Por favor, preencha a atmosfera com a vibração sublime dos Santos Nomes:
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segunda-feira, 2 de julho de 2007

Ogum ou São Jorge?

Ogum

Ele avança e até a terra treme.
Ogum com suas quatrocentas mulheres e seus mil e quatrocentos filhos.
Alguém algum dia falou enquanto ele falasse?
Todos viram os riscos de corça selvagem que ele tem na pele.
Toda aldeia onde pisa é um campo de guerra.
Ogum mata o rei e o povo e aí acampa.
Ele abre estradas por onde seus filhos passam.
Rei de Irê.
Rei que ri do ferro estorricando o falo do macho e a xota da fêmea.
Faz das cabeças dos adultos gongos e usa as das crianças como cabaças.
Ogum Iromejê passeia com uma serpente no pescoço.
Ogum onirê, meu marido.
Alguém algum dia ouviu sua voz suave?

Ricardo Aleixo

Me perdoem os puristas, ou todos aqueles que passam o tempo gritando que São Jorge não é Ogum, e questionando todo o sincretismo religioso existente no Brasil e em todos os lugares para onde foram levados negros, no Novo Mundo: hoje é 23 de abril e é dia de São Jorge, e, também, dia de Ogum.

É fácil dizer que não! Afinal, o que tem a ver um santo católico com um orixá africano? Originalmente, nada. Historicamente, são duas personagens distintas de povos distintos, que se encontraram aqui, em situações distintas, o santo católico dominador, o orixá africano, dominado, como seus filhos.

Jorge, da antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, era um soldado do Império Romano, quando Diocleciano era seu imperador, lá pelo século III D.C. Filho de pais cristãos, aprendeu desde a infância a temer a Deus e ter em Jesus Cristo seu salvador.

Mudou-se para a Palestina, após a morte do seu pai, levando consigo sua mãe, e lá, devido as suas habilidades e sua dedicação, foi promovido a capitão, e recebeu o título de Conde. Aos 23 anos passou a residir na corte imperial de Roma, exercendo altas funções.

Nessa época, Diocleciano tinha planos de exterminar com todos os cristãos. No dia determinado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se durante a reunião, espantado com aquela decisão e afirmou que os ídolos adorados nos templos romanos eram falsos deuses.

Jorge defendeu com ousadia a fé em Jesus Cristo, o que fez com que o imperador o tentasse dissuadí-lo de sua fé através de diversas torturas. Não tendo êxito, mandou degolar Jorge em 23 de abril de 303, em Nicomédia.

Seus restos mortais foram levados para Lídia (antiga Dióspolis), onde Constantino mandou erguer um suntuoso oratório aberto aos fiéis.

A devoção a São Jorge tounou-se, rapidamente, popular. Seu culto se espalhou pelo Oriente e, durante as Cruzadas, teve grande penetração no Ocidente.

São Jorge,cavaleiro corajoso, intrépido e vencedor; abre os meus caminhos, ajuda-me a conseguir um bom emprego; faze com que eu seja bem quisto por todos superiores, colegas, e subordinados; que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre presentes no meu coração, no meu lar e no meu serviço; meus inimigos terão os olhos e não me verão, terão boca e não me falarão, terão pés e não me alcançarão, terão mãos e não e não me ofenderão.

São Jorge vela por mim e pelos meus, protegendo-me com suas armas.

O meu corpo não será preso nem ferido, nem meu sangue derramado; andarei tão livre como andou Jesus Cristo nove meses no ventre da Virgem Maria.

Amém.

No Século XII, a arte, a literatura e a religiosidade popular representam São Jorge como um soldado das cruzadas, com um manto e armadura com a Cruz Vermelha, montando um cavalo branco, de lança em punho, vencendo um dragão. E esta é a imagem que temos dele até hoje: Um guerreiro da cruz, derrotando o dragão do mal. No Museu do Louvre, em Paris, existe um famoso quadro de Rafael, intitulado “São Jorge vencedor do Dragão”. Na Itália, existem diversos quadros célebres, como o de Donatello.

Desde o século VI, houveram peregrinações ao seu túmulo, em Lídia, cujo santuário foi destruído e reconstruído várias vezes durante a história. Santo Estevão, rei da Hungria, reconstruiu este santuário no século XI e lhe foram dedicadas numerosas igrejas na Grécia e na Síria.

Esta devoção chegou à Sicília no século VI. No século VII o Papa Leão II construiu em roma uma ireja para São Sebastião e São Jorge. No século VIII o Papa Zacarias transferiu para essa igreja a cabeça de São Jorge.

Na Inglaterra, a devoção a São Jorge chegou no século VIII. No ano de 1101, o exército inglês acampou em Lídia, antes de atacar Jerusalém. A Inglaterra foi o país que mais se distinguiu no culto ao mártir. Em 1340, o rei Eduardo III instituiu a Ordem dos Cavaleiros de São Jorge e o Papa Bento XIV fez de São Jorge o padroeiro da Inglaterra, cuja bandeira traz a cruz do santo. A Grécia seguiu pelo mesmo caminho e também tem a cruz de São Jorge na sua bandeira.

Na Alemanha, Frederico III dedicou a ele uma Ordem Militar. Na França, São Gregório de Tours era conhecido por sua devoção a São Jorge e o Reio Clóvis dedicou-lhe um mosteiro, e, sua esposa, Santa Clotilde, construiu várias igrejas e conventos em sua homenagem.

No mundo inteiro São Jorge é homenageado no dia de hoje, 23 de abril. É padroeiro da Inglaterra, de Portugal, da Catalunha, da Grécia, dos soldados, dos escoteiros, dos corintianos e cantado em vozes populares, como Caetano Veloso, Jorge Ben Jor e Fernanda Abreu.

A imagem que o retrata lutando com um dragão está relacionada às diversas lendas que o acompanham, e, serve, inclusive, para dar argumentos para tentarem provar que São Jorge nunca passou de um mito. Embora exista a suspeita da veracidade da sua história, a Igreja Católica reconhece a autenticidade do culto ao santo, mas não realiza cerimônias oficiais.

“A imagem atual é fruto de uma lenda. Isso não quer dizer, no entanto, que o santo não existiu e que o seu martírio não foi significativo”, diz o Monsenhor Arnaldo Beltrami.

O culto a São Jorge chegou ao Brasil com os portugueses (em 1387 Dom Manuel I já ordenara obrigatoriedade das suas imagens na procissão de Corpus Christi), mas, foi somente com o sincretismo religioso entre alguns orixás e o santo católico que sua popularização se tornou dominante. Outro grande elemento de popularidade do santo foi o Sport Club Corinthians Paulista, que escolheu São Jorge seu padroeiro em 1910.

São Jorge tem diversas representações nas religiões afro-brasileiras. Nos candomblés da Bahia é associado com Odé e Oxossi. No Rio de Janeiro, no Recife e no Rio Grande do Sul é associado com Ogum. O professor de Teologia da PUC, João Décio Passos, acredita que, atualmente, o culto a São Jorge esteja mais presente nos cultos afro-brasileiros do que no catolicismo. “A devoção ao santo chegou ao Brasil pelo catolicismo português, agora a divulgação foi feita pelo candomblé e pela umbanda, que associou a imagem do santo guerreiro e do dragão aos seus santos guerreiros”, explica.

O Espírito do Ferro

“Eu tenho sete espadas para me defender
eu tenho Ogum em minha companhia
Ogum é meu pai, Ogum é meu guia
Ogum é pai… Fica com Deus e a virgem Maria.”

O motivo para a identificação de Ogum com São Jorge é a ligação dos dois com a guerra. Mas as semelhanças terminam aí.

São Jorge é parte de uma cultura dominante, a cultura romana, e mais tarde a cultura católica, e, apesar desta cultura passar a imagem do santo como um defensor dos fracos e oprimidos, ele foi, na verdade, uma ferramenta de dominação, seja como soldado romano, seja como padroeiro de ordens de cavalaria, e suas funções primordiais: a dominação de povos desprotegidos, por exércitos potentes dispostos a conquistar riquezas, territórios e a impor a sua vontade.

Ogum, ou, como prefiro chamar, o Espírito do Ferro, que na África era cultuado sob diversos nomes, Gun, Ogu, ou outros nomes espirituais com sons semelhantes, simbolizando a passagem de uma Era a outra: da Idade da Pedra para a Idade do Ferro.

A profissão do ferreiro era considerada uma vocação sagrada, pois significava dominar a tecnologia para alcançar novas possibilidades, pois com o ferro não só era possível forjar espadas, mas artefatos agrícolas, que possibilitavam não só sua defesa contra o ambiente hostil, mas o domínio desse ambiente, para proporcionar maior capacidade de alimentação para a comunidade.

Segundo a lenda, Oxalá procurou fazer da vida na terra uma coisa organizada e falhou porque suas ferramentas eram inadequadas. Ogum, então, veio do céu, com o segredo do Espírito do Ferro e pode criar cidades no meio da selva. Mas mesmo assim, essa tecnologia não era muito eficiente, e, então, Orunmilá veio à Terra corrigir os enganos de Ogum. Podemos acreditar que essa intervenção esteja relacionada com uma orientação em termos de comportamento ético e conduta moral.

Quando dizemos que Oxalá veio para a Terra, estamos falando da manifestação do potencial de transformar o ambiente em algo harmonioso, que possibilite a convivência de todos, num equilíbrio ecológico.

É um pouco difícil traduzir a palavra ogun, mas temos conhecimento da palavra oogun. Oogun significa “medicina”, e a letra “O”, em iorubá, sugere que alguém é dono, ou domina algo. Podemos supor, então, que a palavra utilizada para medicina é “a dona de ogun”.

A medicina é algo que reestabelece a vitalidade, a saúde. De certa forma, temos ogun como sufixo de oogun, significando “fonte de vitalidade”. Na minha opinião, Ogum é uma referência linguística à sobrevivência. Poderíamos, afirmar, também, que esta sobrevivência está intimamente ligada à vontade de fazer um lugar melhor para si no mundo.

Podemos encontrar, também, um elemento de competição na palavra Ogum. Para termos sucesso na luta pela sobrevivência, é preciso muita vitalidade. A natureza nos oferece muita competição pelos recursos disponíveis. Aí, vemos, então, temos um conceito metafísico de Ogum, que se relaciona com a idéia de sobrevivência por ação afirmativa e agressiva. Esta é a qualidade de Ogum. É uma força dinâmica, afirmativa, agressiva e expansiva da natureza. Esta idéia antecede a idéia de Ogum como dono da tecnologia do ferro.

Se pensarmos em Ogum apenas como uma personagem que dominou o ferro e a tecnologia de fabricação de ferramentas, estamos divinizando apenas esse processo. Perderemos, então, a manifestação principal de Ogum, que é uma força da natureza.

No mito iorubá da criação, Ogum é controlado por Orunmilá. Isto nos indica que o comportamento agressivo não é ideal para a organização social, então, o comportamento ético tempera a conduta agressiva de Ogum como força espiritual.

Onde o poder de Ogum é necessário, precisa ser expressado em toda a sua essência.

Podemos ver a aplicação dessa energia nas comunidades iorubás tradicionais, onde Ogum sempre inicia a matança de animais. A caça desses animais também é associada a Ogum.

Devemos deixar claro, porém, que estamos falando de “sacrifício animal”. A palavra sacrifício é um termo cristão e não é traduzida por ebó. Não sacrificamos animais pelo simples prazer de matar. O conceito do ebó vai mais além, sugerindo um banquete para a família ou comunidade. Quando se vive num ambiente que depende de animais para a alimentação, matar o animal é sempre um ato sagrado, da mesma forma que caçar um animal é um ato sagrado.

Quando um sacerdote mata um animal, ele está pedindo que o espírito daquele animal possa reencarnar como outro animal e alimentar gerações futuras. Ele está fazendo um reconhecimento de que todas as coisas estão interligadas na natureza. O sangue é apenas um selo do ebó.

No Brasil temos a convicção de quanto mais sangue se usa, maior o poder. Daí vem a noção de que sacrificar um bode é bom, sacrificar dois é melhor. Perde-se o essencial, que é alimentar a comunidade.

Quando fazemos um ebó, estamos lidando com o poder de Ajala (palavra iorubá para Guerreiro). Na cultura iorubá tradicional, os caçadores também são guerreiros e Ogum também é um caçador. Ajala se traduz em algo como “Cachorro do Pano Branco”. O cachorro é um mensageiro espiritual, assim como Anúbis o é na cultura egípcia, e como existem outros cachorros em diversas mitologias. O Pano Branco é uma referência à luz e ao princípio de que tudo está interligado.

Na África, a cor de Ogum é o vermelho, de Xangô é o vermelho e branco e de Oxalá é o branco. O vermelho simboliza virilidade, agressão, vitalidade. Vermelho e branco simboliza equilíbrio entre agressão e compaixão e o branco simboliza a unidade mística. Estes orixás representam a continuação de um ciclo. A diferença entre eles é como a água da chuva, a água doce e a água salgada. São diferentes e partilham de um ponto em comum.

Em alguns lugares da Nigéria, Ogum e Xangô não são vistos como inimigos, mas sim como irmãos. É fácil ver porque. Xangô é fogo. O ferro temperado com o fogo se torna mais forte. Não existe hostilidade aí, existe sim, uma relação mutuamente benéfica. É uma força da natureza representando a fusão de energia sem hostilidade, e sim colaboração.

Ogum é o deus do ferro, dos ferreiros e de todos aqueles que utilizam esse metal. É também o deus da tecnologia, do progresso, dos mecânicos, dos engenheiros, dos inventores.

Yemanjá - A Mãe dos Orixás

A energia de Yemanjá pode ser resumida em Nutrição e Proteção. As lendas que evoluíram através dos séculos deram mais atenção ao aspecto nutritivo de Yemanjá, deixando de lado seu aspecto protetor. Isto aconteceu porque houve uma tendência a retratar Yemanjá como aquela mãe que nutre e nunca reclama. Uma energia que dedica sua existência aos filhos, mas raramente os castiga. Isso foge bastante da verdade, pois, de todos os Orixás, a “ira” de Yemanjá pode ser a mais devastadora. Ao contrário da destruição seletiva de Yansã, Yemanjá e representada pelo Furacão. Ela destrói tudo o que encontrar no seu caminho, causando uma grande devastação. Na interpretação utilizada na Diáspora Moderna, Yemanjá e sempre representada como uma figura sorridente, sempre de bem com seus devotos. A separação do aspecto “nutritivo” de Yemanjá da sua energia afirmativa resultou em uma lobotomia de energia, para aqueles que aceitaram essa interpretação. Certamente, Yemanjá sempre está nutrindo e provendo. Isto é descrito pelas lendas que descrevem as riquezas do oceano, que se referem à criação e o sustento da vida pelas suas águas e os seus habitantes. Tudo expressa a energia de nutrição que Yemanjá é. No entanto, este cuidado não é de graça. O custo é a proteção moral desta energia. Ela não nutre sem ensinar que o comportamento moral e o respeito devem existir.

A Mitologia

Yemanjá é chamada de A Grande Mãe, porque ela é mãe de muitos orixás. E, também, devido à grande compaixão para o ser humano. A lenda diz que Yemanjá era, originalmente, do Egito. Ela afirma que aqueles que vieram do Egito trouxeram com eles sua religião, onde Isis recebeu um novo nome: Yemanjá. Será que os mistérios de Isis foram levados à África Ocidental? Sabemos que haviam escravos no Egito e é possível que estes escravos, quando voltaram a alguma região diferente da África, tenham levado consigo um dos maiores tesouros do Egito?

Muitos tendem a esquecer que o Egito é parte da África. Uma das maiores civilizações já conhecidas, nasceu na África. Isis, no Egito, era associada com o rio Nilo. Da mesma forma, todos os orixás femininos são associados com os rios. No entanto, acho estranho que algumas pessoas passem horas apreciando exibições de artefatos Egípcios, mas rejeitem totalmente, como primitivo, uma religião que tem estreita ligação com os Egípcios.

Como os deuses antigos são adorados? Com sacrifícios, música e dança. Desta maneira, Isis foi adorada, e também Yemanjá. Os toques rítmicos de tambor fazem com que os adoradores sejam possuídos pelos seus orixás. Esta foi a maneira como os Mistérios de Isis foram integrados ao seu novo ambiente. Na Grécia, os mesmos mistérios evoluíram de forma diferente, dando origem aos Grandes Oráculos, como Delphi. Da mesma forma que a espécie animal evolui, o ser humano também evolui e suas correntes espirituais também. Os Mistérios Africanos também evoluíram no Novo Mundo. São apenas pequenas variações sobre o mesmo tema. Nesse novo século, está ficando mais evidente que os Mistérios Antigos estão retornando do seu estado adormecido. O ser humano está redescobrindo suas raízes. Muitos de nós praticamos estes Mistérios em outra vida e Yemanjá nos chama a recuperar nossa herança e retomar aquela linha espiritual. A verdadeira adoração aos orixás é muito profunda e é impossível aprender tudo em apenas uma vida.

A bela Yemanjá nem sempre morou no mar. Havia um “caminho” de Yemanjá em que foi esposa de Ogum e morava na floresta tropical. Isto é para recordarmos que, sem a magia das árvores e das plantas, nunca existiria a nossa prática religiosa. Trabalhamos com os espíritos das plantas para curar e para realizar outras formas de magia. Sem o “mieró” sagrado, não haveria nenhum orixá. “Mieró” é um banho especial que é preparado para diversas cerimônias religiosas, onde, com a utilização de certas ervas e outros elementos, criamos um Elixir Mágico, que é usado em cerimônias de consagração. Tudo isto é feito com a permissão de Ossayim, que é o “dono” de toda a vida vegetal do planeta. No entanto, existem plantas específicas a cada orixá, como a samambaia, que é uma das plantas sagradas de Yemanjá. Isso se originou com a lenda, onde Ossayim foi forçado a partilhar o seu conhecimento com os outros orixás.

Yemanjá pode ser, às vezes, muito raivosa, especialmente quando seus “filhos” são ameaçados. Todos sabemos como o mar se torna tumultuado. Yemanjá sai para defender seus filhos, quando estão em perigo ou correm o risco de serem atacados por alguém. Ela é um dos orixás mais velhos do panteão, depois de Oxalá e, devido a isso, seus poderes são muito grandes. É muito difícil, para ela, perdoar os erros que foram cometidos contra seus filhos. Ela possui um caráter forte, e seus filhos também tendem a ser assim. Não é fácil enganar Yemanjá. A maioria de seus filhos possui uma forte intuição. Trate Yemanjá sempre com muito respeito e nunca precisará se preocupar com sua ira.

O Respeito é de uma importância suprema, quando estamos lidando com os Orixás. Isto pode ser muito difícil para nossa geração, que sempre tratamos com pouco ou nenhum respeito nossos pais, avós, ou, mesmo, nossos velhos. Talvez a adoração a Yemanjá nos ajudará a corrigir este defeito na sociedade moderna. Para aqueles que precisam da ajuda de Yemanjá, gostaria de apresentar um “ebó” muito simples. Naturalmente, não há nenhuma garantia de que este ebó funcionará, porque os ebós são, normalmente, determinados de acordo com a orientação dos orixás através do jogo de búzios. É por isso que você não pode comprar um livro de feitiços do Candomblé e esperar que os feitiços façam efeito. Os ebós são oferecidos em ocasiões diferentes, para pessoas diferentes, para solucionar determinados problemas. Eles trabalham naquele momento, porque foram específicos para aquela pessoa, para alcançar um fim, em particular.

Este ebó utiliza-se de uma melancia, a fruta favorita de Yemanjá. Você compra uma melancia inteira, corta um pedaço da melancia, na parte de ficou para cima. Escreva seu pedido num papel, com lápis. Coloque o pedido no fundo do buraco que você fez na melancia, cubra com melado (xarope de cana-de-açúcar). Coloque azeite de oliva sobre o xarope. Encontre um pavio flutuante, ou faça uma mecha de algodão, na forma de um pavio. Acenda o pavio e deixe queimar para Yemanjá. Quando o pavio terminar, leve a melancia inteira para o mar. Se você vive longe do mar, leve a um rio. Largue a melancia na água e peça para Yemanjá atender seu pedido.

A maioria das vezes, os ebós são colocados na “frente’ dos orixás. Se você não fez o santo, poderia tentar colocando uma vela na frente de uma imagem que representa Yemanjá. Esta é mais uma das razões porque os ebós encontrados em livros não funcionam. Às vezes eles devem ser colocados na frente dos orixás. Se você não tem esse orixá, as coisas ficam difíceis. De qualquer maneira, espero que Yemanjá sorria para você e atenda o seu pedido. (Não peça para ganhar na loteria, ou alguma coisa que atinja outra pessoa, porque você pode se desapontar.)

Yemanjá é, também, uma “bruxa”. Ela gosta de trabalhar para seus filhos, utilizando-se de trabalhos de magia, para solucionar seus problemas. Podem ser feitas cerimônias e sacrifícios para que ela ajude uma pessoa com problemas de saúde. Se você é filho de Yemanjá, sua “mãe” o ajudará e o protegerá.

Como todos sabemos, vivemos no planeta água. Apesar do nome de Yemanjá ser diferente em várias culturas, ela permanece a mesma. Durante milhares de anos, em todo o planeta, seus cantos foram entoados em diversos idiomas, em qualquer lugar onde o mar toca a terra. Entre nas suas águas sagradas e você será purificado. Monte um pequeno altar em sua casa, e ela o abençoará. Pode utilizar uma imagem dela, mas procure não utilizar nenhuma imagem de santo católico. O altar deve ser suficiente para abrigar um vaso com flores e uma vela. Peça-lhe para ajudar com os problemas em suas e lhe dar saúde, nosso bem mais precioso. O dia de Yemanjá é sexta-feira, seu número é 8, sua saudação é Omiô Odô, Odô syiabá! e suas cores são o azul-claro e o prata.

Nanã Burukum

Eu peço perdão a todo o povo de Candomblé, mas, no Rio Grande do Sul, Nanã Burukum é cultuada como um “caminho” de Yemanjá. Pela temerosidade que implica o culto a Nanã, em determinadas casas ela é cultuada no lado de fora do Ilê, junto com Bará (Exu). É um orixá profundamente envolvido com os eventos da morte, sendo aquela que recebe os mortos e os acalenta. Seria como a mãe de um outro nascimento, ou de uma outra passagem. Enquanto Yemanjá protege seus filhos enquanto estão vivos, Nanã preteje e guia aqueles que passaram para uma outra fase da sua vida.

Nanã não possui a mesma origem que os outros orixás. Ela é de origem daomeana. É originária de uma civilização muito anterior à idade do ferro, e sua faca é feita de bambu. É mãe de orixás tenebrosos e igualmente perigosos, pela sua energia sempre ligada a terra e à morte: Xapanã, Sakpatá, Ossayim.

Oxalá - A Luz dos Orixás

Oxalá é o orixá mais velho. É considerado o pai dos outros orixás. Sob ordens de Olorum, se tornou o criador do gênero humano. O branco é a cor que representa Oxalá, representando a clareza. A energia de Oxalá é a essência da clareza. Essa energia é muito importante, pois é ela que nos permite tomar decisões corretas, diferenciar o certo do errado e talvez, o mais importante, nos permite ver as outras energias como elas são.

O sinal de pureza, representado pela cor branca, tem influência dos missionários cristãos e possui uma conotação moral. Para nós, batuqueiros, a pureza é apenas um aspecto da clareza, pois esta energia é pura e nos dá habilidade para discernir as coisas. A moralidade de Oxalá não está baseada na idéia da moral cristã, mas sim na habilidade absoluta que a clareza nos dá para enxergar o espectro de energias em que estamos envolvidos.

Oxalá é visto como um homem velho e sábio. Idade e sabedoria são, simplesmente, aspectos da clareza aumentados. É visto, também, como um rei. Esta visão não é uma luta de poder, é simplesmente uma maneira de mostrar que a Clareza de propósito, de objetivo e de comportamento sempre nos levarão diretamente a nossa meta. As lendas sobre a queda de Oxalá, muitas das quais possuem um ranço da doutrina cristã, são exemplos de que necessitamos manter essa clareza sempre pura.

A lenda que diz que Oxalá, enquanto moldava os homens no barro, bebia muito vinho da palma, e acabou ficando bêbado, tendo criado algumas pessoas com deficiências físicas. A lenda fala que ele caiu em desgraça com Olorum (e aí está o ranço cristão). Mas o que, realmente, a lenda quer dizer é que qualquer coisa que nos entorpece ou corrompe nossa habilidade de manter a mente clara, pode ter resultados desastrosos.

O fato de Oxalá representar a cabeça é outra afirmação sobre a clareza, pois é de nossa mente que a clareza poderá vir. Sem ela, nós acabamos sempre parando em obstáculos que não conhecemos e não podemos expressar de forma natural nossa energia. Precisamos de clareza para utilizar todas as outras energias de forma produtiva e de maneira que cumpram sua missão.

No Brasil, ele é associado com Cristo, ou até, na Umbanda, com Deus. No Haiti, Oxalá é conhecido como Damballah. Quando seus cavalos são possuídos, eles rastejam no chão como serpentes. Damballah é a serpente primordial, umas das mais antigas representações do universo.

Nem todos os caminhos de Oxalá são representados por velhos e por homens calmos. Em alguns caminhos temos jovens orixás guerreiros e poderosos. Onde quer que eles vão, há guerra e revolução. São tão poderosos como Xangô.

Que a clareza permaneça sempre com você!

Oxum – A Deusa da Alegria

Oxum é a deusa do amor, do dinheiro e da felicidade. Ela nos trás todas as coisas boas da vida. É a deusa da água doce e pode ser encontrada sempre onde há água corrente, em rios, lagoas e, especialmente, em cachoeiras.

Oxum é a pura essência da alegria. Todas as lendas sobre Oxum nos ajudam a entender e utilizar esta energia para nos trazer alegria. É associada, também, com a essência da sensualidade. É a divindade que controla o momento da concepção. Na filosofia africana, onde nossa linhagem sanguínea nos dá a imortalidade, e onde as crianças são consideradas a maior bênção, nada poderia ser mais alegre do que o nascimento de uma criança.

Associa-se, também, com a energia do dinheiro. Existe, no entanto, uma diferença. Na nossa sociedade, onde o dinheiro compra tudo, ele não tem nenhuma relação definida com a felicidade. A sociedade yorubana vê a energia do dinheiro de uma forma diferente. O dinheiro possibilitava ao homem ter muitas esposas. Muitas esposas permitiriam a este homem ter muitos filhos. O fato de ter muitos filhos gerava muita alegria. Assim, o dinheiro que Oxum representa, é um caminho para a alegria. E neste caminho, Oxum é mãe de gêmeos. A energia de Oxum pode, no entanto, ser facilmente ofendida. A alegria, em sua mais pura forma, não aceita as energias negativas da raiva, do ódio, do sarcasmo, pois isto interfere diretamente no fluxo da sua essência. Assim, quando outras energias podem ignorar essas coisas, a alegria de Oxum não pode ser corrompida de nenhuma forma. Se você a ofende e ela interrompe esse fluxo de alegria, você, dificilmente, conseguirá retornar às suas graças. Quando um indivíduo, ou sociedade vai além dos limites permitidos, repetidamente, a alegria se retirará e permanecerá inacessível a eles.

A expressão da alegria não é solitária. A alegria verdadeira precisa dos outros para se expressar. Esta criação de Olorum nos permite ter acesso a alegria de viver. Naturalmente, a alegria não é uma satisfação egocêntrica. A verdadeira alegria vem da exaltação do que sentimos reconhecendo a beleza no ser amado, na nossa comunidade e no planeta em que vivemos.

No Haiti, Oxum é conhecida com Erzulie. Ela possui as mesmas características de Oxum, mas, as cores são diferentes. Oxum é a versão yorubana de Hathor, a deusa egípcia da música e do amor. Há muitas semelhanças entre as duas deusas. Da mesma forma, podemos associar Oxum com Nekhbet, protetora do parto e das mulheres grávidas, que, também, é um papel de Oxum. Seria Oxum o sincretismo das divindades egípcias Hathor e Nekhbet? A mim parece possível. Da mesma forma que Isis é associada com Yemanjá, a combinação de Hathor e Nekhbet foi feita, nos dando a nossa Oxum. Oxum, como Nakhbet, também é invocada quando existem mulheres em dificuldades com a gravidez ou com o parto. No entanto, temos de nos lembrar de outra divindade egípcia. Sekhmet. A deusa da morte que destrói o infiel. Oxum também tem seu lado vingativo. Quando é ofendida é capaz de matar enquanto sorri ao mesmo tempo. Mas, você não precisa se preocupar com a ira de Oxum se a tratar como a rainha que ela é!

Quan-Yin é a nossa Oxum chinesa. É representada vestida de amarelo, segurando um bebê em seus braços e é a protetora dos partos e mães, da mesma forma que Oxum na cultura afro-brasileira. Isso só aponta para a universalidade da religião antiga. Tudo está relacionado, até mesmo as diferentes divindades de diferentes culturas. Por isso, a atitude das práticas afro-brasileiras deve ser de tolerância. É perfeitamente correto praticar a religião africana e ao mesmo tempo ir à igreja todo o domingo. Mesmo sendo muçulmano, budista, judeu, hindu, pode-se praticar a religião africana. Como eu já mencionei em outras ocasiões: todos os deuses são manifestações do UM. Esse UM é o princípio criador, é o Indizível, aquele que está acima da nossa compreensão. É Olorum, Olodumaré. Os muçulmanos o chamam de Allah, os judeus de Ieve, os hindus de Vishnu. Os orixás estão aqui para ajudar-nos em nossa vida diária, com nossos problemas de saúde, com nossa conexão com o sagrado.

Lakshmi é a divindade hindu da riqueza e da beleza. Sua filha, Kama, é a deusa do amor. Como Oxum, é a doadora de todas as coisas boas da vida.

Como disse antes, os orixás estão aqui para nos ajudar a manter nossa conexão com o sagrado. Não se preocupam se você é preto ou branco, amarelo ou vermelho.

Mantenha viva a chama da alegria em sua alma e sempre estará conectado com a energia da “mãe Oxum”.

Ora Iê Iê ô!

A Ciência Jinas

É, pois, o caso que, pasmado minha vida em tantas ocupações, tive, não obstante, que investigar a

fundo os estados jinas.
Olhai, senhores, se havia razão que as razões deste capítulo nos admirassem, quando pudemos
experimentar, de forma direta, a existência real de terras e povos jinas.
"Causará assombro que, no primeiro terço do século XVIII, quando já não reinavam os supersticiosos
Felipes, o mesmíssimo dom Juan de Mur y Aguirre, antes Governador de San Marcos de Arichoa, no
Peru, acreditava cegamente na existência de múltiplas ilhas misteriosas por todos os mares do mundo.
Isso se deveu a que, desde La Gomera e La Palma, enviavam informes mais ou menos fantásticos ao
General e a Real Auditoria sobre as repetidas aparições das sonhadas ilhas, informes que produziram-
diz Vieira – novos acessos de febre do maravilhoso nos ânimos, movendo-os a tentar, pela quarta vez, o
descobrimento da ilha Non- Trabada.
O certo é que a Non-Trabada, ou Encubierta, não tornou a ser vista pelos mortais desde o século XVIII
até a data, porque o ceticismo agressivo que vem reinando no mundo desde a Enciclopédia não merece
outra coisa senão que se faça mais espesso e denso o véu de Maia, que os semelhantes mistérios
etéreos, ou da quarta dimensão, recobre.
A ilha Non-Trabada, ou Encubierta, geralmente mais conhecida por San Borondón – diz Benítez em sua
História das Ilhas Canárias – é um daqueles países encantados que tem preocupado aos modernos, tanto
quanto o Velocino de Ouro aos antigos. E crendo que tinham poderosas razões para isso, porque,
efetivamente, desde as ilhas La Palma, Gomera e Hierro, costumava-se ver, ao O.S.O. da primeira e ao
O.N.O. da última, correndo em direção N. a S., uma como terra montanhosa que, segundo o cômputo
geralmente mais admitido, distaria 40 léguas de La Palma e que poderia ter – não sabemos como se
mediria – umas 87 léguas de comprimento por 28 de largura, e que, pois, as vezes, se via desde o
sudoeste de Tenerife, poderia estar a 28 graus e alguns minutos de latitude norte.
No dia três de Abril de 1570, o doutor Hernán Pérez de Grado, Primeiro Regente da Autoria das Canárias,
liberou uma provisão encomendada `as ilhas La Palma, Gomera e Hierro, a fim de que fizessem uma
averiguação exata com quantas pessoas tivessem observado a aparição de semelhante terra ou que, por
qua lquer outro conduto, tivessem provas de sua existência.
Em virtude de semelhante informação, depôs, em La Palma, o piloto português Pedro Vello, natural de
Setúbal, e disse que, por causa de uma tempestade, desembarcou na ilha Non-Trabada com dois de sua
equipe e ali contemplou tais e quais maravilhas (fenômenos extraordinários, pegadas de gigantes, etc.)
Logo, ao amanhecer, nublou-se o céu, soprou horríssono o furacão e ele, temendo perder seu navio,
voltou a bordo mais que depressa.
No instante de zarpar, perderam de vista a terra e, logo que este cessou, trataram de voltar a ela,
sendo-lhes de todo ponto de vista impossível descobri-la, pelo que ficaram muito contrariados,
especialmente por dois homens da tripulação que haviam ficado abandonados na espessura da selva."
E sta verdadeira história jinas que aqui a vossa mercês se apresenta é tirada, ao pé-da-letra, de velhos
cronicões…
Dizem antigas tradições, por certo muito respeitáveis, que, durante a idade de ouro do Lácio e da
Ligúria, o rei divino Jano, ou Saturno, (I.A.O., Baco, Jeová) imperou sobre aquela santa gente, tribos
árias todas, ainda que de muito diversas épocas e origens. Então, como em igual época do povo hebreu,
podia-se dizer que conviviam felizes jinas e homens.
A Jana, Yana, Gnana, ou Gnosis, não é senão a ciência de Jano, ou seja, a ciência do conhecimento
iniciático, a ciência de Enoichión ou do Vidente, e as variantes de seu nome são tais que há em cada
língua uma, tais como as de Jan, Chan ou Kan, Dan, Dzan, D’Jan, Jain, Jian, Ioan, Kwan-Swan, Thanos,
Thoan, Chohan, todas equivalentes `a mais sublime concepção de um espírito planetário, o Regente de
Saturno, um Nazada, um Kabir, no sentido mais completo da palavra.
Para mim, a ciência jinas não é opinião, senão verdade assentada, e, se quereis que vo-la mostre com a
experiência vivida, escutai com paciência o subseqüente relato:
Trinta vezes havia visto cair as folhas de outono em minha presente reencarnação, quando tive que
trabalhar, consciente e positivamente, com a doutrina dos jinas ou de Jano.
Qualquer noite de maravilhas, Litelantes, minha sacerdotisa-esposa, fez-me sublime convite…
Encontrava-me repousando no tálamo nupcial, com o corpo relaxado, boca pra cima (decúbito dorsal).
Devo asseverar, com certa solenidade e para o bem da Grande Causa, que nesses instantes que achava
em estado de alerta novidade, alerta percepção.
Dormitava atento e vigilante como o vigia em época de guerra. Obviamente anelava, com sede infinita,
algo extraordinário.
Depois das já sabidas invocações de rigor, senti como se outro ser humano pousasse sobre o meu
relaxado corpo, exatamente sobre aquelas mantas, cobertas e cobertores que deliciosamente me
protegiam do frio da noite.
Inquestionavelmente era Litelantes. Reconheci-a pela voz, quando, de forma veemente, me chamara
com meu nome de batismo…
Ostensivelmente, aquela dama-adepto, mediante a ajuda extra de algumas pessoas jinas, havia
conseguido meter seu corpo físico dentro da quarta dimensão.
Vamos! Disse-me. Vamos! Vamos! E eu que com ânsia infinita sempre havia aguardado este instante,
pressuroso me levantei do leito.
Resulta palmário e evidente que, ao me levantar, assim, ajudado, de fato atravessei a barreira da
velocidade da luz, ficando, então, de pé, junto ao leitor de penitente e anacoreta, com o corpo físico bem
submerso dentro da quarta dimensão.
Qualquer gnóstico sincero poderia certamente fazer o mesmo, se, no instante de começar a dormir, se
concentrasse intensivamente com sua Divina Mãe Natura particular, individual…
Uma fórmula mágica muito especial é a seguinte: "Creio em Deus, Creio em minha Mãe Natureza e Creio
na magia branca. Mãe minha, leva-me com meu corpo.
Amém."
Milha res de vezes se reza esta oração, no instante de querer dormitar; entretanto, convém não esquecer
aquele ditado popular que diz: "A Deus rogando e com o malho dando."
Muito ligeiramente adormecidos, levantei-vos do leito, suplicando e, logo, saltai com a intenção de
flutuar no ambiente circundante. Tende fé como um grão de mostarda e movereis montanhas.
Se não lograis flutuar, metei-vos novamente dentro da vossa cama e repeti o experimento.
Muitos triunfam de imediato e outros tardam meses e até anos inteiros para lograr sua entrada nos
paraísos jinas…
Depois dessa pequena, porém importante digressão de tipo indicativo, continuemos com nosso relato.
Saí da minha recâmara com pass o firme e decidido, atravessei um pequeno pátio, dirigi-me à rua.
Cedendo-me passagem com muita reverência, certo grupo de gente jinas; dirigi-me até as montanhas
vizinhas.
Sai da cidade, seguido muito de perto por aquele grupo de gente jinas; dirigi-me até as montanhas
vizinhas.
Senti como se me tivesse afundado num remoto passado sublunar antiqüíssimo; compreendi que havia
penetrado nos cosmos inferior…
Fui submetido a provas de coragem, fazendo-me passar por cima de profundos precipícios…
Flutuando no ambiente circundante da quarta vertical, acompanhado por Litelantes e por toda a comitiva
de gente jinas, atravessei o borrascoso oceano e cheguei a certo lugar secreto da velha Europa…
Penetrei valorosamente em certo castelo, onde tive que contem plar, com assombro, um estranho
símbolo, sob o qual havia um crucifixo…
O regresso `a minha mansão foi relativamente fácil, pois é lei, na quarta dimensão, que tudo regressa
ao seu ponto de partida original.
Litelantes e eu comentamos muito alegremente tudo isto. Obviamente havíamos conseguido um triunfo
maravilhoso.
Dias depois continuamos com estes experimentos; aprendemos a colocar o corpo físico dentro dos
cosmos superior.
Hoje, por experiência direta, sabemos que, com a ajuda da Mãe Divina Kundalini, podemos pôr o corpo
físico em estado de jinas, para viajar por entre o cosmos de cima.
Samael Aun Weor

A Glândula Pineal

A Ciência médica moderna, apesar de haver desenvolvido nas diversas áreas
uma tecnologia sofisticada, no campo da endocrinologia, ou seja, no
conhecimento das glândulas, suas funções, seu metabolismo, suas
patologias, etc., será sempre de difícil entendimento e controle, enquanto o
aspecto ultrabiológico e ultrafisiológico não for devidamente estudado.
Atualmente, as técnicas Kirlian de fotografia e filmagem estão engatinhando
neste setor, onde os antigos hindus e chineses já dominavam há milhares de
anos, conforme demonstram os velhos mapas anatômicos dos tibetanos,
hindus e chineses.
A maior dificuldade em se investigar a ultrafisiologia reside no fato de
havermos perdido a visão espacial que nos dá acesso à 4ª Coordenada, que
nos permite extrapolar os limites do mundo visível, criando-se a possibilidade
de se detectar as doenças, disfunções orgânicas e psíquicas na sua origem,
encontrando-se as verdadeiras causas dessas.
Nesta obra, verdadeira preciosidade de ciência e esoterismo, estudaremos de
forma sintética e objetiva a correlação entre as glândulas endócrinas e os
centros magnéticos dos veículos internos. Na verdade, as glândulas
endócrinas são os expoentes físicos dos nossos sentidos extra-sensoriais,
diretamente ligados aos centros magnéticos dos nossos corpos
ultra-sensíveis e que estão situados exatamente sobre esses órgãos.
Como se sabe, as glândulas endócrinas controlam todo o metabolismo das
nossas células. Em qualquer parte do corpo que a célula se situe, as
glândulas regulam a sua atividade. Fica claro, pois, que os processos de
revitalização, rejuvenescimento e envelhecimento estão diretamente ligados
às atividades dessas glândulas e, por conseguinte, aos centros magnéticos
dos corpos ultra-sensíveis. Assim, se quisermos manter o nosso corpo físico
com juventude e vitalidade, devemos saber cuidar da saúde das nossas
glândulas endócrinas. Por outro lado, veremos nesta obra revolucionária, aos
olhos da ciência, que a saúde de todas as glândulas depende da saúde das
nossas glândulas sexuais. Aqui também nos será ensinado como manter as
nossas gônadas em perfeito estado de funcionamento, mantendo, assim, a
saúde de todas as outras glândulas endócrinas e, por conseguinte,
perpetuando a juventude e desenvolvendo todos os sentidos
extra-sensoriais.
Torna-se mais do que desnecessário apresentar o autor desta obra, Samael
Aun Weor, já que suas obras têm demonstrado sua extraordinária capacidade
de síntese e desvelamento, aliados a um sentido eminentemente prático,
dando-nos de forma objetiva as chaves do esoterismo hermético.
A glândula pineal está situada na parte posterior do cérebro. Ela tem cinco
milímetros de diâmetro. Está rodeada de uma fina areia muito importante. A
glândula pineal é um pequeno tecido vermelho-acinzentado e está
i ntimamente relacionada com os órgãos sexuais. Segrega certos hormônios
que regulam todo o progresso, evolução e desenvolvimento dos órgãos
sexuais. A ciência oficial assegura que depois que esses hormônios alcançam
seu objetivo, o total desenvolvimento dos órgãos sexuais, então degenera em
um tecido fibroso que já não é capaz de segregar hormônios. Descartes
assegurava que essa glândula é o assento da alma. Os orientais afirmam que
esta glândula é um terceiro olho atrofiado. Quando a ciência médic a do
mundo ocidental descobriu que esta glândula é tão-somente um pequeno
tecido vermelho-acinzentado situado na parte posterior do cérebro, rechaçou
a afirmação de Descartes e dos orientais. Melhor teria sido não se fixar em
dogmas científicos e estudar todos os conceitos em forma eclética e didática.
Os yogues da Índia asseguram que a glândula pineal é a janela de Brahma, o
Olho de Diamante, o olho da polivalência que mediante um treinamento
< align="left">especial nos dá a percepção do ultra.
A ciência ocidental não é completa se não estudar também a ciência oriental.
Necessitamos de uma cultura integral, total.
O microscópio nos permitiu perceber objetivamente o infinitamente pequeno.
O telescópio nos permitiu ver o infinitamente grande. Se a glândula pineal nos
permite ver o ultra de todas as coisas deveríamos estudar a yoga oriental e
desenvolver essa maravi lhosa glândula. Os yogues da Índia têm práticas com
as quais se pode obter um superfuncionamento especial da glândula pineal.
Então percebemos o ultra. Negar essas afirmações da yoga oriental não é
científico. É necessário estudá-la e analisá-la.
Os sábios orientais dizem que da potência sexual depende a potência da
glândula pineal. Agora poderemos explicar as bases científicas da castidade.
Não há dúvida que todos os grandes videntes bíblicos foram grandes
pinealistas. A castidade científica, combinada com certas práticas, os permitiu
ver o ultra da natureza.
Os gnósticos dizemos que na glândula pineal está o átomo do Espírito Santo.
Os orientais afirmam que na glândula pineal se acha o lótus de mil pétalas.
Não há dúvida que essa é a Coroa dos Santos.
Os homens de gênio têm a glândula pineal muito desenvolvida. Nos cretinos
descobriu-se que ela se encontra atrofiada.
Os grandes fenômenos de fascinação de massas, tão comuns na Índia, só
são possíveis quando o Faquir autêntico tem a glândula pineal cheia de
grande vigor.
As secreções das glândulas endócrinas são absorvidas diretamente
pelo
sangue, o qual leva todas essas secreções a outros órgãos ou glândulas,
que, então, se vêem impulsionadas a um maior esforço, a u m trabalho mais
intenso. A palavra Hormônio vem de uma palavra grega que significa
"Excitar". Realmente, os hormônios têm o poder de excitar todo o organismo e
obriga-lo a trabalhar.
As secreções das glândulas endócrinas influem também sobre a mente.
Agora explicamos porque os hindustânicos se dedicam a controlar a mente.
Por meio dela podemos regular nossas funções hormonais.
Alguns sá bios hindustânicos têm permanecido enterrados durante muitos
meses sem morrer.
A biologia não pode permanecer indiferente a esses fatos. Os biólogos
necessitam investigar todas as maravilhas e feitos desses sábios.
O senhor Immanuel Kant admite um "nisus formativus" para o nosso corpo
físico. Os sábios orientais crêem que esse "nisus formativus" é um corpo
fluídico que está em contato com o sistema nervoso grande simpático e com
o sistema nervoso líquido. Não há dúvida de que o corpo fluídico é o
resultado do corpo astral dos médicos medievais. Dentro do corpo astral está
a mente humana e todos aqueles princípios puramente anímicos.
Os sentidos desse corpo astral parecem dimanar como flores de lótus
originário do âmago das glândulas endócrinas. Aquele lótus de mil pétalas,
mencionado pelos yogues da Índia, é um sentido anímico do corpo astral.
O desenvolvimento especial da glândula pineal nos permite perceber o corpo
astral e seus sentidos anímicos.
A ciência médica joga com a mecânica dos fenômenos, mas não conhece o
fundo vital. Com o desenvolvimento especial da glândula pineal nos será
permitido ver o fundo vital.

O PODER DA LUA


As luas do Inverno trazem os Espíritos da Renovação. São luas de descanso, purificação, de preparação para o crescimento que vem com a Primavera e de refletir sobre a colheita que passou. São as luas da Direção Norte.

As luas da Primavera, do Leste, são para reavivar o crescimento, quando Pai Sol começa a iluminar todas as crianças da Terra e prepara-las para trazerem a tona seus próprios frutos. São luas da iluminação e sabedoria. Quando as crianças da Terra se preparam para crescer em seu próprio caminho.

As luas do Verão, do Sul, são de rápido crescimento, quando toda a terra chega para florir e dar os frutos do ano. Luas de crescimento e confiança.

As luas de outono, do Oeste são para nos trazer introspecção. O tempo de reunir forças para olhar para o interior e contemplar o crescimento e progresso feito na estação precedente. Essas são as luas para preparar para estação de Descanso e Renovação que está chegando.


A Lua nos dá uma maneira para compreender e celebrar as mudanças de fases que passamos por nossa vida. A lua do nascimento determina seu ponto inicial na Roda da Vida.

A Lua ou mês, em que você nasceu determina sua posição inicial na Roda Medicinal e o seu primeiro totem do reino animal, mineral, vegetal.

Cada lua tem um totem em particular, ou emblema, planta, animal ou mineral, que divide características com as pessoas que nasceram neste tempo. De seus totens iniciais podem aprender sobre si mesmos, e na mesma hora você aprenderá mais sobre outras relações na Terra.Pessoas tem responsabilidades com seus totens, para dar respeito, ligando a graça das lições e das energias, eles contribuem para a continuação da vida na Nossa Mãe Terra.

Eles ajudam a descrever as lições que a lua ensina. Quando você viaja pelos totens da lua, colhe mais conhecimentos sobre algo que divide a Terra com você, e aprender com ela.

Nosso meio ambiente na Terra é afetado pelo poder cíclico da Lua. A luz produz um imenso efeito sobre a Terra, e nos corpos de todos os seres vivos . Por aproximadamente 29 dias ela circunda a Terra. Este ciclo é a origem do mês.

O poder magnético da Lua, combinado com o movimento da Terra, movimenta oceanos e rios. Ela influencia o fluxo da seiva das árvores e plantas e os fluidos corporais, incluindo o ritmo do sangue, a menstruação, ciclos de gestação, e mesmo o cérebro.

Os Anjos e o Amor

Os Anjos e o Amor



Enquanto melhores amigos dos seres humanos, os Anjos têm um papel
muito especial na ajuda em casos amorosos. Quem não se lembra de
Cúpido, o Deus alado, muitas vezes confundido com um Anjo?
Os Anjos são os seres celestiais mais perto de nós. A hierarquia
seguinte é a dos Arcanjos que são, por assim dizer, os seus "chefes" directos.
Em assuntos deste âmbito o principal Arcanjo é Haniel que rege a Sexta-feira e o signo de Touro.
Neste artigo centro-me no estímulo e protecção do amor romântico e
não em outras formas (fraterno filial, maternal ou paternal, etc.) e
apresento os Anjos a quem se pode recorrer para pedir ajuda.
Sempre que faça rituais com Anjos tenha em mente que os mesmos devem
ser feitos:
• na hora designada que corresponde ao momento de maior vibração daquele Anjo na Terra;
• com velas de cor sólida (nunca se oferecem aos Anjos velas pintadas);
• com o material indicado, sem substituir;
• deixando a vela queimar até ao fim, sem a apagar.
• deitando os restos das velas ao rio ou ao mar;
• soprando as cinzas do incenso ao vento;
• em espírito do que é Bom e favorável para todas as pessoas
envolvidas (Os Anjos jamais ajudarão alguém a obter a sua própria infelicidade ou a de outra pessoa).

No quadro resumo seguinte encontra o nome dos Anjos que estimulam a
protegem o amor e o que necessita para entrar em contacto e pedir a
sua colaboração em casos de simples solução. Inicie no dia da semana
indicado e, na hora referida, acenda o incenso e, com o mesmo
fósforo, a vela. Leia o Salmo e peça ao Anjo aquilo que deseja,
abrindo o seu coração. Faça o ritual pelo menos durante 14 dias. Se
souber quem é o Anjo Cabalístico seu protector, leia igualmente o
seu salmo e dirija-se a ele.

Anjos que Estimulam e Protegem o Amor

Anjo Dia Hora Vela Incenso Salmo
Vehuiah (1)Terça 00:01-00:20 Vermelha Arruda 3
Mahasiah (5)Sexta 01:21-01:40 Rosa Vertiver 33
Lelahel (6)Domingo 01:41-02:00 Amarela Alecrim 9
Cahethel (8)Sábado 02:21-02:40 Violeta Patchouli 94
Haziel (9)Segunda 02:41-03:00 Branca Mirra 24
Laoviah (11)Sábado 03:21-03:40 Violeta Cipreste 17
Hahaiah (12)Sábado 03:41-04:00 Violeta Eucalipto 9
Hariel (15)Terça 04:41-05:00 Vermelha Arruda 93
Leuviah (19)Sexta 06:01-06:20 Rosa Verbena 39
Melahel (23)Segunda 07:21-07:40 Branca Papoula 120
Hahuiah (24)Segunda 07:41-08:00 Branca Violeta 32
Iehuiah (33)Sexta 10:41-11:00 Rosa Benjoim 33
Aniel (37)Segunda 12:01-12:20 Branca Coco 79
Haamiah (38)Segunda 12:21-12-40 Branca Jasmim 90
Hahahel (41)Quinta 13:21-13:40 Azul Cedro 119
Vehuel (49)Quarta 16:01-16:20 Verde Sândalo 144
Rochel (69)Quinta 22:41-23:00 Azul Cedro 15

Não se esqueça de que na base de qualquer pedido de intercepção aos Anjos está o Bem para todas as pessoas envolvidas no assunto. Encha o seu coração de Amor e aguarde os resultados. Os estarão ao seu lado.

Mito da Criação

Mito da Criação
"No momento infinito, antes de tudo, a Deusa levantou-se do Caos e deu nascimento a ela mesma. Isto foi antes de qualquer coisa ter nascido, até Ela própria. E quando separou os céus das águas. Ela dançou sobre elas. Conforme ela dançava, assim aumentava seu êxtase e em seu êxtase
Ela criou tudo o que existe.

Seus movimentos provocaram os ventos e assim o elemento Ar nasceu e respirou, e a Deusa nomeou a
Si mesma de: Arianrhod, Cardea e Astarte.

E faisca saíram de seus pés conforme Ela dançava e brilhavam como so Sol, e as estrelas se prenderam em Seus cabelos. Os cometas passavam sobre ela e assim o elemento Fogo nasceu e a Deusa nomeou a Si mesma de:
Sunna, Vesta e Pele.

Sob os seus pés moviam-se as águas formando ondas e assim os rios e lagos
passaram a fluir e Ela nomeou a
Si mesma de: Binah, Mari Morgaine e Lakshmi.

E procurando descansar seus pés na dança, produziu a Terra de modo que as margens dos rios e mares fossem os seus pés; as terras férteis, o Seu ventre; as montanhas, os Seus seios fartos e Seus cabelos, todas as coisas que crescem, e a Deusa nomeou a
Si mesma de: Ceridwen, Demeter, a mãe do milho.

E Ela se tornou aquela que é, foi e será, nascida de Sua própria dança sagrada, do prazer cómico e da alegria infinita.Ela sorriu e criou a mulher à Sua própria imagem, para ser a Sua Sacerdotisa.
De seus elementos - Terra, Ar, Fogo e Água
- a Deusa criou o seu consorte para lhe dar amor, prazer, companherismo e para compartilhar.

A DEUSA FALOU ENTÃO ÀS SUAS FILHAS:

- Eu Sou a Lua que iluminará os seus caminhos
e revelará os seus ritmos.
- Eu sou a Dançarina e a Dança.
- Eu me movo sem movimento.
- Eu Sou o Sol que dá calor para germinar e crescer.
- Eu sou tudo o que será.
- Eu Sou o vento que virá ao seu chamado e as águas que oferecem alegria.
- Eu Sou o Fogo da dança da vida e a Terra abaixo de seus pés dançantes.
- Eu dou a todas as minhas Sacersotisas os três áspectos que são Meus:
Eu Sou Artemis, a Donzela dos animais e a virgem da caça. Eu Sou Isis, a Grande Mãe. Eu Sou Ngame, a Deusa ancestral que sopra a mortalha.
Eu serei chamada por milhões de outros nomes.
- Chamem por Mim, minhas filhas, e saibam que eu Sou Nêmesis. Nós todas somos Donzelas,
Mães e Anciãs.
- Oferecemos nossa energia criada ao espírito das mulheres que foram, ao espírito das mulheres que virão e ao espírito das mulheres que crescerão.

- E ASSIM IREMOS EVOLUIR JUNTAS."
Uma releitura por Morgan MacFarland

Prece de Sete Ramos

Prece de Sete Ramos

Hrih!

[1] Tantas vezes quanto o número de átomos no universo,
Multiplico meu corpo e ofereço prostrações.

[2] Com oferendas tanto reais quanto criadas na mente através do poder do samadhi,
Ofereço o universo inteiro em um basto gesto de oferenda.

[3] Todas as ações prejudiciais de meu corpo, fala e mente,
Confesso e purifico na luminosidade do dharmakaya.

[4] Quer sejam relativas ou absolutas,
Regojizo em todas as ações positivas e virtuosas.

[5] De acordo com a receptividade e necessidade de diferentes seres,
Imploro [aos buddhas] que girem a roda do Dharma dos três veículos.

[6] Até que o samsara seja completamente esvaziado e que todos os seres sejam liberados,
Não passem para o nirvana, mas permaneçam aqui entre nós, eu rogo!

[7] Todo mérito e ações positivas do passado, do presente e do futuro,
Dedico a que todos os seres possam atingir a iluminação suprema.

PRECE A MAE TERRA

PRECE A MAE TERRA
Abençoado seja o Filho da Lua que conhece sua Mãe Terra,
Pois é ela a doadora da vida.
Saibas que a sua Mãe Terra está em ti e tu estás Nela.
Foi Ela quem te gerou e que te deu a vida,
E te deu este corpo que um dia tu lhe devolverás.
Saibas que o sangue que corre nas tuas veias
Nasceu do sangue da tua Mãe Terra.
O sangue Dela cai das nuvens, jorra do ventre Dela,
Borbulha nos riachos das montanhas,
Flui abundantemente nos rios das planícies.
Saibas que o ar que respiras nasce da respiração da tua Mãe Terra.
O alento Dela é o azul celeste das alturas do céu
E os sussurros das folhas da floresta.
Saibas que a dureza dos teus ossos foi criada dos ossos de tua Mãe Terra.
Saibas que a maciez da tua carne nasceu da carne de tua Mãe Terra.
A luz dos teus olhos, o alcance dos teus ouvidos,
Nasceram das cores e dos sons da tua Mãe Terra,
Que te rodeiam feito as ondas do mar cercando o peixinho,
Como o ar tremelicante sustenta o pássaro.
Em verdade te digo, tu és um com tua Mãe Terra,
Ela está em ti e tu estás Nela.
Dela tu nasceste, Nela tu vives e para Ela voltará novamente.
Segue portanto as suas leis,
Pois teu alento é o alento Dela,
Teu sangue o sangue Dela,
Teus ossos os ossos Dela,
Tua carne a carne Dela,
Teus olhos e teus ouvidos são Dela também.
Aquele que encontro a paz na sua Mãe Terra,
Não morrerá jamais.
Conhece esta paz na tua mente,
Deseja esta paz ao teu coração,
Realiza esta paz com o teu corpo.

Evangelho dos Essênios

AS SETE PRECES SAGRADAS

AS SETE PRECES SAGRADAS

Oh! Grande Espírito, que criou tudo antes e que reside em cada objeto, em
cada pessoa e em todos os lugares, nós acreditamos em Ti. Nós Te invocamos dos mais distantes lugares para nossa presente consciência.

Oh! Grande Espírito do Norte, que dá asas às águas do ar e rola a grossa
tempestade de neve antes de Ti. Tu, que cobres a Terra com um brilhante
tapete de cristal, principalmente onde a profunda tranquilidade de cada som
é maravilhosa. Tempera-nos com a força para permanecermos como parte da
nevasca; sim, faça-nos agradecidos pela beleza que flui e se aprofunda sobre
a quente Terra em seu despertar.

Oh! Grande Espírito do Leste, a Terra do Sol Nascente. Tu que seguras em Tua mão direita os anos de nossas vidas e em Tua mão esquerda as oportunidades de cada dia. Sustenta-nos para que não esqueçamos nossas oportunidades, nem percamos em preguiça as esperanças de cada dia e as esperanças de todos os anos.

Oh! Grande Espírito do Sul, cujo quente hálito de compaixão derrete o gelo
que circunda nossos corações, cuja fragrância fala de distantes dias de
primaveras e verões, dissolve nossos medos, transmuta nossas aversões,
acenda nosso amor em chamas de verdade e existentes realidades. Ensina-nos que aquele que é forte é também gentil; que aquele que é sábio tempera
justiça com piedade; e aquele que é um verdadeiro guerreiro combina coragem com compaixão.

Oh! Grande Espírito do Oeste, a Terra do Sol poente, com Tuas elevadas e
livres montanhas, profundas e extensas pradarias, abençoa-nos com a
sabedoria da paz que segue a contenção e a liberdade de quem vive como
túnica flutuante nas asas da vida bem - disciplinada. Ensina-nos que o fim é
melhor que o começo e que o por do sol não glorifica nada em vão.

Oh! Grande Espírito dos Céus, em dias de infinito azul e misturado às
infindáveis estrelas da noite de cada estação, lembra-nos o quanto és imenso
e bonito e majestoso além de todo o nosso conhecimento ou saber, mas que
também não estás tão longe de nós, quanto o mais alto de nossas cabeças ou o mais baixo de nosso olhos.

Oh! Grande Espírito da Mãe Terra sob nossos pés; Mestra dos metais;
Germinadora das sementes e Celeiro de ocultos recursos da Terra, ajuda-nos a dar graças incessantemente pela Tua presente generosidade.

Oh! Grande Espírito de nossas almas, que ardes há tempos em nosso corações e em nossas profundas aspirações, fala-nos agora e sempre de tudo que precisamos saber sobre a grandeza e bondade de Teus presentes para a vida, para sermos orgulhosos do inestimável privilégio de viver.

1996 Noel Knockwood, B.A. Elder


PRECE À MÃE TERRA

Grande Espírito, Grande Espírito, meu Avô. . .
Toda a Terra de todos os seres vivos é a mesma....
Olha todos esses rostos de centenas de crianças
carregando crianças em seus braços;
que eles possam enfrentar os ventos e . . .caminhar por uma
boa estrada no dia do silêncio...
Não há morte... somente uma mudança de mundos...
Somente uma mudança de mundos.....

BÚFALO BRANCO
Eu ouço sua voz. Suas palavras são fortes
como um milhão de Búfalos galopando ao longe.

Suas palavras são: Paz, Amor e Vida.
Não mais discórdia e não mais brigas.

Ouça, meu povo: nós estamos ainda ligados
com a sagrada sabedoria que vive em nosso íntimo.

Como uma única nação nós viemos viver
para preencher os sonhos do que trazemos por dentro.

Por: Running Elk Woman - Shawnee/Lakota

PARA ENTENDER
Ouvir com o coração e não com as orelhas.
Sentir com o coração e não com as mãos.
Ver com o coração e não com os olhos.
Falar com o coração e não com a boca.
Pensar com o coração e não com a mente.
Ser único com tudo na Terra.

SOBRE A SAGRADA MONTANHA

Sobre a sagrada montanha eu ouvi o grito do sagrado lobo,
vindo para nos ensinar a sabedoria dos antigos.

Ensinado-nos a ajudar as crianças de nossa Mãe - Terra e
dando-nos a compreensão de Wanka Tanka e a vida.

Eu vejo o veado na floresta tão perto enchendo nossos corações
com Amor e abolindo todos os nossos medos.

Eu sinto o vento sobre minha face trazendo
as mudanças de um lugar sagrado.

Eu vejo as estrelas no céu que iluminam o
caminho para onde um dia voaremos.


SAGRADA ÁRVORE DA VIDA
Sagrada árvore da vida ensina-nos a
Enraizar-nos e a caminhar em equilíbrio.
Ensina-nos a partilhar nosso abrigo, comida, nosso ar.

Ensina-nos a concordar e a ter compaixão
E amor por nossos irmãos e irmãs.

Ensina-nos a ser gratos por todos os presentes
que recebemos e, lembra-nos de orarmos.

Ensina-nos a permanecer fortes e
Ricos pelo Grande Pai Sol.
Ensina-nos a partilhar e a viver como um só.

Sagrada árvore da vida, obrigada por toda sua
Sabedoria e por toda vida que você nos oferece.


BUSCANDO A PAZ E VIVENDO LIVRE

Você pensa que quebrou nosso espírito
Mas agora você precisa saber.

As nuvens foram negras mas os
Ventos sagrados sempre soprarão.

Nós amamos e cuidamos de nossa
Mãe - Terra. Veja: você parece
esquece-la como a um grão de areia.

Enquanto as árvores brotam e
sabem quando crescer
escondidas na neve do inverno.
Nós ainda surgiremos e brilharemos
com estas sagradas coisas
que você nunca saberá.

Como os rios que nós mudamos
Através do tempo, devagar e sempre.

Você vê que nós mantivemos o sagrado fluxo.
As coisas que eu falo são coisas que eu vejo
Procurando paz e vivendo livre.
(desconheço a autoria)

Como Viver Bem com os Outros.....


I - Tenha controle de sua língua. Sempre diga menos do que pensa. Cultive uma voz baixa e suave. A maneira como se fala muitas vezes impressiona muito mais do que aquilo que se fala.

II - Pense antes de fazer uma promessa e depois não dê importância ao quanto lhe custa.

III - Nunca deixe passar uma oportunidade para dizer uma coisa meiga e animadora a uma pessoa ou a respeito dela.

IV - Tenha interesse nos outros, em suas ocupações, seu bem-estar, seus lares e famílias. Seja alegre com os que riem e lamente com os que choram. Deixe cada pessoa com quem encontra, sentir que você lhe dispensa importância e atenção.

V - Seja alegre. Conserve para cima os cantos da boca. Esconda as suas dores, de seus desapontamentos e inquietações sob um sorriso. Ria de histórias boas e aprenda a contá-las.

VI - Conserve a mente aberta para todas as questões da discussão. Investigue, mas não argumente. É marca de ser superior... discordar e ainda conservar a amizade.

VII - Deixa as suas virtudes falarem por si mesmo e recuse a falar das faltas e fraquezas dos outros. Desencoraje murmúrios. Faça uma regra de falar coisas boas aos outros.

VIII - Tenha cuidado com os sentimentos dos outros. Gracejos e humor não valem a pena e freqüentemente magoam quando menos se espera.

IX - Não faça caso das observações más a seu respeito. Só viva de modo que ninguém acredite nelas. Nervosismo e indigestão são causas comuns para maledicência.

X - Não seja tão ansioso a respeito de seus direitos. Trabalhe, tenha paciência, conserve seu temperamento calmo, esqueça de si mesmo e receberá a sua recompensa.

Renúncia


"Não conte a Deus o seu grande problema, mas conte ao seu problema o grande Deus que você tem".

Atualmente multidões arrastam-se pelos templos, centros e igrejas afirmando que procuram a Deus, querem aproximar-se Dele, participar de Seu reino, mas poucos, pouquíssimos conseguem alcançá-Lo.

Apesar da procura, o mundo e a vida de cada ser humano pouco se alteram. As desilusões, tristezas e sofrimentos aumentam a cada dia. Os pobres transformam-se em miseráveis, a "classe média" perde o poder de adquirir bens materiais que julga lhe trazer felicidade e a fome multiplica-se no mundo.

Comparando-se o crescente movimento de procura pelo Pai com os resultados que os habitantes do planeta vêm obtendo, chegamos à conclusão que, ou Ele não mais atende aos apelos de seus filhos ou algo não está perfeito dentro da forma como os seres humanos estão buscando o Pai. Conhecendo-se os atributos de Deus, principalmente o Amor Sublime, só podemos compreender que o problema está na segunda opção.

Deus ama seus filhos tão intensamente que dá a cada um o tratamento de "filho único". Um pai que possui apenas um filho dedica a ele toda atenção e carinho, buscando garantir-lhe um futuro feliz. É como Deus age, pois apesar de amar a todos os seus filhos igualmente, também dedica atenção especial a cada um.

O Pai celeste dedica todo o seu tempo em promover a felicidade de cada um dos seus filhos. Como Cristo nos ensinou na parábola da ovelha perdida, Deus procura a ovelha desgarrada até encontrá-la. Esta atenção especial é que nos diz que o Pai não pode deixar de atender a um apelo de seu filho.

Da mesma forma que o pai material, também Deus quer que o seu filho alcance a felicidade na sua existência. Porém o Pai celeste preocupa-se com a existência eterna de seu filho e não apenas com o curto espaço que ele passa na matéria carnal. É por este motivo que Deus leva seus filhos à busca da felicidade espiritual e não da material.

O ser humano é um ser universal (pertence ao universo) aprisionado temporariamente em uma matéria carnal. Ele não existe como individualidade dentro do universo. Antes de se tornar um "ser humano", esse ser já era universal (do universo) e continuará a sua existência dessa mesma forma depois do fim da parte material que o envolve.

É com a felicidade eterna, ou seja, a felicidade que se estenderá para a continuidade desta vida após o desencarne, que Deus se preocupa e não com a efêmera satisfação individual.

Deus não concede objetos materiais aos seus filhos a não ser que eles possam servir de instrumentos para que seja alcançada a felicidade eterna (para toda a existência no universo). Conceder objetos que não acompanharão o ser durante a sua existência eterna, apenas para satisfazer um desejo ou um "capricho", é contribuir para uma infelicidade futura, quando o objeto não mais puder estar ao lado do ser...

Dar uma casa para um ser universal e depois retirá-la (quando desencarna) é dar uma felicidade passageira que resultará em uma infelicidade futura. Deus disponibilizará uma residência para o ser apenas se isto contribuir para a sua elevação espiritual, ou seja, se isto ajudar o ser a universalizar a sua felicidade.

Deus está por toda eternidade pronto para auxiliar seus filhos, nunca para satisfazê-los, mas para ajudá-los a participar de Seu mundo, da felicidade universal. O ser universal, obscurecido pelo véu do esquecimento da sua existência eterna (que o transforma em ser humano), é que busca em Deus o auxílio para a felicidade momentânea, a felicidade material.

O ser humano impõe condições a Deus para alcançar a felicidade: "Meu Deus, serei feliz se o Senhor me der um emprego"; "Serei feliz quando meu filho for doutor"; "Poderei viver em paz quando tiver saúde". Esta felicidade, no entanto, é egoísta e efêmera.

Para um ser humano conseguir um emprego, alguém terá que perder essa vaga. Não satisfeito, depois de empregado, logo este ser estará orando para Deus pedindo um aumento de salário. Como ama a todos igualmente, Deus não pode desprover um filho para favorecer outro. Deus dá a cada um de acordo com a sua necessidade e merecimento.

Se o ser humano está desempregado, é porque Deus lhe deu o desemprego. Não como pena, castigo, mas como o caminho necessário para levá-lo a uma felicidade eterna, incondicional. Assim como o pai material que coloca o filho de "castigo" para que ele aprenda a lição que lhe favorecerá no futuro, Deus dá aos seus filhos as situações desagradáveis.

Buscar a Deus não é pedir que Ele altere as condições de vida, mas agradecer a Ele todas as situações, pois elas fazem parte do aprendizado necessário para a felicidade eterna do ser. O ser humano cria "condições" para ser feliz; o ser universal é feliz em todas as situações, pois reconhece a participação do Pai em cada um delas objetivando a felicidade eterna e universal.

A grande maioria da multidão que se arrasta pelos centros, igrejas, templos, estão buscando a satisfação de seus desejos, de seus anseios e não buscando verdadeiramente a Deus. Procuram à felicidade material, efêmera e egoísta e não a felicidade universal. É por este motivo que cada vez mais o planeta aprofunda-se no sofrimento.

Para se alcançar a felicidade universal (eterna) é preciso que o ser renuncie a "padrões" de felicidade e deixe de impor condições para ser feliz e apenas participe do mundo de Deus. A glória maior para um ser universal é existir, ou seja, estar sob os cuidados do Pai.

Ao invés de querer resolver "seus problemas", o ser humano deve aprender que eles são soluções para a vida eterna que Deus deu a cada um. O pedido ao Pai, se houver um a ser feito, deve ser apenas que Ele dê forças para superar as dificuldades sem perder a felicidade.

É por isto que Jesus ao ensinar o Pai Nosso afirmou:

"Nas suas orações não fiquem repetindo o que já disseram, como fazem os pagãos. Eles pensam que Deus os ouvirá porque fazem orações compridas. Não sejam como eles, pois o Pai sabe o que vocês precisam antes de pedirem".

Texto encontrado no endereço http://br.groups.yahoo.com/group/ceu_eeu/message/503

Eu Sou

'EU SOU A CHAMA QUE ARDE ETERNAMENTE,
EU SOU A RESPIRAÇÃO QUE JAMAIS CESSARÁ,
EU SOU A LUZ QUE SEMPRE BRILHOU
DESDE O PRINCÍPIO,
SAGRADO, SAGRADO É MEU NOME.'