empenho; um trabalho que, muitas vezes, nos causará angústias, decepções, dores e amadurecimento.
Quando nos comprometemos com o autoconhecimento, encaramos de frente todas as nossas características e isso inclui os defeitos, aquilo que faz parte de nós e que, na maioria das vezes, preferimos ignorar, esquecer...
Somos seres de luz e de sombra e, segundo a minha metade, o meu amor, quanto maior for a nossa luz, maior será a nossa sombra. E o grande segredo não é excluir nossa sobra, pois além de impossível, isso significaria abrir mão também de nossa luz, isto é, uma não pode existir sem a outra, simplesmente pelo fato de sermos humanos.
O grande segredo é conhecermos e acolhermos a nossa sombra. Somente assim, poderemos agir com sabedoria quando esta sombra vier à tona; somente assim, poderemos transformar a sombra em luz...
Muitas vezes, apontamos determinado comportamento em alguém como um defeito insuportável, mas não somos capazes de perceber que também somos assim... que também temos defeitos que, ao olhos de alguém, podem parecer insuportáveis.
Você pode até estar ao lado de sua Alma Gêmea, mas caso você não se dê conta disso, as chances de conseguir manter esse relacionamento podem estar seriamente comprometidas. É somente quando conseguimos compreender a nós mesmos e nos perdoarmos e nos amarmos que podemos realmente compreender, perdoar e amar o outro.
Ninguém poderá, de fato, amar e aceitar e conviver com uma alma gêmea se, bem lá no fundo, não suporta ficar a sós consigo mesmo, não consegue viver com harmonia e paz interior.
Acredito que uma das formas mais comuns que escolhemos para não entrarmos em contato com nossa alma e, consequentemente, com nossa sombra e nossas "podridões pessoais", seja falando. Algumas pessoas chegam a Ter uma espécie de compulsão para falar. Falam, falam e falam o tempo todo... Quem muito se explica e muito se justifica é porque não está conseguindo convencer nem a si mesmo.
A convivência entre um ser humano e o silêncio é, provavelmente, uma das mais difíceis. As palavras são mestras, mas o silêncio é luz, é poder, é sabedoria! Mas não estou falando do silêncio que leva a nossa mente a um turbilhão de pensamentos. Falo do silêncio que nos coloca em contato com nosso interior: aquele momento em que focamos nossa mente numa determinada atitude, num determinado diálogo que tivemos com alguém... aquele momento em que nos sentimos genuinamente felizes ou profundamente tristes ou arrependidos.
É este o caminho do autoconhecimento; é esta a essência da busca: quando somos capazes de sorrirmos para nós mesmos... ou quando choramos por dentro... mesmo que as lágrimas não surjam, sabemos que elas brotaram na alma... São momentos como esses que devem ser cultivados e valorizados. Precisamos dessa avaliação pessoal e tão valiosa para o crescimento e o conhecimento da alma.
Quem está realmente interessado em encontrar sua Alma Gêmea sabe que as almas gêmeas existem porque foram, num determinado momento, divididas para que pudessem evoluir. Evolução! Você tem se empenhado em evoluir?!? Você sabe o que significa evoluir no sentido anímico?
É uma evolução que acontece independentemente do dinheiro que temos ou daquele que gastamos, da posição social na qual estamos inseridos, do cargo que ocupamos no emprego, enfim, independe de qualquer status. A evolução da alma pode acontecer no local mais pobre e sem recursos que você já tenha visto, porque o que mais temos visto nesse mundo de desigualdades sociais são almas miseráveis rodeadas de luxo e almas muitíssimo evoluídas vivendo na pobreza, sem grandes acúmulos materiais.
Os bens materiais podem (eu disse PODEM) ser facilitadores para a evolução, mas até para isso, é preciso que ante, haja nobreza na alma de quem ganha esse dinheiro. Caso contrário, ele só servirá para tornar essa pessoa materialista, fria, egoísta e perdida em si mesma. Porque o dinheiro pode destruir a alma daqueles que nunca foram capazes de olhar para dentro de si, para aqueles que não desenvolveram sua espiritualidade e terminaram acreditando que tudo o que realmente importa está fora, está nas coisas, nas posses e nos valores que acumularam ao longo de suas vidas.
Por outro lado, existem muitas almas que conseguem evoluir ainda mais rapidamente justamente porque enxergam a dor e a tristeza que há na pobreza e nas injustiças como um caminho para o enriquecimento interior.
Leo Buscaglia, em seu livro Vivendo, Amando e Aprendendo (o que eu mais gosto), escreveu: "Primeiro as pessoas. Depois as coisas."
Vemos tanta gente se importando antes com as coisas e depois com as pessoas, não é? Vemos tantos casais jurando que se amam e, depois de algum tempo, praticamente se engolindo por causa das coisas que juntaram, numa
briga insana pela divisão de bens...
o caminho é pessoal. Cada um tem seu jeito próprio de enxergar as situações, interpretá-las e usá-las - ou não - em prol de si mesmo. O que pode comover você, talvez não comova a mim, e vice-versa. Mas a verdade é que evolução não se trata de magia ou sorte ou destino, nem sequer de opção religiosa ou conhecimentos teóricos. Talvez esses sejam detalhes que atuem a favor da evolução, mas não determinantes.
Jesus Cristo é um ótimo exemplo para esta verdade. Um Mestre que viveu toda a sua vida num vilarejo, rodeado de humildade e trabalho. Nunca cursou uma universidade, nunca se distanciou da cidade onde nasceu, nunca escreveu um livro e nunca se apossou de nada que não fosse a sua própria fé. E nunca, em nenhum tempo da história, um homem influenciou tão poderosamente a vida da humanidade. Depois de mais de 2 mil anos de sua passagem pela Terra, todo o planeta está, de uma forma ou de outra, tocado por esta vida singular...
Mas, enfim, a escolha é de cada um. Eu posso compreender que sou um ser humano exclusivo (diferente de todos os que já existiram, existem e irão existir) em busca de uma Alma Gêmea que, embora tenha muitas características parecidas com as minhas, também é um ser humano exclusivo e tem sua individualidade que merece absoluto respeito.
E, sendo assim, posso me concentrar em mim mesma e tentar crescer e conhecer mais sobre mim a cada dia. Ou eu posso - a escolha é minha, e só minha - passar a vida inteira me comparando com outras pessoas e reclamando das chances que perdi e das oportunidades que a vida não me deu e das vantagens que não me ofereceram...
É, talvez seja mais fácil culpar as pessoas e o mundo pelo que não somos capazes de conquistar, mas definitivamente essa escolha não nos levará à nada e nem à lugar nenhum, muito menos à nossa Alma Gêmea; a menos que essa nossa metade esteja tão estagnada quanto nós... e aí, as únicas "preciosidades" que teremos para compartilhar são sentimentos e sensações como frustração, derrota, falta de coragem, acomodação e covardia.
Mas o que acontece, geralmente, com pessoas desse tipo, que vivem constantemente criticando o que o mundo lhes tem oferecido, sempre julgando que mereciam mais do que têm, é que, caso tenham a "sorte" de encontrar uma Alma Gêmea que poderia lhes tirar dessa espécie de paralisia, julgam-na muito pouco, acreditam que as Almas Gêmeas dos outros são melhores e mais interessantes que a sua...
Viver e Ser não é uma questão melhor ou pior, de certo ou errado... É uma questão de equilíbrio, de sensibilidade e de respeito por si mesmo e, consequentemente, pelo outro.
Temos duas (somente duas) alternativas: OU assumimos o que somos, tomamos as rédeas de nossas vidas e fazemos alguma coisa para nos conhecermos muito bem e evoluirmos um pouquinho que seja a cada dia de nossa vulnerável e efêmera existência aqui na Terra, atuando de fato sobre nossa própria Alma OU permanecemos a deriva do tempo, lamentando o que não nos acontece e simplesmente deixando a vida passar, como se a felicidade fosse uma espécie de surpresa ou presente que, algum dia, talvez, alguém nos venha entregar, em nossa porta, sem que nada precisemos fazer para merecê-la...
Mas certamente, qualquer que seja a nossa escolha, o tempo não nos espera; ele não diminui o seu ritmo e muito menos pára, até que tenhamos condições de acompanhá-lo. Porque, na verdade, todos nós já nascemos com as condições necessárias para acompanhá-lo...
E, mais cedo ou mais tarde, todos nós perceberemos a constante atuação dele sobre nossas vidas! Da mesma forma que nossas rugas poderão significar boas lembranças, satisfação de realização e gratidão por essa maravilhosa oportunidade de ter estado aqui, poderá significar desespero, arrependimento e um amargo sabor de derrota...
Ninguém pode escolher pelo outro. A escolha é pessoal e intransferível. Depende exclusivamente de cada um. Eu sugiro que você faça a sua escolha imediatamente e que possa, sinceramente, estar consciente dela!
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