Por favor, preencha a atmosfera com a vibração sublime dos Santos Nomes:
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quinta-feira, 28 de junho de 2007

Umbanda I

Os Orixás não são Deuses como muitas pessoas podem conceber como em outras religiões, mas sim Divindades criadas por um único Deus: Olorum (dentro da corrente Nagô) ou Zambi (dentro da corrente Bantu).

Na UMBANDA (de uma maneira geral, pois existem variações referentes às diversas ramificações existentes), os Orixás são cultuados como divindades de um plano astral superior, ARUANDA, que na Terra representam às forças da natureza (muitas vezes confunde-se a força da natureza com o próprio Orixá):

Oxum as águas doces;
Iemanjá as águas salgadas;
Iansã os ventos, chuvas fortes, os relâmpagos;
Xangô a força do trovão e o fogo provocado pelos relâmpagos etc.

A cada Orixá está associada uma personalidade e um comportamento diante do mundo e com seus filhos, os quais são seus protegidos e uma parte das emanações do Orixá presentes no Orí ou Camatuê (Camatua) desses filhos.

Orixá, dentro do culto Umbandista (de uma maneira geral) não são incorporados (não se incorpora o fogo de Xangô, os ventos de Iansã, as águas doces de Oxum ...). O que se vê dentro dos vários terreiros, centros, tendas etc, são os Falangeiros dos Orixás (ou também conhecidos como encantados); ou seja, espíritos (não reencarnacionais) de grande luz espiritual que vêm trabalhar sob as Ordens de um determinado Orixá.

Os Falangeiros são os representantes dos Orixás, e, em muitos casos, confundindos com os próprios Orixas, pois sua força é a emanação pura do Orixá (ou como alguns dizem: são a vibração virginal dos Orixás). Sendo assim, eles podem incorporar nos médiuns, em seus “cavalos” e mostram sua presença e sua força em nome de um Orixá. Porém, são frágeis (o médium pode perder sua sintonia muito facilmente) e exigem muito dos médiuns não podendo permanecer por muito tempo em Terra. Podemos utilizar como exemplos de falangeiros:

Falangeiros de Ogum

· Ogum Beira-Mar

· Ogum Megê

· Ogum Sete Ondas

· Ogum Sete Espadas

· Ogum Iara

· Ogum Matinata

· Ogum Rompe-Mato


Em algumas ramificações da Religião de Umbanda (nas Umbandas de Caboclo, Umbanda branca, Umbanda esotéria e nas Umbandas voltadas ao espiritismo, kardecismo) que não trabalham diretamente com os Orixás na foram de Falangeiros de Orixás (não estão ligados a uma corrente africana), o fazem com Guias Falangeiros de Orixás, ou seja, são guias (entidades) que vêm na vibração ou emanação daquele Orixá. Na maioria das vezes, são Caboclos que cumprem essa função e carregam o nome do Orixá junto ao deles, como:

Caboclo Ogum Iara, Caboclo Ogum Sete Espadas, Caboclo Ogum Beira-mar, Caboclo Xangô das Matas, Caboclo Xangô Sete Pedreiras ...

Existem casos (talvez por isso cause tanta confusão) que os médiuns não colocam a palavra caboclo na frente do nome e acaba saindo Ogum Iara, Ogum Sete Espadas, em vez de Caboclo Ogum Iara, Caboclo Ogum Sete Espadas ... Mas então como diferenciar os Falangeiros dos Orixás e os Guias Falangeiros?

É simples. Pois os Falangeiros dos Orixás não falam, não bebem, não fumam (na maioria dos casos) e não dão consultas e estão vinculados à casas de corrente africana (casas de Umbanda com fundamentos como feitura, camarinha, boris, obrigações, oferendas, cortes ...). Trabalham na harmonização do terreiro, afastando cargas e no desenvolvimento e equilíbrio dos médiuns. Já os Guias Falangeiros dão consulta, fumam, bebem, e falam (interagem) com os assistenciados (e as casas em que trabalham, em sua grande maioria, não estão vinculados à corrente africana).

Só lembrando que todos os guias (Pretos-velhos, Caboclos, Crianças, Boiadeiros, Marinheiros, Baianos, Exus / Pombogiras, ...) trabalham sob as ordem de um Orixá e também podem ser considerados como "Falangeiros". A diferença entre eles e os Guias Falangeiros dos Orixás é que eles não carregam em seus nomes o próprio nome do Orixá de trabalho.

Dentro da cultura Afro-brasileira é considerada a existência de uma “vida passada na Terra”, na qual os Orixás teriam entrado em contato direto com os seres humanos, aos quais passaram ensinamentos diretos e se mostraram em forma humana.

Essa teria sido uma época muito distante na qual o ser humano necessitava da presença física dos Orixás (um estado presencial em forma humana), pois o ser humano ainda se encontrava em um estágio muito primitivo, tanto materialmente como espiritualmente.

Após passarem seus ensinamento voltaram à Aruanda, mas deixaram na Terra sua essência e representatividade nas forças da natureza.

Os Umbandistas crêem em um DEUS, ser supremo, cujo nome é Obatalá, Olorum ou Zambí (dependendo da corrente trabalahda). E em seu filho Oxalá (Orixá Maior), em sua forma sincretizada como Jesus Cristo (Oxalá não é Jesus Cristo, mas sim a sua essência espiritual em forma de divindade).

A UMBANDA é dividida em sete cortes ou linhas. Cada uma delas com um chefe, um Orixá que a comanda. E cada linha é dividida em falanges:

Orixá

Sincretizado Como:

Comemoração

Exu

Santo Antônio

13 de Junho

Iansã

Santa Barbara

4 de Dezembro

Iemanjá

Nossa Senhora da Glória

15 de Agosto

Nanã

Nossa Senhora de Sant'Anna

26 de Julho

Oba

Joana d'Arc

30 de Maio

Obaluayê

São Roque

16 de Agosto

Ogum

São Jorge

23 de Abril

Oxalá

Jesus Cristo

25 de Dezembro

Omulu

São Lázaro

17 de Dezembro

Oxossi

São Sebastião

20 de Janeiro

Oxum

Nossa Senhora da Conceição

8 de deDezembro

Oxumaré

São Bartolomeu

24 de Agosto

Xangô

São Jerônimo

30 de Setembro

As 7 Linhas das Umbanda:

As linhas representão os grupamentos dos Orixás e seus falangeiros que atuam dentro da Umbanda.

Não existe uma ortodoxia dentro da Umbanda. Assim, existem diversas representações das 7 linhas, e, em algumas correntes, já citam a possibilidade de existirem não 7, mas 9 linhas.

Existe um concenso de 5 linhas fixas (Oxalá, Xangô, Ogum, Yemanjá e Oxossi) e duas linhas variáveis que serão ocupadas de acordo com os fundamentos doutrinários oriundos de cada forma doutrinária de Umbanda.

Dentro do trabalho da "Umbanda de pretos-velhos", as linhas assim estão dispostas:

Linha

Orixás componentes à linha

Falangeiros ou falange subordinada

Linha de Oxalá


Marinheiros, Sereias, Ondinas, Caboclos de Iemanjá, Falangeiros do Orixá Iemanjá, Guias Falangeiros de Iemanjá.

Linha de Xangô

Iansã

Falangeiros do Orixá Xangô, Guias Falangeiros do Orixá Xang,Caboclos de Xangô, falange do Oriente.
Guias mais comuns: Caboclos e Baianos.

Linha de Ogum


Falangeiros do Orixá Ogum, Guias Falangeiros do Orixá Ogum, Falangeiros em geral.

Linha de Oxossi


Falangeiros do Orixá Oxossi, Guias Falangeiros do Orixá Oxossi, Falangeiros em geral, guias mais comuns: Caboclos, Baoiadeiros e Baianos.

Linha de Almas ou Pretos-Velhos
(Linha Africana ou dos Ancestrais - Babalorixás, Yalorixás, Sacerdotes diversos)

Interagem com a Linha do Orixá Omulu.

Pretos-velhos.

Linha de Omulu

Abaluayê

Pretos-velhos e Caboclos, curadores e mandingueiros,