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quinta-feira, 14 de abril de 2011

A Saúde, A Doença , A Cura e os Curadores.

Dedicado a todos os que se preocupam em ajudar pessoas doentes


Antes de qualquer coisa é preciso gerar um grau de clareza e objetividade, para que o entendimento seja acessível a qualquer pessoa que queira se aplicar em saber um pouco além do que as situações atuais normalmente permitem. Somos todos semelhantes no Físico, todos temos uma Mente como instrumento que permite que a Inteligência enfoque pontos de referência (idéias) no cérebro, mas primordialmente somos uma Consciência que pode ser atuante em qualquer idade.

Quando o organismo como um todo apresenta um estado de equilíbrio em suas reações químicas e em seus níveis de energia, experimentamos uma sensação agradável que corresponde a perfeita harmonia no funcionamento dos conjuntos de órgãos como Sistemas e Aparelhos. Temos então uma condição que poderíamos denominar de uma experiência de saúde.

A DOENÇA

Se tomamos consciência de situações que provocam emoções conflitantes e que resultam em sensações desagradáveis de desconforto, como tristeza, amargura, medo, incerteza, insegurança e que gerem estados de tensão na consciência, experimentamos um desequilíbrio energético que pode ou não evoluir para uma sensação ou sintoma desagradável como uma dor de cabeça, uma gastrite, uma colite, e essa é uma experiência não saudável.

O importante é perceber que se a nossa consciência não passa por tensões e se permanece em um estado de equilíbrio que podemos denominar de um estado de paz, seja superficial ou mais profunda, não há desequilíbrio energético nem desequilíbrio nas reações químicas e a experiência de saúde permanece. Inversamente, se tensões na consciência mantém o desequilíbrio, mantém-se os sintomas e estes evoluem para uma doença declarada. Experimentamos então um estado de doença.

A CURA

Denominamos "Cura" ao processo que se estabelece na intenção de fazer voltar o estado de equilíbrio energético, equilíbrio das reações químicas internas (homeostasia) e ao bom funcionamento de todos os órgãos. É também o nome que damos ao resultado final quando o processo é bem sucedido.

A "cura" pode ser expontânea, quando o organismo reage à condições adversas, ou quando há mudança de posicionamento de consciência e de atitudes por conta própria. A cura expontânea pode ser total ou parcial. Total se a mudança interna foi radical ; parcial se há uma volta as condições de tensão e desequilíbrio anteriores.

Quando a pessoa não consegue voltar ao estado de equilíbrio sozinha e necessita de ajuda, poderá entrar em cena alguém que participa do Processo de Cura com a intenção de ajudar a pessoa doente a voltar a experimentar um estado de saúde. Essa pessoa que ajuda pode ser denominado de "Curador", mas ninguém cura ninguém, apenas ajuda ao que o outro se cure.
A pessoa é um ser integrado por um físico e por uma consciência que manifesta maior ou menor grau de percepção e de inteligência. A pessoa se relaciona com o meio ambiente, tendo percepções de modo objetivo e de modo subjetivo. Diante de um tipo de percepção a pessoa pode ter uma reação que poderá ficar apenas no nível subjetivo, ou ainda se expressa-la de modo objetivo. Quando o adulto é amadurecido e controlado, tem a oportunidade de escolher o tipo de reação. Quanto mais infantil, mais rápida é a reação manifesta por uma explosão em palavras, em gestos e em atitudes.

A criança aprende a agir e a reagir na medida que adquire a noção de espaço. Aprende a sentir na medida que interage com as pessoas de seu ambiente. Aprende a pensar de modo dedutivo e depois indutivamente desenvolvendo o raciocínio que deve ser lógico a partir dos sete anos. Acreditamos que o adulto normal, tendo desenvolvido essas etapas, possa desenvolver a noção de tempo e de causalidade, reagindo às condições do ambiente e escolhendo como agir, como sentir e o que pensar. Estamos sempre escolhendo e fazendo opções. Se agimos ou reagimos de maneira adequada há equilíbrio. Se fazemos opções que gerem tensões, quando se toma consciência dos resultados, a tensão na consciência provoca um desequilíbrio energético e este abala a integridade do físico, surgindo um sintoma. O estado natural é o equilíbrio.

A saúde é conseqüência do equilíbrio e a cura é voltar ao mesmo equilíbrio com integridade física. Levando em conta que uma pessoa é um ser integrado por um físico, e por uma consciência que manifesta maior ou menor inteligência, e que um estado de consciência pode influir energeticamente nas reações químicas que determinam o estado físico, podemos considerar que haja um grande número de motivos e de tipos de tensões de ordem física, emocional, intelectual e espiritual, e em função disso a possibilidade de que haja mais do que um tipo de curador.

OS CURADORES

Há curadores que equilibram a energia no nível do físico. Há curadores que equilibram a energia no nível das emoções. Há curadores que interferem no nível da consciência. Há curadores que interferem no nível mental.

Alguns usam substâncias químicas que agem nas reações do físico, obedecendo a Leis relativamente estabelecidas pela pesquisa. Há curadores que usam substâncias químicas de ervas, usando conhecimentos empíricos. Há curadores que usam as palavras para interferir nos processos da consciência, como na psicologia e na sugestologia. Nos xamãs e nos conselheiros espirituais e religiosos, além das palavras pode haver algum tipo de impressionismo com relação aos sentidos e às emoções. Há curadores que interferem diretamente, sem palavras, mente a mente, de consciência para consciência.

Jesus , por exemplo, demonstrou que era um curador por excelência, e de certa maneira manifestou taxativamente que todos são curadores, manifestos ou em potencial, quando afirmou : "se vós fizerdes as coisas que digo que façam, coisas maiores do que esta que eu faço, vós fareis." Pelas medidas de Jesus todas as pessoas nascem com essa habilidade, supostamente porque trariam em si o "Sopro Divino", ou, o Pai em nós.("O Pai em mim opera as Obras" J.C.).

Ao que parece, é uma questão de ter algum tipo de atitude de início e depois possuir um sistema, ou "ferramentas" que viabilizem o processo. Para seguir as atitudes de Jesus, é preciso ter um bom senso de ética e um desenvolvido e desinteressado amor ao próximo. As evidências mostram que é possível ter outros tipos de atitudes dentro de uma ética religiosa ou filosófica, uma vez que o "Sopro Divino" se existe, existe desde "Adão" como princípio de formação da humanidade e há curadores em todas as culturas e em todas as religiões e mesmo entre ateus.

Além da atitude ética, é preciso ter um tipo de procedimento que funcione como ferramenta. O procedimento e as ferramentas podem ser intuitivos ou ainda aprendidos, mas a base está em que se alguém desenvolveu intuitivamente ou aprendeu um tipo de procedimento que funcionou, que esse alguém permaneça fiel a sí mesmo, mesmo que isto o faça diferente dos demais que de alguma maneira se achem entendidos no assunto. Observamos que os curadores que usam procedimentos "mágicos", ensinam seus filhos desde a idade de 4 anos, fixando assim no subconsciente dos mesmos algum tipo de ferramenta psíquica.
Com base nessas idéias que tem origem em fatos de observação e na experiência, é possível acreditar que todos são curadores latentes quando já não estão atualizados.

Na medicina oficial e tradicional, os curadores devem aprender anatomia, histologia, citologia, fisiologia, farmacologia, bioquímica, práticas médicas etc. etc. como informação e depois fazer residência médica para desenvolver a formação como curador. Na primeira fase armazenam informações objetivas e na segunda fase associam o lado objetivo com o lado subjetivo da percepção no diagnóstico e no prognóstico. Quando conseguem se completar tratam dos sintomas e dos 10% das doenças que se tornaram orgânicas, passíveis de observação objetiva. Da observação dos resultados, sabemos que os medicamentos ajudam, mas nem sempre curam.

Nos demais casos em que as doenças são de fundo subjetivo (90%), o sucesso depende do grau de maestria do curador, do tipo de "ferramentas" disponíveis, do grau de receptividade do paciente que precisa de uma mudança na consciência e nas atitudes, bem como depende da interação entre paciente e curador. Talvez por essa razão nem na medicina oficial nem fora da mesma o processo de cura pode ser garantido. Muitas vezes o afeto maternal de uma enfermeira é mais efetivo do que o procedimento médico.

Saindo do aspecto físico e orgânico de constatação objetiva, há toda uma gama de níveis de distúrbios energéticos, seja em nível físico ou seja emocional, mental ou ainda espiritual, daí as inúmeras categorias de curadores oficiais tradicionais e extra oficiais, alternativos legalizados ou ilegais, cada qual tentando um tipo de abordagem.

Os primeiros curadores "oficiais" antes da Renascença foram os religiosos, desde os ecléticos sacerdotes egípcios até os padres e freiras milagreiros, que tomaram para si o direito da "cura divina" no ocidente, isto antes que a medicina tradicional e oficial se desenvolvesse como ciência. Muitos curadores que estavam "fora" da Igreja, embora no mesmo nível de atitude e com as mesmas ferramentas dos religiosos, foram queimados pela "santa inquisição" como bruxos. Ainda hoje em dia há curadores que trabalham com energia vinda de Deus e se apresentam como canais para que Deus "possa" operar nesse trabalho. Muitos acreditam que sendo o corpo um veículo da energia divina ou cósmica, deve ser mantido puro, enquanto que há outros que acreditam mais em um envolvimento pessoal com o amor ao próximo, sentindo que é deles que flui uma energia curadora, independentemente de serem puros ou não, podendo muitas vezes se dar o caso de não acreditarem em Deus.

O importante é que em todos os casos a cura poderá ocorrer, desde que haja receptividade do paciente ("a tua fé te curou,..." "a tua fé te salvou" de J.C.)........A segunda coisa importante é que o que uma pessoa pode fazer, todos tem o potencial de fazer. Não existe doença que não tenha sido curada em algum lugar, espontaneamente ou com a ajuda de alguém. Nenhum método ou procedimento é o único ou o melhor.
Na medida em que percebemos que tudo começa na consciência, e assumimos a responsabilidade por tudo o que acontece em nossa vida, quando podemos escolher e temos opções, somos também responsáveis pelo que se estabeleça em nossa consciência no sentido de criar a nossa realidade. É a auto consciência, seja ela adquirida através da filosofia ou do caminho religioso.

Alberto Barbosa Pinto Dias