Por favor, preencha a atmosfera com a vibração sublime dos Santos Nomes:
Hare Krsna Hare Krsna Krsna Krsna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

NAÇÃO JEJE, OS FUNDADORES:

Assim, como os Nagôs ou Yorubas, os Jejes língua Ewe, língua Fon,
língua Mina e os Fanti ashantis, formam grupos sudaneses que englobam
a África Ocidental hoje denominada de Nigéria, Benin e Togo. Sua
entrada no Brasil ocorreu em meados do século XVII.
Djedje (jeje) é uma palavra de origem yoruba que significa
estrangeiro, forasteiro e estranho; que recebeu uma conotação
pejorativa como "inimigo", por parte dos povos conquistados pelos
reis de Dahomey e seu exército.

Quando os conquistadores eram avistados pelos nativos de uma aldeia,
muitos gritavam dando o alarme "Pou okan, djedje hum wa!" (olhem, os
jejes estão chegando!).

Quando os primeiros daomeanos chegaram ao Brasil como escravos,
aqueles que já estavam aqui reconheceram o inimigo e gritaram "Pou
okan, djedje hum wa!"; e assim ficou conhecido o culto dos Voduns no
Brasil "nação Jeje".

Os fundadores:

Sobre Kwe Ceja Undé, esta casa como é chamada em Cachoeira de São
Félix de "Roça de Baixo" foi fundada por escravos como Manoel
Ventura, Tixerem, Zé do Brechó e Ludovina Pessoa.

Ludovina Pessoa era esposa de Manoel Ventura, que no caso africano é
o dono da terra. Eles eram donos do sítio e foram os fundadores da
Kwe Ceja Undé. Essa Kwe ainda seria chamada de Pozerren, que vem de
Kipó, "pantera".

Um pequeno relatório dos criadores do Pozerren Tixarene que seria o
primeiro Pejigan da roça; e Ludovina, pessoa que seria a primeira
Gaiacú.

No Rio de Janeiro, saindo de Cachoeira de São Félix, Tatá Fomutinho
deu obrigação com Maria Angorense, conhecida como Kisinbi Kisinbi.

Uma das curiosidades encontradas durante minha pesquisa sobre Jeje é
o que chamamos de Deká, que na verdade vem do termo idecar, do termo
fon iidecar, que quer dizer "transmissão de segredo".

Esse ritual é feito quando uma Gaiacú passa os segredos da nação Jeje
para futura Gaiacú pois, na nação Jeje não se tem notícias, que possa
ter havido "Pai de santo".

O cargo de sacerdotisa ou "Mãe de santo" era exclusivamente das
mulheres. Só as mulheres poderiam ser Gaiacús.