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terça-feira, 24 de julho de 2007

ÍNDIOS BRASILEIROS

OS DONOS DA TERRA

Segundo a Lenda Guarani, e seus ensinamentos orais passados através de seus Caciques e Pajés, eles são descendentes do primeiro povo a encarnar na Terra, o Povo Vermelho. E para ele (Povo Vermelho), não há divisão, tudo é um enorme conjunto dividido em artes, com seus consecutivos elementos: Seres, espíritos, etc. Como também não existe distinção entre os seres elementais (Fogo/Salamandras; Ar/Silfos; Água/Ondinas; Terra/Gnomos e Duendes) e seres "superiores", pois são os seres do reino dos elementos que possibilitam os espíritos a se tornarem encarnados. Assim existia uma inter-relação entre o micro e o macrocosmo.

E esse povo ancestral chegou a seu amadurecimento, depois de milênios de migração as terras de Pindorama onde hoje se encontra uma região que denominamos Brasil. E foi aqui que este povo rico em cultura e conhecimentos, deixou aos seus descendentes o conhecimento profundo sobre as leis e movimentos da vida.

Para os Guaranis eles continuam sendo amparados e auxiliados, pelos espíritos de seus Tamoios (espíritos ancestrais, que já deixaram de ter permissão para encarnar na Terra por terem cumprido seus aprendizados entre nós), que continuam a acompanhar a caminhada evolutiva da Terra de uma outra dimensão (sobre a Amazônia), de onde são responsáveis pelo conhecimento que mantém o equilíbrio da Terra.

Eles são conhecidos por guardiões da sabedoria, que junto com outros Mestres, formam o que conhecemos por Grande Conselho Cósmico Estrelar, responsável pelo auxílio evolutivo dos seres que como nós, ficamos cá "em baixo". Onde de tempos em tempos, um desses Mestres reencarna na Terra para auxiliar no crescimento e na evolução humana, nos ensinando, para que possamos manter o conhecimento, e para o equilíbrio do sistema. Pois em um momento perdido na nossa história, começou a chegar a Terra seres provenientes de outras estrelas que não tiveram a evolução de nosso primeiro povo, os filhos do Sol, de onde trouxeram cargas pesadas que contribuíram para o desequilíbrio da Terra.

Assim, depois de varias gerações, migrações e descendências, conhecemos hoje os Índios Guaranis, que provem do povo Tupi, que gerou os Tupinambás, que gerou dois grupos: Os Tupinambás e os Tupis-guaranis, onde os primeiros conquistaram outras etnias e impuseram seus conhecimentos, enquanto os segundos, nômades, continuaram sua peregrinação em busca de sua "Terra prometida”, a Terra sem males.

De vez em quando esses Mestres reencarnam na Terra em outras civilizações, mas seus ensinamentos continuam tendo como base o amor e a sabedoria. No Brasil houve uma das últimas reencarnações desses mestres, aproximadamente há 500 anos antes de Jesus, onde um grande Tupinambá conhecido com flecha dourada (Oibajubá) se colocou como Filho do Sol.

A Língua Falada

A língua guarani é falada por diferentes povos e de diferentes modos. De acordo com o lingüista Aryon Dall'Igna Rodrigues, os Ñandeva, Kaiowa e Mbya falam dialetos do idioma guarani que se inclui na família lingüística Tupi-Guarani, do tronco lingüístico Tupi. Neste rol se incluiriam também os povos chiriguano, guarani-ñandeva (Chaco paraguaio), ache, guarayos e izozeños, habitantes da Bolívia e Paraguai. Uma variante do guarani é falada pela população (provavelmente 90%) não indígena do Paraguai, país bilíngüe guarani/espanhol.

Levando-se em conta as longas distâncias entre os diferentes subgrupos guarani, são relativamente pequenas as diferenças entre suas línguas. Em situações territoriais limítrofes, onde ocorre contato entre subgrupos guarani (como o caso de Ocoy e Tekoha Añetete, no Paraná entre Mbya e Ñandeva), ou em situações compulsórias de relações de grupos macro familiares (famílias extensas) de subgrupos diversos numa mesma área (como Kaiowa e Ñandeva de Dourados, Caarapó ou Amambai no MS; ou como Chiripa e Mbya no Ocoy, PR), se observam atenuantes nas diferenças dialetais ou o surgimento de um léxico específico.

Os três subgrupos revelam vigorosa energia em manter sua língua viva e nada indica que isto tenda a arrefecer, mesmo em situações de alto grau de escolarização e de relações interétnicas. A língua, ou, melhor, a palavra, para os Guarani da atualidade assume relevância cosmológica e religiosa, representando importante elemento na elaboração da identidade étnica.

Yara, a jovem Tupi, era a mais formosa mulher das tribos que habitavam ao longo do rio Amazonas. Muito atraente, com longos e negros cabelos, tinha um sorriso meigo e sensual. Mantinha-se, entretanto, indiferente aos muitos admiradores, preferindo ser livre. Caminhava pela floresta e pelas areias brancas dos rios, envolvendo-se constantemente em suas águas claras. Por sua doçura, todos os animais e as plantas a amavam.

Numa tarde de verão, mesmo após o Sol se pôr, Yara permanecia no banho, quando foi surpreendida por um grupo de homens estranhos. Tinham longas barbas, usavam roupas pesadas, botas e chapéus. Falavam uma língua desconhecida e pareciam muito agressivos. Sem condições de fugir, a jovem foi agarrada e amordaçada, não podendo se livrar daquelas mãos que tocavam todo o seu corpo. Acabou por desmaiar, sendo, mesmo assim, violentada e atirada ao rio.

O espírito das águas transformou o corpo de Yara num ser duplo. Continuaria humana da cintura para cima, tornando-se peixe no restante. Assim, permaneceria bela, podendo ao mesmo tempo viver no rio eternamente.

Yara passou a entender os pássaros e a conversar com eles e com os peixes, como uma sereia cujo canto atrai os homens de maneira irresistível.

Ao verem a linda criatura, eles se aproximam dela, que os abraça e os arrasta às profundezas, de onde nunca mais voltarão.