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sexta-feira, 1 de abril de 2011

A Busca da Paz

 
Às margens do Mar Morto, há dois milênios, houve um povo cuja existência determinou muitos passos evolutivos que a humanidade deu posteriormente. Esse povo, chamado essênio, manifestou com cristalinidade e grande poder a ener­gia de um núcleo planetário ativo naquele tempo.
Na presente era, com a mudança que houve em 8/8/88, muitos núcleos energéti­cos que estiveram ativos no Oriente se trasladaram para o Ocidente. Assim, a essên­cia daquele núcleo ao qual os essênios estiveram ligados atua hoje no Cone Sul, por intermédio de Mirna Jad — centro planetário inspirador e condutor de Figueira. Há, portanto, uma afinidade entre o trabalho que ora se realiza em Figueira e o que foi realizado naquele tempo pelos essênios.
 A vida interior desse povo era toda fundamentada na paz. Seus sábios diziam que o primeiro passo para iniciá-la era o da procura de uma paz profunda e estável, a se firmar em sete níveis:
. 1. A paz consigo mesmo,
. 2. A paz com os grupos mais próximos (grupo familiar, grupo de tra­balho, grupo de serviço evolutivo e outros),
.3. A paz com os grupos e povos,
. 4. A paz com os reinos da natureza,
.5. A paz com o planeta,
.6. A paz com os mundos inferiores (o subconsciente),.
. 7. A paz com os mundos superiores (os mundos espirituais e divinos).
Com base na sabedoria do povo essênio, podemos nos propor o mesmo: a busca da vida interior ou seu aprofundamento galgando esses níveis de paz.
 
A paz consigo mesmo
A vida interior de uma pessoa começa com a conquista da paz no seu próprio ser, a paz com o que há de perfeito e com o que há de imperfeito na sua consciência e nos seus corpos. A pessoa não deve orgulhar-se das virtudes que possa expressar, nem se deixar abater pelos seus defeitos, mas apenas estar em paz, sem se julgar, sem emitir comentários sobre si mesma, sem fazer movimentos de natureza alguma nesse sentido, movimentos físicos, emocionais ou mentais. Apenas estar em paz consigo.
Que aprenda a se observar sem reagir. Se lhe vier um pensamento bom ou ruim sobre si mesma, que não o retruque, mas o coloque dentro dessa proposta de paz. Deve ver-se como um instrumento que o Criador utiliza na realização da Sua Obra, um instrumento a aperfeiçoar. Que se lembre de que conseguirá fazer isso com menos desgaste se se aceitar e se tiver gratidão pelo seu ser.
Assentada essa pedra angular, o cultivo dessa paz, todas as demais pedras da cons­trução interna serão assentadas de forma simples, valendo-se a pessoa do treina­mento deste primeiro nível, quase sempre o mais exigente.
 
A paz com os grupos mais próximos
A mesma proposta.de aceitação é então estendida aos grupos com os quais a pes­soa tem contato. Sem querer mudar nada de imediato, sem pensar que o contato com esses grupos poderia ser de uma forma ou de outra e sem nada planejar, estar em paz, neutra e unida com cada um deles. Agradecer por tê-los como reflexo da consciência divina que desperta o sentido de comunhão.
 
A paz com os grupos e povos
Sabendo que a humanidade é una e que seu estado geral repercute no estado par­ticular de cada um de seus membros, outro passo nessa busca interior é o de con­siderar a necessidade de paz de todos os indivíduos.
A pessoa chega à paz com os grupos e povos ao ter consciência dessa unidade e das diferentes expressões energéticas existentes, expressões que se complementam e que têm seu lugar na Totalidade. Percebe então todos os grupos e todos os povos num estado de paz, de ausência de tendências ou partidarismos, numa união que permite o soar em unís­sono da nota que cabe à humanidade.
 
A paz com os reinos da natureza
O passo seguinte é o de unir-se a todos os reinos da natureza: aos minerais, às plan­tas e aos animais. A pessoa deve, além disso, lembrar-se de estar em paz com o ar, com a água, com a terra e com o fogo, estar em paz com toda a vida expressa na face da Terra, compreendendo-a no ínfimo, disposta a colaborar com a sua evolução desapaixonadamente, sem envolvimento emocional ou mental, sem escolher o caminho que os outros seres devem tomar ou a forma como devem agir. Estão em paz com eles e com a Obra Criadora que por intermédio deles se realiza.
 
A paz com o planeta
Nessa expansão da serenidade interna, a pessoa cultiva a paz com este planeta que a acolhe, planeta que com infinito espírito de doação aceita a trajetória de cada ser vivente em seu âmbito. Ela precisa ampliar a própria consciência para sintonizar com a paz de toda essa Vida que se manifesta como este corpo celeste.
Precisa ver a Terra como uma partícula do cosmos em via de conhecer graus mais profundos de harmonia, precisa estar receptiva ao descobrimento da paz ainda tão pouco exteriorizada na face da Terra.
 
A paz com os mundos inferiores
Outro nível a ser incluído nesse estado de paz é o subconsciente, plano ainda não permeado pela luz. A pessoa não o deve repelir nem atrair, mas manter-se profun­damente serena e irradiar essa serenidade ao Todo, que inclui também esses mun­dos obscuros, e deixar que essa serenidade seja ali um raio de luz transformadora.
 
A paz com os mundos superiores
A pessoa tem de mergulhar profundamente nos mundos espirituais e divinos, ter próximo a si a paz que vem deles e que a ilumina, paz que lhe dá o sinal de onde deve chegar. Cultivar a gratidão por esses mundos, mas sem nada ambicionar: não ficar ansiosa por logo chegar a eles, nem os achar excessivamente disfantes. Sem desejar estar vivendo inteiramente nesses mundos, sem perder de vista o solo em que pisa, entregar-se à paz que emana deles. Deve saber permanecer em equilíbrio entre o céu e a terra, com amor e em silêncio, de modo que possa verdadeiramente perceber e cumprir o papel que lhe cabe na Obra do Criador.
 
Grupo de estudos da Granja Vianna-Extensão de Figueira (São Paulo 1999)
Pesquisa: Cassia de Resende Rixse
Respeite os creditos