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terça-feira, 21 de julho de 2009

Pitágoras, Mítico e Místico

Pitágoras, Mítico e Místico


" Toda força é fraca se não é unida".
La Fontaine 


pitagoras
Pitágoras
Pitágoras foi um filósofo, místico, líder religioso e matemático nascido na ilha de Samos em 560 a.C. e falecido em 480a.C. Basicamente é reconhecido como um matemático e geômetra, especialmente por ser a ele atribuído um dos mais clássicos teoremas da geometria, e como tal tem considerado o primeiro matemático puro. Pitágoras talvez seja o único a conciliar duas imagens distintas e, para muitos, opostas, a qualidade de cultor das ciências exatas - matemática, geometria - física dos sons - e de místico-religioso. 

No tocante à sua vida, o que se sabe com relativa certeza é haver sido filho de um comerciante de nome Mnesarcho que veio de Pneu trazendo para a ilha de Samos o milho, graças ao que lhe foi concedido à cidadania local. Sua mãe se chamava Pythais, uma nativa da cidade de Samos. Como comerciante Mnesarcho viajava muito e em tais viagens, muitas vezes, se fazia acompanhar por seu filho. Assim se sabe com relativa certeza que Pitágoras viveu seus anos de infância em Samos, mas várias vezes ele viajou com o seu pai para lugares distantes onde pode desde muito cedo receber ensinamentos de mestres de diversos lugares, tais como caldeus e sírios que detinham grandes conhecimentos de matemática e geometria.
Segundo algumas fontes ele teve dois irmãos e segundo outras foram três. O que se pode afirmar é que ele teve uma educação bem aprimorada, para tanto é bastante que se leve em consideração que ainda criança já tocava lira com perfeição, assim como recitava com primor as poesias de Homero. 

Muitos detalhes da vida de Pitágoras são considerados míticos, especialmente como decorrência do caráter secreto dos seus ensinamentos que eram conferidos mediante o juramento de silêncio, sob um rígido véu do sigilo conforme os regulamentos da escola místico-religiosa fundada por ele. Assim é difícil separar o que é verdade do que é fantasia a respeito da obra e vida do grande Pitágoras. Ás vezes ele é representado como um homem de ciência, e às vezes como um representante, ou criador de doutrinas místicas. Na verdade, para que se possa sentir a sua grandeza basta que sejam considerados certos detalhes que, por certo, preenchem a condição de gênio matemático e de místico. 

Quando se fala de Pitágoras as informações a seu respeito vão desde aquelas emitidas por pessoas que o colocam como um simples "matemático esquisito", àquelas que o consideram até mesmo uma figura divina. Muito do que existe escrito sobre ele tem sido considerado pela imprensa oficial como simples lendas. É até mesmo difícil separar os seus próprios ensinamentos com os de seus discípulos diretos e também dos pitagóricos que continuaram membros da "escola mística" criada por ele, e que ainda existe em atividade até os nossos dias. 

As circunstâncias do seu nascimento refletem mitos que tiveram origem em declarações, desde aquelas oriundas dos seus primeiros seguidores até daqueles que vieram muitos séculos depois. 

Diz-se que Mnesarcho e sua esposa, quando em viagem de negócios à cidade de Delfos, consultaram um Oráculo para saber sobre os acontecimentos quando do retorno à Síria. A Pitonisa que os atendeu em resposta às perguntas formuladas disse que sua esposa daria à luz uma criança do sexo masculino a qual estava destinada a sobrepujar todos os homens do seu tempo em sabedoria e beleza no curso de sua vida. Alguém que viria contribuir de forma marcante o progresso da humanidade. 

A predição da pitonisa se efetivou, Mnesarcho veio a ser pai de um menino ao qual foi dado o nome de Pythagoras. Portanto, no nascimento foi dado à criança um nome iniciado por Pth (as três letras do inicio do nome Pthonisa) indicando ser o predestinado do oráculo. Não existe somente esta crença, mas também outras. Afirmavam alguns que ele era um homem imortal, que era um dos deuses que viera para auxiliar o desenvolvimento da raça humana, portanto, um Avatar. Também desde a época em que ele viveu na terra foi considerado "fruto de uma imaculada concepção". Também diziam que Mnesarcho, tal como Jose o "pai de Jesus", fora informado profeticamente sobre do seu nascimento através de um anjo e que ele não deveria ter relações intimas com a sua esposa durante a gestação, pois dela nasceria um ser divino. Como vemos, algo semelhante ao que se diz do nascimento de Jesus, mas veja-se que Pitágoras veio ao mundo cerca de 500 anos antes de Jesus, por isto não se pode afirmar se tratar de um plágio das Escrituras Sagradas. 

Tudo indica que ele teve três grandes mestres na sua juventude, três filósofos que o influenciaram muito, sendo o mais citado deles Pherekydes, mas grande influência que exerceram sobre ele Thales de Mileto e Anaximandro, ambos viviam em Mileto. Pitágoras visitou Thales quando tainha entre 18 e 20 de idade. Então Tales já era muito idoso e na verdade não ensinou muito a Pitágoras, mesmo assim exerceu sobre este uma forte impressão que muito contribuiu no despertar do interesse de Pitágoras pela matemática e astronomia. Também por haver aconselhado a viajar para o Egito a fim de aprender mais sobre estas ciências. O aluno de Thales, Anaximandro, ensinava em Mileto e Pythagoras comparecia sempre às suas conferências. Anaximandro era certamente muito interessado em geometria e cosmologia e muitas das idéias dele influenciariam as próprias visões de Pythagoras. 

Em aproximadamente 535 AC Pythagoras foi para o Egito. Isto aconteceu alguns anos depois que o tirano Polycrates assumiu o controle da cidade de Samos. Mas o tirano Polycrates tinha certo respeito por Pythagoras e por isto concedeu-lhe uma carta de apresentação para as autoridades do Egito, país com o qual Polycrates mantinha fortes ligações. 

No Egito Pitágoras de início não foi aceito em muitos templos de sabedoria em decorrência de haver sido apresentado por Polycrates, mas a despeito disto, mesmo havendo sido recusado em algumas escolas de mistérios, acabou sendo aceito e iniciado no templo de Diosporis. 

Pitágoras viajou muito, esteve por várias vezes na Caldeia e talvez na Índia. Ele estava no Egito quando em 525 a.C. Cambyses II, o rei de Pérsia, invadiu o Egito capturando as cidades de Heliópolis e de Memphis de onde Pythagoras foi levado como prisioneiro de guerra. Mas isto não se constituiu um infortúnio para ele, bem pelo contrário, foi algo que muito contribuiu para o seu desenvolvimento, desde que pode então se familiarizar com o apogeu dos ensinamentos babilônicos que se constituíam o mais elevado nível de perfeição da aritmética, da música e de outras ciências matemáticos ensinadas lá ensinados. Aproximadamente no ano 520 a.C. Pythagoras deixou a Babilônia e voltou para Samos. Ignora-se como ele obteve a liberdade para regressar, mas isto só ocorreu após a morte de Cambyses ocorrida em 522 a.C. Logo depois do seu retorno ele fez uma viagem para Creta visando estudar as leis daquela ilha. 

Por certo Pythagoras seria considerado um dos maiores vultos da humanidade se ele houvesse deixado todos os seus ensinamentos escritos, mas realmente ele não escreveu nenhuma obra. Tudo o que existe a tal respeito é devido aos escritos de seus discípulos, quer sejam os do campo das ciências exatas (matemática, geometria, física), quer no campo espiritual, em especial os ensinamentos dos membros da "escola" ele fundada. Como cientista ele detentava um elevado conceito no que diz respeito ao desenvolvimento da matemática, da geometria e mesmo da física, especialmente relacionadas à música. Como já dissemos antes, por não haver ele deixado nenhuma obra diretamente escrita, não se sabe o quanto realmente descobriu e ensinou. Tudo o que se sabe a seu respeito provém de seus discípulos, de autores antigos, e de grandes filósofos e pensadores, entre estes Aristóteles e Platão, bem como de registros dos arquivos da organização por ele criada que ainda existem na atualidade como material "secreto" da Ordem Pitagórica.
A contribuição de Pitágoras para o desenvolvimento da matemática do mundo ocidental foi de vital importância, sendo alguns dos princípios por ele ensinados compatíveis até mesmo com a Relatividade Especial e Geral, assim como a Teoria Quântica. 


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Autor: José Laércio do Egito - F.R.C.