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terça-feira, 21 de julho de 2009

A Escola Real de Crotona

A Escola Real de Crotona


" Mestre é aquele que diz
o que pensa, mas pensa antes de dizer".


pitagoras
Pitágoras
Nesta palestra vamos falar sobre uma escola místico-religiosa-filosófica criada por um dos grandes vultos que viveram neste ciclo de civilização - Phytagoras de Samos(582? a.C. - 497? a.C. era natural de Samos, uma ilha ao largo da costa da Turquia e morreu em torno do ano 500 ao redor AC em Metapontum, Lucani
Pitágoras foi um dos grandes pensadores gregos, considerado um dos sete sábios da Antigüidade. Após uma série de viagens e de uma longa estadia no Egito e na Caldeia Pitágoras voltou para Samos e depois se transferiu para Crotona onde fundou uma sociedade filosófico-religiosa com regras rígidas, e que mesmo não sendo de natureza política, ainda assim ela exerceu uma influência política considerável. Aquela organização além de escola de ensinamentos filosóficos era também uma sociedade secreta, e comunidade religiosa. A rigor a escola não pode ser classificada nem como científica e nem somente religiosa. 

Não se pode negar que Pitágoras sofreu forte influência da cultura da Mesopotâmia e do Egito, no tocante à transmissão do conhecimento que era fornecido só mediante iniciação - Escola Iniciática. A sua formação religiosa contribuiu para isto, fundar uma seita caracterizada basicamente pelo retiro, ascetismo y misticismo. Na Escola Pitagórica o conhecimento somente era dados aos membros. 

Além de reservados apenas aos aceitos os ensinos pitagóricos eram transmitidos de forma velada e não publicados na época. Por isto é que hoje existem dúvidas sobre quais os ensinos genuínos do Mestre e os de inúmeros estudiosos que deram continuidade á escola. 

Pitágoras optou por transmitir seus conhecimentos de forma velada, como ensinamentos reservados apenas aos seus discípulos, membros da "escola". Sendo de natureza secreta, os seus ensinamentos reservados aos membros da "Ordem" somente muito depois da sua morte, em parte foram então divulgados. 

A Escola Pitagórica desde a sua fundação tem recebido diversos nomes, sendo mais conhecida genericamente simplesmente como Escola Pitagórica. Durante séculos muitas organizações assumiram este e ensinaram coisas que nada têm a ver com os ensinos genuínos, incluindo mitos, lendas, fantasias, e normas de conduta que na verdade não foram instituídos pelo Mestre. Assim, em decorrência do caráter secreto dos ensinamentos da escola original foi fácil a outras organizações, por razões diversas, anexarem e atribuírem a Pitágoras muitos conceitos que possivelmente não foram transmitidos diretamente por ele e sim conhecimentos de outras fontes, até mesmo convicções pessoais nem sempre verdadeiras. Muito do que algumas organizações disseram e ainda dizem são frutos de seguidores mal-informados e mesmo de plagiadores ligados até mesmo a ensinamentos que estão distantes de poderem ser considerados positivos. Assim sendo, por certo os adeptos da Escola Pitagórica e também pessoas que jamais a ela pertenceram adicionaram muitos mitos e informações fantasiosas. 

Se por um lado se sabe que conceitos estranhos foram adicionados aos conhecimentos originais, por outro lado também é sabido que parte daquilo que era realmente foi ensinado se mantém até hoje reservado apenas à Ordem Pitagórica, e é bem provável que parte dos ensinamentos originais hajam sido esquecidos. Assim ignora-se parte importante das suas realizações matemáticas, o que não aconteceu com muitos matemáticos gregos posteriores que escreveram livros que ainda existem hoje. 

Escola Real de Crotona, como ele costumava chamar, chegou a congraçar cerca de 300 membros. Tratava-se de uma escola, uma tanto, esquisita por certos métodos de ensino adotados, como, como exemplo, o de os discípulos assistirem as aulas sem ver o mestre, que se posicionava por detrás de uma cortina, portanto não se deixando ver. Somente após três anos é que ele falava face a face com os discípulos. 

Diz-se que os ensinamentos eram desenhados, ou escritos na areia, de onde derivou a palavra Aristocrata (Sociedade Aristocrata). 

Embora a Sociedade de Pythagoras não tivesse fins políticos mesmo assim ela acabou sendo envolvida pela. Em outras palavras, embora jamais a escola haja exercido atividade política, ainda assim os políticos acabaram envolvendo-a tentando mantê-la sob controle e exercer influência sobre seus seguidores em decorrência da sua grande importância sobre o pensamento da época. 

A Escola Pitagórica era de grande rigidez em muitos sentidos, mas basicamente ela primava pelo desenvolvimento do caráter humano, pelo exercício da caridade, pelo respeito ao cumprimento dos compromissos e pela palavra empenha. Isto pode ser constatado por um dos episódios registrado da vida de Pitágoras. Conta-se que certa vez um viajante ao se hospedou em uma estalagem onde se tornou gravemente enfermo. O estalajadeiro o tratou e teve despesas com ele. O moribundo agradeceu ao seu benfeitor e disse-lhe que naquele momento não tinha condições de ressarci-lo pelas despesas, mas deu-lhe uma gravura com um símbolo dizendo-lhe que ele a afixasse na sala, pois que mais tarde ou mais cedo ele receberia o que lhe era devido. Algum tempo depois da morte do enfermo um hospede ao ver o símbolo indagou sobre ele e o estalajadeiro contou-lhe o ocorrido. Imediatamente o hospede pagou todas as despesas e ainda o gratificou pelo seu gesto praticado. 

Consta que Pitágoras certa feita afastou-se por algum tempo da sua escola quando soube que o seu mestre Pherekydes, que residia em Delos, estava acometido de um mal muito asqueroso, razão pela qual ninguém dele se aproximava. Pythagoras foi para Delos em 513 a.C. cuidar do seu mestre Pherekydes, então já muito velho e praticamente morrendo à míngua, abandonado por todos por ter todo o corpo coberto de chagas purulentas, sem ao menos ter condições de sair do leito nem sequer para o atendimento de suas necessidades fisiológicas. Pitágoras foi ao encontro do seu mestre e ao chamá-lo, ouviu a voz de Phrekydes pedindo-lhe para que se afastasse para evitar o contacto com aquele terrível mal. Pitágoras não o atendeu, entrou na casa e cuidou das chagas do mestre, lavou suas roupas, e o atendeu em todas as suas necessidades, permanecendo com ele por alguns meses até a morte do amigo e mestre. Só então ele voltou a Crotona. Em 510 a.C. 

Entre as viagens de Pitágoras consta que esteve também na Índia onde foi venerado a como Pitar Guru, Pai e Professor, e como Yavanacha-rya, o filósofo jônio. Ele era conhecido através de outros nomes em Egito antigo antes donde ele passou vinte anos em preparação. 

A Escola de Crotona foi fundada quando o Mestre tinha 56 anos. Aos 60 anos ele se casou com uma discípula de cujo matrimônio teve sete filhos. Foi um matrimônio feliz, pois a sua companheira veio demonstrar ser uma mulher bem especial. Ela não só o inspirou durante anos, como continuou a divulgar a Doutrina de Pitágoras após a morte dele. 

A Escola Real era baseada nas regras restritas quanto à admissão. Antes do discípulo se aprofundar nos conhecimentos era exigido 5 anos de silêncio no que dizia respeito às atividades da organização e os ensinamentos. Neste período o discípulo apenas escutava a voz do Mestre e devia obedecer a exigência de silêncio total na presença dele e dos discípulos mais antigos. A preparação do discípulo compreendia três etapas. Na primeira o discípulo só tinha o direito de escutar, no segundo já podia fazer perguntas, e somente no terceiro podia expor suas próprias idéias e submetê-las à apreciação dos outros irmãos e do Mestre. 

Como aconteceu muitas vezes no caso de gênios, Pitágoras, por divulgar seus conhecimentos e doutrina, criaram inimizades gratuitas, tanto políticas quanto pessoais. Entre os inimigos mais ferrenhos que teve consta um de nome Cylon que pelo motivo de não haver sido aceito como membro da escola por ser portador de um caráter que muito deixava a desejar, sendo um político rico e influente, conseguiu insuflar o povo a atacar e destruir a Escola. Assim aconteceu, a população invadiu a escola e Pitágoras, já então muito idoso, dizem que foi sacrificado, por volta do ano 508 a.C.
Os autores antigos não são unânimes em afirmar que Pitágoras foi morto quando do ataque à escola. Iamblichus não aceitava essa versão e afirma que Pitágoras fugiu, mas que voltou a Crotona. Segundo este historiador a Sociedade Pitagoreana prosperou por muitos anos e se difundiu de Crotona para outras cidades italianas. Na verdade é obscuro se o Mestre voltou ou não para Crotona. Possivelmente ele não morreu durante o ataque à escola, pois há indícios de viveu cerca de 100 anos de idade, ao mesmo tempo há fontes confiáveis de que ele foi professor de Empédocles o que leva a possibilidade dele haver morrido bem depois de 508 a.C. 


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Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.