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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Planta usada por Celtas pode ajudar no combate ao câncer

Uma planta de onde os povos celtas extraíam pigmento para pintar o corpo antes da guerra é rica em uma substância que ajuda no combate ao câncer, dizem cientistas italianos.
Conhecida como pastel de tintureiro, ou woad, em inglês, a planta Isatis tinctoria L. pertence à família do brócolis e da couve-flor.
O pigmento azul extraído dela também foi uma mercadoria valiosa no período das Grandes Navegações.
Cientistas da Universidade de Bolonha descobriram que, além do corante azul, a planta também possui altas concentrações da substância glucobrassicina.
Em entrevista à revista científica Journal of the Science of Food and Agriculture, os pesquisadores disseram que o pastel de tintureiro possui 20 vezes mais glucobrassicina do que o brócolis.
Eles disseram também que quando a planta é danificada há um aumento na produção da substância.
Trata-se de um mecanismo de defesa da planta, já que a glucobrassicina é capaz de matar alguns tipos de parasitas.
No ser humano, a substância tem propriedades anticancerígenas, sendo particularmente efetiva contra o câncer do seio.
Estudos anteriores já revelaram que comer legumes ricos em substâncias como a glucobrassicina pode ajudar a proteger contra o câncer.
Segundo as pesquisas, a substância elimina matéria cancerígena, como, por exemplo, derivados do estrogênio.
Um outro estudo, mais recente, revelou que pessoas que comem alimentos ricos em glucosinolatos apresentam níveis reduzidos de substâncias químicas associadas ao câncer de pulmão em fumantes.
Até o momento, no entanto, os cientistas tinham dificuldade em extrair de plantas como o brócolis quantidades suficientes da glucobrassicina para estudá-la.
A pesquisadora Stefania Galletti e sua equipe esperam que sua descoberta possa facilitar o estudo da substância.
"A disponibilidade da glucobrassicina em boa quantidade e a baixo custo pode finalmente permitir estudos para esclarecer o papel anticancerígeno de legumes como o brócolis na dieta humana", disse Galletti à publicação Journal of the Science of Food and Agriculture.

Fonte: BBC Brasil