" Você vem ao mundo sem coisa alguma. Assim, uma coisa é certa: nada lhe pertence. Você vem absolutamente despido, porém com ilusões. É por isso que toda criança nasce com as mãos fechadas, cerradas, acreditando que está trazendo tesouros, e aqueles punhos estão vazios.
E todos morrem com as mãos abertas. Tente morrer com as mãos cerradas, até o momento ninguém conseguiu. Ou tente nascer com as mãos abertas, ninguém conseguiu também. Nada lhe pertence, então você está preocupado com qual insegurança? Nada pode ser roubado, nada pode ser tirado de você.
Tudo o que você está usando pertence ao mundo.
E um dia você terá que deixar tudo aqui. Você não será capaz de levar coisa alguma com você. “Será que estou no caminho certo?”
As indicações de que você está no caminho certo são muito simples:
a) Suas tensões começam a desaparecer.
b) Você fica mais e mais senhor de si. Mais e mais calmo.
c) Encontrará beleza em coisas que jamais concebeu pudessem ser belas.
d) As menores coisas começarão a ter imenso significado.
e) O mundo inteiro se tornará mais e mais misterioso a cada dia.
f) Você se tornará menos e menos culto e mais e mais inocente como uma criança correndo atrás de borboletas, ou pegando conchas do mar numa praia.
g) Você sentirá a vida não como um problema, mas como uma dádiva, uma bênção, uma graça.
Essas indicações crescerão continuamente se você estiver na pista certa. Baste-se!
Não dependa de nada para ser feliz. Você tem a VIDA! "
Por favor, preencha a atmosfera com a vibração sublime dos Santos Nomes:
Hare Krsna Hare Krsna Krsna Krsna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare
Hare Krsna Hare Krsna Krsna Krsna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
A MONJA QUE VIVEU A BÍBLIA
Escritos de dois séculos que ainda desafiam as mentes mais céticas
Ana Catalina Emmerich nasceu na Alemanha em 1774, oriunda de família muito pobre, e fez-se monja na Ordem Agostiniana na cidade de Dulmen. Teve a vida marcada por contínuas doenças, ainda agravadas ao ficar inválida devido a um acidente. Já se valia do uso de discernimentos especiais desde seu nascimento, assim como podia compreender o latim litúrgico desde a primeira vez que fora à Missa. A freira - hoje, com milagres alcançados por seu intermédio reconhecidos pelo Vaticano - foi recentemente (03 de outubro de 2004) beatificada pelo Papa João Paulo II em Roma.
Quando criança, a própria afirmava - e o faria até sua morte - que via com freqüência seu anjo da guarda, assim como tinha o Menino Jesus como colega de brincadeiras. Durante os últimos 12 anos de sua vida nada comia, exceto a Sagrada Eucaristia; nem bebia, exceto água - subsistindo totalmente por meio da Santa Comunhão. Desde 1802 até sua morte adquirira as chagas da Coroa de Espinhos - instrumento de tortura aplicado a Jesus Cristo, durante sua paixão -, e, em 1812, todos os estigmas de Cristo, inclusive uma cruz sobre seu coração, além da ferida da lança ao lado. Emmerich era vista freqüentemente levitando quando em êxtase, e ainda possuía o dom impressionante da clarividência apenas ao toque de qualquer objeto que lhe fosse apresentado.
Segundo o ator e cineasta Mel Gibson, quando este estava atrás de fontes para o roteiro de A Paixão de Cristo, pesquisando à mesa, dentro de uma biblioteca, o livro com as visões da monja a respeito das últimas horas de vida de Jesus Cristo, inexplicavelmente, saltara do alto de uma estante, e caíra sobre seu colo. Resultado: praticamente cada ação do filme é uma representação fidedigna das anotações do poeta Clemens Brentano sobre as visões da monja. O livro se chama Vida, Paixão e Glorificação do Cordeiro de Deus.*
Em seus últimos anos, até sua morte em 1824, a freira recebia visões de cenas ambientadas na Pré-História, da vida de personagens do Antigo Testamento - incluindo Adão e Eva, Noé, Sansão e os profetas -, assim como de Cristo, da Virgem Maria, dos apóstolos e primeiros mártires, e da vida após a morte, bem como outras vidências de fatos que se concretizariam tempos depois, como a construção do Muro de Berlim, o Concílio Vaticano II, etc. Com as anotações de suas visões em mão, descobriu Reynolds os restos da cidade de Uhr na Caldéia. E a recém-descoberta morada da Virgem Maria em Éfeso resultara também ser, exatamente, onde e tal qual a monja havia descrito - por fora e por dentro. E também foi confirmada a presença de uma "reprodução ao natural" da via crucis, ao longo de um caminho próximo à morada, montada pela própria mãe de Jesus - o que a monja já havia relatado por volta de 100 anos antes de tal verificação. Isto vinha sendo um dado, até então, totalmente ignorado no mundo cristão, após a antiguidade.
Do mesmo modo se descobriram em 1981 as passarelas sob o Templo de Jerusalém, que Ana vira ao contemplar o mistério da lmaculada Conceição de Maria - dogma que não seria proclamado pela Igreja até trinta anos depois da morte da vidente. Ana Catalina Emmerich soube, pelo próprio Cristo, que suas faculdades de visão mística sobre passado, presente e futuro eram as maiores já possuídas por qualquer ser humano na História.
A seguir, uma mostra a fins ilustrativos, visto que, na totalidade, os escritos são bastante extensos.
O MISTÉRIO DA INIQÜIDADE
"Vi diferentes partes da Terra: meu guia me disse que se tratava da Europa e, mostrando-me um rincão arenoso, disse-me estas importantes palavras: - Tenho aqui a Prússia inimiga. E me orientou, a seguir, para um ponto mais ao norte dizendo: - Tenho aqui Moscou e, com ela, muitos males." (AA.III.133)
"Os habitantes eram de um orgulho inusitado. Vi que se armavam e que se trabalhava por todos os lados. Tudo era sombrio e ameaçador"...
A CRISE UNIVERSAL
Quando alcanço um país, vejo com mais freqüência sua capital, como num ponto central - o estado panorâmico deste país sob forma de noite, de bruma, de frio; vejo também, de muito perto, as sedes principais da perdição; compreendo tudo e posso contemplar cenas onde estão os maiores perigos. Destes focos de corrupção, vejo escoamentos e pântanos estenderem-se através do país como canais envenenados ao que, no meio de tudo isto, há gente piedosa em oração, há igrejas - onde repousa o Santo Sacramento -, há corpos inumeráveis de santos e bem-aventurados, há todas as obras de virtude, de humildade, de fé; e estas exercem uma ação que sufoca, apazigua, detêm o mal, e que ajuda onde se roga. A seguir, tenho visões onde tanto os ímpios como os bons passam ante meus olhos. (AA.II.408)
Vejo rondar sobre certos lugares e certas cidades, aparições horríveis que fazem ameaças com grandes perigos ou, inclusive, com uma destruição total. Vejo tais lugares derrubarem-se, de alguma maneira, à noite: n'outras, vejo o sangue correr a rios em batalhas suspensas no ar, nas nuvens. (AA.II.408)
E, sobre estes perigos, estes castigos, não os vejo como fatos isolados, mas como conseqüência do que ocorre em outros lugares: onde o pecado gera violência e combates corporais; e vejo o pecado se transformar na vara que açoita os culpados. (AA.II.409)
Atravessava a vinha (a diocese) de São Ludger (Munique), onde encontrei tudo debaixo de grande sofrimento, como anteriormente, e passei pela vinha de São Liboire (Paderborn), onde trabalhei por último, e a encontrei em vias de melhora. Passei pelo lugar (Praga) onde repousam São João Nepomuceno, São Venceslau, Santa Ludmila e outros santos. Tinham muitos santos, mas, entre os vivos, poucos sacerdotes piedosos, e me parecia que as pessoas boas e piedosas se mantinham escondidas com freqüência. Ia sempre na direção do meio-dia (depois desta subida, a nordeste), e passava adiante da grande cidade (Viena) que domina uma alta torre, e ao redor da qual há muitas avenidas e bairros. Deixava esta cidade à esquerda e atravessei uma região de altas montanhas (os Alpes austríacos onde ainda tinha, aqui e ali, muita gente piedosa, especialmente entre aqueles que viviam dispersos: depois, indo sempre para o meio dia, cheguei à vila marítima (Veneza) onde vi, recentemente, a São Inácio e seus colegas. Vi aí também grande uma corrupção (pela cidade): São Marcos e outros santos estavam presentes. Ia pela vinha de Santo Ambrósio (a diocese de Milão). Lembro-me de muitas visões e de graças obtidas pela intercessão de Santo Ambrósio, sobretudo pela ação exercida por Santo Agostinho. Aprendi muitas coisas sobre ele e, dentre outras, que tinha conhecido uma pessoa que tinha, num verdadeiro grau, o dom de reconhecer relíquias. Tive visões a propósito desse assunto e creio que ele falou sobre isso num de seus escritos...
Cheguei à casa de São Pedro e São Paulo (Roma) e vi um mundo tenebroso, cheio de angústia, de confusão e corrupção... vi nesta cidade terríveis ameaças vindas do norte. Partindo daí, atravessei as águas (o Mediterrâneo), atingindo as ilhas onde há uma mistura do bem e do mal, e constatei que os mais isolados eram os mais felizes - e os mais luminosos: depois fui à pátria de Francisco Xavier (Espanha), visto que eu viajava na direção do poente. Vi ali numerosos santos e o país ocupado por soldados vermelhos. (AA.II.411)
Seu chefe (o de Espanha) estava na direção do meio-dia de além-mar. Vi este país (onde se encontrava o chefe) passivamente calmo em comparação à pátria de Santo Inácio, onde entrei logo a seguir, e a vi num estado horrível. (AA.II.414)
Vi trevas estendidas por toda esta região sobre a qual repousava um tesouro de méritos e de graças provenientes de Santo Inácio. Eu me encontrava no ponto central do país. Reconheci o lugar onde, muito tempo antes, havia visto inocentes arrojados numa fogueira. (AA.II.414)
Vi, finalmente, os inimigos do interior, avançando por todos os lados. Aqueles que atiçavam o fogo, agora, se atiravam, eles mesmos, à fogueira. (AA.II.415)
Vi enormes abominações estenderem-se sobre o país. Meu guia me disse: "Hoje Babel está aqui.". E vi por todo o país uma longa corrente de sociedades secretas, com uma missão como em Babel, e vi o encadeamento destas coisas, até a construção da torre, num tecido, fino como uma teia de aranha, estendendo-se através de todos os lugares e de toda a História: o produto supremo desta floração era Semirâmis, a mulher diabólica. (AA.II.415)
Vi destruir tudo o que era sagrado e a impiedade e a heresia se irromperem. (AA.II.415)
Havia uma ameaça de guerra civil, e de uma crise interna que iria destruí-lo todo. (AA.II.415)
Após este país desgraçado (Espanha), fui conduzida acima do mar, aproximadamente ao norte, numa ilha onde esteve São Patrício (Irlanda). Não tinha mais que católicos, mas estavam muito oprimidos: mantinham, no entanto, relações com o Papa, mas em segredo. Havia ainda muito de bom neste país pois as pessoas eram unidas entre si. (AA.II.416)
Da ilha de São Patrício cheguei, através de um braço de mar (Mar da Irlanda), a uma grande ilha.
Era sombria, brumosa e fria.
Vi por aqui e ali alguns grupos de piedosos sectários (...) o resto, encontravam-se todos numa grande agitação.
Quase todo povo estava dividido em dois partidos, que estavam ocupados com intrigas tenebrosas e más.
O partido mais numeroso era o mais perverso: o menos numeroso tinha os soldados a suas ordens; também não valia grande coisa, no entanto, valia mais. Vi grande confusão e uma luta se aproximar, e vi o partido menos numeroso tomar o poder.
Havia em tudo isto manobras abomináveis: traições mútuas, todos se vigiavam uns aos outros, e cada um parecia ser o espião de seu vizinho.
Acima deste país vi uma grande quantidade de amigos de Deus de tempos passados: quantos santos reis, bispos, propagadores do cristianismo que tinham vindo de lá, e faziam a Alemanha trabalhar a nosso favor! Vi Santa Walburge, o Rei Eduardo, Edgar e também Santa Úrsula.
Vi muita miséria no país frio e brumoso: vi a opulência, vícios e numerosos navios.
Dali, fui ao levante, além do mar, a um território frio onde vi Santa Brígida (da Suécia), São Canut (Rei da Dinamarca e seu patrono) e São Eric (Rei da Suécia). Este país era mais tranqüilo e pobre que o precedente, mas também era frio, brumoso e sombrio. Não lembro mais o que vi, ou o que se fez ali. Todo mundo era protestante. (AA.II.417)
Deste lugar, me dirigi a um imenso território (Rússia) completamente tenebroso e cheio de maldade, dali surgiam grandes tormentas. Os habitantes eram de um orgulho inusitado. (AA.II.418)
Construíam grandes igrejas e acreditavam estar com a razão. Vi que se armavam e que se trabalhava por todos os lados: tudo era sombrio e ameaçador. Vi São Basílio e outros. Avistei sobre o castelo de telhados deslumbrantes o Maligno, que se mantinha nos pináculos. (AA.II.418)
Enquanto tudo isto surgia como um desenrolar de cenas tenebrosas que vejo nestes países, também vejo os bons germes luminosos que há neles; e iniciam-se mais cenas, situadas numa região mais elevada. Vejo acima de cada país um mundo de luz que representa tudo que se fez por este através dos santos - filhos destes países, os tesouros de graças da Igreja, que os mesmos fizeram descer sobre si pelos méritos de Jesus Cristo. Vi, acima das igrejas devastadas, sobrepujarem-se as igrejas na luz; vi os bispos e os doutores, os mártires, os confessores, os videntes e todos os privilegiados da graça que viveram ali: entro nas cenas onde figuram seus milagres e as graças que estes têm recebido, e tenho as visões, as revelações, as aparições mais importantes que receberam. Vejo todas as suas vidas e suas relações, a ação que exerceram de perto ou de longe, o encadeamento de seus trabalhos, e os efeitos produzidos por estes até distâncias mais afastadas. Vejo tudo o que foi feito, como tudo foi aniquilado e como, contudo, a bênção permanece sempre sobre as vias que estas pessoas percorreram. Como se permanece sempre em união com a pátria e seu rebanho pela intermediação de gente piedosa que guarda suas memórias. Particularmente, seus esqueletos, onde repousam, são, por meio de uma relação íntima que religa o homem de hoje a estes - que se foram -, fonte de caridade e de intercessão.
Sem o socorro de Deus não se poderia contemplar tanta miséria e abominação - que provocariam tal caridade e misericórdia -, sem que se morresse de dor. (AA.II.409)
Continua... A MONJA QUE VIVEU A BÍBLIA - Parte II
A continuação das profecias de Ana Catalina Emmerich. Veja também a Primeira parte da matéria.
A NATUREZA FERIDA DE MORTE
Vi a Terra como uma superfície redonda, coberta de escuridão e trevas. (AA.II.158) Tudo secava e parecia perecer. Via isto em inumeráveis detalhes com criaturas de toda espécie - tais como as árvores, os arbustos, as plantas, as flores e os campos. Era como se a água tivesse sido tirada dos ribeiros, das fontes, dos rios e dos mares, ou como se ela voltasse a sua origem, às águas que estão acima do firmamento e ao redor do Paraíso. Atravessei a terra desolada e vi os rios como linhas delgadas, os mares como negros abismos, onde não se via mais do que alguns charcos de água ao centro. Todo o resto era lama espessa e turva na qual via animais e peixes enormes presos, lutando contra a morte. Ia o suficientemente longe para poder reconhecer a orla do mar onde tinha visto, antes, São Clemente se afogar. Passei, também, por lugares e por homens no mais lamentável estado de confusão e perdição e, à medida que a terra se tornava mais desolada e mais árida, contemplei as obras tenebrosas dos homens que as cruzavam. Vi muitas abominações bem de perto; reconheci Roma e vi a Igreja oprimida e sua decadência no interior e exterior. (AA.III.158)
CINQÜENTA OU SESSENTA ANOS ANTES DO ANO 2000
No meio do Inferno havia um abismo horrível; Lúcifer foi ali precipitado, carregado de correntes, uma espessa fumaça o rodeava por toda parte. Seu destino era regulado por uma lei que Deus mesmo havia ditado; vi que, cinqüenta ou sessenta anos, se não me equivoco, antes do ano 2000, Lúcifer haveria de sair durante algum tempo do abismo.
Vi muitos outros dados que esqueci, outros demônios deviam também ser postos em liberdade numa época mais ou menos longínqua, com o fim de tentar os homem - e de servir de instrumentos à justiça divina. Muitos destes demônios devem sair do abismo nesta época, e outros de aqui a pouco tempo. (DD.452)
Vi que os apóstolos foram enviados à maior parte da Terra para abater, por todas as partes, o poder de Satã, e para contribuir com bênçãos, e que as regiões onde operaram eram as que tinham sido mais fortemente envenenadas pelo inimigo.
Se estes países não perseveraram na fé cristã, e estão agora deixados ao abandono, isto foi, como o vi, por sábia disposição da Providência. Estes deviam ser somente abençoados para o porvir, e permanecem baldios com o fim de que, semeados de novo, levem frutos em abundância quando os demais se tenham ficado sem bases. (AA.II.340)
Quando Jesus desceu sobre a Terra, e foi a terra regada com seu sangue, a potência infernal diminuiu consideravelmente, e suas manifestações se fizeram mais tímidas. (BV.56)
A RECONSTRUÇÃO DA IGREJA
Então, vi reconstruir a Igreja muito rapidamente e com mais magnificência que nunca. (AA.III.114) Vi uma mulher cheia de majestade avançar na grande vaga que está diante da Igreja. Ela mantinha seu amplo manto sobre os dois braços e se elevava suavemente no ar. Pousara sobre o domo e, agora, estende sobre toda a extensão da Igreja seu manto, que parecia irradiar ouro. Os demolidores tinham tomado um momento de repouso mas, quando quiseram voltar ao trabalho, foi-lhes absolutamente impossível acercar-se ao espaço coberto pelo manto. (AA.II.204)
Depois vi, ao longe, acercar-se grandes cortes, ordenadas em círculo ao redor da Igreja, umas sobre a Terra, outras no Céu. A primeira se compunha de homens e mulheres jovens, a segunda, de pessoas casadas de toda condição, entre as quais, reis e rainhas, a terça, de religiosos, a quarta, de militares. Diante destes vi um homem montado sobre um cavalo branco. A última tropa estava composta de burgueses e de paisanos dos quais muitos estavam marcados na testa com uma cruz vermelha. (AA.III.113)
Vi a Igreja de São Pedro: estava nua, com exceção do coro e do altar maior. Depois, vieram de todas as partes do mundo, sacerdotes e laicos que refizeram os muros de pedra. (AA.III.118)
Enquanto se acercavam, cativos e oprimidos foram libertos e se uniram a estes. (AA.III.114)
Todos os demolidores e conjurados foram expulsos de todos os cantos e, sem saber como, reunidos numa única massa confusa e coberta de bruma. Eles não sabiam nem o que tinham feito, nem o que deviam fazer, e corriam, batendo a cabeça uns contra os outros. Quando foram reunidos numa só massa, vi-os abandonar sua missão de demolição da Igreja, e perder-se nos diversos grupos. (AA.III.114) Então, vi a Igreja se refazer muito rapidamente e com maior poder e grandeza que nunca: porque as pessoas de todas as cortes faziam passar as pedras de um extremo do mundo ao outro. Quando os grupos mais afastados se acercavam, os que estavam mais perto do centro se retiravam após os outros. Era como se representassem as diversas obras da oração, e o grupo de soldados, as obras da guerra. Vi neste, amigos e inimigos pertencentes a todas as nações. Eram, simplesmente, militares como os nossos (como os soldados de seu tempo), e vestidos de forma igual (com uniformes).
O círculo que formavam não estava fechado, mas tinha, na direção ao norte, um grande intervalo vazio e sombrio: era como um buraco, como um precipício. Tive o sentimento de que havia ali um território coberto de trevas. (AA.III.114)
Vi também uma parte deste grupo permanecer atrás: não queria ir mais adiante - e todos tinham um aspecto sombrio, e permaneciam uns contra outros. Em todos estes grupos, vi muitas pessoas que deviam sofrer o martírio por Jesus: havia ali, entretanto, muitos perversos, e outra segregação teria que se suceder para mais adiante...
Não obstante, vi a Igreja completamente restaurada; e acima dela, sobre uma montanha, o Cordeiro de Deus rodeado de um grupo de virgens com palmas nas mãos, e também os cinco círculos formados pelas cortes celestiais correspondentes àquelas daqui de baixo, pertencentes à Terra. (AA.III.113-115)
A GUERRA ESPIRITUAL
Vi grandes tropas, vindas de vários países, dirigirem-se a um ponto, e combates que se travavam por toda parte. Vi, em meio a estes, uma grande mancha negra, como um enorme buraco. Os que combatiam ao redor eram cada vez menos numerosos, e muitos caíam, sem nem se dar conta. Durante esse tempo vi, todavia, em meio a desastres, os doze homens (os apóstolos dos últimos tempos) que já narrei, dispersos em diversos lugares sem saber nada uns dos outros, receberem raios de água viva (que abundam da Montanha dos Profetas).
Vi que todos tinham o mesmo trabalho em diversos cantos; que não sabiam de onde se havia pedido que o executassem, e quando algo se concluía, lhes eram mostradas outras para que se fizesse. Eram sempre em doze, onde ninguém tinha mais de quarenta anos... vi que todos recebiam de Deus o que se tinha perdido, e que operavam o bem por todos os lados; eram todos católicos. Vi também, nos tenebrosos destruidores, falsos profetas e gente que trabalhava contra os escritos dos doze novos apóstolos.
Como as forças dos que combatiam ao redor do tenebroso abismo se iam debilitando cada vez mais, e como durante o combate toda uma cidade se tinha desaparecido, os doze homens apostólicos ganhavam, sem cessar, um grande número de aderentes, e da outra cidade (Roma) partiam como um cone luminoso que entrava no círculo sombrio. (AA.III.159)
AS DUAS CIDADES
Vi em duas esferas opostas o império de Satã e o império do Salvador. Vi a cidade de Satã e uma mulher, a prostituta da Babilônia, com seus profetas e suas profetisas, seus taumaturgos e seus apóstolos. Aí, tudo era rico, brilhante, magnífico, comparado com o império do Salvador. Vi ali reis, imperadores, sacerdotes magnificamente vestidos, e em suas carruagens; Satã tinha um trono magnífico.
Ao mesmo tempo vi o império do Salvador, pobre visível apenas sobre a Terra, afundado no luto e na desolação. A Igreja me foi apresentada ao mesmo tempo sob os feitos heróicos da Virgem e do Salvador na cruz, cujo lado entreaberto parecia indicar ao pecador o asilo da graça. (BB.IV.168)
O PAPA FUTURO
Lhe vi ao mesmo tempo, suave e severo. Sabia atrair os bons sacerdotes e rejeitar pra longe os maus. Vi tudo renovar-se, e uma Igreja que se elevava até o céu. (AA.III.103)
Vi um novo Papa muito firme. (AA.III.161)
Houve, na Igreja espiritual, uma festa de ação de graças; havia ali uma glória maravilhosa, um trono magnificamente enfeitado. São Paulo, Santo Agostinho e outros santos convertidos figuravam de uma maneira muito especial. Era uma festa onde a Igreja triunfante agradecia a Deus de uma grande graça que deveria se consumar no futuro. Era algo como uma consagração futura. Isto tinha relação com a mudança moral operada num homem esbelto e muito jovem, que deve, um dia, chegar a ser Papa.
Também nesta visão vi muitos cristãos entrarem na Igreja. Entravam através dos muros desta. (AA.III.177)
Vi que este Papa deverá ser bem severo, e que afastará a todos os bispos mornos e frios. Mas muito tempo deve ainda se passar até que isto ocorra.(AA.III.177)
Vi este futuro Papa na Igreja ser rodeado de outros homens piedosos: estava relacionado a esse velho sacerdote que vi morrer em Roma, faz alguns dias.
O jovem já estava em seus paramentos, e parecia que receberia hoje (27 de janeiro de 1822) uma insígnia. Não é romano, senão italiano, de um lugar que não está muito afastado de Roma, e pertence, creio, a uma piedosa família nobre. (Tratava-se do futuro Papa Pio IX) (AA.III.178)
O RETORNO À UNIDADE CRISTÃ
O Papa não estava na Igreja. Encontrava-se oculto. (AA.II.493)
Creio que aqueles que estavam na Igreja não sabiam onde estivesse. Não sabiam se este rezava ou se estava morto. Mas vi que todos os assistentes, sacerdotes e laicos deviam pôr a mão sobre uma passagem do livro dos evangelhos, e que sobre muitos deles descia, como um sinal particular, uma luz que era transmitida pelos santos apóstolos e santos bispos. Vi também que vários deles o faziam apenas de maneira formal. (AA.II.493)
Muitos antigos dignatários eclesiásticos, tendo-se postos a serviço dos maus bispos, haviam deixado no esquecimento os interesses da Igreja, e passaram a se arrastar em muletas, como coxos e paralíticos; e foram levados por dois guias, e receberam seu perdão. (AA.II.492)
Fora, ao redor da Igreja, vi chegarem muitos judeus que queriam entrar, mas que não o podiam fazer ainda. Ao final, aqueles que não tinham entrado no início, chegaram, formando uma multidão inumerável: mas vi, então, o livro fechar-se inesperadamente, como sob o impulso de um poder sobrenatural. Ao horizonte, vi um sangrento e terrível combate e, especialmente, uma grande ala do lado norte e pelo poente.
Foi uma grande visão de grande impacto. Sinto muito ter-me esquecido o lugar do livro sobre o qual se devia colocar o dedo. (AA.II.493)
Conheci, por uma visão, que, ao fim do mundo, uma batalha se iniciará contra o Anticristo, nas planícies de Megido. (EE.I.234)
O TEMPO DE PAZ
Neste dia Ana Catalina teve uma longa conversa com dois de seus visitantes celestiais: São Francisco de Salgues e São Francisco de Chantal. Eles diziam que a época atual era muito triste, mas que após tantas tribulações, viria um tempo de paz no que a religião retomaria seu império, e no que haveria entre os homens muita cordialidade e caridade, e que, então, muitos conventos refloresceriam no real sentido da palavra. Tive também uma visão deste tempo longínquo que não posso descrever, mas vi sobre toda a Terra retirar-se a noite, e o amor estender uma nova vida. Tive nesta ocasião visões de toda espécie sobre o renascimento das ordens religiosas. (AA.II.440) O tempo do Anticristo não está tão próximo como alguns pensam. Terá ainda precursores. Vi em duas cidades a doutores da escola das quais sairiam tais precursores. (AA.II.441)
Ana Catalina Emmerich nasceu na Alemanha em 1774, oriunda de família muito pobre, e fez-se monja na Ordem Agostiniana na cidade de Dulmen. Teve a vida marcada por contínuas doenças, ainda agravadas ao ficar inválida devido a um acidente. Já se valia do uso de discernimentos especiais desde seu nascimento, assim como podia compreender o latim litúrgico desde a primeira vez que fora à Missa. A freira - hoje, com milagres alcançados por seu intermédio reconhecidos pelo Vaticano - foi recentemente (03 de outubro de 2004) beatificada pelo Papa João Paulo II em Roma.
Quando criança, a própria afirmava - e o faria até sua morte - que via com freqüência seu anjo da guarda, assim como tinha o Menino Jesus como colega de brincadeiras. Durante os últimos 12 anos de sua vida nada comia, exceto a Sagrada Eucaristia; nem bebia, exceto água - subsistindo totalmente por meio da Santa Comunhão. Desde 1802 até sua morte adquirira as chagas da Coroa de Espinhos - instrumento de tortura aplicado a Jesus Cristo, durante sua paixão -, e, em 1812, todos os estigmas de Cristo, inclusive uma cruz sobre seu coração, além da ferida da lança ao lado. Emmerich era vista freqüentemente levitando quando em êxtase, e ainda possuía o dom impressionante da clarividência apenas ao toque de qualquer objeto que lhe fosse apresentado.
Segundo o ator e cineasta Mel Gibson, quando este estava atrás de fontes para o roteiro de A Paixão de Cristo, pesquisando à mesa, dentro de uma biblioteca, o livro com as visões da monja a respeito das últimas horas de vida de Jesus Cristo, inexplicavelmente, saltara do alto de uma estante, e caíra sobre seu colo. Resultado: praticamente cada ação do filme é uma representação fidedigna das anotações do poeta Clemens Brentano sobre as visões da monja. O livro se chama Vida, Paixão e Glorificação do Cordeiro de Deus.*
Em seus últimos anos, até sua morte em 1824, a freira recebia visões de cenas ambientadas na Pré-História, da vida de personagens do Antigo Testamento - incluindo Adão e Eva, Noé, Sansão e os profetas -, assim como de Cristo, da Virgem Maria, dos apóstolos e primeiros mártires, e da vida após a morte, bem como outras vidências de fatos que se concretizariam tempos depois, como a construção do Muro de Berlim, o Concílio Vaticano II, etc. Com as anotações de suas visões em mão, descobriu Reynolds os restos da cidade de Uhr na Caldéia. E a recém-descoberta morada da Virgem Maria em Éfeso resultara também ser, exatamente, onde e tal qual a monja havia descrito - por fora e por dentro. E também foi confirmada a presença de uma "reprodução ao natural" da via crucis, ao longo de um caminho próximo à morada, montada pela própria mãe de Jesus - o que a monja já havia relatado por volta de 100 anos antes de tal verificação. Isto vinha sendo um dado, até então, totalmente ignorado no mundo cristão, após a antiguidade.
Do mesmo modo se descobriram em 1981 as passarelas sob o Templo de Jerusalém, que Ana vira ao contemplar o mistério da lmaculada Conceição de Maria - dogma que não seria proclamado pela Igreja até trinta anos depois da morte da vidente. Ana Catalina Emmerich soube, pelo próprio Cristo, que suas faculdades de visão mística sobre passado, presente e futuro eram as maiores já possuídas por qualquer ser humano na História.
A seguir, uma mostra a fins ilustrativos, visto que, na totalidade, os escritos são bastante extensos.
O MISTÉRIO DA INIQÜIDADE
"Vi diferentes partes da Terra: meu guia me disse que se tratava da Europa e, mostrando-me um rincão arenoso, disse-me estas importantes palavras: - Tenho aqui a Prússia inimiga. E me orientou, a seguir, para um ponto mais ao norte dizendo: - Tenho aqui Moscou e, com ela, muitos males." (AA.III.133)
"Os habitantes eram de um orgulho inusitado. Vi que se armavam e que se trabalhava por todos os lados. Tudo era sombrio e ameaçador"...
A CRISE UNIVERSAL
Quando alcanço um país, vejo com mais freqüência sua capital, como num ponto central - o estado panorâmico deste país sob forma de noite, de bruma, de frio; vejo também, de muito perto, as sedes principais da perdição; compreendo tudo e posso contemplar cenas onde estão os maiores perigos. Destes focos de corrupção, vejo escoamentos e pântanos estenderem-se através do país como canais envenenados ao que, no meio de tudo isto, há gente piedosa em oração, há igrejas - onde repousa o Santo Sacramento -, há corpos inumeráveis de santos e bem-aventurados, há todas as obras de virtude, de humildade, de fé; e estas exercem uma ação que sufoca, apazigua, detêm o mal, e que ajuda onde se roga. A seguir, tenho visões onde tanto os ímpios como os bons passam ante meus olhos. (AA.II.408)
Vejo rondar sobre certos lugares e certas cidades, aparições horríveis que fazem ameaças com grandes perigos ou, inclusive, com uma destruição total. Vejo tais lugares derrubarem-se, de alguma maneira, à noite: n'outras, vejo o sangue correr a rios em batalhas suspensas no ar, nas nuvens. (AA.II.408)
E, sobre estes perigos, estes castigos, não os vejo como fatos isolados, mas como conseqüência do que ocorre em outros lugares: onde o pecado gera violência e combates corporais; e vejo o pecado se transformar na vara que açoita os culpados. (AA.II.409)
Atravessava a vinha (a diocese) de São Ludger (Munique), onde encontrei tudo debaixo de grande sofrimento, como anteriormente, e passei pela vinha de São Liboire (Paderborn), onde trabalhei por último, e a encontrei em vias de melhora. Passei pelo lugar (Praga) onde repousam São João Nepomuceno, São Venceslau, Santa Ludmila e outros santos. Tinham muitos santos, mas, entre os vivos, poucos sacerdotes piedosos, e me parecia que as pessoas boas e piedosas se mantinham escondidas com freqüência. Ia sempre na direção do meio-dia (depois desta subida, a nordeste), e passava adiante da grande cidade (Viena) que domina uma alta torre, e ao redor da qual há muitas avenidas e bairros. Deixava esta cidade à esquerda e atravessei uma região de altas montanhas (os Alpes austríacos onde ainda tinha, aqui e ali, muita gente piedosa, especialmente entre aqueles que viviam dispersos: depois, indo sempre para o meio dia, cheguei à vila marítima (Veneza) onde vi, recentemente, a São Inácio e seus colegas. Vi aí também grande uma corrupção (pela cidade): São Marcos e outros santos estavam presentes. Ia pela vinha de Santo Ambrósio (a diocese de Milão). Lembro-me de muitas visões e de graças obtidas pela intercessão de Santo Ambrósio, sobretudo pela ação exercida por Santo Agostinho. Aprendi muitas coisas sobre ele e, dentre outras, que tinha conhecido uma pessoa que tinha, num verdadeiro grau, o dom de reconhecer relíquias. Tive visões a propósito desse assunto e creio que ele falou sobre isso num de seus escritos...
Cheguei à casa de São Pedro e São Paulo (Roma) e vi um mundo tenebroso, cheio de angústia, de confusão e corrupção... vi nesta cidade terríveis ameaças vindas do norte. Partindo daí, atravessei as águas (o Mediterrâneo), atingindo as ilhas onde há uma mistura do bem e do mal, e constatei que os mais isolados eram os mais felizes - e os mais luminosos: depois fui à pátria de Francisco Xavier (Espanha), visto que eu viajava na direção do poente. Vi ali numerosos santos e o país ocupado por soldados vermelhos. (AA.II.411)
Seu chefe (o de Espanha) estava na direção do meio-dia de além-mar. Vi este país (onde se encontrava o chefe) passivamente calmo em comparação à pátria de Santo Inácio, onde entrei logo a seguir, e a vi num estado horrível. (AA.II.414)
Vi trevas estendidas por toda esta região sobre a qual repousava um tesouro de méritos e de graças provenientes de Santo Inácio. Eu me encontrava no ponto central do país. Reconheci o lugar onde, muito tempo antes, havia visto inocentes arrojados numa fogueira. (AA.II.414)
Vi, finalmente, os inimigos do interior, avançando por todos os lados. Aqueles que atiçavam o fogo, agora, se atiravam, eles mesmos, à fogueira. (AA.II.415)
Vi enormes abominações estenderem-se sobre o país. Meu guia me disse: "Hoje Babel está aqui.". E vi por todo o país uma longa corrente de sociedades secretas, com uma missão como em Babel, e vi o encadeamento destas coisas, até a construção da torre, num tecido, fino como uma teia de aranha, estendendo-se através de todos os lugares e de toda a História: o produto supremo desta floração era Semirâmis, a mulher diabólica. (AA.II.415)
Vi destruir tudo o que era sagrado e a impiedade e a heresia se irromperem. (AA.II.415)
Havia uma ameaça de guerra civil, e de uma crise interna que iria destruí-lo todo. (AA.II.415)
Após este país desgraçado (Espanha), fui conduzida acima do mar, aproximadamente ao norte, numa ilha onde esteve São Patrício (Irlanda). Não tinha mais que católicos, mas estavam muito oprimidos: mantinham, no entanto, relações com o Papa, mas em segredo. Havia ainda muito de bom neste país pois as pessoas eram unidas entre si. (AA.II.416)
Da ilha de São Patrício cheguei, através de um braço de mar (Mar da Irlanda), a uma grande ilha.
Era sombria, brumosa e fria.
Vi por aqui e ali alguns grupos de piedosos sectários (...) o resto, encontravam-se todos numa grande agitação.
Quase todo povo estava dividido em dois partidos, que estavam ocupados com intrigas tenebrosas e más.
O partido mais numeroso era o mais perverso: o menos numeroso tinha os soldados a suas ordens; também não valia grande coisa, no entanto, valia mais. Vi grande confusão e uma luta se aproximar, e vi o partido menos numeroso tomar o poder.
Havia em tudo isto manobras abomináveis: traições mútuas, todos se vigiavam uns aos outros, e cada um parecia ser o espião de seu vizinho.
Acima deste país vi uma grande quantidade de amigos de Deus de tempos passados: quantos santos reis, bispos, propagadores do cristianismo que tinham vindo de lá, e faziam a Alemanha trabalhar a nosso favor! Vi Santa Walburge, o Rei Eduardo, Edgar e também Santa Úrsula.
Vi muita miséria no país frio e brumoso: vi a opulência, vícios e numerosos navios.
Dali, fui ao levante, além do mar, a um território frio onde vi Santa Brígida (da Suécia), São Canut (Rei da Dinamarca e seu patrono) e São Eric (Rei da Suécia). Este país era mais tranqüilo e pobre que o precedente, mas também era frio, brumoso e sombrio. Não lembro mais o que vi, ou o que se fez ali. Todo mundo era protestante. (AA.II.417)
Deste lugar, me dirigi a um imenso território (Rússia) completamente tenebroso e cheio de maldade, dali surgiam grandes tormentas. Os habitantes eram de um orgulho inusitado. (AA.II.418)
Construíam grandes igrejas e acreditavam estar com a razão. Vi que se armavam e que se trabalhava por todos os lados: tudo era sombrio e ameaçador. Vi São Basílio e outros. Avistei sobre o castelo de telhados deslumbrantes o Maligno, que se mantinha nos pináculos. (AA.II.418)
Enquanto tudo isto surgia como um desenrolar de cenas tenebrosas que vejo nestes países, também vejo os bons germes luminosos que há neles; e iniciam-se mais cenas, situadas numa região mais elevada. Vejo acima de cada país um mundo de luz que representa tudo que se fez por este através dos santos - filhos destes países, os tesouros de graças da Igreja, que os mesmos fizeram descer sobre si pelos méritos de Jesus Cristo. Vi, acima das igrejas devastadas, sobrepujarem-se as igrejas na luz; vi os bispos e os doutores, os mártires, os confessores, os videntes e todos os privilegiados da graça que viveram ali: entro nas cenas onde figuram seus milagres e as graças que estes têm recebido, e tenho as visões, as revelações, as aparições mais importantes que receberam. Vejo todas as suas vidas e suas relações, a ação que exerceram de perto ou de longe, o encadeamento de seus trabalhos, e os efeitos produzidos por estes até distâncias mais afastadas. Vejo tudo o que foi feito, como tudo foi aniquilado e como, contudo, a bênção permanece sempre sobre as vias que estas pessoas percorreram. Como se permanece sempre em união com a pátria e seu rebanho pela intermediação de gente piedosa que guarda suas memórias. Particularmente, seus esqueletos, onde repousam, são, por meio de uma relação íntima que religa o homem de hoje a estes - que se foram -, fonte de caridade e de intercessão.
Sem o socorro de Deus não se poderia contemplar tanta miséria e abominação - que provocariam tal caridade e misericórdia -, sem que se morresse de dor. (AA.II.409)
Continua... A MONJA QUE VIVEU A BÍBLIA - Parte II
A continuação das profecias de Ana Catalina Emmerich. Veja também a Primeira parte da matéria.
A NATUREZA FERIDA DE MORTE
Vi a Terra como uma superfície redonda, coberta de escuridão e trevas. (AA.II.158) Tudo secava e parecia perecer. Via isto em inumeráveis detalhes com criaturas de toda espécie - tais como as árvores, os arbustos, as plantas, as flores e os campos. Era como se a água tivesse sido tirada dos ribeiros, das fontes, dos rios e dos mares, ou como se ela voltasse a sua origem, às águas que estão acima do firmamento e ao redor do Paraíso. Atravessei a terra desolada e vi os rios como linhas delgadas, os mares como negros abismos, onde não se via mais do que alguns charcos de água ao centro. Todo o resto era lama espessa e turva na qual via animais e peixes enormes presos, lutando contra a morte. Ia o suficientemente longe para poder reconhecer a orla do mar onde tinha visto, antes, São Clemente se afogar. Passei, também, por lugares e por homens no mais lamentável estado de confusão e perdição e, à medida que a terra se tornava mais desolada e mais árida, contemplei as obras tenebrosas dos homens que as cruzavam. Vi muitas abominações bem de perto; reconheci Roma e vi a Igreja oprimida e sua decadência no interior e exterior. (AA.III.158)
CINQÜENTA OU SESSENTA ANOS ANTES DO ANO 2000
No meio do Inferno havia um abismo horrível; Lúcifer foi ali precipitado, carregado de correntes, uma espessa fumaça o rodeava por toda parte. Seu destino era regulado por uma lei que Deus mesmo havia ditado; vi que, cinqüenta ou sessenta anos, se não me equivoco, antes do ano 2000, Lúcifer haveria de sair durante algum tempo do abismo.
Vi muitos outros dados que esqueci, outros demônios deviam também ser postos em liberdade numa época mais ou menos longínqua, com o fim de tentar os homem - e de servir de instrumentos à justiça divina. Muitos destes demônios devem sair do abismo nesta época, e outros de aqui a pouco tempo. (DD.452)
Vi que os apóstolos foram enviados à maior parte da Terra para abater, por todas as partes, o poder de Satã, e para contribuir com bênçãos, e que as regiões onde operaram eram as que tinham sido mais fortemente envenenadas pelo inimigo.
Se estes países não perseveraram na fé cristã, e estão agora deixados ao abandono, isto foi, como o vi, por sábia disposição da Providência. Estes deviam ser somente abençoados para o porvir, e permanecem baldios com o fim de que, semeados de novo, levem frutos em abundância quando os demais se tenham ficado sem bases. (AA.II.340)
Quando Jesus desceu sobre a Terra, e foi a terra regada com seu sangue, a potência infernal diminuiu consideravelmente, e suas manifestações se fizeram mais tímidas. (BV.56)
A RECONSTRUÇÃO DA IGREJA
Então, vi reconstruir a Igreja muito rapidamente e com mais magnificência que nunca. (AA.III.114) Vi uma mulher cheia de majestade avançar na grande vaga que está diante da Igreja. Ela mantinha seu amplo manto sobre os dois braços e se elevava suavemente no ar. Pousara sobre o domo e, agora, estende sobre toda a extensão da Igreja seu manto, que parecia irradiar ouro. Os demolidores tinham tomado um momento de repouso mas, quando quiseram voltar ao trabalho, foi-lhes absolutamente impossível acercar-se ao espaço coberto pelo manto. (AA.II.204)
Depois vi, ao longe, acercar-se grandes cortes, ordenadas em círculo ao redor da Igreja, umas sobre a Terra, outras no Céu. A primeira se compunha de homens e mulheres jovens, a segunda, de pessoas casadas de toda condição, entre as quais, reis e rainhas, a terça, de religiosos, a quarta, de militares. Diante destes vi um homem montado sobre um cavalo branco. A última tropa estava composta de burgueses e de paisanos dos quais muitos estavam marcados na testa com uma cruz vermelha. (AA.III.113)
Vi a Igreja de São Pedro: estava nua, com exceção do coro e do altar maior. Depois, vieram de todas as partes do mundo, sacerdotes e laicos que refizeram os muros de pedra. (AA.III.118)
Enquanto se acercavam, cativos e oprimidos foram libertos e se uniram a estes. (AA.III.114)
Todos os demolidores e conjurados foram expulsos de todos os cantos e, sem saber como, reunidos numa única massa confusa e coberta de bruma. Eles não sabiam nem o que tinham feito, nem o que deviam fazer, e corriam, batendo a cabeça uns contra os outros. Quando foram reunidos numa só massa, vi-os abandonar sua missão de demolição da Igreja, e perder-se nos diversos grupos. (AA.III.114) Então, vi a Igreja se refazer muito rapidamente e com maior poder e grandeza que nunca: porque as pessoas de todas as cortes faziam passar as pedras de um extremo do mundo ao outro. Quando os grupos mais afastados se acercavam, os que estavam mais perto do centro se retiravam após os outros. Era como se representassem as diversas obras da oração, e o grupo de soldados, as obras da guerra. Vi neste, amigos e inimigos pertencentes a todas as nações. Eram, simplesmente, militares como os nossos (como os soldados de seu tempo), e vestidos de forma igual (com uniformes).
O círculo que formavam não estava fechado, mas tinha, na direção ao norte, um grande intervalo vazio e sombrio: era como um buraco, como um precipício. Tive o sentimento de que havia ali um território coberto de trevas. (AA.III.114)
Vi também uma parte deste grupo permanecer atrás: não queria ir mais adiante - e todos tinham um aspecto sombrio, e permaneciam uns contra outros. Em todos estes grupos, vi muitas pessoas que deviam sofrer o martírio por Jesus: havia ali, entretanto, muitos perversos, e outra segregação teria que se suceder para mais adiante...
Não obstante, vi a Igreja completamente restaurada; e acima dela, sobre uma montanha, o Cordeiro de Deus rodeado de um grupo de virgens com palmas nas mãos, e também os cinco círculos formados pelas cortes celestiais correspondentes àquelas daqui de baixo, pertencentes à Terra. (AA.III.113-115)
A GUERRA ESPIRITUAL
Vi grandes tropas, vindas de vários países, dirigirem-se a um ponto, e combates que se travavam por toda parte. Vi, em meio a estes, uma grande mancha negra, como um enorme buraco. Os que combatiam ao redor eram cada vez menos numerosos, e muitos caíam, sem nem se dar conta. Durante esse tempo vi, todavia, em meio a desastres, os doze homens (os apóstolos dos últimos tempos) que já narrei, dispersos em diversos lugares sem saber nada uns dos outros, receberem raios de água viva (que abundam da Montanha dos Profetas).
Vi que todos tinham o mesmo trabalho em diversos cantos; que não sabiam de onde se havia pedido que o executassem, e quando algo se concluía, lhes eram mostradas outras para que se fizesse. Eram sempre em doze, onde ninguém tinha mais de quarenta anos... vi que todos recebiam de Deus o que se tinha perdido, e que operavam o bem por todos os lados; eram todos católicos. Vi também, nos tenebrosos destruidores, falsos profetas e gente que trabalhava contra os escritos dos doze novos apóstolos.
Como as forças dos que combatiam ao redor do tenebroso abismo se iam debilitando cada vez mais, e como durante o combate toda uma cidade se tinha desaparecido, os doze homens apostólicos ganhavam, sem cessar, um grande número de aderentes, e da outra cidade (Roma) partiam como um cone luminoso que entrava no círculo sombrio. (AA.III.159)
AS DUAS CIDADES
Vi em duas esferas opostas o império de Satã e o império do Salvador. Vi a cidade de Satã e uma mulher, a prostituta da Babilônia, com seus profetas e suas profetisas, seus taumaturgos e seus apóstolos. Aí, tudo era rico, brilhante, magnífico, comparado com o império do Salvador. Vi ali reis, imperadores, sacerdotes magnificamente vestidos, e em suas carruagens; Satã tinha um trono magnífico.
Ao mesmo tempo vi o império do Salvador, pobre visível apenas sobre a Terra, afundado no luto e na desolação. A Igreja me foi apresentada ao mesmo tempo sob os feitos heróicos da Virgem e do Salvador na cruz, cujo lado entreaberto parecia indicar ao pecador o asilo da graça. (BB.IV.168)
O PAPA FUTURO
Lhe vi ao mesmo tempo, suave e severo. Sabia atrair os bons sacerdotes e rejeitar pra longe os maus. Vi tudo renovar-se, e uma Igreja que se elevava até o céu. (AA.III.103)
Vi um novo Papa muito firme. (AA.III.161)
Houve, na Igreja espiritual, uma festa de ação de graças; havia ali uma glória maravilhosa, um trono magnificamente enfeitado. São Paulo, Santo Agostinho e outros santos convertidos figuravam de uma maneira muito especial. Era uma festa onde a Igreja triunfante agradecia a Deus de uma grande graça que deveria se consumar no futuro. Era algo como uma consagração futura. Isto tinha relação com a mudança moral operada num homem esbelto e muito jovem, que deve, um dia, chegar a ser Papa.
Também nesta visão vi muitos cristãos entrarem na Igreja. Entravam através dos muros desta. (AA.III.177)
Vi que este Papa deverá ser bem severo, e que afastará a todos os bispos mornos e frios. Mas muito tempo deve ainda se passar até que isto ocorra.(AA.III.177)
Vi este futuro Papa na Igreja ser rodeado de outros homens piedosos: estava relacionado a esse velho sacerdote que vi morrer em Roma, faz alguns dias.
O jovem já estava em seus paramentos, e parecia que receberia hoje (27 de janeiro de 1822) uma insígnia. Não é romano, senão italiano, de um lugar que não está muito afastado de Roma, e pertence, creio, a uma piedosa família nobre. (Tratava-se do futuro Papa Pio IX) (AA.III.178)
O RETORNO À UNIDADE CRISTÃ
O Papa não estava na Igreja. Encontrava-se oculto. (AA.II.493)
Creio que aqueles que estavam na Igreja não sabiam onde estivesse. Não sabiam se este rezava ou se estava morto. Mas vi que todos os assistentes, sacerdotes e laicos deviam pôr a mão sobre uma passagem do livro dos evangelhos, e que sobre muitos deles descia, como um sinal particular, uma luz que era transmitida pelos santos apóstolos e santos bispos. Vi também que vários deles o faziam apenas de maneira formal. (AA.II.493)
Muitos antigos dignatários eclesiásticos, tendo-se postos a serviço dos maus bispos, haviam deixado no esquecimento os interesses da Igreja, e passaram a se arrastar em muletas, como coxos e paralíticos; e foram levados por dois guias, e receberam seu perdão. (AA.II.492)
Fora, ao redor da Igreja, vi chegarem muitos judeus que queriam entrar, mas que não o podiam fazer ainda. Ao final, aqueles que não tinham entrado no início, chegaram, formando uma multidão inumerável: mas vi, então, o livro fechar-se inesperadamente, como sob o impulso de um poder sobrenatural. Ao horizonte, vi um sangrento e terrível combate e, especialmente, uma grande ala do lado norte e pelo poente.
Foi uma grande visão de grande impacto. Sinto muito ter-me esquecido o lugar do livro sobre o qual se devia colocar o dedo. (AA.II.493)
Conheci, por uma visão, que, ao fim do mundo, uma batalha se iniciará contra o Anticristo, nas planícies de Megido. (EE.I.234)
O TEMPO DE PAZ
Neste dia Ana Catalina teve uma longa conversa com dois de seus visitantes celestiais: São Francisco de Salgues e São Francisco de Chantal. Eles diziam que a época atual era muito triste, mas que após tantas tribulações, viria um tempo de paz no que a religião retomaria seu império, e no que haveria entre os homens muita cordialidade e caridade, e que, então, muitos conventos refloresceriam no real sentido da palavra. Tive também uma visão deste tempo longínquo que não posso descrever, mas vi sobre toda a Terra retirar-se a noite, e o amor estender uma nova vida. Tive nesta ocasião visões de toda espécie sobre o renascimento das ordens religiosas. (AA.II.440) O tempo do Anticristo não está tão próximo como alguns pensam. Terá ainda precursores. Vi em duas cidades a doutores da escola das quais sairiam tais precursores. (AA.II.441)
NAÇÃO JEJE, CARGOS
Os Cargos:
Os cargos abaixo são os mais importantes na hierarquia.
OBS: vejam comentários abaixo antes dos estudos!!!
• Babalawo:Um Babalawo, ou Pai dos segredos (awô) é muito respeitado
pela cultura yorubá.
O Babalawo, como o nome diz, é o conhecedor de todos os mistérios e
segredos no culto à Orunmilá, sendo portanto sacerdote de ifá.
Somente o Babalawo pode manipular o Rosário de ifá que em yorubá
recebe o nome de opele-ifá e em ewe, língua da cultura fon ou Jeje
tem o nome de agú-magá.
Ainda na cultura Jeje, ifá é chamado de Vodun-fá ou Deus do destino e
o Babalawo é denominado de Bokunó.
• Ogã: Os cargos de Ogã na nação Jeje são assim classificados:
Pejigan que é o primeiro Ogan da casa Jeje. A palavra Pejigan quer
dizer "Senhor que zela pelo altar sagrado", porque Peji = "altar
sagrado" e Gan = "senhor".
O segundo é o Runtó que é o tocador do atabaque Run, porque na
verdade os atabaques Run, Runpi e Lé são Jeje.
No Ketu, os atabaques são chamados de Ilú. Há também outros Ogãs como
Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé, etc.
A Nação Jeje é muito particular em suas propriedades. É uma nação que
vive de forma independente em seus cultos e tradições de raízes
profundas em solo africano e trazida de forma fiel pelos negros ao
Brasil.
• AJOIÉ E EKEDI: A palavra "ajoié" é correspondente feminino de ogã
pois, a palavra ekedi, ou ekejí, vem do dialeto ewe, falado pelos
negros fons ou Jeje.
Portanto, o correspondente yorubá de ekedi é ajoié, onde a palavra
ajoié significa "mãe que o orixá escolheu e confirmou".Assim como os
demais oloyés, uma ajoié tem o direito a uma cadeira no barracão.
Deve ser sempre chamada de "mãe", por todos os componentes da casa de
orixá, devendo-se trocar com ela pedidos de bençãos. Os
comportamentos determinados para os ogã devem ser seguidos pelas
ajoiés.
Em dias de festa, uma ajoié deverá vestir-se com seus trajes rituais,
seus fios de contas, um ojá na cabeça e trazendo no ombro sua
inseparável toalha, sua principal ferramenta de trabalho no barracão
e também símbolo do óyé, ou cargo que ocupa.
A toalha de uma ajoié destina-se, entre outras coisas, a enxugar o
rosto dos omo-orixás manifestados. Uma ajoié ainda é responsável pela
arrumação e organização das roupas que vestirão os omo-orixás nos
dias de festas, como também, pelos ojás que enfeitarão várias partes
do barracão nestes dias.
Mas, a tarefa de uma ajoié não se restringe apenas a cuidar dos
orixás, roupas e outras coisas. Uma ajoié também é porta-voz do orixá
em terra. É ela que em muitas das vezes transmite ao Babalorixá ou
Yalorixá o recado deixado pelo próprio orixá da casa.
No Candomblé do Engenho Velho ou Casa Branca, as ajoiés são chamadas
de ekedis. No Gantois, de "Iyárobá". Já na Nação de Angola, é chamada
de "makota de angúzo".
Mas, como relatei anteriormente, "ekedi" é nome de origem Jeje mas,
que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do
Brasil, seja qual for a Nação.
• ABIYAN: Dentro dos cultos afros-brasileiros existe uma categoria de
pessoas que são classificadas de Abiyans. A palavra Abiyan quer
dizer:
Abi= "aquele que" e An= seria uma contração de "Onã", que quer
dizer "caminho".
As duas palavras aglutinadas formaram o termo Abiyan, que quer
dizer "aquele que começa", "um novo caminho". O Abiyan é uma pessoa
que está começando um novo caminho, uma nova vida espiritual.
O Abiyan também pode ter fios de contas lavados, obrigação de bori e,
até em alguns casos, ter orixá assentado.
O Abiyan é um pré-iniciado e não um simples frequentador, como muitas
das vezes é classificado.Pode desempenhar várias atividades dentro de
um terreiro, como por exemplo, varrer, ajudar na limpeza, ajudar nos
cafés da manhã e almoços comunitários realizados em dias de festas de
orixá, lavar louças, ajudar na decoração do barracão, enfim, o Abiyan
pode desempenhar várias tarefas sem maior envolvimento religioso.
O período de Abiyan é de muita importância pois, é nesse período que
o recém-chegado no Candomblé passa a observar o comportamento e a
conviver com os já iniciados.
Existem pessoas que passaram por um longo período sendo Abiyan, antes
de se iniciarem no Candomblé. Portanto, vale ressaltar a importância
deste período, ou seja, Abiyan e dizer que o frequentador em yorubá,
chama-se Lemó-mú.
Curiosidades
*A primeira Casa Jeje no Rio de Janeiro foi fundada em 1848, por
D.Rozena, cuja filha de santo foi D.Adelaide Santos
*Ekede – termo Jeje
*Done – cargo feminino na casa Jeje, similar à Yalorixá
*Doté – cargo ilustre do filho de Sogbô
Os vodun-ses da família de Dan são chamados de Megitó, enquanto que
da família de Kaviuno, do sexo masculino, são chamados de Doté; e do
sexo feminino, de Doné.
Os cumprimentos ou pedidos de bençãos entre os iniciados da família
de Dan seria:
"Megitó Benoí?"
Resposta: "Benoí";
Na família Kaviuno, ou seja, Doté e Doné seria: "Doté Ao?"
Resposta: "Aótin".
O termo usado "Okolofé", cuja resposta é "Olorun Kolofé" vem da fusão
das Nações de Jeje e de Ketu.
Os cargos abaixo são os mais importantes na hierarquia.
OBS: vejam comentários abaixo antes dos estudos!!!
• Babalawo:Um Babalawo, ou Pai dos segredos (awô) é muito respeitado
pela cultura yorubá.
O Babalawo, como o nome diz, é o conhecedor de todos os mistérios e
segredos no culto à Orunmilá, sendo portanto sacerdote de ifá.
Somente o Babalawo pode manipular o Rosário de ifá que em yorubá
recebe o nome de opele-ifá e em ewe, língua da cultura fon ou Jeje
tem o nome de agú-magá.
Ainda na cultura Jeje, ifá é chamado de Vodun-fá ou Deus do destino e
o Babalawo é denominado de Bokunó.
• Ogã: Os cargos de Ogã na nação Jeje são assim classificados:
Pejigan que é o primeiro Ogan da casa Jeje. A palavra Pejigan quer
dizer "Senhor que zela pelo altar sagrado", porque Peji = "altar
sagrado" e Gan = "senhor".
O segundo é o Runtó que é o tocador do atabaque Run, porque na
verdade os atabaques Run, Runpi e Lé são Jeje.
No Ketu, os atabaques são chamados de Ilú. Há também outros Ogãs como
Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé, etc.
A Nação Jeje é muito particular em suas propriedades. É uma nação que
vive de forma independente em seus cultos e tradições de raízes
profundas em solo africano e trazida de forma fiel pelos negros ao
Brasil.
• AJOIÉ E EKEDI: A palavra "ajoié" é correspondente feminino de ogã
pois, a palavra ekedi, ou ekejí, vem do dialeto ewe, falado pelos
negros fons ou Jeje.
Portanto, o correspondente yorubá de ekedi é ajoié, onde a palavra
ajoié significa "mãe que o orixá escolheu e confirmou".Assim como os
demais oloyés, uma ajoié tem o direito a uma cadeira no barracão.
Deve ser sempre chamada de "mãe", por todos os componentes da casa de
orixá, devendo-se trocar com ela pedidos de bençãos. Os
comportamentos determinados para os ogã devem ser seguidos pelas
ajoiés.
Em dias de festa, uma ajoié deverá vestir-se com seus trajes rituais,
seus fios de contas, um ojá na cabeça e trazendo no ombro sua
inseparável toalha, sua principal ferramenta de trabalho no barracão
e também símbolo do óyé, ou cargo que ocupa.
A toalha de uma ajoié destina-se, entre outras coisas, a enxugar o
rosto dos omo-orixás manifestados. Uma ajoié ainda é responsável pela
arrumação e organização das roupas que vestirão os omo-orixás nos
dias de festas, como também, pelos ojás que enfeitarão várias partes
do barracão nestes dias.
Mas, a tarefa de uma ajoié não se restringe apenas a cuidar dos
orixás, roupas e outras coisas. Uma ajoié também é porta-voz do orixá
em terra. É ela que em muitas das vezes transmite ao Babalorixá ou
Yalorixá o recado deixado pelo próprio orixá da casa.
No Candomblé do Engenho Velho ou Casa Branca, as ajoiés são chamadas
de ekedis. No Gantois, de "Iyárobá". Já na Nação de Angola, é chamada
de "makota de angúzo".
Mas, como relatei anteriormente, "ekedi" é nome de origem Jeje mas,
que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do
Brasil, seja qual for a Nação.
• ABIYAN: Dentro dos cultos afros-brasileiros existe uma categoria de
pessoas que são classificadas de Abiyans. A palavra Abiyan quer
dizer:
Abi= "aquele que" e An= seria uma contração de "Onã", que quer
dizer "caminho".
As duas palavras aglutinadas formaram o termo Abiyan, que quer
dizer "aquele que começa", "um novo caminho". O Abiyan é uma pessoa
que está começando um novo caminho, uma nova vida espiritual.
O Abiyan também pode ter fios de contas lavados, obrigação de bori e,
até em alguns casos, ter orixá assentado.
O Abiyan é um pré-iniciado e não um simples frequentador, como muitas
das vezes é classificado.Pode desempenhar várias atividades dentro de
um terreiro, como por exemplo, varrer, ajudar na limpeza, ajudar nos
cafés da manhã e almoços comunitários realizados em dias de festas de
orixá, lavar louças, ajudar na decoração do barracão, enfim, o Abiyan
pode desempenhar várias tarefas sem maior envolvimento religioso.
O período de Abiyan é de muita importância pois, é nesse período que
o recém-chegado no Candomblé passa a observar o comportamento e a
conviver com os já iniciados.
Existem pessoas que passaram por um longo período sendo Abiyan, antes
de se iniciarem no Candomblé. Portanto, vale ressaltar a importância
deste período, ou seja, Abiyan e dizer que o frequentador em yorubá,
chama-se Lemó-mú.
Curiosidades
*A primeira Casa Jeje no Rio de Janeiro foi fundada em 1848, por
D.Rozena, cuja filha de santo foi D.Adelaide Santos
*Ekede – termo Jeje
*Done – cargo feminino na casa Jeje, similar à Yalorixá
*Doté – cargo ilustre do filho de Sogbô
Os vodun-ses da família de Dan são chamados de Megitó, enquanto que
da família de Kaviuno, do sexo masculino, são chamados de Doté; e do
sexo feminino, de Doné.
Os cumprimentos ou pedidos de bençãos entre os iniciados da família
de Dan seria:
"Megitó Benoí?"
Resposta: "Benoí";
Na família Kaviuno, ou seja, Doté e Doné seria: "Doté Ao?"
Resposta: "Aótin".
O termo usado "Okolofé", cuja resposta é "Olorun Kolofé" vem da fusão
das Nações de Jeje e de Ketu.
O Terreiro do Bogum
O Terreiro do Bogum está localizado na Ladeira do Bogum, antiga
Manoel do Bonfim, no Bairro do Engenho Velho da Federação, em
Salvador , Bahia , Brasil .
O Terreiro de Bogum, de Nação Jeje , é diferente dos outros terreiros
de Salvador. Uma das principais diferenças é a língua falada nos
rituais. Que é o ewé , do povo fon , com tradição ligada ao Benin .
A maioria dos candomblés baianos é de tradição nagô e utiliza como
língua o iorubá .
Além da língua, alguns rituais dos jeje são diferentes. No Terreiro
do Bogum não existem orixás , lá se cultuam os voduns e recebem
outras denominações.
A missa em homenagem a São Bartolomeu é feita anualmente há 200 anos,
tendo-se tornado uma tradição do Terreiro do Bogum.
Segundo historiadores, foi no local onde está o Bogum que Joaquim
Jêje, herói do movimento de insurreição de escravos malês, deixou o
bogum (baú) onde estavam os donativos que permitiram a famosa Revolta
dos Malês ocorrida em Salvador em janeiro de 1835.
Esses escravos sabiam ler e escrever em árabe, tinham grande poder de
organização e articulação e pretendiam fundar um "reino africano" em
terras brasileiras, mas foram traídos e a "revolução negra-escrava"
foi descoberta.
O termo "bogum" também pode ser explicado pelo dialeto gun(dialeto do
fon com muitos elementos do iorubá), falado na região de Porto Novo,
no Benin, significando "lugar ( ibo ) dos fon ( gun )". O nome
completo do terreiro é Zoogodô Bogum Malê Rundó .
Manoel do Bonfim, no Bairro do Engenho Velho da Federação, em
Salvador , Bahia , Brasil .
O Terreiro de Bogum, de Nação Jeje , é diferente dos outros terreiros
de Salvador. Uma das principais diferenças é a língua falada nos
rituais. Que é o ewé , do povo fon , com tradição ligada ao Benin .
A maioria dos candomblés baianos é de tradição nagô e utiliza como
língua o iorubá .
Além da língua, alguns rituais dos jeje são diferentes. No Terreiro
do Bogum não existem orixás , lá se cultuam os voduns e recebem
outras denominações.
A missa em homenagem a São Bartolomeu é feita anualmente há 200 anos,
tendo-se tornado uma tradição do Terreiro do Bogum.
Segundo historiadores, foi no local onde está o Bogum que Joaquim
Jêje, herói do movimento de insurreição de escravos malês, deixou o
bogum (baú) onde estavam os donativos que permitiram a famosa Revolta
dos Malês ocorrida em Salvador em janeiro de 1835.
Esses escravos sabiam ler e escrever em árabe, tinham grande poder de
organização e articulação e pretendiam fundar um "reino africano" em
terras brasileiras, mas foram traídos e a "revolução negra-escrava"
foi descoberta.
O termo "bogum" também pode ser explicado pelo dialeto gun(dialeto do
fon com muitos elementos do iorubá), falado na região de Porto Novo,
no Benin, significando "lugar ( ibo ) dos fon ( gun )". O nome
completo do terreiro é Zoogodô Bogum Malê Rundó .
NAÇÃO JEJE, VODUNS
A diferença entre Voduns e Orixás, dá-se basicamente em Vodum é
Vodum, Orixá é Orixá. Oya não é Vodum Jô, Aziri não é Oxum, Naetê não
é Yemanja, e assim por diante.
Assim como na África, também fazemos Orixás dentro dos templos de
Vodum, mas isso não os transforma em Voduns, eles são considerados
deuses estrangeiros, aceitos em nossos templos. Esses Orixás são tão
respeitados e venerados quanto os Voduns. Não existe discriminação
nenhuma em relação aos dois deuses (Voduns/Orixás).
Em templos de Orixás, também encontramos Voduns feitos, a única
diferença é que no Jeje, não mudamos os nomes dos Orixás. Para nós
Oya, Yansã são conhecida exatamente como Oya, Yansã. Já os Voduns em
templos de Orixás mudam de nome, por exemplo, Vodum Dan/Bessen recebe
o nome de Oxumarê, Sakpata recebe o nome de Omolu, etc. Esse
diferença também é registrada na Nigéria, então, não é uma atitude
iniciada aqui no Brasil.
Os Voduns são agrupados por famílias: Savaluno, Dambirá, Davice,
Hevioso, que se subdividem em linhagens. A sociedade daomeana é
patrilinear e polígena, isto é, dá-se por linha paterna; o homem é
casado com diversas mulheres. A sociedade organiza-se em sibs, grupos
de irmãos que têm a mesma mãe e o mesmo pai, sem base territorial
própria e subdividem-se em famílias.
Nomes dos Deuses Voduns:
*Ayzan - Vodun da nata da terra
*Sogbô - Vodun do trovão da família de Heviosso
*Aguê - Vodun da folhagem
*Loko - É o primogênito dos voduns.dono da joia de mahi que e o
rungbe,vodun do tempo
*Mawu é o Ser Supremo dos povos Ewe e Fon.
*Lissá, que é masculino, e também co-responsável pela Criação.
*Gu, Vodun dos metais, guerra, fogo, e tecnologia.
*Heviossô, Vodun que comanda os raios e relâmpagos.
*Sakpatá, Vodun da varíola.
*Dan, Vodun da riqueza, representado pela serpente do arco-íris.
*Agué, Vodun da caça e protetor das florestas.
*Agbê, Vodun dono dos mares.
*Ayizan, Vodun feminino dona da crosta terrestre e dos mercados.
*Agassu, Vodun que representa a linhagem real do Reino do Daomé.
*Aguê, Vodun que representa a terra firme.
*Legba, O caçula de Mawu e Lissá, e representa as entradas e saídas e
a sexualidade.
*Fa , Vodun da adivinhação e do destino.
*Aziri , vodun das aguas doces.
*Possun , vodun do po e da terra seca representado pelo tigre.
*Buku, Vodun associada à terra, à água e à lama. Os pântanos e as
águas lodosas são o seu domínio. Tambem chamada de Nanã Buruku é
considerada a mais antiga das divindades a palavra Nanã ou Nàná é
empregada para se chamar de mãe as mulheres idosas e respeitáveis, ou
seja, a palavra Nanã significa: "Respeitável Senhora". é a mais
antiga das divindades, pois representa a memória ancestral. Mãe de
Loko, Sakpata e Becém na dinastia Fon, Nanã está ligada ao mistério
da vida e da morte. É a senhora da sabedoria, mais velha que o ferro.
Daí, não usar lâminas em seu culto.
No Brasil, as casas de santo cultuam todas as famílias, porém, os
Voduns são interligados entre si com comportamentos, costumes, gostos
e atitudes sempre gerados pelo ancestre ou chefe de da casa.
São em torno de 450 Voduns, alguns cultuados no Brasil outros não.
Com o resgate existe a possibilidade de ampliar o culto e voltar a
reverenciar Voduns, que tinham desaparecido devido a falta de
informações, assim como admitir em nos templos existentes, esses
Voduns encontrados.
Os vodun-ses da família de Dan são chamados de Megitó, enquanto que
da família de Kaviuno, do sexo masculino, são chamados de Doté; e do
sexo feminino, de Doné.
Os cumprimentos ou pedidos de bençãos entre os iniciados da família
de Dan seria
?Megitó Benoí?? Resposta: ?Benoí?; e aos iniciados da família
Kaviuno, ou seja, Doté e Doné seria ?Doté Ao?? Resposta: "Aótin".
O termo usado "Okolofé", cuja resposta é "Olorun Kolofé" vem da fusão
das Nações de Jeje e de Ketu.
Muitos Voduns Jeje são originários de Ajudá. Porém, o culto desses
voduns só cresceram no antigo Dahomé.
Muitos desses Voduns não se fundiram com os orixás nagos e
desapareceram totalmente.
O culto da serpente Dãng-bi é um exemplo, pois ele nasceu em Ajudá,
foi para o Dahomé, atravessou o Atlântico e foi até as Antilhas.
Quanto a classificação dos Voduns Jeje, por exemplo, no Jeje Mahin
tem-se a classificação do povo da terra, ou os voduns Caviunos, que
seriam os voduns Azanssu, Nanã e Becém.
Temos, também, o vodun chamado Ayzain que vem da nata da terra. Este
é um vodun que nasce em cima da terra.
É o vodun protetor da Azan, onde Azan quer dizer "esteira", em Jeje.
Achamos em outro dialeto Jeje, o dialeto Gans-Crus, também o termo
Zenin ou Azeni ou Zani e ainda o Zoklé. Ainda sobre os voduns da
terra encontramos Loko.
Ele apesar de estar ligado também aos astros e a família de Heviosso,
também está na família Caviuno, porque Loko é árvore sagrada; é a
gameleira branca, que é uma árvore muito importante na nação Jeje.
Seus filhos são chamados de Lokoses.
Ague, Azaká é também um vodun Caviuno. A família Heviosso é
encabeçada por Badë, Acorumbé, também filho de Sogbô, chamado de
Runhó. Mawu-Lissá seria o orixá Oxalá dos yorubás.
Sogbô também tem particularidade com o Orixá em Yorubá, Xangô, e
ainda com o filho mais velho do Deus do trovão que seria Averekete,
que é filho de Ague e irmão de Anaite.
Anaite seria uma outra família que viria da família de Aziri, pois
são as Aziris ou Tobosses que viriam a ser as Yabás dos Yorubás,
achamos assim Aziritobosse.
Vodum, Orixá é Orixá. Oya não é Vodum Jô, Aziri não é Oxum, Naetê não
é Yemanja, e assim por diante.
Assim como na África, também fazemos Orixás dentro dos templos de
Vodum, mas isso não os transforma em Voduns, eles são considerados
deuses estrangeiros, aceitos em nossos templos. Esses Orixás são tão
respeitados e venerados quanto os Voduns. Não existe discriminação
nenhuma em relação aos dois deuses (Voduns/Orixás).
Em templos de Orixás, também encontramos Voduns feitos, a única
diferença é que no Jeje, não mudamos os nomes dos Orixás. Para nós
Oya, Yansã são conhecida exatamente como Oya, Yansã. Já os Voduns em
templos de Orixás mudam de nome, por exemplo, Vodum Dan/Bessen recebe
o nome de Oxumarê, Sakpata recebe o nome de Omolu, etc. Esse
diferença também é registrada na Nigéria, então, não é uma atitude
iniciada aqui no Brasil.
Os Voduns são agrupados por famílias: Savaluno, Dambirá, Davice,
Hevioso, que se subdividem em linhagens. A sociedade daomeana é
patrilinear e polígena, isto é, dá-se por linha paterna; o homem é
casado com diversas mulheres. A sociedade organiza-se em sibs, grupos
de irmãos que têm a mesma mãe e o mesmo pai, sem base territorial
própria e subdividem-se em famílias.
Nomes dos Deuses Voduns:
*Ayzan - Vodun da nata da terra
*Sogbô - Vodun do trovão da família de Heviosso
*Aguê - Vodun da folhagem
*Loko - É o primogênito dos voduns.dono da joia de mahi que e o
rungbe,vodun do tempo
*Mawu é o Ser Supremo dos povos Ewe e Fon.
*Lissá, que é masculino, e também co-responsável pela Criação.
*Gu, Vodun dos metais, guerra, fogo, e tecnologia.
*Heviossô, Vodun que comanda os raios e relâmpagos.
*Sakpatá, Vodun da varíola.
*Dan, Vodun da riqueza, representado pela serpente do arco-íris.
*Agué, Vodun da caça e protetor das florestas.
*Agbê, Vodun dono dos mares.
*Ayizan, Vodun feminino dona da crosta terrestre e dos mercados.
*Agassu, Vodun que representa a linhagem real do Reino do Daomé.
*Aguê, Vodun que representa a terra firme.
*Legba, O caçula de Mawu e Lissá, e representa as entradas e saídas e
a sexualidade.
*Fa , Vodun da adivinhação e do destino.
*Aziri , vodun das aguas doces.
*Possun , vodun do po e da terra seca representado pelo tigre.
*Buku, Vodun associada à terra, à água e à lama. Os pântanos e as
águas lodosas são o seu domínio. Tambem chamada de Nanã Buruku é
considerada a mais antiga das divindades a palavra Nanã ou Nàná é
empregada para se chamar de mãe as mulheres idosas e respeitáveis, ou
seja, a palavra Nanã significa: "Respeitável Senhora". é a mais
antiga das divindades, pois representa a memória ancestral. Mãe de
Loko, Sakpata e Becém na dinastia Fon, Nanã está ligada ao mistério
da vida e da morte. É a senhora da sabedoria, mais velha que o ferro.
Daí, não usar lâminas em seu culto.
No Brasil, as casas de santo cultuam todas as famílias, porém, os
Voduns são interligados entre si com comportamentos, costumes, gostos
e atitudes sempre gerados pelo ancestre ou chefe de da casa.
São em torno de 450 Voduns, alguns cultuados no Brasil outros não.
Com o resgate existe a possibilidade de ampliar o culto e voltar a
reverenciar Voduns, que tinham desaparecido devido a falta de
informações, assim como admitir em nos templos existentes, esses
Voduns encontrados.
Os vodun-ses da família de Dan são chamados de Megitó, enquanto que
da família de Kaviuno, do sexo masculino, são chamados de Doté; e do
sexo feminino, de Doné.
Os cumprimentos ou pedidos de bençãos entre os iniciados da família
de Dan seria
?Megitó Benoí?? Resposta: ?Benoí?; e aos iniciados da família
Kaviuno, ou seja, Doté e Doné seria ?Doté Ao?? Resposta: "Aótin".
O termo usado "Okolofé", cuja resposta é "Olorun Kolofé" vem da fusão
das Nações de Jeje e de Ketu.
Muitos Voduns Jeje são originários de Ajudá. Porém, o culto desses
voduns só cresceram no antigo Dahomé.
Muitos desses Voduns não se fundiram com os orixás nagos e
desapareceram totalmente.
O culto da serpente Dãng-bi é um exemplo, pois ele nasceu em Ajudá,
foi para o Dahomé, atravessou o Atlântico e foi até as Antilhas.
Quanto a classificação dos Voduns Jeje, por exemplo, no Jeje Mahin
tem-se a classificação do povo da terra, ou os voduns Caviunos, que
seriam os voduns Azanssu, Nanã e Becém.
Temos, também, o vodun chamado Ayzain que vem da nata da terra. Este
é um vodun que nasce em cima da terra.
É o vodun protetor da Azan, onde Azan quer dizer "esteira", em Jeje.
Achamos em outro dialeto Jeje, o dialeto Gans-Crus, também o termo
Zenin ou Azeni ou Zani e ainda o Zoklé. Ainda sobre os voduns da
terra encontramos Loko.
Ele apesar de estar ligado também aos astros e a família de Heviosso,
também está na família Caviuno, porque Loko é árvore sagrada; é a
gameleira branca, que é uma árvore muito importante na nação Jeje.
Seus filhos são chamados de Lokoses.
Ague, Azaká é também um vodun Caviuno. A família Heviosso é
encabeçada por Badë, Acorumbé, também filho de Sogbô, chamado de
Runhó. Mawu-Lissá seria o orixá Oxalá dos yorubás.
Sogbô também tem particularidade com o Orixá em Yorubá, Xangô, e
ainda com o filho mais velho do Deus do trovão que seria Averekete,
que é filho de Ague e irmão de Anaite.
Anaite seria uma outra família que viria da família de Aziri, pois
são as Aziris ou Tobosses que viriam a ser as Yabás dos Yorubás,
achamos assim Aziritobosse.
NAÇÃO JEJE, OS FUNDADORES:
Assim, como os Nagôs ou Yorubas, os Jejes língua Ewe, língua Fon,
língua Mina e os Fanti ashantis, formam grupos sudaneses que englobam
a África Ocidental hoje denominada de Nigéria, Benin e Togo. Sua
entrada no Brasil ocorreu em meados do século XVII.
Djedje (jeje) é uma palavra de origem yoruba que significa
estrangeiro, forasteiro e estranho; que recebeu uma conotação
pejorativa como "inimigo", por parte dos povos conquistados pelos
reis de Dahomey e seu exército.
Quando os conquistadores eram avistados pelos nativos de uma aldeia,
muitos gritavam dando o alarme "Pou okan, djedje hum wa!" (olhem, os
jejes estão chegando!).
Quando os primeiros daomeanos chegaram ao Brasil como escravos,
aqueles que já estavam aqui reconheceram o inimigo e gritaram "Pou
okan, djedje hum wa!"; e assim ficou conhecido o culto dos Voduns no
Brasil "nação Jeje".
Os fundadores:
Sobre Kwe Ceja Undé, esta casa como é chamada em Cachoeira de São
Félix de "Roça de Baixo" foi fundada por escravos como Manoel
Ventura, Tixerem, Zé do Brechó e Ludovina Pessoa.
Ludovina Pessoa era esposa de Manoel Ventura, que no caso africano é
o dono da terra. Eles eram donos do sítio e foram os fundadores da
Kwe Ceja Undé. Essa Kwe ainda seria chamada de Pozerren, que vem de
Kipó, "pantera".
Um pequeno relatório dos criadores do Pozerren Tixarene que seria o
primeiro Pejigan da roça; e Ludovina, pessoa que seria a primeira
Gaiacú.
No Rio de Janeiro, saindo de Cachoeira de São Félix, Tatá Fomutinho
deu obrigação com Maria Angorense, conhecida como Kisinbi Kisinbi.
Uma das curiosidades encontradas durante minha pesquisa sobre Jeje é
o que chamamos de Deká, que na verdade vem do termo idecar, do termo
fon iidecar, que quer dizer "transmissão de segredo".
Esse ritual é feito quando uma Gaiacú passa os segredos da nação Jeje
para futura Gaiacú pois, na nação Jeje não se tem notícias, que possa
ter havido "Pai de santo".
O cargo de sacerdotisa ou "Mãe de santo" era exclusivamente das
mulheres. Só as mulheres poderiam ser Gaiacús.
língua Mina e os Fanti ashantis, formam grupos sudaneses que englobam
a África Ocidental hoje denominada de Nigéria, Benin e Togo. Sua
entrada no Brasil ocorreu em meados do século XVII.
Djedje (jeje) é uma palavra de origem yoruba que significa
estrangeiro, forasteiro e estranho; que recebeu uma conotação
pejorativa como "inimigo", por parte dos povos conquistados pelos
reis de Dahomey e seu exército.
Quando os conquistadores eram avistados pelos nativos de uma aldeia,
muitos gritavam dando o alarme "Pou okan, djedje hum wa!" (olhem, os
jejes estão chegando!).
Quando os primeiros daomeanos chegaram ao Brasil como escravos,
aqueles que já estavam aqui reconheceram o inimigo e gritaram "Pou
okan, djedje hum wa!"; e assim ficou conhecido o culto dos Voduns no
Brasil "nação Jeje".
Os fundadores:
Sobre Kwe Ceja Undé, esta casa como é chamada em Cachoeira de São
Félix de "Roça de Baixo" foi fundada por escravos como Manoel
Ventura, Tixerem, Zé do Brechó e Ludovina Pessoa.
Ludovina Pessoa era esposa de Manoel Ventura, que no caso africano é
o dono da terra. Eles eram donos do sítio e foram os fundadores da
Kwe Ceja Undé. Essa Kwe ainda seria chamada de Pozerren, que vem de
Kipó, "pantera".
Um pequeno relatório dos criadores do Pozerren Tixarene que seria o
primeiro Pejigan da roça; e Ludovina, pessoa que seria a primeira
Gaiacú.
No Rio de Janeiro, saindo de Cachoeira de São Félix, Tatá Fomutinho
deu obrigação com Maria Angorense, conhecida como Kisinbi Kisinbi.
Uma das curiosidades encontradas durante minha pesquisa sobre Jeje é
o que chamamos de Deká, que na verdade vem do termo idecar, do termo
fon iidecar, que quer dizer "transmissão de segredo".
Esse ritual é feito quando uma Gaiacú passa os segredos da nação Jeje
para futura Gaiacú pois, na nação Jeje não se tem notícias, que possa
ter havido "Pai de santo".
O cargo de sacerdotisa ou "Mãe de santo" era exclusivamente das
mulheres. Só as mulheres poderiam ser Gaiacús.
SENHORA DAS ÁGUAS
Considerada a Rainha do Mar e a mãe de quase todos os
Orixás. Iemanjá é uma deusa abrasileirada, sendo
resultado da miscigenação de elementos europeus, ameríndios
e africanos. É um mito de poder aglutinador, reforçado
pelos cultos de que é objeto no candomblé, principalmente
na Bahia. É também considerada a Rainha das Bruxas e de
tudo que vem do mar, assim como é protetora dos pescadores e
marinheiros. Governa os poderes de regeneração e pode ser
comparada à deusa Ísis. Os grandes seios ostentados por
Iemanjá, deve-se à sua origem pela linha africana,
aliás, ela já chegou ao Brasil como resultado da fusão
de Kianda angolense (Deusa do Mar) e Iemanjá (Deusa dos Rios).
Os cabelos longos e lisos prendem-se à sua linhagem
ameríndia e é em homenagem à Iara dos tupis. De
acordo com cada região que a cultua recebe diversos nomes:
Sereia do Mar, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Inaê,
Mucunã, Janaína. Sua identificação na liturgia
católica é: Nossa Senhora de Candeias, Nossa Senhora dos
Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da
Piedade e Virgem Maria. Do mesmo modo que varia seu nome,
variam também suas formas de culto. A sua festa na Bahia, por
exemplo é realizada no dia 2 de fevereiro, dia de Nossa
Senhora das Candeias. Mas já no Rio de Janeiro é dia 31 de
dezembro que se realiza suas festividades. As oferendas também
diferem, mais a maioria delas consiste em pequenos presentes tais
como: pentes, velas, sabonetes, espelhos, flores, etc. Na
celebração do Solstício de Verão, seus filhos devotos
vão às praias vestidos de branco e entregam ao mar barcos
carregados de flores e presentes. Às vezes ela aceita as
oferendas, mas algumas vezes manda-as de volta. Ela leva consigo
para o fundo do mar todos os nossos problemas, aflições e nos
trás sobre as ondas a esperança de um futuro melhor.
Grande foi o número de ondas que se quebrou na praia, mas
maior ainda, foi o caminho percorrido pelo mito da divindade das
águas. Das Sereias do Mediterrâneo, que tentaram seduzir
Ulisses, às Mouras portuguesas, à Mãe D'água dos
iorubanos, ao nosso primitivo Igpupiara, às Iaras, ao Boto,
até Iemanjá. E, neste longo caminhar, a própria
personalidade desta deusa, ligada anteriormente à morte,
apresenta-se agora como protetora dos pescadores e garantidora de
boa pesca, sempre evoluindo para transformar-se na deusa
propiciadora de bom Ano Novo para os brasileiros e para todos que
nesta terra de Sol e Mar habitam. ARQUÉTIPO DA
MATERNIDADE Iemanjá é por excelência, arquétipo da
maternidade. Casada com Oxalá, gerou quase todos os outros
orixás. É tão generosa quanto as águas que representa
e cobrem uma boa parte do planeta. Iemanjá é o útero de
toda a vida, elevada à posição principal da figura materna
no panteão de iorubá (Ymoja). Seu sincretismo com a Nossa
Senhora e a Virgem Maria lhe conferem a supremacia hierárquica
na função materna que representa. É a deusa da
compaixão, do perdão e do amor incondicional. Ela é
"toda ouvidos" para escutar seus filhos e os acalenta no doce
balanço de suas ondas. Ela representa as profundezas do
inconsciente, o movimento rítmico, tudo que é cíclico e
repetitivo. A força e a determinação são suas
características básicas, assim como o seu gratuito
sentimento de amizade. Deusa da fecundidade, da procriação,
da fertilidade e do amor, Iemanjá é normalmente
representada como uma mulher gorda, baixa, com proeminentes seios
e grande ventre. Pode, também aparecer na forma de uma sereia.
Mas, não importando suas características, ela sempre se
apresentará vinculada ao simbolismo da maternidade. Iemanjá
surge nas espumas das ondas do mar para nos dizer que é tempo
de "entrega". Você está carregando em seus ombros um fardo
mais pesado do que possa carregar? Acha que deve realizar tudo
sozinha(o) e não precisa de ninguém? Você é daquelas
pessoas que "esmurra ponta de prego" e quer conseguir seu intento
nem que tenha que usar à força? Pois saiba que a entrega
não significa derrota. Pedir ajuda também não é
humilhação, a vida tem mais significado quando compartilhamos
nossos momentos com mais alguém. Geralmente esta entrega
ocorre em nossas vidas forçosamente. Se dá naqueles
momentos em que nos encontramos no "fundo do poço", sem mais
alternativas de saída, então nos viramos e entregamos "à
Deus" a solução. E, é exatamente nesta hora que encontramos
respostas, que de maneira geral, eram mais simples do que
imaginávamos. A totalidade é alimentada quando você
compreende que o único modo de passar por algumas situações
é entrega-se e abrir-se para algo maior. Quando abrimos uma
brecha em nosso coração e deixamos que a Deusa atue em nós,
alcançamos o que almejamos. Entrega é confiança, mas
tente pelo menos uma vez entregar-se, pois lhe asseguro que a
confiança virá e será tão cega e profunda quando a
sua desconfiança de agora. O seu desconhecimento destes
valores, escondem a presença de quem pode lhe ajudar e
provocam sentimentos de ausência e distância. Não somos
deuses, mas não devemos nos permitir viver à sombra deles.
RITUAL DE ENTREGA (só mulheres) Você deve fazer este
ritual numa praia, em água corrente e até visualizando um
destes ambientes. Primeiro mentalmente viaje até seu útero,
no momento do encontro se concentre. Respire profundamente e leve
novamente sua consciência para o útero. Agora respire pela
vulva. Quando se achar pronta, com o mar a sua frente, entre
nele. Sinta a água acariciando seus pés, ouça o barulho
das ondas no seu eterno vai-e-vem. Chame então a Iemanjá
para que venha encontrá-la. Escolha um lugar onde você
puder boiar tranqüilamente e com segurança. Sinta as
mãos da Iemanjá acercando-se de você. Abandone-se em seu
abraço, ela é mãe muito amorosa e espetacular ouvinte.
Renda-se aos seus carinhos e entregue-se sem medo de ser feliz.
Você está precisando revigorar sua vida amorosa, procura um
emprego ou um novo amor? Faça seus pedidos e também lhe
fale de todas suas angústias e aflições. Deixe que
Iemanjá alivie os fardos que carrega. Ela carregará consigo
para o fundo do mar todos os seus problemas e lhe trará sobre
as ondas a certeza de dias melhores, portanto abandone-se à
imensidão do mar e do seu amor. Quando estiver pronta para
voltar, agradeça a Iemanjá por estes doces momentos
passados com ela. Então estará livre para voltar à
praia, sentindo-se mais leve, viva e purificada. Rosane
Volpatto Bibliografia Consultada Orixás
- Pierre Fatumbi Oráculo da Deusa - Amy Sophia Marashinsky
Biografia do Folclore Brasileiro - Braúlio do Nascimento
Orixás. Iemanjá é uma deusa abrasileirada, sendo
resultado da miscigenação de elementos europeus, ameríndios
e africanos. É um mito de poder aglutinador, reforçado
pelos cultos de que é objeto no candomblé, principalmente
na Bahia. É também considerada a Rainha das Bruxas e de
tudo que vem do mar, assim como é protetora dos pescadores e
marinheiros. Governa os poderes de regeneração e pode ser
comparada à deusa Ísis. Os grandes seios ostentados por
Iemanjá, deve-se à sua origem pela linha africana,
aliás, ela já chegou ao Brasil como resultado da fusão
de Kianda angolense (Deusa do Mar) e Iemanjá (Deusa dos Rios).
Os cabelos longos e lisos prendem-se à sua linhagem
ameríndia e é em homenagem à Iara dos tupis. De
acordo com cada região que a cultua recebe diversos nomes:
Sereia do Mar, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Inaê,
Mucunã, Janaína. Sua identificação na liturgia
católica é: Nossa Senhora de Candeias, Nossa Senhora dos
Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da
Piedade e Virgem Maria. Do mesmo modo que varia seu nome,
variam também suas formas de culto. A sua festa na Bahia, por
exemplo é realizada no dia 2 de fevereiro, dia de Nossa
Senhora das Candeias. Mas já no Rio de Janeiro é dia 31 de
dezembro que se realiza suas festividades. As oferendas também
diferem, mais a maioria delas consiste em pequenos presentes tais
como: pentes, velas, sabonetes, espelhos, flores, etc. Na
celebração do Solstício de Verão, seus filhos devotos
vão às praias vestidos de branco e entregam ao mar barcos
carregados de flores e presentes. Às vezes ela aceita as
oferendas, mas algumas vezes manda-as de volta. Ela leva consigo
para o fundo do mar todos os nossos problemas, aflições e nos
trás sobre as ondas a esperança de um futuro melhor.
Grande foi o número de ondas que se quebrou na praia, mas
maior ainda, foi o caminho percorrido pelo mito da divindade das
águas. Das Sereias do Mediterrâneo, que tentaram seduzir
Ulisses, às Mouras portuguesas, à Mãe D'água dos
iorubanos, ao nosso primitivo Igpupiara, às Iaras, ao Boto,
até Iemanjá. E, neste longo caminhar, a própria
personalidade desta deusa, ligada anteriormente à morte,
apresenta-se agora como protetora dos pescadores e garantidora de
boa pesca, sempre evoluindo para transformar-se na deusa
propiciadora de bom Ano Novo para os brasileiros e para todos que
nesta terra de Sol e Mar habitam. ARQUÉTIPO DA
MATERNIDADE Iemanjá é por excelência, arquétipo da
maternidade. Casada com Oxalá, gerou quase todos os outros
orixás. É tão generosa quanto as águas que representa
e cobrem uma boa parte do planeta. Iemanjá é o útero de
toda a vida, elevada à posição principal da figura materna
no panteão de iorubá (Ymoja). Seu sincretismo com a Nossa
Senhora e a Virgem Maria lhe conferem a supremacia hierárquica
na função materna que representa. É a deusa da
compaixão, do perdão e do amor incondicional. Ela é
"toda ouvidos" para escutar seus filhos e os acalenta no doce
balanço de suas ondas. Ela representa as profundezas do
inconsciente, o movimento rítmico, tudo que é cíclico e
repetitivo. A força e a determinação são suas
características básicas, assim como o seu gratuito
sentimento de amizade. Deusa da fecundidade, da procriação,
da fertilidade e do amor, Iemanjá é normalmente
representada como uma mulher gorda, baixa, com proeminentes seios
e grande ventre. Pode, também aparecer na forma de uma sereia.
Mas, não importando suas características, ela sempre se
apresentará vinculada ao simbolismo da maternidade. Iemanjá
surge nas espumas das ondas do mar para nos dizer que é tempo
de "entrega". Você está carregando em seus ombros um fardo
mais pesado do que possa carregar? Acha que deve realizar tudo
sozinha(o) e não precisa de ninguém? Você é daquelas
pessoas que "esmurra ponta de prego" e quer conseguir seu intento
nem que tenha que usar à força? Pois saiba que a entrega
não significa derrota. Pedir ajuda também não é
humilhação, a vida tem mais significado quando compartilhamos
nossos momentos com mais alguém. Geralmente esta entrega
ocorre em nossas vidas forçosamente. Se dá naqueles
momentos em que nos encontramos no "fundo do poço", sem mais
alternativas de saída, então nos viramos e entregamos "à
Deus" a solução. E, é exatamente nesta hora que encontramos
respostas, que de maneira geral, eram mais simples do que
imaginávamos. A totalidade é alimentada quando você
compreende que o único modo de passar por algumas situações
é entrega-se e abrir-se para algo maior. Quando abrimos uma
brecha em nosso coração e deixamos que a Deusa atue em nós,
alcançamos o que almejamos. Entrega é confiança, mas
tente pelo menos uma vez entregar-se, pois lhe asseguro que a
confiança virá e será tão cega e profunda quando a
sua desconfiança de agora. O seu desconhecimento destes
valores, escondem a presença de quem pode lhe ajudar e
provocam sentimentos de ausência e distância. Não somos
deuses, mas não devemos nos permitir viver à sombra deles.
RITUAL DE ENTREGA (só mulheres) Você deve fazer este
ritual numa praia, em água corrente e até visualizando um
destes ambientes. Primeiro mentalmente viaje até seu útero,
no momento do encontro se concentre. Respire profundamente e leve
novamente sua consciência para o útero. Agora respire pela
vulva. Quando se achar pronta, com o mar a sua frente, entre
nele. Sinta a água acariciando seus pés, ouça o barulho
das ondas no seu eterno vai-e-vem. Chame então a Iemanjá
para que venha encontrá-la. Escolha um lugar onde você
puder boiar tranqüilamente e com segurança. Sinta as
mãos da Iemanjá acercando-se de você. Abandone-se em seu
abraço, ela é mãe muito amorosa e espetacular ouvinte.
Renda-se aos seus carinhos e entregue-se sem medo de ser feliz.
Você está precisando revigorar sua vida amorosa, procura um
emprego ou um novo amor? Faça seus pedidos e também lhe
fale de todas suas angústias e aflições. Deixe que
Iemanjá alivie os fardos que carrega. Ela carregará consigo
para o fundo do mar todos os seus problemas e lhe trará sobre
as ondas a certeza de dias melhores, portanto abandone-se à
imensidão do mar e do seu amor. Quando estiver pronta para
voltar, agradeça a Iemanjá por estes doces momentos
passados com ela. Então estará livre para voltar à
praia, sentindo-se mais leve, viva e purificada. Rosane
Volpatto Bibliografia Consultada Orixás
- Pierre Fatumbi Oráculo da Deusa - Amy Sophia Marashinsky
Biografia do Folclore Brasileiro - Braúlio do Nascimento
Yemanja
Extraído do Colégio de Umbanda Yemanjá é o
Trono feminino da Geração e seu campo preferencial de
atuação é no amparo à maternidade.
Yemanjá é por demais conhecida e não nos alongaremos ao
comentá-la.
O fato é que o Trono Essencial da Geração assentado na
Coroa Divina projeta-se e faz surgir, na Umbanda, a linha da
Geração, em cujo pólo magnético positivo está
assentada a Orixá Natural Yemanjá, e em cujo pólo
magnético negativo está assentado o Orixá Omulu.
Yemanjá, a nossa amada Mãe da Vida é a água que
vivifica e o nosso amado pai Omulu é a terra que amolda os
viventes. Como dedicamos um comentário extenso ao Orixá
Omulu, vamos nos concentrar em Yemanjá.
Yemanjá rege sobre a geração e simboliza a maternidade, o
amparo materno, a mãe propriamente. Ela se projeta e faz
surgir sete pólos magnéticos ocupados por sete Yemanjás
intermediarias, que são as regentes dos níveis
vibratórios positivos e são as aplicadoras de seus
aspectos, todos positivos, pois Yemanjá não possui aspectos
negativos.
Estas sete Yemanjás são intermediárias e comandam
incontáveis linhas de trabalho dentro da Umbanda. Suas
Orixás intermediadoras estão espalhadas por todos os
níveis vibratórios positivos, onde atuam como mães da
“criação”, sempre estimulando nos seres os sentimentos
maternais ou paternais.
Todas atuam a nível multidimensional e projetam-se também
para a dimensão humana, onde têm muitas de suas filhas
estagiando. Todas têm suas hierarquias de Orixás
Yemanjás intermediadoras, que regem hierarquias de
espíritos religados às hierarquias naturais.
OFERENDA:
Velas brancas; azuis e rosas; champagne, calda de ameixa ou de
pêssego, amnjar, arroz-doce e melão; rosas e palmas
brancas, tudo depositado à beira-mar.
Trono feminino da Geração e seu campo preferencial de
atuação é no amparo à maternidade.
Yemanjá é por demais conhecida e não nos alongaremos ao
comentá-la.
O fato é que o Trono Essencial da Geração assentado na
Coroa Divina projeta-se e faz surgir, na Umbanda, a linha da
Geração, em cujo pólo magnético positivo está
assentada a Orixá Natural Yemanjá, e em cujo pólo
magnético negativo está assentado o Orixá Omulu.
Yemanjá, a nossa amada Mãe da Vida é a água que
vivifica e o nosso amado pai Omulu é a terra que amolda os
viventes. Como dedicamos um comentário extenso ao Orixá
Omulu, vamos nos concentrar em Yemanjá.
Yemanjá rege sobre a geração e simboliza a maternidade, o
amparo materno, a mãe propriamente. Ela se projeta e faz
surgir sete pólos magnéticos ocupados por sete Yemanjás
intermediarias, que são as regentes dos níveis
vibratórios positivos e são as aplicadoras de seus
aspectos, todos positivos, pois Yemanjá não possui aspectos
negativos.
Estas sete Yemanjás são intermediárias e comandam
incontáveis linhas de trabalho dentro da Umbanda. Suas
Orixás intermediadoras estão espalhadas por todos os
níveis vibratórios positivos, onde atuam como mães da
“criação”, sempre estimulando nos seres os sentimentos
maternais ou paternais.
Todas atuam a nível multidimensional e projetam-se também
para a dimensão humana, onde têm muitas de suas filhas
estagiando. Todas têm suas hierarquias de Orixás
Yemanjás intermediadoras, que regem hierarquias de
espíritos religados às hierarquias naturais.
OFERENDA:
Velas brancas; azuis e rosas; champagne, calda de ameixa ou de
pêssego, amnjar, arroz-doce e melão; rosas e palmas
brancas, tudo depositado à beira-mar.
O ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE IEMANJÁ
As pessoas de Iemanjá são sérias e impetuosas, domina a
todos e fazem-se respeitar. Dificilmente perdoam os erros dos
semelhantes. Gostam de testar as pessoas.
Seu temperamento é muito difícil, são bravas,
nervosas,possuem coração grandioso, são dedicados aos
parentes e amigos, preocupam-se com os outros e consigo. Gostam
de coisas luxuosas. São honestas, gostam da casa e da
família, são ótimas esposas, mães ou pais.
LENDA
Iemanjá foi casada com Orumila, deus da adivinhação mais
tarde casou dom Olofin, Rei de Ifé, com que teve dez filhos,
que correspondem a Orixás.
Iemanjá foge em direção a oeste, pois se cansara de Ifé.
Olokum lhe dera uma garrafa contendo um preparado para usar se
precisasse, ela deveria quebrar somente em caso de extremo
perigo.
Iemanjá foi viver no entardecer da terra, o oeste Olofin
Odùduà, Rei de Ifé, põe todo o seu exército a
procura de sua mulher. Iemanjá cercada resolve quebrar a
garrafa conforme lhe foi dito. No mesmo instante criou-se um rio
levando Iemanjá para Okun, o oceano, lugar onde vive Olokun.
Por isso Iemanjá é representada na imagem com grandes
seios, simbolizando a maternidade e a fecundidade
OUTRA LENDA
Olodumaré - Olofim vivia só no infinito, cercado apenas de
fogo, chamas e vapores, onde quase nem podia caminhar.
Cansado desse seu universo tenebroso, cansado de não ter com
quem falar, cansado de não ter com quem brigar, decidiu por
fim aquela situação. Libertou as suas forças e a
violência delas fez jorrar uma tormenta de águas.
As águas debateram-se com rochas que nasciam e abriram no
chão profundas e grandes cavidades. A água encheu as fendas
ocas, fazendo-se os mares e oceanos, em cujas profundezas Olocum
foi habitar.
Do que sobrou da inundação se fez a terra. Na superfície do
mar, junto a terra, ali tomou seu reino Iemanjá, com suas
algas e estrelas-do-mar, peixes, corais, conchas,
madrepérolas.
Ali nasceu Iemanjá em prata e azul, coroada pelo arco-íris
Oxumarê. Olodumaré e Iemanjá, a mãe dos orixás,
dominaram o fogo no fundo da Terra e o entregaram ao poder de
Aganju, o mestre dos vulcões, por onde ainda respira o fogo
aprisionado.
O fofo que se consumia na superfície do mundo eles apagaram e
com as cinzas Orixá Ocô fertilizou os campos, propiciando o
nascimento das ervas, frutos, árvores, bosques, florestas, que
foram dados aos cuidados de Ossaim.
Nos lugares onde as cinzas foram escassas, Nasceram os
pântanos, a peste, Que foi doada pela mãe dos orixás ao
filho Omulu.
Iemanjá encantou-se com a Terra e a enfeitou com rios,
Cascatas e lagoas. Assim surgiu Oxum, dona das águas doces.
Quando tudo estava feito e cada natureza se encontrava em posse
de um dos filhos de Iemanjá, Obatalá, respondendo
diretamente às ordens de Olorum, criou o ser humano. E o ser
humano povoou a Terra.
E os Orixás pelos humanos foram celebrados.
Não existem limites para o conhecimento, não existem
obstáculos para um ser desperto!
Beth Ghimel damadolago_@hotmail.com
todos e fazem-se respeitar. Dificilmente perdoam os erros dos
semelhantes. Gostam de testar as pessoas.
Seu temperamento é muito difícil, são bravas,
nervosas,possuem coração grandioso, são dedicados aos
parentes e amigos, preocupam-se com os outros e consigo. Gostam
de coisas luxuosas. São honestas, gostam da casa e da
família, são ótimas esposas, mães ou pais.
LENDA
Iemanjá foi casada com Orumila, deus da adivinhação mais
tarde casou dom Olofin, Rei de Ifé, com que teve dez filhos,
que correspondem a Orixás.
Iemanjá foge em direção a oeste, pois se cansara de Ifé.
Olokum lhe dera uma garrafa contendo um preparado para usar se
precisasse, ela deveria quebrar somente em caso de extremo
perigo.
Iemanjá foi viver no entardecer da terra, o oeste Olofin
Odùduà, Rei de Ifé, põe todo o seu exército a
procura de sua mulher. Iemanjá cercada resolve quebrar a
garrafa conforme lhe foi dito. No mesmo instante criou-se um rio
levando Iemanjá para Okun, o oceano, lugar onde vive Olokun.
Por isso Iemanjá é representada na imagem com grandes
seios, simbolizando a maternidade e a fecundidade
OUTRA LENDA
Olodumaré - Olofim vivia só no infinito, cercado apenas de
fogo, chamas e vapores, onde quase nem podia caminhar.
Cansado desse seu universo tenebroso, cansado de não ter com
quem falar, cansado de não ter com quem brigar, decidiu por
fim aquela situação. Libertou as suas forças e a
violência delas fez jorrar uma tormenta de águas.
As águas debateram-se com rochas que nasciam e abriram no
chão profundas e grandes cavidades. A água encheu as fendas
ocas, fazendo-se os mares e oceanos, em cujas profundezas Olocum
foi habitar.
Do que sobrou da inundação se fez a terra. Na superfície do
mar, junto a terra, ali tomou seu reino Iemanjá, com suas
algas e estrelas-do-mar, peixes, corais, conchas,
madrepérolas.
Ali nasceu Iemanjá em prata e azul, coroada pelo arco-íris
Oxumarê. Olodumaré e Iemanjá, a mãe dos orixás,
dominaram o fogo no fundo da Terra e o entregaram ao poder de
Aganju, o mestre dos vulcões, por onde ainda respira o fogo
aprisionado.
O fofo que se consumia na superfície do mundo eles apagaram e
com as cinzas Orixá Ocô fertilizou os campos, propiciando o
nascimento das ervas, frutos, árvores, bosques, florestas, que
foram dados aos cuidados de Ossaim.
Nos lugares onde as cinzas foram escassas, Nasceram os
pântanos, a peste, Que foi doada pela mãe dos orixás ao
filho Omulu.
Iemanjá encantou-se com a Terra e a enfeitou com rios,
Cascatas e lagoas. Assim surgiu Oxum, dona das águas doces.
Quando tudo estava feito e cada natureza se encontrava em posse
de um dos filhos de Iemanjá, Obatalá, respondendo
diretamente às ordens de Olorum, criou o ser humano. E o ser
humano povoou a Terra.
E os Orixás pelos humanos foram celebrados.
Não existem limites para o conhecimento, não existem
obstáculos para um ser desperto!
Beth Ghimel damadolago_@hotmail.com
Sobre os Boiadeiros
Enviado por: "Sr. Boiadeiro Rei" boiadeirorei@hotmail.com
Ao amanhecer o dia, o Boiadeiro arrumava seu cavalo e levava seu gado
para o pasto, somente voltava com o cair da tarde, trazendo o gado de
volta para o curral. Nas caminhadas tocava seu berrante e sua viola
cantando sempre uma modinha para sua amada, que ficava na janela do
sobrado, pois os grandes donos das fazendas não permitiam a mistura
de empregados com a patroa.
É tal e qual se poderia presenciar do homem rude do campo. Durante o
dia debaixo do calor intenso do sol ele segue, tocando a boiada,
marcando seu gados e território. À noite ao voltar para casa, o
churrasco com os amigos e a família, um bom papo, ponteado por um
gole de aguardente e um bom palheiro, e nas festas muita alegria, nas
danças e comemorações.
Sofreram preconceitos, como os "sem raça", sem definição de sua
origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas
respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas
ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e
feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente
misturada com a do índio e a do negro) e sua língua, entre outras
coisas.
Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os
Boiadeiros representam a força de vontade, a liberdade e a
determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de
conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas
com uma força e fé muito grande.
O caboclo boiadeiro está ligado com a imagem do peão boiadeiro -
habilidoso, valente e de muita força física. Vem sempre gritando e
agitando os braços como se possuísse na mão, um laço para laçar um
novilho. Sua dança simboliza o peão sobre o cavalo a andar nas
pastagens.
Enquanto os "caboclos índios" são quase sempre sisudos e de poucas
palavras, é possível encontrar alguns boiadeiros sorridentes e
conversadores.
Os Boiadeiros vêm dentro da linha de Oxossi. Mas também são regidos
por Iansã, tendo recebido da mesma a autoridade de conduzir os eguns
da mesma forma que conduziam sua boiada quando encarnados. Levam cada
boi (espírito) para seu destino, e trazem os bois que se desgarram
(obsessores, quiumbas, etc.) de volta ao caminho do resto da boiada
(o caminho do bem).
Ao amanhecer o dia, o Boiadeiro arrumava seu cavalo e levava seu gado
para o pasto, somente voltava com o cair da tarde, trazendo o gado de
volta para o curral. Nas caminhadas tocava seu berrante e sua viola
cantando sempre uma modinha para sua amada, que ficava na janela do
sobrado, pois os grandes donos das fazendas não permitiam a mistura
de empregados com a patroa.
É tal e qual se poderia presenciar do homem rude do campo. Durante o
dia debaixo do calor intenso do sol ele segue, tocando a boiada,
marcando seu gados e território. À noite ao voltar para casa, o
churrasco com os amigos e a família, um bom papo, ponteado por um
gole de aguardente e um bom palheiro, e nas festas muita alegria, nas
danças e comemorações.
Sofreram preconceitos, como os "sem raça", sem definição de sua
origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas
respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas
ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e
feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente
misturada com a do índio e a do negro) e sua língua, entre outras
coisas.
Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os
Boiadeiros representam a força de vontade, a liberdade e a
determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de
conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas
com uma força e fé muito grande.
O caboclo boiadeiro está ligado com a imagem do peão boiadeiro -
habilidoso, valente e de muita força física. Vem sempre gritando e
agitando os braços como se possuísse na mão, um laço para laçar um
novilho. Sua dança simboliza o peão sobre o cavalo a andar nas
pastagens.
Enquanto os "caboclos índios" são quase sempre sisudos e de poucas
palavras, é possível encontrar alguns boiadeiros sorridentes e
conversadores.
Os Boiadeiros vêm dentro da linha de Oxossi. Mas também são regidos
por Iansã, tendo recebido da mesma a autoridade de conduzir os eguns
da mesma forma que conduziam sua boiada quando encarnados. Levam cada
boi (espírito) para seu destino, e trazem os bois que se desgarram
(obsessores, quiumbas, etc.) de volta ao caminho do resto da boiada
(o caminho do bem).
PRETOS VELHOS
História
As grandes metrópoles do período colonial: Portugal,
Espanha,
Inglaterra, França, etc; subjugaram nações africanas,
fazendo dos
negros mercadorias, objetos sem direitos ou alma. Os negros
africanos foram levados a diversas colônias espalhadas
principalmente nas Américas e em plantações no Sul de
Portugal e em
serviços de casa na Inglaterra e França. Os traficantes
coloniais
utilizavam-se de diversas técnicas para poder arrematar os
negros:
Chegavam de assalto e prendiam os mais jovens e mais fortes da
tribo, que viviam principalmente no litoral Oeste, no
Centro-oeste,
Nordeste e Sul da África. Trocavam por mercadoria: espelhos,
facas,
bebidas, etc. Os cativos de uma tribo que fora vencida em
guerras
tribais ou corrompiam os chefes da tribo financiando as guerras e
fazendo dos vencidos escravos. No Brasil os escravos negros
chegavam por Recife e Salvador, nos séculos XVI e XVII, e no
Rio de
Janeiro, no século XVIII.XVIII. Os primeiros grupos que vieram
para
essas regiões foram os bantos; cabindos; sudaneses;
iorubás; geges;
hauçá; minas e malês. A valorização do tráfico
negreiro, fonte da riqueza
colonial, custou muito caro; em quatro séculos, do XV ao XIX,
a
África perdeu, entre escravizados e mortos 65 a 75 milhões
de
pessoas, e estas constituiam uma parte selecionada da
população.
Arrancados de sua terra de origem, uma vida amarga e penosa
esperava esses homens e mulheres na colônia: trabalho de sol a
sol
nas grandes fazendas de açúcar. Tanto esforço, que um
africano aqui
chegado durava, em média, de sete a dez anos! Em anos! Em
troca de
seu trabalho os negros recebiam três "pês": Pau, Pano e
Pão. E
reagiam a tantos tormentos suicidando-se, evitando a
reprodução,
assassinando feitores, capitães-do-mato e proprietários. Em
seus cultos, os escravos resistiam, simbolicamente, à
dominação. A
"macumba" era, e ainda é, um ritual de liberdade, protesto,
reação
à opressão. As rezas, batucadas, danças e cantos eram
maneiras de
aliviar a asfixia da escravidão. A resistência também
acontecia na
fuga das fazendas e na formação dos quilombos, onde os negros
tentaram reconstituir sua vida africana. Um dos maiores
quilombos
foi o Quilombo dos Palmares onde reinou Ganga Zumba ao lado de
seu
guerreiro Zumbi (protegido de Ogum). Os negros que se adaptavam
mais facilmente à nova situação recebiam tarefas mais
especializadas, reprodutores, caldeireiro, carpinteiros,
tocheiros,
trabalhador na casa grande (escravos domésticos) e outros,
ganharam
alforria pelos seus senhores ou pelas leis do Sexagenário, do
Ventre livre
e, enfim, pela Lei Áurea. A Legião de espíritos chamados
"Pretos-Velhos"
foi formada no Brasil, devido a esse torpe comércio do
tráfico de escravos
arrebanhados da África. Estes negros aos poucos conseguiram
envelhecer
e constituir mesmo de maneira precária uma união
representativa da língua,
culto aos Orixás e aos antepassados e tornaram-se um elemento
de
referência para os mais novos, refletindo os velhos costumes
da Mãe
África. Eles conseguiram preservar e até modificar, no
sincretismo,
sua cultura e sua religião. Idosos mesmo, poucos vieram, já
que os
escravagistas preferiam os jovens e fortes, tanto para resistirem
ao trabalho braçal como às exemplificações com o
látego. Porém, foi
esta minoria o compêndio no qual os incipientes puderam ler e
aprender a ciência e sabedoria milenar de seus ancestrais,
tais
como o conhecimento e emprego de ervas, plantas, raízes,
enfim,
tudo aquilo que nos dá graciosamente a mãe natureza. Mesmo
contando
com a religião, suas cerimônias, cânticos, esses
moços logicamente não
poderiam resistir à erosão que o grande mestre, o tempo,
produz sobre o
invólucro carnal, como todos os mortais. Mas a mente não
envelhece,
apenas amadurece. Não podendo mais trabalhar duro de sol a
sol,
constituíram-se a nata da sociedade negra subjugada. Contudo,
o peso
dos anos é implacavelmente destruidor, como sempre acontece. O
ato
final da peça que encarnamos no vale de lágrimas que é o
planeta Terra é
a morte. Mas eles voltaram. A sua missão não estava ainda
cumprida.
Precisavam evoluir gradualmente no plano espiritual. Muitos
ainda,
usando seu linguajar característico, praticando os sagrados
rituais
do culto, utilizados desde tempos imemoriais, manifestaram-se em
indivíduos previamente selecionados de acordo com a sua
ascendência
(linhagem), costumes, tradições e cultura. Teriam que possuir
a
essência intrínseca da civilização que se aprimorou
após
incontáveis anos de vivência.
Formação da Falange dos Pretos-Velhos na Umbanda
Depois de mortos, passaram a surgir em lugares adequados,
principalmente para se manifestarem. Ao se incorporarem, trazem
os
Pretos-Velhos os sinais característicos das tribos a que
pertenciam. Os Pretos-velhos são nossos Guias ou Protetores,
mas no
Candomblé, são considerados Eguns (almas desencarnadas), e
decorrente disso, só têm fio de conta (Guia) na Umbanda.
Usam
branco ou preto e branco. Essas cores são usadas porque, sendo
os
Pretos-Velhos almas de escravos, lembram que eles só podiam
andar
de branco ou xadrez preto e branco, em sua maioria. Temos
também a
Guia de lágrima de Nossa Senhora, semente cinza com uma palha
dentro. Essa Guia vem dos tempos dos cativeiros, porque era o
material mais fácil de se encontrar na época dos escravos,
cuja
planta era encontrada em quase todos os lugares. O dia em que a
Umbanda homenageia os Pretos-Velhos é 13 de maio, que é a
data em
que foi assinada a Lei Áurea (libertação dos escravos).
O NOMES DOS PRETOS-VELHOS
Há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto-Velho
ser uma
miscelânea de palavras portuguesas e africanas. Voltemos ao
passado, na época que cognominamos "A Idade das Trevas" no
Brasil,
dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores
feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à
influência
portuguesa) não permitiam a seus escravos a liberdade de
culto.
Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos
amos.
Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não
há
resistência, só a inteligência vence. Faziam seus
rituais às
ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem
estar
eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias
assistiam
forçados. As crianças escravas recém-nascidas, na
época, eram
batizadas duas vezes. A primeira, ocultamente, na nação a que
pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a
seita. A segunda vez, na pia batismal católica, sendo esta
obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome dado
pelo seu
senhor, sendo o sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda
onde nascera (Ex.: Antônio da Coroa Grande), ou então da
região
africana de onde vieram (Ex.: Joaquim D'Angola). O termo
"Velho",
"Vovô" e "Vovó" é para sinalizar sua experiência,
pois quando
pensamos em alguém mais velho, como um um vovô ou uma
vovó
subentendemos que essa pessoa já tenha vivido mais tempo,
adquirindo assim sabedoria, paciência, compreensão. É
baseado
nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham. No mundo
espiritual é bastante semelhante, a grande característica
dessa
linha é o conselho. É devido a esse fator que
carinhosamente
dizemos que são os "Psicólogos da Umbanda".
Eis aqui, como exemplo, o nome de alguns Pretos-Velhos:
Pai Cambinda (ou Cambina), Pai Roberto, Pai Cipriano, Pai João
,Pai
Congo, Pai José D'Angola, Pai Benguela, Pai Jerônimo, Pai
Francisco, Pai Guiné, Pai Joaquim, Pai Antônio, Pai
Serafim, Pai
Firmino D'Angola, Pai Serapião, Pai Fabrício das Almas,
Pai
Benedito, Pai Julião, Pai Jobim, Pai Jobá, Pai Jacó, Pai
Caetano,
Pai Tomaz, Pai Tomé, Pai Malaquias, Pai Dindó, Vovó
Maria Conga,
Vovó Manuela, Vovó Chica, Vovó Cambinda (ou Cambina),
Vovó Ana,
Vovó Maria, Vovó Maria Redonda, Vovó Catarina, Vovó
Luiza, Vovó
Rita, Vovó Gabriela, Vovó Quitéria, Vovó Mariana,
Vovó Maria da
Serra, Vovó Maria de Minas, Vovó Rosa da Bahia, Vovó
Maria do
Rosário, Vovó Benedita. Obs: Normalmente os Pretos-Velhos
tratados
por Vovô ou Vovó são mais velhos do que aqueles tratados
por Pai,
Mãe, Tio ou Tia).
Atribuições
Eles representam a humildade, força de vontade, a
resignação, a
sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência
para
todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e
espíritos sem luz. Não têm raiva ou ódio pelas
humilhações,
atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado. Com
seus
cachimbos, fala pausada, tranqüilidade nos gestos, eles
escutam e
ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor,
idade,
sexo e de religião. São extremamente pacientes com os seus
filhos
e, como poucos, sabem incutir-lhes os conceitos de karma e
ensinar-lhes resignação Não se pode dizer que em sua
totalidade
esses espíritos são diretamente os mesmos Pretos-Velhos da
escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação
passaram por
muitas vidas anteriores foram: negros escravos, filósofos,
médicos,
ricos, pobres, iluminados, e outros. Mas, para ajudar aqueles que
necessitam escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em
forma incorporada de Preto-Velho.
Outros, nem negros foram, mas escolheram como missão voltar
nessa
pseudo-forma. Outros foram até mesmo Exus, que evoluíram e
tomaram
as formas de um Pretos-Velhos. Este comentário pode deixar
algumas
pessoas, do culto e fora dele, meio confusas: "então o
Preto-Velho
não é um Preto-Velho, ou é, ou o que acontece???". Esses
espíritos
assumem esta forma com o objetivo de manter uma perfeita
comunicação com aqueles que os vão procurar em busca de
ajuda. O
espírito que evoluiu tem a capacidade de assumir qualquer
forma,
pois ele é energia viva e conduzente de luz, a forma é
apenas uma
conseqüência do que eles tenham que fazer na terra. Esses
espíritos
podem se apresentar, por exemplo, em lugares como um médico e
em
outros como um Preto-Velho ou até mesmo um caboclo ou exu.
Tudo
isso vai de acordo com o seu trabalho, sua missão. Não
é uma forma
de enganar ou má fé com relação àqueles que
acreditam, muito pelo
contrário, quando se conversa sinceramente, eles mesmos nos
dizem
quem são, caso tenham autorização. Por isso, se você for
falar com um
Preto-Velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira
milagres ou
que ele resolva seus problemas, como em um passe de mágica,
entenda
que qualquer solução tem o princípio dentro de você
mesmo, tenha fé,
acredite em você, tenha amor a Deus e a você mesmo. Para
muitos os
Pretos-Velhos são conselheiros mostrando a vida e seus
caminhos;
para outros, são pisicólogos, amigos, confidentes, mentores
espirituais; para outros, são os exorcistas que lutam com suas
mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo, pontos riscados e
outros, apoiados pelos exus desfazendo trabalhos. Também
combatem
as forças negativas (o mal), espíritos obssessores e
kiumbas.
A MENSAGEM DOS PRETOS-VELHOS
A figura do Preto-Velho é um símbolo magnífico. Ela
representa o
espírito de humildade, de serenidade e de de paciência que
devemos
ter sempre em mente para que possamos evoluir espiritualmente.
Certa vez, em um centro do interior de Minas, uma senhora
consultando-se com um Preto-Velho comentou que ficava muito
triste
ao ver no terreiro pessoas unicamente interessadas em resolver
seus
problemas particulares de cunho material, usando os trabalhos de
Umbanda sem pensar no próximo e, só retornavam ao terreiro,
quando
estavam com outros problemas. O Preto-Velho deu uma baforada com
seu cachimbo e respondeu tranquilamente: "Sabe filha, essas
pessoas
preocupadas consigo próprias, são escravas do egoísmo.
Procuramos
ajudá-las, resolvendo seus problemas; mas, aquelas que podem
ser
aproveitadas, depois de algum tempo, sem que percebam, estarão
vestidas de roupa branca, descalças, fazendo parte do
terreiro. Muitas
pessoas vem aqui buscar lã e saem tosqueadas; acabam nos
ajudando
nos trabalhos de caridade". Essa é a sabedoria dos
Pretos-Velhos...
Os Pretos-Velhos levam a força de Deus (Zambi) a todos que
queiram
aprender e encontrar uma fé. Sem ver a quem, sem julgar, ou
colocando
pecados. Mostrando que o amor a Deus, o respeito ao próximo e
a si
mesmo, o amor próprio, a força de vontade e encarar o
ciclo da
reencarnação podem aliviar os sofrimentos do karma e elevar o
espírito
para a luz divina. Fazendo com que as pessoas entendam e encarem
seus problemas e procurem suas soluções da melhor maneira
possível
dentro da lei do dharma e da causa e efeito. Eles aliviam o
fardo
espiritual de cada pessoa fazendo com que ela se fortaleça
espiritualmente. Se a pessoa se fortalece e cresce consegue
carregar mais comodamente o peso de seus sofrimentos.
Ao passo que se ela se entrega ao sofrimento e ao desespero
enfraquece e sucumbe por terra pelo peso que carrega. Então
cada um
pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente de acordo
como
encare seu destino e os acontecimentos de sua vida: "Cada um
colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás
tempestade. Mas, se tu entenderes que com luta o sofrimento pode
tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciência do que
foste
teu passado aprendendo com teus erros e visando o crescimento e a
felicidade do futuro. Não sejais egoísta, aquilo que te
fores
ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça,
de
graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na
fé é que tu
podeis encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS" (Pai
Cipriano).
CARACTERISTICAS:
Irradiação
Todos os Pretos-Velhos vem na linha das Almas, mas cada um vem na
irradiação de um Orixá diferente.
Fios de Contas (Guias)
Muitos dos Pretos-Velhos Gostam de Guias com Contas de Rosário
de
Nossa Senhora, alguns misturam favas e colocam Cruzes ou Figas
feitas de Guiné ou Arruda.
Roupas
Preta e branca; carijó (xadrez preto e branco). As
Pretas-Velhas às
vezes usam lenços na cabeça e/ou batas; e os Pretos-Velhos
às vezes
usam chapéude palha.
Bebida
Café preto, vinho tinto, vinho moscatel, cachaça com mel
(às vezes
misturam ervas, sal, alho e outros elementos na bebida).
Dia da semana:Segunda-feira
Chakra atuante:básico ou sacro
Cor representativa:preto e branco;
Fumo:cachimbos ou cigarros de palha.
Obs:Os Pretos-Velhos às vezes usam bengalas ou cajados.
Cozinha Ritualística
Tutu de feijão preto
Mingau das almas
É um mingau feito de maizena e leite de vaca (às vezes com
leite de
coco), sem açúcar ou sal, colocado em tigela de louça
branca. É
comum colocar-se uma cruz feita de fitas pretas sobre esse
mingau,
antes de entregá-lo na natureza.
Bolinhos de tapioca
Os bolinhos de tapioca são feitos colocando-se a tapioca de
molho
em água quente (ou leite de coco, se preferir), de modo a
inchar.
Quando inchado, enrole os bolinhos em forma de croquete e
passe-os
em farinha de mesa crua. Asse na grelha. Colocar os bolinhos em
prato de louça branca podendo acrescentar arruda, rapadura,
fumo de
rolo, etc.
Obs: Nas sessões festivas de Pretos-Velhos, é usual servir
a
tradicional feijoada completa, feita de feijao preto, miúdos e
carne salgada de boi, acompanhada de couve à mineira e farofa
As grandes metrópoles do período colonial: Portugal,
Espanha,
Inglaterra, França, etc; subjugaram nações africanas,
fazendo dos
negros mercadorias, objetos sem direitos ou alma. Os negros
africanos foram levados a diversas colônias espalhadas
principalmente nas Américas e em plantações no Sul de
Portugal e em
serviços de casa na Inglaterra e França. Os traficantes
coloniais
utilizavam-se de diversas técnicas para poder arrematar os
negros:
Chegavam de assalto e prendiam os mais jovens e mais fortes da
tribo, que viviam principalmente no litoral Oeste, no
Centro-oeste,
Nordeste e Sul da África. Trocavam por mercadoria: espelhos,
facas,
bebidas, etc. Os cativos de uma tribo que fora vencida em
guerras
tribais ou corrompiam os chefes da tribo financiando as guerras e
fazendo dos vencidos escravos. No Brasil os escravos negros
chegavam por Recife e Salvador, nos séculos XVI e XVII, e no
Rio de
Janeiro, no século XVIII.XVIII. Os primeiros grupos que vieram
para
essas regiões foram os bantos; cabindos; sudaneses;
iorubás; geges;
hauçá; minas e malês. A valorização do tráfico
negreiro, fonte da riqueza
colonial, custou muito caro; em quatro séculos, do XV ao XIX,
a
África perdeu, entre escravizados e mortos 65 a 75 milhões
de
pessoas, e estas constituiam uma parte selecionada da
população.
Arrancados de sua terra de origem, uma vida amarga e penosa
esperava esses homens e mulheres na colônia: trabalho de sol a
sol
nas grandes fazendas de açúcar. Tanto esforço, que um
africano aqui
chegado durava, em média, de sete a dez anos! Em anos! Em
troca de
seu trabalho os negros recebiam três "pês": Pau, Pano e
Pão. E
reagiam a tantos tormentos suicidando-se, evitando a
reprodução,
assassinando feitores, capitães-do-mato e proprietários. Em
seus cultos, os escravos resistiam, simbolicamente, à
dominação. A
"macumba" era, e ainda é, um ritual de liberdade, protesto,
reação
à opressão. As rezas, batucadas, danças e cantos eram
maneiras de
aliviar a asfixia da escravidão. A resistência também
acontecia na
fuga das fazendas e na formação dos quilombos, onde os negros
tentaram reconstituir sua vida africana. Um dos maiores
quilombos
foi o Quilombo dos Palmares onde reinou Ganga Zumba ao lado de
seu
guerreiro Zumbi (protegido de Ogum). Os negros que se adaptavam
mais facilmente à nova situação recebiam tarefas mais
especializadas, reprodutores, caldeireiro, carpinteiros,
tocheiros,
trabalhador na casa grande (escravos domésticos) e outros,
ganharam
alforria pelos seus senhores ou pelas leis do Sexagenário, do
Ventre livre
e, enfim, pela Lei Áurea. A Legião de espíritos chamados
"Pretos-Velhos"
foi formada no Brasil, devido a esse torpe comércio do
tráfico de escravos
arrebanhados da África. Estes negros aos poucos conseguiram
envelhecer
e constituir mesmo de maneira precária uma união
representativa da língua,
culto aos Orixás e aos antepassados e tornaram-se um elemento
de
referência para os mais novos, refletindo os velhos costumes
da Mãe
África. Eles conseguiram preservar e até modificar, no
sincretismo,
sua cultura e sua religião. Idosos mesmo, poucos vieram, já
que os
escravagistas preferiam os jovens e fortes, tanto para resistirem
ao trabalho braçal como às exemplificações com o
látego. Porém, foi
esta minoria o compêndio no qual os incipientes puderam ler e
aprender a ciência e sabedoria milenar de seus ancestrais,
tais
como o conhecimento e emprego de ervas, plantas, raízes,
enfim,
tudo aquilo que nos dá graciosamente a mãe natureza. Mesmo
contando
com a religião, suas cerimônias, cânticos, esses
moços logicamente não
poderiam resistir à erosão que o grande mestre, o tempo,
produz sobre o
invólucro carnal, como todos os mortais. Mas a mente não
envelhece,
apenas amadurece. Não podendo mais trabalhar duro de sol a
sol,
constituíram-se a nata da sociedade negra subjugada. Contudo,
o peso
dos anos é implacavelmente destruidor, como sempre acontece. O
ato
final da peça que encarnamos no vale de lágrimas que é o
planeta Terra é
a morte. Mas eles voltaram. A sua missão não estava ainda
cumprida.
Precisavam evoluir gradualmente no plano espiritual. Muitos
ainda,
usando seu linguajar característico, praticando os sagrados
rituais
do culto, utilizados desde tempos imemoriais, manifestaram-se em
indivíduos previamente selecionados de acordo com a sua
ascendência
(linhagem), costumes, tradições e cultura. Teriam que possuir
a
essência intrínseca da civilização que se aprimorou
após
incontáveis anos de vivência.
Formação da Falange dos Pretos-Velhos na Umbanda
Depois de mortos, passaram a surgir em lugares adequados,
principalmente para se manifestarem. Ao se incorporarem, trazem
os
Pretos-Velhos os sinais característicos das tribos a que
pertenciam. Os Pretos-velhos são nossos Guias ou Protetores,
mas no
Candomblé, são considerados Eguns (almas desencarnadas), e
decorrente disso, só têm fio de conta (Guia) na Umbanda.
Usam
branco ou preto e branco. Essas cores são usadas porque, sendo
os
Pretos-Velhos almas de escravos, lembram que eles só podiam
andar
de branco ou xadrez preto e branco, em sua maioria. Temos
também a
Guia de lágrima de Nossa Senhora, semente cinza com uma palha
dentro. Essa Guia vem dos tempos dos cativeiros, porque era o
material mais fácil de se encontrar na época dos escravos,
cuja
planta era encontrada em quase todos os lugares. O dia em que a
Umbanda homenageia os Pretos-Velhos é 13 de maio, que é a
data em
que foi assinada a Lei Áurea (libertação dos escravos).
O NOMES DOS PRETOS-VELHOS
Há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto-Velho
ser uma
miscelânea de palavras portuguesas e africanas. Voltemos ao
passado, na época que cognominamos "A Idade das Trevas" no
Brasil,
dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores
feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à
influência
portuguesa) não permitiam a seus escravos a liberdade de
culto.
Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos
amos.
Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não
há
resistência, só a inteligência vence. Faziam seus
rituais às
ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem
estar
eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias
assistiam
forçados. As crianças escravas recém-nascidas, na
época, eram
batizadas duas vezes. A primeira, ocultamente, na nação a que
pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a
seita. A segunda vez, na pia batismal católica, sendo esta
obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome dado
pelo seu
senhor, sendo o sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda
onde nascera (Ex.: Antônio da Coroa Grande), ou então da
região
africana de onde vieram (Ex.: Joaquim D'Angola). O termo
"Velho",
"Vovô" e "Vovó" é para sinalizar sua experiência,
pois quando
pensamos em alguém mais velho, como um um vovô ou uma
vovó
subentendemos que essa pessoa já tenha vivido mais tempo,
adquirindo assim sabedoria, paciência, compreensão. É
baseado
nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham. No mundo
espiritual é bastante semelhante, a grande característica
dessa
linha é o conselho. É devido a esse fator que
carinhosamente
dizemos que são os "Psicólogos da Umbanda".
Eis aqui, como exemplo, o nome de alguns Pretos-Velhos:
Pai Cambinda (ou Cambina), Pai Roberto, Pai Cipriano, Pai João
,Pai
Congo, Pai José D'Angola, Pai Benguela, Pai Jerônimo, Pai
Francisco, Pai Guiné, Pai Joaquim, Pai Antônio, Pai
Serafim, Pai
Firmino D'Angola, Pai Serapião, Pai Fabrício das Almas,
Pai
Benedito, Pai Julião, Pai Jobim, Pai Jobá, Pai Jacó, Pai
Caetano,
Pai Tomaz, Pai Tomé, Pai Malaquias, Pai Dindó, Vovó
Maria Conga,
Vovó Manuela, Vovó Chica, Vovó Cambinda (ou Cambina),
Vovó Ana,
Vovó Maria, Vovó Maria Redonda, Vovó Catarina, Vovó
Luiza, Vovó
Rita, Vovó Gabriela, Vovó Quitéria, Vovó Mariana,
Vovó Maria da
Serra, Vovó Maria de Minas, Vovó Rosa da Bahia, Vovó
Maria do
Rosário, Vovó Benedita. Obs: Normalmente os Pretos-Velhos
tratados
por Vovô ou Vovó são mais velhos do que aqueles tratados
por Pai,
Mãe, Tio ou Tia).
Atribuições
Eles representam a humildade, força de vontade, a
resignação, a
sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência
para
todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e
espíritos sem luz. Não têm raiva ou ódio pelas
humilhações,
atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado. Com
seus
cachimbos, fala pausada, tranqüilidade nos gestos, eles
escutam e
ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor,
idade,
sexo e de religião. São extremamente pacientes com os seus
filhos
e, como poucos, sabem incutir-lhes os conceitos de karma e
ensinar-lhes resignação Não se pode dizer que em sua
totalidade
esses espíritos são diretamente os mesmos Pretos-Velhos da
escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação
passaram por
muitas vidas anteriores foram: negros escravos, filósofos,
médicos,
ricos, pobres, iluminados, e outros. Mas, para ajudar aqueles que
necessitam escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em
forma incorporada de Preto-Velho.
Outros, nem negros foram, mas escolheram como missão voltar
nessa
pseudo-forma. Outros foram até mesmo Exus, que evoluíram e
tomaram
as formas de um Pretos-Velhos. Este comentário pode deixar
algumas
pessoas, do culto e fora dele, meio confusas: "então o
Preto-Velho
não é um Preto-Velho, ou é, ou o que acontece???". Esses
espíritos
assumem esta forma com o objetivo de manter uma perfeita
comunicação com aqueles que os vão procurar em busca de
ajuda. O
espírito que evoluiu tem a capacidade de assumir qualquer
forma,
pois ele é energia viva e conduzente de luz, a forma é
apenas uma
conseqüência do que eles tenham que fazer na terra. Esses
espíritos
podem se apresentar, por exemplo, em lugares como um médico e
em
outros como um Preto-Velho ou até mesmo um caboclo ou exu.
Tudo
isso vai de acordo com o seu trabalho, sua missão. Não
é uma forma
de enganar ou má fé com relação àqueles que
acreditam, muito pelo
contrário, quando se conversa sinceramente, eles mesmos nos
dizem
quem são, caso tenham autorização. Por isso, se você for
falar com um
Preto-Velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira
milagres ou
que ele resolva seus problemas, como em um passe de mágica,
entenda
que qualquer solução tem o princípio dentro de você
mesmo, tenha fé,
acredite em você, tenha amor a Deus e a você mesmo. Para
muitos os
Pretos-Velhos são conselheiros mostrando a vida e seus
caminhos;
para outros, são pisicólogos, amigos, confidentes, mentores
espirituais; para outros, são os exorcistas que lutam com suas
mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo, pontos riscados e
outros, apoiados pelos exus desfazendo trabalhos. Também
combatem
as forças negativas (o mal), espíritos obssessores e
kiumbas.
A MENSAGEM DOS PRETOS-VELHOS
A figura do Preto-Velho é um símbolo magnífico. Ela
representa o
espírito de humildade, de serenidade e de de paciência que
devemos
ter sempre em mente para que possamos evoluir espiritualmente.
Certa vez, em um centro do interior de Minas, uma senhora
consultando-se com um Preto-Velho comentou que ficava muito
triste
ao ver no terreiro pessoas unicamente interessadas em resolver
seus
problemas particulares de cunho material, usando os trabalhos de
Umbanda sem pensar no próximo e, só retornavam ao terreiro,
quando
estavam com outros problemas. O Preto-Velho deu uma baforada com
seu cachimbo e respondeu tranquilamente: "Sabe filha, essas
pessoas
preocupadas consigo próprias, são escravas do egoísmo.
Procuramos
ajudá-las, resolvendo seus problemas; mas, aquelas que podem
ser
aproveitadas, depois de algum tempo, sem que percebam, estarão
vestidas de roupa branca, descalças, fazendo parte do
terreiro. Muitas
pessoas vem aqui buscar lã e saem tosqueadas; acabam nos
ajudando
nos trabalhos de caridade". Essa é a sabedoria dos
Pretos-Velhos...
Os Pretos-Velhos levam a força de Deus (Zambi) a todos que
queiram
aprender e encontrar uma fé. Sem ver a quem, sem julgar, ou
colocando
pecados. Mostrando que o amor a Deus, o respeito ao próximo e
a si
mesmo, o amor próprio, a força de vontade e encarar o
ciclo da
reencarnação podem aliviar os sofrimentos do karma e elevar o
espírito
para a luz divina. Fazendo com que as pessoas entendam e encarem
seus problemas e procurem suas soluções da melhor maneira
possível
dentro da lei do dharma e da causa e efeito. Eles aliviam o
fardo
espiritual de cada pessoa fazendo com que ela se fortaleça
espiritualmente. Se a pessoa se fortalece e cresce consegue
carregar mais comodamente o peso de seus sofrimentos.
Ao passo que se ela se entrega ao sofrimento e ao desespero
enfraquece e sucumbe por terra pelo peso que carrega. Então
cada um
pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente de acordo
como
encare seu destino e os acontecimentos de sua vida: "Cada um
colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás
tempestade. Mas, se tu entenderes que com luta o sofrimento pode
tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciência do que
foste
teu passado aprendendo com teus erros e visando o crescimento e a
felicidade do futuro. Não sejais egoísta, aquilo que te
fores
ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça,
de
graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na
fé é que tu
podeis encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS" (Pai
Cipriano).
CARACTERISTICAS:
Irradiação
Todos os Pretos-Velhos vem na linha das Almas, mas cada um vem na
irradiação de um Orixá diferente.
Fios de Contas (Guias)
Muitos dos Pretos-Velhos Gostam de Guias com Contas de Rosário
de
Nossa Senhora, alguns misturam favas e colocam Cruzes ou Figas
feitas de Guiné ou Arruda.
Roupas
Preta e branca; carijó (xadrez preto e branco). As
Pretas-Velhas às
vezes usam lenços na cabeça e/ou batas; e os Pretos-Velhos
às vezes
usam chapéude palha.
Bebida
Café preto, vinho tinto, vinho moscatel, cachaça com mel
(às vezes
misturam ervas, sal, alho e outros elementos na bebida).
Dia da semana:Segunda-feira
Chakra atuante:básico ou sacro
Cor representativa:preto e branco;
Fumo:cachimbos ou cigarros de palha.
Obs:Os Pretos-Velhos às vezes usam bengalas ou cajados.
Cozinha Ritualística
Tutu de feijão preto
Mingau das almas
É um mingau feito de maizena e leite de vaca (às vezes com
leite de
coco), sem açúcar ou sal, colocado em tigela de louça
branca. É
comum colocar-se uma cruz feita de fitas pretas sobre esse
mingau,
antes de entregá-lo na natureza.
Bolinhos de tapioca
Os bolinhos de tapioca são feitos colocando-se a tapioca de
molho
em água quente (ou leite de coco, se preferir), de modo a
inchar.
Quando inchado, enrole os bolinhos em forma de croquete e
passe-os
em farinha de mesa crua. Asse na grelha. Colocar os bolinhos em
prato de louça branca podendo acrescentar arruda, rapadura,
fumo de
rolo, etc.
Obs: Nas sessões festivas de Pretos-Velhos, é usual servir
a
tradicional feijoada completa, feita de feijao preto, miúdos e
carne salgada de boi, acompanhada de couve à mineira e farofa
VELAS
As cores tem extrema influência em nossa vida, e podem auxiliar no
tratamento de várias doenças e equilibrar e harmonizar as energias
de sua vida . Conheça as propriedades de cada uma delas e o que
representam.
BRANCO
Purificador e transformador, produz sensação de limpeza e claridade.
Estimula a criatividade. Se sua casa, ou mesmo a sua(o) companheira
(o), começou a brigar e discutir a troco de nada, peça ao seu anjo
que a harmonia volte a reinar entre vocês.
AMARELA
Simboliza a alegria de viver, o alto - astral. Dizem que tem o poder
de agilizar a inteligência e a facilidade de aprender. Utilíssima
em épocas de prova e vestibular
LARANJA
Traz alegria, entusiasmo e auto confiança. Auxilia no processso
criativo e estimula a libido.
ROSA
Abre o coração. Ensina o amor incondicional. Estimula todas as formas
de inspiração e amor. Traz conforto e aconchego à alma. Amor, muito
amor. A cor, relacionada ao planeta Vênus, é a ideal para quem quer
encontrar sua alma gêmea
VERMELHA
Cor da paixão e de sentimentos intensos. Deve ser usada com muito
cuidado por ser muito estimulante. Uma boa pedida para quem está meio
deprimida sem ânimo para nada. O vermelho simboliza o dinamismo, a
força e a coragem
VIOLETA
Propicia inovações e mudanças. Dá privilégio ao lado espiritual e
promove harmonia. Cota elegância e representa poder e riqueza. Essa
cor é muito boa para mudar os sentimentos negativos em positivos.
AZUL
Integra-se a qualquer ambiente, eliminando energias negativas. Traz
calma e serenidade, sendo ideal para dormitórios. Estimula o
crescimento pessoal e melhora o auto controle. Acenda-a quando
quiser fazer um pedido relacionado a trabalho.
VERDE
É a cor da natureza, ajuda a renovar as energias. Representa a
esperança e a abudância. Estimula momentos de paz e cura. Dever ser
usada nos ambientes que abrigam pessoas enfermas. Vai trazer
tranqüilidade e acabar com as tensões. Se alguém ou você Mesmo,
estiver com uma gripe danada, acenda uma vela verde e peça ao seu
anjo da guarda que a ajude na cura.
CORES, ESSÊNCIAS E FINALIDADES
Branca ==> Canela ==> Paz e harmonia
Vermelha==> Cravo ==> Pedidos urgentes
Amarela==> Sândalo==> Energético
Laranja==> Alfazema==> Prosperidade
Cinza==> Rosas==> Fartura
Violeta==> Violeta==> Espiritualidade
Verde==> Pinho==> Saúde
Rosa==> Jasmim==> Amor
Marrom==> Mel==> Pedidos aos elementais
Azul==> Alecrim==> Tranqüilidade
MENSAGEM DAS VELAS
As divindades ou entidades também nos enviam mensagens através das
velas e assim, dependendo de seu comportamento, podem significar:
Quando a vela não acende de imediato:
A divindade invocada pode ter dificuldade em se conectar. O seu
astral pode estar baixo.
Quando a chama da vela tem a cor azulada:
Demonstra que por perto se encontram as entidades de bom caráter,
indicando um bom sinal.
Quando a chama da vela é vacilante, intermitente ou piscante:
A divindade está querendo alertar-lhe que o seu pedido sofrerá
algumas mudanças.
Quando a chama solta fagulhas:
A divindade providenciará alguém que servirá como ponte de ligação
entre você e a entidade.
Quando a chama oscila, aumentando e diminuindo:
A divindade está lhe avisando que você está muito disperso(a) é
necessário maior concentração.
Quando a chama assume a forma de espiral:
A mensagem significa que o seu pedido será atendido.
Quando o pavio é repartido em dois:
A entidade não está entendendo o seu pedido.
Quando a ponta do pavio permanece brilhante:
O seu pedido será atendido com êxito.
Quando a vela chora muito:
A divindade está informando que a realização de seu pedido será
muito difícil.
Quando a vela se apaga:
A divindade está lhe avisando que somente realizará a parte mais
difícil cabendo a você resolver o restante.
Quando após a extinção da vela sobrar um pouco de pavio e alguma
cera ao seu redor:
A divindade está pedindo para continuar o ritual, pois somente uma
vela não foi suficiente.
A.D.
tratamento de várias doenças e equilibrar e harmonizar as energias
de sua vida . Conheça as propriedades de cada uma delas e o que
representam.
BRANCO
Purificador e transformador, produz sensação de limpeza e claridade.
Estimula a criatividade. Se sua casa, ou mesmo a sua(o) companheira
(o), começou a brigar e discutir a troco de nada, peça ao seu anjo
que a harmonia volte a reinar entre vocês.
AMARELA
Simboliza a alegria de viver, o alto - astral. Dizem que tem o poder
de agilizar a inteligência e a facilidade de aprender. Utilíssima
em épocas de prova e vestibular
LARANJA
Traz alegria, entusiasmo e auto confiança. Auxilia no processso
criativo e estimula a libido.
ROSA
Abre o coração. Ensina o amor incondicional. Estimula todas as formas
de inspiração e amor. Traz conforto e aconchego à alma. Amor, muito
amor. A cor, relacionada ao planeta Vênus, é a ideal para quem quer
encontrar sua alma gêmea
VERMELHA
Cor da paixão e de sentimentos intensos. Deve ser usada com muito
cuidado por ser muito estimulante. Uma boa pedida para quem está meio
deprimida sem ânimo para nada. O vermelho simboliza o dinamismo, a
força e a coragem
VIOLETA
Propicia inovações e mudanças. Dá privilégio ao lado espiritual e
promove harmonia. Cota elegância e representa poder e riqueza. Essa
cor é muito boa para mudar os sentimentos negativos em positivos.
AZUL
Integra-se a qualquer ambiente, eliminando energias negativas. Traz
calma e serenidade, sendo ideal para dormitórios. Estimula o
crescimento pessoal e melhora o auto controle. Acenda-a quando
quiser fazer um pedido relacionado a trabalho.
VERDE
É a cor da natureza, ajuda a renovar as energias. Representa a
esperança e a abudância. Estimula momentos de paz e cura. Dever ser
usada nos ambientes que abrigam pessoas enfermas. Vai trazer
tranqüilidade e acabar com as tensões. Se alguém ou você Mesmo,
estiver com uma gripe danada, acenda uma vela verde e peça ao seu
anjo da guarda que a ajude na cura.
CORES, ESSÊNCIAS E FINALIDADES
Branca ==> Canela ==> Paz e harmonia
Vermelha==> Cravo ==> Pedidos urgentes
Amarela==> Sândalo==> Energético
Laranja==> Alfazema==> Prosperidade
Cinza==> Rosas==> Fartura
Violeta==> Violeta==> Espiritualidade
Verde==> Pinho==> Saúde
Rosa==> Jasmim==> Amor
Marrom==> Mel==> Pedidos aos elementais
Azul==> Alecrim==> Tranqüilidade
MENSAGEM DAS VELAS
As divindades ou entidades também nos enviam mensagens através das
velas e assim, dependendo de seu comportamento, podem significar:
Quando a vela não acende de imediato:
A divindade invocada pode ter dificuldade em se conectar. O seu
astral pode estar baixo.
Quando a chama da vela tem a cor azulada:
Demonstra que por perto se encontram as entidades de bom caráter,
indicando um bom sinal.
Quando a chama da vela é vacilante, intermitente ou piscante:
A divindade está querendo alertar-lhe que o seu pedido sofrerá
algumas mudanças.
Quando a chama solta fagulhas:
A divindade providenciará alguém que servirá como ponte de ligação
entre você e a entidade.
Quando a chama oscila, aumentando e diminuindo:
A divindade está lhe avisando que você está muito disperso(a) é
necessário maior concentração.
Quando a chama assume a forma de espiral:
A mensagem significa que o seu pedido será atendido.
Quando o pavio é repartido em dois:
A entidade não está entendendo o seu pedido.
Quando a ponta do pavio permanece brilhante:
O seu pedido será atendido com êxito.
Quando a vela chora muito:
A divindade está informando que a realização de seu pedido será
muito difícil.
Quando a vela se apaga:
A divindade está lhe avisando que somente realizará a parte mais
difícil cabendo a você resolver o restante.
Quando após a extinção da vela sobrar um pouco de pavio e alguma
cera ao seu redor:
A divindade está pedindo para continuar o ritual, pois somente uma
vela não foi suficiente.
A.D.
Mistérios e Iniciação
John Matthews - Tradução Claudio Quintino - originalm,ente publicado em www.heramagica.com.br)
Os Mistérios são os portais entre este mundo e o Outro Mundo, o ponto
de encontro de pessoas e deuses. Como verdades simbólicas, eles
parecem separados do mundo corriqueiro, difíceis de serem acessados
pelos não iniciados: do ponto de vista do Outro Mundo, os mistérios
são a linguagem através da qual os conceitos espirituais podem ser
transmitidos e armazenados. Assim como a Eucaristia cristã recorre aos
elementos mundanos do pão e do vinho para expressar a presença de
Cristo, em tempos anteriores vivenciava-se o Outro Mundo através de
símbolos mundanos e encenações rituais dos mistérios inefáveis. Um
carvalho era uma árvore, mas também era o deus que habitava a
floresta, um totem do Green Man. Quando o líder tribal vestia-se com
folhas de carvalho, ele se transformava no próprio deus encarnado.
A palavra 'mistério' vem do grego myein, 'manter silêncio'. A ênfase
excessiva nos segredos e na elitização dos mistérios afugentaram
muitos que pela primeira vez se aproximavam dos Caminhos do Ocidente;
isto porque, da mesma forma que uma família exclui as outras pessoas
de seu círculo mais íntimo independentemente de quão hospitaleira ela
seja, o grupo espiritual também preserva seus próprios mistérios e
guardiães. Ingressar nos mistérios é compreender a natureza dos deuses.
Os mistérios não podem estar arbitrariamente abertos a todos, até por
uma questão de segurança pessoal: eles devem ser preservados e
transmitidos com cuidado. Até mesmo para os nascidos na tribo a
iniciação nos mistérios era um privilégio conquistado e não um direito
adquirido: conquistado através do sofrimento, do sacrifício e da
provação. Mas o verdadeiro segredo por trás dos mistérios é que eles
não podem ser transmitidos de um ser para outro: aquele que conhece os
mistérios quando muito pode fornecer diretrizes e chaves para o
conhecimento, mas jamais poderá transmitir o conhecimento em si. Este
só é revelado ao iniciado através da experiência pessoal e pela
percepção reveladora.
O impacto da participação nos mistérios é subestimado atualmente por
aqueles que os analisam de um ponto de vista intelectual e são, por
assim dizer, analfabetos em termos de simbolismo. Contudo, para
aqueles que se expunham às energias personificadas dos deuses e se
desnudavam diante da alma grupal dos ancestrais, a experiência dos
mistérios era terrivelmente marcante e profundamente compensadora.
Com a formalização dos mistérios surgiu um clero estruturado para
proteger e direcionar as chaves de seus ensinamentos. Os rituais de
celebração dos Mistérios tendem a se enquadrar num padrão tríplice:
mistérios pessoais, sazonais e tribais.
Os ritos pessoais lidam com os ritos de passagem: nascimento, vida e
morte. Os três estágios da vida estão intimamente associados ao Outro
Mundo, e cada um deles era marcado por um rito de iniciação que
indicava a transição de um estágio para o seguinte, pois o sujeito
morria para o velho e renascia para o novo. Assim como o recém nascido
precisa encontrar seu caminho em meio ao labirinto do nosso mundo, o
recém falecido deve encontrar seu caminho pelas trilhas perdidas do
Outro Mundo. Nossa sociedade moderna carece de ritos de passagem que
suavizem as transições de nossas vidas.
A iniciação não confere por si só grandes poderes nem mostra como o
conhecimento deve ser usado. Ela é somente o plantio de uma semente
que as experiências da vida farão germinar, de acordo com os recursos
pessoais do iniciado. Ela estimula os potenciais latentes do candidato
ou candidata, permitindo-lhe compreender os padrões da vida num nível
mais profundo do que a compreensão superficial. Apesar de as chaves
dos mistérios serem fornecidas aos iniciados, cada um precisa seguir
seu próprio caminho na escuridão seguindo a luz da intuição pessoal.
Visite o site oficial de John Matthews: www.hallowquest.org.uk
Os Mistérios são os portais entre este mundo e o Outro Mundo, o ponto
de encontro de pessoas e deuses. Como verdades simbólicas, eles
parecem separados do mundo corriqueiro, difíceis de serem acessados
pelos não iniciados: do ponto de vista do Outro Mundo, os mistérios
são a linguagem através da qual os conceitos espirituais podem ser
transmitidos e armazenados. Assim como a Eucaristia cristã recorre aos
elementos mundanos do pão e do vinho para expressar a presença de
Cristo, em tempos anteriores vivenciava-se o Outro Mundo através de
símbolos mundanos e encenações rituais dos mistérios inefáveis. Um
carvalho era uma árvore, mas também era o deus que habitava a
floresta, um totem do Green Man. Quando o líder tribal vestia-se com
folhas de carvalho, ele se transformava no próprio deus encarnado.
A palavra 'mistério' vem do grego myein, 'manter silêncio'. A ênfase
excessiva nos segredos e na elitização dos mistérios afugentaram
muitos que pela primeira vez se aproximavam dos Caminhos do Ocidente;
isto porque, da mesma forma que uma família exclui as outras pessoas
de seu círculo mais íntimo independentemente de quão hospitaleira ela
seja, o grupo espiritual também preserva seus próprios mistérios e
guardiães. Ingressar nos mistérios é compreender a natureza dos deuses.
Os mistérios não podem estar arbitrariamente abertos a todos, até por
uma questão de segurança pessoal: eles devem ser preservados e
transmitidos com cuidado. Até mesmo para os nascidos na tribo a
iniciação nos mistérios era um privilégio conquistado e não um direito
adquirido: conquistado através do sofrimento, do sacrifício e da
provação. Mas o verdadeiro segredo por trás dos mistérios é que eles
não podem ser transmitidos de um ser para outro: aquele que conhece os
mistérios quando muito pode fornecer diretrizes e chaves para o
conhecimento, mas jamais poderá transmitir o conhecimento em si. Este
só é revelado ao iniciado através da experiência pessoal e pela
percepção reveladora.
O impacto da participação nos mistérios é subestimado atualmente por
aqueles que os analisam de um ponto de vista intelectual e são, por
assim dizer, analfabetos em termos de simbolismo. Contudo, para
aqueles que se expunham às energias personificadas dos deuses e se
desnudavam diante da alma grupal dos ancestrais, a experiência dos
mistérios era terrivelmente marcante e profundamente compensadora.
Com a formalização dos mistérios surgiu um clero estruturado para
proteger e direcionar as chaves de seus ensinamentos. Os rituais de
celebração dos Mistérios tendem a se enquadrar num padrão tríplice:
mistérios pessoais, sazonais e tribais.
Os ritos pessoais lidam com os ritos de passagem: nascimento, vida e
morte. Os três estágios da vida estão intimamente associados ao Outro
Mundo, e cada um deles era marcado por um rito de iniciação que
indicava a transição de um estágio para o seguinte, pois o sujeito
morria para o velho e renascia para o novo. Assim como o recém nascido
precisa encontrar seu caminho em meio ao labirinto do nosso mundo, o
recém falecido deve encontrar seu caminho pelas trilhas perdidas do
Outro Mundo. Nossa sociedade moderna carece de ritos de passagem que
suavizem as transições de nossas vidas.
A iniciação não confere por si só grandes poderes nem mostra como o
conhecimento deve ser usado. Ela é somente o plantio de uma semente
que as experiências da vida farão germinar, de acordo com os recursos
pessoais do iniciado. Ela estimula os potenciais latentes do candidato
ou candidata, permitindo-lhe compreender os padrões da vida num nível
mais profundo do que a compreensão superficial. Apesar de as chaves
dos mistérios serem fornecidas aos iniciados, cada um precisa seguir
seu próprio caminho na escuridão seguindo a luz da intuição pessoal.
Visite o site oficial de John Matthews: www.hallowquest.org.uk
Os lobos estão soltos
Camboninho, senta aqui nos pés da preta velha. Vem emprestar seus ouvidos, pois este espírito que habita o mundo dos mortos, está precisando falar o que vem sentindo em seu velho e insistente coração.
a.. Salve minha boa mãe preta. Aqui estou para aprender com vossa sabedoria.
b.. Meu menino...preta velha tem feito sua gira pelos terreiros dessas terras do Cruzeiro e entre risos de alegria por ver que a caridade se expande, contrariando as dificuldades deste mundo materialista, algumas lágrimas de dor tem caído deste rosto enrugado pelo tempo.
c.. Posso saber porque chora, minha mãe?
d.. Negra velha já deveria estar acostumada com as agulhadas dos espinhos e com os laçassos do chicote...e até suporta isso quando a dor vem para o próprio corpo, mas se ressente e sofre quando isso se dá no coração dos filhos de fé.
e.. Camboninho, tenho visto tanta discórdia tomar conta das fileiras da caridade, apagando as tochinhas da fé daqueles que não a tem bem fortalecida. A muito tempo do vosso calendário, desceu dos céus e veio habitar entre vós um grande Mestre, filho do Altíssimo e por aqui deixou muitas mensagens e dentre elas, ensinou aquilo que seus discípulos expandiram através das escrituras sagradas: - "A caridade é paciente; é doce e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária e precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não procura seus próprios interesses; não se melindra e não se irrita com nada; não suspeita mal, não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre."
E falou também que haveria um tempo em que se abririam as portas por onde seriam soltos os lobos e para tanto, as ovelhas deveriam estar atentas para que não fossem apanhadas de surpresa. E esse tempo chegou, meu menino.
Os lobos estão famintos e nem todos os cordeiros fortalecidos suficientemente para poder fugir do assalto das feras. Por todo o tempo ignoraram que era preciso mais que se dizer "filho do Pai", e sim que precisavam se fazer dignos deste Pai, honrando-o e a seus mandamentos. As leis existem para serem cumpridas e a partir do momento em que uma delas passa a não ser observada, abre-se preceito para que as outras percam seu valor.
Preciosa moeda, de valor incalculável é pois, a caridade. Mas, como toda moeda pode ser falsificada e assim o é, quando não possui o brilho do desprendimento e do amor. Ela também deve ser pautada nas leis que regem a humanidade e há que se ter discernimento para que não se joguem pérolas aos porcos.
Os famintos lobos, vorazes e vindos de um mundo sem lei, desrespeitam o livre arbítrio das ovelhas e no menor indício de desatenção, eles pulam sobre a presa e devoram seu coração. É dele que se alimentam e a partir de então, as ovelhas, quais zumbis, perambulam comandadas por falsas leis gerando falsas idéias. E aquilo que até então se fazia valer dentro do rebanho, perde o sentido e os valores reais, e o pior de tudo meu menino: - perder o coração pode ser contagioso!
Vejo com o coração doído, meu menino, esses lobos atacarem ferozmente os rebanhos do Mestre. Ovelhas escolhidas para sustentar esse final de ciclo terreno que venceram as tentações da matéria e do desregramento sexual, as duas fatais jogadas das trevas sobre os homens até então, mas que agora sucumbem por deixarem se confundir nos reais valores da caridade e da fé.
E como um vendaval, entram soprando as tochas acesas, tentando escurecer nosso mundo e apagar a luz. E ai daqueles que sucumbirem! Ai daqueles que testados até então e ainda vitoriosos, não conservarem neste último e derradeiro instante, sua luz acesa, mostrando de que lado se encontram. O joio e o trigo não mais permanecerão na mesma lavoura e a separação se faz rápida para que os novos tempos cheguem trazendo boa colheita.
As mentes desavisadas, o emocional desequilibrado e a vaidade exacerbada faz com que se lancem no lodaçal, aquelas que seriam boa semente, e lá apodreçam sem germinar. Atente meu menino, para a voz do seu coração e não ensurdeça agora. Muitos uivos se ouvirão e confundir-se-ã o pelas ondas do tempo. É preciso, acima de tudo, discernimento e a certeza de que não é apenas a pele de cordeiro cobrindo o lobo, mas que dentro deste cordeiro existe a marca do Mestre. E essa marca meu filho, é demonstrada pela humildade e desprendimento em exercitar a caridade. Sem falsos falatórios que enchem a boca mas esvaziam o coração.
Caridade feita pelo arquear de suas costas, olhando o chão mas vislumbrando nele o reflexo de um céu estrelado e que cada estrela seja representada por uma gota de seu suor nas horas de doação. Prossiga assim meu menino e não perca ao longo do caminho, essa inocência de seu olhar, que ainda faz das crianças a esperança da renovação
-Saravá meu camboninho!
-Saravá minha mãe, vossa bênção!
História contada por Vovó Benta.
a.. Salve minha boa mãe preta. Aqui estou para aprender com vossa sabedoria.
b.. Meu menino...preta velha tem feito sua gira pelos terreiros dessas terras do Cruzeiro e entre risos de alegria por ver que a caridade se expande, contrariando as dificuldades deste mundo materialista, algumas lágrimas de dor tem caído deste rosto enrugado pelo tempo.
c.. Posso saber porque chora, minha mãe?
d.. Negra velha já deveria estar acostumada com as agulhadas dos espinhos e com os laçassos do chicote...e até suporta isso quando a dor vem para o próprio corpo, mas se ressente e sofre quando isso se dá no coração dos filhos de fé.
e.. Camboninho, tenho visto tanta discórdia tomar conta das fileiras da caridade, apagando as tochinhas da fé daqueles que não a tem bem fortalecida. A muito tempo do vosso calendário, desceu dos céus e veio habitar entre vós um grande Mestre, filho do Altíssimo e por aqui deixou muitas mensagens e dentre elas, ensinou aquilo que seus discípulos expandiram através das escrituras sagradas: - "A caridade é paciente; é doce e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária e precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não procura seus próprios interesses; não se melindra e não se irrita com nada; não suspeita mal, não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre."
E falou também que haveria um tempo em que se abririam as portas por onde seriam soltos os lobos e para tanto, as ovelhas deveriam estar atentas para que não fossem apanhadas de surpresa. E esse tempo chegou, meu menino.
Os lobos estão famintos e nem todos os cordeiros fortalecidos suficientemente para poder fugir do assalto das feras. Por todo o tempo ignoraram que era preciso mais que se dizer "filho do Pai", e sim que precisavam se fazer dignos deste Pai, honrando-o e a seus mandamentos. As leis existem para serem cumpridas e a partir do momento em que uma delas passa a não ser observada, abre-se preceito para que as outras percam seu valor.
Preciosa moeda, de valor incalculável é pois, a caridade. Mas, como toda moeda pode ser falsificada e assim o é, quando não possui o brilho do desprendimento e do amor. Ela também deve ser pautada nas leis que regem a humanidade e há que se ter discernimento para que não se joguem pérolas aos porcos.
Os famintos lobos, vorazes e vindos de um mundo sem lei, desrespeitam o livre arbítrio das ovelhas e no menor indício de desatenção, eles pulam sobre a presa e devoram seu coração. É dele que se alimentam e a partir de então, as ovelhas, quais zumbis, perambulam comandadas por falsas leis gerando falsas idéias. E aquilo que até então se fazia valer dentro do rebanho, perde o sentido e os valores reais, e o pior de tudo meu menino: - perder o coração pode ser contagioso!
Vejo com o coração doído, meu menino, esses lobos atacarem ferozmente os rebanhos do Mestre. Ovelhas escolhidas para sustentar esse final de ciclo terreno que venceram as tentações da matéria e do desregramento sexual, as duas fatais jogadas das trevas sobre os homens até então, mas que agora sucumbem por deixarem se confundir nos reais valores da caridade e da fé.
E como um vendaval, entram soprando as tochas acesas, tentando escurecer nosso mundo e apagar a luz. E ai daqueles que sucumbirem! Ai daqueles que testados até então e ainda vitoriosos, não conservarem neste último e derradeiro instante, sua luz acesa, mostrando de que lado se encontram. O joio e o trigo não mais permanecerão na mesma lavoura e a separação se faz rápida para que os novos tempos cheguem trazendo boa colheita.
As mentes desavisadas, o emocional desequilibrado e a vaidade exacerbada faz com que se lancem no lodaçal, aquelas que seriam boa semente, e lá apodreçam sem germinar. Atente meu menino, para a voz do seu coração e não ensurdeça agora. Muitos uivos se ouvirão e confundir-se-ã o pelas ondas do tempo. É preciso, acima de tudo, discernimento e a certeza de que não é apenas a pele de cordeiro cobrindo o lobo, mas que dentro deste cordeiro existe a marca do Mestre. E essa marca meu filho, é demonstrada pela humildade e desprendimento em exercitar a caridade. Sem falsos falatórios que enchem a boca mas esvaziam o coração.
Caridade feita pelo arquear de suas costas, olhando o chão mas vislumbrando nele o reflexo de um céu estrelado e que cada estrela seja representada por uma gota de seu suor nas horas de doação. Prossiga assim meu menino e não perca ao longo do caminho, essa inocência de seu olhar, que ainda faz das crianças a esperança da renovação
-Saravá meu camboninho!
-Saravá minha mãe, vossa bênção!
História contada por Vovó Benta.
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Oração do Elemento Fogo
Sou fogo!!!!
Em todos os sentidos!
Do sol eu desço e das profundezas da Terra eu me lanço!
Derreto tudo e refaço e recombino a tudo.
Nunca estou quieto e nunca sou o mesmo.
Nos raios, nos relâmpagos, nos vulcões ou onde houver chama eu sou o brilho.
Meu brilho tem sido copiado e usado erroneamente pelos humanos.
Suas bombas e demais artefatos cospem morte!
Eu também mato! Mas só aquilo que precisa ser banido ou transformado.
Não mato por esporte e nem para mostrar a força que na verdade não tenho.
Sou forte e mesmo minha irmã Água pode sumir na minha presença se assim for necessário.
Eu sou as paixões que ardem em seus corações. Eu sou o sentimento que habita seus corações.
Sou o destemor, o espírito da aventura que faz do seu lar o coração.
Sou a coragem de ousar. Sou a chama do amor.
Sou a destruição na forma de raios ou de vulcões, por exemplo!
Eu limpo para trazer novas formas de vida. Eu queimo o que precisa ser purificado.
Sou a inspiração que os espíritos precisam.
Não sou ignorante e nem me arvoro o mais sábio dos seres. Eu não sou tolo e nem me faço passar por um.
Humanos!!!!!
Somos todos habitantes do mesmo Universo! O que os faz pensar que são os donos do mundo?
Acaso podem superar algum de nós, os elementos?
Será que não notam que jogamos seu jogo apenas para mostrar o quanto estão errados?
Será que precisarão ver a morte para redescobrir o valor da vida?
Será que nossas repetidas investidas usando seus próprios modelos de vida não os alerta?
Será que suas invenções são mais importantes do que vocês?
Será que por um acaso ainda acham que podem viver de lata? De plástico?
Será que o Criador deu-lhes este planeta para que o destruam?
Para que fabricar tanta coisa inútil que poucos utilizarão? Para
aumentar o ódio?
O fogo do ódio corrói! O fogo do amor purifica!
Convoco todos os seres do fogo para que seus corações humanos voltem a brilhar!
Convoco todos os seres do fogo para que seus espíritos voltem a
inspirar suas ações!
Convoco todos os seres do fogo para que purifiquem o planeta!
Em nome de todos os elementos eu convoco a todos os seres para que iluminem os seres humanos!
Faça-os perceber que seus atos os levam cada vez mais para a destruição e dor desnecessárias.
O amor ainda é o maior de todos os remédios! Amem novamente e terão suas doenças curadas!
Iluminem-se humanos!!!!!
Em todos os sentidos!
Do sol eu desço e das profundezas da Terra eu me lanço!
Derreto tudo e refaço e recombino a tudo.
Nunca estou quieto e nunca sou o mesmo.
Nos raios, nos relâmpagos, nos vulcões ou onde houver chama eu sou o brilho.
Meu brilho tem sido copiado e usado erroneamente pelos humanos.
Suas bombas e demais artefatos cospem morte!
Eu também mato! Mas só aquilo que precisa ser banido ou transformado.
Não mato por esporte e nem para mostrar a força que na verdade não tenho.
Sou forte e mesmo minha irmã Água pode sumir na minha presença se assim for necessário.
Eu sou as paixões que ardem em seus corações. Eu sou o sentimento que habita seus corações.
Sou o destemor, o espírito da aventura que faz do seu lar o coração.
Sou a coragem de ousar. Sou a chama do amor.
Sou a destruição na forma de raios ou de vulcões, por exemplo!
Eu limpo para trazer novas formas de vida. Eu queimo o que precisa ser purificado.
Sou a inspiração que os espíritos precisam.
Não sou ignorante e nem me arvoro o mais sábio dos seres. Eu não sou tolo e nem me faço passar por um.
Humanos!!!!!
Somos todos habitantes do mesmo Universo! O que os faz pensar que são os donos do mundo?
Acaso podem superar algum de nós, os elementos?
Será que não notam que jogamos seu jogo apenas para mostrar o quanto estão errados?
Será que precisarão ver a morte para redescobrir o valor da vida?
Será que nossas repetidas investidas usando seus próprios modelos de vida não os alerta?
Será que suas invenções são mais importantes do que vocês?
Será que por um acaso ainda acham que podem viver de lata? De plástico?
Será que o Criador deu-lhes este planeta para que o destruam?
Para que fabricar tanta coisa inútil que poucos utilizarão? Para
aumentar o ódio?
O fogo do ódio corrói! O fogo do amor purifica!
Convoco todos os seres do fogo para que seus corações humanos voltem a brilhar!
Convoco todos os seres do fogo para que seus espíritos voltem a
inspirar suas ações!
Convoco todos os seres do fogo para que purifiquem o planeta!
Em nome de todos os elementos eu convoco a todos os seres para que iluminem os seres humanos!
Faça-os perceber que seus atos os levam cada vez mais para a destruição e dor desnecessárias.
O amor ainda é o maior de todos os remédios! Amem novamente e terão suas doenças curadas!
Iluminem-se humanos!!!!!
Oração do Elemento Terra
Sou Terra!!!!!
Meu nome e do planeta se confundem!
Nos homens eu sou o corpo!
Em conjunto com minha irmã Água eu formo o sangue do corpo do homem e de muitos outros seres.
Dou força!
Dou estabilidade!
Todos os seres me procuram, para em mim construir sua moradia.
Sou o chão, sou as paredes, as montanhas e o leito das águas.
Não tenho fúria, mas me movo lentamente em forma de placas.
Temem meu movimento, mas é assim que renovo a superfície.
Não obedeço nenhuma lei a não ser a do Criador.
Sou a abundância da vida!
De mim nascem as plantas, em mim muitos seres se abrigam e se
reproduzem.
Tenho várias cores e curo todos os males.
Sei toda a história que aconteceu sob o meu antigo olhar.
Em minhas formas deixo escapar trechos desta história.
Conto tudo apenas àqueles que tem amor.
Homens, acordem!
Muito de seu corpo é feito de mim, mas tu cospes em mim teus dejetos.
Tu retiras impiedosa e descontroladamente partes e mais partes de mim.
Levo muitos milhares de anos para crescer e tu apenas alguns anos para me devorar.
Tu me devolves minhas partes totalmente contaminadas e desfiguradas.
Tu usas meus filhos para sujar meus irmãos Água e Ar.
Teus atos sufocam e empobrecem meus filhos.
Eu tenho muito para te dar, eu tenho muito a te falar.
Escute cada um dos meus filhos e saberás o segredo da abundância.
Eu posso te mostrar meus tesouros, mas só se seu coração estiver pleno de amor.
Eu trago o ouro que embeleza as almas, eu trago a riqueza que cura seus corpos.
Sou seu tesouro! E te espero para partilhar a minha riqueza contigo!
Sou a matéria! E ao aprender a tocar em mim você verá desabrochar toda a minha abundância.
Irmãos da Terra, é chegada a hora de limpar do solo o sangue derramado pela cobiça dos homens!
Das areias dos desertos às profundezas dos mares até o mais alto cume.
Que a abundância seja trazida de volta.
A abundância de vida!
Que os seres possam novamente se abrigar em meu seio e nele encontrar a saúde.
Que os venenos derramados pelo homem sejam transformados e nunca mais habitem nossas entranhas.
Que o homem reaprenda o valor que a vida tem. Seu maior tesouro é a vida.
Que o homem respeite cada um dos nossos irmãos que habitam seu corpo.
Que ele entenda que não pode escravizar por tanto tempo nossos irmãos.
Que ele entenda que habita nele o seu maior tesouro.
A terra ensinará ao homem o caminho da abundância!
Meu nome e do planeta se confundem!
Nos homens eu sou o corpo!
Em conjunto com minha irmã Água eu formo o sangue do corpo do homem e de muitos outros seres.
Dou força!
Dou estabilidade!
Todos os seres me procuram, para em mim construir sua moradia.
Sou o chão, sou as paredes, as montanhas e o leito das águas.
Não tenho fúria, mas me movo lentamente em forma de placas.
Temem meu movimento, mas é assim que renovo a superfície.
Não obedeço nenhuma lei a não ser a do Criador.
Sou a abundância da vida!
De mim nascem as plantas, em mim muitos seres se abrigam e se
reproduzem.
Tenho várias cores e curo todos os males.
Sei toda a história que aconteceu sob o meu antigo olhar.
Em minhas formas deixo escapar trechos desta história.
Conto tudo apenas àqueles que tem amor.
Homens, acordem!
Muito de seu corpo é feito de mim, mas tu cospes em mim teus dejetos.
Tu retiras impiedosa e descontroladamente partes e mais partes de mim.
Levo muitos milhares de anos para crescer e tu apenas alguns anos para me devorar.
Tu me devolves minhas partes totalmente contaminadas e desfiguradas.
Tu usas meus filhos para sujar meus irmãos Água e Ar.
Teus atos sufocam e empobrecem meus filhos.
Eu tenho muito para te dar, eu tenho muito a te falar.
Escute cada um dos meus filhos e saberás o segredo da abundância.
Eu posso te mostrar meus tesouros, mas só se seu coração estiver pleno de amor.
Eu trago o ouro que embeleza as almas, eu trago a riqueza que cura seus corpos.
Sou seu tesouro! E te espero para partilhar a minha riqueza contigo!
Sou a matéria! E ao aprender a tocar em mim você verá desabrochar toda a minha abundância.
Irmãos da Terra, é chegada a hora de limpar do solo o sangue derramado pela cobiça dos homens!
Das areias dos desertos às profundezas dos mares até o mais alto cume.
Que a abundância seja trazida de volta.
A abundância de vida!
Que os seres possam novamente se abrigar em meu seio e nele encontrar a saúde.
Que os venenos derramados pelo homem sejam transformados e nunca mais habitem nossas entranhas.
Que o homem reaprenda o valor que a vida tem. Seu maior tesouro é a vida.
Que o homem respeite cada um dos nossos irmãos que habitam seu corpo.
Que ele entenda que não pode escravizar por tanto tempo nossos irmãos.
Que ele entenda que habita nele o seu maior tesouro.
A terra ensinará ao homem o caminho da abundância!
Oração do Elemento Água
Somos o sangue de Gaia.
Nossas moléculas estão no interior de todos os filhos dela.
Somos leves e em nosso interior existe plena alegria.
Nós podemos servir a todos os elementos, até mesmo ao nosso irmão Fogo.
Umedecemos nossa irmã Terra.
Refrescamos nosso irmão Ar.
Somos tão leves que com a ajuda de nosso irmão Fogo nos tornamos nuvens.
Nós carregamos a memória de muitas eras e redesenhamos os céus com toda as cenas das eras.
Somos tenebrosas porque podemos encher os rios e fazê-los transbordar.
Somos tenebrosas porque podemos nos tornar chuvas violentas.
Somos tenebrosas porque podemos nos transformar em gigantescas ondas.
Ouçam, homens!
Nós estamos aqui para servir ao Criador tanto quanto vocês!
Nós na forma de nuvem permitimos que o Céu fertilize a Terra!
Nós na forma de mar abrigamos as muitas vidas que ainda povoarão a Terra.
Nós na forma de rios, lagos, nascentes lembramos que a Terra é a grande alquimista!
Só ela sabe o segredo de tirar água de pedra, e tornar salgado o doce e vice-versa!
Estamos aqui antes de vocês e ainda que nos poluam com seus dejetos, nós nos regeneraremos.
Comunguem conosco. Bebam de novo nossas moléculas. Agradeçam de novo a todas nós.
Nós somos o sangue de Gaia e se o sangue dela está doente, imagine o de vocês.
Nós temos a cura, mas nós já nem sabemos mais se vale à pena mostrá-la.
Orem conosco!
Levantem-se todos os seres aquáticos!
Cantem das profundezas do mar, dos rios, dos lagos e lagoas, das
grutas, enfim de cada canto onde existamos.
Cantem o seu canto de cura.
Limpem os males que o homem criou.
Limpem seu sangue.
Limpem todas as impurezas.
Lembrem aos homens para que nos reverenciem de novo.
Varram com suas águas as imundícies que depositaram sobre nós.
Que seu canto acaricie de novo cada ser que ainda sofre sob o império da ganância e do poder.
Limpem cada mínimo pedaço deste planeta com seu canto de amor.
Ensinem de novo ao homem o amor.
Façam desabrochar, a partir de seu sangue, o amor.
Nós somos o berço e acalentamos seus sonhos desde a gravidez.
Nós esperamos por ti para partilharmos nossos segredos.
Esperamos o retorno do amor aos seus corações.
Nós somos o amor!
Nossas moléculas estão no interior de todos os filhos dela.
Somos leves e em nosso interior existe plena alegria.
Nós podemos servir a todos os elementos, até mesmo ao nosso irmão Fogo.
Umedecemos nossa irmã Terra.
Refrescamos nosso irmão Ar.
Somos tão leves que com a ajuda de nosso irmão Fogo nos tornamos nuvens.
Nós carregamos a memória de muitas eras e redesenhamos os céus com toda as cenas das eras.
Somos tenebrosas porque podemos encher os rios e fazê-los transbordar.
Somos tenebrosas porque podemos nos tornar chuvas violentas.
Somos tenebrosas porque podemos nos transformar em gigantescas ondas.
Ouçam, homens!
Nós estamos aqui para servir ao Criador tanto quanto vocês!
Nós na forma de nuvem permitimos que o Céu fertilize a Terra!
Nós na forma de mar abrigamos as muitas vidas que ainda povoarão a Terra.
Nós na forma de rios, lagos, nascentes lembramos que a Terra é a grande alquimista!
Só ela sabe o segredo de tirar água de pedra, e tornar salgado o doce e vice-versa!
Estamos aqui antes de vocês e ainda que nos poluam com seus dejetos, nós nos regeneraremos.
Comunguem conosco. Bebam de novo nossas moléculas. Agradeçam de novo a todas nós.
Nós somos o sangue de Gaia e se o sangue dela está doente, imagine o de vocês.
Nós temos a cura, mas nós já nem sabemos mais se vale à pena mostrá-la.
Orem conosco!
Levantem-se todos os seres aquáticos!
Cantem das profundezas do mar, dos rios, dos lagos e lagoas, das
grutas, enfim de cada canto onde existamos.
Cantem o seu canto de cura.
Limpem os males que o homem criou.
Limpem seu sangue.
Limpem todas as impurezas.
Lembrem aos homens para que nos reverenciem de novo.
Varram com suas águas as imundícies que depositaram sobre nós.
Que seu canto acaricie de novo cada ser que ainda sofre sob o império da ganância e do poder.
Limpem cada mínimo pedaço deste planeta com seu canto de amor.
Ensinem de novo ao homem o amor.
Façam desabrochar, a partir de seu sangue, o amor.
Nós somos o berço e acalentamos seus sonhos desde a gravidez.
Nós esperamos por ti para partilharmos nossos segredos.
Esperamos o retorno do amor aos seus corações.
Nós somos o amor!
Oração do Elemento Ar
Sou a alma dos ventos!
Sou o sopro de vida!
Estou em todos os lugares e nunca sou visto!
Mas, meu poder é temido, pois sou a fúria dos furacões!!!
No entanto, hoje sou aquele que carrega a dor.
Antes carregava os ares da natureza,
Hoje carrego com eles a morte
Levo gases tóxicos até onde minhas forças me possibilitam
A radioatividade vaza e eu a arrasto por onde for possível.
Hoje carrego as doenças que os homens cuidaram de despertar com suas noções de progresso.
O homem fez de mim o seu aliado na devastação inconseqüente a que se entrega furiosamente.
Sou o sopro da vida e agora também o da morte.
Sou a fúria dos furacões e o silêncio macabro da toxicidade.
Tornei-me um doente a contaminar a tudo e a todos com os males da mente humana.
Em lugar de prestigiar o brilho da inteligência
Sou agora o arauto da insanidade.
Humanos...seres humanos!!!
Sou a personificação da inteligência
Sou como a espada que corta os liames que nos atam a tudo que é retrógrado.
Aprendam comigo a insuflar o planeta com vida.
Limpem sua mente. Lembrem-se de serem portadores de boas novas.
Lembrem-se de ouvirem os espíritos. Cultuem os espíritos ou ao menos demonstrem respeito por eles.
Meus ventos continuarão a soprar de todas as direções os seus fétidos produtos e suas destrutivas idéias.
Manteremos seus narizes ocupados com sua ignorância
Até que entendam o mal que estão fazendo a si e aos outros.
Até que entendam o valor da vida.
Não sou vingativo, apenas esta é a única maneira que tenho para acordar suas consciências.
Estou cansado de ver suas imprudências infligirem dor ao próximo.
Estou cansado de ver a morte chegar através dos meus sopros, mas não por causa deles.
Sou filho da natureza, e como todos os outros filhos da natureza eu zelo pela vida e pela morte.
Mas nossas ações não são gananciosas e nem visam o poder ou o domínio.
Somos criaturas que vivem em acordo com as vibrações do Universo.
Nossos atos obedecem as leis maiores. Sabemos que ao destruirmos daremos origem a algo novo.
Mais belo e adequado ao novo padrão que se instala.
Não somos movidos por paixões insanas. Somos apenas servos do Criador.
Não nos diferenciamos em nada dos seres humanos.
Então eu peço a cada ser humano que reflita melhor sobre seus atos.
Usem a inteligência para cortar seus vínculos com a destruição. Criem vida de novo.
Nós somos vitais para vocês. E o elemento ar mais ainda.
Respirem o ar com amor e poderão ser inspirados por mim.
Eu carrego os espíritos e posso fazer a ponte entre eles e vocês.
Vamos partilhar nosso amor!!!!!
Sou o sopro de vida!
Estou em todos os lugares e nunca sou visto!
Mas, meu poder é temido, pois sou a fúria dos furacões!!!
No entanto, hoje sou aquele que carrega a dor.
Antes carregava os ares da natureza,
Hoje carrego com eles a morte
Levo gases tóxicos até onde minhas forças me possibilitam
A radioatividade vaza e eu a arrasto por onde for possível.
Hoje carrego as doenças que os homens cuidaram de despertar com suas noções de progresso.
O homem fez de mim o seu aliado na devastação inconseqüente a que se entrega furiosamente.
Sou o sopro da vida e agora também o da morte.
Sou a fúria dos furacões e o silêncio macabro da toxicidade.
Tornei-me um doente a contaminar a tudo e a todos com os males da mente humana.
Em lugar de prestigiar o brilho da inteligência
Sou agora o arauto da insanidade.
Humanos...seres humanos!!!
Sou a personificação da inteligência
Sou como a espada que corta os liames que nos atam a tudo que é retrógrado.
Aprendam comigo a insuflar o planeta com vida.
Limpem sua mente. Lembrem-se de serem portadores de boas novas.
Lembrem-se de ouvirem os espíritos. Cultuem os espíritos ou ao menos demonstrem respeito por eles.
Meus ventos continuarão a soprar de todas as direções os seus fétidos produtos e suas destrutivas idéias.
Manteremos seus narizes ocupados com sua ignorância
Até que entendam o mal que estão fazendo a si e aos outros.
Até que entendam o valor da vida.
Não sou vingativo, apenas esta é a única maneira que tenho para acordar suas consciências.
Estou cansado de ver suas imprudências infligirem dor ao próximo.
Estou cansado de ver a morte chegar através dos meus sopros, mas não por causa deles.
Sou filho da natureza, e como todos os outros filhos da natureza eu zelo pela vida e pela morte.
Mas nossas ações não são gananciosas e nem visam o poder ou o domínio.
Somos criaturas que vivem em acordo com as vibrações do Universo.
Nossos atos obedecem as leis maiores. Sabemos que ao destruirmos daremos origem a algo novo.
Mais belo e adequado ao novo padrão que se instala.
Não somos movidos por paixões insanas. Somos apenas servos do Criador.
Não nos diferenciamos em nada dos seres humanos.
Então eu peço a cada ser humano que reflita melhor sobre seus atos.
Usem a inteligência para cortar seus vínculos com a destruição. Criem vida de novo.
Nós somos vitais para vocês. E o elemento ar mais ainda.
Respirem o ar com amor e poderão ser inspirados por mim.
Eu carrego os espíritos e posso fazer a ponte entre eles e vocês.
Vamos partilhar nosso amor!!!!!
INSPIRAÇÃO PARA HOJE
Como manter-se jovem
1. Deixe fora os números que não são essenciais.
Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso. Afinal, é para isso que lhes paga!.
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)
3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
"Uma mente preguiçosa é oficina do diabo." E o nome do diabo é Alzheimer!
4. Aprecie as mais pequenas coisas
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!
6. Quando as lágrimas aparecerem
Aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA enquanto estiver vivo.
7. Rodeie-se das coisas e pessoas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refugio.
8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhora-la, procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
E, se não mandar isto a pelo menos quatro pessoas - quem é que se importa?
Mas pelo menos partilhe com alguém!
1. Deixe fora os números que não são essenciais.
Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso. Afinal, é para isso que lhes paga!.
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)
3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
"Uma mente preguiçosa é oficina do diabo." E o nome do diabo é Alzheimer!
4. Aprecie as mais pequenas coisas
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!
6. Quando as lágrimas aparecerem
Aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA enquanto estiver vivo.
7. Rodeie-se das coisas e pessoas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refugio.
8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhora-la, procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
E, se não mandar isto a pelo menos quatro pessoas - quem é que se importa?
Mas pelo menos partilhe com alguém!
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