Por favor, preencha a atmosfera com a vibração sublime dos Santos Nomes:
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sábado, 27 de outubro de 2007

Revista Cristã de Espiritismo, edição 52.

Será o fim do planeta?

Com certeza, no futuro, a Terra deixará de existir, independente da ação do Homem. É uma lei natural. Assim como as estrelas nascem e morrem, tudo no Universo está em constante mutação, pois tudo é energia. Mesmo a matéria densa, aparentemente inerte, como uma pedra, por exemplo, passa por constantes transformações ao longo do tempo. Ela sofre a ação dos ventos, das chuvas, do calor etc.

O espírito é a consciência, imortal, e o fluido universal é a matriz indiferenciada de toda energia. Conforme nos ensina a doutrina espírita, Deus é a causa primária de todas as coisas. Sendo assim, existe um elo comum entre tudo o que existe. No Budismo isso é chamado de interdependência. Ou seja, os fenômenos não possuem uma existência inerente, mas são causados e influenciados uns pelos outros. Por exemplo, uma cadeira de madeira. Ela não existe por si só, mas de forma interdependente, pois a madeira veio de uma árvore, que para crescer precisou da terra, da energia do Sol, de ar, água etc. Além disso, as células das folhas, tronco e raiz da árvore são estruturas moleculares, formadas por átomos, partículas subatômicas... enfim, variações do fluido cósmico universal.

O mesmo ocorre com o corpo humano, que “é feito do pó e ao pó retornará”. Somos filhos da Terra e vivemos totalmente integrados a ela. Sempre que desequilibramos a harmonia do Ecossistema, sofremos as conseqüências. É a lei do Karma, ou seja, de ação e reação.

A humanidade sempre interferiu na natureza e isso não significa que seja algo ruim. Mesmo uma tribo indígena precisava derrubar algumas árvores ou arrancar o mato a fim de abrir terreno para a aldeia. O problema é quando essa interferência ocorre de forma indiscriminada, sem controle, extinguindo a fauna e a flora, poluindo os rios, os mares e o ar, enfim, num total desrespeito ao planeta. Poderíamos evitar várias doenças e desastres se respeitássemos o meio ambiente em que vivemos. Estamos colhendo os frutos do nosso maltrato e indiferença.

Não podemos, simplesmente, culpar os grandes empresários e governantes. A população, em geral, tem que fazer sua parte, cobrando atitudes dos políticos e evitando, na medida do possível, comprar produtos de empresas que não têm compromisso ecológico; separando o lixo para reciclagem, andando menos de veículos motorizados etc. São várias pequenas atitudes que fazem a diferença. Isso tudo é uma questão de educação e hábito, e é fundamental ensinarmos as crianças, garantindo que as gerações futuras sejam mais conscientes. É cada vez maior o número de crianças que têm acesso ao computador, celular, ipods etc, convivendo desde cedo com os avanços da tecnologia. Isso as coloca em um mundo muito virtual, digital, mantendo-as distantes da terra, da grama, dos lagos... Precisamos aceitar os avanços da civilização atual sem perdermos contato com a nossa origem tribal, quando vivíamos mais conscientes com a natureza.

Em nosso atual estágio de evolução, a Terra é a nossa escola abençoada e quanto mais a humanidade evoluir, mais ela aprenderá a respeitar a natureza. E sofreremos conseqüências dolorosas se assim não fizermos!

Disse Jesus: “Os mansos herdarão a Terra”. Então, vamos começar a fazer nossa parte, para que no futuro este seja um reino de paz e harmonia.

Boa leitura!

Victor Rebelo

Editor-chefe