Por favor, preencha a atmosfera com a vibração sublime dos Santos Nomes:
Hare Krsna Hare Krsna Krsna Krsna Hare Hare Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Renascer


A festa de São João fecha o primeiro semestre do ano. É a época em que, naturalmente, revisamos as metas projetadas na virada do ano anterior e fazemos um balanço do que conseguimos realizar. São João é o marco do que está por vir.

Ao revermos nossos projetos externos e internos, ressoa fortemente na alma a voz da consciência; tornamo-nos sensíveis aos nossos padrões de comportamentos repetitivos, aos erros reincidentes que funcionam como um freio na atuação individual que expressa mais limpidamente o nosso próprio ser.

“Mudem seus corações e suas mentes e preparem-se para a nova era" – clamava João às margens do rio Jordão. Em grego, Joanes, era um título atribuido ao ser humano que conseguia expressar seu ser espiritual no mundo. Em suas pregações João apelava diretamente ao senso individual do que é certo e errado, presente em cada pessoa, independente de nacionalidade ou religião.

Muitos de nós a esta altura do ano, sentem-se pequenos diante do que está por vir, com medo da própria sorte – sertanejos olhando cheios de esperança o céu estrelado de junho. Elevar os olhos ao céu é um ato que, em si, é uma oração; o coração também se eleva e na imensidão do azul que nos envolve sentimos a presença de algo maior que nos acolhe e que nos enche de esperanças.

“Homem, torne-se o que voce é". Após ser batizado por João o indivíduo enfrentava seu destino pessoal, como parte do destino da Humanidade. O que acontece além das fronteiras do meu cotidiano, tambem é minha responsabilidade, concluía e assim sentia-se membro de uma ordem universal.

O chamado individual, nesta época de São João, é forte. Em relação aos compromissos assumidos, sabemos intimamente, que tudo vai depender do que seremos capazes.

Renascer nas pequenas ações ordinárias do dia a dia, eis a Iniciação moderna. Tão contemporânea que na luta diária não nos damos conta do esforço que fazemos para manter a presença de espírito e para não desviar nossa atenção procurando por grandes promessas de transformação.

Respirando fundo, podemos reunir na alma, forças novas: de um lado, o stress é uma maneira de ser e lidar com as coisas. Reunimos coragem e pulamos a fogueira de São João. Do outro lado com a força individual intensificada, renovamos a disposição para o que, ainda antes do final do milênio, queremos alcançar.

No segundo semestre, as coisas vão deslanchar!


Texto de Edna Andrade