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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Construindo um Ideal

Não há como pensarmos em crescimento se não tivermos ao menos um ideal. Mas não falo de ideais vazios e sem consistência como os que criamos todos os dias em nossas vidas. Falo de um ideal sólido, pensado, estruturado e embasado no mais puro amor fraterno de nós por nós mesmos, entendendo que o outro e nós somos um só!

Mas, esse ideal sólido e forte nós apenas construiremos, na medida em que nos tornemos perfeccionistas e avaliemos desde já, todas as nossas pequenas ações diárias em termos de valores absolutos daquilo que entendemos como verdade, pois apenas assim desenvolvemos a habilidade de exercer o julgamento moral sobre as questões maiores.

Nessa análise não devemos subjugar nada, pois nada é trivial demais. Tomemos o exemplo dos atletas de uma olimpíada, pois ou eles avaliam cada aspecto dos seus treinamentos, incluindo dieta, equipamentos e desempenhos anteriores, ou entram em suas disputas já como perdedores. De forma semelhante, uma disciplinada avaliação nos ajudará a elevar o nível de nosso desempenho perante a nós mesmos e ao universo que nos circunda.

Uma coisa a ser analisada é que a jornada em direção a um ideal nunca se encerra, pois há sempre espaço para melhorias. Quando o ideal parece distante,digo isso a mim mesmo, embora não seja eu padrão de absolutamente nada, não desanime Palermo! Ao contrário disso, penso na distância que me separa de meu ideal, como uma quantificação do meu potencial. É isso o que me ajuda a eliminar as minhas imperfeições.

Muitas pessoas ao primeiro sinal de dificuldade simplesmente esquecem seus ideais, pelo fato de ser muito mais cômodo. Saibamos então que à medida que crescermos, mantermo-nos em nosso caminho fica cada vez mais difícil, porque o impacto do mundo ao nosso redor aumenta, ficando sempre mais difícil resistir às tentações da vida ociosa que a muito insistimos em levar.

Veja que é muito comum ouvirmos e também dizermos – não tenho tempo pra estudar – ler, ou praticar um esporte, mas para assistirmos televisão, isso temos. É tudo uma questão de priorizarmos o que de fato queremos, ou melhor, ainda, de quantificarmos aquilo que queremos.

Gandhi em seu legado nos deixou tantos ensinamentos que simplesmente insistimos em não conhecer. Ele dizia a todos que o cercavam: Quando você defende o que acredita ser certo, precisa ter a coragem de admitir suas ações e enfrentar as consequências. Bonito isso não é?

Ele enfatizava também que com coragem vencemos batalhas, mas para vencermos uma guerra é preciso uma vontade indomável! E essa guerra, como analogia, é o nosso crescimento perante as imperfeições que acoplamos às nossas Essências de Luz nos muitos milhares de anos, em que criamos essa terceira dimensão.

Mas a coragem a que me refiro aqui não é tão radical como teve Gandhi, é apenas a de tratarmos os outros como a nós mesmos. Parece pouco não é? Fica então a pergunta: Por que não conseguimos fazer isso afinal?

Porque assim agindo colocamos em risco tudo o que construímos. Mesmo sendo em prol de uma causa nobre, dificilmente conseguimos ser fieis a nossos pensamentos e sentimentos. Pensamos de uma forma e agimos de outra.

Ainda citando Gandhi como exemplo: só conseguiremos tratar o outro como a nós mesmos, quando nos identificarmos com nossa crença no que é certo... só assim criaremos a coragem de realizar essa proeza. A identificação completa faz com que sintamos que não temos outra escolha.

Nossos irmãos maiores nos dizem com frequência, que enquanto não formos fieis aos nossos pensamentos e sentimentos, continuaremos a criar nossas angustias e ansiedades. “O sucesso que tanto almejamos só atingiremos, na medida em que conseguirmos estabelecer em nossas vidas, sólidas bases que sejam comuns a todos nós”. Do contrário continuaremos por um tempo infindável vivenciando essas experiências tridimensionais.

É simples! Se realmente quisermos crescer, a única regra que temos a seguir é fazermos ao outro, aquilo que gostaríamos que ele nos fizesse. Em breve, queiramos ou não, teremos de reconhecer que o bem do individuo está contido no bem comum, que todo o trabalho tem o mesmo valor e, que a vida de trabalho é que vale a pena ser vivida.

Comprometamo-nos “de forma determinada com a nossa evolução espiritual”, enxergando no outro a extensão de nossa própria energia, pois é esse a meu ver o ideal que devemos alimentar!

Luz em sua vida!

Palermo